A Gente diz

Erro no projeto de cobertura pode comprometer segurança da Arena Fonte Nova

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A equipe do projeto da Arena Fonte Nova não considera prudente manter o improviso, temendo eventual excesso de água sobre a cobertura – cada folha pesa 1,5 tonelada –, e busca uma solução de engenharia. A questão é de segurança.

LUÍS AUGUSTO GOMESO Consórcio Arena Fonte Nova acaba de contratar a conhecida empresa norte-americana 3M para tentar resolver as sérias dificuldades que vem enfrentando desde dezembro com a cobertura do novo estádio, cuja inauguração está até agora confirmada para o dia 29 de março.

Aparentemente, todas as folhas da membrana de cobertura estão assentadas, e a informação oficial é de que só falta encaixar entre elas as calhas para captação de água. Mas, segundo fonte bastante próxima do empreendimento, a situação não é bem a que se divulga.

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A fonte reitera a informação prestada a este blog no início de janeiro, dando conta de um erro de projeto que estaria impedindo o encaixe correto – ou seja, parafusado – da membrana na estrutura metálica de sustentação da cobertura. Por isso, tentou-se uma solução de engenharia, que terminou não dando os resultados esperados.

Solução não serviria para a Copa do Mundo – Depois de assentadas as folhas da membrana de cobertura, ficou confirmado que não era possível parafusá-las nos arcos intermediários da estrutura. Foi quando surgiu novo problema, provavelmente causado pelo primeiro: uma folga em várias das braçadeiras que fixam a membrana à estrutura.

Em função desse problema é que teria sido contratada a 3M para aplicar sua tecnologia de ponta no sentido de colar a membrana à estrutura nos pontos nos quais não foi possível parafusar.

A solução, segundo a mesma fonte, é tida como provisória, para que o estádio seja inaugurado no prazo e possa sediar os jogos da Copa das Confederações, mas não poderá ser mantida para a Copa de 2014.

Mesmo tendo a 3M expertise no assunto, já que suas colas são usadas em foguetes da Nasa, a equipe do projeto da Arena Fonte Nova não considera prudente manter esse improviso, temendo eventual excesso de água sobre a cobertura – cada folha pesa 1,5 tonelada –, e busca uma solução de engenharia.

Segurança é o motivo do questionamentoPor Escrito, que divulga estas informações por uma óbvia questão de interesse público, faz três ordens de questionamento aos responsáveis, na expectativa de que as respostas tragam o devido esclarecimento sobre o assunto:

1. Foi ou não contratada a 3M? Em caso afirmativo, com que finalidade? Era uma contratação prevista no contrato original? Quem paga pelos serviços?

2. Todas as folhas da membrana de cobertura do estádio estão inteiramente parafusadas às estruturas de sustentação?

3. Houve ou não um erro de projeto na cobertura do estádio? (Por Escrito)

Caso New Hit: jovem revela terror vivido no ônibus da banda

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  • As garotas já prestaram depoimento em Ruy Barbosa, onde ocorrem as audiências

Ruy Barbosa – A reportagem de A TARDE teve acesso, com exclusividade, ao depoimento de uma das jovens de 16 anos – a que era virgem – que acusam nove músicos da New Hit de estupro. Nas declarações feitas à juíza Márcia Simões, na segunda-feira, 18, em Ruy Barbosa, a garota revela detalhes do terror vivido no ônibus da banda com a amiga.

A vítima relata que foi a Ruy Barbosa de van, com a amiga e uma prima dessa amiga, e se hospedou na casa de um outro amigo. Apesar de curtir as músicas da New Hit, elas foram à cidade para participar da micareta.

Na festa, fez amizade com um cordeiro e então conseguiu subir no trio da New Hit. Fizeram fotos com o celular da amiga e pediram a um dos membros da banda, Willian Ricardo de Farias, conhecido como Bryan, para tirar fotos, mas ele convidou as meninas para o buzu do grupo, pois outra banda iria tocar no trio. Assim que entraram no ônibus, Dudu e Alanzinho pegaram na bunda dela. A garota disse que não gostou e perguntou se eles costumavam fazer isso com todas as fãs. Os dois apenas deram risadas, sem dar importância.

Na hora da foto, Dudu colocou novamente a mão na bunda e ela retirou, ele então apertou. Bryan chamou as duas e alguns músicos para o fundo do buzu, alegando que a iluminação era melhor para fotos. Ela lembra que era aniversário do dançarino Guiga, que foi homenageado no show.

Não queria perder a virgindade – No fundo do ônibus, seguranças tentaram retirar as garotas, mas os músicos liberaram a presença delas. Em nenhum momento do depoimento, a vítima reconhece o PM Carlos Frederico como um dos seguranças.

