A Gente diz

Número de inelegíveis sobe 39% em dois anos, segundo TCU

tBrasília – O número de pessoas que podem ficar inelegíveis nas eleições municipais de 2012 devido ao mau uso do dinheiro federal subiu 38,8% em relação a 2010, segundo divulgou hoje (19) o Tribunal de Contas da União (TCU). O documento com cerca de 6,8 mil nomes foi entregue nesta tarde pelo presidente do tribunal, Benjamin Zymler, à presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia Rocha.A lista é formada por pessoas ligadas às três esferas da administração que tiveram contas rejeitadas pelo TCU nos últimos oito anos, sem possibilidade de recurso. No entanto, o número de inelegíveis não é definitivo, e cada caso deve ser analisado pela Justiça Eleitoral de acordo com a legislação em vigor sobre o assunto, como a Lei da Ficha Limpa.

“Precisamos saber se é [caso de] improbidade, em que condições [as rejeições de contas] foram feitas, se não há nenhuma decisão judicial suspendendo algumas dessas decisões, se há algum pedido em algum tribunal de revisão, se há decisão com efeito suspensivo”, explicou Cármen Lúcia. O TSE irá encaminhar a lista para todos os tribunais eleitorais locais, que definirão se o candidato é ou não inelegível segundo esses critérios.

Para o presidente do TCU, o aumento de casos de contas rejeitadas “significa pouco” e é explicado pelo maior controle da administração pública. “Tivemos ampliação das nossas esferas de controle, então é natural que tenha um crescimento vegetativo de responsáveis com contas julgadas irregulares”, explicou Zymler. Ele preferiu não dizer se os casos de corrupção e desvio de verbas aumentaram no período, pois o Tribunal de Contas não analisa os detalhes de cada caso.

Segundo o secretário adjunto de planejamento do TCU, Marcelo Eira, o número de inelegíveis também cresceu devido a uma mudança na metodologia da lista. Até 2010, o tribunal informava apenas os servidores públicos ou funcionários comissionados que tinham contas rejeitadas. “Neste ano, passamos a incluir na lista não só os gestores públicos, mas qualquer pessoa que tenha feito mau uso do dinheiro, como representantes de organizações não governamentais, por exemplo”.

A presidenta do TSE informou que a corte analisará na próxima quinta-feira (21) o recurso que pretende reverter decisão sobre a inelegibilidade de políticos com contas rejeitadas. A regra endureceu o entendimento vigente até então, que tornava quites os candidatos que apresentassem contas, independentemente de elas serem aprovadas ou não. Foto ilustração mat. Gildásio Amorim Fernandes –

Débora Zampier

Agência Brasil

Resultados e perspectivas para os beneficiários do Bolsa Família

469681 BolsaFamilia Tendências dos beneficiários do Bolsa Família manter trabalho informal Segundo o estudo, os beneficiários trabalham em média, oito horas a mais do que os demais em ocupações sem registro na carteira.

O Bolsa Família, aprimorou a cobertura de vacinas, estimulou a presença escolar entre jovens, diminuiu o trabalhado infantil e proporcionou poder às mulheres ao transferir renda preferencialmente a elas. No entanto, apresentou também uma consequência indesejada: uma maior predisposição de seus beneficiários a estarem em trabalhos informais, quando comparados com outros trabalhadores de baixa renda.

A pesquisa feita pelo MSD (Ministério de Desenvolvimento Social), afirma que tanto quem recebe o auxílio quanto aqueles que não recebem, igualmente pobres, trabalham, em média, o mesmo número de horas. Porém, no caso daqueles que recebiam o auxílio, as atividades no setor informal predomina, com eles trabalhando, em média, oito horas a mais do que os demais em ocupações sem registro na carteira.

Leia mais: Como se cadastrar para o Bolsa Família

A análise publicada nesta semana, entretanto, tem metodologia diferente por focar na comparação entre grupos similares. De acordo com o MDS, pode estar ocorrendo uma  confusão das famílias sobre as normas do programa, já que, na realidade, o beneficiário não é impedido de ter registro na carteira. O que define o direito ao benefício é o total da renda per capita da família. Mesmo que consiga um aumento na renda, o beneficiário, poderá permanecer no programa por mais dois anos.

A professora de Economia  da UFF, Hildete Pereira de Melo, comenta que a confusão é corriqueira. “Muitas pessoas acham que não podem ter carteira para entrar no programa. E isso causa uma certa fuga de trabalho com carteira, certa preocupação, sobretudo por parte das mulheres, que são quem recebe o benefício. No trabalho informal, a pessoa até pode ultrapassar a faixa de renda do programa, mas não haverá prova disso”.

Sobe para 251 o número de municípiosem situação de emergência

 

Com o passar dos meses o número de municípiosbaianos em situação de emergência em virtude da pior seca do estado nos últimos47 anos só tem crescido. Informações oficiais da Defesa Civil do governo doestado revelam que 251 municípios já tiveram situação de emergênciareconhecida. Esse número corresponde a 90% das cidades que compõem o semiáridobaiano com 265 municípios. Vale destacar que, destes municípios, 12 estão forada região do semiárido.

