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Bancários definem futuro da greve em assembleia nesta sexta

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Após a apresentação da proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta quinta-feira, 10, de 8% de reajuste salarial e de 8,5% sobre o piso dos bancários da rede privada, a categoria, que está em greve há 22 dias, deixou para decidir o futuro do movimento nesta sexta-feira, 11.

NEGOCIAÇÕES E PROPOSTAS

A pauta de reivindicações dos bancários, composta por mais de 120 itens, foi entregue à Fenaban em 1º de agosto. Após quatro rodadas de negociações, a federação apresentou uma primeira proposta, com 6,1% de reajuste, que sequer considerava a reposição da inflação.

A segunda proposta, com 7,1% de reajuste, apresentada pelos patrões em 4 de outubro, assegurava apenas 0,97% de ganho real e não garantia avanço nas demais cláusulas sociais e econômicas reivindicadas pela categoria.

Os bancários seguem mobilizados e já fecharam 12.136 agências até ontem, nos 26 estados e no Distrito Federal.

Na Bahia, 838 agências continuam sem funcionamento. Nos 45 municípios que compõem a base do Sindicato dos Bancários de Conquista e Região, foram fechadas 71 unidades, com adesão de 83,15% da categoria

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Fragmentos de Cometa – A onda de fogo causada pelo impacto do cometa atingiu em cheio o deserto egípcio. O calor foi tanto que a areia virou vidro (Terry Bakker)

Pesquisadores encontram fragmento de cometa que atingiu a Terra há 28 milhões de anos

Queda do cometa no sudoeste do Egito devastou a região e transformou o solo do deserto em vidro

cometa A onda de fogo causada pelo impacto do cometa atingiu em cheio o deserto egípcio. O calor foi tanto que a areia virou vidro (Terry Bakker)

Há 28 milhões de anos, um cometa adentrou a atmosfera terrestre, acima da região que viria a ser conhecida como Egito. Ao entrar em contato com o ar, o cometa explodiu, espalhando uma enorme onda de fogo que destruiu todas as formas de vida em seu caminho. O calor produzido foi tão alto que transformou o solo do deserto em vidro. Nesta quinta-feira, pesquisadores da Universidade de Witts, na África do Sul, anunciaram em uma palestra que identificaram um pedaço do cometa responsável por toda essa destruição.

O pequeno pedaço de rocha preta é a primeira prova material encontrada por cientistas de um cometa que atingiu a Terra. Formados em regiões distantes do Sistema Solar, a partir de gelo e poeira, eles normalmente se desintegram quando entram em contato com a atmosfera. “Os cometas são bolas de neve sujas de poeira que sempre passam pelos nossos céus, mas nunca havíamos encontrado o material de que eles são feitos na superfície terrestre”, afirma David Block, pesquisador da Universidade de Wits e um dos responsáveis pela descoberta.

Em seu estudo, os pesquisadores realizaram uma análise das propriedades químicas e físicas de uma pequena e brilhante rocha negra que havia sido encontrada por geólogos no sudoeste do Egito. Dura e angular, a pedra foi nomeada pelos cientistas de Hipátia, em homenagem à mais antiga filósofa, astrônoma e matemática de que se tem notícia: Hipátia de Alexandria.

A análise dos pesquisadores mostrou que ela era composta principalmente por carbono, com diamantes microscópicos espalhados ao longo de sua massa. “Os diamantes são produzidos a partir do carbono. Normalmente eles se formam no fundo da terra, onde a pressão é muito alta, mas também podem ser gerados a partir de um impacto muito forte”, afirma Jan Kramers, pesquisador da Universidade de Joanesburgo.

As análises dos isótopos encontrados na rocha mostraram que o material deveria ter origem extraterrestre, possivelmente fazendo parte do núcleo de um cometa. A pesquisa descrevendo a análise será publicada em novembro na revista Earth and Planetary Science Letters.

Um dos fragmentos de vidro produzidos pelo impacto do cometa foi parar em um broche utilizado pelo faraó Tutancamon

Joias e segredos — Um dos fatores que levou os cientistas a relacionar o pedaço de rocha extraterrestre com o cometa que atingiu o Egito há 28 milhões de anos foi o local onde a pedra estava, no meio de uma área de 6.000 quilômetros quadrados no deserto do Saara. Nesse lugar são encontrados, desde os tempos antigos, pequenos fragmentos de vidro amarelado.

