O Vigo. Sabino Gomes de Ande.”
Filhos do casal Inocêncio e Prudência Rosa da Santa Edwirgens, casados em 25 de maio de 1817: Exupério Pinheiro Canguçu (24/09/1820), Pedro Pinheiro Canguçu (1825), Leolino Pinheiro Canguçu (nascido em 1826, falecido em 1848, assassinado em Grão Mogol/MG), Zeferino Pinheiro Canguçu (1827), Jesuíno Pinheiro Canguçu, Geraldina Canguçu, José Inocêncio Pinheiro Canguçu (1832), Francisco Pinheiro Canguçu (1834), Ermelindra Pinheiro Canguçu (1836), Adolfo Pinheiro Canguçu (1838), Lívio Pinheiro Canguçu (1840), Bibiana Pinheiro Canguçu (1843), fora os que morreram na infância. Conta-se que Inocêncio teve outro tanto de filhos extramatrimonial. São seus avós maternos: Francisco de Souza Meira e Rita de Souza Meira e paternos: Antônio Pinheiro Pinto e Bibiana Maria de Jesus.
Aprendeu as primeiras letras com o vigário de Bom Jesus dos Meiras. Adolescente, com mais ou menos 15 anos de idade, seguiu para Salvador, onde permaneceu estudando e preparando-se para a admissão ao curso jurídico da Academia Pernambucana de Olinda. Dedicou-se com afinco ao aprendizado, adquirindo conhecimentos que o colocaram acima do nível intelectual e cultural em relação aos seus colegas do curso jurídico. A Sabinada – revolução baiana que tomou o nome de um dos seus promotores, o médico famoso Dr. Francisco Sabino Alves da Rocha Vieira, ocorrida em novembro de 1837 – foi um movimento sedicioso, de caráter republicano e separatista que promoveu a brusca retirada de várias pessoas da capital, atingindo até Pernambuco. Esse foi um dos motivos que levou o jovem Exupério Canguçu a abandonar os estudos. Voltou para o Brejo em 1937 com a intenção de retornar para Olinda, entretanto a rebelião durou até março de 1838, o que o desmotivou a continuar estudando.
Os estudos realizados em Salvador incutiram-lhe o gosto pela leitura, o qual conservou por toda a vida. No Sobrado, mantinha uma biblioteca com mais de duzentos volumes de obras sobre literatura francesa (idioma que dominava, do mesmo modo o latim), inglesa, portuguesa e livros especializados em história natural, química, física, obras de autores católicos, dicionários e outras do seu interesse.
A pedido do pai, em 1838, assumiu a direção administrativa da fazenda do Brejo, ocasião em que se casou, aos 18 anos de idade, com a prima-irmã Umbelina Bárbara Meira, filha de seus tios Antônio de Souza Meira e Zeferina Maria de Santo Antônio, natural da vila Bom Jesus dos Meiras, nascida em 04/12/1819, contando, portanto, com 19 anos de idade. Após o enlace matrimonial, ela acrescentou ao nome o sobrenome Canguçu. O casamento realizou-se no Sobrado do Brejo, em 16 de julho de 1838. Umbelina faleceu no mesmo sobrado, em 17/03/1903, com 83 anos de idade.
O casal teve os seguintes filhos: Zeferina Canguçu Mirante (02/01/1845), Prudência Pinheiro Canguçu (17/12/1947), Íria Pinheiro Canguçu (06/06/1849), Maria da Conceição Canguçu Cotrim (21/11/1851), Antônio Pinheiro Canguçu, (04/06/1854), Joaquim Pinheiro Canguçu (05/12/1855), Inocêncio Pinheiro Canguçu (26/09/1858), Umbelina Pinheiro Canguçu (03/06/1860), Exupério Pinheiro Canguçu Filho (1862), todos nascidos no Sobrado do Brejo.
Os filhos de Exupério foram criados conforme os costumes da época e as condições fornecidas pela região. Não contavam com distrações e viviam num ambiente de segregação, isolados no latifúndio, praticamente sem comunicação com os vizinhos.
Preocupado com os estudos dos filhos, reservou um dos quartos de sua residência, improvisou nele uma escola, mobiliando-a rusticamente e contratou um professor e um sacerdote de Bom Jesus dos Meiras para lecionarem para os seus filhos, pela parte da manhã, sob sua fiscalização. Um deles tinha problemas mentais e morreu ainda adolescente.Dos quaro filhos, dois efetuaram o curso secundário no Colégio São João, em Salvador. Após o término, um regressou para o Brejo enquanto o outro, o mais velho, de nome Antônio, depois de formar-se em engenharia civil na Escola Central (posterior Escola Politécnica do Rio de Janeiro), empregou-se na construção da Estrada de Ferro Leste Brasileiro.