De acordo com dados da Superintendência deEstudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI, a agricultura e o setor deserviços de todo o estado poderão sofrer um prejuízo de até R$ 7,7 bilhões coma seca que assola o Nordeste se não ocorrer nenhum precipitação pluviométrica noestado até agosto. Levantamento realizado pela SEI revela que 60% dos estabelecimentosagropecuários existentes na Bahia, cerca de 446 mil, estão nos municípios emsituação de emergência, afetando diretamente mais de três milhões de baianos.Destes, 2,2 milhões de pessoas trabalham nas lavouras e na cadeia produtivaagropecuária baiana.

Na produção do leite, e consequente nos seusderivados, o impacto da seca é mais severo. Maior produtor do Nordeste, com 1,2bilhão de litros em 2011, a Bahia sofrerá uma redução de 50% em sua produção,isso em análises otimistas de acordo com a Federação da Agricultura e Pecuáriado Estado –Faeb.

Presidente da União dos Municípios da Bahia, o prefeitode Camaçari, Luiz Caetano, salienta que, “infelizmente chegamos a esse númerode municípios dois meses antes do pior período da seca, que geralmente aconteceentre os meses de setembro a novembro. E as coisas podem piorar se foremconfirmadas as previsões de que não ocorrerão as chuvas de novembro a março”.

Com base no aumento do número de municípios emsituação de emergência e a possibilidade da seca se estender para 2013, oprefeito Luiz Caetano destacou a urgência das obras estruturantes no combate aestiagem. “Se não concluirmos as importantes obras estruturantes em andamentono estado, como as adutoras de Pedras Altas e São Francisco, e conseguirmosmais recursos para novas adutoras e a transposição de rios para abastecermos asbarragens na região do semiárido, com certeza, todos os anos enfrentaremos esseproblema que assola a Bahia”, destaca.

CAMPANHA SECA NA BAHIA- Para atuaremergencialmente no combate aos efeitos da seca que atingem atualmente 251municípios baianos, a UPB lançou a “Campanha Seca na Bahia, Solidariedade Já!”,para captação de recursos financeiros para compra de cestas básicas e água e arrecadaçãode equipamentos junto às empresas e indústrias. Mais informações no site www.secanabahia.com.br ou pelotelefone (71) 3115-5999.

Confira algumasmatérias com recortes locais sobre os efeitos da seca nos municípios baianos:

Urandi perdeprincipal fonte de renda devido a seca – http://secanabahia.com.br/2012/06/urandi-perdi-principal-fonte-de-renda-devido-seca/

Planaltino:seca gera desemprego de 95% da população rural – http://secanabahia.com.br/2012/06/planaltino-seca-gera-desemprego-de-95-da-populacao-rural/

Caem reduzfestejos juninos e economiza R$ 150 mil para combater a seca – http://secanabahia.com.br/2012/06/caem-reduz-festejos-juninos-economiza-r-150-mil-para-combater-seca/

Prejuízo de400 toneladas de grãos em Nova Soure – http://secanabahia.com.br/2012/06/prejuizo-de-400-toneladas-de-graos-em-nova-soure/

Prejuízosagrícolas de Abaré chegam a 100% em 2012 – http://secanabahia.com.br/2012/06/prejuizos-agricolas-de-abare-chegam-100-em-2012/

Seca atinge98% das barragens de Queimadas – http://secanabahia.com.br/2012/06/seca-atinge-98-das-barragens-de-queimadas/

Seca atinge omunicípio de Itambé e produção agropecuária fica comprometida – http://secanabahia.com.br/2012/06/seca-atinge-municipio-de-itambe-producao-agropecuaria-fica-comprometida/

Canaranaacumula mais de R$ 8 milhões em prejuízos – http://secanabahia.com.br/2012/06/canarana-acumula-mais-de-r-8-milhoes-em-prejuizos/

Aulas sãoprejudicadas em Novo Triunfo devido à seca – http://secanabahia.com.br/2012/06/aulas-sao-prejudicadas-em-novo-triunfo-devido-a-seca/

Canudos emalerta devido à seca. São João de13 dias é reduzido para dois – http://secanabahia.com.br/2012/06/canudos-em-alerta-devido-a-seca-sao-joao-de-13-dias-e-reduzido-para-dois/

André Damasceno

COMITIVA DO PFB DESISTE DA RIO +20


Após reunião confusa dos componentes do PFB, para escolha de representantes na Rio +20, o Presidente do Partido, Romão Digato, com elegante óculos azuis, propôs aos inscritos para candidatura à Presidência do  Congresso e da República nas próximas eleições, a desistirem do Evento, porque André Cairo, Presidente do Movimento Contra a Morte Prematura – MCMP, os convidou para o 1º Congresso Nacional da Fábula, ministrado por Clement Irozo Pradanado, líder da AMENBRAS, Associação dos Mentirosos Brasileiros, onde discutirão os rumos do país, com o expressivo apoio do Partido Fedorento Brasileiro – PFB.

 

ASCOM do MCMP          Foto: Letícia Fernanda/StarColor

Semana do Café – evento realizado pela Prefeitura da Barra do Choça começa nesta quarta, 20

No Planalto Sul Baiano, a 27 quilômetros de Vitória da Conquista e a 527 de Salvador, a “terra do café” completa 50 ano de emancipação política. Durante esse período, muitas conquistas foram alcançadas em meio a uma história de luta e perseverança, vivida por esse povo que soube aproveitar o solo, o clima e o grande potencial hídrico que há na região.

