A Gente diz

Falta trabalho para 22,7 milhões de pessoas, mostra pesquisa do IBGE

 

Foto: Divulgaçãotree

O país tem atualmente 22,7 milhões de pessoas desempregadas, subocupadas ou inativas, mas com potencial para trabalhar. O resultado significa que, no segundo trimestre de 2016, estava faltando trabalho para todo esse contingente de brasileiros, segundo novos dados da Pesquisa por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Segundo o órgão, somados os contingentes de pessoas desocupadas (11,6 milhões), pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas (4,8 milhões) e na força de trabalho potencial (6,2 milhões) – que são, entre outras, pessoas desempregadas e que não mais procuram emprego – há um total de 22,7 milhões de pessoas com capacidade de trabalhar mais, o que representava 13,6% dos 166,3 milhões de brasileiros em idade de trabalhar – com 14 anos ou mais de idade.Como resultado, a taxa composta da subutilização da força de trabalho voltou ao patamar do primeiro trimestre de 2012, quando também estava em 20,9%. O resultado vinha mostrando tendência de queda até o terceiro trimestre de 2014. No segundo trimestre de 2016, a jornada média semanal de horas trabalhadas ficou em 39,1 horas, período menor do que a jornada 40,1 horas registrada no segundo trimestre de 2012, ano de início da pesquisa.

 

Briga entre PT e PSD impõe desafio a senador Otto Alencar

 

Foto: Emerson Nunes/Política Livre/Arquivo

Senador Otto Alencar é aliado do governo do Estado

O PSD nacional deve fazer carga sobre a representação do partido na Bahia para que se afaste do governo petista de Rui Costa (PT).

A medida decorre do rompimento pessoal entre o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e o partido do ex-presidente Lula.

Kassab é considerado por petistas um dos piores traidores da era Dilma Rousseff, de quem foi ministro e com quem tinha uma relação praticamente de amizade.

Em sua última passagem pela Bahia, a ex-presidente queixou-se a petistas de que não conseguia perdoá-lo por ter sido dos primeiros a se unir ao seu então vice, Michel Temer (PMDB).

Ela acusa Kassab de ter conspirado contra ela, levando, inclusive, informações do governo para o “gabinete do golpe”.

Se for concretizado, o afastamento vai impor na Bahia um desafio ao senador Otto Alencar, que pode ser obrigado a deixar o partido que fundou no Estado se quiser ficar na base de Rui.

Além de Otto, o PSD tem cinco deputados federais na Bahia. Todos eles votaram pela aprovação da PEC do Teto, proposta pelo governo Michel Temer.

Foto: Emerson Nunes/Política Livre/Arquivo

Morre mãe de ex-governador Nilo Coelho, aos 95 anos, em Salvador

 

Foto: Divulgação

Faleceu na manhã desta sexta-feira, aos 95 anos, Dona Eunice Moraes Coelho. Dona Nicinha, como era carinhosamente chamada por amigos e familiares, era viúva do ex-deputado Gercino Coelho, que faleceu em um acidente aéreo em setembro 1950, durante a campanha política. Ela deixa três filhos, o economista e empresário Sílvio Roberto Coelho, o ex-governador Nilo Coelho, e a bibliotecária Josenice Coelho, e mais 11 netos e 19 bisnetos. Dona Eunice será lembrada como uma mulher forte, que terminou de criar os filhos sozinha e construiu uma relação de respeito e carinho entre os familiares. A missa acontecerá às 16h na igreja do cemitério do Campo Santo e o enterro será às 17h.

Juros altos reduzem em 30% o uso do cartão de crédito na Bahia

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A taxa de juros do cartão de crédito voltou a subir em setembro e atingiu o índice de 463,03% ao ano, segundo levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). Esta é a maior alta desde 1995. De acordo com o presidente do Sindicato de Lojistas da Bahia, Paulo Motta, as altas taxas levaram a uma redução de 30% no uso do cartão de crédito no comércio do estado. “Dois terços da venda do varejo é no cartão de crédito, é a nossa confiança de liquidez. No instante que esse consumidor fica afastado em função da inadimplência, nós perdemos esse consumidor”, explicou Motta. De acordo com o G1, a alta dos juros também complica a situação de quem não paga o valor total da fatura. Os economistas garantem que o cartão de crédito pode ajudar nas compras, mas para evitar dívidas e pagamento de juros altos são necessários planejamento e organização.

