Petrobras convence Dilma e combustível deve subir até 10%
A equipe econômica prometeu à direção da Petrobras definir, até o próximo mês, o percentual de reajuste de combustíveis reivindicado pela estatal e quando ele entrará em vigor.
Segundo a Folha apurou, a decisão de conceder o aumento já conta com o aval do Palácio do Planalto.
Falta definir exatamente o percentual, que deve ser de 10% para a gasolina na refinaria, mesmo valor do reajuste de outubro de 2011.
A expectativa é que comece a vigorar imediatamente e que não seja repassado integralmente ao consumidor.
A ala política do governo tem defendido, porém, um adiamento estratégico para depois das eleições municipais, diante do receio de impacto negativo para os candidatos da base aliada. O Planalto ficou de dar uma palavra final após a Rio+20.
A promessa do reajuste foi repassada à presidente da Petrobras, Graça Foster, antes da aprovação do plano de investimentos da estatal, de US$ 236,5 bilhões até 2016 –5,2% mais do que o anterior, que previa investimentos de US$ 224,7 bilhões entre 2011 e 2015.
Graça já havia avisado à presidente Dilma que o congelamento de preço dos combustíveis estava afetando a geração de caixa da empresa e comprometendo sua capacidade de investimentos.
O Conselho de Administração aprovou, na semana passada, um aumento pequeno nos investimentos. Ao elaborar o plano, a estatal embutiu nos cálculos reajuste de 15% nos combustíveis.
Técnicos não acreditam, porém, que o governo venha a autorizar um aumento dessa ordem no próximo mês. O percentual tido como mais realista é de 10%, que não deve ser repassado totalmente para os consumidores.
CIDE
Oficialmente, o governo não confirma a decisão de conceder o reajuste, cuja possibilidade foi admitida anteontem pelo ministro Edison Lobão (Minas e Energia) –o que teve impacto positivo na valor das ações da Petrobras.
Para evitar que o aumento seja repassado ao consumidor final, o governo pode se valer, novamente, da estratégia de reduzir o percentual da Cide (contribuição destinada a regular o preço dos combustíveis) que incide sobre o valor da gasolina e do diesel.
O espaço para essa manobra está cada vez menor. Hoje, para reajustar o preço da gasolina em 8% sem repassá-lo ao consumidor final, o governo teria de zerar a cobrança da Cide sobre o combustível. No caso do diesel, o reajuste máximo seria de 4%.
VALDO CRUZ
NATUZA NERY
DE BRASÍLIA
Prefeitura Municipal da Barra do Choça realiza a 13ª Semana do Café
A Solenidade se iniciou a partir das 10,30hs da manhã desta quarta feira, 20 de junho, com o pronunciamento do Prefeito Oberdan Rocha dando boas vindas aos convidados, parceiros e colaboradores do evento.
Em seu pronunciamento, o prefeito Oberdan Rocha fez referências da prolongada estiagem que acontece no semiárido e em toda a região, inclusive no Municípioe Barra do Choça , e por conta dessa realidade, diz: “ foi necessário que o Município decretasse Estado de Emergência, mas, em detrimento a todas as dificuldades e adversidades, o município esta superando e conseguindo os avanços que a comunidade tanto almeja”. E em relação ao evento, ele agradeceu o empenho e dedicação de sua equipe, dos parceiros, , e a importante contribuição, principalmente da Secretária de Agricultura do Estado para que fosse realizado a 13ª Semana do Café.
O Secretário de Agricultura do Estado da Bahia, Eduardo Sales, que no ato representou o governador Jaques Wagner, falou de seu carinho e sua amizade com o Município da Barra do Choça, e em especial ao Prefeito Oberdan Rocha e parcela significativa de sua equipe, que os tem como amigos. E que, sua participação na Semana do Café ocorre desde quando começou, ou seja, desde a sua 2ª edição, e que nunca faltou a uma se quer. E sabe da importância desse evento, para o fomento e o desenvolvimento; social, cultural, econômico do Município.
