A Gente diz

Município baiano foi a maior economia agrícola em 2012

São Desidério teve forte participação na produção de soja, que rendeu ao município o 11º lugar no ranking nacional da soja

São Desidério, na Bahia, foi a maior economia agrícola entre os municípios brasileiros em 2012, ao movimentar R$ 2,3 bilhões, e superou Sorriso, em Mato Grosso. A informação faz parte da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município teve, no ano passado, 35,2% de aumento no valor da produção. Sorriso e São Desidério têm se alternado na primeira posição em valor de produção nos últimos anos. São Desidério liderou em 2007 e 2010. Em 2009, foi a vez de Sorriso, que também liderou em 2008.

Maior produtor de algodão do país, São Desidério foi responsável por 12,4% da produção brasileira desse cultivo (48,9% da produção baiana) e teve forte participação na produção de soja, que rendeu ao município o 11º lugar no ranking nacional da soja (23,5% da safra baiana).

Segundo o secretário municipal de Agricultura de São Desidério, José Marques, a produção é concentrada basicamente nas mãos de grandes produtores estrangeiros, como a Xinguagri, subsidiária do Grupo Multigrain (da japonesa Mitsui), e brasileiros, como a Fazenda Busato. “Algumas áreas chegam a 90 mil hectares, mas há também pequenos agricultores”, comentou.

Ele contou que a agricultura no município ganhou força nas décadas de 70 e 80, com a migração de fazendeiros do Sul do país, atraídos pela geografia e pelo clima favorável do oeste baiano.

“Nossa região não está localizada no Semiárido, temos áreas planas, temos 24 rios perenes, um clima diferenciado extremamente favorável para a produção dessas culturas”, disse Marques. “Hoje, o município é o maior produtor do Norte e do Nordeste”, comemorou.

Sorriso, que passou para o segundo lugar no ranking em valor de produção, registrou R$ 2,06 bilhões em 2012. Continua, entretanto, a ser o maior produtor de soja (1,9 milhão de toneladas, ou 3% da produção nacional) e milho. O valor da produção cresceu 9,1%, devido à produção de milho 124,6% maior.

Bloqueio da BR 262-BA. Comunidade exige redutores de velocidade no perímetro próximo a fazenda Jiboia Caríbas.Ba.

A comunidade do povoado da fazenda Jiboia, distrito do Município  de Caraíbas vivem sobressaltados, com a violência do transito que já fez muitas vítimas na região e   principalmente àqueles que moram as margens da BA- 262.

 Diante deste pretexto eles promoveram uma manifestação em protesto aos inúmeros acidentes que vem ocorrendo naquele perímetro, e bloqueiam e inviabilizam o tráfego de veículos por mais de 3 horas.

Na movimentação dos populares que aconteceu de forma pacífica, os moradores da localidade justificavam aos condutores de veículos interceptados, de que a paralisação acontecia porquanto aos inúmeros acidentes registrados com pessoas da comunidade e as autoridades, não tomava as providências necessárias que já haviam sido reivindicadas para resolver o problema. No ato, de protesto foi usado pneus que foram ateado fogo  no meio da pista.caraibascaraibas 1Sem título

Dentre os manifestantes, o senhor Joanas Francisco da Silva, da fazenda Jiboia, nos relata  que,  quase toda semana ocorre acidente naquele trecho, e conta ainda, que  já foram  dezenas de vítimas, e que “só nesta semana havia sido atropeladas duas pessoas, uma de 77 anos e uma criança de 13 anos.” Comentou Sr. Joanas.

A Policia Rodoviárias da Bahia acompanhou todo o processo reivindicatório da comunidade sem usar de hostilidade e negociou o desbloqueio do transito, no que foi liberado  após a cobertura jornalística da imprensa – blog A Gente Diz e da TV Sudoeste que se fez presente no acontecimento.

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Novo aeroporto: licitação é retomada pelo Governo do Estado

Na ocasião, quatro empresas entregaram propostas que serão analisadas pelo Derba nos próximos 15 dias

Mais uma etapa para que o novo aeroporto de Vitória da Conquista seja concretizado foi vencida nesta terça-feira, 22. A data marcou a reabertura do processo licitatório que vai escolher a empresa responsável pela construção do equipamento.

 

Na oportunidade, o Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba) – responsável pela licitação – recebeu as propostas de quatro empresas. Elas serão analisadas pelo departamento no prazo de 15 dias. Caso todas estejam habilitadas, será escolhida a proposta de menor preço.