A Academia Sueca homenageou o compositor “por criar novas expressões poéticas na tradicional canção americana”

Bob Dylan é o Nobel de Literatura. Confira cinco canções que explicam o prêmio

Bob Dylan (Foto: é H. Thompson/Hulton Archive/Getty Images)

Na manhã desta quinta-feira (13), o trovador americano Bob Dylan, de 75 anos, ingressou no panteão dos autores laureados com o Nobel de Literatura “por criar novas expressões poéticas na tradicional canção americana”. Dylan é o primeiro compositor a ganhar o prêmio, que é concedido desde 1901 pela Academia Sueca. “Se você olhar para um passado distante, há 5 mil anos, vai descobrir Homero e Safo. Eles escreveram textos poéticos que foram feitos para a performance, e o mesmo acontece com Bob Dylan. Nós ainda lemos Homero e Safo, e gostamos”, afirmou Sara Danils, numa defesa do ineditismo da escolha da Academia Sueca, da qual é secretária permanente.

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Dylan, ou melhor, Robert Allen Zimmerman, nasceu em 24 de maio de 1941, em Duluth, no Meio-Oeste americano. Filho de uma família judaica, dedicava-se ao folk e ao blues desde a adolescência. Seu grande ídolo era Woody Guthrie, um dos maiores expoentes do folk americano. Os escritores da geração beat – como Jack Kerouac, autor de On the road – e os poetas do modernismo americano também influenciaram seus versos e melodias. Adotou seu célebre pseudônimo em homenagem ao poeta galês Dylan Thomas.

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Em quase 55 anos de carreira, Dylan lançou 37 discos – o último deles, Fallen angels, em maio deste ano. Compôs hinos da canção de protesto americana, abençoou a união do folk com a guitarra elétrica e publicou dois livros: Tarântula, uma compilação de poesia experimental escrita entre 1965 e 1966, e Crônicas, o primeiro – e até agora único – volume de sua autobiografia.

Confira cinco das canções mais vigorosas de Dylan, que justificam sua inclusão entre os prosadores e poetas homenageados pelo Nobel de Literatura.

“Blowin’ in the wind” (1963)

Por seus versos que evocavam imagens de paz e liberdade, a canção se tornou um dos hinos da geração que protestou contra a Guerra do Vietnã e pelos direitos civis dos negros. É a música preferida do ex-senador e vereador eleito Eduardo Suplicy (PT-SP) e foi citada pelo papa João Paulo II numa homilia: “Você diz que a resposta está no vento, meu amigo. Mas não está no vento que sopra as coisas longe, está no sopro no Espírito Santo”.

“The times they are a-changin’” (1964)

Foi com essa canção, lançada poucos meses depois do assassinato de John F. Kennedy, que Dylan conquistou de vez o título de porta-voz de uma geração. Os versos têm um quê de profecia bíblica, mas a canção não reflete sobre questões específicas nem é um chamado à ação. Seu vigor está em apenas descrever as mudanças pelas quais o mundo passava nos anos 1960.

“Desolation row” (1965)

Dylan só precisou de três acordes e parcos instrumentos para compor uma canção que se estende por 11 minutos. T.S. Eliot, Ezra Pound, Caim e Abel, Bette Davis e até Ofélia, a trágica personagem de Shakespeare, aparecem nos versos da canção, inspirada na prosa de Jack Kerouac e John Steinbeck.

“Like a rolling stone” (1966)

A canção foi gravada pelos Rolling Stones em 1995, mas não tem qualquer relação com os roqueiros britânicos. A poesia e o cinismo da canção transformam Dylan num astro do rock. Os versos sobre uma senhora solitária que caiu em desgraça e é obrigada a enfrentar um mundo hostil e o refrão que perguntava “How does it feel?” (Como se sente?) em tom de provocação ecoavam os sentimentos da geração dos anos 1960, que rejeitava a vida confortável sonhada por seus pais.

