A Gente diz

Esporte. CHEGOU A HORA DA ONÇA BEBER ÁGUA…

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Hoje os corações devem estar preparados para mais um dia de teste para cardíaco, pois os jogos entre FRANÇA X ALEMANHA e BRASIL X COLÔMBIA, prometem ser de arrepiar, uma vez que quem perder vai embora e a corrida do ouro acaba. França X Alemanha fazem um jogo em que a seleção germânica tentará se igualar aos franceses em número de vitórias são nove a favor da França contra oito do adversário; a maior vitória do time tricolor foi em 28 de junho de 1958, na Suécia, 6 x 3, então os alemães tentarão dar o troco, contando com a juventude de Ozil, Muller, Schurrle, apoiados pelos experientes Lahn,  Schweinteiger, Podolsk e Kendhira, por outro lado a esquadra francesa lutará para manter a escrita, contando com a inspiração de Benzema e dos jovens Varane e Pogba, sob a batuta de Didier Deschamps. Brasil X Colômbia será uma estória (com é) diferente, isto porque a seleção da Colômbia e Costa Rica vêm demonstrando o quanto o futebol evoluiu e tornou-se globalizado, pois a maioria dos atletas dessas seleções atuam e grandes times da Europa, tal como acontece com os nossos jogadores. A Colômbia embora não tenha tradição de ir tão longe em Copas do Mundo C, desta feita, formou um time que impõe respeito e admiração, praticando um futebol vistoso e pra frente, inclusive contando com o atual artilheiro da Competição. A nossa seleção, mesmo classificada, ainda não rendeu o futebol que deu o título da Copa das Confederações. O que toda torcida brasileira espera é que o time vença e convença, mas, como disse Neymar: “queremos ganhar o título, fazer espetáculo fica pra depois”, mas o futebol é espetáculo, é jogo, é competência, conjunto e harmonia. As cobranças e expectativas às vezes atrapalham, mas a nossa tradição sempre foi de futebol espetáculo. Vamos torcer pra que a nossa seleção ultrapasse essa barreira e possa dar um presente, mesmo em memória, ao nosso estimado e competente LUCIANO DO VALE, que hoje estaria aniversariando e, se aqui estivesse, por certo, narrando com todo ufanismo e brasilidade a vitória do Brasil sobre a Colômbia. AVANTE BRASIL…  OMENTÁRIO  – sexta feira – 04 de julho 2014

De: Ubaldino Figueiredo

Conservatório Municipal de Vitória da Conquista realiza teste seletivo para novos alunos

musica

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PMVC

O Conservatório Municipal de Vitória da Conquista (CMM), instituição mantida pela Prefeitura, realizará na próxima semana teste seletivo para novos alunos. Serão oferecidas vagas para os cursos de violão, viola, piano, teclado, acordeom, flauta, coral e teoria musical.

O teste será realizado entre os dias 7 e 9 de julho. Para participar, os interessados devem dirigir-se ao Conservatório portando documento de identidade original e uma caneta. Serão disponibilizadas vagas para os três turnos, sendo que o candidato deve fazer o teste no turno em que deseja estudar e na data prevista no calendário.

Após a inscrição, haverá um sorteio para o público infantil. Os resultados serão divulgados na instituição, no dia 15 de julho. Mais informações por meio do telefone (77) 3422-8144 ou no Conservatório, situado na Rua Genésio Porto, nº 10, Recreio.

Candidatos à Presidência devem gastar até R$ 1 bi na campanha eleitoral

Candidatos à Presidência devem gastar até R$ 1 bi na campanha eleitoral

Fotos: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
A corrida eleitoral rumo à Presidência da República pode custar até R$ 1 bilhão, segundo apurou a Folha com base no limite de gastos registrado pelos candidatos junto à Justiça Eleitoral. Na tentativa de reeleger Dilma Rousseff, o PT pretende gastar R$ 298 milhões. Ao final da campanha de 2010, a petista declarou ter empenhado R$ 176,5 milhões (R$ 222,5 milhões atualizados). Já o candidato do PSDB, Aécio Neves, estima, nos bastidores, que R$ 290 milhões seria um valor ideal. Dilma e o tucano devem registrar as candidaturas neste sábado (5). Pastor Everaldo (PSC), apesar de já ter oficializado sua candidatura, ainda não informou à Justiça quanto calcula gastar. O postulante do PSB, Eduardo Campos, declarou que seu limite de custos será de R$ 150 milhões. Eduardo Jorge (PV) estima gastar R$ 90 milhões, Eymael (PSDC), R$ 25 milhões, e Levy Fidelix (PRTB), R$ 12 milhões. Com a campanha avaliada em custo abaixo de R$ 1 milhão, estão os postulantes do PSOL, PSTU e PCO, Luciana Genro (R$ 900 mil), José Maria (R$ 400 mil) e Mauro Iasi (R$ 100 

Ex-deputada Marizete Pereira é confirmada segunda suplente de Otto ao Senado

Eleições 2014: Marizete Pereira é confirmada segunda suplente de Otto ao Senado

Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias

Na última quinta-feira (03), o nome da ex-deputada Marizete Pereira (PT) foi confirmado como segunda suplente do candidato ao Senado, Otto Alencar (PSD). A chapa de situação já tinha o nome do ex-reitor Abel Rebouças, indicado pelo PDT, como primeiro suplente. De acordo com a Coluna Raio Laser do jornal Tribuna da Bahia, o partido chegou a pensar em indicar o nome de uma vereadora de Teixeira de Freitas para ocupar o cargo, mas voltou atrás. Marizete é casada com o ex-vice-governador Edmundo Pereira (PT).