Dudu pediu para ela sentar e os dois se beijaram. Não houve carícia e ela enfatiza que em nenhum momento falou que queria fazer sexo e perder a virgindade com o vocalista. Duas pessoas colocaram um pano branco no fundo do ônibus, empatando o local de ser visto por quem estava na frente. O comportamento de Dudu teria mudado a partir desse momento.

Algumas pessoas inclinaram os bancos, e a luz foi apagada. John, que estava no banco atrás dela, segurou as mãos da garota e tentou colocar o pênis na boca da menina, que abaixou a cabeça. Ela diz que alguém puxava o cabelo dela, para levantar a cabeça. Enquanto John fazia isso, Dudu partiu para cima dela. Ela gritou, mas ninguém ouviu. O trio tocava alto na praça.

Sangue na calcinha – Com o pano branco tapando tudo, o músico John segurou as mãos da garota e tentou colocar o pênis na boca dela, que abaixou a cabeça. Ela diz que uma pessoa puxava o seu cabelo, para levantar a cabeça. Enquanto isso, Dudu partiu para cima dela. A vítima usava um body preto, duas calcinhas e uma saia cinza.

Ela diz que Dudu afastou o body e as calcinhas e a penetrou com força. A garota não sabe dizer se o vocalista ejaculou dentro da vagina, mas informou que os braços, saia e body ficaram sujos de sêmen. Enquanto era penetrada por Dudu, John se masturbava e tentava colocar o pênis na boca dela. A garota recebia tapas no rosto e na bunda e viu sangue na calcinha e não estava menstruada.

Pílula do dia seguinte – Pouco depois do estupro, seguranças afastaram a vítima. Alguém disse que os seguranças seriam loucos se a deixassem sair suja daquele jeito. Uma outra pessoa a teria levado para o banheiro, dito: “Você gosta de dar para cantor”, e exigido que ela praticasse sexo oral. Até então, a garota não sabia o que se passava com a amiga, que já estava na porta do ônibus para sair.

Quando estava indo embora, Alanzinho bateu na bunda dela e Bryan abaixou o body. Ela ainda ouviu piadinhas, para que tomasse a pílula do dia seguinte, pois “a gala deles era grossa”.

Encontro com a amiga – Ao reencontrar a amiga, a mesma estava chorando. Sujas de sêmen, pediram para usar o banheiro de uma pousada, mas não contaram nada, com vergonha. A amiga disse que foi forçada por Bryan a entrar no banheiro, onde foi estuprada. Entravam de dois em dois. Um segurava e o outro penetrava.

A prima da amiga foi quem teve a ideia de denunciar o caso. Na delegacia, a vítima reconheceu Dudu, Bryan, Alanzinho e John. Guiga foi reconhecido pela amiga. Questionada pela juíza por que ficou no buzu após Dudu passar a mão nela, a jovem disse que pensou que não passaria daquilo.

João Eça

Luiz Tito | Ag. A TARDE

Dia Nacional de Luta contra redução salarial no Banco do Brasil

 

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O Sindicato dos Bancários de Conquista e Região realizará, na manhã desta quarta-feira (20), um ato de repúdio em frente à agência do Banco do Brasil na Praça Barão do Rio Branco, a partir das 9h30.

 

A ação faz parte do Dia Nacional de Luta e tem como objetivo denunciar à sociedade o autoritarismo da direção do BB contra os funcionários, que estão sendo penalizados com um novo plano de cargos que reduz a jornada de trabalho e impõe uma redução salarial de até 16%.

 

“O novo plano foi elaborado unilateralmente pelo BB sem consulta aos funcionários. Muitos deles estão sendo coagidos a assinarem o termo de posse dos novos cargos sem qualquer possibilidade de diálogo. Não podemos aceitar esses ataques ao direito do trabalhador”, denuncia o Presidente do Sindicato, Delson Coêlho.

 

Sindicatos de todo o país já acionaram a Justiça do Trabalho e o Ministério Público Federal para frearem a arbitrariedade do banco. Já existem decisões favoráveis que suspenderam os efeitos do novo plano. O movimento sindical entende que deve haver o respeito à jornada de seis horas, porém sem comprometer os direitos já conquistados.

 

A mobilização é forte em todo o Brasil e a possibilidade de greve não está descartada.

Programa Nacional de Combate ao Crack será apresentado em videoconferência


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Será realizada na próxima terça-feira, 19, a videoconferência do Programa “Crack, é possível vencer”. O evento acontecerá, em Vitória da Conquista, por intermédio do Banco do Brasil, com a participação de outras instituições, entre elas a Prefeitura Municipal.    A transmissão será realizada na sala de videoconferência do Banco, localizado na Praça Barão do Rio Branco, das 9h30 às 11h30.