Levavam uma vida monótona, o mesmo ramerrão, ano após ano, ainda pior para as mulheres que tinham a sua liberdade tolhida pela rigidez da criação. Às mulheres, em geral, na época, não era permitida a instrução. A elas eram reservados os trabalhos domésticos: costura, crochê, rendas etc. e, por prevenção dos pais, eram vigiadas por escravas. Tinham respeito pelos pais, a quem temiam, principalmente o pai, e procuravam obedecer-lhes sem contrariar as suas orientações e ordens.
Era considerado um homem culto, lia corretamente em latim e francês, tinha conhecimentos da língua inglesa, destarte nunca se descurou da leitura que lhe proporcionava prazer e aquisição de novos conhecimentos de temas atualizados através de jornais (era assinante do Diário da Bahia, órgão do Partido Liberal) e revistas vindos de Salvador. Embora chegassem atrasados, inteirava-se dos assuntos em evidência na época. Pessoa de muita cultura, apreciava conversar sobre literatura, política e história geral com os visitantes instruídos e letrados que se hospedavam no Sobrado.
Exupério Canguçu elevou o padrão de vida e a situação dos moradores do Brejo, providenciando melhorias socioeconômicas diversas, inclusive alimentares, introduzindo hortaliças e frutas na alimentação, as quais anteriormente não eram consumidas. Houve uma reviravolta de hábitos e costumes no lugar, com a modernização introduzida por Exupério, proporcionando o bem-estar da população.
Começou a vida o Coronel Exupério dedicando-se ao comércio. Proveio daí a sua riqueza e o seu prestígio comercial e político de homem honesto, cumpridor dos seus deveres. Nessa área comercial, ele foi representante ou correspondente das firmas Monteiro & Gomes, substituída depois por Antônio Francisco & Cia Brandão. Nessas relações comerciais e de confiança, incluía-se também o pagar todas as despesas dos filhos do fazendeiro estudantes em Salvador, para posterior acerto. Em 03 de junho de 1863, ainda por intermédio dessa firma, doou a importância de duzentos mil reis, para as urgências do Estado, na crise em que se encontrava.
Envolveu-se na política da região, diferentemente do avô e do pai que não se interessavam por essas questões de ordens políticas e civis de mando. Foi eleito vereador e fez parte da Junta de Qualificação – órgão destinado à habilitação e qualificação de novos eleitores na cidade de Caetité. Eleito vereador por vários mandatos com expressiva votação, denotou o seu prestígio político junto à comunidade. Por exemplo, na eleição de 1848, obteve 441 votos de um total de 1019.
Fez parte da Guarda Nacional estabelecida em Caetité através 78º Batalhão que lhe concedeu o título de “Coronel Comandante Superior da Guarda Nacional do Município de Caetité”, posto do qual se orgulhava pelo tratamento de “Comandante Superior”. Pagou pela patente a importância exigida naquele tempo.
O coronel tinha duas casas na sede do município de Brumado, que eram utilizadas quando ele vinha tratar de negócios na cidade ou para veranear.
Em Santo Antônio da Barra, depois denominada Condeúba, foi igualmente chefe político de grande prestígio. Foi convidado pelo padre Belarmino Silveira Torres da então paróquia ou freguesia de Santo Antônio da Barra que lhe promoveu homenagem em 23 de outubro de 1859, com todos os requintes de uma festa religiosa, em congratulação pela posse recente no posto de Coronel Comandante Superior da Guarda Nacional de Caetité. O padre visava, também, fazer apelo no sentido de elevar a paróquia a vila, o que se efetuou em 1860, certamente com a influência do chefe político Exupério Canguçu.
Em 18 de outubro de 1856, foi nomeado pelo governador da província da Bahia, João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu, como Oficial da Guarda Nacional. Um ano depois, à patente de Coronel. Em 1857, foi também nomeado pelo Imperador D. Pedro II com a carta patente de Coronel Comandante Superior da Guarda Nacional do Município de Caetité.
