A Gente diz

Agenda do G20 inicia nesta segunda –feira, e reúne líderes de 19 países, dentre eles, representantes das Américas Norte e Sul,  União Europeia e da União Africana.

 

Presidente Lula é o anfitrião e pela primeira vez o Brasil assume a presidência do bloco

 

Entre os principais temas em discussão estão a reforma das instituições de governança global, como a ONU, o enfrentamento da fome e as mudanças climáticas. Essas pautas refletem as prioridades do governo do presidente Lula (PT) na agenda internacional.

O G20 inicia nesta segunda-feira (18), no Rio de Janeiro, marcando a primeira vez  em que o Brasil assume a presidência do bloco.A reunião, que acontece no Museu de Arte Moderna do Rio e se estende até terça-feira (19), reúne líderes de 19 países, além de representantes da União Europeia e da União Africana.

Nos dias que antecederam o encontro, diplomatas presentes na cidade se dedicaram à negociação dos termos da declaração final. Entre os tópicos que enfrentaram maiores divergências estão o conflito entre Rússia e Ucrânia, propostas de taxação de grandes fortunas e debates sobre mudanças climáticas.

Considerado o principal fórum de cooperação econômica global, o G20, que antes se concentrava em temas macroeconômicos, expandiu sua atuação nos últimos anos. Hoje, a agenda abrange comércio, saúde, desenvolvimento sustentável, energia, meio ambiente, mudanças climáticas, agricultura e combate à corrupção. Nesta edição, o Brasil apresentou propostas como o G20 Social, que inclui participação da sociedade civil, e a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

 

Biden chega ao Brasil e faz sobrevoo na Floresta Amazônica.

Durante a passagem por Manaus, presidente dos EUA também visitará o Museu da Amazônia (Musa) e realizará um pronunciamento oficial para a imprensa. Foto: reprodução Twitter Joe Biden

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, desembarcou em Manaus, neste domingo (17), por volta das 13h30 (horário de Brasília) no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, dando início a uma visita histórica à região amazônica.

Segundo o portal G1, por volta das 14h, o democrata embarcou em um helicóptero modelo VH-60N White Hawk para fazer um sobrevoo de helicóptero pela Amazônia. Outros seis helicópteros da Força Aérea Americana decolaram para realizar a escolta do presidente durante o passeio com duração prevista de 15 minutos.

Durante a passagem pela capital amazonense, Biden também visitará o Museu da Amazônia (Musa) e realizará um pronunciamento oficial para a imprensa, conforme informações divulgadas pelo governo americano. Esta é a primeira vez que um presidente em exercício dos Estados Unidos visita a região.

Duas aeronaves do governo americano pousaram na capital amazonense. A primeira aeronave, onde estava o presidente Biden, pousou às 13h30. Uma segunda aeronave pousou às 13h35. Os aviões decolaram de Lima, no Peru, por volta das 11h50. A viagem até Manaus durou cerca de 1h40.

Biden foi recebido pela embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Elizabeth Bagley, pelo governador do Amazonas, Wilson Lima e pelo prefeito de Manaus, David Almeida. O cientista brasileiro Carlos Nobre também acompanhará o presidente americano durante a visita

Artigo -Transição Governamental, começo de uma boa gestão

Por Edson Valadares

Foto: Acervo pessoal. Passado o período eleitoral, suas comemorações e narrativas, é hora de organizar o novo governo para atender a expectativa e a ansiedade dos eleitores por mudanças do novo gestor ou gestora, ou das melhorias, no caso dos reeleitos e reeleitas. Serão quatro anos, 1.461 dias, ou mais precisamente, 35.064 horas para que os mandatários executem seus compromissos de campanha.

O desafio é superar uma cultura de achar que o primeiro ano é para arrumar a casa, o segundo e o terceiro para realizar as ações e projetos, e o quarto e último ano para cuidar da reeleição ou sucessão. Este pensamento, presente em parte dos eleitores e dirigentes municipais, não se sustenta com a necessidade de assegurar resultados e entregas urgentes para solucionar os grandes e complexos problemas presentes na maioria dos municípios brasileiros.

A transição é o caminho mais rápido para que uma gestão pública bem-sucedida cumpra suas funções básicas de planejamento, organização, direção e controle, tudo de forma eficiente e dentro das normas e procedimentos legais. Este processo precisa envolver tanto o prefeito eleito como o mandatário em exercício, evitando a descontinuidade política-administrativa.

A transição governamental tem amparo legal a partir da Lei Federal 10.609/2002, instituída na eleição para a Presidência da República e reafirmada em várias outras ocasiões por leis ordinárias ou até mesmo em Leis Orgânicas Municipais. Um bom exemplo é o caso de Pernambuco, por meio da Lei de Responsabilidade de Transição (Lei Complementar nº 260/2014). De qualquer modo, a gestão que se finda tem o dever de garantir as informações para o seu sucessor, através de um entendimento firmado por um protocolo de trabalho. Em caso de recusa, o eleito deve recorrer ao Ministério Público ou ao Poder Judiciário.