 

A reabertura do processo licitatório se deu em atendimento às solicitações feitas ao ministro-chefe da Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, pelo prefeito Guilherme Menezes, pelo secretário de Infraestrutura da Bahia, Otto Alencar, pelo senador Walter Pinheiro e pelo diretor do Derba, Saulo Pontes. O processo havia sido suspenso temporariamente para atualização do orçamento.aeroporto

Pré-sal brasileiro é ouro em pó, diz ex-presidente do BNDES

 

“Se o preço do barril de petróleo extraído continuar sendo o do padrão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo – OPEP, de cem dólares, no campo de Libra teremos algo em torno de quatro trilhões de reais em vinte anos de produção”, estima o economista Carlos Lessa.

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Tópicos: BNDESCampo de LibraCarlos LessaDilma RousseffEconomiaPetrobraspetróleopré-sal

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                        O governo federal brasileiro optou por leiloar o campo de Libra, a maior reserva petrolífera brasileira, por duas razões: “uma delas é geopolítica, ou seja, o país quer aparecer ao capital financeiro mundial como bem comportado. Para quê? Para atrair mais capital de curto prazo para o Brasil. A segunda razão é manter a política do tripé que foi instalada pelos tucanos e preservada pelos governos Lula e Dilma”, avalia o economista Carlos Lessa em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone.

Lessa questiona o argumento da presidência da Petrobras, de que a empresa não tem capital financeiro para explorar o campo de Libra. “A Petrobras foi sendo espremida pelo governo nos últimos anos. O caixa da empresa era próximo a 70 bilhões de reais; hoje está reduzido a seis ou sete bilhões. (…) Mais do que isso: o Tesouro Nacional não queria construir o trem bala? Quer construir essa obra e não tem recurso para tocar para frente um campo de petróleo, que irá dobrar as reservas brasileiras? Nenhum país do mundo faz partilha de um campo já conhecido”.

Não consigo entender como isso está acontecendo se a presidente Dilma disse, em discurso quando candidata à presidência da República, que não iria privatizar o pré-sal (Carlos Lessa)

E dispara: “O argumento da Graça (Graça Silva Foster) é sem graça. É uma desgraça. Não consigo entender como isso está acontecendo se a presidente Dilma disse, em discurso quando candidata à presidência da República, que não iria privatizar o pré-sal”.

De acordo com o economista, a venda financiada de automóveis financia o consumo da gasolina no país, porque a Petrobras tem prejuízo com a venda nacional. Apesar disso, enfatiza, o governo não irá alterar o valor do produto. “Se mexer nisso perde a eleição, porque todas as famílias se endividaram comprando automóvel, e se o preço da gasolina pular para cima, Dilma não se reelege. Então, o governo tem de estabilizar a economia de qualquer jeito, mesmo que tenham que entregar a herança, ou seja, o pré-sal”.

Carlos Lessa é formado em Ciências Econômicas pela antiga Universidade do Brasil e doutor em Ciências Humanas pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Campinas (Unicamp). Em 2002, foi reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e, em 2003, assumiu a presidência do BNDES.

Carlos Lessa

IHU On-Line – Economicamente, o que as reservas do pré-sal representam para o Brasil, especialmente o campo de Libra? Qual é o valor econômico desses poços?
Carlos Lessa – Se o preço do barril de petróleo extraído continuar sendo o do padrão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo – OPEP, de cem dólares, no campo de Libra teremos algo em torno de quatro trilhões de reais em vinte anos de produção. Além disso, o campo de Libra equivale a 60% das reservas que têm as quatro maiores petroleiras do mundo, em torno de 25 milhões de barris cada uma delas. Espera-se que o campo de Libra venha a gerar em torno de 14 a 15 milhões de barris de petróleo.

A Petrobras, no Brasil todo, não chega a ter 14 milhões de barris. Então, só o campo de Libra dobra as reservas da empresa. Portanto, retirar a Petrobras desse processo de exploração do campo de Libra é um crime que lesa a pátria, porque este é um recurso absolutamente estratégico, o qual converte o Atlântico Sul, do ponto de vista geopolítico, em uma zona muito delicada, por uma razão muito simples: os EUA consomem, por ano, 27 a 28% da produção de petróleo do mundo inteiro, porque a produção petrolífera do país é insignificante. Hoje os EUA são um país sem petróleo, mas o maior consumidor do produto. Portanto, o petróleo do Atlântico Sul é a saída para eles. Mas imagina o Brasil entregando a sua riqueza estratégica maior de uma forma servil? O petróleo que tem no pré-sal é o melhor tipo de óleo do mundo, enquanto o petróleo da Venezuela, que é muito abundante, é pesado. Então, o pré-sal brasileiro é ouro em pó.