O objetivo da videoconferência, que contará com a participação de Ministros de Estado e Secretários Nacionais, é apresentar o programa e sensibilizar os gestores para a sua metodologia.

Promovido pelo Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, o Programa “Crack, é possível vencer” pretende trabalhar em parceria com estados, municípios e a sociedade, investindo em ações de orientação da população, capacitação de profissionais, aumento da oferta de tratamento e atenção aos usuários, além do enfrentamento ao tráfico de drogas.

Artigo: Bahia sem coronéis

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Houve um tempo na política baiana em que todo o cenário eleitoral era perfeitamente desenhado dentro de um gabinete, o do todo-poderoso Antônio Carlos Magalhães. Tempo em que o coronel de plantão se orgulhava de afirmar que, na Bahia, ele seria capaz de eleger um poste. E elegia, de fato. Mas claro que na base do chicote e do dinheiro. E não se trata de figura de linguagem, nem quanto ao chicote nem quanto ao dinheiro. Utilizavam-se métodos bastante arcaicos de “convencimento”, sendo o mais conhecido de todos o dos “dossiês”, os temidos dossiês, que tanta gente calou, que tanta gente intimidou, que a tantos aniquilou. E era com vaidade patológica que ele exibia a todos os seus derrotados políticos. Era com satisfação quase demoníaca que ACM contabilizava aqueles aos quais havia jogado na lixeira política, que haviam sucumbido ante sua ira. Daí a alcunha “Toninho Malvadeza”.

Neste tempo, era fácil “adivinhar” quem seria o próximo governador da Bahia, o próximo senador, e até prefeitos eram sumariamente decididos ali, no Palácio do Coronel. Foi um tempo de violências absurdas, de falácias, de uso do aparato do Estado para enriquecimento de poucas famílias; tempo de domínio do Executivo, do Legislativo e até do Judiciário por um grupo político. Sim, o Judiciário estava também subjugado às ordens do todo-poderoso. Acovardado e incapaz de atuar com liberdade, era a manifestação mais evidente da debilidade de um Estado marcado por uma corrupção sistêmica. A Bahia deve ter sido, por isso mesmo, o último Estado brasileiro a livrar-se da Ditadura, praticada aqui com requintes de crueldade.

Hoje, assisto com espanto a inquietação dos vários grupos políticos baianos por não conseguirem ver definido o quadro sucessório para 2014. De fato, talvez pela primeira vez nos últimos 50 anos a sucessão ao Palácio de Ondina é uma incógnita capaz de sobressaltar o mais dedicado cientista político. Como bem diz a canção: “pode acontecer tudo, inclusive nada”. Isso mesmo. Vejamos: o governador Jaques Wagner simplesmente não consegue um nome de consenso em seu próprio partido para sucede-lo; sua aposta principal, o chefe de gabinete Rui Costa, não decola; derrapam as pretensões do secretário de Planejamento, José Sérgio Gabrielli, e o senador Walter Pinheiro usa a estratégia do silêncio para se consolidar; com a entrada no cenário do prefeito de Vitória da Conquista, Guilherme Menezes, dono de invejável biografia política e eleitoral, a coisa ficou ainda mais complexa. Há quem diga, pro outro lado que, do grupo governista, o candidato natural seria o vice-governador Otto Alencar, do PSD, único que consegue ter preferência inclusive de muitos petistas; por seu turno, o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), emite sinais claros de interesse na disputa.

Enquanto isso, a oposição está à espera de um milagre. O único nome com alguma densidade eleitoral para a disputa é o do prefeito de Salvador, neto do Todo-Poderoso, que, para concorrer, teria que tomar um dos remédios mais amargos: renunciar ao cargo que ocupa para uma disputa que já se mostra inglória. Geddel Vieira Lima não enfileira cinco pessoas em sua defesa e seria derrotado no primeiro turno até mesmo pelo mais fraco oponente governista, fosse este quem fosse. Paulo Souto sumiu do cenário político e negou-se a assumir o que seria um sopro de vida eleitoral: uma secretaria no governo de ACM Neto em Salvador. O prefeito de Feira de Santana José Ronaldo, para não ser lembrado, nem toca no assunto, inteligentemente se esconde já que sua fartura eleitoral tem território delimitado.

Desta maneira, a Bahia vivencia momentos de profunda aflição pré-eleitoral: do lado governista porque há mesa farta; do lado da oposição porque, à mesa, falta. E que sintoma é este senão das profundas transformações políticas experimentadas pelos baianos nos últimos seis anos, com o fim de um modelo atrasado, violento e deseducador, que impedia a livre manifestação e que asfixiava o debate? A meu ver, estamos vivenciando um momento rico no qual é possível desenhar cenários e possibilidades. Mais que isso, é um momento em que, por mais que não seja ainda o modelo democrático de escolha dos candidatos, já sinaliza para uma concepção de sociedade na qual coronéis não governem mais, uma sociedade política com o mínimo de alienação e com o máximo de debates e propostas.