Ainda no decorrer da sessão de abertura da Semana do Café, diretores do Correio fizeram o lançamento do Carimbo e Selo em comemoração ao cinquentenário de Emanciepação Política do Município.
-“Após o cerimonial foi iniciada a exposição dos paineis com a apresentação de Eduardo Sales sobre Políticas Públicas e Alternativas de Convivência com a Seca; Após a pausa para almoço, Gabriel Bartholo e Ramiro Souza Amaral falaram sobre Tecnologias para Produção de Café de Qualidade e Sistema de Comercialização; em seguida, Roseane Mendonça apresentou o painel sobre Processamento e Industrialização de Produtos Agropecuários.”
Personalidades que composeram a mesa de abertura da Semana do Café – Prefeito Oberdan Rocha, de Manoel Nascimento, Presidente da Câmara de Vereadores; do Secretário Estadual de Agricultura, Eduardo Salles;de Gabriel Bartholo, Gerente Geral da Embrapa Café. E ainda, cafeicultores, dentre outras autoridades e políticos que lotaram o plenário do salão onde se realizou o acontecimento.
Número de inelegíveis sobe 39% em dois anos, segundo TCU
“Precisamos saber se é [caso de] improbidade, em que condições [as rejeições de contas] foram feitas, se não há nenhuma decisão judicial suspendendo algumas dessas decisões, se há algum pedido em algum tribunal de revisão, se há decisão com efeito suspensivo”, explicou Cármen Lúcia. O TSE irá encaminhar a lista para todos os tribunais eleitorais locais, que definirão se o candidato é ou não inelegível segundo esses critérios.
Para o presidente do TCU, o aumento de casos de contas rejeitadas “significa pouco” e é explicado pelo maior controle da administração pública. “Tivemos ampliação das nossas esferas de controle, então é natural que tenha um crescimento vegetativo de responsáveis com contas julgadas irregulares”, explicou Zymler. Ele preferiu não dizer se os casos de corrupção e desvio de verbas aumentaram no período, pois o Tribunal de Contas não analisa os detalhes de cada caso.
Segundo o secretário adjunto de planejamento do TCU, Marcelo Eira, o número de inelegíveis também cresceu devido a uma mudança na metodologia da lista. Até 2010, o tribunal informava apenas os servidores públicos ou funcionários comissionados que tinham contas rejeitadas. “Neste ano, passamos a incluir na lista não só os gestores públicos, mas qualquer pessoa que tenha feito mau uso do dinheiro, como representantes de organizações não governamentais, por exemplo”.
A presidenta do TSE informou que a corte analisará na próxima quinta-feira (21) o recurso que pretende reverter decisão sobre a inelegibilidade de políticos com contas rejeitadas. A regra endureceu o entendimento vigente até então, que tornava quites os candidatos que apresentassem contas, independentemente de elas serem aprovadas ou não. Foto ilustração mat. Gildásio Amorim Fernandes –
Débora Zampier
Agência Brasil
Forró Pé de Serra do Periperi: abertura oficial é nessa quarta, 20
http://pmvc.ba.gov.br/forropedeserradoperiperi/
Festival Regional de Quadrilhas Juninas valoriza a cultura popular.
Final do 3º Festival de Forró lota a Praça 9 de Novembro.
Forró Pé de Serra do Periperi homenageia Luiz Gonzaga, o Rei do Baião
Assista ao vídeo da final do concurso do Festival de Forró
Resultados e perspectivas para os beneficiários do Bolsa Família
Segundo o estudo, os beneficiários trabalham em média, oito horas a mais do que os demais em ocupações sem registro na carteira.O Bolsa Família, aprimorou a cobertura de vacinas, estimulou a presença escolar entre jovens, diminuiu o trabalhado infantil e proporcionou poder às mulheres ao transferir renda preferencialmente a elas. No entanto, apresentou também uma consequência indesejada: uma maior predisposição de seus beneficiários a estarem em trabalhos informais, quando comparados com outros trabalhadores de baixa renda.