Quais são as razões que fizeram o governo optar pelo Leilão de Libra?
As razões são falta de brasilidade e coragem. Agora, as razões formais levantadas são outras. A primeira delas é que os 15 bilhões a serem recebidos dos grupos que participarão da concessão do leilão representam mais que o dobro das reservas de caixa da Petrobras. A empresa foi descapitalizada ao longo dos últimos oito anos por conta de uma política suicida de vender a gasolina dentro do país a um preço menor do que o preço que o país importa. A Petrobras só se mantém lucrativa porque descobre poços e reavalia reservas, porque a gasolina dá prejuízo.

A Petrobras não pode entrar como concorrente na exploração do campo de Libra, porque quem descobriu o campo foi a própria empresa. Esse campo já havia sido cedido a uma concessionária estrangeira, que o devolveu porque não encontrou nada. A Petrobras tem uma vantagem enorme em relação a todos os outros concorrentes: ela tem a melhor sinergia possível do Atlântico, tem uma equipe de geólogos altíssima e, por isso mesmo, é alvo de espionagem sistemática. Essa onda de espionagem denunciada recentemente tinha duas questões prioritárias: fiscalizar a Petrobras e também as relações do Brasil com a Bolívia e a Venezuela.

É óbvio que o Brasil tem como financiar a exploração de Libra, e não precisa colocar o campo a funcionar imediatamente. O país precisa aumentar a produção de petróleo, mas não precisa aumentar muito. O fato é que é um crime a Petrobras descobrir o campo de Libra e ter de partilhar a exploração. Soube que o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o Brasil tem de fazer partilha, porque 1% das ações da Petrobras está em mãos de empresas estrangeiras, já que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso as vendeu na Bolsa de Nova York. Só que o contra-argumento é o seguinte: ao entregar Libra, o Brasil está entregando 100% do petróleo na mão dos estrangeiros. O argumento do ministro Lobão é maluco. Aí se diz que o Brasil reservou poderes para fiscalizar a exploração através da Petrosal. Mas quem será o presidente da Petrosal? Como o Brasil perde o seu futuro econômico sem sequer haver uma consulta à população?

Mas o argumento da presidência da Petrobras é de que a empresa não tem condições financeiras de explorar o campo de Libra. Qual é a situação financeira da Petrobras?
Não é verdade. O capital da Petrobras foi sendo espremido pelo governo nos últimos anos. O caixa da empresa era próximo a 70 bilhões de reais; hoje está reduzido a seis ou sete bilhões. Mas, apesar disso, o Brasil tem reservas colossais, como o Banco Central, de 300 milhões de dólares. Mais do que isso: o Tesouro Nacional não queria construir o trem bala? Quer construir essa obra e não tem recurso para tocar para frente um campo de petróleo que irá dobrar as reservas brasileiras?

Nenhum país do mundo faz partilha de um campo já conhecido. O país poderia fazer uma concessão caso quisesse ser um país petroleiro, mas eu pessoalmente quero dizer que não há pior destino nacional do que ser exportador de petróleo. Basta olhar pelo mundo o que acontece com esses países: são sociedades atrasadas, com desequilíbrios sociais brutais, gastam boa parte do que ganham com armamento, enfrentam guerras religiosas e são objeto de intervenção de outros Estados, como Iraque, Líbia.

Então, o que o Brasil deve fazer com essas reservas?
O Brasil tem que controlar seus recursos estratégicos, independente de qualquer coisa, e não basta ter controle apenas em cima de uma Petrosal. O argumento da Graça (Graça Silva Foster) é sem graça. É uma desgraça. Não consigo entender como isso está acontecendo se a presidente Dilma disse, em discurso quando candidata à presidência da República, que não iria privatizar o pré-sal.

Economicamente, a postura do governo é uma besteira. Nenhum país exportador de petróleo conseguiu se dar bem na história mundial, com exceção da Noruega. O Brasil deve explorar essas reservas no ritmo em que a Petrobras consiga explorar, ou seja, capitalizar a empresa para isso. Como capitalizar? Há várias maneiras. Deixa eu ser Ministro da Fazenda por um mês para ver como se capitaliza a Petrobras. Como ela está com uma imensa reserva de petróleo, devem ter muitos grupos financeiros dispostos a se associarem a ela.

