A Gente diz

“Cura Gay” não passará jamais, admite Feliciano durante culto.

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“Esse projeto já nasceu morto. Na comissão ele foi aprovado, mas eu sei que ele jamais irá passar no Congresso”, disse o deputado federal Marco Feliciano (PSC) sobre o projeto conhecido como “cura gay” em um culto realizado em Valinhos (SP), nesta quinta-feira (27). Ele chegou à igreja por volta das 21h30 e com ele um grupo de 20 manifestantes que gritavam “fora Feliciano”, “me cura” e “ele não nos representa”. O grupo criticava o parlamentar, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, por causa da proposta que autoriza psicólogos a proporem tratamento para reverter a homossexualidade.De autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), o projeto da “cura gay” pede a extinção de dois artigos de uma resolução de 1999 do Conselho Federal de Psicologia. Um deles impede a atuação dos profissionais da psicologia para tratar homossexuais. O outro proíbe qualquer ação coercitiva em favor de orientações não solicitadas pelo paciente e determina que psicólogos não se pronunciem publicamente de modo a reforçar preconceitos em relação a homossexuais. A aprovação do projeto pela Comissão de Direitos Humanos ocorreu na semana passada e motivou protestos em Campinas (SP) e também em outras cidades do país.

Antes da chegada de Feliciano, 12 homens da Polícia Militar prepararam um cordão de isolamento para separar os manifestantes da entrada da igreja. “Não estamos aqui para ofender a religião deles. Estamos aqui para protestar contra o deputado e esse projeto homofóbico. Se ele estivesse em uma praça seria da mesma forma”, disse a professora Rosângela Paes.(Erick Julio, do G1 Campinas)

Oposição quer CPI para investigar gasto com a Copa do Mundo

 


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Depois de o governo federal anunciar que a previsão dos custos das obras para a Copa do Mundo de 2014 subiu de R$ 25,5 bilhões para R$ 28 bilhões, dois dos principais partidos políticos da oposição — Democratas e PPS/MD — começaram, nesta semana, a atuar nos bastidores do Congresso para implantar uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito). O objetivo é investigar os gastos públicos para realizar o torneio.

No mesmo dia em que anunciou o aumento em cerca de 10% dos gastos, o próprio governo admitiu que a conta pode ficar ainda mais cara. Nas contas da Consultoria Legislativa do Senado, a Copa de 2014 será a mais cara da história e pode chegar a custar R$ 63 bilhões para os governos. Para comparar, o governo da África do Sul gastou R$ 14,5 bilhões em infraestrutura e estádios na Copa de 2010.

O investimento público para fazer a Copa de 2014 virou um dos alvos das manifestações de rua das últimas semanas. Por isso, na última segunda-feira, os parlamentares do PPS/MD iniciaram a coleta de assinaturas para a CPMI. O líder do PPS/MD, deputado federal Rubens Bueno (PR), articula nos bastidores para conseguir a adesão dos parlamentares.

— Vamos iniciar imediatamente a coleta de assinaturas para a CPI e mobilizar os deputados e senadores. Não somos contra o evento, mas contra o modo como o governo federal está conduzindo todo esse processo. É muito dinheiro público em jogo e há indícios de superfaturamento em diversas obras. Ao contrário do que afirmou a presidente Dilma, há sim bilhões do governo federal investidos na Copa. Aí entram aplicações diretas e financiamento de bancos estatais [BNDES, Caixa] em estádios.  (Portal R7)

