A Gente diz

Supremo muda rito do impeachment: entenda o que acontece agora

19.08.15-STF

Por maioria, STF anulou comissão especial que analisaria pedido.
Ministros vetaram chapas alternativas de deputados e voto secreto.

18/12/2015 00h02 – Atualizado em 18/12/2015 00h02

Supremo muda rito do impeachment: entenda o que acontece agora

Por maioria, STF anulou comissão especial que analisaria pedido.
Ministros vetaram chapas alternativas de deputados e voto secreto.

 O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (17) alterar o rito do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, iniciado no dia 2 de dezembro pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O pedido foi feito pelo PC do B, partido da base aliada do governo (Veja os votos dos ministros).

1) Comissão especial: indicada por líderes partidários e eleita com voto aberto
A decisão do STF derrubou a eleição da comissão especial da Câmara, realizada em 8 de dezembro. A comissão é responsável por decidir se abre ou não processo contra a presidente. No pedido, o PCdoB questionou o rito adotado por Cunha. Ele permitiu a participação da chapa avulsa, formada pela oposição e dissidentes da base e eleita por 272 votos contra 199 em votação secreta.

Com a decisão desta quinta, a Câmara terá de definir uma nova comissão, obedecendo o novo rito: chapa única indicada pelos líderes e votação aberta.

Por 6 votos a 5, os ministros determinaram que qualquer votação do impeachment a partir de agora deverá ser aberta.

Os ministros também definiram que não poderá mais haver chapas alternativas. Ou seja, caberá aos líderes de cada partido ou bloco indicar os nomes para a comissão – formada por 65 membros de todas as legendas, proporcional às bancadas.

Essa definição, porém, deve ficar para 2016. O presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou nesta quinta o fim do ano legislativo e disse que não convocará os parlamentares durante o recesso – de 23 de dezembro a 2 de fevereiro.

2) Defesa de Dilma
Depois de instalada a comissão, a presidente da República será notificada e terá prazo de 10 sessões para se manifestar sobre o processo.

O PC do B queria que o Supremo determinasse uma defesa prévia, para que Dilma pudesse se manifestar antes do recebimento da denúncia por Eduardo Cunha — o que ocorreu em 2 de dezembro. Como o STF negou esse pedido, Dilma poderá se defender, conforme já era previsto, após a eleição da comissão especial.

Depois da defesa, a comissão terá cinco sessões para votar o relatório final, que definirá pela continuidade ou não do processo e precisará ser votado no plenário da Câmara.

3) Papel do Senado e afastamento de Dilma
Se o plenário da Câmara decidir aprovar o pedido de impeachment, o processo vai para a análise do Senado, mas Dilma só poderá ser afastada se os senadores decidirem receber o pedido.

Pelo rito anterior, aprovado o impeachment pela Câmara, a presidente seria afastada de imediato. Isso porque se entendia que o Senado não tinha poder para barrar o impeachment.

O STF decidiu que o Senado tem poder para decidir se continua ou não com o trâmite do impeachment. Assim, caberá aos senadores dar prosseguimento ao pedido para que a denúncia seja analisada pelo plenário. Essa decisão se dará por maioria simples, conforme entendimento do Supremo.

4) Decisão final
Se o Senado decidir receber o impeachment, afastando Dilma do cargo, começa um processo que terá, ao final, um julgamento sobre se a presidente deve ser condenada ou não.

Poderão ser apresentadas provas, testemunhas, advogados e será feito um relatório resumido da denúncia e das provas da acusação e da defesa pelo presidente do Supremo, que é quem preside todos os trabalhos no Senado.

Os senadores, então, irão votar em duas fases. Na primeira, por maioria simples, sobre os crimes de que ela é acusada, a pronúncia. Na segunda, sobre o mérito da condenação ou absolvição da presidente. Nesta, a votação terá um quórum qualificado, de dois terços dos senadores, para decidir.

Se for condenada, a presidente perde o cargo e assume o vice. Se absolvida, continua no cargo até o fim do mandato.

G1

Comece o dia bem informado

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Comece o dia bem informado com o resumo de notícias.

Levy

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, terá encontro com jornalistas hoje pela manhã. Ele pode oficializar sua saída do governo, como anteciparam os blogueiros do G1 Gerson Camarotti e Cristiana Lôbo.

