A Gente diz

Prefeito de Cordeiros Edvar Ribeiro da Silva manifesta em nota, em sua página pessoal no Facebook, felicitações pelo aniversário de sua cidade. “PARABÉNS CORDEIROS PELOS SEUS 52 ANOS !”

1511414_178973802310676_378382729_nNa abertura da nota, o gestor expoem uma citação em parentes, sentetizando o que para ele deve ser, a missão e um conceito de um governante. Que diz: “uma cidade é sempre mais importante do que quem a governa. Uma cidade é sempre maior do que projetos pessoais e políticos de qualquer um”.

“Neste 07 de Abril desejamos que cada munícipe seja um ponto de apoio nesta construção diária, com valores sólidos, que ajude preparar as crianças e jovens, neste processo contínuo de transformação. Semear ações e colher conquistas, buscando no presente o futuro! Desejamos que as conquistas da comunidade sejam sempre crescentes, demonstrando que somos nós que fazemos o amanhã e que nossa perseverança é a luz que ilumina o caminho rumo a uma cidade mais justa. Parabéns gente guerreira que tem vontade de vencer! Gente que com seu trabalho diário constrói o desenvolvimento da cidade. Parabéns a todos que diariamente cumprem sua missão, contribuindo assim com o desenvolvimento do município, buscando sempre novos projetos e aceitando o desafio de fazer mais e melhor, não desistindo e não perdendo de vista esperança. Não existem fronteiras ou limites para alcançarmos nossos objetivos. Acreditando nisso que a nossa equipe vem trabalhando com afinco, superando dificuldades, transpondo obstáculos, para promover qualidade de vida melhor para todos. Na lida estamos amadurecendo nossas habilidades, lapidando nosso crescimento profissional. Buscando acertar, servir melhor. Quem ama, cuida! Façamos uma prece neste aniversário de Cordeiros, vamos pedir a Deus por todos nós, saúde e sabedoria, para que toda energia positiva de um povo seja absorvida pela nossa cidade. Cordeiros merece que lutemos por ela, pela saúde, educação, segurança, pela infra-estrutura, pela ação social, pelo emprego e renda. Mais cidadania, habitação, proteção ao meio ambiente, apoio as iniciativas comunitárias, às crianças, aos jovens, adultos e à melhor idade. Mais entusiasmo, esperança e satisfação pessoal tanto para os homens do campo, como da cidade. Tudo isso, ainda é pouco para quem merece muito mais. Em especial, seguimos dispostos a servir ao lado daqueles que acalentam sonhos e desejam construir, com muita garra, um futuro melhor para nós e para as gerações de nossos filhos”. Edvar Ribeiro da Silva Prefeito do Município de Cordeiros. Bahia.

Novo gestor da Defensoria Pública baiana diz que o órgão terá uma atuação mais fortalecida nas cidades do interior e mais próxima do cidadão.

Clériston Macedo –???????????????????????????????

por Cláudia Cardozo. Fotos: Vanda Amorim/ DP-BA

O novo defensor público geral da Bahia, Clériston Macêdo, que assumiu o cargo há pouco mais de um mês, conta, em entrevista ao Bahia Notícias, os desafios que encontrará para gerenciar a instituição nos próximos dois anos. Eleito em janeiro deste, após concorrer três vezes ao cargo, Clériston afirma que observou que a Defensoria nos últimos anos “estava se afastando um pouco dessa atuação junto às cidades do interior”. Com um quadro de 267 defensores e um déficit de 316 para atender todo o estado, o desafio será interiorizar as ações da instituição com o curto orçamento aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia, aprovado para o ano de 2015. c que estabelece a interiorização da Defensoria Pública em todo o país. Para tentar equilibrar as contas, o defensor geral adianta que publicou uma portaria para otimizar os custos da instituição, para se adequar a “realidade econômica financeira do Estado da Bahia, que atravessa um momento de fragilidade”. “A Defensoria Pública vai dar sua contribuição, porque a gente não está solto no sistema. É uma instituição pública, com dinheiro público e a gente precisa otimizar os gastos públicos”, explica. O gestor também afirma que está tomando conhecimento da situação da Defensoria no cargo. “Do período da eleição, da nomeação até a posse, foi um período muito curto. As coisas aconteceram muito rápidas e eu não tive acesso às informações que eu solicitei da anterior administração. Além de o tempo ser exíguo, a própria dinâmica da posse, isso fez também que eu não tivesse condição de me abarcar de todo a situação da Defensoria. Eu estou tendo conhecimento da situação no cargo”, pontua. Clériston Macêdo conta que, apesar da instituição estar em boa parte das grandes cidades do interior, é preocupante que ainda não tenha um defensor público no oeste baiano. Ainda há 20 aprovados no último concurso para defensores, realizado em 2010, para serem nomeados, entretanto, segundo Clériston, alguns já sinalizaram que não tem mais interesse no cargo. Outra preocupação do novo gestor do órgão é a criação de novas varas judiciais pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). “Toda vara que é instalada, em tese, precisa de no mínimo, um defensor público”, sinaliza.