Joaquim Barbosa defende voto distrital e candidaturas avulsas

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, defendeu o voto distrital e o “recall” para políticos. A proposta é que os eleitores fiscalizem os atos dos eleitos para ocupar cargos públicos. Caso as autoridades não estejam fazendo jus aos mandatos, a sociedade teria o direito de expulsar o político do cargo e eleger novo ocupante. O ministro deu a declaração em entrevista concedida após reunião com a presidente Dilma Rousseff, a quem sugeriu propostas para resolver o que chama de “crise grave de representação política” no país. Embora não tenha exposto o “recall” à presidente, ele aproveitou a ocasião para criticar os partidos políticos brasileiros. Leia também: Senado rejeita voto distrital em cidades com mais de 200 mil eleitores – Não falei para a presidente, mas sou inteiramente favorável, acho que seria medida adequada à nossa realidade, adotar a possibilidade do recall. O que é o recall? A pessoa é eleita, claramente identificada como eleita, havendo a possibilidade de o mandato ser revogado por quem a elegeu, ou seja, os próprios eleitores. Medida como essa tem o efeito muito claro de criar uma identificação entre o eleito e eleitorado, impor ao eleito responsabilidade para com quem o elegeu. (Isso) falta ao sistema político brasileiro, especialmente na representação dos órgãos legislativos – afirmou. Joaquim Barbosa defendeu que o país seja dividido em distritos para as eleições: – Eu sou inteiramente favorável ao voto distrital, seja o voto distrital puro, em um turno, seja o voto distrital qualificado, ou seja, se faz um primeiro turno de votação e vão para o segundo turno apenas candidatos em cada distrito que obtiveram um percentual, digamos, de 10%, 15%. Para Barbosa, os partidos brasileiros devem participar menos da vida política, dando lugar à voz direta do povo. Nesse contexto, ele louvou a ideia do plebiscito aventada por Dilma. A presidente quer ouvir a sociedade sobre a convocação de um plebiscito sobre a reforma política. O ministro evitou opinar sobre a necessidade ou não de Constituinte. – Disse (à presidente) que há um sentimento difuso na sociedade brasileira, e eu como cidadão penso assim, há uma vontade do povo brasileiro, especialmente os mais esclarecidos, de diminuir ou de mitigar, e não de suprimir, o peso da influência dos partidos sobre a vida política do país e sobre os cidadãos. Essa me parece ser uma questão chave em tudo o que vem ocorrendo no Brasil hoje. Eu sei muito bem que nenhuma democracia vive sem partidos. Mas há formas de mitigar essa influência, de introduzir pitadas de vontade popular, de consulta direta à população – contou. O ministro também disse à presidente que “não se faz reforma política consistente no Brasil sem mudar a Constituição”. Para ele, “está descartada reforma política consistente com lei ordinária”. Segundo o ministro, a população “não aguenta mais” decisões tomadas por meio de “conchavos”. Barbosa defendeu que o povo seja ouvido nesse momento. Ele afirmou que todas as grandes mudanças do país foram promovidas pelas elites, sem a participação popular. O ministro citou como exemplos a Independência do Brasil e a Proclamação da República. Questionado sobre pesquisas recentes de intenção de voto em que é lembrado para ocupar a Presidência da República, Barbosa disse que não tem intenções de entrar na vida política, apesar de ter se sentido lisonjeado. – Eu não tenho a menor vontade de me lançar a presidente da República. Eu tenho quase 41 anos de vida publica. Está chegando a hora, chega – disse. Na reunião com Dilma, o ministro teria criticado o número excessivo de suplentes de senadores. Para ele, “é uma excrescência totalmente injustificada”. Ele contou que, na reunião com a presidente, disse que era eleitor do Rio de Janeiro, mas não sabia quem era um dos três senadores, porque o mandato estaria com um suplente. Segundo o ministro, ninguém na reunião sabia quem era o senador. Barbosa também defendeu candidaturas avulsas como forma de fortalecimento da democracia. – Eu não falei para a presidente, mas sou inteiramente favorável às candidaturas avulsas em diversos níveis de eleição. Por que não? Já que a nossa democracia peca pela falta de identificação entre eleito e eleitor, porque não permitir que o povo escolha diretamente em quem votar? Por que essa mediação por partidos políticos sem credibilidade? A sociedade brasileira está ansiosa por se ver livre, pelo menos parcialmente, desses grilhões partidários que pesam sobre o seu ombro – afirmou. Questionado sobre pesquisas recentes de intenção de voto em que é lembrado para ocupar a Presidência da República, Barbosa disse que não tem intenções de entrar na vida política, apesar de ter se sentido lisonjeado. – Eu não tenho a menor vontade de me lançar a presidente da republica. Eu tenho quase 41 anos de vida publica. Está chegando a hora, chega – disse. No encontro com Dilma, Barbosa também teria proposto mudanças no Judiciário. Uma delas é a extinção da promoção por merecimento – que, para ele, dá margem a apadrinhamentos políticos a juízes, o que afetaria a isenção do magistrado. O ministro também quer proibir a atuação de advogados em tribunais onde há juízes de quem são parentes. (O Globo) Notícias Relacionadas

Vereador conquistense cobra mais empenho do governo municipal para o Esporte, e diz que: “o que falta não é recurso, é boa vontade”.

