Foto: Divulgação
O papa Francisco está montando um painel de especialistas para discutir a questão do abuso sexual no clero, tarefa que envolve procurar formas de proteger crianças de pedófilos, melhores formas de selecionar homens para o sacerdócio e como ajudar vítimas que já foram afetadas. Mas ainda não está claro se os especialistas vão tratar de uma das questões principais por trás do escândalo: como responsabilizar os bispos que esconderam os crimes.
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O cardeal Sean O’Malley, arcebispo de Boston, anunciou a criação da comissão, ontem, após o final da reunião entre Francisco e seus oito cardeais consultores, que o ajudam a administrar a igreja e a reformar a burocracia do Vaticano.
Boston foi o epicentro do escândalo de abusos sexuais cometidos por clérigos norte-americanos, que veio à tona em 2002. O’Malley disse que a comissão, formada por especialistas internacionais leigos e religiosos, estudará os atuais programas para a proteção de crianças, seleção de padres e treinamento de funcionários da igreja e vai sugerir novas iniciativas que possam ser implementadas no Vaticano e em outras partes do mundo. Ele disse que, até o momento, o envolvimento do Vaticano nos casos de abuso sexual tem sido principalmente de natureza judicial.
O sorteio dos grupos da Copa do Mundo, realizado nesta sexta-feira, acabou criando dois extremos. Se por um lado o grupo D recebeu com extrema justiça o apelido de grupo da morte e é o grupo com mais títulos mundiais na história, o grupo C, considerando o retrospecto de seus membros na competição, é o mais fraco de todos os tempos.
Itália, Uruguai e Inglaterra, do grupo D (Costa Rica completa) somam, juntos, sete títulos mundiais, algo inédito na história da Copa. Na edição anterior, em 2010, o grupo que somava mais títulos era o G – cinco, todos do cabeça de chave Brasil. Em 2006, o mesmo se repetiu: o grupo F liderava o “ranking” com cinco conquistas, todos da seleção pentacampeã. Em todas as edições, isso nunca havia ocorrido.
Se por um lado a Copa de 2014 terá o grupo da morte com o maior número de campeões mundiais e de títulos na história da competição, também terá o outro extremo: desde 1950, quando o formato de grupos foi adotado oficialmente pela Fifa, a Copa não tinha um grupo no qual não houvesse um membro sequer que tenha passado das oitavas de final em edições anteriores. É o caso do grupo C sorteado na Costa do Sauípe, que conta com a Colômbia como cabeça de chave, e tem Grécia, Japão e Costa do Marfim.
Os colombianos se classificaram para um Mundial pela primeira vez em 1962, mas caíram na primeira fase. Foram então quase 30 anos sem disputar o torneio, até 1990, quando passaram pela fase de grupos, mas acabaram eliminados por Camarões, do lendário Roger Milla, sensação do torneio. Depois disso, duas campanhas ruins em 94 e 98, ambas sem passar da primeira fase. A primeira acabou em tragédia, com o assassinato do zagueiro Escobar, autor de um gol contra na Copa dos EUA.
A Grécia nunca passou da primeira fase. Em 94, classificou-se em primeiro nas eliminatórias, mas na Copa perdeu as três partidas, sofreu dez gols e voltou para casa humilhada. Em 2010, outra decepção: uma vitória, duas derrotas e o adeus precoce. A Costa do Marfim foi aos Mundiais de 2006 e 2010, mas caiu na fase de grupos em ambas.
Das seleções do grupo C, a dona do melhor retrospecto é o Japão. Depois de uma eliminação com três derrotas em três jogos em 1998, na França, os japoneses surpreenderam em 2002, quando sediaram o torneio ao lado da Coreia do Sul: vitórias sobre Rússia e Tunísia garantiram a classificação, e só uma derrota dramática por 1 a 0 para a eventual terceira colocada Turquia nas oitavas selou o adeus. Os asiáticos chegaram novamente às oitavas de final em 2010, depois de cair na fase de grupos em 2006.