O que te levou a sair candidato ao cargo de defensor público geral?
Eu comecei a carreira como defensor público em 2000, na comarca de Jaguaquara. Depois, fui promovido para a comarca de Mata de São João. E, por fim, vim promovido para Salvador.  Aqui em Salvador, eu fui secretário da Associação dos Defensores Públicos da Bahia por quatro anos, depois eu assumi o cargo de subdefensor-geral por três anos e meio. Pedi para sair da subdefensoria e voltei para a minha área de atuação, que era a 3ª Vara de Família. Nesse ínterim, aí eu fui candidato por três vezes a defensor geral, sempre figurando com o segundo maior número de votos nas eleições. Essa eleição que eu ganhei, foi a quarta que eu participei. O que me motivou foi a vontade de fazer uma Defensoria Pública aproximada do cidadão, cumprindo a sua missão institucional, fazendo com que a Defensoria ficasse mais fortalecida nas cidades do interior – eu fiquei por quase cinco anos no interior por opção. Eu observei que a Defensoria estava se afastando um pouco dessa atuação junto às cidades do interior. Entendo que a Defensoria ainda é uma instituição nova, é a caçula do sistema de Justiça. Ainda existem vários conceitos que precisam ser solidificados com relação à Defensoria Pública, que precisam dar visibilidade ao trabalho que realiza, os serviços que são prestados, que a grande população ainda não tem conhecimento dos serviços prestados, que podem às vezes, causar um sentimento contraditório, porque ainda é uma instituição nova e não tem orçamento compatível com a missão constitucional de dar acesso à Justiça – não só ao Judiciário. Nessa gestão, queremos enfocar o trabalho da mediação, da solução alternativa de conflitos, extrajudicial. Um acordo de mediação, às vezes, não é tão bem construindo sem a presença de um defensor. A busca por um melhor orçamento para fazer um trabalho extrajudicial, isso é algo que vai fazer parte da minha gestão nesses dois anos. Mas para isso ser concretizado, eu preciso de mais defensores, eu preciso de servidores efetivos, de carreira, o que hoje nós não temos, a gente precisa de fortalecer a identidade institucional, e isso se faz com um conjunto de ações. Talvez o maior desafio desse ano seja compatibilizar o orçamento que foi aprovado com uma necessidade de fortalecimento institucional, que não necessariamente possa se dizer que é gasto. Com base nisso, eu já publiquei uma portaria otimizando os custos da conta pública, se adequando a realidade econômica financeira do Estado da Bahia, que atravessa um momento de fragilidade. A Defensoria Pública vai dar sua contribuição, porque a gente não está solto no sistema. É uma instituição pública, com dinheiro público e a gente precisa otimizar os gastos públicos. A gente ainda pretende encaminhar projetos de lei para dar uma modernizada na própria Defensoria Pública. Eu já convoquei um grupo para apresentar um anteprojeto de modificação da Lei Complementar 26/2006, que não representa mais uma Defensoria Pública moderna, porque de 2006 para cá já houve muita modificação legislativa, como a Emenda Constitucional 80, de maio do ano passado, que deixou de forma muito clara a necessidade da interiorização da Defensoria Pública, em oito anos – mas que em maio, teremos só sete anos. É importante que se faça essa atualização para que a gente faça frente às novas demandas e necessidades da instituição, que, por conseguinte, vai aproximar a instituição do público alvo.
Como foi que o senhor recebeu a instituição da sua antecessora e quais são seus planos para melhorar a Defensoria Pública da Bahia?
Do período da eleição, da nomeação até a posse, foi um período muito curto. As coisas aconteceram muito rápidas e eu não tive acesso às informações que eu solicitei da anterior administração. Além de o tempo ser exíguo, a própria dinâmica da posse, isso fez também que eu não tivesse condição de me abarcar de todo a situação da Defensoria. Eu estou tendo conhecimento da situação no cargo. Solicitei algumas audiências para que eu pudesse demonstrar a situação que eu já identifiquei. Eu fui ao Tribunal de Contas [do Estado] e me encontrei com o presidente, para buscar uma forma de estreitar a relação entre a Defensoria e o Tribunal de Contas, responsável pela análise das contas da Defensoria Pública, através de pareceres técnicos, apontarem situações a serem corrigidas ou melhor implantadas. Ainda não tenho ideia completa do quadro que se encontra a Defensoria Pública. Já busquei um ajuda da auditoria do Estado para observar alguns contratados que eu tive conhecimento que estão necessitando de um olhar mais acurado. E isso não é uma auditoria – isso é apenas uma verificação, porque não houve tempo hábil de transição. Eu preciso, enquanto gestor, de me resguardar da situação que eu encontrei. De forma muito tranquila, cuidadosa e responsável, eu estou tentando colocar a situação que eu encontrei para o próprio órgão de auditoria. Não obstante a isso, peguei uma situação junto aos defensores do interior que houve uma modificação de lotação desses defensores na semana que antecedeu a minha posse. Algumas cidades que tinham defensores na área, principalmente de execução penal como em Valença, que tem um presídio, os defensores foram tirados e designados para comarcas que não tinham presídios. E eu tive que fazer essa reformulação, com uma portaria, designando outros colegas para suprir essas vagas deixadas, para reestabelecer a rotina de trabalho, como por exemplo em Simões Filho. Já sobre a minha relação com os Poderes, nesse momento é mostrar que existe um novo gestor, com novas ideias, com nova ideologia a ser implementada nesse biênio, demonstrar isso para aquelas secretarias do Estado e