O que representa o 2 de julho na Bahia!?- Conheça a história do 2 de Julho

Conheça a história do 2 de Julho

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O cortejo do 2 de Julho, em Salvador
O cortejo do 2 de Julho, em Salvador

A independência da Bahia teve um papel fundamental para a consolidação da libertação do Brasil do jugo da coroa portuguesa, no dia 2 de Julho de 1823. A data, inclusive, já foi instituída como histórica no calendário das efemérides nacionais pela presidenta Dilma Rousseff que sancionou o Projeto de Lei 61/2008, de autoria da deputada Alice Portugal (PCdoB/BA), no dia 5 de junho passado de 2012.

Não se trata de instituir mais um feriado nacional, mas um reconhecimento ao relevante papel que a independência da Bahia significou para o país. Para se entender melhor o que foi o 2 de Julho há um trecho do historiador baiano Luís Henrique Dias Tavares, no seu livro “Independência do Brasil na Bahia” que diz:

“Em 2 de julho de 1823 a única coisa que a Bahia tem é justamente o 2 de julho de 1823. Naquele quadro, que na época não se pode chamar de nacional brasileiro, pois o Brasil verdadeiramente não existe ainda, o Brasil é uma demorada e castigada construção dos brasileiros, a Bahia está sem nada. E é daí que os baianos orgulhosamente construíram o 2 de julho de 1823 como uma data da independência, que era da Bahia, mas que era também, e muito, do Brasil”.

No seu livro, o historiador explica que o 2 de Julho é uma construção de muitos e muitos anos no imaginário popular, com a presença de heróis. A Bahia saiu muito pobre da guerra, pois durante longo período ficou sem possibilidades de continuar o seu comércio, enquanto gastava recursos para formar tropas e apoiar o exército que chegaria, finalmente, do Rio de Janeiro.

E até hoje se cultua uma tradição dos baianos festejarem a data com o cortejo do 2 de Julho que reproduz o mesmo trajeto que a tropa libertadora brasileira fez ao entrar na Cidade do Salvador, em 1823, conquistando-a da tropa portuguesa com os símbolos das lutas o Caboclo e a Cabocla, que representam o povo brasileiro. O cortejo se tornou uma manifestação popular ao longo dos anos e, finalmente, em 2006, foi oficialmente reconhecido pelo Estado, através do IPAC, como um Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia.

A história

Muitos podem se interrogar: se a independência do Brasil foi declarada em 1822 e como é que em 1823, teve a emancipação da Bahia do jugo português? É porque o 2 de Julho representa a separação do Brasil de Portugal, somente  em 1823, as lutas travadas na Bahia  expulsaram definitivamente as tropas portuguesas que ainda persistiam fixando em algumas regiões, graças a vários personagens heroicos que muito contribuíram nestas lutas.

Na Bahia oficiais militares e parte da população passaram a formar um grupo de resistência realizando manifestações como a que aconteceu em 3 de novembro de 1821.  Por imposição da coroa chegou de Portugal um decreto nomeando o brigadeiro Ignácio Luiz Madeira de Mello, e este mesmo não sendo aceito pelos oficiais brasileiros pôs os soldados portugueses de prontidão.

Nesse momento o brigadeiro tomou posse através de represália desses soldados junto aos quartéis, os fortes e até o convento da Lapa onde a abadessa Sóror Joana Angélica impediu sem sucesso a entrada das tropas sendo morta no mesmo dia.  Essa represália aproximou a Bahia de Portugal. E muitos conspiradores foram se refugiar no Recôncavo.

Foi no Recôncavo por meio do general Pedro Labatut que intimidando Madeira de Mello, tentou fechar o cerco pela Ilha de Itaparica.  Porém Labatut  ficou no comando até 1823 por ordenar prisões a oficiais brasileiros, sendo cassado e preso.  Para substituí-lo entrou o coronel José Joaquim da Lima e Silva que logo ordenou uma ofensiva às tropas portuguesas apertando o cerco na cidade do Salvador sob o domínio português que restringia o abastecimento de alimento e materiais.

O Recôncavo teve participação intensiva nesses combates, foi de lá que a heroína Maria Quitéria travestida de homem com mais cinco mulheres desconhecidas lutaram no exército dos “periquitos”. O Batalhão dos Voluntários do Príncipe  pertencia ao avô de Castro Alves, Coronel  José Antônio da Silva Castro  que na época morava na Rua Ignácio Tosta em São Félix, e reuniu o exercito apelidado de Periquito pela cor verde no seu uniforme, na frente de sua residência em São Félix.

