A Gente diz

Tufão Haiyan matou ao menos 10 mil em província filipina, diz autoridade C

imgem do tufão

Tufão Haiyan57 fotos

10.nov.2013 – Ondas causadas pelo tufão Haiyan levaram barco a região com casas, na cidade de Tacloban, província central de Leyte (Filipinas). O tufão Haiyan, uma das tempestades mais fortes já registradas, matou ao menos 10 mil pessoas na província, segundo a polícia Aaron Favila/AP

O megatufão Haiyan, uma das tempestades mais fortes já registradas no mundo, matou ao menos 10 mil pessoas na província Leyte, no centro das Filipinas, afirmou um alto funcionário da polícia, citando o governador, neste domingo (10).

“Tivemos uma reunião ontem [sábado] à noite com o governador e os outros funcionários. O governador disse que, com base na sua estimativa, 10 mil morreram”, disse Elmer Soria, diretor da polícia regional. “A devastação é muito grande”, completou.

O governo nacional e a agência de desastres do país não confirmaram o dado, um aumento acentuado em relação às estimativas iniciais dadas pela Cruz Vermelha do sábado (9), de pelo menos 1.200 mortos.

A maioria das mortes foi causada por uma onda de água do mar repleta de destroços, que muitos descreveram como semelhante a um tsunami, que atingiu casas e afogou centenas de pessoas.

Cidade foi arrasada

O Haiyan teria arrasado entre 70% e 80% da cidade de Tacloban, capital da província de Leyte, por onde passou na sexta-feira (8), segundo Soria.

“A devastação é total. Se estivesse em Tacloban antes, nem poderia reconhecer a cidade agora”, disse à agência de notícias filipinas “PNA” o tenente Jim Alagao, do Exército.

Depois que a cidade passou várias horas sem comunicação, ontem começaram a chegar imagens da destruição do Tacloban: casas completamente destruídas, estradas intransitáveis devido ao grande número de postes de luz e todo tipo de objetos arrastados, além de árvores totalmente desgalhadas.

Veja vídeos sobre o tufão nas Filipinas – 16 vídeos

PróximoAnterior

Número de vítimas deve aumentar, dizem autoridades

Haiyan, um tufão que atingiu a categoria 5, a máxima, atravessou o arquipélago filipino em uma linha reta de leste a oeste, apresentando rajadas de vento de cerca de 275 km/h. Ele perdeu força durante seu trajeto pelo Mar do Sul da China até que o departamento vietnamita o rebaixou para o nível de potência 1, o mais baixo da escala.

O Conselho para a Gestão e Redução de Desastres das Filipinas assinalou que cerca de quatro milhões de pessoas de 36 províncias do país foram afetadas pelo Haiyan.

Reynaldo Balido, porta-voz do organismo governamental, disse que se espera que os números de vítimas aumentem nas próximas horas quando chegar os relatórios das áreas devastadas.

“O tufão criou um prejuízo em massa e quase nenhuma casa ficou de pé nas áreas mais afetadas”, declarou Reynaldo.

Antes da chegada deste último tufão às Filipinas, o 24º do ano, os meteorologistas tinham advertido que poderia ter um efeito devastador maior que o tufão “Bopha”, que em 2012 deixou cerca de mil mortos.

Após arrasar o centro e sul das Filipinas, o “Haiyan” está no Mar do Sul da China em direção ao Vietnã, onde as autoridades já iniciaram evacuações maciças. (Com Efe e Reuters)

Ampliar

Tufões e ciclones causam destruição na Ásia106 fotos

101 / 106

23.out.2013 – Família chega ao porto de Okada para evacuar a ilha de Izu Oshima antes da chegada do tufão Francisco. Após uma semana da passagem do poderoso tufão Wipha, o novo tufão Francisco se aproxima do país Leia mais Jiji Press/AFP

IBGE registra crescimento de 6,8% da indústria baiana em setembro como maior do país

IBGE registra crescimento de 6,8% da indústria baiana em setembro como maior do país

Foto: Reprodução
Levantamento do IBGE apontou a produção da indústria baiana com o melhor desempenho no setor do Brasil em setembro. O crescimento foi da ordem de 6,8% em comparação com o mês anterior. De acordo com o instituto de pesquisa, apenas seis dos 14 estados pesquisados apresentaram expansão. Logo depois da Bahia, apresentaram os maiores crescimento, Rio de Janeiro (4,4%) e Goiás (4,1%), seguidos por Minas Gerais (2,1%), Espírito Santo (1,8%), ambos com avanço acima da média nacional (0,7%), e Rio Grande do Sul (0,4%). No acumulado do ano até setembro, o estado também ficou na liderança, com alta de 5,8%. Em relação ao mesmo mês de 2012, oito estados apresentaram elevação, sete acima da média nacional (2%).

Os 173 anos de Vitória da Conquista, foi celebrados por ato cívico e apresentações culturais

Ato civico

A solenidade oficial pelo aniversário de emancipação política da cidade foi realizada na manhã deste sábado, 9, na Praça Tancredo Neves

 

Hasteamento das Bandeiras marca solenidade em comemoração ao 9 de novembro

Para celebrar uma data histórica, um cenário que também traz as raízes da história de Vitória da Conquista. As intermediações do conjunto arquitetônico formado pela Praça Tancredo Neves, Prefeitura, Catedral e pelo Memorial Régis Pacheco foi o cenário escolhido para a solenidade oficial em comemoração do aniversário dos 173 anos de emancipação política de Vitória da Conquista neste sábado, 9 de novembro.

As homenagens à Joia do Sertão Baiano, famosa por abrigar uma população que acolhe a todos e pelo expressivo desenvolvimento, começaram com o hasteamento das bandeiras do Brasil, da Bahia e do município. O Ato Cívico foi feito pelo prefeito Guilherme Menezes, pelo vice-prefeito Joás Meira e pelo tenente coronel da Polícia Militar, Ivanildo da Silva. “Estamos celebrando 173 anos de muita história e de uma caminhada longa, desde 1840 a 2013. Hoje, Vitória da Conquista é uma capital regional e considerada uma das mais importantes cidades do Brasil”, declarou o prefeito.

Banda da Polícia Militar e Filarmônica Municipal Maestro Vasconcelos abrilhantam ato cívico

O hasteamento das bandeiras foi feito ao som do hino nacional, executado pela banda da Polícia Militar, e do hino de Vitória da Conquista, executado pela Filarmônica Municipal Maestro Vasconcelos, que neste ano completou 50 anos de existência.

Ivanildo da Silva, tenente coronel da Polícia Militar

“Hoje nós temos muito a comemorar, pois Conquista vem crescendo bastante ao longo dos anos. É comum a gente vê pessoas que não são daqui começar a morar nessa cidade e descobrir que aqui realmente é um porto seguro”, salientou o tenente coronel da Polícia Militar, Ivanildo da Silva.

Médicos cubanos, recém-chegados a cidade pelo Programa Mais Médicos, acompanharam a solenidade

A solenidade oficial pelos 173 de Vitória da Conquista contou com a presença de secretários, coordenadores e demais membros da equipe do Governo Municipal e dos deputados Marcelino Galo, José Raimundo Fontes, Waldenor Pereira; dos vereadores Florisvaldo Bittencourt, Coriolano Moraes, Hermínio Oliveira, Lúcia Rocha e Sidney Oliveira. A homenagem ao município também contou com a notória participação da equipe de médicos cubanos do Programa Mais Médicos e de representantes da sociedade civil.

Festividade foi acompanhada por representantes do poder público municipal e sociedade civil

Destaque nacional – Nesta semana, em que está sendo comemorado mais um aniversário de emancipação política, a capital do sudoeste baiano se destacou novamente em todo o país. Conforme um levantamento divulgado em setembro pelo Ibope Inteligência, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografa e Estatística (IBGE) para os anos de 2004 a 2010, Vitória da Conquista está inserida em um grupo de 48 cidades médias, acima de 200 mil habitantes, que se desenvolve mais rapidamente do que a média nacional. “Essa pesquisa revela a cidade mostrando sua posição no cenário baiano e a sua economia com distribuição de renda”, declarou o prefeito.

Florisvaldo Bittencourt, líder de governo na Câmara

José Raimundo Fontes, deputado estadual

O destaque divulgado no levantamento vai para o desenvolvimento em ritmo acelerado do município, bem como as oportunidades que são oferecidas para fomentar a geração de empregos. “Vitória da Conquista está de parabéns pelo seu povo aguerrido, que trabalha e constrói a nossa cidade a cada dia. A administração também está de parabéns, pois tem trabalhado para que o município continue crescendo e se desenvolvendo”, declarou o vereador Florisvaldo Bittencourt, líder de governo na Câmara.

“Estamos vivendo uma fase histórica de extrema relevância e dinamismo socioeconômico, cultural e econômico. A cidade cresce, se desenvolve, expande, cria oportunidades, mas sempre com característica de envolver a população e, sobretudo de trazer benefícios sociais”, declarou o deputados estadual José Raimundo Fontes.

Waldenor Pereira, deputado federal

Marcelino Galo, deputado estadual

O deputado federal Waldenor Pereira também destacou o desenvolvimento de Vitória da Conquista. “Estamos vivendo uma data especial, pois nossa cidade vive um momento de grande progresso”, reforçou.

Durante a solenidade, o deputado estadual Marcelino Galo lembrou ainda acerca da relevância da participação popular que é estimulada no município. “São 173 anos de história, sendo que nos últimos 16 anos tivemos grandes transformações como a incorporação democrática da população na gestão, com a criação de conselhos e políticas de controle social”, certificou.

 

– See more at: http://www.pmvc.ba.gov.br/v2/noticias/ato-civico-e-apresentacoes-culturais-celebram-os-173-anos-de-vitoria-da-conquista/#sthash.gmqGEey7.dpuf

Malhada de Pedras: Governador Jaques Wagner inaugura adutora que levará água ao município

 malhada de pedras

Na manhã desta sexta-feira (07), o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), acompanhado de uma comitiva composta por deputados, prefeitos e vereadores, esteve na cidade de Malhada de Pedras para inaugurar a Ampliação do Sistema de Abastecimento de água do município, a Praça Monsenhor Antônio Fagundes e a Praça Quadrangular. Dentre as inaugurações, a construção da adutora que leva água de Brumado (Barragem de Cristalândia) para o município, obra esta orçada em R$ 2 milhões, concluída em parceria com a Embasa, era um dos principais pleitos da população que, há muito tempo, sofria com o desabastecimento.