A pesquisa feita pelo MSD (Ministério de Desenvolvimento Social), afirma que tanto quem recebe o auxílio quanto aqueles que não recebem, igualmente pobres, trabalham, em média, o mesmo número de horas. Porém, no caso daqueles que recebiam o auxílio, as atividades no setor informal predomina, com eles trabalhando, em média, oito horas a mais do que os demais em ocupações sem registro na carteira.
Leia mais: Como se cadastrar para o Bolsa Família
A análise publicada nesta semana, entretanto, tem metodologia diferente por focar na comparação entre grupos similares. De acordo com o MDS, pode estar ocorrendo uma confusão das famílias sobre as normas do programa, já que, na realidade, o beneficiário não é impedido de ter registro na carteira. O que define o direito ao benefício é o total da renda per capita da família. Mesmo que consiga um aumento na renda, o beneficiário, poderá permanecer no programa por mais dois anos.
A professora de Economia da UFF, Hildete Pereira de Melo, comenta que a confusão é corriqueira. “Muitas pessoas acham que não podem ter carteira para entrar no programa. E isso causa uma certa fuga de trabalho com carteira, certa preocupação, sobretudo por parte das mulheres, que são quem recebe o benefício. No trabalho informal, a pessoa até pode ultrapassar a faixa de renda do programa, mas não haverá prova disso”.
Sobe para 251 o número de municípiosem situação de emergência
Com o passar dos meses o número de municípiosbaianos em situação de emergência em virtude da pior seca do estado nos últimos47 anos só tem crescido. Informações oficiais da Defesa Civil do governo doestado revelam que 251 municípios já tiveram situação de emergênciareconhecida. Esse número corresponde a 90% das cidades que compõem o semiáridobaiano com 265 municípios. Vale destacar que, destes municípios, 12 estão forada região do semiárido.
De acordo com dados da Superintendência deEstudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI, a agricultura e o setor deserviços de todo o estado poderão sofrer um prejuízo de até R$ 7,7 bilhões coma seca que assola o Nordeste se não ocorrer nenhum precipitação pluviométrica noestado até agosto. Levantamento realizado pela SEI revela que 60% dos estabelecimentosagropecuários existentes na Bahia, cerca de 446 mil, estão nos municípios emsituação de emergência, afetando diretamente mais de três milhões de baianos.Destes, 2,2 milhões de pessoas trabalham nas lavouras e na cadeia produtivaagropecuária baiana.
Na produção do leite, e consequente nos seusderivados, o impacto da seca é mais severo. Maior produtor do Nordeste, com 1,2bilhão de litros em 2011, a Bahia sofrerá uma redução de 50% em sua produção,isso em análises otimistas de acordo com a Federação da Agricultura e Pecuáriado Estado –Faeb.
Presidente da União dos Municípios da Bahia, o prefeitode Camaçari, Luiz Caetano, salienta que, “infelizmente chegamos a esse númerode municípios dois meses antes do pior período da seca, que geralmente aconteceentre os meses de setembro a novembro. E as coisas podem piorar se foremconfirmadas as previsões de que não ocorrerão as chuvas de novembro a março”.
Com base no aumento do número de municípios emsituação de emergência e a possibilidade da seca se estender para 2013, oprefeito Luiz Caetano destacou a urgência das obras estruturantes no combate aestiagem. “Se não concluirmos as importantes obras estruturantes em andamentono estado, como as adutoras de Pedras Altas e São Francisco, e conseguirmosmais recursos para novas adutoras e a transposição de rios para abastecermos asbarragens na região do semiárido, com certeza, todos os anos enfrentaremos esseproblema que assola a Bahia”, destaca.