municipais. Para as instituições coirmãs, como Defensoria Pública da União e Ministério Público, a gente vai propor uma aproximação. No primeiro momento, a gente buscou conversas com as secretarias do Estado que tenham uma transversalidade de assuntos que possam convergir entre a secretaria e Defensoria, que possam beneficiar a população. Já estive com o secretário de Justiça, de Segurança Pública, de Assuntos Institucionais, Secretaria da Mulher, da Reparação Racial, para que a gente possa organizar a atuação. Primeiro, a gente quer mostrar que a Defensoria tem como atuar de forma conjunta em determinados temas, e vai atuar de forma autônoma, como a situação da paternidade responsável- que são exames de DNA gratuito para quem não tem condição de pagar. Eu pretendo implantar um projeto para estender essa atuação extrajudicial em cidades que não tem Defensoria Pública, através de centros sociais urbanos, de trabalho itinerante. Porque existe uma Defensoria Pública especifica de itinerância, que eu pretendo realizar, que nos últimos anos não estava sendo utilizados. E algumas ações, em parceria com a Defensoria Pública da União.
Quais são os desafios de sua gestão? Quais são suas propostas para contornar esses problemas, principalmente pela falta de servidores para atividade meio e defensores públicos? Mas antes, queria que contasse como é o quadro da Defensoria neste momento.
Hoje, nós temos 267 servidores para toda a Bahia. A Lei de 2006, que já é uma lei ultrapassada, prevê o número de 583 defensores públicos para todo o estado. Portanto, de 2006 para 2015, nós chegamos há um pouco mais da metade do quadro, e ainda sim, esses 583, de acordo com um estudo do Ipea, representam a metade do que deveria ter de defensores públicos na Bahia, que seriam mais ou menos 1100 defensores. Nós estamos distribuídos hoje em 164 defensores públicos atuando em Salvador, 103 atuando no interior, e estamos presentes em 23 comarcas. Ainda é um número insuficiente e tímido de atuação da Defensoria Pública, apesar de estarmos presentes em grandes cidades como Itabuna, Ilhéus, Conquista, Juazeiro, Feira de Santana, Senhor do Bonfim e Santo Antônio de Jesus. Mas por outro lado, nós não estamos presentes em Barreiras, Luís Eduardo Magalhães. Não estamos presentes em uma comarca que tem um sistema prisional, que é Eunápolis, e isso acaba comprometendo o sistema prisional. Se a gente atua em determinado presídio, se aquele preso é transferido para Eunápolis, a gente não dá continuidade ao acompanhamento, porque lá não tem defensor público. A gente precisa de defensor público em Eunápolis, mas a gente não tem de onde tirar. Existe um concurso em vigência, que foi realizado em 2010, com término no início de junho desse ano. É termo final mesmo, e eu tenho ainda um saldo de 20 aprovados, que já não vão todos tomarem posse – e eu vou publicar o pedido de desistência de muitos, porque não tem mais interesse em assumir. Não sei quantos realmente tem interesse em assumir, mas imagino que sejam uns 15 aprovados que tomariam posse. Ainda que consigamos,e a gente vai lutar por isso, a situação no interior não vai estar resolvida. O maior desafio dessa gestão é realmente tornar efetiva a proposta de interiorizar os serviços da Defensoria Pública. Não existem mais cargos a serem providos na capital, apesar de que, a Defensoria Pública está a todo o momento sendo surpreendida com a criação de novas varas judiciais. Recentemente foi inaugurada a 2ª Vara da Violência Doméstica contra a Mulher, e é necessário colocar dois defensores públicos nessa unidade. Então, a gente tem uma demanda, e eu vou ter que buscar uma forma de resolver essa questão. E pelo que eu vi do presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, em entrevista, vai continuar existindo, porque ele pretende inaugurar algumas varas, descentralizando o Poder Judiciário. Mas para nós defensores públicos, que entendemos que é importante a descentralização, acaba chegando para nós como um problema a ser resolvido, quando não foi, de alguma forma, dialogado com a gente. Toda vara que é instalada, em tese, precisa de no mínimo, um defensor público. Nessa vara de Violência Doméstica, existe uma peculiaridade, porque a Defensoria Pública, na área de Violência Doméstica, através da Lei Maria da Penha, atua na defesa da vítima e na defesa do suposto agressor. Então, atua nos dois polos. Eu não posso nesse momento – e não devo – tirar defensores do interior, que já está sofrendo um êxodo de defensores para capital. Se eu fizer isso, estou indo contra a política de interiorização que eu defendo. Também foi instalada a Câmara do Oeste, e eu não tenho um defensor público em todo o oeste da Bahia. Não tenho defensor público de primeiro grau, muito menos de segundo grau. Existe uma situação que eu estou recebendo que eu preciso dialogar com todos os poderes, para mostrar a Defensoria. Esse sistema precisa funcionar de forma razoável com todos os atores. Quando um dos atores desse sistema não está funcionando devidamente, a gente precisa se reunir, para ver de que forma todos podem chegar a uma situação que não resolva de imediato, a curto e médio prazo, mas que seja de longo prazo. Nós precisamos fazer um planejamento. Por isso que eu defendo a interiorização de forma gradativa e por isso que temos esse anteprojeto de lei de modernização da Lei Orgânica da Defensoria, de vincular inicialmente a Defensoria nos 27 territórios de identidade. Hoje, nós não estamos presentes em todos os territórios de identidade. Também quero compatibilizar a atuação da Defensoria Pública, inicialmente, como forma de cumprir o que a Constituição determina, com relação à interiorização, inicialmente, provendo todos os territórios com defensores. Com relação à atividade meio, nós não temos servidores efetivos. Existe um projeto encaminhado, que está na Assembleia Legislativa, que a gente pretende futuramente dialogar de que forma a gente vai implementar, também de forma gradativa, porque eu entendo que o momento econômico do Estado não é o ideal, mas a gente precisa dentro do possível traçar determinadas prioridades. Na Defensoria, tudo é prioridade, e é por isso que eu estou buscando esses contatos com todos os Poderes, para em um segundo momento, apresentar as soluções para os problemas que eu tenho identificado.