 

Moradores da zona rural e urbana também estiveram presentes a cerimônia realizada no centro da cidade, inclusive, representando-os, a presidente da Associação de moradores da Cacimba, senhora Nildes, entregou ao governador uma cesta de artigos do artesanato local e declamou um cordel em agradecimento. Ao fim da solenidade, foi servido um almoço para toda a comunidade em um colégio do município.

 (Foto: Wilker Porto | Brumado Agora)

Juventude do PT defende candidatura de Rui Costa ao governo

entreevista Rui costa

Ao se aproximar o prazo para a definição do candidato do PT à sucessão de Jaques Wagner, diversos setores do partido começam a tornar pública sua preferência. Desta vez, foi a Juventude do PT que apontou Rui Costa, deputado federal licenciado e atual secretário da Casa Civil, como o preferido para governar o Estado. “Estamos convictos que o dia 30 significará a construção da unidade do PT. A unidade com diálogo e com respeito a nossa pluralidade interna, celebrando a união que se dará em torno do nome do companheiro Rui”, afirmou Vinícius Alves, secretário estadual de Juventude do PT Bahia. Segundo os jovens petistas, Rui Costa tem uma trajetória mais ligada às lutas da juventude e representa a renovação nos quadros do PT. Para Vladimir Costa, coordenador de Políticas de Juventude da Bahia, “Rui foi o responsável pela criação dos principais programas e ações do Governo Wagner à frente da SERIN, como os programas Trilha e Neojibá, a Coordenação e o Conselho Estadual de Políticas para a Juventude (CEJUVE). Ele entende e se identifica com as nossas pautas”. Além da juventude do PT, militantes e dirigentes de diversos movimentos sociais ligados ao tema estudantil também revelaram seu apoio a Rui Costa, como o coordenador do DCE da UFBA, Yuri Brito, a presidenta do CEJUVE pela Pastoral da Juventude, Michelle Vieira, e a diretora nacional da UNE, Daniele Ferreira. Esta destacou, ainda, que o perfil de Rui Costa é o melhor para dialogar com os movimentos que ocupam as ruas. “A juventude que está na rua não quer saber dos 10 anos que passou. Quer olhar para frente. E Rui está antenado com a necessidade de pensar as políticas para os próximos 10 anos”, defendeu Daniele.

Homem enterrado vivo em Ferraz de Vasconcelos – Em São Paulo.

 

Polícia investiga caso do homem enterrado vivo; veja

 

 

  • Caso ganhou repercussão internacional

A Polícia Civil de São Paulo confirmou que um homem foi encontrado enterrado vivo no Cemitério Parque do Cambiri, em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. A notícia ganhou repercussão esta semana, com a divulgação do vídeo do resgate no portal britânico Daily Mail.

Segundo o DM, uma mulher que visitava O túmulo da família viu quando braços para fora de uma cova. Ela disse que ouviu ruídos fracos e, em seguida, percebeu a movimentação de terra. O assunto vinha sendo tratado como falso, mas agora, segundo o carioca Extra, a polícia vai começar a investigar.

http://www.youtube.com/watch?v=Me8JuvkTvOg#t=16

Um poema para Vitória da Conquista e em sua homenagem. NOTURNO DE VITÓRIA DA CONQUISTA – 173 anos de emancipação política

Vicente Quadros Por Mozart Tanajura*

 

Aniversario de conquista

 

Vai-se avermelhando o poente E ainda bem a noite não desce, o nevoeiro cobre a serrania E na distância pontos indecisos vão sumindo. Agora, noite Miríades de lâmpadas acendem em meio a garoa que cai intermitente. Vento fino feito navalha, dilapida as carnes e os edifícios. Luzes e raios que piscam na falda do Periperi.

Serão estrelas? — São faróis na BR-116, Rio-Bahia. Companheiro em trânsito, que vais descendo serra, vindo da Bahia, ou subindo, vindo de Minas Gerais, vem ver a nossa cidade. Mas silêncio, ela vai nascer, ou a sua história.

Manhã de 9 de novembro de 1840. Do sertão de Caetité está chegando Joaquim Venâncio de Almeida. Ele vem, da parte do rei, instalar a Imperial Vila da Vitória. João Dias de Miranda, último filho vivo do Coronel João Gonçalves da Costa, conta as sagas da conquista e fundação do arraial: — Meu pai, junto a mim, no combate decisivo, quando os índios, rebelados, ameaçavam-nos vencer, fez uma promessa à Virgem: — se a vitória fôr nossa, ó Nossa Senhora da Vitória, mando fazer uma igreja onde a vossa imagem será louvada para sempre!

E naquele instante angustioso, como por milagre, os índios foram cedendo, cedendo, e a vitória ficou de nosso lado.

A capela e o povoado foram construídos. Agora, silêncio completo. Luiz Fernandes de Oliveira está assinando o Auto de Posse como primeiro presidente da Câmara.

Agora, a Vila está crescendo. Já tem barracão, casas de telhas e quitandas. Os senhores vereadores passeiam pelo terreiro da Imperial Vila da América Passam-se os anos como num romance. A cidade progride. Multiplicam-se as casas e as ruas que surgem batizadas pelo povo: Rua Grande, Boiada, Espinheiro, Muranga, Magassapo, Vargem, Sete Casas, Juazeiro, Misericórdia… Aparecem as avenidas e os bairros que crescem desordenadamente. De toda parte vem gente para ficar. gente, filho do Norte, gente, filho do Sul os nossos irmãos do Nordeste: alagoanos, sergipanos, paraibanos, pernambucanos… retirantes que fogem à seca E os sertanejos da caatinga esturricada: toda esta gente morena e máscula que tem o Brasil! E vem também do estrangeiro, que o estrangeiro é boa praça: americanos, japoneses, italianos, sírios, gregos, libaneses… É Conquista que surge. Enamorado de suas belezas e da sua história, canta o seu filho querido, poeta e cronista da cidade, Bruno Bacelar de Oliveira: “Grande, boa e hospitaleira, Conquista hospeda quem queira No seu solo trabalhar. A todos tem como filho E trata com afeto e brilho Ao que deseja lidar. É fria, quando na serra, cai a neve e cobre a terra, Algente véu de algodão, Assim de noiva vestida, A cidade preferida, Fala mais ao coração. Três sangues deram-lhe a sina: Africano o de Faustina, A nota de Mongoiós; De João Gonçalves, fremente, O português latente E caboclo o de seus avós”. Conquista agita, estremece, avança, nada a detém nesta dança do seu dinâmico destino. Nomes e numea, hoje, cantam a sua vitória: Terminal rodoviário, estádios de futebol, hospitais, rádios que levam longe o sou progresso; Rádio Clube de Conquista, líder e pioneira, Rádio Regional, a dinâmica do ar, FM e Bandeirantes, praças arborizadas, canais de televisão, feiras cobertas, centro de Abastecimento, Mercado de Artesanato onde se vende de tudo: cestas , gamelas, toalhas bordadas, bijouterias, bonecas de pano, panelas de barro, peneiras de taquara, caçuás… tudo feito pela mão de nossa gente, jornais, Centro Industrial, polo cafeeiro, colégios, universidades, edifícios re- sidenciais, centro de comércio e lazer, energia elétrica, água tratada, conjuntos de habitação popular, Casa da Cultura, museus, bibliotecas, arquivos, ateliês de artes plásticas, transportes urbanos e rural. E suas belezas naturais quem saberá decrevê-las? A Serra do Periperi, a Lagoa das Flores, a Serra da Tromba, visão edênica do poeta Maneca Grosso, o mirante da Serra do Espinhaço, o Poço Escuro com suas árvores nativas e águas cristalinas, a Cachoeira do Marçal, os pores-de-sol suaves, cor-de-rosa. lilazes, roxos sangrentos…. E o que a não do homem criou no desejo do eternizar-se? As estátuas de Cajaiba, o Cristo de Mário Cravo, a arquitetura da lª Igreja Batista, o Solar dos Fonsecas, a pintura de Egberto Aragão e Romeu Ferreira, os poemas de Camilo de Jesus Lima e Jesus Gomes dos Santos, a filosofia de Yolando Fonseca e a filologia de José de Sá Nunes. As fazendas de nomes expressivos: Quatis, São Bernardo, Graciosa, Batalha, Borda da Mata, Recruta com seus rebanhos bovinos: nelore, holandês, gir, hereford, guzerá… Êh, boi! boi que uma dia Martin Afonso de Sousa trouxe para a sua capitania e se espalhou por esse Brasil gigante. Companheiro em trânsito, vem ver a nossa cidade em seu noturno envolvida. Vem , vem comigo. Uma noite… Caminhemos juntos. Silêncio, no ouves? São as rosas desabrochando nos jardins das residências. Todas as noites eu ouço elas desabrocharem metade cheia de pétalas, metade cheia de cal, grandes rosas noturnas que crescem e se avolumam pela grande noite da conquista. As vozes das tribos mortas estão ecoando nas quebradas. — Adeus, cabanas de índios. — Adeus,filhas das florestas que tecem flores mais lindas que as orquídeas da campina. — Adeus, chefe Capivara Suas terras sero tomadas pela armas assassinas.

— Não peguem nestas roupas envenenadas. — Não comam destas comidas triçoeiras. — Fechem as portas de suas cabanas — Escondam bem os seus arcos, olhem que vão cortar suas cordas. O coro das senzalas, envolto nas vozes dos grilos, vão se ensurdecendo nas últimas esquinas. — Foge, Leocádia, foge Eói, foge Joaquim, escravos do Coronel Felisberto Pereira de Oliveira. — Fogem negros mocambados. Lá vem Capitão-do-mato trazendo correntes, gargantilhas, açoites e uma tropa de 400 cartuchos para exterminá-los de vez.

Maurícia, linda mucama, matriculada na Intendência, está comprando a liberdade por 400 mil réis. Sorte igual no teve a pobre Inês… Deu tudo que tinha: suor, amor , economia. Empenhou jóias, ouro, prata, mudou de dono e senhor e não teve a sua alforria. Companheiro em trânsito, que nesse silêncio da noite, meus passos seguem em visita veja quem vem de longe nesta romaria esquisita: São cavaleiros embuçados que vão deslizando como sombras pela grande noite da terra. São jagunços apressados que disparam pela Rua Grande onde Meletes e Peduros digladiam sem cessar. Tibúcio foi baleado, Teotônio morreu, Neca Andrade não se sabe para onde foi Maneca Moreira correu e o juiz subiu a serra montado num boi. Êta Conquista de morte! Mal cessa a guerra dos Meletes, Olimpinho, numa coorte, vem dar o troco do fogo acontecido em Verruga. Conquista, desprotegida, não sabe como fazer. — Reunam-se os homens de bem, — Toquem os sinos em debandada, Olimpinho é de tremer. Dino salta na frente, a jagunçada o acompanha, põe o valente a correr. Vão-se os jagunços, ficam os letrados com seus jornais. Escrevem, discutem, brigam, iluminam porém as chamas se levantam no ar em espirrais. Há gritos, vaias, falação. — Queimaram O Avante, o órgao da revolução. Fala toda a imprensa do atentado sem perdão deste do Avante e de outros que virão.