E a empresa deve buscar alguma parceria financeira?
Não seria necessário, pelo seguinte: a Petrobras não pode se comprometer a investir 50 milhões de dólares a mais, considerando os programas que ela já está executando. Mas se ela começar a encontrar petróleo – e ainda vai encontrar mais petróleo rapidamente, e Libra deve estar produzindo muito em dois, três anos -, seu valor será multiplicado. E a Petrobras não precisa voltar todo o campo de produção imediata, ela precisa ter um ritmo de extração que corresponda à necessidade brasileira de desenvolvimento. Ou seja, gerar emprego para todos os brasileiros, melhorar as condições habitacionais, melhorar o sistema educacional, que está uma porcaria, fazer a cobertura médica. A realização de todos os nossos sonhos depende de o nosso país crescer 5, 6, 7% ao ano. Com a Petrobras, a economia do petróleo e um pouco de competência, o Brasil cresce sem dificuldade nenhuma.

Voltando às razões que fizeram o governo optar pelo leilão de Libra, concorda que motivos econômicos por conta das contas externas foram determinantes para a decisão?
Este governo opta pelo leilão por duas razões: uma delas é geopolítica, ou seja, o país quer aparecer ao capital financeiro mundial como bem comportado. Para quê? Para atrair mais capital de curto prazo para o Brasil. A segunda razão é manter a política do tripé que foi instalada pelos tucanos e preservada pelos governos Lula e Dilma.

Eu e muitos amigos iremos para a frente do hotel onde será realizado o leilão. Todos estaremos de terno preto e ficaremos lá, de pé, assistindo. Irei lá porque os meus netos foram às manifestações de junho reivindicar um país melhor. Me sinto mal, como idoso, em vender as empresas do Brasil, porque meus netos serão prejudicados.

Qual a situação das contas externas do país? Alguns críticos ao Leilão de Libra dizem que o Leilão servirá para melhorar as contas externas. Como avalia esse apontamento?
Não os levo a sério, porque eles querem que o país cresça menos, faça menos obras públicas e que se paguem mais juros para as aplicações financeiras. Na verdade, a única coisa que está salvando o governo Dilma são alguns projetos importantes que ela encaminhou, mas os empurrou com músculos moles, lentamente.

Hoje, a venda financiada de automóvel subsidia o consumo da gasolina. Sabe que a Petrobras está importando o litro da gasolina a R$ 1,72 e está vendendo a R$ 1,42? Então você acha que o governo vai mexer nisso? Claro que não! Se mexer nisso perde a eleição, porque todas as famílias se endividaram comprando automóvel, e se o preço da gasolina pular para cima, Dilma não se reelege. Então, o governo tem de estabilizar a economia de qualquer jeito, mesmo que tenham que entregar a herança, ou seja, o pré-sal.

Há alguns anos havia um entusiasmo em relação aos rumos da economia brasileira por conta do crescimento de 7% do PIB. Hoje, fala-se em declínio. O senhor concorda com essa análise? Quais as razões?
Quem tinha essa expectativa? Eu nunca tive! Eu sempre chamei o crescimento brasileiro, nos últimos anos, de “voo de galinha”. Nós desperdiçamos a grande chance das matérias-primas de alimentos terem subido muito de preço no início dos anos 2000. Nós tivemos uma bonança externa espetacular, mas ao invés de elevar a taxa de investimento da economia, desperdiçamos isso de mil e uma formas. Mas agora a sociedade está mudando.

Olha, não quero ser profeta de apocalipse, não quero ver as coisas piores do que são; quero apenas dizer o seguinte: o Brasil tinha que estar colocando as barbas de molho em relação à crise mundial. Ela está aí, e não se apresentou toda. Eu estive na Grécia há dez dias e, andando do hotel até o museu, em quatro quarteirões na principal avenida da Atenas moderna, todas as lojas estavam fechadas e quebradas. Havia só uma loja aberta, na qual entrei. Quem me atendeu foi um senhor idoso, dono do estabelecimento. Elogiei a loja e ele informou que não tinha compradores. Também vi em Roma pessoas de terno dormindo na rua. A Europa está em uma situação muito ruim. Para você ter noção, eu vi em Atenas uma reunião de um partido nazista na rua. Eram 40, 50 pessoas reunidas, propondo a violência como solução: violência não se sabe contra quem, nem a favor de quem.