Previa do PIB

Banco Central divulga o Índice de Atividade Econômica do Brasil em outubro. Considerado a “prévia do PIB”, ele apontou que a economia brasileira está longe de sair da recessão. Está há 4 trimestres no negativo.

Indústria

O IBGE divulga os dados de emprego na indústria de outubro. O Brasil registrou queda em todos os meses do ano até agora.

Inflação

Sai hoje a inflação brasileira de 2015 pelo IPCA-15. O indicador do IBGE é uma prévia da inflação oficial. Até novembro, era a maior taxa em 19 anos.

Emprego

Ministério do Trabalho divulga o balanço de demissões e contratações em novembro. Em 2015, o governo registrou 7 meses seguidos de mais fechamento de vagas com carteira assinada.

Lava Jato

O banqueiro André Esteves pode deixar Bangu 8. E o senador petista Delcídio do Amaral (MS) pode ser transferido para um quartel da PM. Ambos foram presos, suspeitos de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

G1

Dívidas públicas com setor farmacêutico são de R$ 900 mi; União responde por 57% do valor

Dívidas públicas com setor farmacêutico são de R$ 900 mi; União responde por 57% do valor

Foto: Reprodução/ Agência Brasil
As dívidas públicas com o setor farmacêutico chegaram a R$ 927 milhões. Isso porque o governo federal e os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal ainda não pagaram os medicamentos adquiridos via compras públicas. De acordo com a coluna de Lauro Jardim, em O Globo, a União é responsável por 57% desse valor. O dado inédito foi levantado pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa. Das 24 empresas entrevistadas, 20 delas sofrem com atrasos.

Base Comunitária de Segurança comemora três anos de atuação em Conquista

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A comunidade do bairro Nova Cidade, em Vitória da Conquista, está em festa. Durante o mês de dezembro serão comemorados os três anos em que a população da região experimenta a sensação de tranquilidade com a chegada da Base Comunitária de Segurança, da 77ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM).

Em parceria com a prefeitura de Conquista, instituições e entidades não-governamentais, a Polícia Comunitária tem promovido diversas ações para desenvolver empoderamento e senso de pertencimento sociocomunitário, com foco na prevenção ampliada das violências sociais, e não apenas na repressão criminal e criminalizante de territórios periféricos.

Desde a inauguração, em novembro de 2012, a Base buscou trabalhar próxima à comunidade, implementando ações e projetos de capacitação em arte e cultura; saúde e qualidade de vida; educação e qualificação profissional. A Base oferece curso de atendente de farmácia, atendente de telemarketing, cozinheira, pintor predial, e atualmente desenvolve o curso de eletricista de instalações prediais para 20 alunos e a segunda turma do curso de informática básica para jovens e adultos, que possui 30 alunos.

Um curso de violão conta atualmente com 30 alunos que estudam violão clássico, no interior da Base, além de diversas ações sociais no campo da saúde em parceria com a Faculdade Independente do Nordeste (FAINOR). Dentre tais ações, foram realizados acompanhamento de gestantes e avaliação do Crescimento e Desenvolvimento Infantil, além de testes de glicemia capilar e pressão arterial.

Para o Capitão PM Hilderim Thomaz, que comandou a BCS-Nova Cidade durante estes três anos, as aulas de jiu-jitsu, o futebol de campo e as demais atividades de mobilização comunitária “servem de apoio e estreitamento de laços juntos às associações comunitárias de bairros, mobilizando e estimulando à participação na fiscalização do poder público e nas decisões coletivas da comunidade”.

A Base de Nova Cidade abrange a área que compreende os bairros: Pedrinhas, Alto da Colina, Alto do Panorama, Panorama I, Panorama II, Alto Conquista, Alto da Bela Vista, Cruzeiro, Nova Cidade, Nova Esperança, Primavera, Santa Cecília e Veloso. A área territorial é a maior de todas as bases comunitárias, com 8,57 km2.

 

Reinvenção

 

“O objetivo é trabalhar com prevenção às violências de forma ampliada, o que exige reinvenção enquanto profissionais de segurança pública voltados ao controle do aspecto exclusivamente criminal”, destacou Capitão Hilderim. “Implementar projetos e ações que satisfizessem às demandas sociais da comunidade, promovendo novas relações entre a polícia e a sociedade, nos impulsionou a novos objetivos e novas capacitações de forma a compreendermos melhor o fenômeno da violência em suas múltiplas causas e nas suas mais diversas manifestações”, completou.