CAMPANHA SECA NA BAHIA- Para atuaremergencialmente no combate aos efeitos da seca que atingem atualmente 251municípios baianos, a UPB lançou a “Campanha Seca na Bahia, Solidariedade Já!”,para captação de recursos financeiros para compra de cestas básicas e água e arrecadaçãode equipamentos junto às empresas e indústrias. Mais informações no site www.secanabahia.com.br ou pelotelefone (71) 3115-5999.
Confira algumasmatérias com recortes locais sobre os efeitos da seca nos municípios baianos:
Urandi perdeprincipal fonte de renda devido a seca – http://secanabahia.com.br/2012/06/urandi-perdi-principal-fonte-de-renda-devido-seca/
Planaltino:seca gera desemprego de 95% da população rural – http://secanabahia.com.br/2012/06/planaltino-seca-gera-desemprego-de-95-da-populacao-rural/
Caem reduzfestejos juninos e economiza R$ 150 mil para combater a seca – http://secanabahia.com.br/2012/06/caem-reduz-festejos-juninos-economiza-r-150-mil-para-combater-seca/
Prejuízo de400 toneladas de grãos em Nova Soure – http://secanabahia.com.br/2012/06/prejuizo-de-400-toneladas-de-graos-em-nova-soure/
Prejuízosagrícolas de Abaré chegam a 100% em 2012 – http://secanabahia.com.br/2012/06/prejuizos-agricolas-de-abare-chegam-100-em-2012/
Seca atinge98% das barragens de Queimadas – http://secanabahia.com.br/2012/06/seca-atinge-98-das-barragens-de-queimadas/
Seca atinge omunicípio de Itambé e produção agropecuária fica comprometida – http://secanabahia.com.br/2012/06/seca-atinge-municipio-de-itambe-producao-agropecuaria-fica-comprometida/
Canaranaacumula mais de R$ 8 milhões em prejuízos – http://secanabahia.com.br/2012/06/canarana-acumula-mais-de-r-8-milhoes-em-prejuizos/
Aulas sãoprejudicadas em Novo Triunfo devido à seca – http://secanabahia.com.br/2012/06/aulas-sao-prejudicadas-em-novo-triunfo-devido-a-seca/
Canudos emalerta devido à seca. São João de13 dias é reduzido para dois – http://secanabahia.com.br/2012/06/canudos-em-alerta-devido-a-seca-sao-joao-de-13-dias-e-reduzido-para-dois/
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André Damasceno
COMITIVA DO PFB DESISTE DA RIO +20
Após reunião confusa dos componentes do PFB, para escolha de representantes na Rio +20, o Presidente do Partido, Romão Digato, com elegante óculos azuis, propôs aos inscritos para candidatura à Presidência do Congresso e da República nas próximas eleições, a desistirem do Evento, porque André Cairo, Presidente do Movimento Contra a Morte Prematura – MCMP, os convidou para o 1º Congresso Nacional da Fábula, ministrado por Clement Irozo Pradanado, líder da AMENBRAS, Associação dos Mentirosos Brasileiros, onde discutirão os rumos do país, com o expressivo apoio do Partido Fedorento Brasileiro – PFB.
ASCOM do MCMP Foto: Letícia Fernanda/StarColor
Semana do Café – evento realizado pela Prefeitura da Barra do Choça começa nesta quarta, 20
Professores em estágio probatório e Reda serão convocados para lecionar a alunos do 3º ano
Greve da categoria já dura 68 dias | Foto: Tiago Melo / BN
Dossiê dos Aloprados: seis anos depois, Justiça abre ação penal e petistas vão ao banco de réus
Num instante em que o PT inquieta-se com a proximidade do julgamento do mensalão no STF, um segundo fantasma ressurge do passado para assombrar a legenda na eleição municipal de 2012. Sem estrondos, o juiz federal Paulo Cézar Alves Sodré, titular da 7a Vara Criminal da Seção Judiciária de Mato Grosso, abriu há quatro dias uma ação penal contra os petistas envolvidos no caso que ficou conhecido como escândalo do Dossiê dos Aloprados.