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O vereador Jaldo Mendes (PRP) destacou na sessão desta quarta-feira (26) as necessidades inerentes a prática esportiva na cidade e disse que o que falta ao Governo Municipal é empenho para viabilizar o esporte na cidade. “O que falta não é recurso, é boa vontade”.

O parlamentar falou sobre a postura do Governo quanto à necessidade de isolamento de uma das vias da Av. Olívia Flores, no bairro Candeias, para prática esportiva. Para Jaldo, as justificativas apresentadas não sustentam a posição da administração municipal.

O vereador convidou os atletas para o evento do dia 4 de agosto que irá arrecadar recursos para a Casa do Câncer

Senado: Corrupção passa a ser crime hediondo

 

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Sob protestos, os senadores aprovaram nesta quarta-feira (26) o projeto que define corrupção e outros delitos como crime hediondo e altera a punição para eles. A votação da proposta é uma promessa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que, em pronunciamento nesta terça (25), no plenário, anunciou um pacote com 17 projetos que teriam prioridade. Renan ameaça suspender o recesso legislativo em meados de julho caso o pacote não seja apreciado. O texto, do senador Pedro Taques (PDT-MT), torna não apenas a corrupção passiva e ativa crime hediondo, como também a concussão, ou seja, a exigência de vantagem indevida para si ou outra pessoa em razão da função assumida. Em seu relatório, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) incluiu também o peculato – quando o funcionário público se apropria ou desvia de bens móveis ou valores que tem em razão do cargo que ocupa – e o excesso de exação – um subtipo do crime de concussão, quando o funcionário público cobra por um serviço cujo pagamento estado não exige – no rol de crimes hediondos. Apesar da pressa do presidente Renan, a proposta ainda precisa tramitar na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ainda não deu nenhuma sinalização de que vai priorizar a proposta.
por Débora Álvares | Agência Estado

OAB-BA e ABI pedem ao governador que violência policial em manifestações seja apurada

 

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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Bahia (OAB-BA), a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e o Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba) entregaram na tarde desta terça-feira (25) uma nota de repúdio à violência policial nas manifestações que aconteceram em Salvador no último sábado ao governador Jaques Wagner. As entidades solicitaram a apuração dos excessos e ordem expressa para que nas próximas manifestações não seja mais empregada a violência policial. A nota de repúdio, assinada por Walter Pinheiro e Luiz Viana, afirma que “manifestantes pacíficos foram alvo de violência policial desmedida e desproporcional” nas ruas de Salvador, e repudiou a agressão a jornalistas e fotógrafos, que foram agredidos com palavrões, empurrões e alvo de spray de pimenta no rosto. O repórter Francis Juliano, do Bahia Notícias, foi preso durante o protesto. A nota destaca que a cobertura jornalística das manifestações populares é uma “prerrogativa da imprensa, que não pode ser sufocada pela ação deletéria de policiais despreparados à prática democrática”.

PEC 37: 33 deputados baianos votam contra; Seis não comparecem à sessão

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Os presentes votaram contra a proposta |Foto: Reprodução
Dos 39 deputados federais que compõem a banda baiana na Câmara Federal, seis não pisaram os pés no Congresso nesta quarta-feira (25) e não participaram da sessão extraordinária que derrubou a Proposta de Emenda à Constituição de número 37/2011 (PEC 37), que tentava limitar o poder de investigação do Ministério Público. Conforme relatório de votações em plenário, os parlamentares baianos Edson Pimenta (PSD), Erivelton Santana (PSC), Geraldo Simões (PT), Luiz Argolo (PSD), Paulo Magalhães (PSD) e Waldenor Pereira (PT) não participaram da apreciação da proposição batizada de “PEC da Impunidade”. Entre os faltosos, Erivelton Santana e Geraldo Simões assinaram em junho de 2011 o requerimento de criação da PEC 37, proposta pelo deputado Lourival Mendes (PMDB-RN). Dos 33 congressistas baianos que confirmaram presença na sessão de sepultamento da proposta, todos votaram contra [Veja Aqui], inclusive os parlamentares que assinaram em 2011 o requerimento para tramitação da proposição. Foram eles: Alice Portugal (PCdoB), Daniel Almeida (PCdoB), Jânio Natal (PRP), José Carlos Araújo (PDT), Márcio Marinho (PRB) e Roberto Britto (PP) [Veja Aqui]. Além deles, três parlamentares propositores da PEC 37 na época não ocupam mais os cargos, já que são suplentes ou deixaram o mandato para ocupar postos no Executivo: Joseph Bandeira (PT), Sérgio Barradas Carneiro (PT) e Maurício Trindade (PR). Os atuais ocupantes das cadeiras votaram pela derrubada da matéria. No total, 430 deputados brasileiros votaram contrário a PEC 37, nove foram favoráveis e dois abstiveram-se.
por David Mendes