O coro dos mortos se confunde com os ventos da madrugada: — Nesta terra da Conquista mata-se por dem-reis-coados e por-dê-cá – aquela-palha Mata-se no claro dia, no escuro das valas ou na noite enluarada. Mata-se por empreitada, por tal preço combinado, a domicílio ou no mato, a prestaço ou fiado. Mas a voz do poeta, que vem da celeste altura, abafa os rumores da noite: —“Conquista, tesouro imenso, o mais belo da Bahia. Tem mais brilho aqui o sol, tem mais amores em teus lares que luzes o arrebol”… Companheiro em trânsito, Adeus! podes seguir teu caminho. As rosas desabrocharam no silêncio da noite. O nascente tinge-se de ouro e a névoa deixa a serrania. Agora, dia. Conquista se veste de esperança para a festa da manhã Já se ouve carros que roncam no asfalto, ferros que malham nas oficinas, portas que rangem e abrem, caminhões que descarregam, ônibus que partem, came1ôs que apregoam carregadores que suam, bóias-frias que vão para os cafezais, carroceiros que gritam apressados, estudantes que vão às aulas, gente que busca o trabalho: homens, mulheres, crianças.

Do barburinho da rua, tecida no afã de cada dia, com ferro suor e argamassa, está surgindo a Grande Conquista

9 de novembro – Vitória da Conquista 173 anos de emancipação política – seus simbolos; brasão, hino, bandeira e sua história.

SIMBOLOS DO MUNICIPIO: O BRASÃO, O HINO E A BANDEIRA

BANDEI~1

85PX-B~1

image003

Hino de Vitória da Conquista

Conquista, jóia do sertão baiano; Esperança ridente do brasil A ti, meu orgulho soberano. O afeto do meu peito juvenil A ti minha esperança no futuro Os sonhos do meu casto coração, És e sempre serás meu palinuro Ó pérola fulgente do sertão

Refrão: Conquista tesouro imenso… O mais belo da bahia, Que primor, que louçania Tem mais brilho aqui o sol; Conquista terra das rosas, De florestas seculares, Tem mais amor em seus lares, Que luzes no arrebol.

(refrão)

Deixar o doce encanto destas ruas, Deixar teu céu que tanto bem almeja, Eu morreria de saudades tuas Minha querida terra sertaneja, Entretanto, se a pátria me exigir, Deixar-te para a pátria defender Este afeto bairrista é vã mentira, Pelo brasil inteiro irei morrer!

(refrão)

Surge o sol, fogem pássaros dos ninhos! Todos vão venturosos trabalhar; Eu também imitando os passarinhos Deixo o morno regaço do meu lar, Para a escola caminho satisfeito, Da pátria vou saber as glórias mil Conquista, que emoção vibra em meu peito… Ao fitar-te no mapa do brasil.

PTN-PB002

250PX-~1

O Arraial da Conquista foi fundado em 1783 pelo sertanista português João Gonçalves da Costa, nascido em Chaves em 1720, no Alto Tâmega, na região de Trás-os-Montes que com dezasseis anos de idade, foi para o Brasil ao serviço de D. José I, Rei de Portugal, com a missão de conquistar as terra ao oeste da costa da Bahia. Anteriomente já havia lutado ao lado do Mestre-de-Campo João da SilVitoria_da_Conquista_Brasilva Guimarães, líder da Bandeira responsável pela ocupação territorial do Sertão, iniciada em 1752. A origem do núcleo populacional está relacionada à busca de ouro, à introdução da atividade pecuária e ao próprio interesse da metrópole portuguesa em criar um aglomerado urbano entre a região litorânea e o interior do Sertão. Portanto, integra-se à expansão do ciclo de colonização dos fins do século XVIII. Através da Lei Provincial N.º 124, de 19 de maio de 1840, o Arraial da Conquista foi elevado à Vila e Freguesia, pasando a se denominar Imperial Vila da Vitória, com território desmembrado do município de Caetité, verificando-se sua instalação em 9 de Novembro do mesmo ano. Em ato de 1º de Julho de 1891, a Imperial Vila da Vitória, passou à categoria de cidade, recebendo, simplesmente, o nome de Conquista. Finalmente, em dezembro de 1943, através da Lei Estadual N.º 141, o nome do Município é modificando para Vitória da Conquista. Juridicamente, o Município de Vitória da Conquista esteve ligado a Minas do Rio Pardo, depois, em 1842, ficou sob a jurisdição da Comarca de Nazaré. Por Decreto N.º 1,392, de 26 de Abril de 1854, passou a termo anexo à Comarca de Maracás e, posteriormente, à Comarca de Santo Antônio da Barra (atual Condeúba), até 1882, quando se transformou em Comarca. Até a década de 1940, a base econômica do município se fundava na pecuária extensiva. A partir dai, a estrutura econômica e social entraria em um novo estágio, com o comércio ocupando um lugar de grande destaque na economia local. Em função de sua privilegiada localização geográfica, com a abertura da estrada Rio-Bahia (atual BR-116) e da estrada IlhéusLapa, o município pode integrar-se às outras regiões do estado e ao restante do país; e logo passou a polarizar quase uma centena de municípios do sudoeste da Bahia e norte de Minas. O território onde hoje está localizado o Município de Vitória da Conquista foi habitado pelos povos indígenas Mongoiós, subgrupo Camacãs, Ymborés (ou Aimorés) e em menor escala os Pataxós. Os aldeamentos se espalhavam por uma extensa faixa, conhecida como Sertão da Ressaca, que vai das margens do alto Rio Pardo até o médio Rio das Contas. Os índios mongoiós (ou Kamakan), aimorés e pataxós pertenciam ao mesmo tronco: Macro-Jê. Cada um deles tinha sua língua e seus ritos religiosos. Os mongoiós costumavam fixar-se numa determinada área, enquanto os outros dois povos circulavam mais ao longo do ano. Os aimorés, também conhecidos como Botocudos, tinham pele morena e o hábito de usarem um botoque de madeira nas orelhas e lábios – daí o nome Botocudo. Gostavam de pintar o corpo com extratos de urucum e jenipapo. Eram guerreiros temidos, viviam da caça e da pesca e dividiam o trabalho de acordo com o gênero, cabendo às mulheres o cuidado com os alimentos. Os homens ficavam responsáveis pela caça, pesca e a fabricação dos utensílios a serem utilizados nas guerras. Já os pataxós não apresentavam grande porte físico. Fala-se de suas caras largas e feições grosseiras. Não pintavam os corpos. A caça era uma de suas principais atividades. Também praticavam a agricultura. Há pouca informação a respeito dos Pataxós. Os relatos afirmam que os Mongoiós ou Kamakan era donos de uma beleza física e uma elegância nos gestos que os distinguiam dos demais. Tinham o hábito de depilar o corpo e de usar ornamentos feitos de penas, como os cocares. Praticavam o artesanato, a caça e a agricultura. O trabalho também era divido de acordo com os gêneros. As mulheres mongoiós eram tecelãs. A arte, com caráter utilitário, tinha importância para esse povo. Eles faziam cerâmicas, bolsas e sacos de fibras de palmeira que se destacavam pela qualidade. Os mongoiós eram festivos, tinham grande respeito pelos mais velhos e pelos mortos. Aimorés, Pataxós e Mongoiós travaram várias lutas entre si pela ocupação do território. O sentido dessas lutas, porém, não estava ligado à questão da propriedade da terra, mas à sobrevivência, já que a área dominada era garantia de alimento para a comunidade.

Os índios e os colonizadores A ocupação do Sertão da Ressaca foi realizada com a conquista dos povos indígenas. Primeiro, João Gonçalves da Costa enfrentou o povo Ymboré. Valentes, resistiram à ocupação do território. Por causa da fama de selvagens, foram escravizados pelos colonizadores. Os Mongoyó, tinham primitivamente naqueles índios os seus principais inimigos por serem êles ferozes e crueis e que impediam a circulação na região quando saiam em busca de caças por isto se aliaram aos portugueses para derrotá-los. Depois dos Ymboré, foi a vez dos Pataxó. Eles também resistiram à ocupação estrangeira, mas acabaram se refugiando para o sul da Bahia, onde, em número reduzido, permanecem até hoje, lutando para preservar sua identidade e seus costumes, com o apoio da FUNAI. Os Kamakan-Mongoyó conseguiram estabelecer relações mais estreitas com os colonizadores a fim de garantir sua manutenção como povo. Ajudaram os portugueses na luta contra os Ymboré. Em 1782, ocorreu a batalha que entrou para a história de Vitória da Conquista como uma das mais importantes. Sabe-se que naquele ano, aconteceu uma fatídica luta entre os soldados de João Gonçalves da Costa e os índios. Os soldados, já fatigados, buscavam forças para continuar o confronto. Na madrugada posterior a uma dia intenso de luta, diante da fraqueza de seus homens, João Gonçalves da Costa teria prometido à Nossa Senhora das Vitórias construir uma igreja naquele local, caso saíssem dali vencedores. Essa promessa foi um estimulante aos soldados que, revigorados, conseguiram cercar e aniquilar o grupo indígena que caiu, no alto da colina, onde foi erguida a antiga igreja, demolida em 1932. Não se sabe ao certo se essa promessa foi realmente feita, mas essa história tem passado de geração em geração. A História nos relata que no período de 1803 e 1806, os colonizadores e os indios nativos viviam momentos de paz e animosidade. Os Mongoyó, sempre valentes guerreiros, continuavam a sofrer e não esqueciam as derrotas passadas perante os colonizadores e preparavam vinganças, mesmo depois de firmar acordo de paz. Passaram então a usar de um atifício para emboscar e matar os colonizadores estabelecidos no povoado. A estratégia consistia em convidar os colonizadores a conhecerem pássaros e animais selvagens nas matas próximas à atual Igreja Matriz provavelmente as matas do Poço Escuro, atualmente uma reserva florestal. Ao embrenhar na mata o índio então com ajuda de outros, já dentro da mata emboscava e matava o homen branco, desaparecendo com o corpo. Isto de modo sucessivo, até que um colono, após luta corporal, conseguiu fugir e avisar às autoridades estabelecidas e demais colonos qual foi o destino de tantos homens desaparecidos. Do mesmo modo se estabeleceu uma vingança por parte dos colonos contra tamanha ousadia. Foram então os índios chamados a participar de uma festa e quando se entregavam à alegria foram cercados de todos os lados e quase todos mortos. Depois disto os indios embrenharam-se nas matas e o arraial conseguiu repouso e segurança. Êste episódio passou a se chamar de o “banquete da morte”. Anibal Lopes Viana escreveu na Revista Histórica de Conquista, “é bem verdade que nas Américas os procedimentos eram os mesmos porem foram muitos mais bárbaros os procedimentos dos espanhóis com os Incas no Peru e com os Astecas no México“, assim como o exterminio deliberado dos índios pelos inglêses e americanos nos Estados Unidos. Os relatos mais precisos sôbre os índios, os colonizadores, a botânica e os animais que aqui viviam no período da colonização, foi feito pelo Princípe Maximiliano de Wied Neuwied ou Prinz Maximilian Alexander Philipp von Wied-Neuwied, (ver também Maximilian zu Wied-Neuwied), naturalista e botânico alemão, no livro “Viagem ao Brasil”, no trecho “Viagem das Fronteiras de Minas Gerais ao Arraial de Conquista”, quando aqui passou em março de 1817.