Remédio falso ganha espaço no mercado

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  • Grávida compra facilmente o Cytotec na Feira de São Joaquim

Encontrar medicamentos falsos ou fraudados idênticos aos originais é cada vez mais fácil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 30% dos remédios em circulação no Brasil são falsificados.

Um teste realizado pela reportagem e uma apreensão feita pela Vigilância Sanitária de Salvador (Visa) dão uma dimensão do que o levantamento da OMS aponta.

A reportagem conseguiu, facilmente, adquirir o medicamento Cytotec na Feira de São Joaquim. Já a Visa, no último dia 22, realizou  a maior apreensão de  remédios falsos dos últimos dois anos em uma farmácia situada na Liberdade.

Brasil terá produção nacional de antirretroviral

O Ministério da Saúde oficializou nesta sexta-feira (30)…

PF desarticula fraude de R$ 7 mi em remédios

A Polícia Federal deflagrou na quarta-feira (21) a…

Governo terá de bancar remédio de paciente no CE

O juiz federal da 11ª Vara no Ceará, Danilo Fontenelle…

Associação relata falta de remédio para leucemia

Na semana passada, dez pacientes com leucemia mieloide…

Raíza Tourinho

Criadora do “Diário de Classe”, em Santa Catarina, recebe ameaça de morte pelo Facebook

A estudante Isadora Faber, 13, que se tornou conhecida por denunciar em uma comunidade do Facebook o sucateamento do colégio público em que estuda em Florianópolis, recebeu uma ameaça de morte pela mesma rede social.a-estudante-isadora-faber-13-criou-a-pagina-diario-de-classe-no-facebook-para-relatar-os-problemas-da-escola-onde-estuda-1346706712530_80x80

Faber divulgou uma mensagem recebida na qual uma mulher afirma existir um plano para matar a jovem e seus familiares. A autora da mensagem ordena que seja deletada a página do fã clube da estudante no Facebook, criada por outra pessoa. Caso a página não fosse apagada, ela ameaça “meter bala” na estudante e no criador do fã clube.

Também no Facebook, Faber escreveu que não conhece a autora da mensagem e que irá denunciá-la à polícia.

Relembre

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Após a fama, Isadora Faber, criadora da página “Diário de Classe”, tenta manter rotina escolar15 fotos

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Na escola municipal em que estuda, Isa disse que a repercussão do site entre os colegas foi boa e que se sente bastante apoiada por eles – jura que gosta muito da turma Leia mais Marco Dutra/UOL

A partir da publicação no Facebook do Diário de Classe, Faber ganhou muitos elogios, fez palestras e concedeu várias entrevistas, mas também criou inimizades, principalmente na escola. Sua casa foi apedrejada e a garota prestou depoimento mais de uma vez.

Isadora, no entanto, já avisou que fez a rematrícula na Escola Básica Maria Tomázia Coelho, onde irá cursar a 8ª série no ano que vem. “Sei que a direção e professores sonhavam em me ver noutra escola em 2013, mas no primeiro dia da rematrícula, estava em São Paulo e fiz a rematrícula do aeroporto pela internet. Vou estar de olho em tudo em 2013, podem esperar”, afirmou em estudante no Diário de Classe.

Segundo Mel Faber, mãe de Isadora, a decisão de continuar na escola foi da garota. Mel acredita que, mesmo com as críticas e problemas enfrentados, a repercussão do Diário de Classe foi positiva. “Acho que o lado positivo prevaleceu. Durante a convivência, percebemos que ela [Isadora] amadureceu muito, melhorou muito na leitura e no português também. Participar de palestras e seminários abriu os horizontes dela”, disse a mãe.

Após a fama que veio com o Diário de Classe, Isadora foi palestrante em três eventos e “já está com o calendário bem cheio para o próximo ano, já começa em janeiro”, de acordo com a mãe. A página já foi curtida por mais de 500 mil pessoas no Facebook.

E nas últimas mensagens postadas no ano, a estudante apresenta a “próxima briga” que irá comprar – Isadora questiona a prestação de contas da escola, pois, segundo ela, “a secretaria disse em agosto de 2012 que a escola não recebia verbas por causa das prestações de contas”. A aluna já entrou em contato com a Secretaria Executiva de Controle Interno e Ouvidoria da Prefeitura de Florianópolis para saber o que aconteceu com as contas da escola.

Outros Diários

No mês de outubro, o UOL fez um levantamento e encontrou 30 páginas no Facebook que reuniam denúncias em escolas e universidades de 14 Estados brasileiros e do Distrito Federal.