Manifestações revelam a força das redes sociais

A geração no poder, em governos locais ou no Palácio do Planalto, continua ignorando a força das redes sociais – Twitter, Facebook etc. É através delas que milhões de pessoas se comunicam intensamente, até para se divertir, mas também estabelecendo uma nova forma de militância política. Os partidos envelhecem e, sem perceber, são substituídos pelas redes sociais como força mobilizadora da sociedade.Nossa ‘primavera’ – Os protestos no Brasil, grande parte deles protagonizados por rebeldes sem causa, nasceram como a “primavera árabe”: nas redes sociais.Os oportunistas – Partidinhos como PSTU e PSOL, oportunistas como quaisquer outros, não estão por trás dos protestos; apenas tentam se aproveitar deles.Tá feia a coisa – Há manifestantes meio bobocas, mas estão conectados às técnicas mais elementares de chamar atenção e ganhar as manchetes.Sem causa – Menina mascarada, que esteve na OAB entre os líderes dos protestos em Brasília, exibia na camiseta a expressão “Abaixo a ditadura”. Qual? (Coluna de Cláudio Humberto)100_0993 foto ilustração – Programa – Gildásio Porto – Brumado / participação e comentários  Gildásio Amorim

Polícia Rodoviária Estadual divulga estatística da Operação São João 2013

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Ao todo, foram empregadas 08 viaturas e um efetivo de 78 policiais durante a Operação São João 2013, realizada pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE) nas rodovias do estado da Bahia no feriado junino. Segundo a PRE, 553 veículos foram abordados, dos quais 10 foram retidos e apenas 01 recuperado. Além disso, 613 pessoas foram abordadas e 125 autos de infrações foram registrados. No total, durante o feriado prolongado, ainda houve 10 acidentes, 01 vítima fatal e 05 não fatais.

Governo baiano defende democracia e analisa propostas da Presidente da República

Governador defende democracia e analisa propostas da presidente Dilma Rousseffmail.google.com

Um programa inteiro dedicado às medidas propostas pela presidente Dilma Rousseff após reunião com governadores e prefeitos de todo o Brasil. No Conversa com o Governador desta semana, o governador Jaques Wagner comenta o que foi debatido e quais as soluções sugeridas, após o encontro, para as demandas surgidas com as manifestações populares em todo o país nas últimas semanas.

“A primeira postura foi exatamente uma pactuação entre todos nós em defesa da democracia, que eu considero que é o valor maior conquistado pelo povo brasileiro a partir de 1985 – e é como vivem as grandes nações, em democracia –e um compromisso nosso de amadurecer, cada vez mais, e fortalecer a democracia brasileira, porque ninguém quer mais nenhum tipo de ditadura e nenhum tipo de regime autoritário”, afirmou o governador.

Para Wagner, a reforma política é a mais importante. “A classe política deve isso ao povo brasileiro. A presidenta Dilma propôs um plebiscito para viabilizar a participação popular e ter um congresso específico, com a determinação de votar apenas a reforma política. Por que isso? Porque muita gente considera que com o Congresso que se elegeu com as regras atuais, fica impossível que os próprios deputados mudem aquela regra que favoreceu a eleição deles”.