Infraestrutura

Vitória da Conquista possui uma estrutura compatível com sua população, a terceira maior da Bahia. Um comércio forte e muito dinâmico contando com grande número de empresas além de um shopping center e vários centros comerciais. Esse pujante comércio abrange toda a regiao sudoeste do estado além do norte de Minas Gerais, influenciando uma população estimada em 2 milhões de pessoas, o que coloca a cidade entre os cem maiores centros comerciais do país. A cidade também conta com um setor de saúde público e privado muito bem estruturado, que renderam a ela, prêmios a nível nacional e internacional, freqüentemente seu modelo de saúde pública tem servido de exemplo até mesmo para outros países. Conquista também se destaca por possuir um setor educacional privilegiado, formado por excelentes escolas conveniadas com as melhores redes de ensino do país, além de contar com várias faculdades, tais como: FAINOR ( Faculdade Independente do Nordest), FTC ( Faculdades de Tecnologia e Ciências), FJT ( Faculdade Juvêncio Terra),(Privadas), UFBA, CEFET, UESB (públicas),o que a consagra como um importante pólo de educação superior com cerca de 12 mil universitários, não só para o estado da Bahia, como para todo o Brasil. Destacam-se setores da economia como o moveleiro considerado o maior pólo desta natureza no estado; a cidade é grande produtora e exportadora de café e, atualmente, a construção civil tem sido o grande destaque na economia da cidade, na indústria destacam-se o Grupo Marinho de Andrade (Teiú e Revani), Coca-Cola, Dilly Calçados, Umbro, Kappa, Café Maratá,  Tubos KEP,  CHIACHIO, indústria de copos descartáveis,dentre outras.Vitória da Conquista possui uma estrutura compatível com sua população, a terceira maior da Bahia. Um comércio forte e muito dinâmico contando com grande número de empresas além de um shopping center e vários centros comerciais. Esse pujante comércio abrange toda a regiao sudoeste do estado além do norte de Minas Gerais, influenciando uma população estimada em 2 milhões de pessoas, o que coloca a cidade entre os cem maiores centros comerciais do país.

Desenvolvimento

A região de Vitória da Conquista, compreendendo os municípios de Barra do Choça, Planalto, Encruzilhada, Ribeirão do Largo e Poções, devido à loclização em uma altitude próxima de 1.000 acima do nível do mar e por não ter geadas, sempre foi uma produtora de café. Entretanto a partir do ano de 1975 esta cultura agrícola foi incrementada com financiamentos subsidiados pelos bancos oficiais, passando a região a ser a maior produtora do norte e nordeste do Brasil. A partir do final dos anos 1980, o município realça sua característica de pólo de serviços. A educação, a rede de saúde e o comércio se expandem, tornando a cidade, a terceira economia do interior baiano. Essa pólo variado de serviços atrai a população dos municípios vizinhos. Paralelamente à expansão da lavoura cafeeira, um pólo industrial passou a se formar em Vitória da Conquista, com a criação do Distrito Industrial dos Ymborés. Nos anos 90, os setores de cerâmica, mármore, óleo vegetal, produtos de limpeza, calçados e estofados entram em plena expansão. O ano de 2007 foi considerado o marco inícial de um novo cíclo na agricultura regional, ciclo este fundamentado no plantio de cana-de-açucar, para produção sobretudo de etanol e no plantio de eucalipto destinado a produção de carvão para a indústria siderúrgica do norte de Minas Gerais, essências e madeira serrada que substituira a madeira de lei nativa cada vez mais escassa. Já estão plantados neste ano, mais de vinte milhões de pés de eucalípto. As micro-indústrias, instaladas por todo o Município, geram trabalho e renda. Estas indústrias produzem de alimentos a cofres de segurança, passando por velas, embalagens e movelaria, além de um pequeno setor de confecções. A educação é um dos principais eixos de desenvolvimento deste setor. A abertura do Ginásio de Conquista em 1940, mais conhecido como Ginásio  do Padre Palmeira formou os professores que consolidaram a Escola Normal, ( IEED), o Centro Integrado Navarro de Brito, além das primeiras escolas privadas criadas no Município. A abertura da Faculdade de Formação de Professores, em 1969, respondeu à demanda regional por profissionais melhor formados para o exercício do magistério. A partir da década de 90, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia multiplicou o número de cursos oferecidos. Também nessa década, surgiram três instituições privadas de ensino superior. O setor de saúde ganhou novas dimensões. Antigos hospitais foram aperfeiçoados, clínicas especializadas foram abertas e a Rede Municipal de Saúde se tornou, a partir de 1997, referência para todo o País. Esse fato criou condições para que toda a região pudesse se servir de atendimento médico-hospitalar compatível com o oferecido em grandes cidades. Hoteleiros, empresários, comerciantes atacadistas e profissionais liberais formam os segmentos que, junto com a Educação e a Saúde, fizeram a infra-estrutura da cidade abarcar, além de migrantes, a população flutuante que circula na cidade diariamente.

O desenvolvimento da cidade também é atestado pelos índices econômicos e sociais. O Índice de Desenvolvimento Econômico subiu do 11º lugar no ranking baiano, em 1996, para 9º, em 2000. O Índice de Desenvolvimento Social deu um salto: subiu do 24º para o 6º lugar. O IDH – Índice de Desenvolvimento Humano também saltou do 30º lugar em 1991 para 18º em 2000. Dos 20 melhores IDHs baianos, Vitória da Conquista foi o que mais melhorou.

Turismo

A cidade oferece como atrações turísticas o Cristo Crucificado da Serra do Periperi, de Mário Cravo, executada entre os anos de 1980 e 1983, medindo 15 mt de altura e 12 mt de largura, Reserva Florestal do Poço Escuro, Parque da Serra do Piriperi, além de enventos como a Micareta, aqui chamada de Miconquista e o Festival de Inverno da Bahia, , evento de inverno oficial da Rede Bahia afiliada da Rede Globo de Televisão na Bahia. a EXPOCONQUISTA- Exposição nacional de animais e produtos derivados, que acontece todo ano no final do mês de março. O Museu da História Política, Casa de Régis Pacheco, contem um acêrvo de quadros com todos os políticos que governaram a cidade desde a sua emancipação, além de mostrar a arquitetura da metade do século XX, muito bem preservada. A cidade possui vários monumentos onde se destacam, o Monumento ao Índio, o Monumento da Bíblia Sagrada, Monumento ao Princípe maximiano Wind, Monumento ao Índio, o Monumento às Águas, o Monumento aos Mortos e Desaparecidos Políticos da Bahia, no período do regime militar instalado em 1964, localizado no Jardim das Borboleta e o Monumento a Jaci Flores. Este último monumento, além da vida da homenageada, a primeira mulher comerciante legalmente estabelecida em Vitória da Conquista, descendente do casal fundador do Arraial da Conquista, Josefa e João Gonçalves da Costa, relata também a ligação histórica entre Vitória da Conquista, na Bahia e Chaves em Trás os Montes, com trabalhos em faiança portuguêsa, representando o brasão de cada uma destas duas cidades. Faz parte ainda deste conjunto, mais de vinte árvores de Pau Brasil plantados em 10 de fevereiro de 2004, data da inauguração, representando os índios (moradores primitivos), os colonos, os que aqui hoje vivem, estando estas árvores aguardando os futuros habitantes de Vitória da Conquista (foto). A cidade tem mostrado uma grande vocação para o turismo de negócios, devido ao contínuo crescimento econômico que tem experimentado. Possui Estação  Rodoviária, com linhas diárias para todas as cidades da região e principais cidades do país, além de um Aeroporto para aeronaves de médio porte com voos diários pelas empresas  e Passaredo , TRIP e GOLpara diversas cidades brasileiras. A cidade ganhará um Aeroporto Moderno, localizado a 5Km da BR-116, em direção ao distrito de Iguá.

Geografia

Clima Vitória da Conquista tem um clima tropical, amenizado pela relativa altitude do lugar, tem umas das temperaturas mais amenas no estado Bahia chegando a registrar 6,2°C em 2006, perdendo apenas para as cidades mais altas da Chapada Diamantina, como Piatã). “As chuvas de neblina“, como são chamadas, se concentram no período de Abril a Agosto, já “as chuvas das águas” (mais intensas e fortes) ficam concentradas de Outubro a Março.