Marinha do Brasil participa das Comemorações da Independência da Bahia

Foi realizada na tarde de hoje, 02 de julho, na sede do Comando do 2º Distrito Naval, no bairro do Comércio, em Salvador, uma cerimônia comemorativa da participação dos baianos na luta contra as forças navais portuguesas na Baía de Todos os Santos, por ocasião da consolidação da independência do Brasil, na Bahia.
A cerimônia foi presidida pelo Governador do Estado da Bahia, Jaques Wagner, que foi recebido com honras pelo Comandante do 2º Distrito Naval, Vice-Almirante Luiz Henrique Caroli, e contou, ainda, com a presença do Prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, além de outras autoridades civis e militares.
Durante o evento, foi realizado o hasteamento solene das bandeiras do Brasil, da Bahia e da Cidade de Salvador, no Forte de São Marcelo, assim como foi feito em 02 de julho de 1823, pelos homens liderados por João das Botas, para comemorar a retirada das forças portuguesas da Bahia.
A Marinha do Brasil também participou das demais comemorações dos 191 anos da Independência da Bahia, em Salvador, que se iniciaram às 9h no Largo da Lapinha. Na ocasião, o Vice-Almirante Caroli realizou uma aposição floral no monumento ao General Labatut, enquanto a Banda de Música do Grupamento de Fuzileiros Navais de Salvador executou os Hinos Nacional e da Bahia, durante a cerimônia de hasteamento das bandeiras.
Uma representação de militares da MB também participou dos tradicionais cortejos cívicos do 2 de Julho. Na parte da tarde, o Comandante do 2º Distrito Naval participou da aposição floral no monumento do 2 de Julho, na praça do Campo Grande, que foi seguida pelo acendimento da Pira do Fogo Simbólico, pelo Governador do Estado.

Histórico do 2 de Julho2 de julho
A Independência da Bahia foi um movimento que teve início em 1821 e desfecho em 2 de julho de 1823. Na data, são homenageados os brasileiros que venceram as forças portuguesas, expulsando-as das águas da Baía de Todos os Santos e consolidando a nossa independência, com destaque para o Segundo-Tenente da Armada Nacional e Imperial, João Francisco de Oliveira, conhecido como João das Botas, que combateu os inimigos à frente de uma esquadra composta de canoas e saveiros adaptados para a guerra, que ficou conhecida como “Flotilha de Itaparica”.
Essa vitória, comemorada no dia 2 de julho, foi celebrada por João das Botas, que ficou conhecido como “Marinheiro da Independência”, com o hasteamento do Pavilhão Nacional no Forte do Mar, atualmente denominado Forte São Marcelo, em Salvador, após a retirada inimiga.

UESB – Campi de Conquista. Acidente na Serra do Tombo com ônibus da UESB que levava 16 alunos

 

Foto: Itambé Agora

Um acidente na Serra do Tombo, BA 634, entre Itambé e Ribeirão do Largo, na tarde desta quarta-feira, dia 02 de julho. O veículo transportava 16 alunos da Universidade do Sudoeste da Bahia (UESB), campus de Itapetinga. O grupo retornava de uma aula de campo, quando ocorreu o acidente. O condutor do micro-ônibus e um aluno foram encaminhados ao Hospital São Vicente de Paula, em Vitória da Conquista e, este, passou por uma cirurgia. A UESB ainda se pronunciou oficialmente sobre o fato.

Ex-prefeito de Brumado e candidato a vice – governador da Bahia, pelo PSB, em entrevista pontua os entes considerados entraves para que o gestor possa desenvolver uma gestão exitosa. E ainda considera, os concursados verdadeiras vacas sagradas, que são praticamente intocáveis. E de suas perspectivas para a eventual gestão do governo baiano juntamente com Lídice.

imagem fernando

 

 

Figura conhecida no sudoeste baiano e quase anônima no restante do estado, o ex-prefeito de Brumado e candidato a vice-governador, Eduardo Vasconcelos (PSB), disse que pretende agregar a bandeira do municipalismo na chapa liderada por Lídice da Mata. “Nós vivemos em um país onde o exercício do mandato de prefeito, hoje, tem oito ou nove entes que o fiscalizam […]. Às vezes isso é usado de forma positiva, com o que se busca mesmo na fiscalização, e às vezes é usado de forma abusiva, por um denuncismo que emperra a administração. O exemplo mais prático dessa burocracia é que você vai comprar um botão de uma camisa e acaba gastando três vezes mais pela papelada que você gera, na busca de legitimar o seu ato e evitar processos na Justiça”, critica. Como apesar dos 75 anos de idade, o engenheiro civil, advindo da iniciativa privada, só iniciou na política em 2000, ele avalia a sua coligação como “o novo” na eleição deste ano, na comparação com Rui Costa (PT) e Paulo Souto (DEM).

segue entrevista

por Evilásio Júnior | Fotos: Cláudia Cardozo

Figura conhecida no sudoeste baiano e quase anônima no restante do estado, o ex-prefeito de Brumado e candidato a vice-governador, Eduardo Vasconcelos (PSB), disse que pretende agregar a bandeira do municipalismo na chapa liderada por Lídice da Mata. “Nós vivemos em um país onde o exercício do mandato de prefeito, hoje, tem oito ou nove entes que o fiscalizam […]. Às vezes isso é usado de forma positiva, com o que se busca mesmo na fiscalização, e às vezes é usado de forma abusiva, por um denuncismo que emperra a administração. O exemplo mais prático dessa burocracia é que você vai comprar um botão de uma camisa e acaba gastando três vezes mais pela papelada que você gera, na busca de legitimar o seu ato e evitar processos na Justiça”, critica. Como apesar dos 75 anos de idade, o engenheiro civil, advindo da iniciativa privada, só iniciou na política em 2000, ele avalia a sua coligação como “o novo” na eleição deste ano, na comparação com Rui Costa (PT) e Paulo Souto (DEM). “Eu acho que o contraponto maior é analisar o presente, que está na mesmice, e outra coisa é o retorno ao passado, diria que nem tanto a figura do doutor Paulo Souto, mas tanto até por um grupo já desgastado, que vai fazer o mesmo. Ninguém muda. A natureza não dá salto, então as coisas vão ser como sempre foram. Se o caminho é o mesmo, Lídice representa uma maneira diferente de caminhar”, avalia.