 

O policiamento comunitário é feito através de visitas, de porta em porta, os cidadãos e, para que sejam observadas possíveis vulnerabilidades diversas a que se submetem as famílias as auxilia na resolução dos casos, geralmente, encaminhando para os órgãos responsáveis;

 

Um trabalho de apoio às Escolas, e reuniões comunitárias constantes em busca da participação da comunidade nas questões referentes à segurança e desenvolvimento territorial local.

 

A união faz a força

 

A BCS-Nova Cidade tem estabelecido parcerias para satisfazer as demandas locais e articular ações de intervenção e enfrentamento da violência doméstica no território com os órgãos responsáveis pela proteção dos direitos e desenvolvimento social da gestão municipal e estadual.

 

Recentemente foi composta a “Rede de Proteção e Cuidado”, com a presença do CRAS, CREAS, CRAV, Defensoria Pública, Ministério Público, entre outros órgãos, para discutir problemas e dar encaminhamentos a casos mais complexos diagnosticados no atendimento às diversas ocorrências pelos policiais ou solicitados pela própria comunidade.

 

Capitão Hilderim ressaltou que o trabalho é dedicado a resgatar as pessoas dos seus respectivos contextos de vulnerabilidade social. “Desenvolvemos projetos nos âmbitos, da educação, do esporte, e da qualificação profissional, disponibilizados gratuitamente para essas pessoas e famílias mais vulneráveis”, disse. Nesse contexto também se inserem as vítimas de violência doméstica as crianças e adolescentes em situação de risco.

 

Nova Cidade no Pacto pela Vida

 

A Base Comunitária de Segurança Nova Cidade buscou efetivar os princípios do Programa Pacto pela Vida, e, desde sua implantação, a lógica da intersetorialidade e da articulação interinstitucional tem sido buscada para intervir no processo de violência social.

Hilderim Thomaz pondera, ainda, que muito mais pode ser feito pela comunidade. “Muitas metas foram alcançadas se considerado o trabalho inovador que a BCS-Nova Cidade tem implementado. Porém, muito ainda falta se concretizar a médio e longo prazos”.

 

Programação comemorativa

 

A comemoração dos três anos da Base Comunitária de Segurança de Nova Cidade compreende um conjunto de atividades voltadas à Comunidade e aos policiais integrantes da Base, no mês de dezembro.

 

Dia 15 – Cine-Cidadania: em parceria com a Uesb, leva lazer e cultura à comunidade, gratuitamente, através do cinema.

 

Dia 16 – Café Social: o dia está reservado para um espaço de socialização e brincadeiras com os policiais-militares, a fim de renovar os laços interpessoais que promovem um ambiente saudável para os próprios policiais e para a comunidade.

 

Dia 21 – Certificação dos Cursos de Qualificação Profissional de Eletricista e Informática, no auditório do Colégio Luis Eduardo Magalhães, bairro Candeias, às 19h30, com a presença de comunidade e familiares dos alunos.

 

Dia 23 – Às 9 da manhã, haverá uma Parada de Solidariedade e comemoração do Natal com entrega de cestas de alimentos arrecadados voluntariamente às famílias cadastradas.

História do Natal da Cidade é contada no Memorial do Reisado

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Espaço estará aberto a partir do dia 19, às 18h30

Nos últimos três anos, o Natal da Cidade abriu espaço, em seu já tradicional Memorial do Reisado, para homenagear figuras do porte de Ariano Suassuna, Jorge Amado, Camillo de Jesus Lima, J. Murilo e Luiz Gonzaga, além dos sempre presentes ternos de reis de Vitória da Conquista – cuja preservação, aliás, foi o principal objetivo do Governo Municipal ao criar o projeto, que já acontece desde 1997.

Agora, em sua 19ª edição, o evento natalino do município volta os olhos para si mesmo e conta a sua própria história, ao longo da qual se consolidou como uma celebração cultural da população conquistense, e também das centenas de visitantes que aparecem para participar da festa todos os anos.