Dos demais grupos, o H, encabeçado pela Bélgica, é o único que não conta com um campeão mundial. O retrospecto de seus membros, entretanto, é bem superior: a Bélgica foi quarta colocada em 1986. A Rússia, quando era parte da União Soviética, também chegou a um quarto lugar vinte anos antes, em 66. A Coreia do Sul, que completa o grupo com a Argélia, também tem no currículo um quarto lugar em 2002, ano em que foi uma das sedes.
Em uma ainda maior coincidência, os grupos extremos passarão por cruzamento nas outavas de final. Se alguma das seleções do grupo C quiser fazer história e superar as campanhas anteriores, deverá ter pela frente uma tarefa indigesta: passar por um campeão mundial.
Brasil tem retrospecto positivo contra todos os rivais da 1ª fase da Copa
“Grupo da morte” da Copa do Mundo 2014 tem Itália, Uruguai e Inglaterra
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No limite, Itaquerão terá 60 mil de capacidade para Copa, diz governo

O parque está localizado a cerca de 2,6 quilômetros do novo aeroporto da cidade e a 1,8 quilômetro do Anel Viário
Conhecida como capital regional do Sudoeste baiano e a 3ª maior cidade do estado, Vitória da Conquista ganhará um novo centro de logística: o Parque Logístico do Sudoeste (PLS). Com início das obras previsto para fevereiro do ano que vem e conclusão até dezembro do mesmo ano, o parque tem um investimento total previsto de R$ 106 milhões.
As empresas Prates Bomfim, Gráfico e Kubo são responsáveis pelo empreendimento, que será um condomínio multiúso, voltado para atender às necessidades de empresas de logística, prestação de serviços, comércio, atacadistas, distribuidoras e indústrias não poluentes. O empreendimento inclui 104 lotes de 2,5 metros quadrados cada, distribuídos numa área total de 400 mil metros quadrados. Além disso, conta com lotes destinados à construção de pousada, posto de gasolina, central de serviços e centro comercial.
O parque está localizado a cerca de 2,6 quilômetros do novo aeroporto da cidade e a 1,8 quilômetro do Anel Viário, promovendo a integração entre os meios rodoviário e aéreo, no transporte e distribuição de cargas. Entre outras razões, a construção do centro logístico foi impulsionada pela previsão do aumento da produção mineral em Caetité, localizado a cerca de 240 quilômetros do parque.
O Porto Sul, que será construído em Ilhéus, mas ainda depende da licença prévia de órgãos ambientais, fica a cerca de 300 quilômetros do centro logístico. Pela malha rodoviária de Conquista ainda passam 25% das cargas destinadas à Bahia, originadas das regiões Sul e Sudeste do país.
Victor Longo ([email protected])
Cerimônia é considerada a maior do continente, comparada à Copa do Mundo de 2010, uma posse presidencial e a uma coroação real, todas juntas
O funeral de Nelson Mandela, que morreu na noite da última quinta-feira (5) aos 95 anos, em Pretória, deve durar 12 dias. De acordo com informações do jornal britânico “The Guardian”, um documento documento do governo da África do Sul estabeleceu que o calendário ainda provisório das cerimônias fúnebres terão duração de 12 dias, contados a partir do momento da morte do líder sul-africano.
Segundo a France Presse, o sepultamento de Mandela acontecerá no dia 21 de dezembro, mas ainda há possibilidade de mudança de data, já que algumas pessoas pedem a antecipação para o dia 16, por ser um feriado comemorativa da Reconciliação na África do Sul.
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Poucas horas após a confirmação da morte de Mandiba, como era carinhosamente chamado, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, afirmou que um funeral com honras de chefe de Estado seria concedido em homenagem ao líder.