“Hurricane” (1975)

Nos versos de “Hurricane”, Dylan narra a história de Rubin Carter, um boxeador negro condenado por assassinato. O compositor chegou a visitá-lo na cadeia. A canção começa com um tiro e termina, oito minutos depois, com Carter na prisão. “Hurricane” foi tema do filme homônimo dirigido por Norman Jewison e estrelado por Denzel Washington.

RUAN DE SOUSA GABRIEL

Campanha da Fraternidade – Tema e lema da CF 2017 são sobre biomas brasileiros e a Criação

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A Campanha da Fraternidade de 2017 já tem tema e lema definidos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Será sobre “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, tendo como lema “Cultivar e guardar a Criação”. O assunto foi discutido na reunião do Grupo de Assessores (GA) da CNBB, realizada ontem, 2 de maio. Na reunião também foi feita uma avaliação da 54ª Assembleia Geral da Conferência, realizada em abril passado.

Sobre a CF 2017, o subsecretário ajunto de pastoral, Pe. Antônio Catelan, explicou que, na reunião, o grupo teve a oportunidade de fazer o primeiro estudo do texto da Campanha. “Em geral, o texto que é apresentado, passa por várias revisões e esse é o primeiro contato feito por nós”, afirmou.

Os assessores dividiram-se em sete grupos, nos quais seis deles trabalharam os seis biomas brasileiros e um deles trabalhou o tema da CF. As reflexões feitas pelo GA são levadas para a reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), da CNBB, que começa hoje, 03 de maio, e prosseguirá até quarta-feira, dia 04. www.cnbb.org.br

Prefeitura antecipa feriado do Dia do Servidor

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Em decreto publicado hoje (10), no Diário Oficial do Município, a Prefeitura de Vitória da Conquista antecipa o feriado do dia 28 de outubro de 2016, Dia do Servidor Público, para a próxima quinta-feira, 13 de outubro.

Considerando a antecipação e que a mudança do feriado beneficiará  os  servidores  públicos  municipais  que poderão usufruir melhor das comemorações do Dia do Servidor Público e da Padroeira do Brasil, decretou-se também ponto facultativo nas repartições públicas municipais no dia 14 de outubro.

A Prefeitura destaca que os serviços públicos essenciais serão mantidos  normalmente.

O flagrante ocorreu na zona rural de Alagoinhas, quando policiais da DRFR passavam pelo local

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Equipes da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRFR), de Alagoinhas, prenderam, nesta terça-feira (11), o traficante Gilberto Nonato dos Santos, de 21 anos, quando tentava se livrar de um saco contendo trouxinhas de maconha.

O flagrante ocorreu numa localidade conhecida como Disai, na zona rural do município, onde o rapaz, já detido, confessou que estava vendendo a droga, admitindo, em seguida, que em sua residência havia mais entorpecentes.

No imóvel, em cima de uma mesa que estava no quarto, os policiais encontraram um revólver calibre 38, uma espingarda 12, mais trouxinhas de maconha, a quantia de R$ 672, um relógio, três celulares e munições de diferentes calibres.

Autuado em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo, Gilberto se encontra agora custodiado na DT/Alagoinhas, à disposição da Justiça. A droga, que ainda será pesada, armas e objetos apreendidos foram encaminhados para perícia.

Ascom/PC

Após quase 12 horas, Câmara conclui 1º turno da PEC do teto de gastos

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Texto-base foi aprovado por 366 votos a 111; deputados rejeitaram destaques.
Proposta precisará ser aprovada em 2º turno e ser submetida ao Senado.

A Câmara dos Deputados concluiu na madrugada desta terça-feira (11) a votação, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um teto para o aumento dos gastos públicos pelas próximas duas décadas.

O texto-base da PEC havia sido aprovado pela Câmara às 21h35 desta segunda por 366 votos favoráveis e 111 contrários, mas, na sequência, os deputados tiveram de analisar oito destaques (sugestões de alteração no texto) para concluir o primeiro turno de apreciação da proposta.

SAIBA COMO VOTOU CADA DEPUTADO

Todos os destaques apresentados foram rejeitados pela maioria dos deputados. A análise das sugestões de alteração ao texto original durou cerca de quatro horas.