Bahia Notícias – O senhor é ex-prefeito de Brumado. Como foi o processo de escolha para ser vice na chapa de Lídice da Mata?  Contou muito a sua popularidade na região sudoeste do estado? Eduardo Vasconcelos – Sim, sim. Ingressei na política em 2000, com uma idade um pouco mais avançada, em função do exercício da cidadania, na busca do interesse público pelo abastecimento de água do nosso município. Na minha profissão eu sou engenheiro civil da iniciativa privada e tenho 42 anos de prática. Como se diz no ditado, a gente entra na política por causa dos amigos e acaba saindo por causa dos adversários. Fui eleito em 2004, reeleito em 2008 e, nesses oito anos de mandato, a gente vivenciou uma prática na administração pública do país bastante preocupante com relação ao total abandono das bandeiras do municipalismo. Nós vivemos em um país onde o exercício do mandato de prefeito, hoje, tem oito ou nove entes que o fiscalizam, entre Ministério Público, Câmara de Vereadores, tribunais de Contas e a própria imprensa, que é um dos bons fiscais que nós temos hoje. Às vezes isso é usado de forma positiva, com o que se busca mesmo na fiscalização, e às vezes é usado de forma abusiva, por um denuncismo que emperra a administração. O exemplo mais prático dessa burocracia é que você vai comprar um botão de uma camisa e acaba gastando três vezes mais pela papelada que você gera, na busca de legitimar o seu ato e evitar processos na Justiça. Quando você deixar o mandato, como é que vai ser? Como é que vai fazer face a essas despesas? O prefeito não tem férias, não tem décimo-terceiro, não tem plano de saúde, não tem cheque corporativo, ele não tem nada. Só tem um salário e tem que pagar não só pelos seus erros, mas pelos erros de todos os seus funcionários, mesmo de terceiro ou quarto escalão. Você ainda fica refém de funcionários concursados, que são intocáveis. Verdadeiras vacas-sagradas. Isso é uma forma de conduzir necessariamente à corrupção. Como eu cheguei na política com idade mais avançada, com uma ideia absolutamente formada e com caráter totalmente consolidado, eu tentei fazer diferente. Uma política de mãos limpas e, teimosamente, ficar oito anos no poder sem criar caixa dois. Isso fez uma administração diferenciada que chamou a atenção. Eu poderia lançar uma candidatura a deputado federal, mas não tinha recursos para enfrentar uma campanha, e aí veio o convite da senadora, o que deixou muito envaidecido, pois Lídice e Eliana Calmon são pessoas de mãos limpas, como eu, e nós queremos construir uma nova Bahia. BN – Pela sua fala, já deu para perceber que a sua bandeira é mais municipalista, mas essas reformas têm que partir do Congresso. Como é que o senhor pretende, na condição de vice-governador, contribuir para que os municípios não tenham tanto travamento legal que é imposto aos prefeitos? EV – Eu entendo que, enquanto vice-governador, e evidentemente podendo ter um pouco de voz em um governo que eu entendo que será bastante democrático, como é o caso do pensamento e da trajetória de vida da senadora, a gente vai poder contribuir. A bancada baiana poderá ser, no bom sentido, cooptada a essas ideias. A outra forma é um outro trato com o municipalismo do Estado. Nós temos 417 municípios, onde a gente vê a necessidade da busca da supremacia do interesse público. O interesse público tem que se sobrepor aos interesses privados, partidários e tudo mais. Nessa busca, a gente poderia derrubar diversos entraves à boa administração municipal. Um exemplo: hoje um prefeito da Bahia, do interior do estado, tem que dar 10, 20 viagens a Salvador porque uma Embasa da vida, por uma conta de R$ 9 que se perdeu em uma escola de um rincão da cidade, negativa o município, que fica impedido de assinar um convênio. Você é o último a saber. Quando um cidadão comum é negativado pela Serasa é o primeiro a ser informado. Algumas pessoas pensam que o prefeito quer estar na capital, mas na verdade muitos querem estar trabalhando em seu município. Lá tem muito o que fazer, mas você tem que estar aqui todos os dias, quer seja para reuniões, para bater palma, para fazer palanque, até resolver problemas desse tipo.