O esperado é que todos os eventos do funeral de Mandela sejam um marco na história, como um dos maiores eventos já realizados no continente africano. De acordo com as autoridades do país sul-africano, a organização necessária para preparar toda a cerimônia tem sido comparada à abertura e ao encerramento da Copa do Mundo de 2010, uma posse presidencial e a uma coroação real, todas juntas.
São esperadas figuras importantes de todo o país. Presidentes, ex-presidentes, chefes de Estado de todos os lugares do mundo e celebridades já confirmaram que irão ao Velório. A Rainha Elizabeth pretende enviar o príncipe Charles à cerimônia. Representando o Brasil, a presidente Dilma Rousseff também deverá comparecer.
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Calendário
No primeiro dia de funeral um translado levará o corpo de Mandela ao necrotério, sob a guarda da polícia. No dia seguinte, “livros de pêsames serão abertos em todas as missões estrangeiras, na Fundação Nelson Mandela, no Union Buildings [residência oficial e sede do gabinete da Presidência do país, em Pretória] e, possivelmente, Museu do Mandela em Soweto”, diz o documento.
No terceiro dia, espera-se que diplomatas estrangeiros recebam algumas instruções em Pretória, para discutir a logística do velório, que será aberto ao público. Três dias depois, haverá uma cerimônia com a presença de líderes e autoridades, dirigida pelo presidente Jacob Zuma, que terá transmissão em telões do lado de fora da Prefeitura de Pretória, além das cidades de Soweto, Cidade do Cabo e outras cidades.
Até o oitavo dia, Mandela será velado na Prefeitura de Pretória e o corpo só será removido e preparado para o dia seguinte, onde militares da África do Sul farão um ensaio para o funeral oficial do Estado no Union Buildings, localizado em Pretória, onde Mandela recebeu a posse de presidente após vencer as primeiras eleições democráticas, no ano de 1994. Neste mesmo dia e na data seguinte, chefes militares chegarão aos aeroportos de Pretória e Johanesburgo.
Uma procissão até o Union Buildings ocorrerá no 11º dia de homenagens. Em seguida, será realizado um funeral de Estado no anfiteatro do edifício, também com transmissões em telões.
À noite, o corpo de Mandela será levado para Qunu, aldeia natal do líder sul-africano. No último dia, uma procissão será realizada na manhã das ruas da aldeia. O trajeto passará em frente à casa onde Mandela viveu. Ao fim da procissão, o corpo será sepultado na propriedade da família, também em Qunu.

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O mundo do futebol vive grande expectativa pelo que acontecerá nesta sexta-feira no sorteio dos grupos da primeira fase da Copa do Mundo de 2014, em que se desenhará o tortuoso caminho até a final, que será realizada no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
A cerimônia em que serão definidos os chaveamentos será na luxuosa Costa do Sauípe, localizada a aproximadamente 100 quilômetros de Salvador. Sem dúvida, não faltam seleções entre as 32 participantes do Mundial que adorariam ter a fé dos baianos a seu favor nesta data.
Dos quatro potes, sairão o destino das concorrentes, que serão divididas em oito grupos, e conhecerão o local de cada um de seus jogos. Na primeira fase serão 48 partidas, começando no dia 12 de junho do próximo ano.
Todos os campeões do mundo estarão no Brasil. Além dos donos da casa, Itália, Alemanha, Argentina, Espanha, Inglaterra, França e Uruguai, última seleção a garantir vaga, na repescagem contra a Jordânia, carimbaram passaporte.
O único país estreante será a Bósnia, enquanto a Colômbia retorna após 16 anos, e a Rússia após 12. Entre as ausências mais sentidas está a Suécia, do craque Zlatan Ibrahimovic. No time das estrelas que “sobraram”, também estão o goleiro tcheco Petr Cech, o meia galês Gareth Bale, entre otros.
