Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Vitória da Conquista nesta quarta-feira (25), vereadores de diversos partidos elevaram o debate político local ao defender, publicamente, o nome da prefeita Sheila Lemos (União) como candidata a vice-governadora na chapa majoritária encabeçada por ACM Neto nas eleições deste ano.
Na tribuna da Casa Legislativa, edis destacaram a importância de ampliar a representatividade do município no cenário estadual e reconheceram o papel político de Vitória da Conquista no tabuleiro eleitoral.
O vereador Subtenente Muniz (PDT) abriu os pronunciamentos afirmando que a inclusão de Sheila Lemos na chapa não beneficiaria apenas a cidade, mas toda a região Sudoeste da Bahia, que reúne dezenas de municípios e influência política relevante na disputa estadual. “Vitória da Conquista merece ter uma representação de destaque no Governo do Estado”, afirmou Muniz, ressaltando que uma eventual composição com a prefeita poderia ampliar a força política do grupo.
O vereador Edvaldo Júnior (PSDB) foi outro a defender a prefeita, citando seus resultados eleitorais recentes e o peso político da cidade. Ele lembrou que Sheila foi eleita no primeiro turno com votação expressiva, enquanto ACM Neto também teve desempenho elevado na região em eleições passadas, o que, segundo ele, reforça a capacidade de sucesso da chapa.
Já o vereador Ricardo Gordo (PSD) colocou um alerta: embora apoie a indicação, pediu respeito ao município por parte da liderança estadual, citando experiências anteriores em que Vitória da Conquista não teria obtido o devido reconhecimento em articulações políticas. O parlamentar Hermínio Oliveira (PP) enalteceu a trajetória de apoio político ao ex-prefeito de Salvador e destacou o histórico de cooperação entre lideranças locais e a oposição estadual.
Outro ponto recorrente nos discursos foi a ideia de que a indicação da prefeita representaria um reconhecimento histórico à importância eleitoral de Vitória da Conquista. Para o vereador Paulinho Oliveira (PSDB), a presença de um nome local na majoritária estadual seria uma forma de corrigir a falta de representatividade proporcional da cidade no governo estadual — apesar de seu tamanho econômico e populacional.
À imprensa baiana, a prefeita tem dito que aceitaria o convite, caso ele seja feito. “Eu nunca tinha dito publicamente que poderia aceitar um convite de Neto. Mas eu acho que chegou o ano da eleição, o ano de 2026. Sempre falei que o ano de tratar de eleição é o ano em que ela ocorre. Então chegou o momento de a gente também dizer que, se for esse o nome, se for um nome que componha melhor para o bem da Bahia, eu estarei à disposição”, concluiu. Cont. Politicaliuvre