BN – Dentro dessa bandeira, aquela que seria uma grande aliada, a prefeita de Cardeal da Silva Maria Quitéria, presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), que é do PSB, anunciou apoio à candidatura de Rui Costa (PT). Como o senhor avalia essa situação? EV – Encaro com plena normalidade, dentro do que se pode dizer da vida pública no Nordeste, na Bahia sobretudo. Essas cooptações acontecem e é difícil quem está de fora julgar, porque quem já passou pela cadeira de um prefeito, na busca de fazer o que é correto, sabe que às vezes você tem que se comportar de forma um pouco vaga em termos de ideais. Às vezes um prefeito tem um partido, está convicto de porque ingressou na fileira, mas as ações nem sempre republicanas com as quais o prefeito vai buscar o interesse do seu município, o interesse das pessoas que confiaram nele, ocasiona uma divergência partidária, que quase sempre os convém. A coisa é tão ‘republicana’ que é assim que as coisas acontecem e então você é obrigado a se aliar assim ou assado. De sã consciência, eu não quero jogar pedra em ninguém. Eu não posso jogar pedra em um prefeito que tomou uma atitude e sofreu uma cooptação na busca do interesse público do seu município. Infelizmente as coisas levam a esse tipo de situação. BN – Em relação às bandeiras que têm que ser levadas ao Congresso, o senhor como vice-governador não vai ter como efetivamente fazer nenhuma mudança na legislação, a candidata ao Senado da sua chapa, Eliana Calmon, fez algum tipo de pacto ou compromisso com o senhor de levar essa briga a Brasília, caso seja eleita? EV – Nós estamos concluindo, já está praticamente pronto, o nosso programa de governo e tudo isso tem sido colocado. Eu duvido que outras candidaturas tenham sido tão ciosas da importância que há na composição de um programa de governo. Nós tivemos seis seminários multiestaduais, fora alguns federais, pelo PSB, inclusive um deles aconteceu aqui na Bahia. Envolvemos discussões acerca de temas como educação, que é a bandeira mais importante do nosso grupo, passando pela segurança pública, infraestrutura e essa parte de municipalismo, que é uma bandeira bastante pessoal minha. Tudo isso está sendo fechado no programa de governo que vai ser entregue e compartilhado pela nossa senadora e pelos deputados que estiverem conosco.

BN – Muita gente apostava, na pré-campanha, que a candidatura de Lídice da Mata era meramente figurativa, pois haveria uma composição dela com Rui Costa em um eventual segundo turno. Como é que o senhor, integrante da coligação, vê a candidatura? Ela tem robustez para competir ou é uma aventura utópica? EV – Não. É uma candidatura séria. Pelo perfil e pela história da senadora, ela jamais entraria em uma aventura apenas para composição. Da minha parte, eu digo o mesmo. Evidentemente que, como diria Tancredo Neves, política é como nuvens: você olha está assim, você olha está assado. Noventa dias ainda é muito tempo. Eu acredito na capacidade de argumentação dela, quando houver um debate. Eu aposto muito mais na nossa senadora, futura governadora da Bahia. BN – Então, tem chance de ganhar? EV – Eu acredito que sim. São três candidatos [São seis – Lídice (PSB); Rui Costa (PT); Paulo Souto (DEM); Marcos Mendes (PSOL); Renata Mallet (PSTU) e Da Luz (PRTB)]. Se fossem só dois, poderia haver até a possibilidade de primeiro turno, mas com três candidaturas nós vamos levar necessariamente ao segundo turno. E, no segundo turno, eu tenho certeza que a senadora vai somar em torno de si esforços que vão conduzi-la à vitória.

BN – São seis candidatos, mas entre os três principais, como o senhor avalia os seus outros dois adversários: João Leão (PP), vice de Rui Costa (PT), e Joaci Góes (PSDB), vice de Paulo Souto (DEM)? EV – Eu não encaro como adversários, porque é uma palavra forte. Somos concorrentes e  eu respeito cada um. Um tem experiência de deputado, o outro eu não sei exatamente a carreira política… BN – Foi deputado constituinte… EV – …foi deputado também, é verdade, e é empresário na área de educação, até onde eu saiba. Eu acredito até que há possibilidade de a gente ter uma conversa, um entendimento, e de um debate. Estamos em condição de dialogar com eles, mostrara para a Bahia o que é que a gente pensa e, inclusive, colocar na mesa o pensamento de cada um. Eu respeito todos eles, sobretudo os candidatos majoritários. Doutor Paulo Souto é uma pessoa que nós sabemos que é um homem digno. O Rui Costa, não tenho tanta aproximação, mas também é uma pessoa de bem. Mas nesse momento o que está sendo colocado é o futuro da Bahia e eu aposto na senadora, na medida em que ela é realmente a esperança do novo.

BN – Em termos de estratégia eleitoral, foi estudado algum tipo de contraponto em relação aos demais candidatos? EV – Eu acho que o contraponto maior é analisar o presente, que está na mesmice, e outra coisa é o retorno ao passado, diria que nem tanto a figura do doutor Paulo Souto, mas tanto até por um grupo já desgastado, que vai fazer o mesmo. Ninguém muda. A natureza não dá salto, então as coisas vão ser como sempre foram. Se o caminho é o mesmo, Lídice representa uma maneira diferente de caminhar. BN – O senhor disse acreditar na vitória, que entra para vencer, mas caso Lídice não se habilite para o segundo turno, o senhor, pessoalmente, estaria mais inclinado a apoiar Rui Costa ou Paulo Souto? EV – Eu acho que ainda é cedo. Se você fizesse a pergunta daqui a três meses, quem sabe eu poderia responder (risos)…

Eduardo Vasconcelos

Figura conhecida no sudoeste baiano e quase anônima no restante do estado, o ex-prefeito de Brumado e candidato a vice-governador, Eduardo Vasconcelos (PSB), disse que pretende agregar a bandeira do municipalismo na chapa liderada por Lídice da Mata. “Nós vivemos em um país onde o exercício do mandato de prefeito, hoje, tem oito ou nove entes que o fiscalizam […]. Às vezes isso é usado de forma positiva, com o que se busca mesmo na fiscalização, e às vezes é usado de forma abusiva, por um denuncismo que emperra a administração. O exemplo mais prático dessa burocracia é que você vai comprar um botão de uma camisa e acaba gastando três vezes mais pela papelada que você gera, na busca de legitimar o seu ato e evitar processos na Justiça”, critica. Como apesar dos 75 anos de idade, o engenheiro civil, advindo da iniciativa privada, só iniciou na política em 2000, ele avalia a sua coligação como “o novo” na eleição deste ano, na comparação com Rui Costa (PT) e Paulo Souto (DEM).