A Defensoria sofreu um corte orçamentário quando o projeto de Lei do Orçamento de 2015 foi votado. Em entrevista com a presidente da Associação dos Defensores Públicos da Bahia (Adep), foi dito que haveria conversas para garantir uma suplementação do orçamento da Defensoria. Já há alguma conversa nesse sentido?
Nesse momento, ainda não tive nenhum contato, solicitando esse tipo de suplementação orçamentária. Até porque suplementação orçamentária no primeiro semestre é muito difícil de ser realizada, porque o ano orçamentário começa em fevereiro, e aí tem o carnaval, e o próprio calendário dificulta. Mas vou fazer, é fato, porque o orçamento aprovado não faz face a despesas para todo o ano da instituição. Darei conhecimento ao Executivo que o orçamento aprovado não é suficiente. Com relação ao orçamento, eu vou inovar, vou tornar público o orçamento, para se tornar um orçamento participativo, porque a gente percebe que as demandas da Defensoria são colocadas por nós defensores, talvez não tenha a ressonância que deveria ter. Eu vou chamar a população, a sociedade civil, o Poder Legislativo e o Executivo para também estarem presentes em algumas audiências públicas que eu vou convocar, para que a gente possa discutir o orçamento do ano que vem. Porque tudo é prioridade. A gente entende o momento econômico que o país passa, especificamente o Estado da Bahia também, mas enquanto gestor, não posso me furtar da obrigação de mostrar o que a Defensoria Pública precisa, do que precisa ser implementado. E isso pode e deve ser construído com toda sociedade. As audiências começarão em abril deste ano.
Como é que os serviços extrajudiciais de mediação e conciliação podem ser benéficos para o cidadão, desafogar o Judiciário e diminuir a demanda da Defensoria, em face de sua estrutura?
A gente conta com o apoio de estagiários de direito, que a gente capacita e estão sob uma coordenação de defensores públicos, que a gente faz esse trabalho de mediação, como uma forma também de diminuir o trabalho do defensor da unidade judiciária. É um sistema integrado. Quando a gente faz um trabalho de mediação, antes de ajuizar a ação, a gente também está ajudando o defensor, para que ele tenha audiências judiciais e processos que sejam efetivamente objetos de um trabalho judicial, não um trabalho que poderia ter sido feito previamente. Como a gente não tem essa estrutura, de um núcleo de mediação da forma ideal, a gente trabalha naquilo que é possível, de forma voluntariosa de alguns estagiários, com defensores que acumulam atuações, principalmente na mediação, e assim a gente consegue diminuir bastante a questão judicial da Defensoria. Isso precisa ser melhor implementado e fazer parte de uma política pública da Defensoria. É uma das missões institucionais, de acordo com a Lei 832 e a própria Lei 26 – Lei orgânica da Defensoria Pública. Nós, defensores públicos, temos muito cuidado na elaboração de acordos, para que eles não sejam futuramente descumpridos e aquilo que deveria ter sido resolvido melhor na mediação se faz, talvez, de uma forma rápida e gera uma necessidade de uma ação judicial para se fazer outro acordo. Se um problema não for bem trabalho no início, pode gerar dois problemas.
Deixamos o espaço aberto aqui para suas considerações finais.
Eu vou chamar o cidadão para construção de uma política de acesso à Justiça, através desse orçamento participativo. Por quê? Um orçamento participativo vai delimitar a atuação político-institucional para o ano que vem e para os próximos anos. Assim, a sociedade vai se empoderar também de uma instituição que foi idealizada pelo Poder Constituinte, como uma instituição cidadã, que tem dentro da sua missão essa razão de existir, que é o acesso das pessoas à Justiça, não só ao Judiciário. Eu vou buscar trazer para a administração o que fiz nesses 15 anos como defensor público, na área de família, que é a mediação. Eu preciso dialogar com todos, mostrar para todas e todos a instituição que foi criada com esse mister de dar voz a quem não tem voz, de buscar o direito daquele que, em tese, acha que não tem direito. Todas as instituições são importantes no Estado Democrático de Direito, e como nós fazemos parte de um todo, uma instituição enfraquecida compromete todo sistema democrático. A Defensoria faz parte desse todo. Ela precisa se fortalecer para que todo o Estado brasileiro seja fortalecido. Não passa por mim a solução solitária desse problema. Eu preciso ter parceiros e parceiras, sensibilizar as pessoas de que quando me cobram defensores públicos no interior – recebo diariamente solicitação. Quando eu nego, na realidade, é uma negativa com muita vontade de dizer sim, porque o que eles querem é o que a Defensoria quer, é o que eu quero, mas infelizmente, não tem como nesse momento. Por isso que eu preciso fazer esse trabalho de divulgação da situação que a Defensoria se encontra, para que todos saibam como é que a Defensoria está e de que forma a gente pode construir uma nova Defensoria. Afinal de contas, esse foi o lema da minha campanha: ‘uma nova história, uma nova Defensoria’.

