Evento tem objetivo de fortalecer a Agricultura Familiar no Município
A Secretaria Municipal de Agricultura, Indústria, Comércio e Turismo de Caetité realizou na manhã dessa quarta-feira, 19, o Encontro Municipal sobre o Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário. O evento foi realizado para os presidentes de Associações, cooperativas, sindicatos e movimentos sociais ligados à agricultura, com o objetivo de fortalecer a agricultura familiar no município.
Na oportunidade, o Gerente Regional da EBDA – Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola, Renné Frota Gumes, realizou uma apresentação, na qual destacou o papel da Assistência Técnica para alavancar o desenvolvimento da Agricultura Familiar. “Nosso objetivo é contribuir para a promoção do desenvolvimento rural sustentável, centrado na expansão e fortalecimento da Agricultura Familiar. Então, se organizem, solicitem o que vocês precisam, pois estamos aqui à disposição de vocês”,destacou Gumes.
Para o Secretário Municipal de Agricultura, Indústria, Comércio e Turismo, Rosival de Almeida Silva, esse é o momento de fortalecimento da Agricultura Familiar em Caetité. “A realização deste evento representa uma importante ação para contribuir com a ampliação e qualificação das políticas públicas voltadas para o desenvolvimento do nosso município”, declarou o Secretário.
Na ocasião foram eleitos os Delegados da Conferência Territorial que irá acontecer em Caetité nos dias 04 e 05 de julho do ano em curso:
1 Representante da EBDA;
1 Representante da Secretaria de Agricultura, Indústria, Comércio e Turismo;
1 Representante da Coomadac –Cooperativa Mista para o Desenvolvimento Sustentável de Caetité e Região;
1 Representante do MMC – Movimento de Mulheres de Caetité;
1 Representante do STRC – Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caetité;
1 Representante do SINPEP – Sindicato do Pequeno Produtor
1 Representante da Associação de Campinas.
Foto 01: Agricultores familiares e representantes de associações rurais participaram do evento.
No segundo dia do Forró Pé de Serra do Periperi, evento realizado pela Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, o público prestigiará um dos maiores acordeonistas do país na atualidade. O também cantor e compositor Targino Gondim é a atração convidada do evento nesta quinta-feira, 20, na Praça Barão do Rio Branco.
O artista, que comemora dezessete anos de carreira, apresentará seu mais novo trabalho: “Sou o Forró”, que conta com participações de Durval Lelys e Gilberto Gil, além da criação da Orquestra Sanfônica do São Francisco. O CD traz ritmos como xote, baião, toada e forró.
Ainda nesta quinta, também se apresentará no palco principal o repentista, cantor e compositor Onildo Barbosa. Quem encerra a noite é a banda Tirana Seca. As apresentações começam a partir das 19h30.
Estão abertos a visitação o Arraiá Vila da Conquista e o Memorial do Forró, na Praça Tancredo Neves, durante o dia, e à noite, e a partir das 19h30, haverá a apresentação do Quinteto da Limeira. Já na Praça 9 de Novembro, tem Esqueminha e Banda e Israel Lacerda, a partir das 17h.
Confira programação completa:
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Pesquisa preocupa autoridades: 15 mil adolescentes fumam crack
Pesquisa em escolas aponta que 75 mil adolescentes fumam maconha e 15 usam crack.
Aproximadamente 75 mil alunos do último ano do ensino fundamental nas escolas brasileiras fumavam maconha e 15 mil fumavam crack no ano passado, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2012, divulgada hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar dos números representarem 2,5% e 0,5%, respectivamente, dos cerca de 3,15 milhões de escolares do 9º ano, a situação serve de alerta para as autoridades e a sociedade como um todo, de acordo com o gerente de Estatísticas de Saúde do IBGE, Marco Antonio Andreazzi.
“Estamos falando de adolescentes, em sua maioria, entre 13 e 15 anos de idade, que frequentam a escola, que relataram ter usado essas drogas nos últimos 30 dias”, comentou. Ele demonstrou maior preocupação em relação ao crack. “Esse percentual de 0,5%, embora pareça bastante pequeno, merece cuidado e análise mais aprofundada: o crack é uma droga debilitante, que provoca o afastamento da escola, da família e do convívio social”, disse ele.