Nas páginas, centenas de fotos expõem descuidos com as unidades escolares. Carteiras quebradas, banheiros sem porta, que não funcionam, salas de aula abandonadas, lousas quebradas, quadras inutilizadas, fiação exposta, lixo e reformas inacabadas são alguns dos problemas apresentados.

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Confira os problemas em escolas de todo o país denunciados por alunos pelo Facebook169 fotos

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Foto publicada na página do Diário de Classe da Escola Estadual São Paulo, na capital paulista, mostra janelas consertadas; estudantes fizeram página no Facebook para denunciar problemas Reprodução

Nas mensagens, os alunos também reclamam da falta de professores, problemas com equipamento eletrônico e da qualidade da merenda.

Entre as 30 páginas encontradas pelo levantamento, 26 são escolas de ensino fundamental e médio, duas delas são de universidades e outras duas reúnem diferentes escolas do mesmo município. A maioria das instituições é de responsabilidade estadual.

São Paulo é o Estado com maior número de páginas (8), a Bahia tem quatro, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm duas cada. Para fechar a lista, ao menos uma página existe em Alagoas, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro.

Onde tudo começou

Segundo Isadora Faber, a inspiração para escrever o Diário de Classe veio do blog da estudante escocesa Martha Payne, 9. A página foi criada para falar sobre a merenda da escola.

Além de mostrar a quantidade reduzida de comida por meio de fotos, a garota montou um ranking de “qualidade” e de “saúde” da merenda. Martha chegou a ser proibida de fotografar a merenda.

A convite da BBC Brasil, as duas blogueiras-mirins chegaram a trocar vídeos contando mais sobre a experiência pessoal de cada uma. Martha ficou feliz em saber que serviu de inspiração para Isadora.

“Bom trabalho! Aposto que você também vai inspirar muitas outras crianças ao redor mundo!”, disse a escocesa no vídeo.

(*Com informações da BBC Brasil)

Centro Cultural Banco do Nordeste sem nenhuma perspectiva de inicio das obras ate o momento.

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Na manha desta sexta-feira, 15 de fevereiro, conversei com o gerente regional do Banco do Nordeste, Vitória da Conquista, Fernando Teixeira, no intuito de obter informações acerca da programação da construção do Centro Cultural BNB. O gerente que, em outras ocasiões e situações, seja através da imprensa ou mesmo para clientes ou produtores culturais, que os procuravam  solicitando para falar do assunto,  demonstrava entusiasmo e expectativas,  com a vinda deste importante equipamento para Vitória da Conquista. Agora  resigna-se, em poucas palavras e com certa indiferença no trato da materia em questão.nova imagem  gerente BNB

A vinda do centro cultural BNB, certamente representará uma grande vitória  para a cidade, em todos os aspectos. Seja do ponto de vista da profissionalização de centenas de artistas e atores deste segmento, como também na formação de plateias, da inteiração social e na geração de renda.

Dois motivos foram determinantes para que a construção não fosse efetivada. O 1º  foi o mandato de segurança empretado junto a justiça, pelo ex-prefeito Raul Ferraz solicitando o embargo da obra por conta da mesma vir a ser construída em uma praça pública, embora a mesma tenha sido previamente aprovada pela maioria dos edis conquistenses em votação na Câmara., o 2º fator foi por conta de o projeto realizado pelo BNB, não se adequarem as normas de segurança exigida pelos órgãos regulamentadores. O Projeto em questão, indeferido, trata-se das estruturas físicas e arquitetônicas da Construção que precisava ser corrigido.

Por certo, estas demandas já tenham sido resolvidas, embora, não se sabe ao certo  qual  motivo da protelação da mesma. Apesar de não obtermos as informações necessárias na agencia local, recorremos à Superintendência em Salvador para brevemente trazer melhores esclarecimentos e detalhes para bem informar a Comunidade.

Artigo: O paradoxo da civilização e a ausência de sentido. Marina Silva

Emergências

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Há uma perplexidade na civilização. É uma grande pergunta coletiva: afinal, o que está acontecendo? Depois de milênios de acúmulo de riquezas e experiências, a humanidade parece ter chegado ao máximo, ou seja, ao limite. Zygmunt Bauman sintetizou o paradoxo ao observar que acreditamos com a mesma força em duas ideias contraditórias: que temos toda a liberdade possível, mas, ao mesmo tempo, somos impotentes para fazer mudar as estruturas do mundo.

De fato, parece incrível que em poucas horas se possa juntar 1 milhão de assinaturas em favor de uma causa e, ainda mais incrível, que não haja qualquer efeito. Surpreende a facilidade com que índios e outras comunidades surgem na mídia, pintados em protesto, apoiados por uma opinião pública solidária e comovida, e a facilidade maior ainda com que os tratores passam sobre suas terras, rios e florestas.