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por Evilásio Júnior | Fotos: Cláudia Cardozo

Figura conhecida no sudoeste baiano e quase anônima no restante do estado, o ex-prefeito de Brumado e candidato a vice-governador, Eduardo Vasconcelos (PSB), disse que pretende agregar a bandeira do municipalismo na chapa liderada por Lídice da Mata. “Nós vivemos em um país onde o exercício do mandato de prefeito, hoje, tem oito ou nove entes que o fiscalizam […]. Às vezes isso é usado de forma positiva, com o que se busca mesmo na fiscalização, e às vezes é usado de forma abusiva, por um denuncismo que emperra a administração. O exemplo mais prático dessa burocracia é que você vai comprar um botão de uma camisa e acaba gastando três vezes mais pela papelada que você gera, na busca de legitimar o seu ato e evitar processos na Justiça”, critica. Como apesar dos 75 anos de idade, o engenheiro civil, advindo da iniciativa privada, só iniciou na política em 2000, ele avalia a sua coligação como “o novo” na eleição deste ano, na comparação com Rui Costa (PT) e Paulo Souto (DEM). “Eu acho que o contraponto maior é analisar o presente, que está na mesmice, e outra coisa é o retorno ao passado, diria que nem tanto a figura do doutor Paulo Souto, mas tanto até por um grupo já desgastado, que vai fazer o mesmo. Ninguém muda. A natureza não dá salto, então as coisas vão ser como sempre foram. Se o caminho é o mesmo, Lídice representa uma maneira diferente de caminhar”, avalia.

Bahia Notícias – O senhor é ex-prefeito de Brumado. Como foi o processo de escolha para ser vice na chapa de Lídice da Mata?  Contou muito a sua popularidade na região sudoeste do estado? Eduardo Vasconcelos – Sim, sim. Ingressei na política em 2000, com uma idade um pouco mais avançada, em função do exercício da cidadania, na busca do interesse público pelo abastecimento de água do nosso município. Na minha profissão eu sou engenheiro civil da iniciativa privada e tenho 42 anos de prática. Como se diz no ditado, a gente entra na política por causa dos amigos e acaba saindo por causa dos adversários. Fui eleito em 2004, reeleito em 2008 e, nesses oito anos de mandato, a gente vivenciou uma prática na administração pública do país bastante preocupante com relação ao total abandono das bandeiras do municipalismo. Nós vivemos em um país onde o exercício do mandato de prefeito, hoje, tem oito ou nove entes que o fiscalizam, entre Ministério Público, Câmara de Vereadores, tribunais de Contas e a própria imprensa, que é um dos bons fiscais que nós temos hoje. Às vezes isso é usado de forma positiva, com o que se busca mesmo na fiscalização, e às vezes é usado de forma abusiva, por um denuncismo que emperra a administração. O exemplo mais prático dessa burocracia é que você vai comprar um botão de uma camisa e acaba gastando três vezes mais pela papelada que você gera, na busca de legitimar o seu ato e evitar processos na Justiça. Quando você deixar o mandato, como é que vai ser? Como é que vai fazer face a essas despesas? O prefeito não tem férias, não tem décimo-terceiro, não tem plano de saúde, não tem cheque corporativo, ele não tem nada. Só tem um salário e tem que pagar não só pelos seus erros, mas pelos erros de todos os seus funcionários, mesmo de terceiro ou quarto escalão. Você ainda fica refém de funcionários concursados, que são intocáveis. Verdadeiras vacas-sagradas. Isso é uma forma de conduzir necessariamente à corrupção. Como eu cheguei na política com idade mais avançada, com uma ideia absolutamente formada e com caráter totalmente consolidado, eu tentei fazer diferente. Uma política de mãos limpas e, teimosamente, ficar oito anos no poder sem criar caixa dois. Isso fez uma administração diferenciada que chamou a atenção. Eu poderia lançar uma candidatura a deputado federal, mas não tinha recursos para enfrentar uma campanha, e aí veio o convite da senadora, o que deixou muito envaidecido, pois Lídice e Eliana Calmon são pessoas de mãos limpas, como eu, e nós queremos construir uma nova Bahia. BN – Pela sua fala, já deu para perceber que a sua bandeira é mais municipalista, mas essas reformas têm que partir do Congresso. Como é que o senhor pretende, na condição de vice-governador, contribuir para que os municípios não tenham tanto travamento legal que é imposto aos prefeitos? EV – Eu entendo que, enquanto vice-governador, e evidentemente podendo ter um pouco de voz em um governo que eu entendo que será bastante democrático, como é o caso do pensamento e da trajetória de vida da senadora, a gente vai poder contribuir. A bancada baiana poderá ser, no bom sentido, cooptada a essas ideias. A outra forma é um outro trato com o municipalismo do Estado. Nós temos 417 municípios, onde a gente vê a necessidade da busca da supremacia do interesse público. O interesse público tem que se sobrepor aos interesses privados, partidários e tudo mais. Nessa busca, a gente poderia derrubar diversos entraves à boa administração municipal. Um exemplo: hoje um prefeito da Bahia, do interior do estado, tem que dar 10, 20 viagens a Salvador porque uma Embasa da vida, por uma conta de R$ 9 que se perdeu em uma escola de um rincão da cidade, negativa o município, que fica impedido de assinar um convênio. Você é o último a saber. Quando um cidadão comum é negativado pela Serasa é o primeiro a ser informado. Algumas pessoas pensam que o prefeito quer estar na capital, mas na verdade muitos querem estar trabalhando em seu município. Lá tem muito o que fazer, mas você tem que estar aqui todos os dias, quer seja para reuniões, para bater palma, para fazer palanque, até resolver problemas desse tipo.