O segundo ponto da proposta da presidente, abordado pelo governador, é o combate à corrupção. Wagner entende que o endurecimento das leis que digam respeito à questão da corrupção devem ser “no sentido de, cada vez mais, além das ferramentas de transparência, além da gente fortalecer as polícias, o Ministério Público, no seu mister de investigação, toda estrutura que nós temos da Receita Federal é, evidentemente, aqueles que forem capturados em corrupção ter uma legislação mais dura na punição”.

Wagner avalia que, das reivindicações populares, a Bahia já está avançando, por exemplo, no setor de mobilidade urbana, “Isso nós já estamos fazendo aqui com o metrô, com várias avenidas que estamos abrindo. A presidenta Dilma abriu a possibilidade de mais de R$ 50 bilhões para obras nas capitais relativas à mobilidade urbana, ao transporte público e, portanto, eu acho que esse é o grande grito na rua”.

O governador diz que o mundo inteiro reconhece os avanços conquistados pelo Brasil nos últimos anos. “A melhoria do salário mínimo, do padrão de vida, mais gente tem casa, tem equipamentos dentro de casa”. Ele também acha que a vida nas cidades, principalmente nas grandes cidades, piorou. “Por questões voltadas à segurança e por questões voltadas principalmente ao transporte público, onde as pessoas gastam duas, três, quatro horas, às vezes, para ir e voltar de casa para o seu trabalho. Então essa questão precisa ser atacada”.

Na área de saúde, Wagner falou sobre a questão do número de médicos. “O Brasil tem um número de médicos para cada 100 mil habitantes muito abaixo da média mundial e mesmo de alguns países aqui da América Latina. Daí a decisão dela de contratar – emergencialmente – médicos estrangeiros”.

Segundo ele, o Ministério da Saúde mostrou que vários países do mundo têm um grande índice de médicos não-nacionais trabalhando, muito grande. “Aquilo que aqui está parecendo uma panacéia, no mundo inteiro isso já existe. Países que tem 18%, 20% de médicos atuando no país que são de fora.

Na área de educação, Wagner disse que a Bahia se destaca. “Eu diria até que na área de educação é aquilo que a gente mais tem caminhado e precisa aprofundar com a melhoria da forma de gestão. Então, eu considero que a reunião foi muito positiva. Agora precisamos montar os Grupos de Trabalho e começar a concretizar essas questões e discutir fundamentalmente no Congresso Nacional – ou no plebiscito, como está proposto por ela – a questão da reforma política que, para mim, é a mais importante”.

O governador afirma que todos estão preocupados, querendo dialogar, de tal forma que o movimento possa ser transformador para o bem. “Eu vou manter a minha postura, garantindo o direito à manifestação e, evidentemente, o direito de ir e vir, o patrimônio público e o privado, porque eu acho que democracia se faz fundamentalmente com diálogo e com a negociação. E eu insisto aqui que, durante a semana, vou buscar ter contato com lideranças do movimento, de tal forma que a gente possa estabelecer um canal de negociação”.

Prefeitura de Vitória da Conquista promove mutirão para recadastramento Programa Minha Casa Minha Vida

Progimagesrama Minha Casa Minha Vida: mutirão para recadastramento acontece durante o mês de junho

 

Neste mês de junho, a Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, realiza recadastramento para o Programa Minha Casa Minha. Devem se recadastrar todos aqueles que ainda não foram contemplados pelo programa.

O objetivo da ação é atualizar os dados disponíveis no Programa Municipal de Habitação Popular. Além disso, como explica a diretora do programa, Regina Guimarães, “o recadastramento se faz necessário para que as pessoas possam indicar a preferência da localidade das unidades habitacionais, uma vez que as obras de empreendimentos para esse público estão bem avançadas”.

Os novos empreendimentos a serem entregues estão situados nos bairros Miro Cairo, Nova Cidade, Campinhos e Espírito Santo. Juntos, totalizam 2.730 unidades habitacionais. Para participar do programa, o usuário deverá possuir renda familiar mensal de até R$ 1.600,00 e estar inscrito no CadÚnico e não ser proprietário de imóvel. Os inscritos serão selecionados de acordo com os critérios de prioridade definidos pela Lei Federal 11.977/2009, posteriormente serão convocados para assinar a declaração de renda e apresentação da documentação necessária. Aqueles que já assinaram a declaração não precisam atualizar o cadastro.