O paradoxo da civilização nos leva à ausência de sentido.

A crise econômica só perde em abrangência e gravidade para a crise ambiental: todos (ricos e pobres) são ameaçados pelas secas, enchentes e furacões. Nada mais revelador que as fotos de pessoas usando máscaras contra a fumaça numa das cidades mais prósperas e poderosas da China.

Nada, porém, se compara à estagnação do sistema político, uma repetição neurótica da mesmice, um misto de propaganda enganosa e escândalos de corrupção (que já não escandalizam). O poder pelo poder domina tudo, o dinheiro pelo dinheiro avassala a todos. Esse é o centro da realidade, e tudo o mais é borda, periferia.

Mas é justamente aí que o paradoxo se dissolve, sem se resolver. Em todo o mundo, milhões de pessoas se afastam do centro estagnado e criam novas superfícies para nelas inscrever e dar suporte aos novos ideais identificatórios que possibilitam novos processos e novas estruturas nesse tempo de emergência (nos dois sentidos da palavra).

Nos movimentos de novo tipo no Egito, na Espanha, no Chile e no Canadá, nas percepções virais da internet, nas mobilizações sem líderes nem organizadores, nas mudanças que surpreendem o mundo, a mesma característica: as bordas descolam-se do que era antes o centro da realidade, abandonam a estagnação, movem-se para criar um mundo multicêntrico e diverso.

Não é uma ruptura, mas uma mutação que preserva conquistas anteriores. A linguagem usual é insuficiente para explicar, pois a mutação ocorreu também nos processos cognitivos. A boa notícia é que os novos movimentos, em que cada um é autor e protagonista de sua fala e ação, já começam a reunir um número de pessoas dispostas a mudar o mundo. Não é rápido nem indolor, mas já está acontecendo e esse é o momento em que a perplexidade pode dar lugar a uma nova esperança.

Marina Silva, ex-senadora, foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula e candidata ao Planalto em 2010. Escreve às sextas na versão impressa da Página A2.

Meteorito cai na Rússia e fere centenas; veja o vídeo Corpo celeste provocou quebra de vidros durante queda espetacular

 

Cinegrafista russo captura momento em que meteorito entra na atmosferaCinegrafista russo captura momento em que meteorito entra na atmosfera (Reprodução/YouTube)

A queda de um meteorito na região russa de Tcheliabinsk, nos Montes Urais (centro do país), deixou cerca de 400 pessoas feridas nesta sexta-feira, informou o Ministério do Interior da Rússia. “Elas procuraram assistência médica, em sua grande maioria por cortes com vidros. Não há pessoas gravemente feridas”, disse um porta-voz dessa pasta à agência Interfax.

Leia também: Asteroide passará ‘raspando’ a Terra nesta sexta-feira

 

Queda de meteorito deixa 400 feridos na Rússia

Cerca de 400 pessoas ficaram feridas em consequência de um meteorito que atravessou o céu sobre a Rússia nesta sexta-feira, lançando bolas de fogo na direção da Terra, quebrando janelas e acionando alarmes de carros. Moradores que estavam a caminho do trabalho em Chelyabinsk ouviram um barulho que parecia ser de uma explosão, viram uma luz forte e sentiram uma onda de tremor, de acordo com um correspondente da Reuters na cidade industrial, que fica a 1.500 quilômetros de Moscou. O meteorito atravessou o horizonte, deixando um longo rastro branco em seu caminho que podia ser visto a até 200 quilômetros de distância, em Yekaterinburgo. Alarmes de carros soaram, janelas quebraram e telefones celulares tiveram o funcionamento afetado pelo incidente. Autoridades municipais de Chelyabinsk disseram que cerca de 400 pessoas procuraram ajuda médica, a maioria por pequenos ferimentos causados por estilhaços de vidro. Leia mais no G1.

Saiba mais

QUAL A DIFERENÇA ENTRE ASTEROIDE, METEORITO E METEORO?
Asteroides são corpos celestes menores que planetas que vagam pelo Sistema Solar desde sua formação, há 4,6 bilhões de anos. Meteoritos são pedaços de asteroides que eventualmente atingem a superfície da Terra. Meteoros são os rastros luminosos produzidos por pedaços de asteroides em contato com a atmosfera da Terra, resultado do atrito com o ar, e são popularmente reconhecidos como estrelas cadentes.

Lançando bolas de fogo na direção da Terra, o meteorito caiu a 80 quilômetros da cidade de Satki, no distrito de mesmo nome, por volta das 9h20 locais (1h20 em Brasília). As autoridades de Tcheliabinsk, capital da região homônima, reforçaram as medidas de segurança nas estruturas e instalações vitais da cidade.