Momento é de solidariedade, não de oportunismo, rebate secretário de Comunicação

  
Momento é de solidariedade, não de oportunismo, rebate secretário de Comunicação

Foto: Manu Dias / GOVBA
O secretário de Comunicação da Bahia, André Curvello, lamentou “o nível de desinformação” do deputado estadual Sandro Régis (DEM), que criticou a propaganda do metrô de Salvador. “Sandro é um amigo querido, mas faço questão de apresertar-lhe a verdadeira revolução que está acontecendo na mobilidade urbana de Salvador. Além dos viadutos do Imbuí, das alças da Avenida Luis Eduardo Magalhães, do Curralinho, da Via Expressa Baía de Todos os Santos, o governo está viabilizando o metrô de uma vez por todas. No próximo dia 9, por exemplo, será inaugurada a Estação Bom Juá. Podem até torcer contra, mas a cada dia o metrô vai se consolidada como uma realidade para melhorar a vida da população”, afirmou em nota encaminhada ao Bahia Notícias. De acordo com Curvello, as obras da Linha 2 já foram iniciadas e devem chegar ao Aeroporto em 2017. Sobre o acidente que resultou no rompimento da adutora no local onde acontecem obras do metrô no último dia 1º, o secretário pediu responsabilidade aqueles que tentam se utilizar do sofrimento alheio para se promover politicamente. “É um momento de solidariedade, não de oportunismo”, rebateu. De acordo com o secretário, os trabalhadores da Embasa estão se empenhando desde o início, trabalhando 24 horas por dia. É um desrespeito criticar a Embasa num momento tão grave como este”, opiniou.

Educação. Estudante com necessidades especiais recebem atenção diferenciada em Conquista

Estudante com paralisia cerebral conquista mais autonomia e novas habilidades na Rede Municipal de Ensino

Com o atendimento educacional especializado, João Vítor melhorou sua coordenação motora, está aprendendo Libras e ganhou mais intimidade com o computador

