A Gente diz

Comunicado da Embasa: Abastecimento reduzido em localidades rurais de Vit. da Conquista BA

image description

A Embasa informa que o abastecimento em São Sebastião, São Domingos, Lagoa

dos Patos, Itaipu, José Gonçalves e adjacências está em processo de regularização,

após  o  Sistema  de  Barra  do  Choça,  também  responsável  pelo  abastecimento

de  água  nesta  região,  operar  com  capacidade  inferior  ao  usual,  devido  a  uma

redução  da  oferta  causada  por  problemas  eletromecânicos  nos  equipamentos  de

bombeamento  de  água  na  barragem  de  Serra  Preta  decorrentes  da  qualidade

da  energia  elétrica  fornecida  pela  Coelba.  Enquanto  isso,  o  abastecimento  nas

localidades será complementado por meio de carros-pipa.

A Embasa já está atuando para corrigir o problema. Enquanto isso, recomenda que

a população mantenha a economia de água, consumindo de forma racional.

Legislativo Conquistense entrega Diploma Mulher Cidadã Loreta Valadares

A premiação, que já é tradicional na Casa, foi instituída em 2005 para homenagear mulheres que se destacam na defesa dos direitos femininos no município

A Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC) realizou, nesta quarta-feira, 11, mais uma edição do Diploma Mulher Cidadã Loreta Valadares. A premiação, que já é tradicional na Casa, foi instituída em 2005 para homenagear mulheres que se destacam na defesa dos direitos femininos no município. A mesa comandada pelo presidente da CMVC, Gilzete Moreira (PSB), contou com a participação das vereadoras Lúcia Rocha (DEM) e Irma Lemos (PTB), a coordenadora do Núcleo de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura Municipal, Elizabeth Lopes, a coordenadora Municipal de Políticas para as Mulheres, Elza Mendes, a tabeliã do Cartório de Notas do 3º Ofício, Maria Eny Vargens Diniz e a delegada titular da Delegacia da Mulher – DEAM, Decimaria Gonçalves.

Mulheres em luta – A vereadora Lúcia Rocha (DEM) destacou que a premiação “tem como objetivo a análise mais profunda dos temas relacionados às causas das mulheres, criando maior abertura para nós”.  Rocha chamou a atenção para enfrentamento da violência contra a mulher: “O fim da violência depende de uma nova consciência na construção de políticas de proteção às mulheres e responsabilização efetiva de quem age com violência”. A parlamentar expressou sua preocupação com a possível banalização do oito de março. “Espero que esta data não se transforme apenas em uma data de cumprimentos, de abraços, e muito menos em uma do comércio, mas que seja, sim, uma data de comemoração das vitórias, das conquistas históricas”.

A vereadora Irma Lemos (PTB) destacou a longa trajetória de luta que as mulheres vêm travando por direitos. “A mulher já conquistou muito espaço e devemos agradecer a Deus por abençoar essas mulheres que estão se destacando”, detalhou. Porém, segundo a parlamentar, muitas das mulheres que estão hoje no mercado de trabalho enfrentam uma dupla jornada de trabalho e subjugação por parte do homem, muitas vezes o próprio companheiro. Lemos enfatizou que apesar dos avanços, o preconceito de gênero ainda impera, o que faz da luta pela igualdade de direitos uma bandeira permanente, não só para as mulheres, como toda a sociedade. “Nós temos que ser mulheres fortes, firmes e independentes. Nada mais é impossível para as mulheres”, finalizou.

Já Elizabeth Lopes, coordenadora do Núcleo de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura Municipal, lembrou a situação das mulheres negras, hoje em mais de 49 milhões, número que representa 24% da população brasileira. E mesmo assim, “vivenciamos a fase mais perversa do racismo”. Para ela, a mulher é base do desenvolvimento no Brasil, mas pouco usufrui daquilo que produz. “Denunciamos as batalhas contra a criminalização do nosso povo. Denunciamos o encarceramento desregrado, onde 60% das mulheres que estão presas são negras”, lamentou. Ela finalizou afirmando que a mulher não espera pelo homem para resgatar a sua identidade e saudou: “Viva as mulheres brancas, negras e índias. Que nossa luta jamais seja interrompida”.