Moradores que estavam a caminho do trabalho em Chelyabinsk ouviram um barulho que parecia ser de uma explosão, viram uma luz forte e sentiram uma onda de tremor, de acordo com um correspondente da Reuters na cidade industrial, que fica a 1.500 quilômetros de Moscou.

Celulares – O meteorito atravessou o horizonte, deixando um longo rastro branco em seu caminho que podia ser visto a até 200 quilômetros de distância, em Yekaterinburgo. Alarmes de carros soaram, janelas quebraram e telefones celulares tiveram o funcionamento afetado pelo incidente. O Ministério de Emergência da Rússia descreveu o acontecimento como uma “chuva de meteoro na forma de bolas de fogo”, e pediu aos moradores para manter a calma.

“Eu estava dirigindo para o trabalho, estava bem escuro, mas de repente veio um clarão como se fosse dia”, disse Viktor Prokofiev, de 36 anos, morador de Yekaterinburgo, nos Montes Urais. “Me senti como se tivesse ficado cego pela luz”, acrescentou.

Alguns veículos da imprensa chegaram a informar que uma “chuva de meteoritos” teria caído sobre os Urais. “Não foi uma chuva de meteoritos, mas um meteorito que se desintegrou nas camadas baixas da atmosfera”, disse à agência Interfax a porta-voz do Ministério para Situações de Emergência da Rússia, Elena Smirnij.

Radiação – Elena acrescentou que a onda expansiva provocada pela queda do corpo celeste quebrou as vidraças de algumas casas e apartamentos na região. A porta-voz ministerial também informou que a queda do meteorito não alterou os níveis de radiação, que se mantêm dentro dos parâmetros frequentes para a região.

Um dos candidatos a sucessor do papa defende pena de morte para gays

Peter-Turkson

 

O Papa Bento XVI vai renunciar a seu pontificado em 28 de fevereiro, mas anunciou o fato durante um encontro de cardeais no Vaticano há dois dias. Depois disso começaram a surgir especulações sobre o sucessor do teólogo alemão. Um dos mais fortes é o de Peter Turkson, Cardeal de Gana, que poderia se tornar o primeiro papa negro e africano da história. Mas tem um detalhe no meio da história — ele é homofóbico e defende a pena de morte para homossexuais em Uganda, um projeto de lei que tramita no Poder Legislativo do país. “A intensidade da reação (à homossexualidade) é provavelmente compatível com a tradição”, disse ao site National Catholic Register no ano passado, tentando justificar a insanidade de prender e matar gays e lésbicas na África. Turkson ainda criticou a atitude de Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, quando pediu que o continente africano acabasse com a criminalização da homossexualidade. “Quando você está falando sobre o que é chamado de ‘estilo de vida alternativa’, são estes os direitos humanos? Ele [Ban Ki-moon] precisa reconhecer que há uma sutil distinção entre moralidade e direitos humanos, e é isso que precisa ser esclarecido”,

disse o cardeal.

Peter Turkson – cardeal é a favor da pena de morte aos homossexuais /Foto: Reprodução

Contando a nossa históira – Conquista Primitiva / por Rui Medeiros

 

Vitória da Conquista Primitiva

Índice

Ainda não foi encontrado documento anterior a 1.780 que especificamente fale do núcleo de população inicial que deu origem à cidade de Vitória da Conquista. Os velhos documentos falam seguramente do Sertão da Ressaca, vasto território entre os rios Pardo e de Contas, exceto na parte coberta pela mata grossa. O Sertão da Ressaca corresponde, grosso modo, o Planalto da Conquista. Mas, à falta de descoberta de uma fonte mais antiga, é daquela data o primeiro escrito a falar de um “rancho” com cerca de sessenta pessoas sob o comando de João Gonçalves da Costa, natural de Chaves, Trás-os- Montes, Portugal.

Tudo indica que referido rancho é o mesmo núcleo primitivo que passou a sede do Distrito da Vitória quando Caetité, elevada a Vila, dividiu seu território em distritos. Nada depõe ao contrário desse entendimento. Mas o nome que permaneceu, apesar de o distrito ter a denominação de Vitória, foi Conquista.