Vegetação O engenheiro agrônomo Ângelo Paes de Camargo distribui a vegetação da região de Vitória da Conquista, seguindo-se do interior para o litoral, em faixas: Faixa A – Caatinga ou cobertura acatingada – Vegetação típica de áreas com deficiências hídricas acentuadas, incompatíveis com a cafeicultura. Seus solos são em geral rasos, pedregosos e acidentados. Faixa B – Carrasco, também conhecido como “campos gerais“ou cerrado – É uma vegetação baixa, mais aberta, típica de terra muito pobre e seca. Encontra-se geralmente no espigão divisor das vertentes marítimas continentais a altitudes da ordem de 1.000m ou mais, em solos arenosos. Essa faixa é considerada inapta à cafeicultura. Ela pode ser encontrada também a sudeste da estrada Rio-Bahia. Faixa C – Mata de Cipó. Esta cobertura parece ser a predominante no platô. Vem em geral logo abaixo do carrasco. É uma vegetação alta, fechada com muitas lianas, ou cipós, epífitas (orquídeas) e musgos (barba de mono). Encontram-se muitas madeiras de lei, como pau-de-leite, jacarandá, angico, etc. Também farinha-seca, ipê (pau-d’arco) são frequentes. Como vegetação secundária é abundante: corona, cipó-de-anta, pitiá, caiçara, avelone, bem como capim corrente ou barra-do-choça, além dos amargoso e tricoline. Faixa D – Mata-de-Larga. É a vegetação que predomina logo abaixo da Mata-de-Cipó. Muitas vezes aparece em transição com essa. A Mata-de-Larga é mais baixa e mais aberta que a de Cipó. Apresenta muita samambaia, sapé, capim Andrequicé e muitas leguminosas. São também encontradas muitas palmeiras, planta que falta na Mata-de-Cipó. As áreas de Mata-de-Larga são mais úmidas. A vegetação secundária e a relva resultante é mais verde na estação seca que na Mata-de-Cipó. A cafeicultura deve encontrar condições climáticas satisfatórias em terras de Mata-de-Larga. A maior disponibilidade hídrica deve reduzir os problemas com incidência de ferrugem. Praticamente esta vegetação encontra-se toda a sudeste da Rio-Bahia. Faixas E e F – Mata Fria e Mata Fluvial Úmida – São as vegetações que aparecem nas bordas e nas escarpas sudeste do platô, logo depois da Mata-de-Larga. São áreas úmidas que estão sob influência das correntes aéreas frias e úmidas vindas do oceano. Os invernos são muito sujeitos a frequentes e prolongados nevoeiros. Em plena estação seca… a vegetação herbácea se mantém inteiramente verde. A mata não apresenta praticamente nenhuma madeira de lei. Predomina a madeira branca.”(MEDEIROS, Ruy H. A. – Notas Críticas ao livro “O Município da Vitória”de Tranquilino Torres, p.87)

RelevoSeu relevo é geralmente pouco acidentado na parte mais elevada, suavemente ondulado, com pequenas elevações de topos arredondados. Seus vales são largos, desproporcionais aos finos cursos d’água que aí correm, de fundo chato e com cabeceiras em forma de anfiteatro. Ocorrem no platô elevações geralmente de encontas suaves (embora existam aquelas com encostas íngremes), que podem atingir 1.000m ou mais. A Serra do Periperi, por exemplo, localizada a Norte/Noroeste do núcleo urbano de Vitória da Conquista, tem cota máxima de cerca de 1.109m e mínima de 1.000m, enquanto que seu entorno próximo apresenta altitudes que variam de 857 a 950 metros. Outros exemplos de altitudes acima de 1.000 metros são verificáveis em “Duas Vendas” (Município de Planalto) adiante da “Fazenda Salitre”(em Poções), em terrenos íngremes, e a “Serra da Ouricana” (uma das serras localmente conhecida como “Serra Geral”), em Poções e Planalto. A medida que as altitudes caem e que se aproxima das encostas, o relevo torna-se fortemente ondulado.” (MEDEIROS, Ruy H. A. – Notas Críticas ao livro “O Município da Vitória”de Tranquilino Torres, p.67)

Principais bairros Entre os vários bairros que compõem a cidade de Vitória da Conquista, destacam-se o Centro, Aírton Sena, Alto Maron, Bateias,   Boa Vista, Brasil, Campinhos Candeias, Cruzeiro,  Distrito Industrial, Espírito Santo, Felícia, Guarani, Ibirapuera, Jatobá, Jurema, Lagoa das Flores,  Nossa Senhora Aparecida , Universidade, Patagônia,Primavera, Recreio,  São Pedro, Zabelê

POLÍTICA

Por volta de 1890, a Imperial Vila da Vitória já toma aspecto de cidade. Em 1888, o coronel Durval Vieira de Aguiar. Em seu livro DESCRIÇÕES PRÁTICAS DA PROVÍNCIA DA BAHIA faz um relato detalhado do centro urbano do ex-povoado: “A Vila edificada em terreno acidentado ao pé da serra denominada de piriperi. As casas são térreas… A praça é quadrilonga e de ladeira, Ficando no centro a matriz… O comércio é pequeno e também o mercado da feira… Tudo isso não tem desenvolvimento pela falta de meio de exportação. Percebe-se, então, que estas determinantes da estrutura agrária montada naquela época constituíam-se em fatores limitantes do desenvolvimento regional”. Já no registro MEMÓRIA SOBRE O ESTADO DA BAHIA, de Francisco Viana e José Carlos Ferreira, editado em 1893, percebe-se um considerável surto de crescimento urbano. Surgiram os primeiros sobrados, construídos pelos coronéis. Diz o texto: “A cidade, edificada em terreno acidentado é formada de casas térreas e envidraçadas em sua maioria e de poucos sobrados, caiados a tabatinga e cal, formando onze ruas. Na praça maior (antiga Rua Grande e hoje as praças Tancredo Neves e Barão do Rio Branco) a praça mais central chamada de Matriz se encontra a Igreja Paroquial e o Paço de Conselho, propriedade particular… A cidade tem duas escolas públicas e seis particulares. Seu comércio é assaz importante e estende suas relações à capital do Estado, as cidade e vilas do centro… Conforme o censo de 1872, Vitória tinha uma população de 18.836 habitantes, Já em 1890 chega a 26.617 habitantes. Pelo censo deste período, houve também um acentuado crescimento da população escrava em 1870, se comparado às últimas cifras de 1817, quando chegaram os primeiros negros trazidos pelos colonizadores da região. A explicação pode estar no fato de que o grosso da escrevia de Conquista se deve ao declínio da população aurífera na região do Rio de Contas.

Ao tempo de Durval Vieira fazia uma descrição da Vila (1888), Neste ano era sancionada a Lei Áurea, na Imperial Vila da Vitória, apenas um vereador do Conselho defende a legalidade e justeza da lei. Constata-se, pois, que quase todos os membros do Conselho estavam ligados aos senhores de terras, pecuaristas e latifundiários.

Um ano depois viria a República (1889) e com ela a força cada vez maior da figura dos coronéis. Mas, mesmo com a mudança do regime no país, a estrutura social e econômica não mudaria. A economia baseada na produção agro-exportadora mantinha-se dependente, persistia o regime de produção agro-econômica – a monocultura, bem como o poder político nas mãos dos grandes proprietários de terras – a elite agrária. Com a transformação do regime, as Províncias Unitárias, que constituíam o império, passam, com o Governo Federativo, a Estados, e muitas vilas ganham o status de cidades, como foi o caso da Imperial Vila da Vitória. Mas o regime ainda mantinha no poder um governo oligárquico, apoiado na economia tradicional. A Bahia, por exemplo, foi a última a aderir o novo governo. Nesta época conhecia mais o líder político do que seu partido.

Proclamada a República não se admitia qualquer vislumbre de Monarquia, e a Imperial Vila da Vitória, de caráter nobiliárquico, passou a chamar-se Cidade da Conquista, No dia 1º de junho de 1891. A vila adquiriu a condição de cidade, mas a estrutura ficou definida em torno de um chefe político local. As “famílias importantes” indicavam conselheiros para representá-las na Câmara, na época Conselho Municipal. Neste período, as famílias chefiadas pelos coronéis indicavam o intendente para também representá-las no Estado. Vê-se, portanto, que a política local gravitava em torno de interesses particulares, familiares e para a defesa de questões  agrárias. A esse tempo, o núcleo urbano bem maior e desenvolvido, os chefes de famílias tradicionais edificam na sede seus solares e sobrados.

Quanto ao aspecto político, do final do século 19, até 1909, a política local, tinha como líder o coronel Francisco José dos Santos (filho de Sinhazinha Santos, matriarca da família Santos nesta cidade). Era opositor, o coronel Pompílio Nunes de Oliveira (que só conseguiu eleger apenas um candidato, o coronel Antonio Lima Guerra, Intendente de 1896 a 1903). Depois da Morte do coronel Francisco Santos, seu cunhado o coronel José Fernandes de Oliveira Gugé assume a liderança política local. Cel. Gugé chefiou a política desta cidade até 1918, quando morreu. Estevão Santos era irmão do cel. Francisco Santos e mais tarde tornou-se Intendente Municipal.

Vê-se, pois, que o processo político se traduz como simples alternância entre os núcleos familiares no poder local, todos aparentados entre si, e isso explica a centralização do poder político em torno das famílias Oliveira, Santos, Fernandes, Correia, Nunes de Oliveira e mais tarde, Ferraz e Gusmão, durante mais de 100 anos de história política local. As quatro primeiras famílias são portuguesas a quinta espanhola a sexta italiana e a última também espanhola. Esse fato se explica da seguinte forma: durante este período da História do Brasil, a presença do imigrante nas terras brasileiras foi incentivada pela Oligarquia Agrária da época, que estava em busca de mão-de-obra barata e, como havia perdido o trabalho não-remunerável dos escravos, apelou para os imigrantes, que tinham certa mão-de-obra especializada. Houve até alemães trabalhando em fazendas de café por várias partes do território nacional.

A alternância no poder se dava por questões de diferença da política dos coronéis. As cisões ocorriam por motivos pessoais. Com a morte do cel. Guge em 05 de agosto de 1918 destacou-se outro parente, o cel. Maximiliano Fernandes de Oliveira, um dos maiores chefes da oligarquia agrária regional.

A crônica política voltada para a metade do século XIX e primeira metade do século XX é a característica de uma série de pequenos acontecimentos que, na perspectiva dos interesses locais, eram julgadas relevantes. As diferenças de acordos das famílias, as empreitadas a jagunços e a política do mandonismo, são ingredientes do processo político local, num esquema de economia agrária, onde a disputa do poder de mando ficava entre os grandes coronéis. Disputas estas que chegaram a causar uma espécie de guerra civil na cidade. Em 1919, quando a política de mando foi disputada à luta armada entre as facções rivais divergentes da época – Meletes e Peduros.

Depois da morte do Cel. Gugé em 1918, o Partido Republicano em Conquista, estava rachado entre as citadas facções, uma parte liderada por Pompílio Nunes e a outra por Ascendino Melo. Em síntese, duas ou mais facções políticas, lideradas pelas principais riquezas do local, apoiavam-se no próprio poder econômico e no auxílio do Intendente e Governador, disputavam o governo municipal. Pode se dizer então que, o que caracterizava a projeção política e social da cidade era, sobretudo a economia agrária, nucleada em grandes propriedades. O senhor de terras detinha o monopólio político.