O estudo aponta que quase metade (45,5%) dos alunos nesse ano escolar tinha 14 anos de idade. Entre os entrevistados, 7,3% disseram ter experimentado algum tipo de droga ilícita como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume e ecstasy. Desse total, 2,6% tinham menos de 13 anos. Dentre os entrevistados, 34,5% haviam provado maconha e 6,4%, crack. O Centro-Oeste é a região com o maior percentual de alunos do 9º ano que haviam experimentado alguma droga, com 9,3%. A Região Nordeste aparece com o menor percentual. Analisando os resultados por capitais, o maior percentual foi encontrado em Florianópolis (17,5%), Curitiba (14,4%) e os menores em Palmas e Macapá (5,7% em ambas).
Em relação ao álcool, 50,3% dos entrevistados disseram ter experimentado uma dose de bebida alcoólica na vida e 26,1% disseram ter consumido álcool nos últimos trinta dias, com destaque para Porto Alegre (34,6%) e Florianópolis (34,1%). Os menores percentuais foram encontrados em Belém (17,3%) e Fortaleza (17,4%).
Cerca de 22% dos estudantes disseram ter sofrido pelo menos um episódio de embriaguez. No sul, esse percentual foi 56,8% e de 47,3% no Nordeste. A proporção das meninas (51,7%) foi maior que a dos meninos (48,7%). A forma mais comum de obter bebida alcoólica foi em festas (39,7%), com amigos (21,8%), ou comprando no mercado, loja, bar ou supermercado (15,6%). Outros 10,2% dos escolares adquiriram bebida alcoólica para o consumo durante o período considerado, na própria casa.
Outro dado revelado pela pesquisa no que se refere à saúde dos adolescentes é a queda no número de escolares que haviam provado tabaco nas capitais entre 2009 e 2012 (de 24,2% para 22,3%). Os dados mostram que 19,6% dos estudantes brasileiros do último ano do ensino fundamental haviam experimentado cigarro e 29,8% informaram que pelo menos um dos responsáveis era fumante. 89,3% dos escolares estudam em escolas que informaram possuir política sobre proibição do uso do tabaco.
Ao comparar os dados das pesquisas de 2009 e 2012, verificou-se que o percentual de escolares que fizeram uso de cigarros nos últimos 30 dias manteve-se estável, em torno de 6%. As cidades com maiores proporções de escolares fumantes no período foram Campo Grande com 12,4% e Florianópolis com 9,7%. Agência Brasil.
Decisão da Justiça do Acre proibiu a Ympactus Comercial Ltda., mais conhecida como Telexfree, de efetuar novos cadastros e realizar pagamentos aos divulgadores já cadastrados. Caso a interdição seja contrariada, a empresa terá que arcar com multa diária de R$ 100 mil por cada cadastro novo ou pagamento. A autora da decisão é a juíza Thaís Khalil, titular da 2ª vara cível de Rio Branco, na capital acreana, que ainda determinou o congelamento dos bens e o bloqueio de valores existentes em contas bancárias e aplicações financeiras da Telexfree, assim como os de seus sócios, Carlos Roberto Costa e Carlos Nataniel Wanzeler. A empresa tem cinco dias para apresentar defesa e dez dias para recorrer à segunda instância. A companhia de marketing multinível deverá também exibir em seu site, por meio de pop-up, um cartaz com informações sobre o conteúdo da liminar, sob pena de R$ 500 mil por dia, em caso de descumprimento da decisão. A empresa já havia sido acusada de fazer “esquema de pirâmide” pela Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda em março deste ano. Informações do Diário de Pernambuco.
No Castelão, Brasil e México se enfrentaram pela segunda rodada do Grupo A da Copa das Confederações 2013, com a vitória brasileira pelo placar de 2 a 0.O Brasil vai a seis pontos e fica perto da classificação para a próxima fase, enquanto o México não pontuou nas duas rodadas disputadas.
Com oito minutos de partida, Neymar colocou o Brasil na frente do placar ao aproveitar cruzamento da direita de Daniel Alves e bater de voleio para o fundo das redes de Corona.
Daniel Alves, aos 13 minutos, bateu de longe mas Corona pulou para salvar o México. O time mexicano respondeu com Mier, que aproveitou confusão na área para o chute cruzado, mas sem sucesso.
Fred ganhou de dois jogadores do México e bateu forte, mas longe do gol. O Brasil tentava atacar, mas logo a equipe mexicana equilibrou a partida.
Nos minutos finais do primeiro tempo, Giovani dos Santos teve a chance de fazer o gol de empate em cobrança de falta, mas acertou o lado de fora da rede de Júlio César.
Aos nove do segundo tempo, Hulk e Neymar fizeram tabela, com Hulk sendo lançado de frente para o gol, mas finalizou pela linha de fundo. Depois, foi a vez do próprio Neymar arriscar, porém sem sucesso.
O Brasil buscava o ataque, tentando criar situações ofensivas em cima dos mexicanos. Guardado, aos 14, cruzou para Chicharito, mas David Luiz fez o corte.
Aos 20, Paulinho passou pela defesa mexicana e abriu na esquerda para Neymar chegar para o chute e mandar a bola para nova defesa do goleiro mexicano.
O Brasil tocou a bola nos minutos finais, enquanto o México tentava ficar com a posse de bola. Nos acréscimos, Jô fez o gol da vitória brasileira, após receber de Neymar.
Próximos jogos de Brasil e México pela 3ª e última rodada do Grupo A da Copa das Confederações 2013
Brasil x Itália – 22/jun – 16h00 – Estádio da Fonte Nova
Japão x México – 22/jun – 16h00 – Estádio do Mineirão
Ficha técnica:
Brasil 2 x 0 México
Local: Castelão, Fortaleza (CE);
Árbitro: Howard Webb (ENG);
Assistentes: Michael Mullarkey e Darren Kann (ambos da Inglaterra)
Brasil: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho e Oscar (Hernanes); Hulk, Fred (Jô) e Neymar.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.
México: Corona; Flores (Herrera), Francisco Rodríguez, Héctor Moreno e Salcido; Torrado (Jiménez), Torres (Barrera), Guardado e Mier; Giovani dos Santos e Chicharito Hernández
Técnico: José Manuel de la Torre.
Gol: Neymar (BRA) aos 8 do primeiro tempo, Jô (BRA) aos 47 do segundo tempo.
CA: Thiago Silva e Daniel Alves (BRA); Herrera e Guardado (MEX).
Grupos se uniam para divulgar informações sobre autoridades brasileiras
CLÁUDIO HUMBERTOO grupo de hackers ‘Anonymous’ divulgou nas entranhas da internet um documento que contém informações como CPF, endereço e declaração de renda de mais de 600 autoridades brasileiras, entre elas a presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, diversos governadores, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos e vereadores. A lista foi compilada e postada por diversos grupos de hackers, entre eles grupos do Líbano, Indonésia e Filipinas.
Segundo os dados divulgados pelo Anonymous, é possível rastrear os últimos endereços da presidenta Dilma e até de sua família. Já sobre o ex-presidente Lula, por exemplo, há três apartamentos em São Bernardo do Campo (SP) e outro em Natal (RN) declarados à Receita Federal.
Outro alvo dos hackers, o senador Blario Maggi (PR-MT) é um dos mais ricos da lista divulgada pelo grupo de hackers. Seu patrimônio pessoal ultrapassa os R$ 140 milhões.
Outros políticos que tiveram os dados divulgados foram: o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o líder do governo na Casa, Eduardo Braga, os ministros Celso Amorim (Defesa), Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Comunicações) e Jorge Hage (CGU), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o falecido ex vice-presidente da República, José Alencar, os ex governadores, Paulo Souto (Bahia), Ronaldo Lessa (Alagoas), Waldez Góes (Amapá), Jorge Viana (Acre), Reinaldo Tavares (Maranhão), além dos ex-ministros, Marina Silva, Márcio Thomaz Bastos, Patrus Ananias, Walfrido dos Mares Guia, Luiz Marinho, Silas Rondeau, Luiz Furlan, Waldir Pires e Gilberto Gil. (Coluna de Cláudio Humberto)
A Especialização em Agroecologia Aplicada a Agricultura Familiar, nos moldes de Residência Agrária, está com inscrições abertas até o dia 9 de julho. As inscrições são gratuitas e devem ser protocoladas no campus da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), que fica entre os pólos urbanos de Ilhéus e Itabuna, a 500 quilômetros de Salvador (BA).
A pós-graduação oferece 40 vagas para graduados que sejam assentados, agricultores familiares, remanescentes de quilombos, indígenas e membros de comunidades ligadas a Mata Atlântica. Trata-se da primeira especialização na Bahia, por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e do Incra/BA, em parceria com a Uesc e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano).
As aulas estão previstas para começar no dia 12 de agosto, no Centro Integrado Florestan Fernandes situado no assentamento Terra Vista, no município de Arataca, no Litoral Sul da Bahia. Lá já é ministrado o curso superior de Agronomia, com ênfase em Agroecologia, fruto de uma parceria do Pronera e a Universidade do Estado da Bahia (Uneb).
Para o coordenador da Cooperativa de Produção Agropecuária Construindo o Sul (Cooprasul) do Terra Vista, Joelson Oliveira, a Especialização em Agroecologia é uma grande conquista para público da reforma agrária e de agricultores familiares baianos. “É uma oportunidade de repensar a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias voltadas para a agroecologia”, ressalta.
Excelência
O assentamento Terra Vista vem se tornando um centro de excelência em agroecologia e educação. A área produz até 150 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica por mês, cultiva cacau orgânico certificado pelo Instituto Biodinâmico (IBD) e possui, além do Florestan Fernandes, o Centro Estadual de Educação Profissional do Campo Milton Santos (Ceepc).
Ao todo, o assentamento atende a 854 estudantes. São 654 alunos de 11 municípios que estudam no Ceepc em cursos de ensino médio profissionalizante nas áreas de Agroecologia, Agroextrativismo, Agroindústria, Zootecnica, Meio Ambiente e Informática. O Ceepc é mantido pelo governo do estado. O Florestan Fernandes, além da graduação e da especialização, abriga outros 150 alunos do ensino fundamental.
Os parlamentares foram unânimes quanto à urgência na melhoria do sistema de transporte coletivo
Na audiência pública desta terça-feira (18) que debateu a situação do transporte coletivo urbano e rural em Vitória da Conquista, o vereador Júlio Honorato (PT) salientou que o transporte coletivo não é público, e sim privado. Disse ainda que o movimento do passe livre é legítimo e Conquista não pode ficar de fora deste debate. “Precisamos discutir políticas públicas para reduzir as tarifas cobradas”. Afirmou que é urgente a legalização do transporte alternativo dentro de critérios já estabelecidos. Para o transporte rural, o vereador falou que a administração municipal deve fiscalizar com mais rigor e também fazer a manutenção das vias para o tráfego na zona rural. Em sua fala, o vereador Arlindo Rebouças (PMN) disse que o atraso na assinatura do contrato beneficia as empresas vencedoras da licitação do transporte público, pois, segundo o parlamentar, existe subserviência por parte da prefeitura, por isso a assinatura não foi feita de imediato. “Talvez o novo contrato não entre em vigor este ano”. Arlindo questionou ainda as empresas de ônibus sobre o transporte de mercadorias dos comerciantes do bairro Lagoa das Flores. “Hoje a prefeitura tem esquema com as empresas Serrana e Vitória. Será que as empresas estão em dia com os tributos? Está na hora de dizer um basta. Amanhã estaremos na rua!”, disse. O vereador Florisvaldo Bittencourt (PT) admitiu que Vitória da Conquista necessita urgentemente da melhoria na estrutura oferecida pelo transporte coletivo, mas salientou que existem trâmites que devem ser cumpridos. Líder do Governo, ele assegurou o não-aumento da tarifa cobrada pelo serviço de transporte. “Não haverá aumento de tarifa até que seja implantado o novo sistema”.
Disse ainda que, aqueles que afirmam existir alguma razão para o atraso na assinatura do novo contrato, deveriam recorrer ao Ministério Público uma explicação sobre o que está acontecendo para impedir a implantação do novo sistema. Sobre as acusações do vereador Arlindo Rebouças (PMN) quando a lisura do processo de licitação, afirmou que, como presidente da Comissão de Fiscalização dos Atos do Executivo, estaria sendo conivente com a situação, pois não apresenta nenhuma prova contra os processos legais licitatórios. “É muito fácil vir aqui e conversar, mas eu desafio para que se apresente um documento”, afirmou. O vereador Nelson de Vivi (PCdoB) disse que é geral o reclame da população sobre a qualidade do transporte coletivo e que, mesmo com o fim da licitação, não houve mudança ainda. Questionou o aumento da tarifa cobrada no distrito de Bate-pé e falou da necessidade de regulamentação do transporte rural.