Segundo os pesquisadores, esses fragmentos foram produzidos justamente pelo impacto do cometa, quando o calor de até 2.000 graus Célsius transformou a areia que cobria o solo em vidro. Um desses pedaços — polido — foi parar em um pingente utilizado por Tutankhamon há mais de 3.000 anos.

Os cientistas afirmam que é extremamente raro encontrar material de cometas na superfície da Terra. Os únicos fragmentos descobertos até agora eram microscópicos, achados em meio à poeira flutuando na alta atmosfera ou no gelo antártico. A Hipátia só não teve o mesmo destino porque seu impacto com a Terra teria resultado na formação de um material mais resistente às intempéries.

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A descoberta de material presente em cometas é de alto interesse científico, pois esses astros foram formados em regiões distantes, no início do Sistema Solar. “Os cometas contêm os segredos para desvendarmos a própria formação do Sistema Solar e esta descoberta fornece uma oportunidade sem precedentes de estudos”, disse Block. “A NASA e a Agência Espacial Europeia gastam bilhões de dólares coletando algumas microgramas de material de cometa no espaço e trazendo-o de volta à Terra. Agora, nós temos uma possibilidade nova de estudar esse material, sem gastar tanto dinheiro para coletá-lo”, diz Kramers.

Artigo: Metrô nos trilhos – por Rui Costa

Sem títuloO Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas entrará nos trilhos. Assinaremos o contrato de concessão, através de Parceria Público-Privada, nos próximos dias. A Companhia de Participações em Concessões (CPC), subsidiária da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) – que opera a Linha Amarela em São Paulo – concluirá as obras e operará o sistema por 30 anos. A proposta do grupo, entregue em leilão na sede da BM&F Bovespa, apresentou deságio de 5,05% ao subsídio anual do Estado, que será de R$ 127,6 milhões. Como a própria CCR definiu: “a obra marcará a chegada da empresa no Nordeste”; a população de Salvador e este Governo não esperam menos.

O metrô “calça curta” virou passado. O trecho de 6,6 km já construído e estagnado ao longo de anos, finalmente será retomado. Agora, o metrô atingirá 41,2 km de extensão, em até 42 meses de obras. Este é o compromisso do Governo da Bahia, que vai implantar um meio necessário e eficiente de transporte urbano na capital, interligando-a ao município de Lauro de Freitas.

Após 13 anos de espera e falsas promessas, teremos o metrô funcionando a partir de 2014. Esta será mais uma marca de Jaques Wagner: o governador que mais investiu em obras de mobilidade em Salvador. Dentre as grandes intervenções, listo a Via Expressa – uma das maiores obras viárias urbanas do país – e os Corredores Transversais. Antes das obras que o governo baiano realiza, qual foi a última grande obra de mobilidade nessa cidade? Alguém se lembra?

Os Corredores Transversais foram pensados como um conjunto de intervenções de mobilidade urbana, a fim de racionalizar a circulação em Salvador e alimentar as estações de metrô, facilitando o acesso de usuários, além de ligar o chamado “miolo” da cidade à orla atlântica e à orla suburbana. A construção deles já foi iniciada, com a duplicação da Avenida Pinto de Aguiar. As demais avenidas que compõem esses corredores terão início ainda em 2013.

Como filho de Salvador, me somo a todos os que terão de volta a certeza de que obras grandiosas como esta podem se tornar realidade. Toda grande metrópole precisa de transporte de massa e Salvador ainda deixa muito a desejar. Os serviços oferecidos pelos ônibus não são suficientes. A precariedade existente colabora com o aumento do número de carros nas ruas – o que acarreta caos no trânsito. Essa realidade vai mudar.

Sob o comando do Governo da Bahia, serão investidos R$ 4,2 bilhões para a implantação de todo o sistema metroviário. O traçado, estruturado nos ramais ‘Linha 1’ e ‘Linha 2’, ligará a estação da Lapa a Cajazeiras/Águas Claras e a Lauro de Freitas.

Chegar a Cajazeiras é honrar o compromisso assumido pelo governador Jaques Wagner com a população, ratificado pela nossa presidenta Dilma Rousseff. A estação beneficiará toda a população do bairro.