A guerra entre Meletes e Peduros, só chegou ao fim depois de um entendimento entre ambas facções e de uma conciliação em torno de um nome para assumir a Intendência – Ascendino dos Santos Melo, nomeado pelo então Governador Antônio Muniz. Ascendino era filho do primeiro Intendentede Conquista, Joaquim Correia de Melo.

A estrututa social também se define pelo conjunto de fazendas símiles, manipulando o pensamento e criando uma estrutura social, política e econômica agrária, conservadora e paternalista. Inexiste um mercado de trabalho, até mesmo contratual. Vê-se que o poder de mando baseava-se no controle de terras e se edificava através da família ou do grupo.

Nos anos 20 surge outra liderança política: Cel. Justino Gusmão, quando o Gugelismo e o Ascendinismo chegavam ao fim. Justino venceu as eleições de 1923, derrotando o médico sanitarista Régis Pacheco, outro que se constituirá numa forte liderança nas décadas seguintes. Justino rompeu com os republicanos históricos (situação local) liderados por Ascendino Melo e Régis Pacheco aliando-se a Deraldo Mendes.

A revolução de 30 não mudou muito a história de Conquista. Juracy Magalhães, escolhido interventor no Estado, em nota oficial de 24 de setembro de 1930, diz “ter resolvido não se fazer, por ora, nenhuma modificação na situação dominante do município conservando-se até que seja estudado assunto”… Em 1933, através do Partido Social Democrático, o Tenentismo passou a apoiar-se nas Oligarquias locais. Em Conquista, o Partido Social Democrático tem como chefe o cel. Deraldo Mendes Ferraz, expressão de primeira grandeza do latifúndio na região, que apoiara a Revolução de Outubro. Derrubados os governos federal e estadual, a oposição em Conquista, ou seja, a Aliança Liberal. Chefiada por Deraldo Mendes, formou uma “Guarda Branca” e expulsou Otávio Santos, então intendente. Assumiu provisoriamente, Bruno Bacelar, prefeito tampão, que só fez mudar os nomes das ruas “Boiada” para João Pessoa, “Muranga” para Siqueira Campos e “Ruas dos Tocos” para 10 de Novembro, numa demonstração de apoio aos revolucionários de 30.

A escolha do Intendente se não fosse deferida a um grupo familiar agrário, o seria para outro de base econômica idêntica, uma vez que a liderança política local derivava sua importância aos grandes proprietários rurais. As outras classes econômicas, como os comerciantes e os profissionais liberais não tinham condições de apresentarem-se como alternativas políticas. Tanto o comerciante, que era abastecido pelos latifundiários, quanto os profissionais liberais, que os tinham como seus clientes, deviam-lhes favores. No campo, a situação era ainda pior. Os trabalhadores rurais, agregados às fazendas, são dominados por um conjunto de mecanismos capazes de impedir o desenvolvimento de uma consciência política.

A situação política ficou na direção de Deraldo Mendes até 1937, quando Getúlio Vargas dava o Golpe de Estado no País e cria o Estado Novo, ditatorial. Neste momento, em Conquista, Justino Gusmão se alia a Régis Pacheco para fazer oposição a Deraldo Mendes, que funda na cidade a UDN – Unidade Democrática Nacional, e mais tarde o PSD – Partido Social Democrata. Já Regis Pacheco defendia a ação autonomista. Percebe.-se, então, que a luta política vai passando agora de grupos familiares para grupos políticos. Em Conquista, durante a o período ditatorial de Vargas (1937-1945) Régis Pacheco chefia a política local.

A dinâmica social seria responsável pela mitigação daquele domínio familiar. Novos fatores vão penetrar a realidade social, refletindo politicamente nas disputas em torno do mando local. O comércio, o desenvolvimento econômico, sua diversificação, fazem surgir os personagens correspondentes às novas atividades econômicas, inclusive imigrantes atraídos pela expansão econômica e urbana que a cidade começa a experimentar, e ocorre a prática do populismo.

Depois que a segunda guerra mundial começou, a cidade passou a chamar-se Vitória da Conquista, conforme o decreto 141 de 31 de dezembro. A mudança traz também transformação social, patrocinada pela guerra, que trouxe a expansão do comércio (com a instalação de novas casas comerciais abertas pelos chegaram de diversas partes do Nordeste), a abertura de rodovias que permitiu a escoamento da produção agrícola (aumentava com a construção da BR-116 – Rio/Bahia, em 1936) e o aumento da população que na primeira metade do século (1900 – 1950) atingiu o início da década deste período com 29.898 habitantes e no fim 96.664 habitantes, sendo que o maior índice de crescimento demográfico foi justamente entre 1940 – 1950. A década de 40 foi referência para o desenvolvimento local. Com a euforia econômica registrada no período de 1930 – 1960 foram instaladas as primeiras agências bancárias da cidade.

A população, que antes era na sua maioria rural, passa a ser predominante urbana. Assim, a questão da nova realidade econômica, adicionada ao novo fator populacional, inclusive com a mentalidade de nova geração, e o surgimento do comercio estruturado, desorganizam a velha estrutura agrária, política, econômica e social. Novos agentes sociais são introduzidos no discurso político. Outra contribuição foi a criação de uma nova mentalidade. Passou a ser agente democratizador em relação à ordem estabelecida, pois não estava ligado ao latifúndio local.

A formulação política oposicionista predominante na década de 50, surgida com o resultado de todas as transformações locais ocorridas em Conquista, é um tipo de populismo. O líder da nova corrente, o advogado Nilton Gonçalves, com o slogan “O tostão contra o milhão” mobiliza toda a cidade. A prática deste método era geralmente feita por profissionais liberais, como médicos, advogados e engenheiros. A postura populista do novo, não significava que em torno de si deixassem de gravitar personagens ligados ao tradicionalismo e que se opunham ao núcleo familiar que detinha o controle da administração pública do município (1954). Aquele advogado não conseguiu o mando com a postura populista, mas sua campanha pôs em evidência um conjunto de interesses e idéias contrárias ao tradicional domínio puramente familiar. O pensamento oposicionista iria esperar até 1962 para, em curto período, para experimentar o governo municipal do jovem engenheiro José Pedral Sampaio. Aquele causídico a quem nos referimos, tempos depois voltaria a cena política e assumiria o poder político municipal, aliado aos seu antigos rivais conservadores. Tudo envolvia jogo de interesses e manipulação popular. Pode definir este período como o da democratização política do desenvolvimento econômico e da manipulação de massas. Ironias a parte, voltaria então Nilton Gonçalves derrotar o representante do que fora conquistado em 1962.

Gerson Sales (PSD), prefeito em 1951, facilitou a eleição do seu sucessor. O engenheiro agrônomo Edvaldo Flores, em 1954. Na década de 50, portanto, o domínio político estava nas mãos do “Gusmãos”, tendo como expressão maior o ex-udenista Gerson Gusmão Sales, sendo reeleito para o período de 1959 a 1963.

O relacionamento político dominado por interesses apenas particulares e familiares, no entanto, entra em crise. Em 1962, uma coalizão de partidos, com a presença de personalidades situadas tanto da esquerda do processo em sentido sociológico, quanto do centro e até mesmo da direita, vem do mando administrativo local um núcleo familiar exclusivista. José Fernandes Pedral Sampaio era o novo líder emergente desta coalizão.

Com o Golpe Militar em 1964, Pedral ficou impedido de administrar o município, pois o novo regime decretaria o sei “impeachment”, ficando assim sem direitos políticos por vinte anos. Administrou o município por apenas treze meses. Em seu lugar, assumiu o advogado Orlando da Silva Leite, que na época era o Presidente da Câmara, que governou de maio de 1964 a abril de 1967, quando passou o cargo a mais um profissional liberal, o médico Fernando Spínola, que administrou ate 1971. A experiência democrática de 1946 a 1964 foi limitada e chegou ao fim com a crise do populismo.

Por volta de 1971. a política conquistense deixava seus representantes da economia agrária e passava para os profissionais liberais, agricultores e comerciantes enriquecidos no período pós-guerra, Que defenderam a diversificação econômica (o café era a opção da época) e do desenvolvimento comercial, indo até a implantação de um pólo industrial em 1972.

O crescimento da população urbana de Vitória da Conquista tem sido impressionante: dos 8.644 habitantes de 1940, o núcleo urbano passou para 85.959 habitantes em 1970. O setor de construção civil encontra-se em fase bastante avançada. Além de estender-se horizontalmente através das várias da zona central e dos bairros, Conquista cresce também no sentido vertical. Foi neste momento que começaram a surgir os primeiros edifícios da cidade.

Em 1971 assume a prefeitura o advogado Nilton Gonçalves, do qual já falamos na década de 50. Eleito pela ARENA (Aliança Renovadora Nacional), apoiado nas promessas do então governador Antonio Carlos Magalhães, que em praça pública garantiu a implantação da Universidade e daria a Nilton Gonçalves a chave do palácio, para que entrasse quando quisesse, isso era a garantia de grandes obras para o município. Em 1972 a oposição MDB (movimento Democrático Brasileiro), elegeu o médico Jadiel Vieira Matos, e iniciou uma nova fase na história política local. Jadiel administrou o município ate 1977 e sua gestão alcançou o auge do café, a urbanização e a expansão da cidade, o desenvolvimento comercial, o crescimento demográfico e industrial.

A partir de 1971, o café, a nova opção econômica, tornou-se o maior investimento feito nos últimos anos, em termos econômicos, financeiros e sociais, destacando-se em 1978 entre os vinte municípios brasileiros que mais renovaram seus cafezais e o segundo município baiano.

O café representou uma espécie de dique à migração para o sul, à medida que absorve uma vasta quantidade de mão-de-obra. O fluxo migratório diminuiu consideravelmente. No fim da década de 80 a região de Conquista quase chegou à exaustão econômica, onde de exibia milhares de casas à venda ou para aluguel. Isso porque a pecuária estava descapitalizada. Os moradores, até então, se encontrava dentro do anel que contorna a cidade. Após 1980, a cidade inchou e apareceu a periferia. A rápida urbanização, no entanto, não foi acompanhada de uma política de emprego que absorvesse as grandes camadas que se deslocavam para a cidade. A construção civil, antes com nível baixo, foi durante o período de 70 e 80, a atividade mais dinâmica do município. Porém as unidades construídas eram de acesso somente para a classe média e alta.