Este período de transição é o momento para que o mandatário consagrado nas eleições elabore um plano mínimo das ações preliminares, contemplando os primeiros meses de governo, para atender necessidades de obras e reformas emergenciais, evitando empreendimentos de investimentos de grandes valores. O plano de ações imediatas, ou plano de 100 dias, como é muito em voga, deve ainda implantar atividades-meio, como rever a organização, reformas de equipamentos de transporte, móveis e maquinários, qualificar seus gestores, revisar sistemas e reduzir gastos.

Também é hora fazer a reestruturação organizacional, definir características para o perfil do secretariado e demais membros da equipe de governo. Na transição, é importante construir um novo modelo de gestão para atender os desafios estratégicos e prioritários contidos no plano de governo, de forma a assegurar a modernização da administração e melhorar o aproveitamento de pessoal. A composição da equipe de governo deve ser pautada na competência dos indicados para os cargos, mesmo entendendo como legítima e essencial a indicação de nomes vinculados aos partidos aliados que fizeram campanha para os prefeitos e prefeitas eleitos.

            A transição de governo é momento privilegiado para o início do planejamento estratégico da prefeitura, com a definição clara das ações do que se pretende realizar, canalizando as energias para as prioridades, os percursos a serem trilhados e as medidas primordiais para executar os ajustes necessários. Ao planejamento cabe ainda indicar ações de curto, médio e longos períodos, e garantir a unidade e a integração da equipe de governo. A visão estratégica compreende os objetivos que se quer alcançar e traça um roteiro de movimentação para atingi-los.

               Portanto, a transição governamental é o primeiro passo para o sucesso de uma gestão municipal, se apresentando como mecanismo privilegiado para que os prefeitos (as) eleitos (as) possam prospectar e antecipar suas ações e garantir maior efetividade na execução das políticas públicas, no âmbito local, onde moram as pessoas de carne e osso.

 

* Edson Valadares é sociólogo e especialista em Planejamento Estratégico e Gestão Pública

Contéudo postado no Bahia noticias

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

Conexão Cafés da Bahia: evento promove imersão sensorial com produtos artesanais de excelência em Vitória da Conquista


Universo dos cafés especiais, queijos artesanais, vinhos, charutos, chocolates e cachaças se integrará nos dias 07 e 08 de dezembro

Longe de possuir um protagonismo isolado, os cafés especiais produzidos na Bahia agregam em seu entorno outras cadeias produtivas artesanais e de alta qualidade: como queijos, vinhos, charutos, chocolates bean to bar e cachaças. Uma imersão sensorial que unirá todos esses universos, em um só lugar, é o que propõe a segunda edição do Conexão Cafés da Bahia, que ocorrerá nos dias 07 e 08 de dezembro, das 10h às 20h, no Parque de Exposições de Vitória da Conquista.

“O evento oferece uma oportunidade exclusiva para os visitantes explorarem a riqueza e diversidade dos produtos baianos diretamente com os produtores. A integração única de produtos artesanais de excelência da Bahia promoverá uma experiência completa para o público. Essa abordagem cria um ambiente de valorização e conexão entre cultura local, tradição e qualidade, tornando o evento um ponto de referência para o setor”, explica Vinícius Lima, consultor especializado em pós-colheita, avaliação sensorial, Q-Grader certificado pelo Coffee Quality Institute (CQI) e co-idealizador do evento.

O Conexão Cafés da Bahia se propõe ser uma ponte que integra plantio, processos produtivos e a experiência do consumo, unindo no friozinho de Conquista o melhor da produção artesanal da Bahia e tem o apoio do Sebrae, Coopmac e Sescoop. O evento terá 30 expositores, estima receber um público acima de 2 mil pessoas, e terá um espaço dedicado a oficinas e workshops de harmonização de café, queijo, vinho, chocolate e charuto,

Nomes conceituados no cenário nacional e internacional já estão confirmados para o evento, como é o caso do premiado barista Emerson Nascimento, do Coffee Five, Rio de Janeiro. Vencedor de competições internacionais com bebidas à base de café – em Singapura, Portugal, México, Arábia Saudita, Itália, Coreia do Sul, Turquia, Colômbia e Amsterdam -, ele acredita que essa conexão entre produtos é uma tendência no país. “O café é, assim como vinhos, charuto, queijo, um produto que você precisa conhecer para conseguir cada vez mais apreciadores”, afirma.