Como, de maneira contestável, a Fifa utilizou seu ranking para definir os cabeças de chave, três donos de taças do torneio, Itália, Inglaterra e França, além da sempre perigosa Holanda, não tiveram esse privilégio, que coube a Brasil, Argentina, Colômbia, Uruguai, Alemanha, Bélgica, Espanha e Suíça.
Por causa disso, é esperado alguns confrontos eletrizantes já na primeira fase. Brasil e Itália, que juntos conquistaram nove títulos de Copa, quase a metade das 19 taças distribuídas até hoje, podem se enfrentar. Assim como Espanha e Holanda, finalistas do último Mundial.
Segundo as normas da Fifa para o sorteio, não poderão coincidir seleções do mesmo continente na primeira fase, com exceção da Europa, que no máximo pode ter dois representantes em um grupo.
Os oito cabeças de chave estão no pote 1. No 2 estão as cinco representantes da África, Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Gana e Nigéria, além de Chile e Equador. Em seguida, no pote 3 estarão as asiáticas Austrália, Coreia do Sul, Irã e Japão, além de Costa Rica, Estados Unidos, Honduras e México.
Os nove europeus estarão juntos no pote 4, mas um deles será colocado junto a um dos cabeças de chave sul-americanos, depois que o grupo destes estiver definido. Em sequência serão sorteadas as seleções dos potes 2, 3 e 4, para depois determinar a posição de cada um dentro da chave, e consequentemente, a tabela.
Algumas seleções terão a sorte de fazer viagens mais curtas entre os três jogos. Outras terão que fazer deslocamentos de até seis horas, para cobrir as gigantescas distâncias entre algumas sedes.
A cerimônia começará às 13h no horário local (14h no horário de Brasília) e durará aproximadamente duas horas, sendo transmitida ao vivo para 193 países. O local do evento é uma tenda de aproximadamente 9 mil metros quadrados, montada perto do complexo de hotéis da Costa do Sauípe.
Entre os artistas confirmados, estão Vanessa da Mata, Emicida, Alexandre Pires, Alcione, Margareth Menezes, além do Olodum e da Companhia de Dança Deborah Colker.
A novela do campeonato brasileiro da serie A chega ao final, nesse domingo, com a realização da 38ª rodada, em que a briga por posições acontece nas extremidades da tabela de classificação. A corrida para ocupar uma das vagas, restante para a Libertadores está entre GRÊMIO que joga fora de seus domínios, contra a PORTUGUESA que não tem mais nenhuma pretensão, a não ser, se manter na elite, para o próximo ano. O ATLÉTICO-PR que tem 94% de probabilidade de ficar com a vaga, pois joga em seus domínios, contra o ameaçado VASCO DA GAMA, com a corda no pescoço, e uma probabilidade de ser rebaixado, em torno de 78%, e de vitória como visitante em torno de 23%, o que fará desse encontro um dos mais acirrados nessa última rodada. O GOIÁS, time que mais marcou pontos nas dez últimas rodadas, também entrou na corrida com 68% de probabilidade de conquistar a vaga, uma vez que joga em casa, contra o SANTOS, já classificado para a Sul Americana, cuja competição também tem como candidatos: O BAHIA, 92% de chance, joga na Fonte Nova, contra o desesperado FLUMINENSE em situação desfavorável, pois amarga a possibilidade de ser rebaixado, com 82% de probabilidade de que isso aconteça, o que, também, dá um molho a mais nesse jogo, além do mais, será pela primeira vez que o campeão do ano anterior é rebaixado no ano seguinte, com um outro agravante, dois times da elite carioca, na série B. O VITÓRIA, com 92% e, uma ótima campanha nessas dez últimas rodadas, sendo o segundo time que mais marcou pontos, 21 ao todo, um a menos que o Goiás, vai enfrentar o ATLÉTICO-MG, no Mineirão, com o time mineiro se preparando para a disputa do mundial interclubes, o que possibilitará um resultado positivo do rubro negro baiano. A PORTUGUESA joga em casa, contra o Grêmio, tem 80% de possibilidade de conquistar uma das vagas. O BOTAFOGO que nas dez últimas rodadas perdeu 4 jogos, também corre atrás de uma das vagas, tendo 71% de chance de ficar com uma delas, isto porque joga em seus domínios, contra o ameaçado CRICIÚMA, 46 pontos ganhos, tendo como sombra, FLUMINENSE e VASCO DA GAMA, caso seja derrotados e, os dois vençam seus jogos, empurra o time catarinense para a segundona. Nesse capítulo final, as torcidas de VASCO DA GAMA, FLUMINENSE, CORITIBA e CRICIUMA estarão apelando para todos os santos e, jogando todas as fichas para que aconteça um final feliz.