Quando a questão da mão-de-obra no campo, apesar de sua fixação à terra (em alguns casos), não houve melhoria de condição de vida do trabalhador rural paralela à importância da cultura cafeeira na região. Primeiro, porque o café é um produto instável, de cultura flexível, havendo ciclos prolongados de colheita. Também os catadores de café são convocados somente nos períodos de colheita. Esse é o aspecto negativo que a cafeicultura apresentou como conseqüência social.

Isso provocou a ampliação da rede bancária, a expansão das próprias atividades comerciais e o aumento da arrecadação tributária. Agora que a sociedade local não é formada apenas de ricos donos de fazendas e trabalhadores do campo, fazer política ficou cada vez mais difícil. Mesmo nos campos, com a implantação do Pólo Cafeeiro, surge um proletariado rural com potencialidades políticas. Novos interesses cristalizam-se e, refletindo, os partidos políticos se subdividem.

Como nesta época, em pleno regime militar, apenas dois partidos eram considerados legais (ARENA E MDB), este último se subdividiu em duas frentes, cada qual com seu projeto político. Ao mesmo tempo surge, ideologicamente, o mito da “Cidade Politizada” e “Cidade Progressista”.

O café, portanto, provocou novas demandas comerciais, pressionou o sistema viário existente, impõe-se a necessidade de novos serviços, desorganizou-se a produção existente, dando-lhes contornos mais nitidamente capitalistas e provocou a proletarização no campo. Enfim, chega-se a década de 80 e Vitória da Conquista experimenta, como refluxos do desenvolvimento dos últimos 40 anos, o aumento populacional (por migrações), a expansão comercial (novos pontos e casas comerciais), a atração do mercado de trabalho (profissionais liberais e para o setor primário) e o surgimento de novos bairros periféricos (classe baixa. Em 1940, a zona urbana não chegava a ocupar cem hectares, em 1980 ocupará seiscentos hectares. Em 1970 a população atingiu, 85.959 habitantes (núcleo urbano). Em 1980, quase dobrou, chegando a 151.287 habitantes.

RESUMO DA HISTÓRIA POLÍTICA

O primeiro Intendente Municipal de Conquista foi Luiz Fernandes de Oliveira. Quando no dia 09 de novembro de 1840 foi instalada a Vila e Município, com o nome de “Vila Imperial da Vitória”, os conselheiros elegeram-no Presidente do Conselho Municipal (atual Câmara de Vereadores). Na época (Império) o Presidente do Conselho tinha atribuições administrativas com o titulo de “Intendente”, que era o chefe do executivo.

Depois de Luiz Fernandes de Oliveira (pai do Cel. José Fernandes de Oliveira Gugé) até 1892, não se sabe quais foram seus sucessores.

INTENDENTES

No Regime Republicano, o primeiro Intendente Municipal foi cel. Joaquim Correia de Melo, eleito por um colégio de cinco membros do Conselho Municipal. Governou de janeiro de 1892 a dezembro de 1895, confirmado no cargo pelo então Governador do Estado J.M. Rodrigues Lima.

O segundo Intendente foi o Cel. José Antônio de Lima Guerra, oficial da Guarda Nacional; era correligionário e seguidor político do Cel. Pompilio Nunes. Foi eleito intendente e governou de janeiro de 1896 a dezembro de 1899 e, nomeado, continuou no cargo durante o período de janeiro de 1900 a dezembro 1903. O Cel. Gugé fazia-lhe oposição.

O terceiro Intendente foi Estevão José Santos Silva, empossado no cargo em 1904, governando o município no biênio 1904/1906. Sucedeu-lhe o Bacharel em Direito João Diogo de Sá Barreto, que governou de 1906 a 1908. Era genro de Cel. Gugé. Depois dele veio e Cel. José Maximiliano Fernandes de Oliveira, que governou até dezembro de 1911.

Depois de Maximiliano, foi eleito pelo povo (em eleição realizada no dia 12 de novembro de 1911), o Cel. José Fernandes de Oliveira Gugé, que governou de janeiro de 1912 a dezembro de 1915. Sucedeu-o, o seu genro Leôcio Satyro dos Santos Silva, que assumiu a Intendência em janeiro de 1919( antes de completar o mandato de quatro anos), foi compelido a renunciar ao cargo, pela facção política oposicionista (“os Meletes”), depois da luta Aramada entre “Meletes e Peduros”. Substituiu-o o Cel. Francisco da Silva Costa, exercendo o cargo até a nomeação de Ascendino dos Santos Melo. A luta terminou no dia 22 de janeiro de 1919, consolidando a vitória dos “Peduros”, nomeando então, o Cel. Ascendino Melo para o cargo de Intendente, líder da facção, a apoiado pelo Governador Antônio Ferrão Muniz de Aragão, completando o mandato até dezembro de 1919.

Logo em seguida assumiu a Intendência Jesulindo de Oliveira em janeiro de 1920, ficando no cargo menos de um mês, voltando o Cel. Ascendino Melo, que terminou indo até agosto de mesmo ano, quando foi eleito pelo povo (como candidato único) para completar o biênio 1920/1921.

Sucedeu o Cel. Ascendino Melo outro Cel., Paulino Fonseca, eleito para o cargo no dia 11 de novembro de 1921. Tomou posse em janeiro de 1922, renunciando o cargo meses depois. Substituiu-o Antônio da Silva Borges, para p biênio 1922/1923. Em seu lugar assumiu o Cel. Justino da Silva Gusmão, que dirigiu o município de janeiro de 1924 a dezembro de 1925. Em novembro de 1927 foram realizadas eleições municipais em todo o Estado, sendo eleito Intendente de Conquista Otávio José dos Santos Silva, que deveria governar de janeiro de 1928 a dezembro de 1931. Antes, porém, foi deposto pelos “revolucionários” adeptos do Movimento Outubro de 1930. Assumiu provisoriamente o seu lugar Bruno Barcelar de Oliveira, sendo o último dirigente municipal com título de “Intendente”.

PREFEITOS

O primeiro prefeito de Conquista, depois da “Revolução” de 30, foi o chefe político local oposicionista e adepto do Movimento Getulista, o Cel. Deraldo Mendes Ferraz, nomeado para o cargo em novembro de 1930 pelo Interventor Federal na Bahia, Leopoldo Afrânio Bastos do Amaral. Administrou o município entre os anos de 1931 e 1932. Substituiu-o Arlindo Mendes Rodrigues, nomeado pelo então Interventor Juracy Magalhães, por indicação do Cel. Deraldo Mendes, em 1933. Governou até maio de 1936. Em 36, foi eleito Florentino Mendes de Andrade. Governou até novembro de 1937, quando houve o Golpe do Estado pelo presidente Getúlio Vargas, que instituiu o “Estado Novo”. Em seu lugar ficou Joaquim Fróis era o chefe do Integralismo local. Administrou até maio de 1938.

Nessa época desponta outra liderança política local, o Dr. Luiz Régis Pacheco Pereira, nomeado Prefeito pelo então Interventor Landulfo Alves de Almeida. Com a retirada de Getúlio Vargas da presidência, no fim de outubro de 1945, pelas Forças Armadas, Régis Pacheco foi substituído pelo Juiz de Direito da Comarcar. Dr. Eduardo Martins Daltro de Castro, nomeado pelo Interventor Bulcão Viana, sendo logo substituído pelo Promotor Público, Dr. Salvador Fernandes de Oliveira Santos em novembro de 45. Governou temporariamente até abril de 1946. Substituiu-o Antonio Pedreira de Oliveira, nomeado pelo Dr. Guilherme Marback, que estava na Interventoria do Estado na ocasião. Candidatando-se a prefeito afastou-se do cargo em maio de 46, sendo nomeado em seu lugar Izalto Ferraz de Araujo que exerceu o mandato até abril de 1947. Eleito Antonio Pedreira reassumiu a Prefeitura em abril de 47 e governou até outubro de 1950. Em 03 de outubro de 1950 foi eleito Deputado Estadual.

Na década de 50 desponta outra liderança política local 1- Gerson Gusmão Sales, eleito prefeito em 03 de outubro de 1950. Tomou posse em abril de 1951, exercendo o cargo até abril de 1955. Na eleição de 03 de outubro de 1954, saiu vencedor o candidato Gerson Sales, o Dr. Everaldo de Oliveira Flores, tomou posse em abril de 55 e exerceu o mandato até outubro de 58, quando foi eleito Deputado Federal. Assume Nelson Gusmão Cunha, então o presidente da Câmara de Vereadores, terminando o mandato de Everaldo Flores em abril de 58. Gerson Sales volta para o quadriênio 1959/1963. Em 58 surgiria a maior liderança na história da política conquistense, o engenheiro José Fernandes Pedral Sampaio, que foi eleito prefeito em outubro de 1962. Governou o município até 06 de maio de 1964, quando ocorreu o Golpe Militar de março de 64 pelas forças armadas.

Em seu lugar foi nomeado o Dr. Orlando da Silva Leite, que era na época o presidente da Câmara de Vereadores. No dia 30 de junho de 1964 foi confirmado no cargo. Assumiu a presidência da Câmara o Dr. Jose Gil Moreira. Pedral Sampaio foi afastado e decretado contra ele o “Impeachment”. Orlando foi substituído pelo Dr. Fernando Spínola, eleito em 15 de novembro de 1966. Governou até abril de 1971. Depois dele veio o Dr. Nilton Gonçalves, eleito em novembro de 1970. Exerceu o cargo até 31 de janeiro de 1973, quando o candidato de Pedral Sampaio, Dr, Jadiel Vieira Matos, conseguiu quebrar a seqüência dos candidatos da ARENA. Jadiel era do MDB e tomou posse no dia 31 de janeiro de 1973, governando o município até 31 de janeiro de 1977. Em 77 assumiu a prefeitura o advogado Raul Carlos de Andrade Ferraz. Seu mandato termina em janeiro de 1981, porém, o presidente João Baptista Figueiredo decretou em 1980 a prorrogação dos mandatos dos prefeitos e vereadores por mais dois anos, estendendo seu mandato por mais dois anos até 31 de janeiro de 1983.

Em agosto de 1982 teve que deixar a Prefeitura para candidatar-se a deputado federal; a administração municipal ficou nas mãos de Gildásio Cairo.