“Hoje a gente já consegue ter acesso a café 100% café, mas isso ainda continua sendo estranho para a maioria do brasileiro. A tendência é que cada vez mais profissionais de café eduquem essas pessoas para conhecerem o produto café, estudem sobre esse produto e se conectem com ele de uma forma muito mais inteligente. Assim como aconteceu no vinho, assim como aconteceu no queijo e no charuto. Então, todos eles são produtos que você precisa querer conhecer e a partir do que você conhece e gosta, você começa a consumir e se conectar com outros produtos que tem essa performance sensorial”, declara Nascimento.

Time de peso

A conexão promovida pelo evento traz outra protagonista neste segmento: a produção com sustentabilidade. É o caso do café orgânico Colheita das Alegrias, produzido na região de Vitória da Conquista, plantado no sistema de agrofloresta regenerativa. “Além de fazermos um cafezão, temos um café que traz propósito, compromisso social com a comunidade”, diz Marcos Fenício, sócio do Café Colheita das Alegrias. Para ele, o evento vai promover um intercâmbio sensorial com pessoas de todo o Brasil, que irão à Conquista se conectar com o café da Bahia, com licores, chocolates e queijos de qualidade.

“Esse tipo de evento traz pessoas de renome nacional, que vêm conhecer o que que a gente tem aqui de café, outros produtos, que trazem suas experiências e que levam um pouco da história daqui da Bahia para fora também. Quando a gente faz esse evento aqui em Vitória da Conquista, a gente começa a mostrar essa integração sensorial para o Brasil”, defende Fenício.

A queijaria Nobre, tricampeã com medalha de ouro no Concurso Mundial de Queijos e com o único iogurte ouro por duas vezes também em um concurso mundial, estará no evento. De acordo com André Oliveira, proprietário da queijaria, o Conexão Cafés da Bahia tem um papel importante de ajudar a divulgar os produtos de altíssima qualidade beneficiados na região, que geram emprego e renda.

“Vamos contribuir apresentando um queijo de leite cru tipo emental suíço premiado mundialmente, um queijo minas frescal para harmonizar com café, além dos iogurtes artesanais, com geleia da fruta sem adição de corantes, aroma e açúcar. O evento une não só o café especial, mas também produtos artesanais e gourmet, que ajudam a alavancar o desenvolvimento da nossa região, dando mais visibilidade nos setores de gastronomia, turismo e lazer”, finaliza Oliveira.

Mais informações, acesse: http://www.conexaocafes.com

Serviço

O quê? Conexão Cafés da Bahia
Quando? 07 e 08 de dezembro
Hora? 10h às 20h
Onde? Parque de Exposições de Vitória da Conquista – Praça da Соорmас (Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense)

Razões que motivaram a PROCLAMAÇÂO DA REPÙBLICA

 

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Proclamação da República

A Proclamação da República aconteceu em 15 de novembro de 1889 e foi motivada pela insatisfação de diferentes grupos da sociedade, sobretudo os militares, com a monarquia.A crise da monarquia fez com que civis e militares organizassem um golpe para derrubar a monarquia, em 15 de novembro de 1889.ImprimirTexto:A+A-Ouça o texto abaixo!

 

Proclamação da República foi o evento histórico que instaurou uma república no Brasil em 15 de novembro de 1889. Foi resultado de uma articulação entre militares e civis insatisfeitos com a monarquia.

Havia insatisfação entre os militares com salários e com a carreira, além de eles exigirem o direito de manifestar suas posições políticas (algo que tinha sido proibido pela monarquia). Havia também descontentamento entre elites emergentes com a sub-representação na política da monarquia.

Grupos na sociedade começavam a exigir maior participação pela via eleitoral. A questão abolicionista também somou forças ao movimento republicano. Esses grupos se uniram em um golpe que derrubou a monarquia e expulsou a família real do Brasil.

Leia tambémAfinal, o que é uma república?

Tópicos deste artigo

Resumo sobre a Proclamação da República

  • A Proclamação da República foi o evento responsável por transformar o Brasil em uma república em 15 de novembro de 1889.
  • A crise da monarquia teve relação com a insatisfação do Exército e com o surgimento de novas demandas políticas na sociedade.
  • Os militares adotaram o positivismo como ideologia política, passando a defender a implantação de uma república autoritária no Brasil.
  • A Proclamação da República, na verdade, foi um golpe realizado por militares e uma parcela da sociedade civil.
  • Quem proclamou a república foi José do Patrocínio, e o primeiro presidente do Brasil após a proclamação foi o marechal Deodoro da Fonseca.

Videoaula sobre a Proclamação da República no Brasil

Antecedentes históricos da Proclamação da República

A Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, foi o resultado de um longo processo de crise da monarquia no Brasil. O regime monárquico começou a entrar em decadência logo após o fim da Guerra do Paraguai, em 1870, o que resultou da incapacidade da monarquia em atender aos interesses e demandas da sociedade brasileira.