Para Elza Mendes, coordenadora Municipal de Políticas para as Mulheres, “a entrega do diploma Loreta Valadares é um importante evento no mês de março, período marcado por muitas histórias e lutas que remetem às reivindicações e conquistas femininas”. A coordenadora salientou que o município é referência em diversas políticas públicas, citando, no que diz respeito à violência contra a mulher, a Criação do Conselho Municipal da Mulher, em 1997, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), em 2002, o Centro de Referência da Mulher Albertina Vasconcelos (Crav), em 2006, a Rede de Proteção a Mulher, com atendimento integral a toda a família, a Coordenação de Políticas Públicas para as Mulheres e a Vara da Violência Doméstica e Familiar.

Maria Eny Vargens Diniz, tabeliã do Cartório de Notas do 3º Ofício, parabenizou a Câmara pala iniciativa, que considera brilhante e oportuna para “explanar e pedir socorro pela dignidade da mulher”. Ela lembrou que o Movimento Feminista, com origem no século XIX e grande efervescência nos anos 1960 e 1970, é um marco para a conquista de direitos para as mulheres, como o direito ao voto. Mas, segundo Diniz, o segmento ainda sofre com “certas agressões”, como salários inferiores em relação ao dos homens, pouco espaço na política e vários tipos de violência. Mesmo assim, a tabeliã é confiante: “Haverá um dia que nós mulheres seremos respeitadas”.

Representando a bancada de situação da CMVC, o vereador Júlio Honorato (PT), enfatizou a questão do machismo ainda ser muito predominante na cultura brasileira. “Gostaria de chamar a atenção para a sociedade capitalista e extremamente machista em que vivemos hoje”, alertou. Segundo ele, a falta de oportunidades iguais, para homens e mulheres, “atrapalha e impede um avanço ainda maior”. Ele afirma que várias conquistas foram alcançadas, como por exemplo, a Lei Maria da Penha, “mas são apenas medidas preventivas e punitivas e precisamos de mais”.

O líder da bancada de oposição, vereador Arlindo Rebouças (PROS), iniciou seu pronunciamento afirmando que “no nosso município vivemos um momento muito turbulento”. Disse que, em Conquista, virou rotina as mães verem seus filhos assassinados na rua e questionou a ocorrência de políticas públicas para a mulher. “Onde? Vai na periferia para ver o abandono das mulheres. Falta médico, um posto de saúde, medicamentos, exames complementares”. O parlamentar salientou que “política pública para a mulher é ver seu filho e esposo bem”. Abordou que a cirurgia de próstata pelo SUS só é feita em Salvador, e isso leva a mulher a sofrer junto com seu companheiro. “Quando alguém da casa não está bem, a mulher não está bem. Por mais que nós homens façamos o bem, não chegamos aos pés de uma mãe, de uma esposa. Ela é capaz de dar a vida ao seu filho”. Finalizou seu pronunciamento dizendo que a criação dos filhos deve ser sem machismo, com consciência para ajudar a diminuir a violência no futuro

Prefeito de Conquista reuni com o Governador Rui Costa e Secretários e discutem demandas de interesse da população conquistense

Governo Municipal participa de agenda oficial em Salvador

Em reuniões com o governador Rui Costa e secretários, o prefeito Guilherme Menezes pôs em pauta projetos de interesse da população de Vitória da Conquistaunnamed (46)

Em meio a uma série de reuniões e contatos institucionais, o prefeito Guilherme Menezes retornou a Vitória da Conquista na última quinta-feira, 5, com notícias positivas para a população do município. A principal delas, referente à Barragem do Rio Pardo, foi a garantia, dada pelo governador Rui Costa, de que envidará todos os esforços possíveis para conseguir os recursos federais necessários para viabilizar a obra.

Rui, inclusive, reiterou ao prefeito já ter tratado do tema em reuniões em Brasília, com os ministros Gilberto Occhi, da Integração Nacional, e Nelson Barbosa, do Planejamento. O encontro em Salvador durou cerca de duas horas e também teve a participação dos engenheiros Hipérides Macedo e Ornaldo Freitas, da IBI Engenharia, empresa que venceu a licitação aberta pela Prefeitura e ganhou o direito de elaborar o projeto executivo da barragem.

Barragem do Catolé – Outro tema tratado durante a reunião foi a Barragem do Rio Catolé, cujo projeto já está com o Governo Estadual. Há cerca de um ano, está em funcionamento a adutora do Catolé, obra executada em caráter emergencial pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), a fim de suprir o déficit de água nas barragens de Água Fria I e II, que abastecem Vitória da Conquista.