Estimulado pela professora Evanice Duarte, responsável pela sala de recursos multifuncionais da Escola Municipal Lycia Pedral, o estudante João Vítor Oliveira, 13 anos, reproduz com as mãos, um por um, os sinais que simbolizam as letras do alfabeto da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Ele já consegue representar a maioria das letras, e aprendeu ainda os sinais que simbolizam expressões como “oi” e “bom dia”. Para qualquer pessoa, esse aprendizado poderia ser considerado uma vitória. Mas para um garoto com as características de João Vítor, o significado é bem maior. Ele nasceu com um tipo de paralisia cerebral cujos sintomas incluem a surdez e o comprometimento da coordenação motora. O garoto não consegue manter sob seu controle todos os movimentos das mãos. Por isso, cada novo sinal aprendido é motivo de comemoração por parte da professora e também de sua mãe, Maria – justamente porque, para ele, cada uma dessas pequenas vitórias resulta de um esforço particular bem maior do que seria para a maioria de seus colegas. “É um esforço muito grande, tanto cognitivo quanto físico”, explica Evanice. Segundo Maria, a autonomia que vem sendo conquistada por João Vítor tornou-se mais evidente a partir do momento em que ela, diante da impossibilidade de mantê-lo em instituições privadas, resolveu matriculá-lo na Rede Municipal de Ensino, aos 11 anos. “Lá, ele se encontrou. Foi bem recebido, respeitado e amado”, diz a mãe. Levado inicialmente à Escola Municipal Pedro Francisco de Moraes, onde esteve por dois anos, João Vítor passou a ter acesso ao atendimento educacional especializado (AEE), oferecido pela Prefeitura nas 12 salas de recursos multifuncionais atualmente em funcionamento no município. Essas salas se dividem em Tipo 1 e Tipo 2. Ambas possuem o mobiliário pedagógico necessário para atender a vários tipos de deficiência, mas a de Tipo 2 têm como acréscimo o equipamento específico para alunos cegos e com baixa visão. ‘Ele está feliz’ – Em 2014, a Rede Municipal de Ensino registrou as matrículas de 1.229 estudantes com deficiência*. Na Lycia Pedral, unidade com mais de 900 alunos matriculados em 2015, até o mês de março, já haviam sido identificadas pelo menos 26 crianças com algum tipo de deficiência. Há casos de surdez, síndrome de Down, baixa visão, paralisia cerebral, entre outras. Somente na sala onde João Vítor cursa o 4º ano do Ensino Fundamental, são cinco estudantes com deficiência. De acordo com a professora, essa condição jamais interferiu na interação do garoto com os colegas. No último dia 5 de março, por exemplo, seu aniversário de 13 anos foi comemorado com uma festa na sala de aula. “Os colegas interagem com ele. Querem estar perto dele”, conta a professora. Os alunos com deficiência frequentam a sala de recursos multifuncionais no turno oposto ao de suas aulas regulares. Lá, eles são recebidos por professores qualificados para subsidiá-los, técnica e pedagogicamente. Participam de atividades que pretendem desenvolver seu raciocínio lógico e ampliar-lhes a autonomia, por meio de jogos lúdicos ou que envolvam algum tipo de desafio. João Vítor, por exemplo, começou a lidar com o computador e já desenvolveu várias habilidades que vão além do aprendizado em Libras e surpreendem sua mãe. “Hoje ele baixa jogos, vê desenhos. Ele está feliz, e nós também, pois está se desenvolvendo bem e melhorou a coordenação motora”, afirma Maria. ‘Referência’ – Segundo a professora Evanice, os avanços alcançados por João Vítor resultam de dois elementos determinantes: a persistência de sua família, que jamais deixou de estimulá-lo, e a própria postura ativa do menino. “Ele não fica preso à cadeira de rodas. Toda atividade, quer fazer sozinho e é muito curioso. E se ele tivesse uma família que não o tivesse estimulado, não teria tido os progressos que teve”, explica a educadora. A mãe, Maria, considera ainda um terceiro elemento, complementar aos dois primeiros: o aparato pedagógico e o atendimento educacional especializado, oferecidos pela Prefeitura a todos os alunos com deficiência que estão matriculados na Rede Municipal de Ensino – inclusive, seu filho. “Estou tranquila, estamos muito satisfeitos. E nossa esperança é que ele melhore ainda mais a cada dia”, afirma. “Meu desejo é que ele seja referência de escola do município. Aonde eu for, vou levar isso”. *O número mais atualizado, referente aos alunos com deficiência matriculados na Rede Municipal em 2015, será conhecido assim que for concluído o censo escolar.

Bahia. Justiça Eleitoral baiana cassa mandato de mais de trinta prefeitos

 

Foto: Divulgação

tre-ba-94 (2)Entre 2004 e 2012, a Justiça Eleitoral cassou 33 prefeitos e outros três candidatos não eleitos de 32 cidades baianas – a maioria dos processos se refere a abuso de poder e compra de votos. De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o DEM tem o maior número de cassados, com 12 punidos, seguido de PMDB, com 12, e PP e PL, com três cassados. A promotora eleitoral e coordenadora do Núcleo dos Promotores Eleitorais (Nuel), Adriana Teixeira Braga, disse que todas as denúncias contra os candidatos são apuradas e podem resultar em impugnação dos registros das candidaturas, ações de investigação eleitoral, impugnação de mandato eletivo, representações por irregularidade em propaganda eleitoral e representações por doações ilegais (quando ultrapassam o limite de 2% do rendimento bruto da pessoa jurídica. De acordo com o jornal A Tarde, dos listados pelo TRE como cassados, só o prefeito de Rio do Antônio Humberto Célio (DEM) e o vice Murilo Martins (PSB) tiveram a cassação de mandato e a inelegibilidade suspensas em recurso realizado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

TV Sudoeste Anuncia o falecimento de Luiz Fernandes

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O velório acontece na Capela do Hospital São Vicente e o sepultamento ocorrerá ás 16 horas no Cemitério Parque da Saudade, na saída para Itambé. Luís era o tipo do homem que não se contentava com nada, estava sempre buscando novas realizações, iniciou sua carreira jornalística trabalhando no Jornal Tribuna da Bahia, jornal Impacto e foi por seis anos diretor de redação do Jornal Hoje de nossa propriedade, professor do Estado da Bahia, trabalhou também no Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica. Lançou com grande sucesso as revistas 1OO anos de jornalismo em Vitória da Conquista e a História da educação em Conquista, ambas patrocinados pela Prefeitura de Conquista, estava concluindo um livro retratando a História do Futebol na região Sudoeste.