COMENTÁRIO – sexta feira – 06 de dezembro 2013
O MEC (Ministério da Educação) publicou na manhã desta sexta (6), no Diário Oficial da União, a lista com os cursos que tiveram seus vestibulares suspensos, após avaliação insatisfatória.
Dos 270 cursos de ciências humanas e sociais aplicadas, 103 são cursos de administração, 38 de direito, 51 de ciências contábeis e 16 de comunicação social. Cursos tecnológicos de gestão e negócios, apoio escolar, hospitalidade e lazer, produção cultural e design que tiveram notas repetidas abaixo da mínima exigida pelo ministério (3) também serão punidos.
Deixarão de ser ofertadas 44.069 vagas no vestibular de verão do próximo ano dos cursos que tiveram pela segunda vez notas baixas na avaliação do MEC.
O MEC avaliou neste ano 8.184 cursos de ensino superior, divididos em dez carreiras de bacharelado e seis tecnológicas. Entre elas, por exemplo, estão direito, administração, relações internacionais, psicologia e comunicação social.
Desses, 12,9% foram considerados de qualidade insatisfatória e tiveram CPC (Conceito Preliminar do Curso) abaixo de 3 –nota mínima exigida pelo órgão. Entre os reprovados, há 728 cursos privados e 33 cursos de instituições federais de ensino.
Os cursos com nota insatisfatória passam por supervisão do MEC. Aqueles que, após a supervisão, repetem o desempenho ruim na segunda avaliação têm seus vestibulares suspensos.
Dos 270 cursos com vestibular suspenso, 152 poderão reabrir seus vestibulares após um acordo de melhorias com o ministério.
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A terceira prova, “Recolhimento de Pneus”, da IV Gincana Municipal “Todos Contra Dengue”, que aconteceu nos dias 3 e 4 de dezembro, retirou do município 5.027 pneus que poderiam se transformar em criadouros do mosquito aedes aegypti.
“Nós ficamos a semana passada inteira recolhendo pneus por toda cidade. Como estava chovendo, alguns estavam com água, o que representava a possibilidade de proliferação do mosquito da dengue”, explicou Lúcia Costa, que participa junto com seu esposo Antônio Meira da equipe Unidos Somos Mais, do bairro Jardim Guanabara.
Lúcia Costa e Antônio Meira
A equipe de Lúcia participou de todas as edições da gincana e atualmente é tricampeã do evento. Nessa prova, o grupo recolheu mais de 2 mil pneus.
Rosângela Oliveira
A líder da equipe que conta com 19 participantes explica a motivação de participar da gincana. “Nós sabemos que isso é uma coisa boa para comunidade, porque estamos ajudando a prevenir a dengue”, explicou a líder da equipe, Rosângela Oliveira Queiroz.
A coleta de pneus é uma das atividades de rotina da equipe de Endemias
A coleta de pneus é uma das atividades de rotina da equipe de Endemias, que, semanalmente, passa pelas 110 borracharias cadastradas na Secretaria Municipal de Saúde. Em 2013, até o mês de novembro, os agentes de endemias recolheram cerca de 30 mil pneus que poderiam estar poluindo a cidade por conta do descarte inadequado. Os pneus recolhidos são encaminhados para uma empresa de reciclagem.