Uma série de novos atores e novas ideias políticas surgiu e ganhou força por meio do movimento republicano, estruturado oficialmente a partir de 1870, quando foi lançado o Manifesto Republicano. Ao redor das ideias republicanas, formou-se um grupo consistente que organizou um golpe contra a monarquia em 1889.

Disputas políticas e a consolidação do Exército como uma instituição profissional foram dois fatores de peso na crise. A exigência pela modernização do país fez com que muitos civis e militares enxergassem na república a solução para o país, uma vez que a monarquia começou a ser considerada incapaz para as demandas existentes.

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Principais causas da Proclamação da República

  • Militares

A insatisfação dos militares estava diretamente relacionada com a profissionalização da corporação. Depois disso, eles começaram a exigir melhorias em sua carreira como reconhecimento aos serviços prestados no Paraguai. As principais exigências eram melhorias salariais e no sistema de promoção.

Outra forte insatisfação teve relação com o envolvimento do Exército Brasileiro com a política. Os militares entendiam-se como tutores do Estado brasileiro e, por isso, queriam ter o direito de manifestar suas opiniões políticas publicamente. Um caso simbólico aconteceu em 1884, quando o oficial Sena Madureira foi punido por mostrar apoio aos abolicionistas do Ceará.

A monarquia também procurou censurar os militares, proibindo que eles manifestassem suas opiniões em jornais e nas corporações militares. Havia também exigências entre os militares para que o Brasil se convertesse em um país laico. Internamente, as insatisfações militares se reuniram ao redor da ideologia positivista.

Com base no positivismo, os militares passaram a reivindicar que a modernização do Brasil se daria por meio de um governo republicano ditatorial. Assim, eles acreditavam que era necessário escolher um governante que conduzisse o país no caminho da modernização e, se necessário, esse governante poderia se afastar das vontades populares.

  • Política e sociedade

A política no Segundo Reinado sempre foi complicada, sobretudo pela briga ferrenha entre conservadores e liberais. Essa situação se agravou com a crise de sub-representação de algumas províncias. Na segunda metade do século XIX, o eixo econômico do país tinha consolidado sua mudança do Nordeste para o Sudeste.

A província de São Paulo já havia se colocado como o grande centro econômico do Brasil, mas as elites paulistas se incomodavam com o fato de sua representação na política ser pequena. Outras províncias economicamente decadentes, como o Rio de Janeiro e a Bahia, gozavam de grande representatividade política.

Essa situação indispôs as elites dessa província com a monarquia, e isso nos ajuda a entender, por exemplo, por que a província de São Paulo teve o maior partido republicano do Segundo Reinado, o Partido Republicano Paulista (PRP).

Havia também sub-representação da sociedade no sistema político. As cidades cresciam e novos grupos sociais se estabeleciam. Esses grupos emergentes demandavam maior participação na política brasileira, e o caminho tomado foi o inverso. Os liberais defendiam ampliação do voto para enfraquecer os conservadores e os grandes fazendeiros, mas os conservadores conseguiram aprovar a Lei Saraiva, em 1881.

Essa lei determinou novos critérios para quem teria direito ao voto, e, após sua aprovação, o número de eleitores no Brasil caiu de 1.114.066 pessoas para 157.296 pessoas.|1| Isso correspondia a apenas 1,5% da população brasileira, ou seja, as demandas por participação não foram atendidas e a exclusão existente foi ampliada.

Essas novas elites passaram a ocupar os espaços políticos de outras formas e manifestavam suas opiniões por meio de jornais, associações e manifestações públicas em defesa de causas como o Estado laico.|2| Essa insatisfação com os problemas da monarquia, obviamente, reforçou a causa republicana no país.

Em 1870, foi lançado o Manifesto Republicano, documento que criticava a centralização do poder na monarquia e exigia um modelo federalista (que desse autonomia às províncias) no Brasil. Essa manifesto também atribuiu à monarquia a responsabilidade dos problemas do país e indicava a república como a solução. O manifesto foi um norteador do movimento republicano no fim do império.

Outra causa que reforçou muito o movimento republicano foi a defesa da abolição. abolicionismo mobilizou a sociedade brasileira na década de 1880, e grande parte dos abolicionistas defendia a república.

De forma geral, a socióloga Ângela Alonso resume que a monarquia brasileira se estruturou no seguinte tripé:

  • participação política restrita;
  • escravismo (e exclusão do elemento africano); e
  • catolicismo como defensor das hierarquias sociais.|2|

As décadas de 1870 e 1880 vieram justamente questionar esse tripé, pois havia demandas por maior participação social, o abolicionismo exigia a inserção do negro na sociedade, e o laicismo procurou estabelecer uma sociedade laica.

Leia também: Como ocorreu a abolição do regime escravocrata no Brasil

Como ocorreu a Proclamação da República?

Havia então insatisfações com a monarquia em diferentes camadas da nossa sociedade. Elites emergentes, militares, políticos, classes populares e escravizados eram grupos com críticas à monarquia. Todas essas insatisfações, em algum momento na década de 1880, tornaram-se uma conspiração.