Foram construídos 15,3 quilômetros de tubulação, três estações elevatórias e um barramento no Rio Catolé Grande, com captação flutuante com capacidade para transportar 300 litros de água por segundo até a barragem de Água Fria II. O investimento foi de R$ 33 milhões. A obra tem a missão de garantir a segurança hídrica para Vitória da Conquista durante cinco anos, período em que será construída a Barragem do Rio Catolé, por meio de um investimento de R$ 141,7 milhões.

Internação provisória – O prefeito Guilherme discutiu, ainda, sobre a importância da celeridade na liberação dos recursos para a construção da futura Casa de Internação Provisória e Permanente para Adolescentes. Um volume de R$ 10 milhões, para a construção da unidade, foi garantido pela então ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, durante reunião com o prefeito Guilherme, em 2014. O Governo Municipal, com vistas à implantação do equipamento, doou para a Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac) um terreno para a construção da Casa, com área total de 22 mil metros quadrados.

Com a construção da nova unidade em Vitória da Conquista, haverá capacidade para comportar 90 adolescentes nessa condição. O equipamento contará com área de lazer e de convivência, quadras poliesportivas, prédios para implantação de escola estadual e municipal, enfermaria e cozinha, além de áreas arborizadas e espaços para celebrações ecumênicas.

Outros encontros – A agenda do prefeito em Salvador incluiu outros encontros com a equipe da Secretaria de Infraestrutura, e com o secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas. Também na quinta-feira, 5, o gestor participou da cerimônia de posse da nova diretoria da União dos Municípios da Bahia (UPB).

8 de março, dia internacional da mulher. Mito e realidade

Origem –

O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher. Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias, que recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas. Em 1903, profissionais liberais norte-americanas criaram a Women´s Trade Union League. Esta associação tinha como principal objetivo ajudar todas as trabalhadoras a exigirem melhores condições de trabalho. Em 1908, mais de 14 mil mulheres marcharam nas ruas de Nova Iorque: reivindicaram o mesmo que as operárias no ano de 1857, bem como o direito de voto. Caminhavam com o slogan Pão e Rosas, em que o pão simbolizava a estabilidade econômica e as rosas uma melhor qualidade de vida. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher.
8 de maço dia internacional da mulher

 

Argumentos:

CONTRIBUIÇÃO AO DEBATE: 8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER “desconstruindo o mito e fortalecendo a luta das mulheres trabalhadoras” (1)

A origem do Dia Internacional da Mulher não deriva de um acontecimento isolado, mas deve ser entendido em um contexto histórico e ideológico muito mais amplo.

O mito comumente aceito é de que a data é uma homenagem às operárias norte-americanas, em greve, que foram trancadas na fábrica e que morreram queimadas em um incêndio provocado pelos patrões. Ou refere-se também, a uma manifestação das operárias do setor têxtil nova-iorquino ocorrida nesse dia do ano de 1857.

O Dia Internacional da Mulher insere-se em um contexto histórico e ideológico muito concreto, cujo objetivo, em seus inícios, não foi rememorar nenhuma catástrofe que vitimou um grande número de mulheres. O texto da resolução adotada pela II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague em 1910, vem confirmar que nem se fazia alusão a nenhum acontecimento protagonizado por operárias que devesse ser comemorado com a celebração do Dia Internacional da Mulher, nem sequer se propunha uma data concreta em que esta devesse acontecer.

Sua origem tem de ser entendida no bojo da ascensão das lutas operárias de finais do século XIX e início do século XX, cujas discussões teóricas, no campo socialista, convocavam à participação política e em cujo contexto tomava corpo a luta pela libertação da mulher.

A partir de começos do século XX, essa batalha das socialistas se cruzou com a de um punhado de mulheres independentes, em suas maiorias pertencentes à classe média ou alta, que estavam em campanha pelo direito ao voto.

Desde 1901, nos Estados Unidos, logo após a criação do Partido Socialista, surge a União Socialista das Mulheres com a finalidade de reivindicar o direito de voto feminino. Entre 1904 e 1908, nascem vários clubes de Mulheres, uns intimamente ligados ao Partido Socialista, outros mais autônomos, anarquistas ou não.

Em 1908 a Federação do Clube de Mulheres Socialistas de Chicago toma a iniciativa autônoma, não ligada oficialmente ao Partido Socialista, de comemorar um Dia da Mulher. Era domingo, 3 de maio. O primeiro Dia da Mulher, nacional, assumido pelo Partido foi no ano seguinte, em Nova Iorque, em 28 de fevereiro de 1909.