Assim, conseguindo seu sustento, contribuiu para que da própria terra fértil nascesse o título honroso que tem tornado conhecido o nome de Barra do Choça, dentro e fora do país, como o maior produtor de café do norte-nordeste do Brasil.

É neste contexto que se insere a 13ª Semana do Café e da Agricultura Familiar, com o tema “50 Anos de Emancipação Política. Desenvolvimento Socioeconômico Junto à Cafeicultura. O evento acontecerá de 20 a 22 de junho, Centro de Abastecimento de Barra do Choça (CEABA). É uma grande oportunidade de agricultores estarem a par das mais novas tecnologiaspara o plantio de café e demais culturas, incluindo a pecuária de leite. Como também, conhecer as políticas públicas e alternativas de convivência com a seca.

A 13ª Semana ainda contará com a participação do Governador da Bahia, Jaques Wagner; Eduardo Salles, Secretário Estadual da Agricultura; os deputados Mário Negromonte e Mário Negromonte Júnior, dentre outra autoridades.


Professores em estágio probatório e Reda serão convocados para lecionar a alunos do 3º ano

 

Greve da categoria já dura 68 dias | Foto: Tiago Melo / BN
Aos 68 dias da greve dos professores da rede estadual, a Secretaria de Eduação da Bahia anunciou que convocará, em publicação no Diário Oficial desta terça-feira (19), os docentes em estágio probatório e em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) lotados em Salvador para retorno das aulas do 3º ano do Ensino Médio. De acordo com a divulgação da pasta, os profissionais deverão comparecer à sede do Instituto Anísio Teixeira, na Estrada das Muriçocas, nestas terça e quarta (20), para que seja apresentado o plano de atividades para a volta às classes dos alunos que prestarão o vestibular no final do ano. No dia 19, devem ir ao local, das 9h às 16h, os educadores das áreas de Ciências da Natureza e Humanas e, no dia 20, os que lecionam Matemática, Língua Portuguesa, Línguas Estrangeiras, Artes e Educação Física.
por José Marques

Dossiê dos Aloprados: seis anos depois, Justiça abre ação penal e petistas vão ao banco de réus

Num instante em que o PT inquieta-se com a proximidade do julgamento do mensalão no STF, um segundo fantasma ressurge do passado para assombrar a legenda na eleição municipal de 2012. Sem estrondos, o juiz federal Paulo Cézar Alves Sodré, titular da 7a Vara Criminal da Seção Judiciária de Mato Grosso, abriu há quatro dias uma ação penal contra os petistas envolvidos no caso que ficou conhecido como escândalo do Dossiê dos Aloprados.

Datado de 15 de junho, o despacho do magistrado converteu em réus nove personagens que tiveram participação na tentativa de compra de documentos forjados que vinculariam o tucano José Serra à máfia das ambulâncias superfaturadas do Ministério da Saúde. Entre os encrencados, seis são petistas. Os outros três são ligados a uma casa de câmbio usada para encobrir a origem de parte do dinheiro que seria usado na transação.

O caso escalara as manchetes às vésperas do primeiro turno das eleições gerais de 2006, quando a Polícia Federal prendeu em flagrante, no Hotel Íbis, próximo do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, dois petistas portando R$ 1,7 milhão (uma parte em dólares). Exposto no noticiário da época (veja foto lá no alto), o dinheiro seria usado na transação. Relegado ao esquecimento, o episódio parecia condenado ao arquivo. Engano. Acaba de renascer.

Deve-se a ressurreição a três procuradores da República: Douglas Santos Araújo, Ludmila Bortoleto Monteiro e Marcellus Barbosa Lima. Lotados no Ministério Público Federal de Cuiabá, eles formalizaram em 14 de junho, quinta-feira da semana passada, uma denúncia contra os acusados. Recebida pelo juiz Paulo Cézar, a peça deu origem à ação penal aberta no dia seguinte.

No seu despacho, o magistrado determinou a citação dos réus para que respondam às acusações “no prazo de dez dias”. As citações serão feitas por meio de cartas precatórias, já que a maioria dos acusados não mora em Cuiabá, sede da 7a Vara Criminal de Mato Grosso. São os seguintes os ‘aloprados’ que serão intimados a prestar contas à Justiça:

1. Gedimar Pereira Passos: policial federal aposentado, foi preso em flagrante pela Polícia Federal no hotel de São Paulo. Gedimar (foto à esquerda) portava R$ 700 mil em dinheiro. Integrava o comitê da campanha à reeleição de Lula, em 2006. Foi escalado pelo PT para pagar o dossiê urdido contra o tucano Serra.

2. Valdebran Carlos Padilha da Silva: empresário matrogrossense, era filiado ao PT e operava como coletor informal de verbas eleitorias para o partido. Foi ele quem informou ao PT federal sobre a existência do dossiê. Estava junto com Gedimar Passos no hotel paulistano. Também foi preso. Carregava R$ 1 milhão.