Uma das primeiras ações do golpe de 15 de novembro foi a aglomeração de tropas, sob liderança de Deodoro da Fonseca, no Campo do Santana.[1]

Ao longo dessa década, as manifestações públicas começaram a se tornar comuns, e críticas ao imperador cresciam. Um atentado contra o carro do imperador, em julho de 1889, motivou o império a proibir manifestações públicas em defesa da república, mas o Brasil estava em um caminho sem volta, pois o grupo de insatisfeitos era muito grande.

Em novembro de 1889, a conspiração estava em curso e contava com nomes como Aristides Lobo, Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Sólon Ribeiro, entre outros. O que faltava para os conspiradores era a adesão do marechal Deodoro da Fonseca, um militar influente e primeiro presidente do Clube Militar.

Em 10 de novembro, os defensores do golpe contra a monarquia se reuniram com Deodoro para convencê-lo a tomar participação no movimento. Nos dias seguintes, os boatos de que uma conspiração estava em curso começaram a ganhar força e, no dia 14, informações falsas sobre a monarquia começaram a ser anunciadas em público, com o objetivo de arregimentar apoiadores.

O golpe contra a monarquia seguiu no dia 15, quando o marechal Deodoro da Fonseca e tropas foram até o quartel-general localizado no Campo do Santana. Foi exigida a demissão do Visconde de Ouro Preto da presidência do gabinete ministerial. O visconde se demitiu e foi preso por ordem de Deodoro da Fonseca.

Entretanto, o marechal estava à espera de que o imperador fosse organizar um novo gabinete e, por isso, deu vivas a D. Pedro II, e então retornou para seu domicílio. A derrubada do gabinete não colocou fim nos acontecimentos do dia 15, e as negociações políticas seguiram. Republicanos decidiram realizar uma sessão extraordinária na Câmara Municipal do Rio de Janeiro para que ocorresse uma solenidade de Proclamação da República.

Quem proclamou a república?

Proclamação da República aconteceu na Câmara, sendo anunciada pelo vereador José do Patrocínio. Houve celebração nas ruas do Rio de Janeiro, com os envolvidos na proclamação puxando vivas à república e cantando A Marselhesa (canção revolucionária propagada durante a Revolução Francesa) nas ruas da capital.

Durante essa sucessão de acontecimentos, foi organizada uma tentativa de resistência sob a liderança de André Rebouças e Conde d’Eu, marido da princesa Isabel, mas o intento fracassou. D. Pedro II permaneceu crente de que a situação seria facilmente resolvida, mas não foi assim que aconteceu.

Um governo provisório foi formado, o marechal Deodoro da Fonseca foi nomeado como presidente do Brasil (o primeiro de nossa história) e outros envolvidos com o golpe assumiram pastas importantes no governo. A família real foi expulsa no dia 16 de novembro, e, no dia seguinte, seus membros embarcaram com seus bens para a cidade de Lisboa, em Portugal.

Consequências da Proclamação da República?

A Proclamação da República mudou radicalmente a história brasileira. Trocaram-se os símbolos nacionais, e novos heróis, como Tiradentes, foram estabelecidos. Além da mudança da forma de governo, o Brasil passou a ser uma nação com poder descentralizado, pois foi implantado o federalismo. Mudanças aconteceram no sistema eleitoral, pois o critério censitário foi abandonado, e foi estabelecido o sufrágio universal masculino para homens com mais de 21 anos.

Com a Proclamação da República, o marechal Deodoro da Fonseca assumiu como primeiro presidente do Brasil.

O Brasil se tornou um Estado laico, e o presidencialismo tornou-se o sistema de governo. A organização da república tomou forma quando foi promulgada uma nova Constituição no ano de 1889. A década de 1890 ficou marcada como um período de disputa entre republicanos e monarquistas e deodoristas e florianistas.

Controvérsias sobre a Proclamação da República

Muitos historiadores apontam que a Proclamação da República foi um evento controverso, pois tratou-se de um golpe iniciado pelos militares e finalizado por indivíduos da sociedade civil e da elite política do Brasil contra a monarquia. Muitos historiadores ainda levantam como controvérsias desse acontecimento a dimensão da participação do marechal Deodoro da Fonseca e a participação popular no evento.

Primeiros anos do Brasil República

Os historiadores entendem que os primeiros 10 anos da república no Brasil foram um período de acomodação do sistema político brasileiro nos moldes republicanos. Isso porque havia muita disputa entre deodoristas e florianistas, grupos políticos hegemônicos que se apoiavam em Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto respectivamente.

Além disso, houve iniciativas monarquistas de recuperar o poder, e o Brasil passou por 10 anos de grande instabilidade política e econômica. Tanto o marechal Deodoro da Fonseca como Floriano Peixoto governaram o Brasil de maneira autoritária.