Em 1910 o partido Socialista americano organiza pela segunda vez o Dia da Mulher no último domingo de fevereiro. Essa comemoração foi marcada por uma grande participação de operárias. Eram as costureiras da cidade que haviam terminado uma longa greve pelo direito de ter seu sindicato reconhecido. A greve durou de 22 de novembro de 1909 até 15 de fevereiro de 1910, quase na véspera do Dia da Mulher.

No Congresso do Partido Socialista, foi designado que o mesmo enviasse delegadas ao Congresso da Internacional, com a tarefa de propor, entre outras, que o Dia da Mulher fosse assumido pela Internacional. Esse dia deveria tornar-se o Dia Internacional da Mulher, a ser celebrado pelos socialistas, no último domingo de fevereiro.

Nesse sentido, a origem do Dia Internacional da Mulher só podia se dar, como de fato ocorreu, dentro do marco da teoria socialista. Assim, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague nos dias 26 e 27 de agosto de 1910, as delegadas americanas levaram a proposta apresentada por seu Partido. A proposta foi aceita e Clara Zetkin, juntamente com Käte Duncker e outras companheiras, apresentando a seguinte moção:

“De acordo com as organizações políticas e sindicais do proletariado, as mulheres socialistas de todas as nacionalidades organizarão em seus respectivos países um dia das mulheres especial, cujo principal objetivo será promover o direito a voto das mulheres sem nenhum tipo de restrição baseada no nível de riqueza, propriedade ou educação. Será necessário debater esta proposição com relação à questão da mulher numa perspectiva socialista. Esta celebração deverá revestir um caráter internacional e será necessário prepará-la com muito esmero”.

Nesta alusão não é citado nenhum acontecimento destacado nem relevante para a história das mulheres que pudesse ser comemorado com a celebração desse dia dedicado a elas da mesma maneira não fica definida uma data precisa para tal comemoração.

Nestes primeiros anos, o Dia Internacional da Mulher era festejado em datas diferentes, segundo os países. A data escolhida pelas socialistas alemãs para essa primeira comemoração foi 19 de março de 1911, data carregada de significado para o proletariado alemão.

Também houve comemorações na Dinamarca, Suécia e em Viena, as mulheres marcharam em volta do Reichstag portando bandeiras vermelhas e lembrando as vítimas da Comuna de Paris. Outras nações europeias, também comemoraram. Nos Estados Unidos a tradição de realizar o Dia da Mulher no último domingo de fevereiro se manteve até 1913.

O Dia Internacional da Mulher na Rússia foi realizado pela primeira vez em 23 de fevereiro de 1013 (8 de março do calendário ocidental). Para comemorá-lo, Kollontai mobilizava as trabalhadoras através de um artigo publicado no Pravda, estimulando a organização de manifestações de protesto pela falta de direitos políticos e econômicos em que viviam. A principal atividade consiste numa manifestação que acabou sendo dissolvida pela polícia e com algumas prisões. Em razão do êxito da comemoração, o Partido Bolchevique decidiu criar uma revista especial dedicada à formação e mobilização das operárias e esposas de operários. Nascia assim a Rabonitsa (Mulher Operária), cujo lançamento do primeiro número coincidiu com as comemorações do 23 de fevereiro de 1914.

O Dia Internacional da Mulher, e se converteu num símbolo do Partido Bolchevique. E por indicação de Alexandra Kollontai em 1914, passou a ser comemorado em 19 de março. Também na Alemanha e Suécia seguindo a mesma orientação o Dia Internacional da Mulher foi comemorado pela primeira vez em 8 de Março do mesmo ano.

O êxito da comemoração do Dia Internacional da Mulher superou todas as expectativas. Revelou-se um excelente método de mobilização e conscientização política entre as trabalhadoras, além de ter sido uma magnífica ocasião para fortalecer os laços de solidariedade entre as trabalhadoras de todo o mundo.

Os acontecimentos de 23 de fevereiro de 1917 foram importantes não só porque deram origem à revolução Russa e porque foram protagonizados por mulheres, mas sim, porque segundo tudo parece indicar, foram esses fatos os que fizeram que o Dia Internacional da Mulher passasse a ser comemorado, sem mais mudanças até nossos dias, em 8 de março.

Os fatos começaram quando os operários de uma fábrica de armamentos de Putilov encontraram a fábrica fechada no momento que tentavam entrar para começar sua jornada de trabalho. As mulheres de Petrogrado, que haviam se transformado em chefes de família enquanto os homens estavam nas frentes de batalha, cansadas da escassez de alimentos e do alto custo de vida, foram às ruas em manifestação por pão e paz.