BN – Dentro dessa bandeira, aquela que seria uma grande aliada, a prefeita de Cardeal da Silva Maria Quitéria, presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), que é do PSB, anunciou apoio à candidatura de Rui Costa (PT). Como o senhor avalia essa situação? EV – Encaro com plena normalidade, dentro do que se pode dizer da vida pública no Nordeste, na Bahia sobretudo. Essas cooptações acontecem e é difícil quem está de fora julgar, porque quem já passou pela cadeira de um prefeito, na busca de fazer o que é correto, sabe que às vezes você tem que se comportar de forma um pouco vaga em termos de ideais. Às vezes um prefeito tem um partido, está convicto de porque ingressou na fileira, mas as ações nem sempre republicanas com as quais o prefeito vai buscar o interesse do seu município, o interesse das pessoas que confiaram nele, ocasiona uma divergência partidária, que quase sempre os convém. A coisa é tão ‘republicana’ que é assim que as coisas acontecem e então você é obrigado a se aliar assim ou assado. De sã consciência, eu não quero jogar pedra em ninguém. Eu não posso jogar pedra em um prefeito que tomou uma atitude e sofreu uma cooptação na busca do interesse público do seu município. Infelizmente as coisas levam a esse tipo de situação. BN – Em relação às bandeiras que têm que ser levadas ao Congresso, o senhor como vice-governador não vai ter como efetivamente fazer nenhuma mudança na legislação, a candidata ao Senado da sua chapa, Eliana Calmon, fez algum tipo de pacto ou compromisso com o senhor de levar essa briga a Brasília, caso seja eleita? EV – Nós estamos concluindo, já está praticamente pronto, o nosso programa de governo e tudo isso tem sido colocado. Eu duvido que outras candidaturas tenham sido tão ciosas da importância que há na composição de um programa de governo. Nós tivemos seis seminários multiestaduais, fora alguns federais, pelo PSB, inclusive um deles aconteceu aqui na Bahia. Envolvemos discussões acerca de temas como educação, que é a bandeira mais importante do nosso grupo, passando pela segurança pública, infraestrutura e essa parte de municipalismo, que é uma bandeira bastante pessoal minha. Tudo isso está sendo fechado no programa de governo que vai ser entregue e compartilhado pela nossa senadora e pelos deputados que estiverem conosco.

BN – Muita gente apostava, na pré-campanha, que a candidatura de Lídice da Mata era meramente figurativa, pois haveria uma composição dela com Rui Costa em um eventual segundo turno. Como é que o senhor, integrante da coligação, vê a candidatura? Ela tem robustez para competir ou é uma aventura utópica? EV – Não. É uma candidatura séria. Pelo perfil e pela história da senadora, ela jamais entraria em uma aventura apenas para composição. Da minha parte, eu digo o mesmo. Evidentemente que, como diria Tancredo Neves, política é como nuvens: você olha está assim, você olha está assado. Noventa dias ainda é muito tempo. Eu acredito na capacidade de argumentação dela, quando houver um debate. Eu aposto muito mais na nossa senadora, futura governadora da Bahia. BN – Então, tem chance de ganhar? EV – Eu acredito que sim. São três candidatos [São seis – Lídice (PSB); Rui Costa (PT); Paulo Souto (DEM); Marcos Mendes (PSOL); Renata Mallet (PSTU) e Da Luz (PRTB)]. Se fossem só dois, poderia haver até a possibilidade de primeiro turno, mas com três candidaturas nós vamos levar necessariamente ao segundo turno. E, no segundo turno, eu tenho certeza que a senadora vai somar em torno de si esforços que vão conduzi-la à vitória.

BN – São seis candidatos, mas entre os três principais, como o senhor avalia os seus outros dois adversários: João Leão (PP), vice de Rui Costa (PT), e Joaci Góes (PSDB), vice de Paulo Souto (DEM)? EV – Eu não encaro como adversários, porque é uma palavra forte. Somos concorrentes e  eu respeito cada um. Um tem experiência de deputado, o outro eu não sei exatamente a carreira política… BN – Foi deputado constituinte… EV – …foi deputado também, é verdade, e é empresário na área de educação, até onde eu saiba. Eu acredito até que há possibilidade de a gente ter uma conversa, um entendimento, e de um debate. Estamos em condição de dialogar com eles, mostrara para a Bahia o que é que a gente pensa e, inclusive, colocar na mesa o pensamento de cada um. Eu respeito todos eles, sobretudo os candidatos majoritários. Doutor Paulo Souto é uma pessoa que nós sabemos que é um homem digno. O Rui Costa, não tenho tanta aproximação, mas também é uma pessoa de bem. Mas nesse momento o que está sendo colocado é o futuro da Bahia e eu aposto na senadora, na medida em que ela é realmente a esperança do novo.