Era monarquista, mas, com as mudanças políticas, filiou-se ao Partido Liberal e, dessa forma, perdeu o poderio político em Santo Antônio da Barra para o sobrinho Coronel da Guarda Nacional José Egídio de Moura Albuquerque, o qual, em 1889, foi agraciado com o título de Barão de Santo Antônio da Barra. Entretanto, Exupério recebeu cartas de políticos eminentes, como João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu – Visconde de Sinimbu – e Conselheiro Ruy Barbosa, pedindo votos pelo seu prestígio eleitoral de então.
Deveria receber o título de Barão, chegou a fazer parte da lista que o mencionava, porém os processos referentes às lutas das famílias contribuíram para a retirada do seu nome, fato que o desgostou pelo tratamento conferido pelos chefes liberais.
Registrou Exupério Canguçu que o primeiro recenseamento geral do Brasil se deu em 1827 e na lista da família do Sobrado do Brejo constou um total de 25 indivíduos livres.
Finalmente, Bom Jesus dos Meiras, hoje Brumado, município onde situa a fazenda do Brejo do Campo Seco, foi, por longos anos, governado pelo Coronel Exupério Pinheiro Canguçu, que foi vereador, presidente da Câmara Municipal, Intendente no período de 1878/1882 e 1887/1890 e primeiro suplente de Juiz Municipal de Órfãos. Ocupou, portanto, todos os cargos políticos e administrativos do lugar, ofícios de suma importância para a vida política e administrativa do município. A administração do Coronel Exupério foi executada com senso público de muito êxito. Distribuiu posses para que as pessoas, inclusive forasteiros, construíssem suas casas, deu oportunidades para se instalarem na feira livre e montar as suas barracas, entre outras ações que contribuíram para o desenvolvimento do lugar. Conta-se que, apesar da cultura, era um homem “duro”, fazia o que queria de acordo seu entendimento, simples, porém grosseiro no tratamento e respostas mal-humoradas.
O cronista Durval Vieira de Aguiar registrou o seguinte: “Na distância de três léguas da vila, acha-se a Fazenda “Brejo” do Coronel Exupério Canguçu, chefe da maior e mais saliente família da localidade e real influência política do distrito e, na “sua” Vila, exerceu todos os postos de mando dirigindo-a praticamente segundo o molde da época”.
A decisão do filho Antônio frustrou a intenção do pai, que pretendia utilizá-lo na direção da fábrica de ferro na Serra das Éguas. Progressista, este se aventurou e erigiu um forno para essa produção, iniciada em 1868, com o minério encontrado em sua propriedade, tornando-se pioneiro dessa indústria na região. Um investimento de cem contos de reis, uma fortuna na época. Findou as atividades da fábrica, por falência, no ano de 1878. A fundição foi um dos principais fatores que o levaram à ruína financeira, causando-lhe desequilíbrio nos negócios agravados pela abolição da escravatura.
Com a negativa, o filho, realista e menos idealista que o pai, previra o fracasso do empreendimento e preferiu trabalhar na Leste Brasileiro, firma já estabelecida que lhe oferecia estabilidade no emprego.
O fazendeiro, último senhor do Brejo, viveu na abastança e morreu pobre, deixando para os herdeiros terras nuas e desvalorizadas. Faleceu no Sobrado do Brejo, em 08/02/1890, aos 80 anos de idade, já decrépito e com a razão comprometida. Sem recursos financeiros, morreu sem saber que, na serra das Éguas, além do minério de ferro que explorou, estavam latentes no subsolo grandes jazidas de talco e magnesita que fazem a pujança da empresa que os explora – a Magnesita S.A. – e de outras de menor porte, além de conter esmeraldas e outros minérios.
PARTICULARIDADES:
Exupério era um exímio atirador, não errava um tiro. Mesmo a distância, acertava o alvo com bastante precisão, perícia de que se vangloriava e que o tornou famoso na região. Em distância regular, estourava qualquer objeto, por menor que fosse, colocado no topo do mourão ou na cabeça de algum agregado. Para aprimorar-se, praticava constantemente exercícios de tiro ao alvo, variando de armas importadas provavelmente da Bélgica, onde se fabricavam as mais perfeitas.
Tinha paixão por fardas, por armas e pelas coisas militares, era aficionado por esses símbolos. Em circunstâncias especiais, ou criadas por ele, fardava-se impecavelmente com todo rigor militar e fazia-se presente garboso, chamando a atenção por onde passava. Quando desfilava a cavalo, o animal também usava os paramentos militares. As indumentárias e objetos de uso pessoal encontram-se expostos no Condado.
