O ex-deputado federal e ex-ministro José Dirceu de Oliveira e Silva, 67 anos, contou ontem sua versão a respeito de uma promessa que teria recebido de absolvição no processo do mensalão.
‘Penso que era melhor se tivesse morrido’, diz ex-ministro
Em entrevista ao Poder e Política, programa da Folha de São Paulo e do UOL, Dirceu disse ter sido “assediado moralmente” durante seis meses por Luiz Fux, que era ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e desejava ir para o STF (Supremo Tribunal Federal).
A reunião entre ambos ocorreu num escritório de advocacia de conhecidos comuns. Ao relatar esse encontro, Dirceu faz uma acusação grave. O ex-ministro afirma não ter perguntado “nada” [mas Fux] “tomou a iniciativa de dizer que ia me absolver”.
Num outro trecho da entrevista, segundo Dirceu, “ele [Fux], de livre e espontânea vontade, se comprometeu com terceiros, por ter conhecimento do processo, por ter convicção”.
O ex-ministro afirma ainda que Fux “já deveria ter se declarado impedido de participar desse julgamento [do mensalão]“.
No início de 2011, Fux foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff para o STF. Durante o julgamento do mensalão, votou pela condenação de Dirceu -que acabou sentenciado a de dez anos e dez meses de reclusão mais multa.
Em entrevista à Folha em dezembro do ano passado, Fux admitiu ter se encontrado com Dirceu, mas negou ter dado qualquer garantia de absolvição. “Se isso o que você está dizendo [que é inocente] tem procedência, você vai um dia se erguer”, teria sido a frase que o então candidato ao STF ofereceu ao petista.
Agora, Dirceu contesta em público essa versão de Fux. Foi a sua primeira entrevista formal depois de ter sido condenado. O ex-ministro da Casa Civil de 2003 a 2005, durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva, acha “tragicômico” que Fux declare ter tomado conhecimento mais a fundo do processo do mensalão apenas ao assumir no STF: “É que soa ridículo, no mínimo (…) É um comportamento quase que inacreditável”.
O fato de Fux ter prometido absolver Dirceu ajudou na nomeação para o STF? A presidente Dilma levou isso em consideração? Dirceu: “Não acredito que tenha pesado, não acredito que tenha pesado. Eu não participei da discussão da nomeação dele porque sempre fiz questão de não participar”. (Fernando Rodrigues e Mônica Bergamo, Folha de São Paulo)












a seca prolongada a produção vem caindo gradativamente. Nesta sexta-feira (05), a produção foi de apenas 2800 litros. “Vai ser difícil voltar a entregar porque os produtores estão sem recursos para comprar a ração, e sem comer a vaca não produz. Os pastos só estão produzindo o suficiente para a sobrevivência do gado”, explicou Antônio Meira. Para o presidente, se não houver um melhoramento por parte do setor financeiro ou do próprio município a situação tende a piorar, com risco de corte da entrega do leite na cidade e até fechamento da cooperativa. A unidade emprega direta e indiretamente cerca de 500 pessoas. Antônio disse que já tentou comprar o leite em cidades vizinhas, mas a situação nos demais municípios também é a mesma. Além disso, por questão de transporte fica inviável a entrega do leite em tempo hábil. Segundo o presidente, em algumas comunidades rurais muitos animais já começaram a morrer de sede, vez que a água só é suficiente para consumo humano. Ao final da entrevista, o
presidente da cooperativa mostrou o caminhão refrigerado que fazia a entrega do leite do Fome Zero nas escolas municipais, que há dias não sai da garagem. Na próxima quarta-feira (10), os produtores rurais se reunirão com o prefeito de Brumado, Aguiberto Lima Dias (PSL), a fim de buscar alternativas para remediar os efeitos da seca no município.