3. Jorge Lorenzetti: ex-diretor do Banco do Estado de Santa Catarina, é amigo de Lula, para quem assava churrascos na Granja do Torto, em Brasília. Lorenzetti (foto à direita) integrou o comitê de campanha do PT, em 2006, como chefe do Grupo de Trabalho de Informação. Chefiava uma equipe voltada a ações de espionagem e “inteligência”. Comandou a malograda tentativa de compra do dossiê.

4. Expedido Afonso Veloso: ex-diretor do Banco do Brasil, também compôs a equipe do comitê reeleitoral de Lula. Reportava-se a Lorenzetti. Foi escalado para viajar a Cuiabá a fim de analisar os dados contidos no dossiê montado contra Serra.

5. Oswaldo Martines Bargas: amigo de Lula dos tempos de militância sindical no ABC paulista, integrava o núcleo de “inteligência” da campanha nacional do PT. Recebeu de Lorenzetti a ordem para acompanhar Expedido Veloso na viagem a Cuiabá. Juntos, deveriam presenciar uma entrevista dos vendedores do dossiê –os empresários matogrossenses Darci e Luiz Antônio Vedoin, pai e filho— à revista IstoÉ. A entrevista, informa o Ministério Público, era parte da trama. Destinava-se a dar visibilidade às denúncias contra Serra.

6. Hamilton Broglia Feitosa Lacerda: atuava em 2006 como coordenador da campanha do ex-senador Aloizio Mercadante. Então candidato ao governo de São Paulo, Mercadante media forças com Serra, que prevaleceu nas urnas. Hamilton Lacerda (foto à esquerda) foi filmado pelo circuito interno de câmeras do hotel Íbis entregando dinheiro a Gedimar Passos, o policial federal que foi preso em flagrante. Foram duas remessas. Numa, as notas estavam acondicionadas numa valise. Noutra, em sacolas.

7. Fernando Manoel Ribas Soares: era sócio majoritário da Vicatur Câmbio e Turismo Ltda, empresa utilizada no esquema para lavar parte dos dólares que financiariam a compra do dossiê.

8. Sirley da Silva Chaves: Também ex-proprietária da Vicatur, recrutou pessoas humildes para servir como “laranjas” na aquisição de parte dos dólares apreendidos pela PF no hotel de São Paulo.

9. Levy Luiz da Silva Filho: cunhado de Sirley, foi um dos “laranjas” utilizados no esquema. Em troca de uma comissão de R$ 2 mil, emprestou o próprio nome e recolheu as assinaturas de outros sete integrantes de sua família –um laranjal que incluiu dos pais aos avós. Rubricavam boletos de venda de moeda americana em branco. Eram preenchidos na Vicatur.

Para redigir a denúncia encaminhada ao juiz Paulo Cézar, os procuradores Douglas Araújo, Ludmila Monteiro e Marcellus Lima valeram-se de informações coletas em inquérito da Polícia Federal e numa CPI do Congresso. Só o trabalho da PF, anexado ao processo de número 2006.36.00.013287-3, reúne mais de 2.000 folhas. Foram inquiridas cinco dezenas de pessoas. Realizaram-se 28 diligências. Quebram-se os sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos.

Imaginava-se que o esforço resultara em nada. Mas os procuradores encontraram nos volumes do processo matéria prima para a denúncia. E o juiz considerou que ficou “demonstrada a existência da materialidade e de indícios de autoria” dos crimes. Daí a conversão da denúncia em ação penal e a transformação dos acusados em réus.

No miolo da denúncia do Ministério Público, obtida pelo blog, ressoa uma pergunta que monopolizou o noticiário na época do escândalo: de onde veio o dinheiro? A resposta contida nos autos, por parcial, frustra as expectativas. Mas não completamente. Os procuradores anotam que “grande parte do dinheiro” apreendido pela PF no hotel de São Paulo não teve a origem detectada. Por quê? “Apresentava-se em notas velhas, sem sequenciamento de número de ordem e sem identificação da instituição financeira.” Porém…

Foi possível rastrear uma “parte diminuta das cédulas” recolhidas pela PF na batida policial de 15 de setembro de 2006. Eram dólares. “Cédulas novas, que estavam arrumadas em maços sequenciais.” Servindo-se dos números de série das notas, a Divisão de Combate ao Crime Organizado de Brasília requisitou informações ao governo dos EUA. “Em resposta, o Departamento de Justiça Americano informou que os dólares tiveram origem em Miami”, anotam os procuradores na denúncia.

Seguindo o rastro do dinheiro, descobriu-se que parte dos dólares fez escala numa casa bancária da Alemanha, o Commerzbank. Dali, o lote foi remetido, em 16 de agosto de 2006, para o Banco Sofisa S/A, sediado em São Paulo. Para desassossego dos “aloprados”, o Federal Bureau of Investigation dos EUA farejou a origem de outro naco de dólares apreendidos pela PF. Coisa de US$ 248,8 mil. Compunham um lote de US$ 15 milhões adquirido em 14 de agosto de 2006 pelo mesmo Banco Sofisa junto à filial do alemão Commerzabak em Miami.