O espaço estará aberto a partir do dia 19, às 18h30, no Centro Glauber Rocha. Com direção artística de Arisson Sena, o Memorial do Reisado faz um relato cronológico da história do Natal da Cidade, contada por meio de vídeos, gravuras e painéis, nos quais os ícones natalinos são retratados sob o filtro de uma visão nordestina.

José, Maria e o menino Jesus tornam-se uma família de sertanejos semelhante às milhares que vivem na região. Os Reis Magos são retratados como autênticos vaqueiros, vestidos a caráter com seus gibões de couro.

O espaço abriga ainda as obras de arte que disputam o concurso de minipresépios e as imagens natalinas feitas com bonecos de papel marché, confeccionados por Cleide Nágida Schmit.

Enfim, a ideia é que as pessoas que forem visitar o Memorial vejam e sintam o clima do Natal sob uma ótica regionalista, mais próxima de sua realidade. “Como o Natal da Cidade já é um evento consolidado, o Governo Municipal optou por fazer uma homenagem ao próprio evento. Quem for ao Centro Glauber Rocha vai conhecer um pouco da história dessa celebração cultural de Vitória da Conquista”, explica o coordenador municipal de Turismo e Eventos, Carlos Moreno.

PMVC

WhatsApp bloqueado: operadoras são intimadas a barrar app no país por 48h

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Bloqueio é válido a partir da 00:00h de quinta-feira (17) em todo o Brasil.
Sindicato de Vivo, Claro, Tim e Oi confirma determinação judicial.

As principais operadoras de telefonia móvel do Brasil foram intimadas pela Justiça nesta quarta-feira (16) a bloquear o aplicativo de mensagens WhatsApp em todo o território nacional por 48 horas. O bloqueio vale a partir da 0h de quinta-feira (17).

O recebimento da determinação judicial foi confirmado pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal, o SindiTelebrasil, que representa as operadoras Vivo, Claro, Tim, Oi, Sercomtel e Algar.

O Tribunal de Justiça de São Paulo afirma que a decisão partiu da 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo e corre em segredo de justiça em uma ação criminal. Segundo o TJ-SP, o WhatsApp não atendeu a uma determinação judicial de 23 de julho de 2015. A empresa foi notificada mais uma vez em 7 de agosto, com uma multa fixada em caso de não cumprimento.

O WhatsApp não atendeu à determinação novamente, de acordo com o TJ-SP. Por isso, “o Ministério Público requereu o bloqueio dos serviços pelo prazo de 48 horas, com base na lei do Marco Civil da internet”.

Eduardo Levy, presidente do SindiTeleBrasil, diz que as operadoras são obrigadas a atender a determinação e que não é do interesse delas bloquear o WhatsApp no país. “Temos interesse em regras que sejam mais leves para o setor”, disse Levy ao G1.

Histórico
Essa não é a primeira tentativa de bloquear o WhatsApp no país. Em fevereiro, um juiz de Teresina (PI) determinou que as operadoras suspendessem temporariamente o acesso ao app de mensagens.

O motivo seria uma recusa do WhatsApp em fornecer informações para uma investigação policial que vinha desde 2013.

G1

Prefeitos de Vitória de Conquista e Barra do Choça discutem sobre preservação de mananciais

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O principal ponto da conversa foi o Rio Catolé, cuja nascente se localiza em Barra do Choça

O Rio Catolé foi a pauta predominante na reunião*, ocorrida na manhã desta quarta-feira, 16, entre os prefeitos Guilherme Menezes, de Vitória da Conquista, e Oberdan Rocha, de Barra do Choça. Mais especificamente, a reunião tratou de questões como a preservação e a sustentabilidade no que diz respeito aos mananciais localizados no município vizinho.

Água, por sinal, é um assunto que interessa as duas cidades. Como se sabe, Vitória da Conquista não dispõe de grandes recursos hídricos e sua fonte de abastecimento se localiza exatamente nas barragens de Água Fria I e II, em Barra do Choça. A conversa entre os gestores transcorreu em torno da discussão sobre alternativas que garantam a manutenção desses recursos naturais.

Outras iniciativas, como as barragens do Rio Pardo (cujos projetos básico e executivo já foram concluídos, estágio do qual já se aproxima o licenciamento ambiental) e do Rio Catolé, assim como as gestões junto aos governos Estadual e Federal, a fim de viabilizá-los, também constaram da pauta. “Vamos nos aproximar mais ainda. A questão da água é crucial, ainda mais neste momento de seca”, observou o prefeito Guilherme Menezes.