As distâncias entre as moradias e os locais de trabalho, de estudo, será facilmente percorrida, com horários estabelecidos, evitando longas esperas e atrasos. Vamos cronometrar o percurso.

Salvador merece essa eficiência, que é sinônimo de desenvolvimento. A rapidez nas idas e vindas das pessoas faz parte das melhorias que o governo baiano tem para a nossa capital.

Integrado ao sistema de ônibus, o custo do transporte será de R$3,90, não importando se será feita uma ou duas integrações. Os usuários exclusivos do metrô pagarão pela passagem o valor de R$3,10.

Reforço que a eficiência de uma PPP impõe um forte ritmo de obra, como feito na construção da Arena Fonte Nova. A cada estação construída, com terminal de integração, mais um trecho liberado. Será assim durante toda a implantação.

A solução dos gargalos do trânsito e a extinção de pontos de estrangulamento na cidade só podem ser conquistadas com intervenções estruturantes, sendo estas pensadas e defendidas pelo governador Jaques Wagner. Chega de vaivéns, de atrasos, de tentativas fadadas ao fracasso. Teremos um novo padrão de mobilidade. O metrô de Salvador entra nos trilhos! Nós conseguimos os recursos, construímos os projetos e estamos fazendo uma Salvador melhor.

 

Cursos superiores podem ser ‘desperdício’ no Brasil, diz estudioso

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Diploma dá a jovens acesso a empregos que pagam melhor, mas qualidade dos cursos é duvidosa

Embora tenham proliferado no Brasil nos últimos anos, muitos cursos superiores acabam não formando profissionais de qualidade, por isso, podem até acabar sendo um desperdício para a sociedade, de acordo com um especialista ouvido pela BBC Brasil.

Para Tristan MacCowen, professor de Educação e Desenvolvimento da Universidade de Londres, que há pelo menos uma década estuda a evolução do sistema educacional brasileiro, alguns desses cursos “não aumentam a capacidade de inovação da economia, não impulsionam sua produtividade e acabam ajudando a perpetuar uma situação de desigualdade, já que continua a ser vedado à população de baixa renda o acesso a cursos de maior prestígio e qualidade”.

Ruth Costas

Da BBC Brasil em São Paulo

 

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Aos poucos, segundo o especialista, estaria sendo consolidado no sistema de ensino superior brasileiro uma espécie de sistema “dual”, no qual os cursos e universidades mais disputados – públicos e privados – continuariam a receber principalmente estudantes da elite, enquanto boa parte da população de baixa renda acabaria em faculdades de segunda classe, “nas quais a experiência de aprendizagem seria bem diferente”.

“Em muitas das instituições de ensino superior acessíveis a essas classes não há estímulos para que os estudantes busquem conhecimento fora das salas de aula, nem oportunidades de pesquisa ou chances para eles expandirem sua experiência universitária”, diz o especialista.

“Muitos acabam sendo mais uma extensão do ensino básico e fundamental do que uma faculdade ou universidade propriamente ditas.”

Segundo a última pesquisa do Instituto Paulo Montenegro (IPM), vinculado ao Ibope, divulgada no ano passado, quatro em cada dez estudantes do ensino superior no Brasil não são “plenamente alfabetizados” – ou seja, não conseguem interpretar um texto, gráficos ou tabelas, nem fazer contas matemáticas um pouco mais complexas – por exemplo, envolvendo porcentagens.

“O problema é que o domínio da linguagem e da matemática são ferramentas básicas para que se possa avançar na aprendizagem de conteúdos mais complexos”, diz Ana Lúcia Lima, diretora do Instituto.

‘De mentira’

A opinião de um ex-professor de arquitetura sobre a qualidade dos alunos e do ensino na faculdade em que ele deu aula por cinco anos dá a medida dos desafios que envolvem a expansão do acesso à universidade no Brasil: “Esses cursos dão a muitos jovens uma chance de conseguir empregos que pagam um pouco melhor, mas quem vive o dia-a-dia de algumas dessas faculdades privadas sabe que classificá-los como ‘curso superior’ é uma grande mentira”, diz ele.

O ex-professor, de São Paulo, conta que alguns de seus alunos chegavam a sala de aula sem saber fazer uma equação de primeiro grau ou escrever um texto “que fizesse sentido” – e boa parte do trabalho do corpo docente da instituição era tentar suprir as carências de um ensino básico e fundamental deficiente.