Em 1830, o nativista Inocêncio Pinheiro Pinto (assinatura antiga), por conveniência particular, substituiu o Pinto, nome lusitano, pelo vocábulo indígena Canguçu – nome que significa animal feroz, condizente com o temperamento dos Pinheiro Pinto, mavórcio por natureza. O novo nome foi transmitido aos seus filhos e descendentes.
O Coronel Canguçu tornou-se o homem mais rico e poderoso chefe político do alto sertão da Bahia e se ufanava dessa condição.
Exupério envolveu-se na luta familiar entre Castros e Canguçus em defesa do irmão, motivado pelo rapto de Pórcia – Carolina da Silva Castro – por Leolino Pinheiro Canguçu, fato que Exupério não consentia. Apaixonaram-se e decidiram ficar juntos. Ela não seguiu com os demais para Curralinho, permanecendo com Leolino no Sobrado, até 16 de dezembro de 1844, quando o Sobrado foi atacado, e Pórcia, resgatada à força pelos Castros e seus jagunços. Embora Leolino fosse casado com a sua prima Rita Angélica Meira, Pórcia tomou essa decisão. O acontecimento deu causa à guerra que envolveu também os Mouras. Exupério resistiu bravamente ao segundo assalto ao Sobrado do Brejo e, em função disso, teve sua casa do sítio do Condado assaltada, houve mortos, fugas, processos, júri e julgamentos. A partir daí, a luta passou a ser forense.
Exupério pertencia à maçonaria, bem como seus adversários, e a Loja à qual eram afiliados foi responsável pelo apaziguamento das famílias em luta, que contou com a aquiescência dos litigantes. Ele foi maçom grau 33, porém não havia incompatibilização entre a sua crença nos preceitos da religião católica e a Franco-Maçonaria.
Católico praticante, devoto de Nossa Senhora da Conceição, Exupério conservou o oratório do Sobrado do qual cuidou muito bem, fazendo a manutenção e mantendo a originalidade do ambiente, onde se realizavam missas aos domingos e feriados. À tarde, diariamente, na hora da Ave-Maria, a família se reunia para a devida oração, um hábito criado por ele.
Em sua forja, manufaturou instrumentos agrícolas, utensílios domésticos e outras ferramentas de trabalho, além de fechaduras, pregos etc., materiais encontrados, ainda hoje, nas antigas construções em Brumado, outrora Bom Jesus dos Meiras. Esse foi um empreendimento de futuro, com o qual Exupério visava obter muito lucro e acumular riquezas, porém frustrou-o.
No final da vida, senil e caduco, o coronel Exupério Pinheiro Canguçu devaneava com assaltos e tiroteios. Imaginava-se ameaçado e cercado por inimigos no Sobrado do Brejo. Ficava então inquieto e agitado. Para sossegá-lo, os familiares colocavam em suas mãos o clavinote carregado de pólvora seca. Ele atirava a esmo. Com isso se acalmava.
Transcrito do Livro OS TORRES, da autoria do Dr. Mário Torres: “Tranquilino Leovigildo Torres foi batizado em 15/01/1860, na cidade de Condeúba, sendo seus padrinhos o Comandante Superior Exupério Pinheiro Canguçu e sua Mulher D. Umbelina Bárbara de Souza Meira”.
Do clã dos Canguçus, o único que se destacou pela intelectualidade e inteligência foi Exupério Pinheiro Canguçu. Os demais se impunham pela bravura e seus atos de valentia e até mesmo de perversidade, como exemplo, o Leolino praticou façanhas que marcaram negativamente a família.
Em Brejo do Campo Seco, sucederam a Miguel Lourenço de Almeida na liderança do clã o genro Antônio Pinheiro Pinto, o neto Inocêncio Pinheiro Pinto e o bisneto Exupério Pinheiro Canguçu, quarto e último senhor do Brejo.
No início do período republicano no Brasil, com a dispersão familiar dos Canguçus do Campo Seco, rompeu-se a tradição de prender-se a um patriarca, como era costume no sertão dos coronéis. Com isso, houve o declínio da prosperidade familiar.