BN – Em termos de estratégia eleitoral, foi estudado algum tipo de contraponto em relação aos demais candidatos? EV – Eu acho que o contraponto maior é analisar o presente, que está na mesmice, e outra coisa é o retorno ao passado, diria que nem tanto a figura do doutor Paulo Souto, mas tanto até por um grupo já desgastado, que vai fazer o mesmo. Ninguém muda. A natureza não dá salto, então as coisas vão ser como sempre foram. Se o caminho é o mesmo, Lídice representa uma maneira diferente de caminhar. BN – O senhor disse acreditar na vitória, que entra para vencer, mas caso Lídice não se habilite para o segundo turno, o senhor, pessoalmente, estaria mais inclinado a apoiar Rui Costa ou Paulo Souto? EV – Eu acho que ainda é cedo. Se você fizesse a pergunta daqui a três meses, quem sabe eu poderia responder (risos)…

Mais de 70% dos adolescentes baianos não votam em 2014

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De acordo com um cruzamento de informações entre o Censo de 2010 do IBGE e as estatísticas do eleitorado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 71% dos adolescentes baianos com 16 e 17 anos não irão às urnas nas eleições de outubro. Segundo a estimativa, 540 mil jovens do estado teriam idade para optar se votariam ou não, mas apenas 162 mil títulos para a faixa etária foram emitidos. Os números contradizem as mobilizações de junho de 2013, que atraíram milhares de adolescentes. Mesmo com o baixo número, a adesão de jovens que não são obrigados a votar na Bahia foi maior do que a média nacional, em que apenas 20% fizeram o registro para as votações de 2014

IPI reduzido para automóveis continua até dezembro

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem, a manutenção, até dezembro, das tarifas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis. Segundo o ministro, o objetivo da medida é fazer com que o setor se recupere da queda nas vendas observada nos últimos meses. A permanência da desoneração está vinculada a um compromisso do setor em não cortar empregos.

“A avaliação é que as vendas foram mais fracas em função de uma série de motivos, entre os quais a diminuição do crédito e também, no período mais atual, a questão da Copa [do Mundo], com menos dias úteis no período”, ressaltou o ministro, ao explicar as razões da queda na venda de veículos. A estimativa é que a desoneração implique renúncia fiscal de R$ 1,6 bilhão.

Para carros até mil cilindradas, a alíquota permanece em 3%. A previsão era que o IPI para esse ipo de veículo voltasse hoje (1º) ao patamar de 7%, anterior à redução. Osautomóveis entre mil e 2 mil cilindradas, bicombustíveis, continuaram tributados em 9%. Antes da redução, a alíquota da categoria era 11%. É o que mostra reportagem da Agência Brasil.

Para o presidente da Associação Nacional da Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, a medida ajudará a impulsionar as vendas nos próximos meses. “Eu tenho a convicção de que, com a manutenção da alíquota, teremos um segundo semestre melhor do que o primeiro”, disse ele.

Moan lembrou que, com a elevação das vendas, o impacto na arrecadação do governo federal deverá ser

 

 menor do que o previsto. “Esse pressuposto de perda de arrecadação é se as vendas forem mantidas. Mas, com certeza, com aumento do IPI, as vendas seriam menores do que a projeção que nós temos”, acrescentou. Segundo balanço da Anfavea, de janeiro a maio deste ano, as vendas de automóveis caíram 8,3% em comparação com o mesmo período de 2013. Foram vendidos 1,002 milhão de unidades nos primeiros cinco meses do ano, contra 1,092 milhão no mesmo período do ano passado.

A produção de automóveis caiu, de acordo com a Anfavea, 14,5% no acumulado dos primeiros cinco meses do ano. Foram fabricados 1,153 milhão de unidades de janeiro a maio de 2013, contra 990 mil no mesmo período deste ano. Em maio, a produção caiu 20% em comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 202 mil automóveis.

Agência Brasil

Ex-guarda-costas diz que Fidel adotou conforto capitalista

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Pero no mucho. Austeridade desmentida por Sánchez, que trabalhou 17 anos para o ditador

Guarda-costas pessoal de Fidel Castro por 17 anos, Juan Reinaldo Sánchez garante que o líder cubano nunca viveu modestamente como diz, mas, ao contrário, desfrutou do luxo mesmo quando a economia cubana entrou em colapso após a queda do Muro de Berlim e o corte das subvenções de Moscou. Em A Vida Secreta de Fidel, Sánchez repete o que milhares de cubanos refugiados já adotaram como mantra – ele mesmo, nascido em Lisa, bairro pobre da região oeste de Havana, hoje mora em Miami e escreve, em A Vida Secreta de Fidel, que os serviços cubanos farão de tudo para desacreditar sua palavra e seu livro, que não é lá grande literatura, mas revela um ou dois segredos sobre Castro dignos de atenção. Sánchez, que foi preso pelo regime cubano quando decidiu pedir aposentadoria, descreve a vida do líder revolucionário como a de um senhor feudal extravagante, dono do único barco de luxo de Cuba, um iate chamado Aquarama II, construído com madeira importada de Angola. Com ele, Fidel costumava navegar 45 minutos de sua marina privada para chegar a Cayo Piedra, uma “ilha paradisíaca” onde o comandante praticava pesca submarina e recebia só os amigos mais íntimos, entre eles o escritor colombiano Gabriel García Márquez.

Antônio Gonçalves Filho, Agência Estado