Munido das informações, os investigadores acionaram o Banco Central. A quebra dos sigilos bancários levou à seguinte descoberta: parte dos dólares apreendidos no hotel paulistano em poder de Gedimar Passos e Valdebran Padilha havia saída do Banco Sofisa para a corretora de câmbio Dillon S/A, sediada no Rio. Dali, as notas foram repassadas, em várias operações de compra, à Vicatur Câmbio e Turismo Ltda., também do Rio.

Na sequência, o Núcleo de Inteligência da PF varejou a clientela da casa de câmbio Vicatur. Chegou-se, então, ao ‘laranjal’ composto de pessoas humildes. Gente que, sem renda para adquirir dólares, foi usada para dificultar o rastreamento do dinheiro. Inquirido, Levy Luiz da Silva Filho, um dos réus do processo, confessou que servira de laranja. Mais: reconheceu que, em troca de uma comissão de R$ 2 mil, coletara as assinaturas de sete familiares. Juntos, “compraram” na Vicatur o equivalente a R$ 284.857 em moeda americana.

Os procuradores escreveram na denúncia: “Ocorre que, não por mera coincidência, verificou-se que a soma exata de R$ 248,8 mil vendidos a clientes finais pela empresa Vicatur (todos ‘laranjas’conforme depoimentos prestadoso) correspondia à mesma soma dos valores apreendidos” com os petistas Gedimar e Valdebran.

“Desse modo”, concluíram os procuradores, “constata-se que Gedimar Pereira Passos, Valdebran Padilha, Expedito Veloso, Hamilton Lacerda, Jorge Lorenzetti e Osvaldo Bargas se associaram subjetiva e objetivamente, de forma estável e permanente, para a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional e de lavagem de dinheiro”.

Crimes que “tinham por fim a desestabilização da campanha eleitoral de 2006 ao governo do Estado de São Paulo através de criação de vínculo entre o candidato do PSDB [Serra] à máfia dos Sanguessugas [que superfaturava ambulâncias com verbas do Ministério da Saúde] e, com isso, favorecer o então candidato do PT [Mercadante].”

Em notícia veiculada em junho do ano passado, a revista Veja revelara que, em conversas com companheiros de partido, um dos ‘aloprados’, Expedito Veloso (foto ao lado), revelara que o verdadeiro mentor do plano do dossiê fora Aloizio Mercadante. Nessa época, o então senador chefiava o Ministério da Ciência e Tecnologia, sob Dilma Rousseff. As conversas foram gravadas e expostas no site da revista.

No áudio, Expedito declara a certa altura: “O plano foi tocado pelo núcleo de inteligência do PT, mas com o conhecimento e a autorização do senador. Ele, inclusive, era o encarregado de arrecadar parte do dinheiro em São Paulo”. Segundo Expedito, Mercadante associara-se ao presidente do PMDB de São Paulo, Orestes Quércia, morto no final de 2010.

“Faltavam seis pontos para haver segundo turno na eleição de São Paulo”, prosseguiu Expedito. “Os dois [Mercadante e Quércia] fizeram essa parceria, inclusive financeira. […] As fontes [do dinheiro] são mais de uma. […] Parte vinha do PT de São Paulo. A mais significativa que eu sei era do Quércia.”

Mercadante negou as acusações. Ele chegara a ser indiciado pela PF no inquérito aberto em 2006. Mas, seguindo parecer da Procuradoria-Geral da República, o STF anulou o indicamento por falta de provas. Agora, em ofício enviado ao juiz Paulo Cézar, os procuradores Douglas Araújo, Ludmila Monteiro e Marcellus Lima voltaram a excluir Mercadante da grelha.

Anotaram: “Relativamente ao crime eleitoral, a autoridade policial, em seu relatório, entendeu que a omissão de receita ou despesa em prestaçãoo de contas de campanha é crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral, o qual prevê que ‘constitui falsidade ideológica a ação de omitir, inserir ou fazer inserir declaraçãoo falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais’.”

“No entanto”, prosseguem os procuradores no texto, “certo é que o próprio STF já afastou a modalidade especial de falsidade ideological, por ausência de comprovação de dolo por parte do senador Aloizio Mercadante. Aliado a isso, os laudos de exame financeiro não demonstraram que os recursos provieram de campanha eleitoral.”

Mais adiante, vem a conclusão que excluiu Mercadante da nova denúncia: “Logo, de todo o conjunto probatório colhido, verifica-se a ausência de prova quanto à saída de recursos da caixa de campanha eleitoral, bem como a comprovação da existência de caixa dois para trânsito de recursos por meios ilícitos…”

Afora Mercadante, também o deputado Ricardo Berzoini foi mantido longe da denúncia. Ele presidia o PT em 2006. Coordenava o comitê reeleitoral de Lula. O núcleo de inteligência da campanha, ninho dos ‘aloprados’, reportava-se a Berzoini. Mas ficou entendido que quem comandou a ‘alopragem’ foi Lorenzetti, o churrasqueiro de Lula.

Índios Pataxó, da Bahia, recebem comida estragada durante Cúpula dos Povos

Eles tiveram que recorrer ao sanduíche porque as quentinhas servidas no almoço pela organização da Cúpula dos Povos para representantes de cerca de 15 etnias estavam estragadas

 

Depois de passar o dia à base de pão com mortadela, os índios da etnia Pataxó, da Bahia, que participam da Cúpula dos Povos, esperam ter um jantar mais saudável hoje (17) no Acampamento Terra Livre, instalado no Sambódromo, no centro da cidade. Eles tiveram que recorrer ao sanduíche porque as quentinhas servidas no almoço pela organização do evento para representantes de cerca de 15 etnias estavam estragadas.