E o Brasil está simplesmente se movendo como se a globalização estivesse indo bem e pudesse dar sustentabilidade ao país. Vou dizer uma coisa: o que mais me escandalizou nessa viagem que fiz é a extensão com que se usa a expressão BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China. Não existe isso, o que existe são quatro países imensos, com problemas muito diferentes e sem nenhuma possibilidade de atuar juntos. Aliás, eu sempre disse isso nos últimos meses, e hoje mesmo os jornais estão dizendo que o Brasil está brigando com a China porque a China está apoiando os Estados Unidos em uma proposta internacional em relação aos serviços. O Brasil e a China são contrários, corretamente. Mas a China é parceira dos Estados Unidos; o que existe no mundo é um G2. Sabe por que o Brasil gosta da ideia de BRIC? Para dizer “olha como sou grande, como sou forte, como sou emergente”. É emergente, mas o PIB brasileiro cai sem parar. O país está desindustrializando.

E a razão desse declínio da economia é a desindustrialização?
Esse declínio está relacionado ao fato de o Brasil não ter nenhum projeto nacional, porque adotou a proposta do Consenso de Washington, no período do Collor de Melo, o qual foi mantido pelos tucanos e petistas. Na verdade, o Brasil não tem projeto nenhum, a não ser de se integrar à globalização. Aliás, a sensibilidade financeira brasileira ao que acontece fora do mundo é assustadora.

Ontem, as bolsas de valores do mundo subiram, porque teve uma conversa inicial boa entre os republicanos e os democratas. Sabe qual a bolsa que mais subiu? A Bovespa. É a que mais baixa também quando tem qualquer coisa fora. Sabe por quê? Porque o Brasil está inteiramente aberto ao jogo financeiro internacional, e agora vai abrir mão da soberania nacional entregando a maior riqueza do país, ou seja, o monopólio estatal do petróleo que foi mantido pela Constituição de 1988 e foi modificado por uma emenda constitucional, a qual nunca foi submetida a plebiscito popular. (IUH Online)

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Médicas da Sonnar participam da XV Jornada de Cardiologia do Sudoeste da Bahia.

Foi realizada em Vitória da Conquista, nos dias 18 e 19 de outubro, a XV Jornada de Cardiologia do Sudoeste da Bahia, evento que já faz parte do calendário das atividades científicas da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Na oportunidade, as médicas Gabriela Chateaubriand e Lívia Gesteira, da equipe da Sonnar, participaram do evento.

Além das novidades científicas e análises de casos clínicos, o evento promoveu a troca de conhecimentos com os médicos de toda região Sudoeste. Foram dois dias na promoção, ampliação e difusão do conhecimento sobre temas importantes da área, com benefícios para os profissionais da área e para a comunidade.100_1456

Crescimento da economia baiana vira arma política favorável ao PT

 

 

Governador Jaques Wagner (PT)

Quando começam os cenários de definição para as eleições, o tema economia toma um lugar de destaque no quadro comparativo entre as administrações. Tanto que a política de atração de investimentos atrelada ao crescimento do PIB da Bahia deve se tornar um argumento favorável ao candidato do governador Jaques Wagner na sucessão do Palácio de Ondina. Numa análise comparativa, os números da economia da Bahia, maior estado administrado pelo PT no Brasil, comparado a gestões do principal adversário político, o PSDB, em São Paulo e Minas Gerais, sinaliza que, na batalha econômica, a administração petista está à frente das tucanas. De acordo com o deputado federal Nelson Pelegrino (PT), é natural que o crescimento do PIB baiano, 2,2% no último trimestre, maior que a média nacional, seja uma das forças do grupo político que hoje administra o estado. “O PIB crescer significa que a economia cresceu. Houve investimento público e privado na Bahia e investimentos em infraestrutura, como a Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) e a recuperação de estadas, que servem para tornar o estado ainda mais atrativo”, avalia o parlamentar. Pelegrino, todavia, admite que o potencial para crescimento ainda existe. “Embora o PIB per capita seja o 26º do país, por uma questão histórica, nosso PIB nominal é alto e deve continuar a crescer. É óbvio que esse vai ser um ponto a ser tocado nas eleições do ano que vem”, sugere o petista. Leia mais no Tribuna.