Maximiliano, príncipe de Wied-Neuwied, quando passou pelo Sertão da Ressaca, em sua memorável viagem pelo Brasil, em 1817 alcança o Arraial da Conquista e desse dá curiosa descrição que Vale a pena transcrever, pois muitos não têm acesso ao livro do Príncipe (“Viagem ao Brasil”), apesar de este já contar com três edições no Brasil. Diz Maximiliano de Wied-Neuwied:

“Arraial da Conquista, principal localidade do distrito, é quase tão importante como qualquer vila do litoral. Contam-se aí de trinta a quarenta casas baixas e uma igreja em construção. Os moradores são pobres; daí a razão por que os ricos proprietários das redondezas, as famílias do coronel João Gonçalves da Costa, o capitão-mor Miranda e algumas outras empreenderam a construção da igreja às suas expensas. Independentemente dos recursos que a cultura dos campos fornece para a subsistência dos habitantes, a venda do algodão e a passagem das boiadas, que vão para a Bahia, lhes proporcionam outros meios de vida. As boiadas que vêm do Rio São Francisco passam também por essa localidade, e algumas vezes vêem-se chegar, numa semana, para mais de mil bois, que se destinam à capital. O gado comumente emagrece, durante o longo trajeto que tem de percorrer, motivo pelo qual deixam-no descansar, aí, durante algum tempo, e mandam-no para se refazer nos pastos mais próximos.

“Grande parte dos moradores do Arraial compõe-se de trabalhadores e de rapazes desocupados, que ocasionam muitos distúrbios, pois ali não há polícia. A malandrice e uma inclinação imoderada para as bebidas fortes são traços distintivos do caráter desses homens; daí resultam disputas e excessos freqüentes, que tornam detestável esse lugar, de má fama para as pessoas mais sérias e consideradas, que vivem em suas fazendas, espalhadas em torno. Fomos muitas vezes incomodados por pessoas embriagadas e algumas vezes foi a grande custo que nos desembaraçamos dessa gente, que singularmente nos aborrecia. Trazendo cada um, como é perigoso costume da terra, um estilete ou um punhal na cintura, esses homens grosseiros e imorais, que nenhuma espécie de vigilância contém, cometem freqüentes assassínios e outras violências. Algumas semanas antes de nossa chegada, certo morador havia matado a tiros um outro. Eis porque nunca será demais recomendar aos viajantes que procedam com a máxima cautela em Arraial da Conquista, para evitarem, para si e para o seu pessoal, aborrecimentos muito sérios”.

Considerando o quantitativo, geralmente aceito pelos historiadores brasileiros para o Século XIX, de seis pessoas por casa, em 1817, a população do arraial da Conquista, seria entre 180 e 240 habitantes.

Maximiliano fala em Igreja em construção. Deve ter havido grande demora na edificação do templo católico dedicado a Nossa Senhora da Vitória, pois desde 1804 já a família de João Gonçalves da Costa estava autorizada a edificar a casa de Oração com um campo santo (cemitério) contíguo. A Igreja primitiva foi construída uns sessenta metros abaixo de onde hoje se encontra a atual Catedral de Nossa Senhora das Vitórias.

O arruamento primitivo seguia o curso do riacho da Vitória (Rio Verruga, ou Córrego do Poço Escuro), pois os quintais das casas davam para o referido riacho (que hoje passa por galeria, sob a rua Ernesto Dantas), por isso que não era retilíneo. Depois surgiram ruas do lado oposto, formando uma grande praça (rua Grande), que alcançava desde a Catedral de Nossa Senhora das Vitórias até o lugar onde hoje se encontra o prédio da Igreja Batista (o “miolo” de edificações onde se encontram prédios do Banco Bilbão, Credic, Hotel Albatroz e outros, só surgiu na década de 40 do Século XX).

Gradativamente, seguindo a direção do Rio Verruga (riacho da Vitória, ou córrego do Poço Escuro), as casas foram sendo edificadas. Eram casas de “enchimento” (barro batido). Mais tarde, em 1840, a administração da Vila cuidou de deixar ruas travessas para dar acesso ao riacho (atuais ruas do Lisboa e Ramiro Santos). O Distrito foi elevado a Vila (Município) em 1840.

Depois o arruamento passou a seguir caminhos (estradas) vicinais: Estrada de São Bernardo (ruas Elpídio Flores, antiga Coronel Roseira, e rua 10 de Novembro), rua da Muranga (ruas San Juan, Siqueira Campos), estrada dos Campinhos (Av. Fernando Spínola), etc. No final do Século XIX já havia o largo onde hoje está o prédio sede da Prefeitura Municipal (antigo Quartel da Polícia) e a Praça da Piedade (Praça 9 de Novembro). A Praça Sá Barreto foi aberta pela municipalidade em 1904.

No início do Século XX, a cidade era pequena (porém já uma das maiores da Bahia), e a República, em julho de 1891, oficialmente a denominava de Cidade da Conquista. O sítio urbano não ia além da Praça Sá Barreto (a Norte), Praça Vitor Brito (a Sul), Rua do Espinheiro (Pinheiros), a Oeste, ou, em outro ponto, o início da atual rua da Misericórdia, com alguns vazios e alguns prolongamentos sem maior significado de tamanho, em direção a caminhos.

Do rancho ao arraial, deste à Vila e da Vila à cidade, o caminho foi certamente longo e o espaço ocupado pela cidade hoje impressiona e desafia.