“”Esses cursos dão a muitos jovens uma chance de conseguir empregos que pagam um pouco melhor, mas quem vive o dia-a-dia de algumas dessas faculdades privadas sabe que classificá-los como ‘curso superior’ é uma grande mentira.”

Ex-professor universitário

“Havia alguns alunos bons e muitos problemáticos – e os professores eram pressionados a aprovar a maior parte dos matriculados mesmo que seu aproveitamento do curso fosse mínimo”, diz ele.

Desde 2001, o número de instituições de ensino superior no país passou de 1.004 para cerca de 2,5 mil e a quantidade de matrículas mais que dobrou, chegando a 6,7 milhões no ano passado, segundo dados da mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

O relato do ex-professor, porém, não chega a ser uma surpresa para Tristan MacCowen.

“Não há como negar que o Brasil fez avanços significativos na expansão do acesso ao ensino superior – e isso é positivo – mas essa expansão precisava ser acompanhada de um controle sobre a qualidade das novas instituições e um desenvolvimento significativo dos mecanismos de regulação e supervisão do setor, o que parece não ter ocorrido”, acredita MacCowen.

Segundo o especialista, na comparação com outros países, o caso brasileiro se destaca justamente pela falta de rigidez de sua regulamentação. “Chama a atenção a facilidade com a qual grupos privados que visam o lucro podem abrir instituições de ensino no país, por exemplo, – o que implica em riscos significativos”, alerta.

O governo tem feito um esforço para ampliar a oferta em universidades públicas, principalmente no interior do país, mas 74,6% dos estudantes ainda estão matriculados em instituições privadas, segundo a última Pnad, que registrou um aumento de 1,4 pontos nesse porcentual de 2011 para 2012.

ProUNI

Segundo especialistas, a expansão da educação superior no Brasil na última década foi o resultado de dois processos combinados.

De um lado, em um cenário de maior crescimento e menor desemprego, muitos jovens da classe C se sentiram estimulados a estudar mais que seus pais para ampliar suas oportunidades no mercado de trabaho e perspectivas de rendimento.Também aumentou a quantidade de famílias com recursos para investir em educação – o que ampliou a demanda por cursos e serviços nessa área.

Simultaneamente, foram adotadas uma série de políticas públicas para garantir que tal demanda fosse atendida.

Desde 2007, o Governo Federal procurou ampliar a oferta de vagas na rede pública via Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e universidades federais começaram a adotar sistemas de cotas raciais ou para alunos de escolas públicas.

Para as instituições privadas, o maior estímulo foi o Programa Universidade para Todos (ProUNI), que tem financiado, com bolsas parciais ou integrais, milhares de estudantes de baixa renda em cursos superiores por todo o país.

Com tais impulsos, o ensino superior privado tornou-se um dos segmentos mais promissores da economia brasileira. Em 2012, empresas do setor estiveram entre as que mais se valorizaram na Bovespa e não demorou muito para que se estabelecesse uma dinâmica de formação de megagrupos para atender o filão.

Por todo o país, novas faculdades têm recebido jovens que recebem bolsa do governo ou trabalham de dia para pagar os cursos que frequentam à noite.

“Temos pela frente um grande desafio para expandir a qualidade desses cursos e da formação básica dos estudantes que chegam a suas salas de aula”, diz Lima. “Isso é essencial para evitar que a escolaridade dos brasileiros avance apenas no papel.”

 

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População contabiliza crescentes prejuizos com a queda de braço entre patrões e empregados do sistema bancário

Cresce a irritação dos correntistas com prolongamento da greve dos bancários

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A greve dos bancários que completa 21 dias e sem perspectiva de término faz aumentar a indignação da população. A maioria das reclamações é sobre serviços que são realizados apenas em agência própria do correntista ou uma simples ajuda de quem não entende as novas tecnologias, como é o caso do guardador Antônio Santos, de 63 anos. “Não estou conseguindo tirar meu extrato em nenhuma dessas máquinas. Normalmente eu peço ajuda de algum funcionário, mas agora não tem ninguém para pedir ajuda”, conta.