Para a supervisora de Endemias, que faz parte da comissão organizadora da gincana, Valdirene Alves, a redução da oferta de criadouros é o principal objetivo do evento, além da integração entre comunidade e agentes no combate à dengue. “Nós estamos estimulando a população quanto à importância de cada um fazer a sua parte, para evitar que alguém de sua família venha a contrair a dengue”, ressaltou Valdirene.
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O líder sul-africano Nelson Mandela, 95, morreu nesta quinta (5) em sua residência, em Johannesburgo, para onde havia sido levado no dia 1º de setembro após passar quase três meses internado para tratamento de uma infecção pulmonar.
O ex-presidente vivia em Johannesburgo com a mulher Graça Machel, viúva de Samora Machel (1933-1986), ex-presidente moçambicano.
Mandela foi o maior símbolo de combate ao regime de segregação racial conhecido como apartheid, que foi oficializado em 1948 na África do Sul e negava aos negros (maioria da população), mestiços e asiáticos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos.
A luta contra a discriminação no país o levou a ficar 27 anos preso, acusado de traição, sabotagem e conspiração contra o governo em 1963. Condenado à prisão perpétua, Mandela foi libertado em 11 de fevereiro de 1990, aos 72 anos. Durante sua saída, o líder foi ovacionado por uma multidão que o aguardava do lado de fora do presídio.
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Em 1993, Nelson Mandela recebeu o prêmio Nobel da Paz por sua luta contra o regime do apartheid. Na ocasião, ele dividiu o prêmio com Frederik de Klerk, ex-presidente da África do Sul que iniciou o término do regime segregacionista e o libertou da prisão.
Um ano depois, em 1994, Mandela foi eleito presidente da África do Sul, após a convocação das primeiras eleições democráticas multirraciais no país. Sua vitória pôs fim a três séculos e meio de dominação da minoria branca na nação africana.
Ao tomar posse, o líder negro adotou um tom de reconciliação e superação das diferenças. Um exemplo disso foi a realização da Copa Mundial de Rúgbi, em 1995, no país. O esporte era uma herança do período colonial e, por isso, boicotado pelos negros, por representar o governo dos brancos.
Nos dois anos seguintes, a Constituição definitiva e o processo de transição foram concluídos. Entre os anos de 1996 e 1998, o arcebispo Desmond Tutu liderou a Comissão de Verdade e Reconciliação para apurar crimes cometidos durante o apartheid, e foram abertos processos judiciais para pagamentos de indenizações às vítimas do regime.
Mandela deixou a presidência em 1999 e passou a se dedicar a campanhas para diminuir os casos de Aids na África do Sul, emprestando seu prestígio para arrecadar fundos para o combate à doença.
Em 2004, aos 85 anos, ele anunciou que se retiraria da vida pública para passar mais tempo com a família e os amigos. Já aos 92 anos, o líder sul-africano dificilmente participava de qualquer tipo de evento, devido à saúde frágil.
Durante a Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul, Mandela compareceu apenas ao encerramento da Copa, devido à morte de sua bisneta Zenani Mandela, em um acidente de carro logo depois da festa de abertura.
Mandela era filho do conselheiro do chefe máximo do vilarejo de Qunu, localizado na atual província do Cabo Oriental, onde nasceu, a 18 de julho de 1918. Aos sete anos, tornou-se o primeiro membro da família a frequentar a escola, onde lhe foi dado o nome inglês “Nelson”. Aos 16 anos, seguiu para o Instituto Clarkebury, na mesma província, onde teve contato com a cultura ocidental pela primeira vez.
Ele então ingressou na faculdade de Direito da Universidade de Fort Hare, no município de Alice. Logo no primeiro ano de curso, Mandela se envolveu com o movimento estudantil e com o boicote às políticas universitárias. Tal atitude resultou em sua expulsão da instituição no segundo ano, mas ali ele iniciou sua militância.