Houve uma série de revoltas e conflitos nesse período, como as Revoltas da Armada, a Revolução Federalista e a Guerra de Canudos. Além disso, uma enorme crise econômica atingiu o Brasil, no que ficou conhecido como Encilhamento.

Notas

|1|LESSA, Renato. A invenção republicana: Campos Sales, as bases e a decadência da Primeira República Brasileira. Rio de Janeiro: Topbooks, 2015, p. 73.

|2|ALONSO, Ângela. Instauração da República no Brasil. In.: SCHWARCZ, Lília M. e STARLING, Heloísa M (orgs.). Dicionário da República: 51 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 165.

Fontes

BACHA, Edmar; CARVALHO, J. M. de; FALCÃO, Joaquim; TRINDADE, Marcelo; MALAN, Pedro e SCHWARTZMAN, Simon (orgs.). 130 anos: em busca da república. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2019.

FAUSTO, Boris. História concisa do Brasil. São Paulo: Edusp, 2018

FERREIRA, Jorge e DELGADO, Lucília de Almeida Neves (orgs.). O tempo do liberalismo oligárquico: da Proclamação da República à Revolução de 1930. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.

LESSA, Renato. A invenção republicana: Campos Sales, as bases e a decadência da Primeira República Brasileira. Rio de Janeiro: Topbooks, 2015.

SCHWARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloísa Murgel. Brasil: Uma Biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

SCHWARCZ, Lília M. e STARLING, Heloísa M (orgs.). Dicionário da República: 51 textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

Escrito por: Daniel Neves SilvaFormado em História pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) e especialista em História e Narrativas Audiovisuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Atua como professor de História desde 2010.

Por Antonio Novais Torres Torres

Campeonato Brasileiro – Na nova regra, o Calendário 2025 terá 10 meses e terminará dia 21 de dezembro.

A CBF divulgou nesta terça-feira (12) o calendário do futebol masculino profissional para 2025, que prevê a antecipação da abertura da Série A do Campeonato Brasileiro para março. Pela primeira vez na história, a principal competição do futebol nacional será disputada ao longo de dez meses. A abertura será no dia 29 de março e terminará no dia 21 de dezembro.

Para evitar conflitos com o Mundial de Clubes da Fifa, que vai acontecer de 15 de junho a 13 de julho, o Brasileirão será paralisado neste período. Flamengo, Fluminense, Palmeiras já estão classificados. O campeão da Libertadores de 2024 (Atlético-MG ou Botafogo) garante também vaga na competição.

Os campeonatos estaduais foram também antecipados e tem previsão de abertura para o dia 12 de janeiro e final para o dia 26 de março. Pela terceira vez na história, iniciativa adotada no início da gestão atual, o Brasileirão sofrerá paralisações em todos os períodos de Data FIFA previstos para o próximo ano. “Conseguimos com muito diálogo fazer um calendário melhor para clubes, federações, atletas, dirigentes e fãs do futebol brasileiro. Dialogamos exaustivamente com as Federações e a Comissão Nacional de Clubes, que representa 124 clubes que disputam as quatro séries do Campeonato Brasileiro, e contamos com o apoio dessas instituições para avançarmos.

O Brasileiro vai durar dez meses, acrescentamos a paralisação do campeonato durante o Mundial de Clubes da Fifa e ainda conseguimos manter as Datas Fifas sem jogos no calendário brasileiro”, anunciou o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

A Polícia Federal iniciou apurações para saber se o homem que morreu depois de explodir bombas amarradas ao corpo, na porta do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de ontem (13), agiu sozinho ou em grupo. O corpo dele ainda estava no local, no início da manhã de hoje, enquanto policiais faziam varreduras. Identificado como Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiü França, ex-candidato a vereador pelo PL na cidade de Rio do Sul (SC), o homem era dono do carro que explodiu quando estava no estacionamento anexo à Câmara dos Deputados, em frente ao STF. Francisco Wanderley havia publicado ameaças de bombas em redes sociais. De acordo com o segurança do STF que estava trabalhando na porta do tribunal na hora que o homem teria detonado as bombas que trazia no corpo e na mochila, ele se deitou no chão e realizou a explosão que o matou. Além do inquérito da PF, que será enviado ao ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Civil do Distrito Federal também abriu um. Os vestígios coletados serão posteriormente analisados para identificar e confirmar o tipo de explosivo utilizado, a possível origem e outras evidências que possam indicar se a ação foi planejada e se teve participação individual ou em grupo. Hoje pela manhã, a Polícia Militar do Distrito Federal disse que artefatos explosivos do mesmo tipo usado no atentado ao STF foram encontrados na casa de Francisco Wanderley Luiz. Com informações da Agência Brasil | Foto destaque: Reprodução do

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A Polícia Federal iniciou apurações para saber se o homem que morreu depois de explodir bombas amarradas ao corpo, na porta do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de ontem (13), agiu sozinho ou em grupo. O corpo dele ainda estava no local, no início da manhã de hoje, enquanto policiais faziam varreduras.