Três destaques tinham por objetivo retirar do teto de gastos áreas como saúde, educação e assistência social. Outro destaque rejeitado pretendia estabelecer um limite de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) para o pagamento de juros e amortização da dívida da União.

Também foram derrubados destaques que pretendiam excluir o ano de 2017 do limite de gastos e retirar da PEC o trecho das penalidades para os órgãos que descumprirem o teto de despesas.

Antes de alterar a Constituição, a PEC ainda terá de passar por uma segunda votação no plenário da Câmara e outras duas no Senado.

Por se tratar de emenda à Constituição, eram necessários os votos de, pelo menos, três quintos dos deputados (308 dos 513) para aprovar o texto. No Senado, o governo precisará de, no mínimo, 49 votos favoráveis.

A previsão do relator da PEC, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), é de que o segundo turno de análise na Câmara ocorra daqui a duas semanas, no dia 24.

Tramitação no Congresso
A PEC 241, conhecida como PEC do Teto de Gastos, foi enviada ao Legislativo por Michel Temer no primeiro semestre, enquanto o peemedebista ainda ocupava interinamente a cadeira de presidente da República. A proposta é considerada pelo Palácio do Planalto um dos principais mecanismos para tentar reequilibrar as contas públicas.

A PEC define que as despesas da União só poderão crescer, nos próximos 20 anos, até o limite da inflação do ano anterior. Na prática, Executivo, Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas da União, Ministério Público e Defensoria Pública da União não poderão aumentar suas depesas de um ano para o outro acima da inflação registrada no ano anterior.

Em caso de descumprimento do teto, a PEC estabelece uma série de restrições, como a proibição de realizar concursos públicos ou conceder aumento para qualquer membro ou servidor do órgão.

Ofensiva de Temer
Para garantir a aprovação da proposta que estabelece o teto de gastos, Temer se empenhou pessoalmente nas últimas semanas na articulação política com sua base aliada. Ao longo desta segunda-feira, o presidente disparou ligações e recebeu deputados em seu gabinete para tentar convencer parlamentares que ainda estavam indecisos em relação ao texto.

No domingo (9), ele ofereceu, no Palácio da Alvorada, um jantar para cerca de 280 pessoas, entre as quais ministros e parlamentares aliados. No banquete, o peemedebista afirmou aos governistas que qualquer movimento corporativo contra a PEC que limita o aumento dos gastos públicos “não pode ser admitido”.

Além do jantar no Alvorada, Temer protagonizou uma verdadeira ofensiva política sobre sua base aliada para aprovar a PEC. A maratona do governo para assegurar votos favoráveis ao projeto também contou com uma série de reuniões no Planalto e cafés da manhã com parlamentares aliados.

A preocupação em atingir um placar elástico era tão grande que o presidente da República exonerou três ministros que são deputados licenciados – Bruno Araújo (Cidades), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia) e Marx Beltrão (Turismo) – para que eles voltassem à Câmara para votar a favor da PEC do teto de gastos. Os três devem ser reassumir as cadeiras no primeiro escalão nesta terça-feira (11).

Michel Temer acompanhou o primeiro turno de votação da PEC na Câmara em seu gabinete no Palácio do Planalto. Ao final da votação do texto-base, ele ligou para alguns líderes governistas para agradecer a aprovação da proposta.

Nesta segunda-feira, o peemedebista conseguiu duas vitórias. Primeiro, ele viu sua principal aposta para equilibrar as contas públicas avançar no parlamento.

Além disso, Temer testou a fidelidade de sua base de apoio e corrigiu a dispersão dos deputados governistas do plenário, problema que inviabilizou na semana passada a conclusão da análise dos vetos presidenciais na sessão do Congresso Nacional. No jantar oferecido aos governistas no Alvorada no domingo, ele fez um apelo para que os deputados garantissem o quórum.

Desta vez, os deputados governistas praticamente não arrastaram pé do plenário, mantendo o quórum em cada votação, enquanto oposicionistas tentavam derrubar a sessão com instrumentos previstos no regimento interno.