‘Integração’ – Com aproximadamente 80 quilômetros de extensão entre sua nascente, em Barra do Choça, e o Rio Pardo, em Itapetinga, onde deságua, o Rio Catolé é uma das principais fontes hídricas da região sudoeste. O objetivo dos dois gestores é estabelecer um trabalho conjunto para que o rio possa se manter nesse nível.

“Barra do Choça e Vitória da Conquista têm uma integração muito grande no desenvolvimento da região sudoeste”, afirmou Oberdan. O principal objetivo da reunião, segundo ele, foi “um projeto que traga o fortalecimento e o reflorestamento das nascentes, das matas ciliares e do entorno das barragens, no sentido de contribuir para a sustentabilidade futura dos mananciais”.

*Também participaram da reunião, o secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Teles, o engenheiro Roberto Carvalho e a arquiteta Debora Rocha, ambos da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana.

PMVC

STF retoma nesta quinta julgamento sobre rito do impeachment de Dilma

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Em voto, relator da ação votou para validar atos de Cunha no processo.
Na ação, PC do B busca dar ao Senado poder para recusar seguimento.

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (16) o julgamento de uma ação do PC do B que busca anular o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na sessão, 10 ministros da Corte devem se manifestar para definir o rito do processo, questionado pelo partido e também pela Presidência da República.

Nesta quarta, o relator da ação, ministro Luiz Edson Fachin leu seu voto e defendeu a validade de atos já praticados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A sessão desta quinta está marcada para as 14h.

O primeiro foi o acolhimento do pedido de impeachment sem antes ouvir Dilma; e depois a eleição, por votação secreta, de uma chapa avulsa (com deputados não indicados por líderes) para compor a comissão especial que vai analisar as denúncias contra a petista.

A decisão também deverá decidir sobre um pedido do PC do B para dar ao Senado o poder de recusar a instauração do processo na Casa mesmo após autorização da Câmara aprovada por 2/3 dos deputados.

Neste ponto, Fachin votou para o Senado seja obrigado a dar prosseguimento ao processo até o julgamento final do presidente da República. Ele disse que “inexiste competência do Senado para rejeitar autorização expedida pela Câmara dos Deputados” para instaurar o processo.

Conforme a Constituição, somente após a instauração do processo pelo Senado é que o presidente da República deve ser afastado do cargo, por até 180 dias, até o julgamento final sobre o impeachment, também a cargo dos senadores. Segundo Fachin, a suspensão ocorre depois da leitura da decisão da Câmara no plenário do Senado.

A questão colocou em confronto as próprias Casas do Congresso: em sua manifestação, a Câmara defendeu que a decisão dos deputados determina a abertura do processo. O Senado, por sua vez, afirmou que a Casa não precisa seguir a decisão dos deputados, entendimento também manifestado pela Presidência e pela Procuradoria Geral da República.

A decisão final será dada pela maioria dos 11 ministros do Supremo. Depois de Fachin, ainda votam os ministros Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.

Defesa prévia

Em seu voto nesta quarta, Fachin também se manifestou nesta quarta contra a necessidade de defesa prévia da presidente da República antes do recebimento, pelo presidente da Câmara, de um pedido de impeachment, passo inicial do rito.

A posição contraria pedido do PC do B para anular a decisão de Cunha, que acolheu uma denúncia por suposto crime de responsabilidade contra a presidente Dilma Rousseff, no último dia 2 de dezembro. Como Dilma não foi ouvida antes, o partido quer que o STF anule o processo de impeachment.

Para o ministro, a presidente da República terá oportunidade de se defender durante a fase de elaboração do parecer pela comissão especial, formada por deputados, que irá recomendar ao plenário da Câmara a abertura ou não de um processo de impeachment.

Fachin também votou para negar pedido do PC do B para que o acolhimento do pedido de impeachment seja anulado devido à suposta  “parcialidade” de Eduardo Cunha. O partido alega que o peemedebista deu aval ao pedido de afastamento de Dilma em retaliação ao PT por não ter obtido apoio da legenda na votação, no Conselho de Ética, de processo que visa cassar seu mandato.