Presidente Estadual do PSL baiano afirma que o prefeito eleito pela sigla em Brumado, não honrou compromissos e deve ao partido. E disse ainda, que a cassação de seu mandato pode acontecer brevemente “O partido não vai pedir o mandato dele, mas o Ministério Público eu sei que vai” .Enfatizou Toninho Oliveira.

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O presidente do Partido Social Liberal (PSL) da Bahia, Toninho Olívio, demonstrou profunda insatisfação com o pedido de desfiliação do prefeito de Brumado, Aguiberto Lima Dias, do partido. Aguiberto deve se filiar nos próximos dias ao Partido da Solidariedade (SDD) ou ao Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Em contato telefônico com o site Brumado Notícias na noite desta segunda-feira (21), Toninho não poupou criticas ao chefe do executivo da capital do minério e disse que “a porta de saída é serventia da casa”. “Apenas fico chateado porque quando ele entrou no partido foi pela porta da frente e agora está saindo pela porta dos fundos, sem conversar comigo”, disse. Olívio ainda acusou o prefeito municipal de usar o nome do governador Jaques Wagner (PT) sem a devida autorização ao afirmar que o petista solicitou a sua ida para outro partido. Toninho chamou Aguiberto de mentiroso por tais declarações. “Ele usou o nome do governador em vão dizendo que Wagner pediu isso a ele. É mentira! Ele está faltando com a verdade, pois o governador não se envolve com essas questões de partido”, reiterou. O presidente estadual da sigla disse em seguida que não aceita mais o retorno do gestor ao PSL. “Ele já pediu para se desfiliar e se desfiliou. É um direito que assiste a ele, mas eu também tenho o direito de correr atrás das coisas que acho justas. O partido não vai pedir o mandato dele, mas o Ministério Público eu sei que vai. Vou comunicar ao Diretório de Brumado a minha decisão. O partido da cidade vai dar o ok quanto à desfiliação dele”, garantiu Toninho, que ainda fez mais acusações e assegurou que o prefeito brumadense não honra seus compromissos, pois estaria devendo ao partido. Olívio encerrou a entrevista dizendo que torce pela cassação de Aguiberto. “Espero que ele caia. Vamos estar aqui de cima dando risada dele”, alfinetou.  

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Em matéria seguinte – o prefeito de Brumado  rebate as argumentações do presdiente do PSL da bahia com o  seguinte argumento :   “”Toninho Olívio é uma pessoa desqualificada ..

‘As críticas de Olívio foram todas rebatidas por Aguiberto nesta terça-feira (22), em entrevista a uma rádio local. Sobre o presidente estadual do PSL ter dito que o prefeito de Brumado estava saindo do partido para atender ordem do governador Jaques Wagner, Dias foi enfático: “Isso não existiu”. “A minha vontade de sair do PSL vem de muito tempo. Quando recebemos o PSL, ele estava todo irregular, com documentação atrasada, então nós regularizamos tudo e mandamos para a sede em Salvador os nomes que iam compor a provisória do partido”, declarou Aguiberto. 

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“Nós, brasileiros, não gostamos dos homossexuais”, diz Bolsonaro

 

O deputado Jair Bolsonaro (PP)

O deputado federal Jair Bolsonaro volta a causar polêmica. Durante uma entrevista concedida ao comediante Sthephen Fry, para o documentário ”Out There”, exibido atualmente pelo canal da BBC de Londres, Bolsonaro declarou que “Nenhum pai tem orgulho de ter um filho gay” e que “Nós, brasileiros, não gostamos dos homossexuais.” Fry, que é gay assumido, definiu a conversa com o político brasileiro como “Um dos mais estranhos e sinistros encontros que já tive na vida” e que “Ver tanta ignorância, brutalidade, estupidez e horror não ajudou”, referindo-se ao estado deprimido em que ficou durante as filmagens do documentário. E completou: “Bolsonaro é o típico homofóbico, que eu encontrei pelo mundo, com seu mantra de que os gays querem dominar a sociedade, recrutar crianças ou abusar delas. Mesmo num país progressistas como o Brasil, suas mentiras criam histeria entre os ignorantes, dos quais violência pode surgir”. Em seu Twitter oficial, o deputado chegou a declarar que o inglês estaria se aproveitando para “aparecer” às custas dele, e que o tempo de entrevista mostrado seria muito inferior à entrevista concedida, mas não negou nenhuma das declarações. (Texto original: Correio*)

Veja uma passagem de Bolsonaro no documentário no vídeo abaixo.