A paralisação traz transtornos também para as pessoas que desejam usar os caixas eletrônicos e não conseguem por falta de manutenção. “Já fui a três agências do Bradesco aqui no Comércio para tentar depositar um dinheiro, mas não consigo porque as máquinas não estão disponíveis para depósito. Desse jeito fica muito difícil inclusive buscar as alternativas”, desabafa a dona de casa Cristina Almeida.

Enquanto isso, o movimento nas lotéricas só cresce, aumentando também a sensação de insegurança, já que as lojas são um dos locais mais procurados para realizar pagamento de contas. De acordo com informações do gerente de uma lotérica no Comércio, Edson Oliveira, houve um incremento de cerca de 20% no número de atendimentos diários. “Isso se deve ao fato de ser ainda início de mês, mas principalmente, devido à greve dos bancários. Quando isso acontece todo mundo corre para a lotérica”, afirma.

O movimento intenso faz com que funcionários e clientes tenham mais cautela. A loja funciona das 8h às 18h, mas, de acordo com o comerciante, até o momento ainda não foi necessário nenhum equipamento de segurança. “Graças a Deus não tivemos nenhuma ocorrência por conta disso, mas quando há suspeitos, informamos imediatamente ao comando militar daqui da região. E assim, conseguimos realizar nosso trabalho normalmente”, informa o gerente.

Para os clientes, o problema de enfrentar as longas filas nas lotéricas não é só o cansaço, mas também o medo de assaltos. A greve não alterou a rotina de pagamentos de Mariete Lima, mas o sentimento de medo é constante. “Medo eu sempre tenho, mas independente de greve, sempre faço meus pagamentos aqui. A diferença é que ultimamente venho com mais receio porque as lotéricas ficam mais visadas nesse período de paralisação. Infelizmente não temos alternativa enquanto os bancos não voltarem a funcionar”, desabafa.

Mesmo sem movimento nas agências bancárias, os bandidos não perdem tempo e continuam atacando os bancos. De acordo com informações do Sindicato dos Bancários da Bahia, desde o início da greve (19 de setembro) até 7 de outubro, dez agências bancárias na Bahia foram alvo de bandidos. A última ocorrência aconteceu em Santanópolis, a 160 km de Salvador, quando bandidos explodiram um caixa eletrônico na agência do Banco do Brasil. Em Salvador, até o momento, foram registradas três ocorrências nesse período.

por
Maíra Cortes

Bancários rejeitam proposta e greve continua por tempo indeterminado

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Os bancários de Conquista e região rejeitaram, por unanimidade, a nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que garante apenas 7,1% de reajuste para os mais de 500 mil bancários de todo o Brasil.

Na opinião dos trabalhadores, o índice não contempla os anseios da categoria, que também exige melhores condições de trabalho, mais segurança e igualdade de oportunidades.

Em 1º de agosto, uma pauta com 120 cláusulas foi entregue aos patrões e o índice de reajuste salarial reivindicado foi de 11,93%, que equivale a 5% de aumento real, mais a inflação.

ADESÃO É CRESCENTE

Nesta segunda-feira, a adesão na Bahia foi ampliada. São 837 unidades paralisadas em todo o Estado. Na base do Sindicato dos Bancários de Conquista e região, mais de 940 bancários estão insatisfeitos com a postura de descaso da Fenaban e governo federal. Eles prometem intensificar a luta, mantendo a greve até que uma proposta decente seja apresentada.

Nos 45 municípios da base territorial do Sindicato, 71 unidades permanecem fechadas.

PM é baleado em tentativa de assalto no Bairro Patagônia. Em Vitória da Conquista

A  Associação dos Bairro Patagônia e do Kadija, fez intensa pressao e revindiação,  junto as autoridades, porquanto,  aos inúmeros acontecimentos relacionados a invasão e intensa movimentação do meliantes na localidade.  Mesmo assim, e com cobertura  e ronda da policia na localidade, não foi o sufiente para coibir as ações dos fora da lei, a um cidadão da lei. O Policial que pertence a 78ª Companhia Independente da PM de Vitória da Conquista, foi baleado  nas proximidades do Colégio Militar, no Bairro Patagônia. O fato aconteceu, na segunda-feira, às 21h.

O policial foi baleado no abdômen e foi levado ao hospital, passou por cirurgia e não corre risco de morte.

Um dos criminosos teria sido baleado, inclusive policiais encontraram um extenso rastro de sangue na Rua Alcobaça, mas o ferido não foi localizado.