A denúncia foi feita durante um debate sobre soberania alimentar, no Aterro do Flamengo, durante evento paralelo à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Os índios receberam as marmitas com arroz, macarrão, feijão e carne estragados, que foram recusadas imediatamente pelas lideranças. Não há relatos de doentes.

Da etnia Yanomami, o índio Kopenão, de Roraima, disse que ficou indignado ao receber a marmita com alimentos podres. “Não é comida para cachorro, é comida contaminada que se dá para os indígenas”, reclamou. “Somos seres humanos. Nem animal comia aquilo”. Segundo ele, a carne estava ruim e dava para sentir o cheiro ao abrir a quentinha. “Vimos na hora”, completou.

Liderança da Aldeia Guaxuma, de Porto Seguro (BA), Mucaxo Pataxó também estava entre os que receberam o almoço estragado. “Não comi porque dava para reconhecer. Como representante dos nossos parentes aqui, na hora vi a comida não dava para comer e devolvi. A gente tem costume de coisa boa, apesar de ser índio. Por que tratam a gente assim?”

Se dizendo muito aborrecido, o representante da etnia Xerente, Srewe, de Tocantins, um dos que participou do protesto durante a tarde, contou que foi preciso interromper o debate para relatar a grave situação. “Desde ontem (16) já tinha reclamação que a comida não era de qualidade. Hoje, infelizmente, os povos indígenas não aguentaram. Não estamos acostumados a isso.”

Responsável pelo Acampamento Terra Livre, inaugurado para 1,7 mil índios na última sexta-feira (15), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) informou que suspendeu o contrato com a empresa fornecedora do almoço. Para o jantar deste domingo, e para as demais refeições até dia 22, outra empresa foi contratada às pressas. As informações são da Agência Brasil.

Sisu abre inscrições nesta segunda-feira

Agência Brasil

Brasília – A partir desta segunda-feira, 18, estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 podem se inscrever para disputar uma das 30.548 vagas em instituições públicas de ensino superior disponíveis pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A Bahia oferece 1.095 vagas nesta edição. O Rio de Janeiro é o estado com o maior número de vagas: 7.495 em 11 universidades e institutos federais de educação profissional.

O Sisu foi criado pelo Ministério da Educação para unificar a oferta de vagas em universidades públicas, que são disputadas a partir do Enem. Os interessados podem consultar quais são os cursos disponíveis no site do programa. Cinquenta e seis insituições participam neste ano.

Ao acessar o sistema, o candidato pode escolher duas opções de curso, indicando a sua prioridade. Ao longo do período de inscrições, ele pode visualizar a nota de corte preliminar de cada curso e sua classificação parcial. As opções de curso escolhidas previamente podem ser alteradas, se o candidato achar que tem mais chances de ser aprovado em outra graduação ou instituição. Cada alteração invalida a inscrição feita anteriormente.

Além do Rio de Janeiro, os estados com maior oferta de vagas no Sisu deste semestre são Minas Gerais (4.112), Paraná (3.394), Ceará (3.154) e Maranhão (2.708). Em Rondônia, apenas o Instituto Federal de Educação Profissional e Tecnológica participa do Sisu, com oito vagas.

A lista dos aprovados será divulgada no dia 25 deste mês e os alunos selecionados deverão fazer a matrícula nas instituições de ensino do dia 29 ao dia 2 de julho. Está prevista ainda uma segunda chamada para 6 de julho.

Quem não for convocado em nenhuma das duas chamadas poderá participar de uma lista de espera que será usada pelas universidades para selecionar os alunos em caso de sobra de vagas.

Confira a oferta de vagas do Sisu por estado:

Acre – 40 vagas

Bahia – 1.095 vagas

Ceará – 3.154 vagas

Distrito Federal – 90 vagas

Espírito Santo – 274 vagas

Goiás – 170 vagas

Mato Grosso do Sul – 909 vagas

Maranhão – 2.708 vagas

Minas Gerais – 4.112 vagas

Paraíba – 1.198 vagas

Paraná – 3.394 vagas

Pernambuco – 892 vagas

Piauí – 411 vagas

Rio de Janeiro – 7.495 vagas

Rio Grande do Norte – 1.426 vagas

Rio Grande do Sul – 1.251 vagas

Rondônia – 8 vagas

Roraima – 175 vagas

São Paulo – 1.080 vagas

Sergipe – 145 vagas

Tocantins – 521 vagas

Juiz que ordenou prisão de Cachoeira é trocado de vara e processo da Monte Carlo fica ‘acéfalo’

 

 

 

 

A ação penal em que figuram como réus Carlinhos Cachoeira e outras 80 pessoas vinculadas à sua quadrilha está acéfala. O juiz federal que ordenou a deflagração da Operação Monte Carlo, Paulo Augusto Moreira Lima, não é mais o titular da 11a Vara da Seção Judiciária de Goiás, onde corre o processo.

