Levi Vasconcelos – A oposição tanto reclamou da pesquisa do Bahia Pesquisa e Estatística (Babesp) e agora, quando os números são conhecidos, não há lá muito o que reclamar : Paulo Souto tem 40%, Rui Costa, 16%, e Lídice, 13%.
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Nela, Souto é citado na companhia de ACM Neto e Aécio Neves e tem 38%. Rui com Lula, Dilma e Wagner sobe para 28%. E Lídice da Mata com Eduardo Campos, 11% (ela protestou, com razão, achando que Marina Silva deveria ser incluída no seu rol de apoios).
Na espontânea, o número dos que não sabem em quem votar é estratosférico: 79,60%. Mas Souto lidera com 6,95%, contra 2,25% de Rui e 1,29% de Jaques Wagner, 0,90% de Lula, 0,70% de Dilma e 0,60% de Lídice.
Outra divergência com o Ibope: Dilma, que tinha 48%, aparece no Babesp com 60%, contra 13% de Aécio (15% no Ibope) e 6% de Eduardo Campos (9% no Ibope).
No Babesp, Pastor Everaldo tem 2% e Luciana Genro, 1%. Os demais, menos de 1%.
A pesquisa ouviu duas mil pessoas em 84 municípios de 5 a 11 deste mês.
Lembrete – Só relembrar o que já falamos repetidamente: quem afere a seriedade metodológica de uma pesquisa é o Conselho de Estatística. O resto é grife.
O Babesp, do deputado Marcelo Nilo (PDT), popularmente conhecido como DataNilo, tem um problema na grife. É de um político que tem lado claramente definido. Nem por isso quer dizer que fere as regras do padrão. Quem carimba acertos ou desacertos é a urna.
Sem destino
César Borges ainda não definiu o rumo partidário que vai tomar, até porque acha o momento político inoportuno. Tem dito a amigos que vai esperar passar as eleições, avaliar a situação e decidir o caminho a seguir.
A única coisa que ele achou oportuno foi se desfiliar do PR. E não tomou a decisão só.
DEM no STF
O DEM ingressa hoje no Supremo Tribunal Federal (STF) com a ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a criação da Entidade Metropolitana, aprovada pela Assembleia e ponto de discórdia entre Jaques Wagner e ACM Neto, que vê na tal entidade uma tentativa de lhe podar os poderes.
Sem surpresa
Otto Alencar diz que recebeu sem surpresa a notícia de que João Durval vai apoiar Paulo Souto. Segundo ele, o apoio do senador ao hoje prefeito Zé Ronaldo, em Feira, em 2012, já era um indicativo. Mas discorda de Durval ter dito que um dos motivos para deixar o governo foi o “desprestígio” com Dilma e Wagner.
– Senador tem espaço sem o Executivo.
Dilma em Cabrobró
A presidente Dilma deve voltar no próximo sábado a Cabrobró, em Pernambuco, onde esteve a três meses, para visitar o Projeto de Irrigação do São Francisco, uma das vertentes do projeto de transposição que pretende redimir a região de séculos de esquecimento.
A ideia dos marqueteiros presidenciais é colar a imagem de Dilma a grandes obras.
Cabrobró, nas margens do São Francisco, que tem como vizinhos baianos Abaré e Curaçá, fica no chamado Polígono da Maconha. Lá, inventaram até uma cachaça à base de folha de maconha chamada Pituconha.
A ideia é ampliar a fruticultura.
Volta ao começo
O fato de a Rede Globo ter riscado Alexandre Padilha (PT) da lista dos governadoráveis de São Paulo que vão dar entrevistas por não ter chegado a 6% nas pesquisas virou mote de chacotas nas redes sociais.
Estão dizendo que o PT nasceu em São Paulo e também lá voltou a ser nanico.
POUCAS & BOAS
Lembra aquela história do deputado Joseildo Ramos (PT), que foi condenado a prisão pelo TJ, o STJ anulou a sentença e o Ministério Público, com base nisso, pediu a impugnação da candidatura dele? O TRE julgou o caso ontem. Por unanimidade, deferiu a candidatura.
Quem também ganhou ontem o deferimento definitivo de candidatura no TRE foi Moema Gramacho (PT), ex-prefeita de Lauro de Freitas, que teve todas as contas aprovadas, mas, por causa de um termo de ocorrência, o Ministério Público Eleitoral tentou impugná-la. Moema está injuriada. Diz que sofreu um dano do MPF e quer reparação.
Parece que o senador João Durval (PDT) não está lá muito bem com os sites de Feira. Ontem, eles deram muito mais peso à desistência da deputada Graça Pimenta (PMDB) de ser candidata do que ao apoio do senador a Paulo Souto. Ironia: em Brasília, Durval cobra da assessoria informações diárias sobre o que a imprensa feirense diz.
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