POLICIAL

Governador garante venda de milho subsidiado na Bahia

Os recursos para a venda de milho a preços subsidiados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para os produtores rurais da Bahia já foram liberados pelo governo federal. A garantia foi dada pelo ministro da Agricultura, Antonio Andrade, que se reuniu nesta terça-feira (8), em Brasília, com o governador Jaques Wagner para tratar do assunto.

O governador cobrou do titular da Agricultura a manutenção dos 18 polos de venda de milho para ração animal no estado. Andrade garantiu que o atendimento pela Conab não será suspenso. Ele afirmou que o governo federal garantirá o apoio operacional ao funcionamento dos polos de distribuição.

Na segunda-feira (7) à noite o governador já havia entregue, pessoalmente, à chefe da Casa Civil, ministra Gleise Hoffmann, ofício solicitando intercessão junto ao Ministério da Agricultura para manter os 18 polos de venda de milho da Conab na Bahia.

Defesa agropecuária

Em encontro com a presidente Dilma Rousseff o governador Jaques Wagner entregou documento assinado pelos 27 secretários estaduais de agricultura que fazem parte do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Agricultura (Conseagri), solicitando o restabelecimento dos convênios plurianuais firmados entre o governo federal, por meio do Ministério da Agricultura, com as pastas de agricultura dos estados, para promover a defesa agropecuária.

Os secretários querem uma audiência com a presidente Dilma para reforçar a defesa agropecuária e evitar a invasão de pragas nas regiões de fronteira. O documento solicita que a defesa agropecuária continue a ser realizada em convênio com as secretarias estaduais.

Projetos

Na sua ida à Brasília o governador aproveitou a oportunidade para visitar, também, o atual ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, substituto de Fernando Bezerra na pasta. Durante o encontro Jaques Wagner reforçou o pedido de liberação de recursos para projetos já apresentados ao antecessor do ministro, e que prevêem a execução de várias obras no interior da Bahia. Dentre os projetos abordados pelo governador estão o do Baixio de Irecê e os 200 sistemas simplificados de abastecimento de água em 50 municípios da área de atuação da Codevasf, bem como o de Macururé.

Definição da Empresa que atuará no Transporte coletivo sai hoje, com assinatura de contrato com a empresa Cidade Verde.

Sem títuloA Prefeitura de Vitória da Conquista assina nessa terça-feira, 8, às 9h30, o contrato com a Cidade Verde Transporte Rodoviário Ltda. – empresa do lote 2 que atuará no novo sistema de transporte coletivo da cidade. A assinatura será no Salão Nobre do Gabinete Civil.

O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Luis Alberto Sellmann, falou a respeito. “Este momento de assinatura de contrato representa a finalização do processo de licitação. A partir de agora, o Governo vai poder efetivamente implantar o novo sistema de transporte coletivo, cujo edital e melhorias foram construídas junto com a sociedade civil”, disse.

Sobre a licitação – A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista instaurou, em 2011, processo licitatório, com o objetivo de selecionar empresas para atuarem no Sistema de Transporte Coletivo do Município. O processo licitatório se prolongou por mais de dois anos, contrariando as expectativas e as ações da Administração Municipal e da população. O atraso aconteceu porque algumas empresas licitantes retardaram o processo com seguidas ações na justiça. Assim que novo sistema de transporte coletivo for implantado, Vitória da Conquista experimentará um novo ciclo de melhorias na mobilidade urbana, são elas:

  • Aumento da frota de 141 ônibus para 160, distribuídos em 2 lotes de 80 ônibus.
  • Aumento da frota adaptada com elevadores para pessoas com mobilidade reduzida, passando de 45 para 80 ônibus adaptados. Ao final de 2014, toda a frota estará adaptada.
  • Renovação da frota, garantindo a idade média de aproximadamente 2 anos. Isso significa que a maioria dos ônibus em atividade será descartada e que ônibus zero quilômetro e seminovos prestarão o serviço no novo sistema.
  • Os ônibus terão bancos acolchoados, portanto, mais confortáveis.
  • Cada ônibus terá câmeras, facilitando o monitoramento e possibilitando maior segurança.
  • As descargas, todas com catalisador, serão suspensas, e parte da frota rodará com um óleo diesel menos poluente.
  • Instalação de mais duas centrais de comercialização de bilhetes eletrônicos, permitindo a compra de créditos pela internet.
  • Implantação de integração tarifária, “bilhete único”, possibilitando a tarifa zero para novas viagens por sentido de deslocamento, no período de duas horas.
  • Implantação inicial de mais 100 novos abrigos de ônibus, com acessibilidade, espaço para cadeira de rodas e proteção contra a ação de raios ultravioletas.
  • Implantação e/ou adaptação de terminais de bairro.
  • Reconstrução completa do Terminal de Ônibus da Avenida Lauro de Freitas, contemplando: acessibilidade; ampliação da capacidade; cobertura ampliada, abrangendo o estacionamento dos ônibus; construção de módulo administrativo e bateria de sanitários.