 

BAHIA ATRAI R$ 600 MILHÕES EM INVESTIMENTOS DE EMPRESÁRIOS ALEMÃES

Fonte AGECOM

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A confirmação de investimentos do empresariado alemão do setor químico no Polo Industrial de Camaçari, nos próximos meses, no valor de R$ 600 milhões, é um dos destaques do programa Conversa com o Governador desta terça-feira (22). Na semana passada, Jaques Wagner participou em Dusseldorf, na Alemanha, da Feira K, maior evento de plástico e borracha do mundo. “Foi uma viagem exitosa e é por isso que eu digo que nunca se investiu tanto na Bahia como no nosso tempo”.

O governador também fala da sua viagem ao município de Teixeira de Freitas, no extremo sul do Estado, na segunda-feira (21), para acompanhar mais uma etapa do programa Saúde em Movimento e entregar o estádio municipal, totalmente ampliado, e 500 unidades do Minha Casa, Minha Vida.

Indústria

Sobre os bons resultados da viagem à Alemanha, Wagner diz que fez questão de participar da feira, realizada de três em três anos, “porque estávamos trabalhando para confirmar o investimento de uma fábrica que vai produzir um plástico de engenharia muito usado em diversas áreas da construção civil e para peças de veículos”, possibilitando enriquecer a cadeia produtiva do plástico e da petroquímica no estado.

Segundo ele, esse investimento atrai outros. As empresas Braskem e a Unigel, por exemplo, vão ampliar a produção de certos insumos. Com isso, o total de investimentos chega a R$ 600 milhões, entre a nova fábrica e as ampliações da Estireno – no caso Unigel – e da Braskem.

O governador diz não ter dúvida de que, na medida em que o produto está aqui, o plástico, que é insumo para essas indústrias, vai ser possível trazer “para o Polo ou para outras cidades do entorno, mais fábricas de transformação que, seguramente, irão gerar mais empregos”.

Ele também faz um rápido balanço sobre a economia da Bahia nos últimos anos. “São 500 investimentos novos – 400 empreendimentos totalmente novos e 100 ampliados. Então, não é pouca coisa. É por isso que a gente pode se orgulhar de ter 540 mil novos empregos em seis anos e nove meses de governo”. Ele enfatiza o crescimento industrial da Bahia em junho de 2013, que, em comparação a junho do ano passado, foi 30 vezes maior que a média nacional.

Saúde

No programa, o governador também destaca mais uma etapa do Saúde em Movimento, que realiza atendimento em Teixeira de Freitas até esta terça-feira. “É um programa já consagrado, bem aceito pela população baiana e reconhecido, inclusive, pelo Ministério da Saúde, como o maior programa de saúde oftalmológica do Brasil neste momento”.

De acordo com o governador, que nesta segunda acompanhou as ações do Saúde em Movimento na cidade, o programa já realizou mais de 100 mil cirurgias de catarata e mais de 300 mil consultas em oftalmologia, incluindo doação de óculos quando se trata de criança ou aluno do programa Todos pela Alfabetização (Topa).

“Eu me orgulho muito desse programa da Secretaria da Saúde [Sesab], que terá uma etapa no município de Vitória da Conquista”, afirma. Wagner ressalta a alegria dos pacientes quando recuperam a qualidade da visão por meio do procedimento cirúrgico feito em cinco minutos, utilizando os melhores equipamentos.

Habitação

No município, o governador também entregou o Estádio Municipal Roberto Pereira de Almeida, com investimento de R$ 1,2 milhão, que se transformou num complexo esportivo, com piscina e quadra, mais 500 unidades do Minha Casa Minha Vida, no Conjunto Habitacional Castelinho 1, que representam investimento de R$ 23,5 milhões e beneficiam aproximadamente duas mil pessoas. “Nós vamos continuar nessa batalha ao lado da presidenta Dilma, que já deve, em breve, lançar o Minha Casa, Minha Vida III”.

Aquicultura

Em sua página no Facebook (JaquesWagnerOficial), o governador agradece ao internauta Chiquinho Rocha, que o elogiou pela entrega de 60 canoas a pescadores da região de Maraú. Aproveita para lhe informar sobre a previsão do governo de distribuir, por meio do Programa Vida Melhor, mais de 800 embarcações em fibra de vidro, “com durabilidade maior”, para pescadores artesanais, além de promover cursos para ensinar o cultivo de algas e de ostras.