Datado de 15 de junho, o despacho do magistrado converteu em réus nove personagens que tiveram participação na tentativa de compra de documentos forjados que vinculariam o tucano José Serra à máfia das ambulâncias superfaturadas do Ministério da Saúde. Entre os encrencados, seis são petistas. Os outros três são ligados a uma casa de câmbio usada para encobrir a origem de parte do dinheiro que seria usado na transação.
O caso escalara as manchetes às vésperas do primeiro turno das eleições gerais de 2006, quando a Polícia Federal prendeu em flagrante, no Hotel Íbis, próximo do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, dois petistas portando R$ 1,7 milhão (uma parte em dólares). Exposto no noticiário da época (veja foto lá no alto), o dinheiro seria usado na transação. Relegado ao esquecimento, o episódio parecia condenado ao arquivo. Engano. Acaba de renascer.
Deve-se a ressurreição a três procuradores da República: Douglas Santos Araújo, Ludmila Bortoleto Monteiro e Marcellus Barbosa Lima. Lotados no Ministério Público Federal de Cuiabá, eles formalizaram em 14 de junho, quinta-feira da semana passada, uma denúncia contra os acusados. Recebida pelo juiz Paulo Cézar, a peça deu origem à ação penal aberta no dia seguinte.
No seu despacho, o magistrado determinou a citação dos réus para que respondam às acusações “no prazo de dez dias”. As citações serão feitas por meio de cartas precatórias, já que a maioria dos acusados não mora em Cuiabá, sede da 7a Vara Criminal de Mato Grosso. São os seguintes os ‘aloprados’ que serão intimados a prestar contas à Justiça:
1. Gedimar Pereira Passos: policial federal aposentado, foi preso em flagrante pela Polícia Federal no hotel de São Paulo. Gedimar (foto à esquerda) portava R$ 700 mil em dinheiro. Integrava o comitê da campanha à reeleição de Lula, em 2006. Foi escalado pelo PT para pagar o dossiê urdido contra o tucano Serra.
2. Valdebran Carlos Padilha da Silva: empresário matrogrossense, era filiado ao PT e operava como coletor informal de verbas eleitorias para o partido. Foi ele quem informou ao PT federal sobre a existência do dossiê. Estava junto com Gedimar Passos no hotel paulistano. Também foi preso. Carregava R$ 1 milhão.
3. Jorge Lorenzetti: ex-diretor do Banco do Estado de Santa Catarina, é amigo de Lula, para quem assava churrascos na Granja do Torto, em Brasília. Lorenzetti (foto à direita) integrou o comitê de campanha do PT, em 2006, como chefe do Grupo de Trabalho de Informação. Chefiava uma equipe voltada a ações de espionagem e “inteligência”. Comandou a malograda tentativa de compra do dossiê.
4. Expedido Afonso Veloso: ex-diretor do Banco do Brasil, também compôs a equipe do comitê reeleitoral de Lula. Reportava-se a Lorenzetti. Foi escalado para viajar a Cuiabá a fim de analisar os dados contidos no dossiê montado contra Serra.
5. Oswaldo Martines Bargas: amigo de Lula dos tempos de militância sindical no ABC paulista, integrava o núcleo de “inteligência” da campanha nacional do PT. Recebeu de Lorenzetti a ordem para acompanhar Expedido Veloso na viagem a Cuiabá. Juntos, deveriam presenciar uma entrevista dos vendedores do dossiê –os empresários matogrossenses Darci e Luiz Antônio Vedoin, pai e filho— à revista IstoÉ. A entrevista, informa o Ministério Público, era parte da trama. Destinava-se a dar visibilidade às denúncias contra Serra.
6. Hamilton Broglia Feitosa Lacerda: atuava em 2006 como coordenador da campanha do ex-senador Aloizio Mercadante. Então candidato ao governo de São Paulo, Mercadante media forças com Serra, que prevaleceu nas urnas. Hamilton Lacerda (foto à esquerda) foi filmado pelo circuito interno de câmeras do hotel Íbis entregando dinheiro a Gedimar Passos, o policial federal que foi preso em flagrante. Foram duas remessas. Numa, as notas estavam acondicionadas numa valise. Noutra, em sacolas.