TERMO DA INSTALAÇÃO DA VILLA DE BOM JESUS DOS MEIRAS E POSSE DA CÂMARA DA MESMA VILLA
Aos onze dias do mês de fevereiro do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos e setenta e oito [1878] nesta Villa de Bom Jesus dos Meiras, Comarca de Caetité e Paço da Câmara Municipal, presentes o doutor Joaquim Manoel Rodrigues Lima, Presidente da Câmara Municipal de Caetité, para o fim de dar juramento e posse à nova Câmara, composta dos cidadãos Coronel Exupério Pinheiro Cangussú, Horácio Guanais Simões, Sebastião da Silva Leite, Aureliano José Pinheiro, José Germano Alves, Deolino de Souza Meira e Rodrigo de Souza Britto, o mesmo Presidente deu a respectiva posse e deferiu o juramento, que foi prestado pelos referidos vereadores em Livro dos Santos Evangelhos. Depois do ato, presente número crescido de cidadãos do Município, o referido Presidente disse algumas palavras análogas que foram respondidas pelo Presidente da nova Câmara. Depois de o Presidente da Câmara de Caetité dar os vivas do estilo que foram calorosamente respondidos, houve a Villa por instalada. Eu, Libério Jacundes Lôbo, Secretário interino, lavrei o presente, que vai assinado pelo Presidente da Câmara de Caetité e pelo Presidente e Vereadores da Câmara da nova Villa de Bom Jesus dos Meiras. (ass.)Dr. Joaquim Manoel Rodrigues Lima, Presidente da Câmara Municipal de Caetité, Exupério Pinheiro Cagussú, Presidente da Câmara Municipal de Bom Jesus ? Horácio Guanais Simões, Sebastião da Silva Leite, Aureliano José Pinheiro, José Germano Alves, Deolino de Souza Meira e Rodrigo de Souza Britto.
ATA DA PRIMEIRA SESSÃO DA CÂMARA
Ata da primeira sessão ordinária da Câmara Municipal da Vila de Bom Jesus dos Meiras, em 1878.
Aos treze dias do mês de fevereiro, do ano de mil oitocentos e setenta e oito, nesta Vila do Bom Jesus dos Meiras e Paço da Câmara Municipal sob a presidência do Coronel Exupério Pinheiro Canguçu, presentes os vereadores Simões, Leite, Brito, Alves, Pinheiro e Meira, foi pelo mesmo presidente declarada aberta a sessão, convidou o Presidente a Câmara a criar os seus empregados: foi nomeado Secretário Belarmino Jacundes Lobo, Procurador Rufuniano de Moura Amorim, Fiscal Placídio Gomes d?Oliveira, e Porteiro Francisco Alves Piranha, estando presente o Secretário nomeado prestou juramento a fim d?exercerem as respectivas funções, e tendo-se eles apresentado lhes foi deferido o juramento. Deliberou a Câmara que não tendo sido inserido como determina no Decreto de treze de novembro de mil oitocentos e trinta e dois, no auto de instalação d?esta Villa o Decreto de sua criação e limites o foram na presente acta, o qual diz o seguinte: Lei de onze de junho de mil oitocentos e setenta e sete, número mil setecentos e cinquenta e seis. O desembargador Henrique Pereira de Lourena, Commendador da Imperial ordem da Rosa (Vide na pág. 1 n°2, Lei de criação da Villa e Município). E nada mais para constar, eu Belarmino Fagundes Lobo, Secretário a escrevi. (ass.) Exupério Pinheiro Cangussú, Presidente; Orácio Guanaes Simões, José Germano Alves, Rodrigo de Souza Brito, Sebastião da Silva Leite, Deolino de Souza Meira, Aureliano José Pinheiro. (inserimos o negrito para chamar a atenção do leitor).
FONTES DE INFORMAÇÃO E PESQUISAS:
Uma Comunidade Rural do Brasil Antigo – Lycurgo dos Santos Filho;
Árvore Genealógica da família Canguçu – Web site MyHeritage;
Livro da Administração do prefeito Geraldo Leite Azevedo (1993/1996);
Nascimento, vida e morte de Exupério Pinheiro Canguçu – cordel de José Walter Pires (agosto/1969);
Livro Vida-Revida – Moisés de Carvalho, edição no ano de 2000;
Brumado e sua História – Arlete Rizério de Carvalho Franco em 16/05/1997;
Sites na internet que mencionam a genealogia dos Canguçus;
A Familiatura do Santo Ofício no Sertão da Bahia: Trajetória e trânsito cultural no século XVIII? Priscila Machado da Silva, graduada pela UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia); Isnara Pereira Ivo, Orientadora, Professora do Departamento de História da UESB, Doutora em História pela UFMG (Universidade Federal de Minas Geris).