A partir de então mudou-se para Johannesburgo e envolveu-se na oposição ao regime do apartheid. Ele começou a fazer parte do partido negro CNA (Congresso Nacional Africano, fundado em 1912) em 1942 e, em 1944, criou a Liga Juvenil do partido, com o manifesto “um homem, um voto”.
Depois da eleição de 1948, que deu vitória aos afrikaners do Partido Nacional, apoiadores da política de segregação racial, Mandela tornou-se mais ativo no CNA. Ele participou do Congresso do Povo, em 1955, que divulgou a Carta da Liberdade –documento que continha um programa fundamental para a causa antiapartheid.
Comprometido de início apenas com atos não-violentos, Mandela e seus colegas aceitaram recorrer às armas após o massacre de Sharpeville, ocorrido em março de 1960, quando a polícia sul-africana atirou em manifestantes negros, matando 69 pessoas e ferindo 180. Em 1961, fundou a ala armada do CNA – Umkhonto we Sizwe (a Lança da Nação) – para combater a discriminação do apartheid.
Acusado de crimes capitais no julgamento de Rivonia, em 1963, a declaração que deu, no banco dos réus, foi sua afirmação de posição política: “Tenho defendido o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas convivam em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal pelo qual espero viver e que espero alcançar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”. Em 1964, Mandela foi condenado à prisão perpétua.
No decorrer do tempo em que ficou preso, Mandela se tornou de tal modo associado à oposição ao apartheid que o clamor “Libertem Nelson Mandela” se tornou o lema das campanhas antiapartheid em vários países.
Durante os anos 1970, ele recusou uma revisão da pena e, em 1985, não aceitou a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada. Mandela continuou na prisão até fevereiro de 1990, quando foi libertado em 11 de fevereiro, aos 72 anos, pelo presidente Frederik Willem de Klerk, que também revogou a proibição do CNA e de outros movimentos de libertação.
Nelson Rolihlahla Mandela deixou a prisão Victor Verster caminhando ao lado de Winie Madikizela, sua esposa na época. Ele havia passado os últimos 27 anos de sua vida atrás das grades por ousar se opor ao regime racista que dominava a África do Sul. Um mar de pessoas o aguardava nas ruas para dar início finalmente à edificação da democracia sul-africana.
Como presidente do CNA (de julho de 1991 a dezembro de 1997) e primeiro presidente negro da África do Sul (de maio de 1994 a junho de 1999), Mandela comandou a transição do regime racista, o apartheid, ganhando respeito internacional.
Em 1999, Mandela conseguiu eleger seu sucessor, Thabo Mbeki, que posteriormente foi obrigado a deixar a presidência, devido a uma manobra política do seu maior rival dentro do CNA, Jacob Zuma.
Mandela casou-se três vezes. Sua primeira esposa foi Evelyn Ntoko Mase, de quem se divorciou em 1957, após 13 anos de casamento. Em seguida, casou-se com Winie Madikizela, e com ela ficou por 38 anos. O casal se divorciou em 1996, após suas divergências políticas virem a público. No seu 80º aniversário, Mandela casou-se com Graça Machel, com quem esteve até os dias atuais.
Depois de deixar a presidência, Mandela passou a dedicar suas forças ao combate à Aids na África do Sul, levantando milhões de dólares para enfrentar a epidemia da doença. Seu único filho morreu vítima de Aids em 2005.
Ainda fora da Presidência, Mandela ganhou uma série de títulos e homenagens, como a Ordem de St. John, da rainha da Inglaterra, Elizabeth 2ª.; a medalha presidencial da Liberdade, do então presidente dos Estados Unidos George W. Bush; o Bharat Ratna (a distinção mais alta da Índia); a Ordem do Canadá, dentre outros.
Apesar de ter ganho a condecoração de Bush, Mandela realizou uma série de pronunciamentos, em 2003, em que atacava a política externa do presidente americano.