7. Fernando Manoel Ribas Soares: era sócio majoritário da Vicatur Câmbio e Turismo Ltda, empresa utilizada no esquema para lavar parte dos dólares que financiariam a compra do dossiê.
8. Sirley da Silva Chaves: Também ex-proprietária da Vicatur, recrutou pessoas humildes para servir como “laranjas” na aquisição de parte dos dólares apreendidos pela PF no hotel de São Paulo.
9. Levy Luiz da Silva Filho: cunhado de Sirley, foi um dos “laranjas” utilizados no esquema. Em troca de uma comissão de R$ 2 mil, emprestou o próprio nome e recolheu as assinaturas de outros sete integrantes de sua família –um laranjal que incluiu dos pais aos avós. Rubricavam boletos de venda de moeda americana em branco. Eram preenchidos na Vicatur.
Para redigir a denúncia encaminhada ao juiz Paulo Cézar, os procuradores Douglas Araújo, Ludmila Monteiro e Marcellus Lima valeram-se de informações coletas em inquérito da Polícia Federal e numa CPI do Congresso. Só o trabalho da PF, anexado ao processo de número 2006.36.00.013287-3, reúne mais de 2.000 folhas. Foram inquiridas cinco dezenas de pessoas. Realizaram-se 28 diligências. Quebram-se os sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos.
Imaginava-se que o esforço resultara em nada. Mas os procuradores encontraram nos volumes do processo matéria prima para a denúncia. E o juiz considerou que ficou “demonstrada a existência da materialidade e de indícios de autoria” dos crimes. Daí a conversão da denúncia em ação penal e a transformação dos acusados em réus.
No miolo da denúncia do Ministério Público, obtida pelo blog, ressoa uma pergunta que monopolizou o noticiário na época do escândalo: de onde veio o dinheiro? A resposta contida nos autos, por parcial, frustra as expectativas. Mas não completamente. Os procuradores anotam que “grande parte do dinheiro” apreendido pela PF no hotel de São Paulo não teve a origem detectada. Por quê? “Apresentava-se em notas velhas, sem sequenciamento de número de ordem e sem identificação da instituição financeira.” Porém…
Foi possível rastrear uma “parte diminuta das cédulas” recolhidas pela PF na batida policial de 15 de setembro de 2006. Eram dólares. “Cédulas novas, que estavam arrumadas em maços sequenciais.” Servindo-se dos números de série das notas, a Divisão de Combate ao Crime Organizado de Brasília requisitou informações ao governo dos EUA. “Em resposta, o Departamento de Justiça Americano informou que os dólares tiveram origem em Miami”, anotam os procuradores na denúncia.
Seguindo o rastro do dinheiro, descobriu-se que parte dos dólares fez escala numa casa bancária da Alemanha, o Commerzbank. Dali, o lote foi remetido, em 16 de agosto de 2006, para o Banco Sofisa S/A, sediado em São Paulo. Para desassossego dos “aloprados”, o Federal Bureau of Investigation dos EUA farejou a origem de outro naco de dólares apreendidos pela PF. Coisa de US$ 248,8 mil. Compunham um lote de US$ 15 milhões adquirido em 14 de agosto de 2006 pelo mesmo Banco Sofisa junto à filial do alemão Commerzabak em Miami.
Munido das informações, os investigadores acionaram o Banco Central. A quebra dos sigilos bancários levou à seguinte descoberta: parte dos dólares apreendidos no hotel paulistano em poder de Gedimar Passos e Valdebran Padilha havia saída do Banco Sofisa para a corretora de câmbio Dillon S/A, sediada no Rio. Dali, as notas foram repassadas, em várias operações de compra, à Vicatur Câmbio e Turismo Ltda., também do Rio.
