Regina Duarte critica movimento #EleNão e dá indícios de apoio a Bolsonaro

por Folhapress

Foto: Divulgação

A atriz Regina Duarte deu indícios de que participou de ato em favor do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), realizado neste domingo (30), na avenida Paulista, em São Paulo. O evento foi uma resposta a manifestações contrárias ao candidato promovidas por mulheres em todo o país no sábado (29), parte do movimento #EleNão.

Em seu Instagram, a atriz, que é conhecida por ser opositora ao PT, postou dois vídeos que indicam apoio a Bolsonaro. Um deles mostra pessoas fazendo exercícios no parque Ibirapuera. Na legenda, ela escreveu: “Hoje pela manhã, antes da chuva , foi domingão paulista com parque, manifestação e chuva forte”. Em outro vídeo, ela gravou imagens da chuva e, na sequência, mostrou uma bandeira do Brasil. Também postou críticas ao PT.

No sábado (29), ela se manifestou contra o movimento #EleNão, que reuniu milhares de pessoas em mais de 30 cidades do país. Também em seu Instagram, postou uma imagem de um palhaço e a frase: “As  ‘Ele Não’ não revelam qual é o  ‘Ele sim’ delas”.

Os atos contra Bolsonaro reuniram várias celebridades, como Bruna Linzmeyer, Paula Lavigne, Letícia Sabatella, Sophie  Charlotte e o marido, Daniel de Oliveira, Paula Burlamaqui, Nanda Costa, Juliana Alves, Débora Lamm, Françoise Forton, Fernanda Paes Leme entre outros artistas.

Regina Duarte costuma causar polêmica por suas posições políticas. Em 1985, ela apoiou Fernando Henrique Cardoso (PSDB) à Prefeitura de São Paulo. Em 2002, participou do programa eleitoral do então candidato à presidência José Serra (PSDB), quando falou a famosa frase “Estou com medo”, em relação a uma possível vitória de Lula (PT). Em 2014, a atriz declarou apoio ao candidato Aécio Neves (PSDB).

Bancada evangélica reage à ‘pauta de costumes’ do STF Foto: Dida Sampaio / Estadão Dias Toffoli A pauta de costumes prevista para ir a julgamento no Supremo Tribunal Federal provocou reação de parlamentares da bancada evangélica. Nesta terça-feira, 12, em reunião com o presidente da Corte, Dias Toffoli, eles pressionaram para que o julgamento sobre criminalização da homofobia, marcado para esta quarta-feira, 13, fosse adiado. Toffoli manteve as ações na pauta, mas auxiliares do STF temem que a discussão abra uma crise com o Congresso em um momento em que parlamentares se mobilizam contra o chamado “ativismo judicial”. Enquanto isso, no Senado, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), desengavetou projeto que proíbe o aborto em qualquer situação, o que tornaria mais rígida a legislação atual. A proposta, que havia sido arquivada, volta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ser discutida. “O projeto deve ir para as comissões, ter o debate, colocar o País para discutir, mas não entrarmos nesse processo de avestruzamento, que é enfiar a cabeça debaixo da terra e dizer que não vamos tomar conhecimento, e depois ficarmos dizendo: ‘Olha, o Supremo foi lá e interpretou’”, disse o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP). A iniciativa tem como objetivo se antecipar a outro julgamento no STF, previsto para maio, em que os ministros analisarão ação que tenta abrir mais uma condição para aborto legal no País, incluindo a possibilidade a grávidas infectadas com zika. Atualmente, a interrupção da gravidez só é permitida em caso de violência sexual, se há risco de vida para a mãe ou se o feto é anencéfalo. Defensores da medida dizem que a PEC não afeta estes casos, apenas veda novas exceções, como a que será discutida no STF. Para Alcolumbre, a proposta não é uma afronta ao Supremo. “O Senado está trabalhando como poder instituído”, disse. O Estado apurou que, no caso das ações sobre homofobia, a expectativa é de que a maioria dos ministros do STF concorde com a omissão do Congresso, mas não devem fixar prazo para os parlamentares aprovarem uma legislação criminal sobre o tema. Isso porque o objetivo das ações é equiparar a homofobia ao racismo, o que torna o debate mais complexo na área penal, na avaliação de um ministro. Um pedido de vista (mais tempo para análise) pode interromper a discussão. Estadão