No dia 15 de novembro de 1982, foi eleito depois de 20 anos afastado do cargo, o engenheiro José Pedral Sampaio. Na mesma ocasião Raul Ferraz foi eleito deputado federal. Pedral governou até março de 1987, quando deixou o cargo para assumir a Secretaria dos Transportes no Governo Waldir Pires, deixando como sucessor Hélio Ribeiro que administrou a Prefeitura até agosto de 1988. Pedral Voltou em agosto de 1988 e conseguiu fazer seu sucessor Murilo Mármore. Em 1º de janeiro de 1989 assumiu a Prefeitura estendendo seu mandato até 31 de dezembro de 1992. Em 1º de janeiro de 1993 reassumiu a Prefeitura o Sr. Pedral Sampaio.

Em Janeiro de 1997, assume a Prefeitura, Dr. Guilherme Menezes (PT), eleito por uma grande coligação de partidos de esquerda e o PSDB. Em 1º de outubro de 2000 é reeleito com 60,8% dos votos válidos para mais um mandato de quatro anos.

Com a renúncia de Guilherme Menezes para candidatar-se a deputado federal, em 05 de abril de 2002, assume na condição de vice-prefeito o Sr. José Raimundo Fontes, sendo reeleito em 2004 por mais quatro anos à frente da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista.

Em 2008, o ex-prefeito Guilherme Menezes, concorre a eleição e mais uma vez vence,  e governa o município até esta data, ou seja seu mandato termina em 31 de dezembro de 2012

* Fontes:   Ruy Medeiros, Aníbal Viana, Durval Vieira, Tranquilino Torres

 

1908 A 1911 – CEL MAXIMILIANOI FERNANDES DE OLIVEIRA

 

1892 A 1895 – CEL JOAQUIM CORREIA DE MELO

 

1896 A 1903 – CEL JOSE ANTONIO DE LIMA GUERRA

 

1904 A 1906 – ESTEVÃO SANTOS

 

1906 A 1908 – CEL JOAO DIOGO SA BARRETO

 

1908 A 1911 – CEL 1916 A 1919 – LEONCIO SANTOS

 

1919 A 1921 – CEL DINO CORREIA

 

1922 – PAULINO FONSECA

 

1922 A 1923 – AGRIPINO BORGES

 

1924 A 1925 – JUSTINO GUSMAO

 

1926 A 1927 – PAULINO SANTOS

 

1928 A 1930 – OTÁVIO SANTOS

 

1930 A 1932 – CEL DERALDO MENDES

 

1933 A 1936 – ARLINDO MENDES RODRIGUES

 

1936 A 1937 – FLORENTINO MENDES DE ANDRADE

 

1937 A 1938 – JOAQUIM FROES

 

1938 A 1945 – DR LUIZ REGIS PACHECO

 

1946-47 A 1950 – ANTONIO PEDREIRA

 

1946 A 1947 – ISALTO FERRAZ DE ARAUJO

 

1951 A 1955 E 1959 A 1963 – GERSON GUSMÃO SALES

 

1955 A 1958 – EDVALDO FLORES

 

1958 A 1959 – NELSON GUMAO

 

1963 A 1964 – JOSE PEDRAL SAMPAIO

 

1964 A 1967 – ORLANDO LEITE

 

1967 A 1971 – DR FERNANDO SPINOLA

 

1971 A 1973 – NILTON GONCALVES

 

1973 A 1977 – DR JADIEL VIEIRA MATOS

 

1977 a 1982 Raul Carlos Anddrade Ferraz

 

1982 A 1983 – GILDASIO CAIRO

 

1983 A 1987 E 1988 A 1989 – JOSE PEDRAL FONTE BLOG DO PAULO NUNES – APENAS OS TEXTOS

Deixe uma resposta Cancelar resposta

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

PARABENS AO DIA DO RADIALISTA

 

                     1463231_10200916638014959_40348143_n       De: André Cairo

                                                                                                                                                                     

Dia expressivo radiando alegria e extremo contentamento

Inspirado em sintonias finas, médias, curtas além satélites

Aniversaria o Radialista AM, FM, irradiando bem o intento

 

Deveras alcançado bem perto ou distantes das ondas além

Ouvidas por crianças, jovem, adultos, idosos e eu também

 

Rememorando vozes ressoando em sons rádios de pilha

Amperagens, kilowats, freqüências, perfeita modulação

Descobrindo casas de forças na energia de fios em trilha

Irradia ambiente, noticia, música, comercial, informação

Aos ouvidos atentos na rua, em casa, trabalho e família

Ligados nas vozes masculinas e encantadoras femininas

Iluminando de alegria os lares, em pares, nos ares ou não

Sonorizando ao movimento nas  rodas carros circulantes

Ternura de amor ao som de músicas suaves, eletrizantes

Aos sons de rádios  aos ouvidos felizes nos auto falantes

 

 

Parabenizo em alto som, todos os radialistas do mundo

Ampliando vozes, viajando velozes, à ouvidos distantes

Radialistas homens, perdendo espaço a pano de fundo

Ao perceberem radialistas mulheres tão belas falantes

Brilhantes, encantadoras, inteligentes, além radiantes

Elegantes, perfumadas, encantadas além de brilhantes

No Dia do Radialista, sétimo dia do mês de novembro

Serei sempre ouvinte certeiro, no radinho travesseiro

 

Nesse sábado, 9 de novembro, Vitória da Conquista comemora 173 anos de emancipação política. Solenidade oficial marca comemoração que será realizada na Casa Memorial Régis Pacheco.

Atividade acontecerá nesse sábado, 9 de novembro, a partir das 9h, na Casa Memorial, em frente à Praça Tancredo NeveFOLDER-21-1

Nesse sábado, 9 de novembro, Vitória da Conquista comemora 173 anos de emancipação política. O ato oficial em comemoração da data será realizado a partir das 9h com o hasteamento das bandeiras e a execução do Hino à Vitória da Conquista, executado pela Filarmônica Maestro Vasconcelos.

A solenidade, que contará com a participação do prefeito Guilherme Menezes e outras autoridades municipais, será realizada na Casa Memorial Régis Pacheco, localizada na Praça Tancredo Neves.

Para a realização das festividades no local, a Prefeitura informa que no dia 8 de novembro, sexta-feira, a partir das 7h da manhã, a lateral da Praça Tancredo Neves, nos limites em frente à Catedral Nossa Senhora das Vitórias e à Embratel, será fechada. Tal medida será necessária para que seja montada a estrutura de toldos e palco.

Programação especial – Além do ato cívico, a programação do dia 9 de novembro abrirá espaço para outras atividades. Às 7h, será promovida a missa comemorativa. Em seguida, às 8h, haverá a Caminhada da Terceira Idade.

Já às 8h30, será promovida a tradicional Corrida da Cidade, com saída da Praça Caxeiros Viajantes. Atletas amadores e profissionais percorrerão algumas das principais vias da cidade.

Ainda integrando a programação do dia 9 de novembro, a partir das 8h, haverá a terceira edição do Brincando na Lagoa e, às 10h, o Circuito Municipal de Kart. Ambas as atividades acontecerão na Lagoa das Bateias.

Às 14h, os conquistenses prestigiarão o Encontro de Fanfarras na Praça da Juventude e a Marcha para Jesus. Às 18h será realizado ainda o Louva Conquista.

Confira a programação completa:

Polícia acredita que acidente com seis mortes na BR-116 foi provocado por sono

Van com 16 pessoas invadiu a contramão antes de bater de frente com um caminhão baú

 

Da Redação 

O motorista da van envolvida no acidente que deixou seis mortos na madrugada desta quinta-feira (7), na BR-116, no sudoeste da Bahia, pode ter cochilado ao volante. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a van, uma Sprinter/Mercedes-Benz, de placa  NMJ 6536, invadiu a contramão antes de bater de frente com um caminhão baú 3/4.

“A causa do acidente pode ter sido sono porque a van adentrou a contramão. O caminhoneiro ainda tentou tirar para acostamento, mas não conseguiu. O motorista provavelmente dormiu ao volante. O horário que aconteceu, 4h30, também é um horário de sono”, diz o inspetor Luis Cruz, do posto da PRF de Jequié.

A van havia saído de Louveira, em São Paulo, e seguia para a cidade de Santana do Ipanema, em Alagoas, transportando 16 pessoas. Ela bateu de frente com o caminhão da Volkswagen, placa CYR 5689, de São Paulo, na altura do Km 640, em um trecho conhecido como ”Serra do Mutum”.

Além do motorista da van, José Roberto da Conceição Bezerra, 37 anos, os passageiros Advan Rodrigues dos Santos, 24, Gerusa Correia da Silva, 60, e Luís Gonçalves, 66, morreram no local. Karen Cristina Escobar, 25, morreu a caminho do Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié. Já o condutor do caminhão, Julio Mineo Nagaoka, 50, morreu na unidade de saúde.


Van bateu de frente com caminhão baú; quatro pessoas morreram na hora

Outros 11 passageiros da van ficam feridos e foram socorridos por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Via Bahia. Entre eles, um homem ainda não identificado e uma garota de 10 anos estão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Prado Valadares. Rodrigo Sena da Silva, 20, Tiago da Silva, e uma menina de 8 anos estão em estado grave. Os demais passageiros sofreram lesões leves.

Segundo a PRF, há evidências de que a van realizava transporte clandestino. Por conta do acidente, a pista precisou ficar interditada por cerca de três horas.

Jogos Escolares de Brumado inicia nesta quinta (07)

A secretária de Educação Acácia Gondim acredita numa promoção muito positiva do esporte
A secretária de Educação Acácia Gondim acredita numa promoção muito positiva do esporte

A partir da próxima quinta-feira (07), estudantes brumadenses vão participar do V Jogos Escolares de Brumado – JEB. O evento será no Ginásio Antônio Alves Ribeiro, onde é esperada a presença de 2.500 alunos de escolas municipais, estaduais e particulares. Serão disputadas partidas de futsal, voleibol, handebol e baleado. Os jogos começarão durante o dia, mas a abertura oficial acontecerá às 19 horas e contará com a participação do prefeito Aguiberto Lima Dias (SDD), da secretária de Educação, Acácia Gondim, membros do governo municipal e desportistas em geral. O JEB vai continuar até o dia 17 de novembro, sendo que entre os dias 7 e 9, as disputas serão com as categorias mirim e infanto, e nos dias 16 e 17 para os juvenis. “Concentramos grandes esforços na realização do JEB 2013, que temos a certeza que será uma competição excelente, numa promoção muito positiva do esporte escolar”, afirmou Acácia Gondim. A secretária disse ainda que a pasta vem dando atenção especial ao esporte, realizando diversas ações e investimentos importantes nesse setor “tão vital para o desenvolvimento saudável de nossa juventude”.

 fonte (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias).