A Gente diz

Joelma anuncia carreira gospel após fim do Calypso; empresário ameniza

Filha da cantorRTEmagicC_5f53d65137.jpga confirmou informação no Facebook; notícia surpreendeu fãs e gerou comentários nas redes sociais

A cantora Joelma surpreendeu os fãs na noite deste sábado (8) ao anunciar que vai seguir carreira gospel após o fim da Calypso. A declaração foi dada durante um show da cantora no ‘São João da Capitá’, no Recife. Após a apresentação, o empresário da banda, Fábio Macêdo, tentou amenizar a situação e negou que a banda acabaria logo após o evento, mas confirmou que a artista pretende sim seguir em carreira gospel.

A informação caiu como uma bomba nas redes sociais e a vocalista do grupo ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter. O colunista Léo Dias, do jornal carioca O Dia, também confirmou a novidade. “Parece que é isso mesmo. A Joelma anunciou em Recife o fim da banda Calypso”, escreveu o jornalista.

A filha da artista, Natalia Sarraff, comentou a decisão da mãe em um post no Facebook. “Tudo que é bom dura pouco!?!?! Pelo contrario tudo que é bom dura pra sempre, pois tudo que é de Deus é pra sempre, feliz por sua decisão minha mãe, eu te apoio pois lhe conheço e sei muito o que se passa em seu coração, e sei que agora realmente você tá feliz de verdade, te amo te amo”, declarou ela, que também é cantora.

Depois, em outra postagem, ela comentou a reação dos fãs da banda diante da notícia. “Só acho assim!! Que a vida continua, ninguém morreu, pelo contrário, acaba de nascer uma nova vida, a vida que Deus escreveu muito antes do nascimento…. Então vamos deixar de falar bobagens e agradecer a Deus!!! Pois tudo nessa vida só acontece se ele permitir, e tudo é pra a sua gloria… Só sei dizer que To feliz, feliz por saber que a pessoa que mais amo ta feliz”, completou.

Em entrevista à revista ‘Contigo!’, em janeiro, Joelma comentou que está preparando um projeto particular voltado para os evangélicos. “Eu tenho essa promessa de Deus, na hora que ele me chamar eu estou pronta!”. Ela revelou que deixaria a Calypso, na qual canta há 14 anos, para seguir carreira no mercado gospel.

 

Henrique Brinco
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Artigo: A imprensa é a vista da Nação. Ruy Barbosa

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Não podemos falar sobre a imprensa sem mencionar o grande brasileiro e baiano Ruy Barbosa. Ruy foi advogado, jurista, filólogo, filósofo, político e jornalista, mas, ele dizia que a sua vocação maior era ser jornalista. Numa época em que a imprensa era praticamente restrita aos jornais, ele ajudou a criar jornais que foram de suma importância na luta pelo Abolicionismo que teve como seus líderes principais o próprio Ruy Barbosa e José do Patrocínio. Só para termos a ideia da importância da imprensa escrita no fim do século dezenove, o mundo só tomou conhecimento da intervenção militar em Canudos por causa das críticas severas e denúncias que Ruy Barbosa fazia quase que diariamente nos principais jornais brasileiros.

Ruy era apaixonado pela imprensa ao ponto de formular a frase supracitada em que ele elege a mesma como a vista da Nação. Noutra ocasião o grande jurista disse que a Imprensa era o quarto poder da República. Segundo ele, a Imprensa Livre estava no mesmo patamar dos Poderes Constituídos, que são: Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário. Ruy Barbosa foi por um ano deputado provincial, (o mesmo que deputado estadual dos nossos dias) foi deputado geral, atualmente denominado de deputado federal, e por trinta e um ano exerceu o cargo de senador do Brasil. Por quatro vezes ele lançou o seu nome para concorrer a Presidência da República. Em duas ocasiões ele retirou a sua candidatura e apoiou outros candidatos, mas por duas vezes concorreu ao cargo e nas duas foi derrotado. Em 1910 Ruy Barbosa foi derrotado por Hermes da Fonseca e em 1919 ele perdeu o pleito para Epitácio Pessoa.
Depois dessas malsucedidas disputas eleitorais Ruy manifestou sua decepção para com a imprensa. Nas duas vezes que concorreu à presidência ele foi vítima de uma imprensa imoral, mercenária e que apenas cumpria ordens dos políticos que estavam no poder. No seu discurso A IMPRENSA E O DEVER DA VERDADE, que também uso como título desse artigo, Ruy manifesta repulsa por parte da imprensa que tinha se degradado e unido ao Poder executivo e Legislativo ao ponto de ser usada pelos políticos para denegrir a sua honra no firme propósito de impedir que ele chegasse ao Palácio do Catete. A simbiose maléfica entre a Imprensa e o Poder Executivo era tão grande que os jornais só publicavam o que o presidente da República queria que fosse veiculado. Por diversas vezes o jornalista e senador Ruy Barbosa denunciou a imoralidade reinante nos primeiros anos da República. O poder dos jornais controlados pelos políticos era tão grande ao ponto de Ruy declarar que a imprensa havia se tornado o primeiro poder da República. Para ele a publicidade (a imprensa) se avariou, e em vez de ser os olhos por onde se lhe exerce a vista, ou o cristal que lha clareia, era a obscuridade onde se perde. A imprensa, a qual Ruy Barbosa devotou toda a sua vida havia se transformado num instrumento perigosíssimo nas mãos de pessoas sem escrúpulos e sem moral. Ele se sentia vítima e injustiçado pela imprensa que tanto lutou para construir.

Atualmente, quase cem anos depois das declarações de Ruy Barbosa, a imprensa persiste nos mesmos caminhos da imoralidade, da mentira, da enganação e do mercenarismo! A imprensa atual está mais corrompida e venal do que nos tempos de Ruy Barbosa. Diariamente vemos uma imprensa corrupta e mentirosa fazendo de tudo para passar aos brasileiros que o Partido dos Trabalhadores nada tem feito de bom nesses dez anos que administra o Brasil. Grande parte da imprensa, principalmente a Revista Veja, a Rede Globo e os jornais O Estado de São Paulo, O Globo e a Folha de São Paulo só divulgam notícias que venham embutir na cabeça do ouvinte que o Brasil está indo de mal a pior. São notícias truncadas, carregadas de mentiras ou encobrindo a verdade. Há poucos dias a Rede Globo noticiou que houve um rombo de mais de cinco bilhões de reais nas contas da Previdência. O termo “rombo” foi plantado na notícia propositadamente para dar a ideia de que houve o roubo de cinco bilhões dos cofres públicos. Quando na verdade o que houve foi apenas um “déficit” nas contas da Previdência. Há pouco mais de um mês o ex-presidente Lula foi agraciado com um prêmio nos Estados Unidos, os veículos citados acima não fizeram nenhuma menção o fato. Uma semana depois o Ministro Joaquim Correia também recebeu um prêmio no mesmo país e a imprensa deu toda cobertura possível. Vivemos numa época de uma imprensa sórdida, sem escrúpulos e que usa dois pesos e duas medidas!
Aqui em Vitória da Conquista a situação é muito mais grave. Somente em Conquista, e em nenhum outro lugar do Brasil, existe uma emissora de rádio que é usada para fazer politicagem vinte e quatro horas por dia. O radialista, conhecido pela alcunha de Boca de Aluguel, usa os microfones da rádio para criticar, mentir, truncar os fatos e tentar jogar a população contra o prefeito Guilherme Menezes. O mesmo age à margem da lei ao ponto de por diversas vezes ter sido condenado a pagar altas somas de dinheiro ao prefeito por haver ferido a honra do mesmo e também veiculado notícias inverídicas e mentirosas. Não tem um dia que esse “radialista” não passa por cima da Lei fazendo denúncias sem provas, atacando a honra de pessoas íntegras e vociferando inverdades por todos os lados. Há pouco mais de um mês ele alardeou que a Estação de Tratamento de Esgoto não seria inaugurada porque a mesma tinha erro na sua concepção e construção. O mesmo disse e publicou no seu blog que a ETE tinha sido construída num terreno muito elevado e que os dejetos não chegariam até a mesma. Foi preciso a gerência da Embasa divulgar nota rebatendo as denúncias do radialista adepto do quanto pior melhor. A notícia mentirosa foi divulgada propositadamente para criar pânico nos moradores de Conquista. Tanto é mentira que o governador Jaques Wagner estará inaugurando a Estação de Tratamento no próximo dia 14 de junho. E as notícias falaciosas sobre a possibilidade de um colapso no abastecimento de água em Conquista? Segundo o mentiroso, as barragens não sairão do papel e viveremos uma tragédia por causa da falta de água. No mesmo dia 14 o governador assinará o edital para a construção das barragens! Ele faz parte da súcia daqueles que querem acabar com o Partido dos Trabalhadores a qualquer custo. Constantemente critica a Presidente Dilma Rousseff, o Governador Jaques Wagner, seus secretários, o prefeito Guilherme Menezes e os vereadores que fazem parte da sua base política, além dos deputados Jean Fabrício, José Raimundo e Waldenor Pereira, que para ele, nada tem feito por nossa cidade. Chega ao ridículo em afirmar que não temos representantes na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. O indivíduo não sabe ao menos qual é a função de um deputado! Não tem um dia que ele não profere inverdades acerca do prefeito Guilherme Menezes. Ultimamente ele tem procurado passar aos seus ouvintes que o prefeito mora em Brasília; que a esposa do prefeito no reside em Conquista e que o prefeito Guilherme não conhece e nem percorre a nossa cidade. Procura passar a ideia de que a município está quebrado, sem prefeito e que em dezesseis anos de Governo participativo nada tem sido feito. As mentiras são tão sem nexo que nem Creuza e nem ele mesmo acredita no que diz.
Se não bastasse a sua mediocridade, agora ele se aliou a outros medíocres que outrora criticava com veemência. Agem sem nenhum escrúpulo e procuram enganar o povo dizendo que estão lutando por nossa cidade. A construção do novo aeroporto agora está servindo de pano de fundo para a apresentação desses trapalhões. Ficaram o tempo todo apregoando que o aeroporto não sairia do papel. Torcem com todas as forças para que a cidade não desenvolva e cresça, mas ao pressentirem que é questão de dias para o lançamento do edital da licitação, eles agora aparecem querendo enganar o povo conquistense dizendo que o aeroporto só sairá por causa da ingerência de um político, sem mandato, que é conhecido por pongar nos projetos alheios. O radialista apregoou que por causa da sua ingerência, os irmãos trapalhões foram até o ministro Moreira Franco para “desatar o nó” que estava impedindo o trâmite normal para a construção do aeroporto. A mentira foi tão absurda que não conseguiu enganar ninguém. Não têm faltado esforços dos nossos deputados, do prefeito Guilherme Menezes e do governador Jaques Wagner para que o aeroporto de Conquista saia do papel. Tanto os deputados Waldenor Pereira como também o Governador Jaques Wagner estiveram com o ministro da Secretaria de Aviação Civil para pedir urgência no tocante à construção do aeroporto de Conquista. Será que alguém acredita que realmente foi necessária a ingerência dos irmãos trapalhões para que o aeroporto de Conquista venha ser construído?

Praticamente estamos às vésperas das próximas eleições e até lá teremos que conviver com as mentiras e engodos desse radialista que não tem compromisso com a verdade. Ele vai continuar tentando enganar as pessoas apenas no intuito de granjear votos. Como não tem vida própria e nem discurso capaz de conquistar o eleitor, o Boca de Aluguel continuará criticando os políticos do PT e dos partidos de esquerda com um discurso carregado de ódio e mentira. Como a imprensa corrupta e mercenária jamais será a vista da Nação, ela procura ao menos ter o poder de enganar o povo. É por isso que grande parte da imprensa é contrária à criação de mecanismos que venham ordenar a atividade das empresas de comunicação. Em quase todos os países do mundo existem órgãos reguladores para os meios de comunicação. Nos Estados Unidos a Comissão Federal de Comunicação (FCC) foi criada em 1933. Há pouco tempo a Inglaterra criou normas para nortear a atuação da imprensa, que agora está sujeita a severas penalidades. O dever da imprensa é ser imparcial e verdadeira. Quando esse dois pilares são subtraídos a imprensa passa a ser marginal e criminosa. A imprensa deve ser livre, mas jamais deve ser um poder absoluto que esteja acima das Leis do País e da Democracia! Se o Judiciário, o Legislativo, o Executivo e todas as Entidades de Classe submetem-se a um controle externo, por que a imprensa não?

Dia D de Mobilização Nacional – Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite – será neste sábado 8 de junho

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite começa no próximo sábado (8) com a meta de vacinar 12,2 milhões de crianças de 6 meses a menores de 5 anos com a dose oral – o que corresponde a 95% do público-alvo. A campanha será encerrada no dia 21 de junho.

No próximo sábado (8) será o Dia D de Mobilização Nacional. Cerca de 115 mil postos de saúde e pontos de vacinação itinerantes estarão funcionando em todo o país. Após o encerramento da campanha, a vacina continua disponível na rede pública de saúde. É importante que as mães levem a carteira de vacinação.

O último caso de poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, foi registrado no Brasil em 1989. O país recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de erradicação da doença em 1994.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, alerta, entretanto, que é preciso manter as crianças imunizadas e não “baixar a guarda” diante da doença. “Essa vacinação oral é extremamente importante para conseguirmos alcançar a eliminação global da poliomielite. Além do risco de pessoas virem de países onde tem transmissão, já foi observado, em países das Américas que começaram a acumular baixa cobertura vacinal, que isso termina favorecendo a circulação de vírus que produziram casos de pólio”, disse.

Neste ano, o público alvo da campanha da vacina oral são as crianças a partir de 6 meses. Isso porque as crianças menores já estão sendo imunizadas com a dose injetável – introduzida no calendário básico de vacinação no segundo semestre de 2012. Com a mudança, o Brasil está se preparando para utilizar apenas a versão injetável quando ocorrer a erradicação da doença do mundo.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou as mães para que aproveitem a ida ao posto de saúde para colocar o cartão de vacinação das crianças em dia. “É também uma chance de a família checar se o calendário de vacinas da criança até 5 anos de idade está em dia e, se não tiver, poder programar no posto de saúde qual o melhor dia para atualizar suas vacinas”, disse.

Cerca de 350 mil pessoas estarão envolvidas na campanha e serão utilizados 42 mil veículos, entre terrestres, marítimos e fluviais, para alcançar todos os pontos do país. Os postos receberão um total de 19,4 milhões de doses orais da vacina. O investimento do ministério chega a R$ 32,3 milhões em repasse do Fundo Nacional de Saúde para os estados e municípios, sendo R$ 13,7 milhões para aquisição das vacinas.

Autor(a): Agência Brasil

 

NOTA DE ESCLARECIMENTO – Secretaria do Planejamento da Bahia (Seplan) – Projeto da ponte Salvador – Ilha de Itaparica – Ba

 

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Com o objetivo de evitar a disseminação de informações incorretas sobre o projeto da ponte Salvador – Ilha de Itaparica, que integra o plano de desenvolvimento da Região Metropolitana de Salvador (RMS), Recôncavo e eixo litorâneo sul, a Secretaria do Planejamento da Bahia (Seplan) contesta as declarações do arquiteto Paulo Ormindo publicadas no Jornal Tribuna da Bahia, desta quinta-feira (06), na matéria intitulada “Arquiteto diz que estrada e ferrovia podem substituir ponte para Itaparica”.

 

1) (…) É um valor exorbitante, que provavelmente ficará maior. A ponte vai criar uma dependência da Região metropolitana e cidades vizinhas ao centro de Salvador maior do que já é, criando um pesado tráfego para cruzar Salvador para chegar ao centro e ao Porto.

 

(…) A Ponte Salvador-Itaparica, de R$ 7 bilhões, terá 12 quilômetros e 70 metros de altura em seu vão central. O projeto inicial falava de R$ 3,5 bilhões. Pelo menos R$ 40 milhões foram gastos apenas para o projeto da obra.

 

Como se trata de um projeto que gera muita especulação, o arquiteto Paulo Ormindo equivoca-se ao apontar valores para a construção de uma ponte ao invés de abordá-los como um plano de desenvolvimento socioeconômico regional, que também demandará investimentos de infraestrutura, a exemplo de rodovias, saneamento, energia, além da ponte.

 

Por outro lado, desconhecemos as fontes dos valores indicados (R$ 3,5 bilhões). Desde o estudos preliminares, em 2011, a estimativa de investimentos é de R$ 7 bilhões para todo o plano de desenvolvimento, o que significa que não houve majoração em 100%. Um dos objetos de trabalho da consultoria Mckinsey& Company é auxiliar o Governo do Estado a elaborar um modelo econômico que otimize o investimento de recursos públicos e reduza o custo total do projeto.

 

A realização do projeto deverá contemplar o aporte de recursos federais e estaduais, além de investimento privado. A modelagem econômica indicará a equação financeira adequada, levando em consideração a cobrança de pedágio e aproveitamento de parte dos ganhos imobiliários com a valorização que virá desse empreendimento. Teremos valores mais precisos e detalhados após a conclusão do projeto básico de engenharia, que está em processo de licitação.

 

Diferente do que expõe o arquiteto Paulo Ormindo em relação ao tráfego pesado na capital, o Governo do Estado tem trabalhado em conjunto com a prefeitura de Salvador no sentido de que haja a melhor solução para o tráfego de veículos leves, pois, necessariamente, o fluxo de veículos pesados já estará segregado dentro da Via Expressa. Deste modo, não haverá transtornos para o trânsito da capital, visto que esta via liga o porto de Salvador com a BR-324.

 

No que se refere ao investimento em estudos técnicos e na contratação de consultores, as melhores práticas na elaboração de projetos apontam que a fase de planejamento é fundamental. Além disso, todos os custos serão integralmente reembolsados ao Estado pelo vencedor da licitação do projeto, que será realizado no primeiro trimestre de 2014.

 

2) (…) o projeto do governo apresenta inúmeras incongruências: está na rota dos quatro portos do entorno da Baía de Todos os Santos e prevê horários de abertura da ponte para a passagem de navios, paralisando o fluxo de veículos em cima dela. É um meio que não tem outra saída. Quando a ponte fechar para a passagem de plataformas ou navios, como previsto no projeto, vai engarrafar e as pessoas não terão por onde sair.

 

A Secretaria do Planejamento da Bahia (Seplan) esclarece que os estudos preliminares apontam que 99,9% dos navios de carga e passageiros passam pelo vão central. Estima-se que a largura esteja entre 600 e 750 metros e de altura tenha 70 metros, o equivalente a um edifício de 20 andares. Não haveria problemas de navegação, por exemplo, para uma das maiores embarcações do mundo, como o porta-aviões da série Nimitz, com aproximadamente 63 metros de altura e 77 metros de largura.

 

Por outro lado, ainda está em estudo a possibilidade da ponte Salvador-Ilha de Itaparica ter um trecho móvel. Caso esta seja a melhor solução, a passagem eventual de plataformas e sondas de perfuração que excedam os 70 metros de altura, serão em horários de menor fluxo (madrugada) e certamente não excederá duas vezes ao ano. Além disso, similar as medidas de segurança implantadas em todas as pontes móveis do mundo, não será permitido que haja veículos na ponte.

 

 

Processo elitoral da Bahia começa e as articulações movimentam os bastidores da política baiana

 

 

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Vice-governador Otto Alencar

A primeira rachadura na base de apoio do governador Jaques Wagner (PT) começa a se configurar em função da antecipação da campanha pela sucessão estadual. O vice-governador, Otto Alencar (PP), e o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, trocaram declarações dentro das discussões sobre a possibilidade de o prefeito ACM Neto (DEM) aderir ao governo estadual e apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Otto disse ter sofrido a primeira “agressão” de um petista desde que se aliou a Wagner. Interpretou como ataque as declarações de Jonas publicada ontem em A tarde: sem citar o nome de Otto, Jonas declarou que “pensamento estreito e monolítico” teria o carlismo que foi derrotado pelo PT em 2006. Leia mais no A Tarde.

Biaggio Talento, A Tarde

Wagner minimiza declarações de Jonas Paulo sobre o carlismo

Questionado sobre o bate-boca entre o vice governador Otto Alencar (PSD) e Jonas Paulo (PT), o governador Jaques Wagner (PT) tentou desfazer a cizânia minimizando o impacto das declarações do colega petista e disse que “posição de partido não é posição de governo”. Disse que não acredita que ele (Jonas) não aceite uma eventual aproximação com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Ponderou, ainda, acerca das declarações de Jonas sobre “carlistas”, que ele teve apenas a intenção de ressalvar sua crítica ao governo anterior. Wagner, que conversou com a reportagem por telefone logo após a audiência com a presidente Dilma Rousseff (PT), em Brasília, aproveitou porém, para mandar um recado ao correligionário ao afirmar que “quem prospera na política é quem consegue somar e não subtrair”. Leia mais no A tarde (para assinantes).

 

Mapa da violência na Bahia

Sul de sangue: Porto Seguro e cidades vizinhas se destacam em homicídios

Dados estão no mapa da violência na Bahia, preparado pelo CORREIO com base em registros de homicídios em 2012


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Antes, o vermelho sangue dos homicídios pintava Salvador e Região Metropolitana (RMS). Agora, porém, o Sul do estado ganha grande destaque nesse mapa da violência que o CORREIO preparou com base em dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e que você pode conferir ao lado.

Um dos principais destinos turísticos do estado, Porto Seguro é a cidade que registrou em 2012 a maior taxa de homicídios entre os municípios com mais de 100 mil habitantes (101,03), seguida por Eunápolis (96,46) e Teixeira de Freitas (90,21). As três ficam no Extremo Sul do estado.

Para se ter uma ideia, Salvador registrou, no ano passado, taxa de 58 homicídios por 100 mil habitantes e a Região Metropolitana, historicamente destaque nacional em violência, tem taxa média de 87 homicídios por 100 mil habitantes.

Ainda na região de Porto Seguro, na bela Alcobaça, por exemplo, não ocorreu sequer um homicídio em 2011. No ano seguinte foram 13. Em Prado, a 25 km de Alcobaça, os números são idênticos. Em Mucuri, próximo, também houve 13 homicídios em 2012, contra apenas um em 2011. As três estão na lista das dez cidades do estado com maior crescimento de homicídios em 2012 (veja abaixo).

“A droga chegou no interior através dos traficantes de fora. Como vou combater isso com um agente de polícia? Está quase chegando a ponto de afastar os visitantes”, diz o delegado de Alcobaça, Robson Marocci.

 

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CartoDB

Paraísos
Até mesmo destinos turísticos cobiçados na região, como Trancoso e Arraial D’Ajuda, localidades que pertencem a Porto Seguro, veem suas praias paradisíacas serem manchadas de sangue. Os dados referentes a esses povoados incluem-se nos números de Porto Seguro e não estão separados no levantamento da SSP. Mas a delegacia de Arraial, que responde também por Trancoso, informou que somente esse ano 11 homicídios já foram registrados na região.

“Metade deles foi cometida por gente de fora”, confirmou o delegado Rafael Zanini. “A PM instalou uma Base Comunitária de Segurança no complexo do Baianão, a área mais violenta de Porto Seguro. Aí muitos bandidos migraram para Cabrália, onde apenas dois PMs fazem a segurança diariamente. Foram também para Trancoso, também com dois PMs”, explicou o delegado, acrescentando que um homem conhecido como Carioca, do Rio, comandava até pouco tempo o tráfico na região, antes de ser preso.

O coronel da reserva Jorge Melo, do Programa de Estudos, Pesquisas e Formação em Políticas e Gestão de Segurança Pública da Ufba, não acredita que traficantes em si migrem entre cidades, mas sim numa “interiorização” do tráfico como atividade. “O tráfico está indo para o interior, até como novo nicho de mercado”, analisa.

“Antes, os colegas daqui iam trabalhar na capital e voltavam horrorizados. Hoje, acontece o contrário. Quando vem o pessoal de Salvador fazer operação, fica impressionado com os crimes e o poder de fogo dos bandidos”, afirma Patrick Campos, coordenador da Associação dos Policiais Militares da Bahia (Aspra) em Porto Seguro.

Explicações
O CORREIO tentou entrar em contato com o Departamento de Polícia do Interior (Depin) e com a Coordenadoria de Eunápolis, da qual Porto Seguro faz parte, mas a assessoria da Polícia Civil informou que seus coordenadores estavam em viagem.

O titular da 1ª Delegacia de Porto Seguro, Robson Andrade, disse que assumiu o cargo em abril deste ano e pouco poderia contribuir. “Com certeza esses índices já caíram. Só não tenho como apresentá-los agora”, disse.

O Comando de Policiamento Regional do Sul da Bahia informou que tem realizado operações não só em Porto Seguro, mas em outras cidades. “Recentemente prendemos dezenas de líderes do tráfico em uma operação em Itabuna. Todas as cidades próximas sentem positivamente a ação”, disse o major Gilson Marinho.

Já o comandante do 8º Batalhão (Porto Seguro), Valter Cerpa, disse que intensificou o policiamento e as ações especiais na cidade. “Em abril, realizamos 30 prisões”, destacou.

Ituberá
No Baixo Sul, ganha destaque a cidade de Ituberá, que registrou o maior crescimento em homicídios em todo o estado. De apenas um homicídio em 2011, passou para 28 em 2012. Ituberá também aparece na segunda colocação entre os maiores índices de homicídio do estado, com 104 homicídios/100 mil habitantes.

Titular da delegacia da cidade, Gil Félix informou que de janeiro a maio de 2012 ocorreram 13 assassinatos na cidade e em 2013 o número caiu para seis.

Turismo
Procurada para repercutir possíveis impactos da violência no setor, a Secretaria de Turismo da Bahia (Setur) informou, em nota, que “o governo está atento à gravidade da questão e empenhado em reduzir os efeitos do tráfico de drogas e da criminalidade nestes municípios, com ações como o reforço do policiamento e implantação de bases comunitárias de segurança”.

O comunicado afirma, com números atribuídos à SSP, que houve redução de homicídios no primeiro quadrimestre do ano em Porto Seguro (-28%), Itacaré (-60%) e Caravelas (-25%). Acrescenta que no período não foram registrados homicídios em Alcobaça e Prado.

O presidente da Associação Brasileira de Indústrias de Hotéis (Abih) da Costa do Descobrimento, que abrange Porto Seguro, Belmonte e Eunápolis, Siegfriend Michael, informou que Porto Seguro recebe 1,2 milhão de turistas por ano e R$ 1,5 bilhão de faturamento em negócios voltados ao turismo e que isso “é fator de atração da criminalidade”.

O secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo do Ministério do Turismo, Fábio Mota, reconheceu que a onda de violência afasta turistas. “Quem vai viajar hoje, a primeira coisa que faz é pesquisar na internet. Ele vai saber sobre o que acontece”, ponderou.
Alexandre Lyrio, Juan Torres e Rafael Rodrigues
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Construção do novo aeroporto de Vitória da Conquista é tema de audiência pública

 

Imagem-99Será promovida nesta sexta-feira, 7, no plenário da Câmara Municipal de Vereadores, a partir das 19h30, uma audiência pública para tratar sobre o edital de construção do novo aeroporto de Vitória da Conquista. Esta é uma das obras mais aguardadas pela população da cidade e de toda a região sudoeste da Bahia.

Desde 2009, quando foi encaminhado ao governador do Estado um documento assinado pelo prefeito Guilherme Menezes e por todos os vereadores da Câmara reiterando a necessidade de a cidade possuir um aeroporto em condições dignas de funcionamento, o Governo Municipal tem feito todos os esforços para garantir que Vitória da Conquista receba um aeroporto adequado ao desenvolvimento e às necessidades do município.

De lá para cá, a Prefeitura sempre esteve mobilizada e empenhada em garantir celeridade ao processo. Nesse sentido, destaque para a assinatura do Protocolo de Intenções com o Governo do Estado para a construção do equipamento e a escolha, pela Infraero, da área localizada no povoado de São José, conhecido como Pé de Galinha para implantação do mesmo. Ambas em 2010.

Projeto do novo aeroporto é apresentado para a Administração Municipal

Já em 2011, outros fatos demonstram o compromisso da Prefeitura com o novo equipamento como, por exemplo, a emissão pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Licença de Localização Prévia e da Licença Ambiental e de Localização do Novo Sítio Aeroportuário e a publicação da aprovação de R$ 20 milhões para a construção do aeroporto.

Além disso, em 2012, foi publicada pela Secretaria de Aviação Civil, vinculada à Presidência da República, a portaria nº 47, que dispôs sobre a aprovação da primeira fase do Plano de Investimentos do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (PROFAA). Com relação à Bahia, foi anunciado, em seu anexo, que o Governo Federal vai liberar, inicialmente, R$ 20 milhões de reais para a construção do novo aeroporto de Vitória da Conquista.

Assinatura do convênio para a construção do aeroporto.

O ano de 2013, por sua vez, começou com boas notícias para a população de Vitória da Conquista e região. O governador Jaques Wagner e o ministro da Defesa Celso Amorim assinaram no dia 10 de janeiro o convênio para a construção do novo aeroporto do município. O prefeito Guilherme Menezes esteve presente à solenidade.

O prefeito Guilherme Menezes e o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Wellington Moreira Franco

Além disso, em abril foi apresentada pela Concremat a conclusão do projeto executivo do novo aeroporto para a Administração Municipal. Também participaram do evento, representantes do Derba. Orçado em R$150 milhões, o projeto contempla todas as exigências necessárias pelas agências regulamentadoras do país.

Recentemente, o prefeito Guilherme Menezes participou, em Brasília, de uma audiência com o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, para discutir a autorização para abertura de licitação do novo aeroporto. Hoje, 05, o prefeito Guilherme Menezes está em Brasília para discutir questões relativas ao anel Viário e ao novo aeroporto.

Governo reedita obra rara sobre planejamento na Bahia

 

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Em 1956, sem o auxílio de computadores, planilhas de excel e geoprocessamento, o esforço de economistas, acadêmicos e intelectuais, tendo à frente o ilustre baiano, Rômulo Almeida, foi elaborado o que veio a ser conhecido como Pastas Rosas, originariamente Cadernos Rosa. Era uma coleção de textos que não só expressava os caminhos para o desenvolvimento da Bahia, como também inaugurava o ato de fazer planejamento público e situava o estado em relação ao restante do país.

 

Para ampliar o acesso a este tratado da economia baiana da década de 50, a Secretaria do Planejamento da Bahia (Seplan), num gesto de reconhecimento da relevância histórica desse documento, lançou nesta quarta-feira (5), na Assembleia Legislativa, uma edição fac-similar em formato impresso e digital.

 

O idealizador do projeto, o deputado federal e ex-secretário do Planejamento do Estado, Zezéu Ribeiro, destacou a relevância histórica. “Este é o primeiro estudo de planejamento estadual do Brasil. Nele encontramos as bases para o desenvolvimento agropecuário e industrial da Bahia, a exemplo da construção do Centro Industrial de Aratu (CIA) e do Polo Petroquímico”, afirma Zezéu.

 

Para o secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli, “a iniciativa é, também, uma forma de publicizar, difundir e tornar acessível a um maior número de pessoas esse estudo basilar para quem quer compreender melhor as origens do planejamento na Bahia”, pontua Gabrielli.

 

Além disso, o titular da pasta do Planejamento ressalta que Rômulo Almeida era um pensador que aliava visão, planejamento, execução e reflexão. “Na década de 50, a construção de uma refinaria na Bahia era tão improvável, apesar de constar no planejamento, que a sua inauguração praticamente passou desapercebido, limitada a uma nota de jornal. Apenas três dias depois a imprensa se redimiu”, conta.

 

No perfil desse planejador sagaz, Gabrielli ainda ressalta o pensamento assertivo. “Naquela época, Celso Furtado, que é um dos brilhantes planejadores brasileiros, concordava com a tese de que a criação de um parque industrial no Nordeste era necessário para substituir as importações do país. Já Rômulo Almeida pensava que era necessário implantar uma indústria de bens intermediários para que auxiliasse o crescimento como um todo da indústria nacional. Prevaleceu o pensamento de Rômulo”, finaliza.

 

Como gesto de agradecimento, Eduardo Almeida, filho de Rômulo, disse que esta publicação é um marco. “Ela homenageia um homem que não era apenas visionário, era uma pessoa humilde que pensava no bem estar público e muito do que observou, diagnosticou e sistematizou, virou realidade”.

 

Na oportunidade, a especialista em desenvolvimento regional e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Tânia Bacelar, fez uma palestra abordando as ideias de Rômulo Almeida e os desafios do Nordeste atual. Já o professor da Universidade de São Paulo (USP), Alexandre Barbosa, apresentou a palestra Pensando e Planejando o desenvolvimento brasileiro: a trajetória de Rômulo Almeida.

 

Trajetória

Rômulo Barreto de Almeida era bacharel em direito, mas dedicou-se as questões econômicas e ao desenvolvimento. Em 1941, tornou-se diretor do Departamento de Geografia e Estatística do Território do Acre. Iniciado o segundo governo Vargas, foi designado oficial de gabinete do Gabinete Civil da Presidência da República. Ao mesmo tempo, foi incumbido por Vargas de organizar a Assessoria Econômica da Presidência da República.

 

Ainda em 1951, tornou-se membro do Conselho Consultivo da Companhia Hidroelétrica do São Francisco, posto que manteria até 1966. A partir de 1953, Rômulo Almeida tornou-se consultor econômico da Superintendência da Moeda e do Crédito (Sumoc). Ainda no segundo semestre desse ano, assumiu a presidência do Banco do Nordeste do Brasil.

 

Em 1955, criou e presidiu na Bahia a primeira Comissão de Planejamento Econômico do Estado. Já em 1957, criou e presidiu o Fundo de Desenvolvimento Agroindustrial da Bahia e foi nomeado vice-presidente da Rede Ferroviária Federal. No período de 1957 a 1959, reorganizou o Instituto de Economia e Finanças da Bahia. Representou a Bahia na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e, nomeado posteriormente secretário de Economia, elaborou o projeto da Companhia de Energia Elétrica da Bahia (Coelba).

 

Rômulo Almeida foi professor da Universidade da Bahia (Ufba), da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, do Curso de Planejamento do Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp) e da Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas (Ebap-FGV).

 

Em 1985, foi diretor de planejamento da área industrial do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Permaneceu nesse cargo até a sua morte, ocorrida em Belo Horizonte, em novembro de 1988.

Wagner retribui o presentão que recebeu de ACM Neto

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Jaques Wagner (PT) e ACM Neto (DEM)

Depois de ouvir do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que seu apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) é uma possibilidade, o governador Jaques Wagner não se fez de rogado. Na primeira oportunidade, foi a público e declarou que não apenas vai trabalhar pelo apoio de Neto a Dilma como ao do candidato da chapa governista à sua própria sucessão, a qual, tudo indica, quer que seja liderada por um nome do petismo. Assim, Wagner demonstra que, além de republicano, uma imagem que conseguiu cunhar deliberamente ao longo de dois mandatos incompletos como governador, conhece as normas da boa educação política.

Realmente, não seria de bom tom, por exemplo, deixar o prefeito de Salvador, eleito com os votos majoritamente da oposição ao seu governo e ao PT local e nacional, proclamando sozinho que não descartava apoio à sua maior aliada. Aliada, aliás, que, na tentativa de eleger um correligionário, Nelson Pelegrino, à Prefeitura de Salvador, baixou na capital baiana para um comício dizendo de Neto, então candidato do DEM, cobras e lagartos e protagonizando a encenação já armada pela campanha de seu partido de que sem ela e Wagner a cidade era simplesmente ingovernável.

Com seu surpreendente discurso pró-Dilma, Neto não apenas insinuou que o partido a que se opôs e venceu na disputa pela Prefeitura de Salvador dizia a coisa certa como, naturalmente, abriu portas supostamente para um ótimo relacionamento com o eventual futuro aliado Wagner, que agora retribui habilmente a gentileza, afirmando que, no que depender dele, vai trabalhar para que o democrata realmente se aproxime eleitoralmente tanto da presidente quanto do candidato que deverá apresentar para tentar eternizar-lhe a obra na Bahia por, pelo menos, mais quatro anos.

Muito danado esse governador. Com a colaboração da audiência, falou e disse sobre os seus planos de aproximação com o DEM baiano sem ao menos passar a impressão de que na base da idéia da unidade com um adversário pode se disfarçar o temor de que as eleições do próximo ano não sejam nada fáceis para o seu grupo político, especialmente se ele for liderado por um candidato petista, nem muito menos para a primeira mandatária do país, principalmente se o Brasil continuar produzindo esse “pibinho” e a inflação, que corrói o poder de compra do trabalhador, não der mostras de que vai errefecer.

Na verdade, com o espaço que lhe foi dado pelo maior líder do Democratas na Bahia atual para demonstrar toda a sua magnanimidade política e, quiçá, eleitoral, o governador ficou à cavaleiro para conduzir e executar um plano muito mais audacioso e que não se esperava que viesse a tentar tão cedo. Ele consiste em avançar sobre a oposição, assimilando completamente o personagem que emergiu das urnas do ano passado como a sua maior liderança natural, aparecendo, inclusive, na pole position de várias pesquisas de intenção de voto ao governo para 2014.

A bem da verdade e, apesar dos incentivos que surgem de todos os lados, ACM Neto já disse aos quatro ventos que não é candidato a governador simplesmente por considerar uma aventura, com pouco mais de 30 anos de idade, deixar a Prefeitura da terceira capital do país, por mais problemas que ela exale, buscando uma candidatura que pode levá-lo tanto a uma vitoria quanto a uma grande decepção, senão a uma catastrófica derrota. Mas que fique claro que não é Neto que Wagner visa e sim o seu até agora intocado capital político.

As mesmas pesquisas que apontam o virtual favoritismo do prefeito a uma eventual candidatura ao governo indicam que, passados quatro meses de sua gestão na Prefeitura, ele continua exibindo um considerável respaldo de popularidade em Salvador, confirmando a já conhecida fase inicial de lua de mel que todo novo governante mantém com o eleitorado, o qual, naturalmente, influencia de forma poderosa nos números que emergem das sondagens que se faz sobre a próxima sucessão. Não erra quem alega que o bom momento desfrutado por Neto em Salvador é o oposto do experimentado pelo governo Wagner na capital baiana.

O quadro, que já teria se configurado na campanha municipal passada, quando o democrata elegeu-se diferenciando-se da gestão do governador, só teria piorado desde então, com a estabilidade da animosidade com parte do funcionalismo público, os problemas na saúde e a sensação de insegurança no campo estadual, para ficar em alguns problemas. Seria este o motivo para Wagner buscar, então, colar sua imagem à do democrata, construindo, na seara pública, a idéia de que os dois têm motivo de sobra para trabalharem juntos, sem restrições ou constrangimentos, pela cidade?

É o que pensam alguns democratas não-alinhados com o pensamento de aproximação com o PT engendrado pelo prefeito e outro silencioso mas indignado grupo de oposionistas diretamente interessados na disputa das eleições de 2014. Para eles, a sensação de que governo e Prefeitura são entes indiferenciados, como parecem estar a combinar o governador e o prefeito, é um péssimo negócio para quem pensa em concorrer à sucessão estadual combatendo o PT e tudo o que tem representado até aqui o governo Jaques Wagner.

* Texto originalmente publicado no jornal Tribuna da Bahia.

Raul Monteiro*

Foto: Manu Dias/Secom

“Daniela Mercury é oportunista e vulgar”, desabafa Agnaldo Timóteo

Agnaldo e Daniela

Agnaldo desabafa: ” A gente não pode bater palma para a vulgaridade, para o exibicionismo, para o oportunismo, para a farsa e para a mentir”.O cantor Agnaldo Timóteo fez duras críticas à também cantora Daniela Mercury, que recentemente assumiu um relacionamento amoroso com a jornalista Malu Verçosa.Em entrevista ao jornal “Extra”, Agnaldo desabafou:

“A gente não pode bater palma para a vulgaridade, para o exibicionismo, para o oportunismo, para a farsa e para a mentira. Não é possível você aproveitar para dizer: ‘eu quero apresentar minha mulher’. Que negócio é esse? Aos 47 anos e com cinco filhos? Por que não fez isso quando tinha 20 anos? Para! Estou indignado”.

Daniela Mercury apresentou Malu em uma entrevista ao programa “Fantástico”, em abril, e também esteve esta semana no programa “Encontro com Fátima Bernardes”. A exposição do relacionamento na mídia é o que mais irrita Agnaldo, segundo o jornal: “É demagogia em nome de ibope”.

Depois da revelação, a cantora foi a madrinha da Parada Gay de São Paulo este ano

Artigo – PEC 37: migalhas para a sociedade

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por Nadjara Régis

São grandes as contradições para quem busca analisar se as instituições políticas brasileiras estão fortalecidas ou enfraquecidas. A dizer, por exemplo, de um Congresso Nacional que se dedica a analisar uma Proposta de Emenda à Constituição, a PEC 37, de 2011, por cuja redação suficientemente lacônica pretende-se, exclusivamente, expressar na Carta Política que o poder de investigação criminal compete à polícia judiciária, excluindo-se o Ministério Público (MP).

É certo que há alguns anos o universo acadêmico se debruça em artigos jurídicos que debatem sobre a legitimidade constitucional de o Ministério Público investigar. É certo, também, que durante este hiato de 25 anos, sem resposta nem do STF nem do Congresso Nacional, o Ministério Público conquistou legitimidade popular e judicial – tendo as ações judiciais promovidas em decorrência de sua colaboração em investigações criminais devidamente julgadas – para o exercício do poder investigatório.

Acontece que passados quase 25 anos da promulgação da Constituição da República Federativa do Brasil, em 1988, na qual se previu o Ministério Público, congressistas pretendem contentar-se, simplesmente, em dizer o seguinte à sociedade: cada pessoa no território brasileiro, após a aprovação da PEC 37/2011, passará a contar com apenas uma (a polícia) em vez de duas (a polícia e o Ministério Público) dentre as instituições até então legitimadas para investigar crimes.

Penso: será que o Congresso Nacional mantém em segredo de Estado alguma PEC ou algum projeto de lei grandioso no sentido de garantir investimentos progressivos na estrutura da polícia judiciária com o fim de, no mínimo, erradicar a triste realidade de unidades policiais que dependem de combustível a ser cedido pela Prefeitura para manterem, ainda que em parco estado de funcionamento, suas viaturas, e, no máximo, garantir significativos investimentos no aparato de inteligência e na política de vencimentos para a polícia civil tanto quanto se busca alcançar para a polícia federal?

Será, ainda, que o Congresso Nacional gastou o dinheiro público em algum estudo especializado que concluiu pela ineficiência da investigação criminal quando é exercida pelo Ministério Público? Será que durante todos esses anos em que o Ministério Público e a polícia judiciária compartilharam o poder de investigar houve conflitos que mais foram prejudiciais do que favoráveis à proteção dos direitos individuais e do interesse da sociedade na fase da investigação criminal? Será que a fiscalização da lei é melhor exercida pelo Ministério Público com ou sem poder de investigar? Silêncio. Um minuto de silêncio; horas de silêncio.

Tenho apenas a lembrança longínqua de alguns debates sobre algumas propostas de reforma da polícia judiciária lá nos idos de 2005. Enfim, neste caso terei que concordar com Joaquim Barbosa, o deselegante ministro-presidente do Supremo Tribunal Federal, quando criticou o Congresso Nacional entendendo-o ineficiente na deliberação de matérias legislativas: no universo do debate da Segurança Pública e da Justiça Criminal, a PEC 37/2011 é uma migalha ofertada, sem maior responsabilidade social, pelo Congresso Nacional à sociedade.

Sem estudos especializados, sem a demonstração do interesse congressual em uma efetiva reforma da polícia judiciária, encilhados por meras audiências públicas realizadas na sala de alguma comissão, me resta crer que a Constituição Federal poderá ser alterada por um Congresso Nacional que venha aprovar a PEC 37/2011 fundamentado, substancialmente, no jogo de interesses corporativos e interesses político-casuísticos favoráveis àqueles que têm suas atividades incomodadas ante a legitimidade social alcançada pelo Ministério Público, os quais ao invés de desempenharem publicamente suas lutas – pois quero saber qual associação de moradores ouviu falar nos últimos anos em algum movimento institucional contrário ao poder de investigar do MP – estão a preferir o que muito bem poderia ser assimilado pelos historiadores como um golpe institucional às barbas da democracia representativa.

É uma contradição histórica na análise do fortalecimento das instituições políticas brasileiras que o Ministério Público tenha de si suprimido o poder de investigar crimes, poder este fenomenologicamente justificado, sem que isto ocorra no bojo de um processo de reforma das instituições políticas promovida com amplo debate social e, inclusive, por meio dos instrumentos de democracia popular deliberativa, a saber, o plebiscito ou o referendo. Se nosso Congresso Nacional não obtém forças suficientes para promover a reforma maior, não haveria de tratar a sociedade com migalhas, ademais quando o conteúdo vaga em um porvir mais que incerto, em um “nada existencial”.

Para revestir-se como avanço democrático, a PEC 37/2011 deveria ser assimilada por pessoas de todas as classes sociais e, dialeticamente, robustecer o fundamento constitucional da dignidade da pessoa humana, o princípio constitucional da eficiência e o objetivo constitucional da solidariedade (que há de ser compreendida tanto em seu exercício entre indivíduos como entre instituições).

A PEC 37/2011 não pode ser aprovada na proteção do manto de concreto dos salões do Congresso Nacional. Os deputados e senadores deveriam ouvir a voz popular, e não apenas os convidados para as audiências públicas nas comissões. Vamos deixar a PEC 37 alcançar a porta da casa de milhões de pessoas, daquelas que acreditam e daquelas que desacreditam na polícia como guardiã dos seus direitos. A população deve decidir diretamente, em um plebiscito, um direito por ela conquistado uma vez que não está expresso no texto constitucional. A população deve opinar diretamente porque a PEC 37 trata de uma possível abdicação do direito de cada pessoa de ter a seu favor mais uma instituição, de natureza constitucional, a proteger-lhe os interesses no procedimento de investigação criminal.

É assim que será fortalecida a democracia popular, e, assim, ocupando as ruas, qualquer que seja a decisão será ela revestida de uma força de legitimidade social proporcional àquela que se busca derrogar com a PEC 37.