 

 

 

 

Família enterra bebê que não teve a cirurgia mesmo com decisão judicial

 

Vitória da Conquista: Família enterra bebê que não teve cirurgia mesmo com decisão judicial
Foto: Reprodução/TV Sudoeste

Na última quarta-feira (01), foi enterrado na cidade de Cândido Sales o bebê de um mês que morreu à espera de uma vaga para tratamento especializado no Hospital Esaú Matos, em Vitória da Conquista. Há um mês e meio, o pequeno Gustavo começou o seu drama. Os médicos diagnosticaram um problema congênito no coração, que só seria resolvido com uma cirurgia. O estado do menino era grave e o procedimento só poderia ser feito em Salvador. Como a transferência demorava, a família procurou a Justiça, que determinou que a criança fosse levada a um hospital especializado em Salvador, onde a cirurgia seria realizada. Como não houve a transferência, a Justiça decidiu pelo bloqueio de recursos do Fundo Estadual de Saúde para que o procedimento fosse realizado em um hospital particular, mas nada foi feito. O estado de saúde do bebê se agravou e ele morreu sem que a transferência fosse feita. A mãe da criança, Nariane Landes, está revoltada. “O que eles falavam era só isso, que não tinha vaga, mais nada. Eles não me ligavam, a central de regulação não me ligava para dizer nada”, lamentou ela ao G1.

Dilma, Aécio, Lula e Rui Costa se manifestam sobre a morte de filho de Alckmin

xIMAGEM_NOTICIA_5.jpg.pagespeed.ic.T-4ZOjjIqkThomaz Rodrigues Alckmin, de 31 anos, filho mais novo do governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) foi uma das cinco vítimas fatais da queda de uma aeronave em Carapicuíba, na Grande São Paulo na tarde desta quinta-feira (2). A informação só foi confirmada pela empresa Seripatri, dona do helicóptero, na noite desta própria quinta-feira. Thomaz Alckmin trabalhava como piloto e estava neste voo como copiloto. Ele era casado desde 2011 com a arquiteta Thais Fantato e deixa duas filhas, uma de 10 anos e outra recém-nascida, com aproximadamente um mês. O acidente ocorreu durante um voo de teste, após o helicóptero passar por manutenção preventiva – a Helipark mantém uma oficina localizada muito próximo do condomínio onde ocorreu a queda, conforme informações da assessoria de imprensa da Seripatri. Ainda de acordo com a empresa, o piloto “tinha mais de 30 anos de experiência” na área e o helicóptero – marca Eurocopter, modelo ECC 155B1, prefixo PPLLS – tinha cerca de 4 anos de uso, 600 horas de voo e estava com “documentação e manutenção rigorosamente em ordem”. Na nota, a Seripatri afirmou ainda que “neste momento de luto e enorme tristeza para todos (…) está prestando toda a assistência necessária aos familiares das vítimas, bem como já destacou profissionais para acompanhar com as autoridades as investigações das causas do acidente”. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que vai investigar o fato. O acidente ocorreu dentro do condomínio Fazendinha, em Carapicuíba – administrado pela Associação dos Moradores e Proprietários da Fazendinha. De acordo com um funcionário da portaria do condomínio, que viu a queda, a aeronave chegou a atingir duas casas. Danificou o telhado de uma delas – com moradores, mas ninguém se feriu – e parte do helicóptero ficou sobre outra, ainda em obras de construção. “O motor (da aeronave) está no banheiro dessa casa em obras”, afirmou. A maior parte dos destroços, entretanto, acabou caindo no chão, entre árvores. Quando chegaram ao local, bombeiros retiraram os moradores e curiosos do entorno.

Governador e ministro discutem cadeia produtiva da pesca

 

Foto: Divulgação/GOVBA

Governador Rui Costa recebeu o ministro da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho, no CAB