Formação da comissão

O ministro Fachin também rejeitou pedido para anular a eleição da comissão especial. O PC do B questionava o fato de a chamada chapa da oposição – formada por indicações avulsas dos partidos – ter sido eleita por voto secreto. Para a legenda, a votação deveria ser aberta.

Fachin reconheceu que a regra geral é de votação aberta para qualquer decisão. Ele disse, porém, que a formação de comissões é regida pelos regimentos da Câmara e do Senado. O regimento da Câmara diz que eleições no âmbito da Casa, como para a Mesa Diretora, devem ocorrer por votação secreta.

Fachin também rebateu argumento do PC do B de que não poderia haver chapa avulsa na eleição para a comissão especial. Para a legenda, só poderiam concorrer deputados indicados oficialmente pelos líderes dos partidos. O ministro, porém, destacou que uma “eleição” pressupõe a participação de mais de uma chapa na disputa.

Segundo Fachin, a votação deve ser aberta quando o processo chegar ao plenário da Câmara, quando todos os deputados votam o parecer da comissão especial. Para autorizar o procedimento, é preciso o voto favorável de 342 (2/3) dos 513 deputados.

AGU

A fala de Fachin ocorreu após a defesa do governo, feita pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams. Ele defendeu o poder do Senado para recusar a abertura de um processo de impeachment, mesmo com a decisão da Câmara.

Adams também argumentou que a decisão da Câmara é apenas “condição” para instauração do processo, que cabe aos senadores, em sua visão.

A defesa do poder do Senado para recusar o impeachment coincide com manifestação que o próprio Senado entregou ao STF na semana passada. Também concordam com essa tese o PC do B, autor da ação, e a Procuradoria Geral da República.

Adams destacou que as etapas intermediárias do processo de impeachment têm consequências “gigantescas” e, por isso, é preciso haver decisão favorável tanto da Câmara quanto do Senado para a instauração do processo.

Ele lembrou que uma das consequências da instalação do procedimento é o afastamento por seis meses da presidente.

“No impeachment as consequências relativas ao presidente são gravíssimas, nas decisões intermediárias. A admissão do processo afasta o presidente por seis meses. Se admitida a denúncia contra o presidente da Câmara, ele não será afastado. Mas o presidente da República é afastado”, destacou.

Câmara

Antes de Adams e falando pela Câmara, o deputado federal Miro Teixeira (PROS-RJ) defendeu que a decisão da Câmara, por 2/3 de seus membros, seja obrigatoriamente seguida pelo Senadopara instaurar o processo.

“A Câmara pratica o juízo de admissibilidade. O Senado julga. Será que a Câmara tem esse trabalho, de aprova por dois terços, e o Senado ignorar? O que diz a Constituição, a Câmara autoriza e o Senado julga. É um procedimento difícil. Dois terços dos votos, são raros são os dispositivos que preveem dois terços”, afirmou.

Miro Teixeira também defendeu a eleição secreta para a escolha da comissão especial que dará parecer pela continuidade ou não do processo de impeachment. Ele destacou que todas as eleições no âmbito da Câmara são feitas por voto secreto e que seria este o caso para a escolha dos membros do colegiado. “Nós não estávamos ali discutindo outra coisa que não eleição”, argumentou.

Julgamento

Na ação em julgamento nesta quarta, o PC do B argumenta que várias regras da lei de 1950 devem se adaptar à Constituição de 1988. Além disso, defende que as regras dos regimentos da Câmara e Senado sejam derrubadas, argumentando que o rito só pode ser definido por lei específica.

O partido foi o primeiro a se manifestar no julgamento, iniciado na tarde desta quarta-feira (16). O advogado Claudio de Souza Pereira Neto, que representa o partido, afirmou na sustentação oral perante a Corte, que a “banalização” do processo de impeachment pode gerar “instabilidade” política e econômica no país.

O PC do B questiona não só atos já realizados – caso do acolhimento do pedido de impeachment – como também outros que ainda estão por vir, inclusive no Senado, que irá julgar se houve ou não crime de responsabilidade.

G1

Veja como driblar o bloqueio do WhatsApp no Brasil



O WhatsApp está oficialmente bloqueado no Brasil, mas isso não significa que você não possa usá-lo. Há, sim, formas de driblar o bloqueio no país. A principal delas é a VPN (sigla para “rede virtual privada”), que mascara a origem do seu acesso. Assim, seu tráfego é redirecionado para fora do país, onde não há qualquer tipo de bloqueio.