Por ordem do desembargador Mário César Ribeiro, presidente do Tribunal Regional Federal da 1a Região, sediado em Brasília, o magistrado Moreira Lima passará a dar expediente, nesta segunda-feira (18), noutra frequezia, a 12a Vara da mesma Seção Judiciária de Goiás. Vai substituir o colega Társis Augusto de Santa Lima.

O blog obteve cópia do ato que formalizou a troca. Leva o número 882. Foi assinado, sem alarde, há três dias, na última quinta-feira (14). Anota que Moreira Lima vai à 12a Vara, “com prejuízo de suas funções na 11a Vara”. Significa dizer que as ações que presidia até então, entre elas a Monte Carlo, já não lhe dizem respeito.

O documento não faz menção ao nome do substituto de Moreira Lima. Tampouco explica as razões do seu deslocamento. Limita-se a informar que a dança de cadeiras decorre do “processo administrativo número 4.319/2012”. Nos subterrâneos, o que se diz é que o próprio magistrado pediu para trocar de ares.

Seja quem for, o futuro substituto de Moreira Lima será submetido a uma maratona que empurrará o processo do caso Cachoeira para uma fase de hibernação. O novo juiz terá de desbravar 53 volumes. Apenas a transcrição dos grampos telefônicos ocupa 36 volumes. Estão anexados aos autos, de resto, mais de uma centena de relatórios da Polícia Federal.

A análise de todo o material demandará tempo. O caso envolve, além de Cachoeira, uma quadrilha de 80 pessoas. Entre elas seis delegados e dois agentes da polícia civil goiana, dois delegados e um servidor da própria Polícia Federal, 30 policiais militares e um servidor da Polícia Rodoviária Federal.

A mudança no comando do processo ocorre em momento delicado. Na última terça-feira (12), dois dias antes da assinatura do ato de transferência do juiz Moreira Lima, iniciou-se na 3a turma do TRF-1 um julgamento que pode levar à anulação dos grampos telefônicos colecionados pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo.

Discute-se um habeas corpus ajuizado por Márcio Thomaz Bastos e sua equipe, defensores de Cachoeira. Alega-se na petição que a investigação estaria viciada por ter nascido de uma denúncia anônima. Relator do caso, o desembargador Tourinho Neto deu razão à defesa de Cachoeira.

No seu voto, Tourinho Neto (foto ao lado) anotou que o sigilo das comunicações telefônicas é assegurado pela Constituição. Só pode ser quebrado em casos excepcionais. Para o desembargador, o juiz Moreira Lima autorizou as escutas sem fundamentar adequadamente a decisão. Assim, as provas seriam ilegais e devem ser anuladas.

Integram a 3a turma do TRF-1 três desembargadores –Tourinho Neto e outros dois. Um deles, Cândido Ribeiro, pediu vista dos autos, adiando a decisão. O julgamento deve ser retomado nesta semana. Basta que um dos desembargadores siga o voto do relator para que todas as escutas da Monte Carlo sejam enviadas ao lixo.

A perspectiva de anulação das provas deixa desalentados os procuradores da República Daniel de Resende Salgado e Léa Batista de Oliveira, que acompanham o caso Cachoeira pelo Ministério Público Federal. Em privado, a dupla avalia que, prevalecendo o entendimento de Tourinho Neto, ficarão comprometidos os inquéritos e as ações penais abertas contra Cachoeira e seu bando.

O questionamento das provas é apenas parte da guerrilha judicial que assedia a Monte Carlo. Ironicamente, coube a Márcio Thomaz Bastos protagonizar a ofensiva. Ex-ministro da Justiça de Lula, ele vem colecionando êxitos que minam o inquérito feito pela Polícia Federal que já dirigiu.

Graças a Thomaz Bastos, o processo contra Cachoeira encontra-se em banho-maria desde 31 de maio. Nesse dia, o juiz Moreira Lima deveria ter tomado o depoimento do contraventor, de outros seis réus e de 15 testemunhas. Seria a primeira audiência de instrução da ação penal. Julgando um habeas corpus da defesa de Cachoeira, o desembargador Tourinho Neto suspendeu as oitivas.

O magistrado Moreira Lima havia determinado o desmembramento do processo. Desejava acelerar o julgamento dos réus que se encontravam presos, entre eles Cachoeira. Thomaz Bastos alegou que o desmembramento prejudicou a defesa. Por quê? Como a denúncia inclui o crime de formação de quadrilha, o que for declarado por um réu pode influir no destino dos outros. Portanto, todos teriam de ser julgados em conjunto.

Para fundamentar o pedido de suspensão do depoimento de Cachoeira, Thomaz Bastos citou o processo do mensalão, no qual os 38 réus, mesmo os que não têm mandato, estão submetidos ao mesmo foro privilegiado do STF. Ao acolher as alegações, o desembargador Tourinho deu-lhe razão. Anotou:

“Observe-se o que afirmou o ministro Joaquim Barbosa, citado pelas impetrantes, no processo conhecido por mensalão, em que são denunciadas 40 pessoas: ‘o contexto em que tais fatos ocorreram não aconselha esse desmembramento, sob pena de perdermos a sequência lógica e a conjunta em que teriam sido praticados os crimes. Isso para o julgador.’ Para a defesa, seria pior.”