O porta-voz do governo, Alexandre Parola, fez um rápido pronunciamento no palácio depois da aprovação do texto-base. Parola classificou o resultado como uma “vitória maiúscula” e afirmou que a votação “expressiva” mostra o compromisso do Congresso Nacional com o equilíbrio fiscal do país.

Sessão tumultuada
A sessão que apreciou em primeiro turno a PEC do Teto de Gastos foi marcada por um clima tenso. Ao longo das quase 12 horas de sessão, houve troca de provocações entre os parlamentares governistas e oposicionistas, além de protestos nas galerias do plenário.

Contrários à PEC, deputados de partidos de oposição, como PT, PSOL, Rede, PCdoB e PDT, afirmaram que a medida congelará os investimentos sociais em áreas como saúde e educação.

Na tentativa de atrasar a votação, alguns parlamentares apresentaram uma série de recursos regimentais. Com isso, a sessão que teve início por volta das 14h de segunda se arrastou até a madrugada desta terça.

Líder da Rede na Câmara, o deputado Alessandro Molon (RJ) classificou a PEC de injusta com o país. “Não se trata de proibir que se gaste mais do que se ganha. Aqui se trata de acabar com a garantia de que os investimentos em saúde e educação acompanhem o crescimento da receita. E fazer isso num país tão desigual como o Brasil é de extrema crueldade”, criticou o parlamentar fluminense.

Deputados da base aliada, por sua vez, saíram em defesa da proposta do Planalto argumentando que a medida é parte da solução para resolver a crise fiscal deixada pelos governos petistas. “Esta PEC é apenas o começo das reformas”, discursou Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).

Enquanto os deputados debatiam o texto, a equipe do relator da proposta distribuiu aos parlamentares um panfleto com argumentos favoráveis à aprovação do projeto.

Além disso, parlamentares governistas estenderam cartazes e faixas de apoio à proposta de Temer com frases como “A PEC 241 é responsabilidade”, “O PT quebrou o Brasil, nós estamos consertando” e “PEC do futuro: responsabilidade fiscal”.

Nas galerias e no plenário, manifestantes contrários ao teto dos gastos públicos vestidos com camisas de sindicatos da área de educação ergueram faixas contra a proposta com mensagens como “PEC 241, a PEC da morte” e “PEC 214 desmonta o Estado”.

Em um dos momentos mais tumultuados da sessão, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), determinou a retirada das galerias de uma mulher que protestava contra a PEC mandando beijos para o plenário.

Os protestos contra a PEC 241 não vieram apenas da oposição. Integrante do PTB – partido da base aliada de Temer –, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) subiu à tribuna para criticar duramente a proposta do governo federal.

Sob vaias de governistas, ele argumentou que, se aprovada, a proposta prejudicará os trabalhadores. Irritado com o discurso do aliado, o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) gritou no plenário que Faria de Sá estava sendo “chato”.

Em resposta, o parlamentar do PTB retrucou. “Calem a boca! Calem a boca. Vão ter que me engolir! Vão ter que me escutar! Até porque esse é o jogo parlamentar e, na verdade, eu venho à tribuna e uso o meu direito regimental. Eu não estou usando nada fora do que o regimento permite, não. Não estou usando nenhuma artimanha, nenhum artifício. Estou usando o direito regimental”, provocou o parlamentar petebista.

Dali em diante, os ânimos ficaram ainda mais exaltados no plenário. Ao discursar, o deputado Rocha (PSDB-AC) provocou os manifestantes que protestavam contra a PEC nas galerias do plenário dizendo que eram “militantes pagos com recursos de sindicato”.

Além dos protestos nas galerias do plenário da Câmara, também houve protesto contra a PEC em frente ao anexo 2 da casa legislativa.

Um grupo formado por pessoas ligadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT), à Central Sindical e Popular (CSP) e ao Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF (Sindiserv-DF) foi impedido de entrar no prédio do Legislativo pela Polícia Militar do Distrito Federal. Os policiais fizeram uma barreira ao redor da entrada do anexo 2.

De acordo com a Polícia Militar, cerca de 100 pessoas participavam da manifestação. Os organizadores do ato estimam 800 pessoas.