Vale observar, no entanto, que não são todas as VPNs que são seguras, e elas abrem espaço para interceptação das suas informações enquanto elas trafegam online. É bom ter ciência disso antes de se conectar a qualquer serviço do tipo, para evitar fazer transações bancárias ou inserir números de cartão de crédito, ou transferir fotos ou qualquer outra informação comprometedora.

Além disso, não adianta você fazer este processo e os seus contatos não. Se a pessoa ainda estiver no Brasil e não estiver em uma VPN, ela não receberá suas mensagens.

Assim, se você ainda quiser driblar o bloqueio, existem inúmeros aplicativos para isso, mas a nossa sugestão é o aplicativo BetterNet, disponível tanto para Android quanto iOS. Ele é gratuito e vai mascarar o seu acesso para outro país, permitindo que você envie e receba mensagens.

Como usar o BetterNet no Android:

1º) Baixe o aplicativo neste link

2º) Depois de instalado, execute o app e pule as telas de introdução

3º) Pressione o botão Connect

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4º) O Android deve exibir uma janela de segurança para confirmação. Pressione OK para Confirmar

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5º) Quando você estiver conectado, um ícone de chave deve aparecer perto do relógio do Android

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6º) Aí é só usar o WhatsApp. Quando você quiser desconectar, basta abrir novamente o app e pressionar Disconnect.

E no iOS (nós testamos o app em um iPad, mas funciona em iPhones também):

1º) Baixe o aplicativo neste link

2º) Depois de instalado, execute o app e pule as telas de introdução

3º) Clique em Install Profile. Uma janela de confirmação deve aparecer. Aperte Allow para confirmar

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4º) Digite sua senha de desbloqueio para permitiria

5º) Aperte Connect para se conectar e aguarde a confirmação de conexão. Quando estiver conectado, um ícone com as letras “VPN” aparecerão no topo do iOS.

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6º) Você já pode usar o WhatsApp. Para desconectar, retorne ao app e aperte Disconnect

Gabarito do 3º dia Vestibular UESB

Vestibular 2016 encerra etapa de provas com tranquilidade

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Meses de preparação e três dias de provas, tudo isso para conquistar a tão sonhada vaga na Universidade. Nesta terça, 15, o Vestibular Uesb 2016 encerra mais uma etapa, com a missão de garantir a entrada de novos estudantes em seus três campi da forma tranquila e segura. Leia na íntegra.

Mais um empreendimento no Pólo Educacional de Vitória Conquista. Colégio Dom Bosco.

 

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A Direção da  Escola Dom Bosco  apresentou à comunidade conquistense, na noite de terça-feira, 15 de dezembro, no auditório da Faculdades de Tecnologia e Ciência FTC, mais um importante equipamento da iniciativa privada, e que estará funcionando a partir de fevereiro de 2016, oferecendo vagas para ensino fundamental e infantil. No ato,  a direção da FTC também esteve à  frente do acontecimento, respaldando e posicionando quanto a importância desse empreendimento do grupo e parceiros da FTC.

O colégio irá funcionar adjacente ao campi da FTC, de Vitória da Conquista, O novo módulo consta com estrutura bem moderna e super confortável.

No ato foi registrada a presença da imprensa, autoridades e personalidades, que atuam no setor educacional em Conquista.

Ponto de Vista. Em defesa do Brasil! Não haverá golpe.

 

p.pMovimentos sociais, militantes de diversas matizes do campo de esquerda apoiadores do governo da

presidenta Dilma Rousseff e da democracia irão às ruas no dia 16 de dezembro. Em Vitória da Conquista, e

cidades no entorno dessa, não será diferente.

Tais movimentações, reunião e debates democráticos entre as entidades que compõem a Frente Brasil

Popular e a Frente Brasil Sem Medo estão se dando a partir do momento em que um setor descontente com o

resultado das eleições em 2014, e por um suposto movimento de pedaladas no campo econômico, que

segundo, os que se dizem de oposição, atenta contra determinada Lei constitucional, levando entre outras

punições o afastamento da presidenta Dilma Rouseff da presidência do Brasil. Afirmo aqui que essa todas as

movimentações que ocorrerão no dia 16 de dezembro em todo o Brasil, são integradas originalmente por

CUT, CTB, Levante Popular, UBES, UJS, UNE, MST, MTST, movimentos sociais de todos os estratos

populares da sociedade, pelas centrais, diversos sindicatos e por partidos políticos.