Em junho de 2004, Mandela anunciou que se retiraria da vida pública. Mas a militância continuou. Em 2007, comemorou o 89° aniversário criando um grupo internacional de estadistas idosos e altamente respeitados, incluindo seus colegas Prêmios Nobel da Paz Desmond Tutu e o ex-presidente americano Jimmy Carter, para combater problemas mundiais, que incluem as mudanças climáticas, o combate à Aids e à pobreza.
A comemoração de seu aniversário de 90 anos foi um ato público com shows, que ocorreu em Londres, em julho de 2008, e contou com a presença de artistas e celebridades engajadas nessas lutas.
Em 2009, com aparência frágil, o ex-presidente sul-africano compareceu a um comício eleitoral do CNA para ajudar a eleger Jacob Zuma, atual presidente do país.
Leia uma seleção de frases que cobre quase todo o período de sua vida
“Eu não vou deixar a África do Sul, nem vou me render. Apenas através de dificuldades, sacrifício e ação militante a liberdade pode ser alcançada. A luta é minha vida. Eu vou continuar lutando até o fim de meus dias”.
– em junho de 1961
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“Nós acreditamos que a África do Sul pertence a todos as pessoas que vivem aqui, não apenas a um grupo, seja branco ou preto. Nós não queremos uma guerra inter-racial, e vamos tentar evitar isso até o último minuto”.
– em abril de 1964
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“Durante a minha vida inteira eu me dediquei a lutar pelo povo africano. Eu lutei contra a dominação branca e lutei contra a dominação preta. Eu celebrei o ideal da democracia e da sociedade livre, que todas as pessoas vivam em harmonia e com oportunidades iguais. Isso é um ideal pelo qual eu espero viver para conseguir. Mas, por Deus, se for necessário, também um ideal pelo qual que eu estou preparado para morrer”.
– em abril de 1964
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“Se você está decidido a resolver problemas através da negociação, então você precisa estar preparado a assumir compromissos, e assumir compromissos, com eu entendo, não diz respeito apenas a assuntos periféricos.
– em fevereiro de 1990
“Compromissos somente podem ser efetivos e apropriadamente compreendidos se relacionados às exigências básicas, de outra forma não são compromissos. Compromissos significam que cada uma das partes envolvidas deve ceder algo para a outra, deve acomodar suas exigências, seus medos, a outra parte”.
– em fevereiro de 1990
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“Nós devemos demonstrar claramente nossa boa vontade aos nossos compatriotas brancos e convencê-los pela nossa conduta e argumentos de que a África do Sul sem o apartheid será um lugar melhor para todos”.
– em fevereiro de 1990
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“Ir para a prisão por nossas convicções e estar preparado para sofrer pelo o que nós acreditamos é algo que vale a pena. É uma realização para o homem cumprir com seu dever na Terra independente das consequências”.
– em fevereiro de 1990
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“Quando você é uma figura pública, você tem que aceitar a integridade das outras pessoas até que haja evidência em contrário”.
– em maio de 1993
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“Eu nunca penso no tempo em que perdi [na prisão]. Eu acabei por cumprir um programa, porque ele estava lá. Estava traçada para mim”.
– em maio de 1993
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“Este é um mundo de grandes promessas e esperanças. Também é um mundo de desespero, doença e fome. Superar a pobreza não é um gesto de caridade. É um ato de justiça. É a proteção de um direito humano fundamental, o direito à dignidade e a uma vida decente.
– em julho de 2005
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“O Chefe [Albert Luthuli, líder do movimento negro na África do Sul] escolheu um vida de sacrifício e perseguições (….) E dessa forma, eles nos ensinou uma lição muito importante, de que líderes de verdade devem estar preparados para sacrificar tudo pela liberdade de seu povo”.
– em junho de 2007
Fonte: Nelson Mandela Centre of Memory