O recadastramento pode ser feito na Coordenação de Habitação Popular, situada na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, localizada na Avenida Juraci Magalhães, nº182, bairro Jurema. As pessoas que preferirem podem optar pelo recadastramento no site da Prefeitura Municipal, através do link: http://www.ansnet.com.br/formulario/mcmv/

Artigo: As mobilizações por mais avanços no Brasil

Sem títuloPenildon Silva Filho

As recentes mobilizações em diversas cidades do Brasil, com pessoas de diversos segmentos sociais e com reivindicações variadas, ocorrem em um país que já não é o mesmo de dez anos antes, e que justamente por seus inegáveis avanços estimula novas demandas e desejos de mudanças, legítimas e necessárias. A ascensão social no Brasil desde 2003 deslocou uma população similar à da Argentina para a classe C, com a constituição de uma nova classe trabalhadora no nosso país.

Houve a maior diminuição da pobreza extrema na estrutura social na história, devido ao estímulo à produção, à geração de 19 milhões de empregos e um aumento do salário mínimo que significou um ganho real no valor dos salários menores e um processo de crescimento que se baseou na distribuição de renda e no mercado de consumo interno. Ocorreu a mudança da política de crédito com o Programa da Agricultura Familiar e dos bancos oficiais através da diminuição de juros e aumento do crédito, ao lado de uma diminuição histórica dos juros do Banco Central.

A desoneração dos produtos da cesta básica indica um princípio de reforma tributária para diminuir os impostos indiretos sobre o consumo. As estatais passaram a ser vetores para o crescimento do país. O crescimento econômico passou a ser maior nas pequenas e médias cidades e mais intenso nas regiões periféricas do país, com intensa urbanização, mas com o crescimento dos problemas urbanos.

A montagem de programas de transferência de renda direta sem passar pelas estruturas de poder tradicionais desmontou o clientelismo. Esse foi o motivo de resistências conservadoras que taxavam esses programas de “esmolas”, pois essas forças perderam poder com essa nova dinâmica, que comprovadamente aumentou a escolaridade e diminuiu a mortalidade infantil em todo o país. Foram fortalecidas políticas públicas voltadas à promoção de direitos, através do Sistema Único de Saúde, do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, que ampliou em mais de 1400% os recursos federais transferidos da União aos Estados e Municípios, da criação de 18 novas universidades federias e de mais de 300 campi de escolas de Educação profissional e da criação do Sistema Único da Assistência Social.

Mas essas transformações na economia e na Sociedade geraram estrangulamentos de infraestrutura, portos, aeroportos, escolas, hospitais, e o agravamento substancial dos problemas urbanos, incluindo os de mobilidade. Agora precisamos realizar as reformas necessárias para a superação das desigualdades e a consolidação de uma democracia com justiça social e crescimento com distribuição de riqueza, e assim viabilizar o projeto de um Brasil cidadão. Um novo ciclo de investimento é necessário, com a construção de infraestrutura para que o modelo continue viável.

As políticas públicas sociais precisam da consolidação e da elevação do financiamento e da qualidade das políticas de Educação, Saúde, assistência social e desenvolvimento urbano, e isso só será alcançado com uma redução maior dos juros da dívida pública e o aumento da capacidade de investimento do Estado. O aprofundamento das reformas iniciadas em 2003 depende de termos cada vez mais recursos e meios para ampliar a atuação do Estado na satisfação dessas demandas sociais. A proposta do novo Plano Nacional de Educação, na qual o governo federal assume o compromisso de investimento de 10% do PIB na Educação, é um passo nesse sentido, que precisa ser aprovado no Congresso.

O diálogo entre Estado e Sociedade nesse momento novo é rico e exercita a nascente democracia. A participação social não deve ser encarada como elemento de “risco Brasil”, como parte da imprensa apregoa, mas como elemento importante da cidadania. Nesse momento de mobilização, a pauta da garantia dos Direitos Humanos, defesa do Estado Laico e da necessidade de uma reforma política ganha relevância. Sem mudar o sistema político, para diminuir a influência do poder econômica na política, com o financiamento público de campanhas e o voto em legenda, será difícil aprofundar a Democracia no país.

*Professor da UFBA e doutor em Educação
e-mail: [email protected]