Em Vitória da Conquista, o ato acontecerá, a partir das 17h, na Praça Barão do Rio Branco. Devendo os

manifestantes seguir em caminhada por algumas por ruas dessa cidade. Há uma grande expectativa de a

mobilização reunir um grande número não filiados e não militantes, mas que acreditam que a quebra da

ordem democrática prejudicará a classe de trabalhadora e todos os brasileiros.

Assinalo aqui a unidade de vários movimentos sociais se dera de um acordo em ter uma posição propositiva,

firme e de repúdio contra o impeachment”, contra o acolhimento do pedido de abertura do processo de

impeachment contra o mandato da presidenta Dilma Rousseff, pelo presidente da Câmara dos Deputados.

Certamente, o movimento de afastamento é uma flagrante chantagem política por parte desse ou daquele

setor ora desprestigiados em 13 anos de governo, sob a égide do Partido dos Trabalhadores, e demais

partidos afinados com a democracia no Brasil.

Uma palavra de ordem ouvida a todo momento nos dias atuais: tomar as ruas por direitos, liberdade e

democracia, rechaçando no entendimento do movimento social do país o que seria um golpe contra a

democracia, fruto de muita luta, utopia, destruições e morte de pessoas. Muito importante: o presidente do

parlamento brasileiro e seus assemelhados são colocados e apresentados como um retrocesso ignóbil,

acéfalo e um feroz ataque à democracia no Brasil. Particularmente penso que de fato os ricos é que devem

pagar pela crise rentista construída por esses próprios. Contraditoriamente essas medidas econômicas

penalizem os mais pobres. Portanto, defendo sem dó nem piedade a taxação das grandes fortunas, dos

dividendos e das remessas de lucro e uma auditoria da dívida pública.

Este dia de luta está sendo construído por uma grande rede de ação popular. Numa uma plataforma popular

onde visa-se o enfrentamento das desigualdades da sociedade brasileira e propõe uma saída para a crise à

esquerda: a saída será pela mobilização nas ruas, em defesa do aprofundamento da democracia e as reformas

necessárias para o Brasil: reforma tributária, urbana, agrária, educacional, reforma democrática do sistema

político, e principalmente da democratização das comunicações, a mãe de toda essa batalha. Aliás, cumpre-

me a reverberar aqui é que esse ato político desse dia 16 de dezembro de 2015, por si só pode ajudar a

conscientizar as pessoas de que a concentração da mídia, do jeito que existe no Brasil, representa um perigo

à nossa estabilidade democrática. Tal a nossa mídia se coloca a todo momento impulsionadora de golpes,

não só no Brasil, mas, em toda a grande américa do sul, reacionária e anti-trabalhista, de um lado; e detêm

um poder financeiro monstruoso, de outro. A concentração apavorante da mídia brasileira em mãos de meia

dúzia de herdeiros da ditadura é uma anomalia que os amantes da democracia devem combater com todas as

suas forças.

É isso: A presidenta Dilma e o Brasil tem de entender que, se não combater a mídia golpista, não vai

conseguir fazer o Brasil avançar. É essa uma verdade elementar em pauta, desde os tempos em que a

ditadura militar destruía pessoas, afinal, até a presidente Dilma sofrera na pele a perversidade desses anões

militares, hoje, transmutados de seres que inclusive, professa essa ou aquela palavra metafísica, em nome

desse ou daquele ser divino. “Atenção para a PALAVRA DE ORDEM e atenção, muita atenção para o

refrão. Ainda é preciso estar ‘atento e forte’, com as luzes de alerta acesas no CAMPO DE JOGO

POLÍTICO, mas sem mistificações”. Então é isso aí: vive-se uma época de pragmatismo, principalmente na

política. Mas rezemos forte, escolha seu santo e boa sorte.

Joilson Bergher. Professor de História, Especialista em Metodologia do Ensino Superior/ Uesb.

Pesquisador independente do Negro no Brasil, Graduando em Filosofia/Uesb

16 de dezembro 2015.

Joilson Bergher