Essa manifestação foi o estopim do começo da primeira fase da Revolução Russa, conhecida depois como a Revolução de Fevereiro. Kollontai assim se refere a esse episódio: “O dia das operárias, 8 de Março foi uma data memorável na história. Nesse dia as mulheres russas levantaram a tocha da revolução”.

Em 1921, realizou-se em Moscou, na URSS, a Conferência das Mulheres Comunistas que adota o dia 8 de março como data unificada do Dia Internacional das Operárias. A partir dessa Conferência, a III Internacional, recém-criada, espalhará a data 8 de Março como data das comemorações da luta das mulheres.

Nos últimos anos da década de 20 e, sobretudo nos anos 30, o Dia Internacional da Mulher, seja comunista ou socialista, se perderá na tormenta que se abateu sobre o mundo. A ascensão do nazismo na Alemanha, o triunfo do stalinismo na URSS e o declínio da social-democracia na Europa e o vendaval da 2ª Guerra Mundial enterram as manifestações do Dia das Mulheres.

A humanidade só voltará a falar do Dia da Mulher, no final dos anos 60. Nesse lapso de tempo, o 8 de Março, data da greve das operárias de Petrogrado, de 1917 foi esquecido.

Em 1966 a Federação das Mulheres comunistas retomou o Dia da Mulher, e o fizeram de forma confusa e fantasiosa, inventando datas e detalhes. O mito acabado de ser criado no Leste Europeu começou a ser divulgado e foi depois enriquecido fartamente, nos Estados Unidos do final dos anos 60 e em todo mundo ocidental.

8 DE MARÇO NO BRASIL “e a controvérsia da classe operária”

As mulheres brasileiras repetem a cada ano a associação entre o Dia Internacional da Mulher e o incêndio na Triangle, quando na verdade Clara Zetkin o tenha proposto em 1910, um ano antes do incêndio. Há uma clara demonstração de que o sacrifício das trabalhadoras da Triangle tenha se incorporado ao imaginário coletivo da luta das mulheres.

Nas primeiras décadas do século XX, o grande tema político foi a reivindicação do direito ao voto feminino. Berta Lutz, a grande líder sufragista brasileira, aglutinou um grupo e mulheres da burguesia para divulgar a demanda do direito ao voto feminino, concedido em 1933 por Getúlio Vargas e garantido na Constituição de 1934. Mas só veio a ser posto em prática com a queda da ditadura getulista e as mulheres brasileiras votou pela primeira vez em 1945, completando 83 anos agora em 2015.

As militantes das classes mais altas desqualificavam o operariado feminino: partilhavam a imagem generalizada de que operárias eram mulheres ignorantes e incapazes de produzir alguma forma de manifestação política. Como as anarquistas americanas e europeias, as brasileiras (imigrantes ou não) defendiam a luta de classes, mas também o divórcio e o amor livre.

A distinção entre anarquistas e comunistas foi fatal para uma eventual aliança: enquanto as comunistas lutavam pela implantação da “ditadura do proletariado”, as anarquistas acreditavam que o sistema partidário reproduziria as relações de poder, social e sexualmente hierarquizadas.

No PCB a diferenciação de gênero continuava marcante: as mulheres se encarregavam das tarefas ‘femininas’ na vida quotidiana do Partido. Extremamente ativas, desenvolveram ações externas de organização sem ocupar qualquer cargo importante na hierarquia partidária. Zuleika Alembert, a primeira mulher a fazer parte da alta hierarquia do PC, eleita deputada estadual por São Paulo em 1945, foi expulsa do Partido quando fez críticas feministas denunciando a sujeição da mulher em seu próprio partido.

Em 1945 o PCB cria a União Feminina contra a carestia. Em 1947 o 8 de Março é comemorado pela primeira vez no Brasil. Porém, em 1948 com o PCB na ilegalidade, a passeata do 8 de Março é proibida no Rio.

O feminismo dos anos 60 e 70 veio abalar a hierarquia de gênero dentro da esquerda. A luta das mulheres contra a ditadura de 1964, uniu provisoriamente, as feministas e as que se autodenominavam membros do ‘movimento de mulheres’. A uni-las, contra os militares, havia uma convergência: o 8 de Março. A comemoração ocorria através da luta pelo retorno da democracia, de denúncias sobre prisões arbitrárias, desaparecimentos presos políticos.

A consagração do direito de manifestação pública veio com o apoio internacional da ONU que instituiu, em 1975, o 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher.