Galinhada no cafezinho do plenário
Nem só de protestos e troca de acusações foi marcada a sessão desta segunda-feira. Um dos raros momentos de confraternização de governistas e oposicionistas ocorreu antes da votação do texto-base da PEC, quando deputados e funcionários da Casa degustaram um jantar de comida mineira que foi servido no cafezinho do plenário.

No cardápio, galinhada, linguiça e feijão tropeiro. De sobremesa, rapadura. As comidas foram levadas ao Congresso Nacional pelo deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG).

Além de patrocinar o jantar, o peemedebista também ajudou a servir a comida. O deputado do PMDB estava suado de tanto correr entre o plenário e o cafezinho para chamar colegas parlamentares, carregar pratos e pedir talheres para que as pessoas pudessem se servir.

Ex-prefeito do município mineiro de Malacacheta, o parlamentar é conhecido no meio político pelos banquetes que oferece aos colegas.

Saúde e educação
Desde que foi apresentado pela equipe econômica de Temer no primeiro semestre, a PEC do teto de gastos enfrenta resistências no Congresso e em setores da sociedade civil.

Entidades como o Conselho Nacional de Saúde (CNS), o Conselho Nacional de Secretarias Estaduais de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), por exemplo, dizem que a PEC pode impor perdas bilionárias para o setor de saúde.

Inicialmente, o governo chegou a incluir no texto do projeto o limite para os investimentos nessas duas áreas.

Diante da repercussão negativa da medida e da pressão de parlamentares, incluindo da base aliada, o Palácio do Planalto anunciou que, em 2017, serão mantidas as regras atuais para os investimentos em saúde e educação (previstas na Constituição), passando a vigorar o novo teto somente em 2018.

Salário mínimo
No relatório apresentado à comissão especial que analisou a PEC na Câmara, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) afirmou em seu parecer que a proposta prevê que o salário mínimo (referência para mais de 48 milhões de pessoas) deixará de ter aumento real (acima da inflação) se o governo ultrapassar o limite de despesas – gastar mais do que o fixado na lei.

Esse veto ao aumento real permaneceria, conforme o relator, até que as despesas retornassem aos limites previstos “não se restringindo apenas ao ano subsequente ao descumprimento do teto”.

‘Fechamento de questão’
Diante da ofensiva do Palácio do Planalto em busca de apoio à PEC, os cinco principais partidos aliados ao presidente Michel Temer (PMDB, PSD, PR, PP e PSDB) “fecharam questão” a favor da PEC.

Na prática, se um deputado desses partidos não votasse pela aprovação da proposta, a legenda poderia aplicar sanções, que poderiam chegar até a uma eventual expulsão.

Apesar da determinação do seu partido, o PR, a deputada Clarissa Garotinho (RJ) disse que irá votar contra a PEC por entender que é “algo muito sério para não seguir a própria consciência”.

Ela diz considerar que a medida irá afetar os próximos 20 anos “sem dar espaço” para o Congresso poder mudar a forma de cálculo. Questionada sobre se teme algum tipo de punição, Clarissa afirmou que é preciso esperar.

Fonte texto: G1

Seleção Brasileira escalada para pegar a Venezuela

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Como de praxe, pela quarta vez seguida, o técnico Tite não fez mistério e divulgou a escalação da Seleção Brasileira na véspera da partida seguinte. Nesta segunda-feira (10), no Estádio Metropolitano de Mérida, palco de Brasil x Venezuela, ele confirmou o time.

O Brasil entrará em campo com Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Filipe Luís; Fernandinho, Paulinho e Renato Augusto; Willian, Philippe Coutinho e Gabriel Jesus.

Foi exatamente com esta formação que ele comandou um treino tático nesta tarde nublada em Mérida. Primeiro foi um exercício entre os que vão começar jogando e os que estarão no banco. O objetivo era trabalhar a pressão na saída de bola adversária, com marcação em cima sempre que perdiam a bola.

Depois, Tite e seus auxiliares fizeram uma atividade de posicionamento só com os titulares. Para terminar, os jogadores ainda treinaram jogadas de bola parada.

Fonte: CBF