Em reunião, na manhã desta quinta-feira (2), na Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, o governador Rui Costa e o ministro da Pesca e Aquicultura, Helder Barbalho, dialogaram sobre projetos e investimentos voltados para o fortalecimento da produção e beneficiamento de pescado na Bahia. Rui Costa destacou as parcerias entre o governo federal e o Governo do Estado, por meio da Bahia Pesca, em ações a exemplo da construção dos dois terminais pesqueiros públicos em Salvador e Ilhéus, aquisição de barcos e capacitação em pesca industrial para comunidades de pescadores, viabilização da atividade na costa e rios do estado, além da aquicultura em reservatórios com a inclusão de projetos integrados à agricultura familiar, como o uso da água de poços e sistemas de dessalinização. “Vamos trabalhar juntos, ao longo dos próximos quatro anos, para materializar uma maior produção, incluindo projetos apresentados pelo ministro [Helder Barbalho] do ponto de vista do financiamento de bancos oficiais, que possam alicerçar muitos investimentos privados para a produção do pescado”, afirmou o governador. Na ocasião, o ministro apresentou o planejamento para a expansão da cadeia produtiva no Brasil. “A Bahia é prioridade e está entre os estados que compõem nossa estratégia de elevação da produção de 780 mil toneladas para um milhão de toneladas, na área de pesca extrativa, e de 475 mil toneladas para dois milhões de toneladas de peixe na área da aquicultura”. De acordo com o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), apenas em aquicultura, a Bahia apresenta potencial para aumentar a produção de 13 mil para 130 mil toneladas anuais, ampliando a geração de renda e a oferta de proteína para os baianos.

PM – Rodoviários inicia Operação Semana Santa 2015

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A partir de hoje (02), tem início a Operação ‘Semana Santa 2015’ promovida pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE). Até a próxima segunda-feira (06), a PRE realizará atividades a fim de  manter a segurança dos usuários das rodovias, utilizando recursos humanos e materiais, como reforço no efetivo empregado, etilômetros, radares e viaturas. Além dos postos rodoviários, a PRE realizará blitz itinerantes com o emprego de forças especiais (T.O.R.). A PRE alerta as pessoas que estarão se deslocando para outros municípios para que evitem o excesso de velocidade e as ultrapassagens indevidas, que são as principais causas de acidentes com vítimas fatais.

Semana Santa – Comunidade Católica brumadenses promove a tradicional procissão do encontro da Semana Santa

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Foto: Hugo Darlan | Brumado Agora

O momento que relembra a via crucis, caminho percorrido por Jesus até o calvário, foi realizada na noite dessa quarta-feira (01), na tradicional procissão do encontro, em Brumado. O evento foi marcado pelo momento em que a imagem de Nossa Senhora das Dores se encontra com a imagem de Senhor dos Passos, o qual aconteceu na Praça da Igreja Matriz. Para que houvesse o encontro das imagens, uma procissão saiu da Comunidade S. Francisco (Urbis II) –  com a imagem de Nossa Senhora das Dores –  e da  Comunidade Santa Terezinha (Bairro São Jorge) outra procissão seguiu com a imagem de Senhor dos Passos. A ocasião foi marcada por muita fé e emoção dos fiéis.

E o 1º de Abril. Saiba como surgiu o dia da Mentira

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Tudo começou quando o rei da França, Carlos IX, após a implantação do calendário gregoriano, instituiu o dia primeiro de janeiro para ser o início do ano. Naquela época, as notícias demoravam muito para chegar às pessoas, fato que atrapalhou a adoção da mudança da data por todos. Antes dessa mudança, a festa de ano novo era comemorada no dia 25 de março e terminava após uma semana de duração, ou seja, no dia primeiro de abril. Algumas pessoas, as mais tradicionais e menos flexíveis, não gostaram da mudança no calendário e continuaram fazer tal comemoração na data antiga. Isso virou motivo de chacota e gozação, por parte das pessoas que concordaram com a adoção da nova data, e passaram a fazer brincadeiras com os radicais, enviando-lhes presentes estranhos ou convites de festas que não existiam.Tais brincadeiras causaram dúvidas sobre a veracidade da data, confundindo as pessoas, daí o surgimento do dia 1º de abril como dia da mentira. Aproximadamente duzentos anos mais tarde essas brincadeiras se espalharam por toda a Inglaterra e, consequentemente, para todo o mundo, ficando mais conhecida como o dia da mentira. Na França seu nome é “Poisson d’avril” e na Itália esse dia é conhecido como “pesce d’aprile”, ambos significando peixe de abril. No Brasil, o primeiro Estado a adotar a brincadeira foi Pernambuco, onde uma informação mentirosa foi transmitida e desmentida no dia seguinte. “A Mentira”, em 1º de abril de 1848, apresentou como notícia o falecimento de D. Pedro, fato que não havia acontecido. Walt Disney criou uma versão para o clássico infantil Pinóquio, dando ênfase à brincadeira, mostrando para a criançada o quanto mentir pode ser ruim e prejudicial para a vida das pessoas. Ziraldo, um escritor brasileiro da literatura infanto-juvenil, também conta histórias sobre as mentiras, através do tão famoso personagem, o Menino Maluquinho. Em “O Ilusionista”, Maluquinho descobre o mal provocado por roubar, fingir e mentir. Pregar mentiras nesse dia é uma brincadeira saudável, porém o respeito e o cuidado devem ser lembrados, para que ninguém saia prejudicado, afinal, a honestidade é a base para qualquer relacionamento humano. Por Jussara de Barros.