É evidente que o movimento feminista brasileiro entrou em uma nova etapa. Mas velhos preconceitos permaneceram. Um deles talvez seja a confusa história propalada do 8 de Março, em que um anti-americanismo apagava a luta de tantas mulheres, obscurecendo seu importante papel enquanto protagonistas das lutas por igualdades de direitos nas relações de gênero.

Derrubar o mito de origem da data de 8 de Março não implica desvalorizar o significado histórico que este adquiriu. Muito pelo contrário. Significa enriquecer a comemoração desse dia com a retomada de seu sentido original.(1) Madallena Noronha – Presidenta do Conselho Municipal da Mulher (CMM); Pesquisadora em Gênero e Raça

Oportunidades de estágios para Estudantes – confira.

Atenção, estudante! Confira várias oportunidades de estágio em Vitória da Conquista
9/mar/2015 . 16:39estagios
Web

A Integração Estágio de Vitória da Conquista está com várias oportunidades de estágio para estudantes. Confira:

VAGA 1:

CURSO: ADM EAD

Sexo: Masculino – Acima de 20 anos.

Área: Administrativo/ Atendimento

Horário: Segunda a Sexta: 17h30 às 22h30 e aos Sábados: 13h30 às 18h30.

Requisitos: Experiência em atendimento ao público/ Informática básica.

Bolsa: R$ 500,00 + Auxílio transporte.

VAGA 2:

CURSO: ADM EAD

Sexo: Masculino – Acima de 20 anos.

Área: Administrativo/ Atendimento

CARGA HORÁRIA: 18h

Horário: Sexta: 14h às 20h/ Sábados: 13h às 19h/ Domingo: 7h30 às 13h.

Requisitos: Experiência em atendimento ao público/ Informática básica.

Bolsa: R$ 500,00 + Auxílio transporte.

VAGA 3:

CURSO: PEDAGOGIA

Sexo: FEMININO

Área: Auxiliar de Classe

Horário: Segunda a Sexta: 13h às 18h

Bolsa: R$ 500,00 + Auxílio transporte.

VAGA 4:

CURSO: ADMINISTRAÇÃO

Sexo: FEMININO

Área: ADMINISTRATIVO

Horário: Segunda a Sexta: 9h às 14h

Bolsa: R$ 450,00 + R$ 50,00 Auxílio transporte.

VAGA 5:

CURSO: PEDAGOGIA

Sexo: FEMININO

Área: SECRATARIA

Horário: Segunda a Sexta: 16h às 22h

Bolsa: R$ 450,00 + Auxílio transporte.

Para mais informações, clique aqui ou entre em contato pelo telefone (77)3422-5616.

Sesab lança campanha de combate ao mosquito transmissor da Dengue e da Chikungunya

 

Da Redação

Dengue e da Febre ChikungunyaA Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) lança, nesta terça-feira (10), a campanha de combate ao mosquito transmissor da Dengue e da Febre Chikungunya, tendo este ano um grande reforço: foi desenvolvido um teste rápido que, associado a um smartphone com GPS, permite, simultaneamente, o georreferenciamento (google maps) dos casos a fim de controlar rapidamente os surtos, bem como ter o resultado em apenas 20 minutos, o que antes demorava até 60 dias. Esta é uma ação inédita no país.

A campanha, a estratégia de combate e os equipamentos serão apresentados à imprensa hoje pela manhã, no auditório do Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz (Lacen-BA), localizado na Rua Waldemar Falcão, 123 – Brotas (próximo à Fiocruz). Com informações Secom-BA.

Inflação engole o Bolsa Família

por Diego Amorim  

ws

 

A inflação tem sufocado tanto o custo de vida dos mais pobres que nem o Bolsa Família anda salvando as contas do mês. Apesar de o benefício do governo federal ter sido reajustado em ritmo mais acelerado do que o da própria carestia nos últimos anos, a atual conjuntura econômica embaraçou de vez o orçamento das famílias de baixa renda. Estrangulada pela alta dos preços e dos juros, a ajuda criada para garantir o direito à alimentação e o acesso à educação e à saúde não consegue assegurar itens básicos da cesta de consumo, como ocorria em um passado recente.

Na última sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou, em fevereiro, aumento de 7,7% em 12 meses, maior patamar desde maio de 2005. O indicador serve como parâmetro, mas não reflete o impacto real da inflação nas camadas mais pobres da população, sempre mais castigadas do que mostra a média registrada oficialmente. Os reajustes dos preços administrados, por exemplo, como os das faturas de água e luz, pesam mais sobre os lares com menor renda.

Os gastos com alimentação ilustram bem a discrepância entre os prejuízos da inflação na população pobre e nas classes média e alta. O Índice de Custo de Vida (ICV), calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indica que as despesas em supermercados, bares e restaurantes representam 40% da cesta mensal das famílias de baixa renda, enquanto nas de faixa superior esse peso é de 26%.

A Estrutural, uma invasão que virou cidade a menos de 20km da Praça dos Três Poderes, reúne número significativo de beneficiados do Bolsa Família no Distrito Federal, onde o valor médio pago atualmente é de R$ 143,38. No mês passado, 86.440 famílias que vivem ao redor da capital do país receberam essa ajuda do governo. Somente em 2014, foram pagos R$ 147,6 milhões desse benefício no DF, montante 27% maior que o total investido dois anos atrás, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Estrutural

Em um das dezenas de barracos erguidos lado a lado na quadra 17 da Estrutural, mora Vivaldina Rosa Teixeira , 49 anos, e os três filhos que garantem a ela o direito ao Bolsa Família. Há quase 10 anos, quando a dona de casa se cadastrou no programa, pingavam no banco todo mês R$ 180. Hoje, são quase R$ 400, mais do que o dobro, mas Vivaldina tem saudade do tempo em que começou a receber o benefício. “O que eu ganhava naquela época valia muito mais do que ganho agora”, reclama.

Há seis meses, Maria Alice perdeu o emprego de auxiliar de cozinha. Foi mandada embora porque o restaurante fechou as portas. Desde então, tem tido dificuldade para encontrar outra ocupação. “Antes, era mais fácil conseguir uma oportunidade e tudo estava mais barato”, lembra ela. Assustada com os preços no supermercado, a beneficiada diz que a situação só não está pior porque tem sido contemplada com doações de cestas básicas na igreja. “Vejo na televisão quem tem dinheiro reclamando de inflação. Imaginem nós aqui”, pontua.

 

Presidenta Dilma Rousseff defende medidas econômicas em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão.

A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (8) as medidas econômicas que estão sendo adotadas para o país voltar a crescer. Segundo ela, durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, na tentativa correta de defender a população, o governo absorveu, até o ano passado, todos os efeitos negativos da crise econômica internacional, lançando mão do Orçamento para proteger o crescimento, o emprego e a renda das pessoas, mas não havia como prever que a crise mundial duraria tanto tempo.dilma-rousseff-pronunciamento-brumado-agora-15

 

Dilma destacou que as correções e ajustes na economia, mesmo que signifiquem alguns sacrifícios temporários para todos e críticas injustas e desmesuradas ao governo, são a forma de dividir a carga negativa com os setores da sociedade. “São medidas para sanear as nossas contas e, assim, dar continuidade ao processo de crescimento com distribuição de renda, de modo mais seguro, mais rápido e mais sustentável”.

A presidenta destacou que as correções estão sendo feitas de forma com que todos suportem a sua aplicação. “As medidas estão sendo aplicadas de forma que as pessoas, as empresas e a economia as suportem. […] Este processo vai durar o tempo que for necessário para reequilibrar a nossa economia. […] Mais importante, no entanto, do que a duração dessas medidas será a longa duração dos seus resultados e dos seus benefícios. Que devem ser perenes no combate à inflação e na garantia do emprego”.

Dilma lembrou que as medidas incluíram o corte de gastos do governo, a revisão de certas distorções em alguns benefícios e a redução, parcial, de subsídios de créditos e desonerações nos impostos, “dentro de limites suportáveis pelo setor produtivo”.

Em seu pronunciamento, ela ressaltou a importância da população em todo esse processo de retomar o crescimento do país. “Você tem todo direito de se irritar e de se preocupar. Mas lhe peço paciência e compreensão porque esta situação é passageira. O Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários – e esta vitória será ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento”.

Apesar das medidas, o governo diz que vai manter e melhorar os programas de infraestrutura. “Nossas rodovias e ferrovias, nossos portos e aeroportos continuarão sendo melhorados e ampliados. Para isso, vamos fazer, ainda este ano, novas concessões e firmar novas parcerias com o setor privado”, disse.

 

A presidenta destacou ainda o fortalecimento moral e ético do país, com a prática da justiça social em favor dos mais pobres e a justiça contra os corruptos. “É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras”, disse Dilma.

Presidente do Tribunal de Justiça visita Caetité

unnamed-(2)-17
Foto: Divulgação

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, desembargador Eserval Rocha, visitou na ultima terça-feira (3) o município de Caetité. Em sua passagem, ele visitou o Arquivo Público Municipal, o Instituto de Educação Anísio Teixeira, as instalações do Espaço INB e o Fórum. De acordo com o desembargador, a visita a Caetité faz parte de um projeto do Tribunal de se aproximar mais do judiciário do sudoeste baiano. “Essa é uma oportunidade de a gente aproximar o trabalho do Tribunal das cidades do sudoeste, já que a região fica um pouco distante da capital”, disse. O prefeito de Caetité, José Barreira, e a vice Dr. Fátima receberam o desembargador e o acompanhou nas visitas feitas pela comitiva. Para o chefe do executivo, a aproximação do Tribunal de Justiça é importante para as comarcas da região. “Essa atitude do desembargador fortalece ainda mais os laços do judiciário da região com o Tribunal, e isso é importante”, comenta. Antes de seguir viagem, Eserval Rocha elogiou o município por manter vivas a imagens de figuras importantes na cultura brasileira, como o educardor Anísio Teixeira e o cantor e compositor Waldick Soriano, ambos nascidos em Caetité. “Essa cidade tem um berço histórico valioso, já que saíram daqui Anísio Teixeira e Waldick Soriano, que são figuras valorizadas por essa gente”, ressaltou o desembargador. fonte site:  sudoeste da Bahia

Secretaria de Comunicação Prefeitura de Vitória da Conquista

Uma ciência que reúne cálculos, formas geométricas e raciocínio lógico. Temida por uns, admirada por outros, a matemática é o conteúdo principal de um projeto que tem como objetivo estimular o estudo desta ciência e revelar talentos na área, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Realizada pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, a iniciativa, em sua 11ª edição, está com inscrições abertas até o dia 31 de março. 

 Na última edição, Vitória da Conquista recebeu sete medalhas: uma de ouro, três de prata e três de bronze. A de ouro foi para o estudante do 7º ano da Escola Municipal Bem Querer, João Vitor Tigre Almeida, 12 anos. O aluno alcançou a melhor nota do município e a segunda melhor da Bahia. “Eu me preparei muito, estudei as provas anteriores”, contou João que está orgulhoso por conquistar sua primeira medalha. 

 “Gosto de matemática e vou me dedicar para conquistar outra medalha este ano”, ressaltou João. E esse empenho, bem como o resultado do estudante serviu de incentivo para a comunidade escolar. É o que conta a diretora da Escola Municipal Bem Querer, Rackeline Silva: “serviu de motivação e mostrou que um aluno da rede pública é capaz”. Além do próprio mérito, para a diretora, o incentivo da família também foi fundamental para esta conquista. Para participar da OBMEP e obter mais informações sobre a iniciativa, as escolas devem se inscrever no site www.obmep.org.br

Prefeitura de Conquista realiza acolhimento dos médicos dos programas federais Mais Médicos e Provab

IMG_4504ed-598x399 (2)

Das 13 vagas requeridas pelo Município ao Ministério da Saúde, nove foram preenchidas na primeira fase, sendo cinco do Provab e quatro do Mais Médicos. E (ntre os dias 2 e 4 de março, o acolhimento aos médicos dos programas federais Mais Médicos para o Brasil e Programa de Valorização Profissional da Atenção Básica) Para a diretora da Atenção Básica, Luciana Farias, os programas do Governo Federal são de suma importância para a melhoria do acesso da população aos serviços de saúde. “Desde que o programa foi criado, o Município tem conseguido ampliar o número de equipes de saúde. Só no ano passado, o Governo Municipal, implantou mais quatro equipes”, ressaltou Luciana. O que motivou o médico Kayo Alves Barbosa a escolher Vitória da Conquista para desempenhar sua profissão foi a organização da rede e o fato de ter estudado no município – ele cursou Medicina na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). “Eu me inscrevi para Conquista por acreditar no trabalho que é feito aqui e como forma de retribuir os anos que passei estudando aqui”, destacou Kayo. Os nove médicos começaram suas atividades nas seguintes Unidades de Saúde da Família – Coveima, Nelson Barros, Miro Cairo, Patagônia, José Gonçalves, CSU, Pedrinhas e Urbis VI – nesta quinta-feira, 5, com jornada de trabalho de 40h, sendo que um dia da semana é dedicado aos curso de especialização oferecidos pelos programas. –