Identificado como Francisco Wanderley Luiz, conhecido como Tiü França, ex-candidato a vereador pelo PL na cidade de Rio do Sul (SC), o homem era dono do carro que explodiu quando estava no estacionamento anexo à Câmara dos Deputados, em frente ao STF.

Francisco Wanderley havia publicado ameaças de bombas em redes sociais. De acordo com o segurança do STF que estava trabalhando na porta do tribunal na hora que o homem teria detonado as bombas que trazia no corpo e na mochila, ele se deitou no chão e realizou a explosão que o matou.

Além do inquérito da PF, que será enviado ao ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Civil do Distrito Federal também abriu um.

Os vestígios coletados serão posteriormente analisados para identificar e confirmar o tipo de explosivo utilizado, a possível origem e outras evidências que possam indicar se a ação foi planejada e se teve participação individual ou em grupo.

Hoje pela manhã, a Polícia Militar do Distrito Federal disse que artefatos explosivos do mesmo tipo usado no atentado ao STF foram encontrados na casa de Francisco Wanderley Luiz.

Com informações da Agência Brasil | Foto destaque: Reprodução do

STF ordena suspensão de publicidade de bets para crianças e adoção de medidas para coibir uso do Bolsa Família em apostas

 

Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

A publicidade de jogos de apostas online de cota fixa, as chamadas bets, para crianças e adolescentes em todo Brasil deverá ser suspensa após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. A decisão também cobra a adoção de medidas que restrinjam o uso de recursos de programas assistenciais para as apostas.

A liminar, que ainda será analisada em sessão extraordinária no Plenário Virtual nesta quinta-feira (14), das 11h às 23h59, foi tomada no julgamento de duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) propostas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pelo partido Solidariedade.

A decisão liminar (provisória e urgente) determina que o governo federal cumpra imediatamente as medidas de fiscalização e controle, voltadas para crianças e adolescentes, previstas na portaria 1.231/2024 do Ministério da Fazenda, que regulamenta a Lei das Bets (Lei 14.790/2023).

A liminar também determina que o Ministério da Fazenda, a quem cabe a regulação e controle do assunto, implemente medidas imediatas que impeçam o uso de recursos provenientes de programas sociais e assistenciais, como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada e congênere, em apostas online.

O ministro destacou as evidências apresentadas sobre os efeitos nocivos da publicidade de apostas na saúde mental de jovens e no orçamento das famílias, debatidas na audiência pública realizada nos dias 11 e 12 de novembro. Para ele, o perigo de demora para a decisão “deve ser afastado de imediato, sob pena de a inaplicação de normas já editadas, até janeiro de 2025, agravar o já crítico quadro atual”.

 

Deputado afirma que prefeita de Vitória da Conquista decidiu enfrentar Justiça mesmo alertada sobre inegibilidade.

Segundo colocado nas eleições deste ano em Vitória da Conquista, no Sudoeste, Waldenor Pereira (PT), declarou que a situação da prefeita Sheila Lemos (União) foi alertada sobre as condições de inegibilidade. Apesar de conseguir a maioria dos votos, Lemos está com a eleição sub judice, já foi declarada inelegível pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA).

O caso vai a julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sem data ainda definida.Em materia veiculada no blog   Blog do Anderson, o deputado federal e derrotado nas eleições municipais de Vitória da Conquista Waldenor Pereira disse nesta quarta-feira (13) que a questão foi amplamente discutida, mas mesmo assim, a adversária teria ignorado as circunstâncias.

“É importante deixar claro que a candidata prefeita tinha conhecimento e foi amplamente alertada da impossibilidade da sua candidatura. O assunto foi debatido na Câmara de Vereadores, advogados se pronunciaram, chamando a atenção para impugnação dela, mas ainda assim a cândida e sua coligação decidiram pelo enfrentamento à Justiça”, disse Pereira ao blog conquistense durante a 2ª Feira Literária de Vitória da Conquista [FliConquista].

Caso, a prefeita tenha o recurso negado pelo TSE, ela ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em caso de novas derrotas, Vitória da Conquista deve ter uma nova eleição, já que a primeira colocada, no caso a prefeita Sheila Lemos, teve mais de 50% dos votos válidos.

Conteudo banhia noticias

Associados do Sindicato  dos Trabalhadores Rurais de Vitória da Conquista,  faz balanço do exercício  2024, estabelece  e aprova a previsão orçamentária para 2025.