 

Justiça Eleitoral – 90º Zona Eleitoral – cassa mandatos do Prefeito e vice de Brumado. As justificativas na sentença são: de abuso de puder econômico, fraude, manipulação e corrupção praticadas durante o processo eleitoral.

Brumado: Justiça Eleitoral cassa novamente mandatos de Aguiberto e Cristina, mas eles permanecem no cargo

Os mandatos do prefeito de Brumado, Aguiberto Lima Dias (PSL), e de sua vice Cristina Gondim (PSDB) foram cassados nesta segunda-feira (07). A ação foi ajuizada pelo juiz Genivaldo Alves Guimarães, da 90ª Zonal Eleitoral de Brumado, e o fato foi resultado da Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME), protocolada na justiça pela chapa derrotada nas eleições 2012 – composta por Marizete Pereira (PT) e seu vice Marlúcio Abreu (PP), dois dias após o gestor assumir o comando do município. Na ocasião, a justificativa dos acionantes foi de que o prefeito brumadense teria cometido abuso de poder econômico, corrupção ou fraude. A cassação ainda foi reiterada pelo promotor Paulo César de Azevedo, do Ministério Público Eleitoral de Brumado, o qual emitiu parecer favorável à cassação do diploma e ainda solicitou o afastamento imediato do prefeito e da vice. A decisão pela cassação faz com que os votos dados a Aguiberto e Cristina sejam considerados nulos pela justiça eleitoral e, apesar da sentença de cassação, o juiz  não acatou o pedido de afastamento imediato requerido pelo do promotor. Desta forma, tanto Aguiberto, quanto Cristina se mantém no cargo até que o  julgamento do processo no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

“Deixo registrado que em se tratando de eleições municipais, os efeitos da condenação não são de imediatos. É necessário que a sentença transite em julgado ou seja poderão recorrer sem se afastarem, imediatamente, dos respectivos cargos.”

 

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messmo cassados Aguiberto e Cristina permanecem no cargo. (Foto: Wilker Porto | Brumado Agora)

Bancários rejeitam proposta e greve continua por tempo indeterminado, e a população diante deste movimento, continua contabilizando prejuízos e dificuldades para fazer suas articulações financeiras e mercadológicas.

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Os bancários de Vitória da Conquista e região rejeitaram, através de uma assembleia entre eles, por unanimidade, a nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que garante apenas 7,1% de reajuste para os mais de 500 mil bancários de todo o Brasil..

Na opinião dos trabalhadores, o índice não contempla os anseios da categoria, que também exige melhores condições de trabalho, mais segurança e igualdade de oportunidades.

Em 1º de agosto, uma pauta com 120 cláusulas foi entregue aos patrões e o índice de reajuste salarial reivindicado foi de 11,93%, que equivale a 5% de aumento real, mais a inflação.

Segundo estimativas da assessoria dos bancários, a adesão  ao movimento na Bahia foi ampliada. São 837 unidades paralisadas em todo o Estado. Na base do Sindicato dos Bancários de Conquista e região, mais de 940 bancários estão insatisfeitos com a postura de descaso da Fenaban e governo federal. Eles prometem intensificar a luta, mantendo a greve até que uma proposta decente seja apresentada.

Nos 45 municípios da base territorial do Sindicato, 71 unidades permanecem fechadas. Espera-se, portanto, que os trabalhadores deste setor alcance os índices desejados, e que ao retornar as suas ocupações em seus postos de trabalhos venham desenvolver  e atuar de maneira  mais solícita e simpática, aos usuários do sistema.