O parlamentar cobrou da Administração Municipal a obediência do critério colocado no edital de licitação de comprovação pela sociedade do princípio da moralidade e boa conduta das empresas participantes do processo licitatório, sendo que, as empresas vencedoras da licitação são responsáveis pela demissão por justa causa dos trabalhadores envolvidos na eleição do sindicato da categoria. O vereador Cícero Custódio (PV) afirmou que tanto ele quanto a família usam o transporte coletivo e que há uma necessidade emergencial de melhorias no sistema, especialmente voltada para a defesa dos interesses dos funcionários. Ele mencionou situações constrangedoras a que são submetidos muitos servidores, citando a ocorrência de crescentes casos de câncer de estômago em motoristas em função da falta de horários definidos para alimentação. Para ele, é fundamental aprofundar o debate sobreo assunto. O vereador Ricardo Babão (PSL) afirmou que, diferentemente do que disseram muitos jovens e estudantes durante a audiência, a Câmara e o conjunto dos vereadores vêm promovendo debates em defesa dos interesses de Vitória da Conquista. Lembrou que somente nessa legislatura, iniciada há seis meses, mais de vinte audiências públicas foram realizadas e cobrou a participação da juventude no debate sobre os diversos assuntos que a casa tem proposto. “Nós não podemos vir aqui só na audiência que nos interessa. Vocês são o futuro de nosso país e a casa é do povo; pode acompanhar pelo site da Câmara todos os vereadores trabalhando pela cidade”. O vereador Gilzete Moreira (PSB) criticou algumas declarações feitas por estudantes durante a audiência, afirmando que é preciso manter sempre o respeito nos debates. “Normalmente, as pessoas desrespeitam a Casa e os vereadores, embora o contrário nunca aconteça: sempre há relação respeitosa de nossa parte”. O socialista defendeu o prefeito Guilherme Menezes da acusação de favorecimento a empresas, afirmando que o mesmo jamais participou de negociações escusas. “Não concordo com isso. A comunidade precisa acompanhar as coisas de perto. Temos a comissão de fiscalização dos atos do executivo. Se acha que a coisa está errada, vá ao Ministério Público e denuncie. Se tem certeza que ele é corrupto, denuncie. Eu não aceito isso. Precisamos ter coerência com as coisas: a pior coisa é falar algo que você não tenha condições de provar na Justiça”.
O parlamentar afirmou, ainda, que o Bilhete Único, uma defesa de seu mandato, será implementado em Vitória da Conquista. “Vai dar certo”. Ele reclamou da falta de participação dos jovens no Conselho Municipal de Transporte e Trânsito, lembrando que, por ocasião das manifestações ocorridas em 2011, eles ganharam cadeira permanente no órgão mas que, dos representantes dos segmentos sociais, são os que mais faltam.
Em junho, comemoram-se os dias dos Santos Antônio, João e Pedro e os setores municipais fazem festas em homenagem a estas datas especiais! No dia 16 de junho, a Praça Pompeu Fernandes da Cunha – Praça da Barriguda, se transformou em um verdadeiroArraiá, onde aconteceu uma grande e animada festa junina da Assistência Social. As cinco creches do município e os programas sociais (Pequeno Cidadão, APAE, Projovem, Grupo das Famílias e PRAI) realizaram belas apresentações culturais. A Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis – Coopercicli também comemorou o São João em uma festa que não faltou dança, nem diversão, e foi realizada no CRAS – Centro de Referência de Assistência Social, no dia 14 de junho. A Casa do Estudante mostrou que os alunos estão sincronizados no arrasta pé, e apresentaram uma linda quadrilha no dia 12.
Além das tantas apresentações culturais voltadas para comemoração junina nas escolas municipais, a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, através da Gerência de Cultura, realiza o Forró nos Bairros, que está sendo um sucesso! No último final de semana, nos dias 15 e 16 de junho, foi a vez do Tradicional Forró da Feira Velha, que recebeu a aprovação do público. E no próximo fim de semana, nos dias 21 a 23, o Forró será no Bairro Buenos Aires, com a apresentação de Pero Paixão, Roberto Dantili, Forro Aceso, Musical Nova Onda, Bel Lima e Xêro Nela. Não perca!
Agência BrasilBrasília – Uma série de manifestações mobilizou milhares de brasileiros em diferentes cidades do país nesta segunda-feira (17). Em São Paulo, os protestos reuniram pelo menos 30 mil pessoas. No Rio de Janeiro, ainda não há estimativas oficiais, mas a Cinelândia ficou tomada de manifestantes. Em Belo Horizonte, entre 18 mil e 20 mil pessoas. Em Brasília, cerca de 10 mil pessoas estão concentradas na Esplanada dos Ministérios e parte dos manifestantes chegou a subir a rampa e está neste momento na cobertura do Congresso Nacional.Com o mote “Não são apenas 0,20 centavos”, além de se posicionar contra o preço do transporte público, os protestos criticaram a condução da política brasileira, a corrupção, os gastos públicos com as obras para as copas das Confederações e do Mundo de 2014.