Na manhã desta quarta-feira, 13, a diretoria e os associados do Sindicato dos trabalhadores Rurais de Vitória da Conquista, reuniram –se em assembleia  ordinária, com as seguintes pautas preestabelecidas:  Leitura, discursão e votação das peças que compõem  a Previsão Orçamentaria para o exercício de 2025; e a Leitura e discursão do Parecer do Conselho Fiscal sobre a previsão orçamentaria para o exercício de 2025.

Ao final da Assembleia, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, sr. Edilton Soares falou com a imprensa e diz que a reunião foi exitosa e contou com um número significativo de associados presente no evento.

O Sindicatos dos Trabalhadores de Rurais de Vitória da Conquista, foi fundado em 1972, portanto, são 52 anos de atividades  representado e assistindo o homem do campo, e soma  mais de (20) vinte mil associados, sendo três  mil e cem  deles, que são ativos, que pagam as parcelas sindical mensalmente.

A previsão orçamentaria  e financeira para o exercício de 2025, do Sindicato Rural ficou orçada em (R$ 1.267, 982,00) Um milhão duzentos e setenta e sete mil e novecentos e oitenta e dois reais.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Vitória da Conquista

Segundo o presidente, Edilson Soares,   a estrutura funcional da entidade hoje conta com 6 funcionários registrados , Convênio com 2 médicos   que atende na sede do sindicato. 1 Urologista e 1  oftalmologista, e outras parcerias com profissionais de saúde, que atuam com outras especialidades; e 1 advogado. Além de outros serviços, assistência e convênios pactuado com parceiros para facilitar a vidas dos trabalhadores e do homem do campo.

Soares diz, que antes as coisas fluíam bem melhor. “ Hoje não contamos mais com a subvenção do governo federal, e até, a contribuição Sindical que foi recentemente aprovada pelo congresso nacional não esta sendo acessada, devido a burocracia, dos entes públicos e deliberativos. E a participação efetiva dos associados tem sido muito importante.” Concluiu  Edilton  Soares.

Nova C I N está disponível em todas as unidades do SAC na Bahia Foto – Divulgação

 

Foto – Divulgação

A partir desta segunda-feira, 11 de novembro, todas as unidades do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) na Bahia passam a oferecer a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). A ampliação do serviço foi anunciada pelo órgão quatro meses após o início da operação da CIN no estado, consolidando o acesso ao documento em todo o território baiano.

O serviço, que já estava disponível em várias unidades do SAC, agora se expande para os Pontos SAC nas cidades de Bom Jesus da Lapa, Cocos, Central, Luís Eduardo Magalhães, Mucugê, Pilão Arcado, Remanso, Santa Maria da Vitória, Sento Sé, Tapiramutá e Xique-Xique. Ao todo, são 90 pontos de atendimento distribuídos pela Bahia, incluindo as três carretas do SAC Móvel, que percorrem regiões mais afastadas, levando serviços essenciais à população.

Para emitir a nova CIN, é necessário agendamento prévio, que pode ser realizado pelo aplicativo ou portal do SAC, ou pelo call center, com duas opções de contato: o número (71) 4020-5353 para ligações via celular e o 0800 071 5353 para chamadas de telefone fixo. A medida busca otimizar o atendimento e garantir que todos possam acessar o serviço de forma organizada e sem filas

Brasil recupera certificado de país livre do sarampo

Sarampo é uma doença extremamente contagiosa e grave, que pode ser evitada por vacina

Brasil recupera certificado de país livre do sarampo

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Brasil está livre do sarampo novamente. Em junho, o país completou dois anos sem casos com transmissão em território nacional. Nesta terça-feira (12), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) entregou ao Ministério da Saúde a recertificação de eliminação do sarampo, rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita (SRC).

O país foi classificado como zona livre da doença em 2016. No entanto, perdeu o certificado em 2019 após surtos da doença. Entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2019, foram registrados 10.374 casos. O pico foi atingido em julho de 2018, com 3.950 casos.

O último caso foi confirmado em 5 de junho de 2022, no Amapá. Todos os registros da doença foram de indivíduos que vieram do exterior. “Desde lá a vigilância se intensificou, a cobertura vacinal aumentou e conseguimos a recertificação. Avançamos em todos os processos, principalmente nas coberturas vacinais”, explica o infectologista Renato Kfouri, presidente da Câmara Técnica do Brasil de Verificação da Eliminação do Sarampo.

O sarampo é uma doença extremamente contagiosa e grave, que pode ser evitada por vacina. Estima-se que uma pessoa infectada pode contaminar outras 12 ou 18 pessoas. A transmissão ocorre por meio das secreções do nariz e da boca expelidas ao tossir, respirar ou falar.

“Se conseguirmos manter a população vacinada, nos manteremos livres do sarampo”, afirma Kfouri. A vacina que protege contra o sarampo é a tríplice viral (que também imuniza contra rubéola e caxumba) e está disponível na rede pública para todas as pessoas de 12 meses a 59 anos.