As ações buscam permitir a quem deseja viver da pesca “ter uma renda familiar melhor”. Wagner afirma que “durante muito tempo se apoiou muito pouco à pesca artesanal e a própria aquicultura”. Mas o governo, acompanhando o presidente Lula que, na época, criou o Ministério da Pesca, passou a dar maior atenção ao setor, a exemplo da implantação dos termais pesqueiros de Salvador e de Ilhéus.

Prêmio Empresa Amiga da Criança e do Adolescente será lançado nessa terça, 22

Será lançado na manhã dessa terça-feira, 22, o Prêmio Empresa Amiga da Criança e do Adolescente, uma iniciativa do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente de Vitória da Conquista (Comdica). Criado por meio da Resolução nº 006/2013, o prêmio é destinado a identificar e reconhecer iniciativas bem sucedidas de promoção e defesa dos direitos infantojuvenis no município.

O lançamento será no auditório da Faculdade Independente do Nordeste (Fainor), às 8h30.  Na ocasião, o Comdica entregará para a instituição anfitriã da solenidade o prêmio, em reconhecimento pela parceria desempenhada pela instituição nas eleições de conselheiros tutelares, como também na construção de uma sociedade que proteja os direitos da infância e da juventude.

O evento contará com a presença de representantes do Governo Municipal, conselheiros tutelares e de direitos, do juiz e do promotor da Vara da Infância e da Juventude, Juvino Henrique Brito e Marcos Coelho, do coordenador do Núcleo de Apoio para Implantação, Estruturação e Fortalecimento dos Conselhos de Direitos Tutelares e Fundos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério Público da Bahia (Naic), o promotor de Justiça, Millen Castro.

Nova marca – Ainda durante o evento, será lançado o edital para a escolha da nova marca do Comdica, intitulado “Dê a sua cara ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – Garantir direitos de crianças e adolescentes de Vitória da Conquista”. O conselho espera que educadores e estudantes do Ensino Fundamental e Médio, com idades entre 12 e 17 anos, matriculados nas escolas públicas e privadas do município participem dessa iniciativa

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Senado aprova MP do Mais Médicos; texto segue para sanção da presidenta

No Programa Mais Médicos: – segundo informações  do Ministério da Saúde  – cerca de  1.020 profissionais já se encontram  trabalhando, 

outubro rosa

Brasília – O plenário do Senado aprovou hoje (16) o Projeto de Lei de Conversão 26/2013, que trata da medida provisória que criou o Programa Mais Médicos, do governo federal. Os senadores mantiveram a mesma versão aprovada pela Câmara dos Deputados. Agora, o texto segue para sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Pelo texto, caberá ao Ministério da Saúde emitir o registro provisório para que médicos estrangeiros possam trabalhar no Mais Médicos, deixando de ser uma atribuição dos conselhos regionais de Medicina. A mudança ocorreu por causa de uma emenda incluída pelo relator da comissão especial mista que analisou o projeto de lei de conversão, deputado Rogério Carvalho (PT-SE), depois de o governo argumentar que havia demora por parte dos conselhos em liberar os registros. Conforme balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, 237 profissionais com diploma estrangeiro ainda aguardam o registro para começar a trabalhar.

O texto prevê que o médico estrangeiro será obrigado a revalidar o diploma, caso queira continuar trabalhando no programa além dos três anos iniciais previstos. Antes, não havia essa exigência. Os estrangeiros podem atuar somente nas atividades do Mais Médicos.

O texto aprovado também permite que aposentados participem do Mais Médicos, o que não estava previsto na proposta original do governo.

O Programa Mais Médicos foi criado pelo governo federal com o intuito de levar médicos para áreas de difícil fixação desses profissionais, como regiões isoladas, do interior e periferias de grandes cidades. A criação do programa foi alvo de críticas das principais entidades médicas, que questionam a vinda de profissionais estrangeiros para o Brasil sem a necessidade de passar pela revalidação do diploma e a falta de estrutura física para o trabalho.

Todas as propostas de emendas apresentadas no plenário do Senado foram rejeitadas. Três emendas de redação foram aprovadas para melhorar o texto, mas elas não provocam a necessidade de retorno do projeto à Câmara. A presidenta Dilma Rousseff terá 15 dias para sancionar integral ou parcialmente o texto.
Mariana Jungmannimg_formulario
Repórter da Agência Brasil