As manifestações começaram a tomar corpo na última semana após as ações da Polícia Militar (PM), em São Paulo, que reagiram aos manifestantes contrários ao aumento da tarifa de transporte público na capital paulista. O episódio levou a Defensoria Pública do Estado de São Paulo a questionar a atitude da PM.
Em São Paulo, os manifestantes se concentraram no Largo da Batata e depois ocuparam as oito faixas da Avenida Brigadeiro Faria Lima.
Ao contrário do que ocorreu na última manifestação, na quinta-feira (13) – quando a presença da PM foi ostensiva – ativistas e policiais entraram em acordo e, até o momento, não houve registro de conflito.
No Rio de Janeiro, as dezenas de milhares de manifestantes marcharam pela Avenida Rio Branco e se dirigiram à Cinelândia, na região central da cidade, onde ocuparam as escadarias da Biblioteca Nacional e da Câmara de Vereadores. De lá, seguiram pela Avenida Almirante Barroso em direção à Avenida Presidente Antonio Carlos até a Assembleia Legislativa do Estado (Alerj). Houve confronto com a polícia e algumas pessoas queimaram um carro e depredaram uma viatura da PM.
Na capital mineira, a concentração do protesto teve início na Praça 7, no centro da capital. De lá, os manifestantes se dirigiram à Arena Mineirão, onde foi disputada nesta segunda a partida entre Nigéria X Taiti, pela Copa das Confederações.
Em Brasília, o protesto começou às 17h. Os manifestantes se concentraram em frente ao Museu da República e, de lá, marcharam em direção ao Congresso Nacional, na Esplanada dos Ministérios. No momento, eles estão na cobertura do Congresso e tomam também o gramado em frente ao Parlamento.
Apesar do caráter pacífico das manifestações, ressaltado pela palavra de ordem “Sem violência”, entoada em todos os protestos, confrontos entre policiais e manifestantes foram registrados em Belo Horizonte, emBrasília e no Rio de Janeiro.
Também houve registro de protestos em Fortaleza, em Curitiba, em Porto Alegre, em Salvador, em Belém e Campinas. Nós próximos dias, as manifestações, convocadas por meio das redes sociais, devem prosseguir.
Agência BrasilBrasília – Uma parte dos manifestantes ocupa a rampa do Congresso Nacional e uma das cúpulas do prédio. A Polícia Militar está acompanhando a movimentação do protesto. Alguns manifestantes estão deixando a rampa.Outro grupo da manifestação permanece no gramado em frente ao Congresso pedindo aos demais que deixem o prédio. Os policiais estão posicionados, em fileira, em frente à uma das entradas da sede do Legilativo para impedir o ingresso dos manifestantes.
Duas pessoas foram detidas ao burlar o bloqueio feito pela polícia, informou a Polícia Militar
O protesto, organizado pelas redes sociais, tem demandas diversas, como aplicação de recursos na educação, saúde, passe livre no transporte público e criticam os gastos públicos nas obras das copas das Confederações e do Mundo (2014). A manifestação ocorre simultaneamente em várias outras cidades do país, como em Belo Horizonte, São Paulo, Natal, Belém, Campinas, no Rio de Janeiro e em Florianópolis.
Com cartazes, faixas e bandeiras do país, o protesto começou, às 17 horas, no Museu da República, no início da Esplanada dos Ministérios, na capital federal. Durante a caminhada, mais pessoas foram aderindo à manifestação, que ocupou todas as faixas da via.
O baiano João Carlos Cavalcanti é um dos maiores conhecedores da mineração do país – já foi sócio de Eike e Daniel Dantas, além de descobridor de jazidas para inúmeras multinacionais. Ao site de VEJA, o geólogo falou sobre as mudanças – para pior – que podem ocorrer no novo Código de Mineração
Naiara Infante Bertão
João Carlos Cavalcanti: mudanças no Código de Mineração precisam ser revistas (Daniela Toviansky)
O geólogo baiano João Carlos Cavalcanti conhece mineração como ninguém. Foi sócio de Eike Batista, Daniel Dantas e inúmeras empresas multinacionais que investiram – e ainda investem – em minério no país. Ao longo das últimas quatro décadas, J.C., como prefere ser chamado, criou e vendeu diversas empresas ligadas ao setor, como a Bahia Mineração, a Sul Americana de Metais e a GME4. Sua fortuna, avaliada na casa dos bilhões, foi conseguida graças à sua capacidade de encontrar metais e minério – e seu conhecimento do “caminho das pedras” para transformar tais produtos em dinheiro.
Amigo pessoal do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT-BA), e detentor de forte trânsito entre parlamentares governistas e de oposição, J.C. não concorda com as mudanças previstas pelo governo para o novo Código de Mineração, que deverá ser anunciado nesta terça-feira pela presidente Dilma Rousseff. Em entrevista ao site de VEJA, ele disse que as incertezas sobre a regulação do setor já afugentam investimentos – e são agravadas, ainda, pelo desempenho decepcionante de Eike Batista no mundo dos negócios. O geólogo também acredita que a interferência do governo no setor não deverá resultar em melhoras. “Colocar tudo na mão do governo é problema. Quem sofre é o empresariado que ainda tem de enfrentar a burocracia”, diz. Confira trechos da entrevista.
A incerteza sobre o novo marco regulatório da mineração já espanta investimentos estrangeiros? Eles (os investidores) vão demorar mais para voltar a olhar o Brasil. Com essa incerteza toda sobre o marco regulatório do setor, investidores canadenses, americanos, australianos e os sul-africanos estão começando a migrar para o México, Chile ou Peru que já têm regulação mais avançada e quase toda a sua área mineral mapeada na escala ideal. No mês passado, alguns sul-africanos visitaram projetos minerais de ouro e diamante no Brasil, mas desistiram de investir aqui quando souberam que haveria mudança no marco regulatório. Os chineses já me perguntaram também qual a garantia que eu daria para eles de que as ferrovias e portos vão sair. É uma incerteza econômica absurda.
A perda de credibilidade é um fato?
Sim, primeiro por causa do marco regulatório incerto. Até agora o Brasil era bem visto porque nunca colocou para fora nenhuma mineradora, como o Evo Morales e a Cristina Kirchner fizeram na Bolívia e Argentina. Mas, agora, estão todos receosos. Em segundo lugar, o meu ex-sócio, o senhor Eike Batista, também está contribuindo muito, com seu fracasso nas empresas X, para o país perder credibilidade internacional.
Como assim?
Os investidores estão com medo, os bancos de investimentos que investiam em projetos de mineração estão receosos. Além da paralisação regulatória, há o fracasso do Eike, que vendeu sonhos – e não minério ou petróleo. Ele vendeu ao mercado estimativas, indícios, mas não reservas verdadeiras, com volumes comprovados e autenticados internacionalmente.
O Código de Mineração precisa ser mudado?
O código atual data da década de 1960 e é importante que se dê mais atenção ao setor. Mas, o governo não está sabendo se comunicar muito bem até agora. Quando o Lobão (ministro de Minas e Energia, Edison Lobão) disse que ia licitar todas as áreas, incluindo as que estão com os pedidos de concessão de lavra paralisados, criou-se um terror violento no mercado. Os empresários já estão com suas atividades paralisadas desde 2011 e já investiram milhões de reais em oito ou até dez anos para quantificar, qualificar e certificar internacionalmente uma jazida. Se o governo abrir essas jazidas ao mercado, vai dar uma confusão muito grande. Eu duvido que passe no Congresso. Em maio, alguns alvarás saíram. Mas, mesmo assim, o ritmo é muito lento. Os empresários internacionais estão recuando, com as empresas de grande porte sem investir, e as de pequeno e médio estão demitindo ou, ainda, fechando as portas. A presidente Dilma está entrando em uma seara perigosa. É fundamental que o governo explique exatamente o que quer.
A proposta de dividir os royalties da mineração entre os estados piora as incertezas?
Sim. Pois não é justo! É o município e, por tabela, o estado produtor que sofrem a degradação ambiental. São eles que precisam trabalhar para manter o emprego e as pessoas na cidade depois que as jazidas se exaurirem. Diferentemente do petróleo, que se encontra em especial em mar no Brasil, o minério está em grande parte em terra, nos limites de uma determinada região que vai sofrer os efeitos de sua extração. O ideal é que o município continue ganhando a maior parte dos royalties e que haja alguma lei que especifique onde esse dinheiro será aplicado. Uma boa ideia é desenvolver polos escolares para formar não só engenheiros e geólogos, mas também técnicos. Além disso, seria interessante criar, nos municípios produtores, um programa de estímulo à pesquisa mineral, que busque novas jazidas no local. Assim, o setor seria sempre estimulado e a cidade não deixaria de existir.
Na sua avaliação, qual deve ser o primeiro passo para a mudança? O governo tem de retomar as atividades de pesquisa e mapeamento geológico na escala 1: 100.000, que é a escala adequada para se achar jazidas minerais. O governo paralisou suas atividades de geologia básica nas últimas décadas e apenas 20% do território brasileiro está mapeado nessa escala. Isso deveria ser retomado com urgência sob a coordenação do Ministério de Minas e Energia e execução da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), que já fazia esse trabalho bem na década de 1970. Com esse mapeamento feito, o governo consegue emitir uma carta geológica ideal e poderá abrir para licitação novas áreas. O papel do governo não é de pesquisa mineral, com prospecção de potenciais jazidas, mas sim de dar essa base de suporte ao estudos. Não há, no quadro do governo, geólogos com visão de negócio. Só há técnicos que fazem o trabalho científico muito bem, mas não tem veia comercial. Nem os assessores do ministro de Minas e Energia têm experiência. Colocar tudo na mão do governo é problema. Quem sofre é o empresariado que ainda tem de enfrentar a burocracia.
Como se faz para explorar uma mina? É preciso entrar com um requerimento de pesquisa mineral e um pedido de entrada na área. Depois, o governo vai pedir um projeto de pesquisa para conceder um alvará de estudo. O problema é que esse alvará demora quase um ano para sair. Uma licença ambiental leva mais um ano a dois, já que para tudo precisa de autorização do Ibama. Hoje, uma empresa séria leva, no mínimo, seis anos para prospectar o potencial de um terreno e montar um relatório completo para ser apresentado ao Ministério. Eu mesmo, em um projeto na Bahia que vendi recentemente a empresários do Cazaquistão, comecei a prospectar a área em 2005 e só agora é que o terreno está sendo preparado para começar a produzir. Desse jeito, vamos retroceder para o tempo dos garimpeiros. Não adianta mexer no código se não se agilizar esses processos e licenças.
Como agilizar o setor?
O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) não tem pessoas suficientes para fazer uma análise de tudo de forma rápida, especialmente nos estados de Minas Gerais, Bahia, Tocantins e Goiás, que são tradicionalmente mineradores. Fiscalizar, então, é impossível. Muitos departamentos regionais não têm nem carro para percorrer as áreas, as pessoas ganham mal, não há verba e nem motivação.
A transformação do DNPM em agência reguladora pode melhorar isso?
Em vez de criar uma nova agência, o governo deveria aparelhar o DNPM, alocar recursos, contratar pessoas qualificadas e pagar melhor funcionários para cumprir seu papel fiscalizador do órgão. E dar ao CPRM condições também financeiras de fazer todo o mapeamento da geologia básica do Brasil nos moldes ideais de escala. É preciso fazer convênios com universidades, como a Universidade de São Paulo, a Federal da Bahia e a de Ouro Preto.
Só isso basta para modernizar o setor?
Não, de jeito nenhum. Como o setor minerador é altamente dependente de ferrovias e portos, esses dois também têm de se desenvolver em paralelo. É a mineração que sustenta o setor ferroviário. Os grãos vão pelas rodovias. Baixar os custos das ferrovias e aumentar a malha ferroviária são fundamentais. Permitir que mais empresas tenham acesso a esse transporte, também. Fora isso, diminuir a burocracia para concessão de licença para operação de porto privado, que hoje leva dois anos, no mínimo, para sair.
Principais mudanças do Novo Código de Mineração
O novo texto ainda não foi publicado, mas o governo já comentou e deixou indícios do que deve vir. A intenção é publicar a nova proposta ainda em junho. Confira as mudanças esperadas:
Embarque de minério da Vale no Porto de Tubarão, Espírito Santo
Para melhor controlar a atividade do setor, o governo quer, primeiramente, transformar o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em agência reguladora e depois criar um Conselho Nacional de Mineração, formado por pessoas de relevância do mercado, políticos, com o objetivo de avaliar e traçar políticas de médio e longo prazo para o setor.
Hoje: O DNPM é o único órgão responsável pela regulamentação, avaliação de propostas de outorgas e fiscalização.
Proposta: DNPM passa a ser uma agência reguladora do setor nos moldes da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para acompanhar os leilões e fiscalizar as empresas e outra instituição. Seria criado ainda o Conselho Nacional de Política Mineral, que contará com técnicos dos Ministérios de Minas e Energia, Fazenda, Desenvolvimento e Casa Civil. O Conselho discutirá políticas de médio e longo prazos para o setor.