Ironicamente, o trecho citado por Tourinho Neto fora escrito num despacho em que, vinte dias antes, Joaquim Barbosa indeferira um recurso do mesmo Thomaz Bastos. O ex-ministro defende no STF um dos réus do mensalão: José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural.

Como seu cliente não tem mandato eletivo, Thomaz Bastos solicitara que as acusações contra ele fossem apartadas do processo principal e enviadas para a primeira instância do Judiciário.

Quer dizer: o advogado pediu no STF o oposto do que iria requerer no TRF-1 vinte dias depois: o desmembramento dos autos. E utilizou em favor de Cachoeira os mesmos argumentos que o ministro da Corte Suprema usara para negar o que pretendia para José Salgado, o outro cliente.

Como se fosse pouco, os últimos oito réus da Monte Carlo que continuavam presos estão deixando, um após o outro, a cadeia. O próprio Cachoeira obteve na sexta-feira (15) uma liminar ordenando sua libertação. Expediu-a o mesmo desembargador Tourinho Neto, sempre ele.

A ordem só não foi cumprida porque está em vigor um decreto de prisão do contraventor baixado noutra ação penal. Decorrência da Operação Saint Michel. Trata-se, por assim dizer, de um filhote da Monte Carlo.

Fátima Bernardes fala sobre o seu novo programa na Globo

Fátima Bernardes promete um programa com mistura de comportamento, prestação de serviço, informação, música, entretenimento e diversão (Foto: Nathalia Fernandes/TV Globo/Divulgação)

Fátima Bernardes recebeu a imprensa nesta terça, dia 12, para falar tudo sobre Encontro com Fátima Bernardes, seu novo programa que estreia no dia 25 de junho e que vai ao ar de segunda a sexta-feira, logo depois do Bem Estar.Bem humorado sempre que puder, sério quando o assunto assim pedir, dinâmico e ao vivo, Encontro com Fátima Bernardes promete uma mistura de comportamento, prestação de serviço, informação, música, entretenimento e diversão, com muita interatividade com o público nas ruas, em casa e na plateia, que será participativa e selecionada segundo os temas abordados.

– Quando sonhei em ter um espaço como este, não imaginei o trabalho que daria. É muito diferente participar da elaboração de tudo, desde o início. Transformar ideias em algo interessante para o público… Estou muito emocionada, muito feliz por estar diante de um programa que envolve o trabalho de tanta gente – conta a apresentadora.

Formado por uma equipe mista de jornalismo e entretenimento, Encontro com Fátima Bernardes terá seu foco no bate-papo e procura trazer para dentro do estúdio o contato que a apresentadora sempre teve com o público na rua.

– Não estamos fazendo um talk show. Vamos agregar muita informação de fora com reportagens e teremos convidados para ajudar o desenvolvimento desse bate-papo. Eu gosto de dizer que não vou ter uma plateia, mas convidados – conta Fátima. – Quando surgiu a ideia, o que eu queria, já que estaria no estúdio, era trazer a rua para dentro desse espaço. E assim continuar exercendo algo que eu sempre adorei fazer: ouvir e contar boas histórias.
Fátima Bernardes e a repórter Aline Prado respondem a perguntas da imprensa brasileira (Foto: Nathalia Fernandes/TV Globo)

E o assunto de tanta conversa será o cotidiano.

– Quando a gente conversa, a gente fala como encarar a vida. Como temos assuntos de cada dia, vamos trazer pessoas direcionadas com os assuntos de cada dia. Esse programa tem na produção o seu coração. A ideia é sempre escutar uma boa história e, a partir daí, desenvolver uma boa conversa. Sabe aquele dia que você vai levar seu filho na escola e está todo mundo falando sobre um determinado assunto? Eu quero que o meu programa reflita isso – conta Fátima. – Trataremos de temas que sirvam como serviço. Pode ser moda, saúde, enfim, tudo o que for interessante para as pessoas. Assuntos que estejam sendo tratados por todo mundo.

O cenário do programa usa a técnica de video mapping e, segundo a apresentadora, será importante para a condução desse bate-papo:

– Esse programa tem uma diferença muito grande que é o cenário, ainda não usado no Brasil. Ele não só deixa o programa mais bonito, como ajuda a passar informação.

Para ajudá-la a contar essas histórias, a apresentadora terá ao seu lado, no palco, o jornalista Lair Rennó, informando em tempo real tudo o que for notícia e promovendo a interação com os internautas. Marcos Veras e Victor Sarro dão o toque de humor aos assuntos abordados pelo programa, enquanto o músico Branco Mello traz suas contribuições no cenário musical.

– Conheci o Lair nos bastidores e achei ele uma pessoa muito divertida. Eu imaginava alguém que conseguisse trazer esses assuntos de forma muito natural. Ele não só lê as notícias como participa de forma ativa. Vai estar conectado o tempo todo para trazer o público de casa para nossa conversa. O horário da manhã é a hora em que as pessoas estão acordando, então temos que ter uma conversa atraente. O que for destaque na internet também vai ser trazido. Podemos ficar até uma semana em um mesmo assunto. Se pudermos ouvir histórias das pessoas de casa que sejam interessantes, vamos trazer isso para o programa e talvez até trazer a pessoa para participar – acrescenta Fátima.