Na sequência, o Núcleo de Inteligência da PF varejou a clientela da casa de câmbio Vicatur. Chegou-se, então, ao ‘laranjal’ composto de pessoas humildes. Gente que, sem renda para adquirir dólares, foi usada para dificultar o rastreamento do dinheiro. Inquirido, Levy Luiz da Silva Filho, um dos réus do processo, confessou que servira de laranja. Mais: reconheceu que, em troca de uma comissão de R$ 2 mil, coletara as assinaturas de sete familiares. Juntos, “compraram” na Vicatur o equivalente a R$ 284.857 em moeda americana.
Os procuradores escreveram na denúncia: “Ocorre que, não por mera coincidência, verificou-se que a soma exata de R$ 248,8 mil vendidos a clientes finais pela empresa Vicatur (todos ‘laranjas’conforme depoimentos prestadoso) correspondia à mesma soma dos valores apreendidos” com os petistas Gedimar e Valdebran.
“Desse modo”, concluíram os procuradores, “constata-se que Gedimar Pereira Passos, Valdebran Padilha, Expedito Veloso, Hamilton Lacerda, Jorge Lorenzetti e Osvaldo Bargas se associaram subjetiva e objetivamente, de forma estável e permanente, para a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional e de lavagem de dinheiro”.
Crimes que “tinham por fim a desestabilização da campanha eleitoral de 2006 ao governo do Estado de São Paulo através de criação de vínculo entre o candidato do PSDB [Serra] à máfia dos Sanguessugas [que superfaturava ambulâncias com verbas do Ministério da Saúde] e, com isso, favorecer o então candidato do PT [Mercadante].”
Em notícia veiculada em junho do ano passado, a revista Veja revelara que, em conversas com companheiros de partido, um dos ‘aloprados’, Expedito Veloso (foto ao lado), revelara que o verdadeiro mentor do plano do dossiê fora Aloizio Mercadante. Nessa época, o então senador chefiava o Ministério da Ciência e Tecnologia, sob Dilma Rousseff. As conversas foram gravadas e expostas no site da revista.
No áudio, Expedito declara a certa altura: “O plano foi tocado pelo núcleo de inteligência do PT, mas com o conhecimento e a autorização do senador. Ele, inclusive, era o encarregado de arrecadar parte do dinheiro em São Paulo”. Segundo Expedito, Mercadante associara-se ao presidente do PMDB de São Paulo, Orestes Quércia, morto no final de 2010.
“Faltavam seis pontos para haver segundo turno na eleição de São Paulo”, prosseguiu Expedito. “Os dois [Mercadante e Quércia] fizeram essa parceria, inclusive financeira. […] As fontes [do dinheiro] são mais de uma. […] Parte vinha do PT de São Paulo. A mais significativa que eu sei era do Quércia.”
Mercadante negou as acusações. Ele chegara a ser indiciado pela PF no inquérito aberto em 2006. Mas, seguindo parecer da Procuradoria-Geral da República, o STF anulou o indicamento por falta de provas. Agora, em ofício enviado ao juiz Paulo Cézar, os procuradores Douglas Araújo, Ludmila Monteiro e Marcellus Lima voltaram a excluir Mercadante da grelha.
Anotaram: “Relativamente ao crime eleitoral, a autoridade policial, em seu relatório, entendeu que a omissão de receita ou despesa em prestaçãoo de contas de campanha é crime previsto no artigo 350 do Código Eleitoral, o qual prevê que ‘constitui falsidade ideológica a ação de omitir, inserir ou fazer inserir declaraçãoo falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais’.”
“No entanto”, prosseguem os procuradores no texto, “certo é que o próprio STF já afastou a modalidade especial de falsidade ideological, por ausência de comprovação de dolo por parte do senador Aloizio Mercadante. Aliado a isso, os laudos de exame financeiro não demonstraram que os recursos provieram de campanha eleitoral.”
Mais adiante, vem a conclusão que excluiu Mercadante da nova denúncia: “Logo, de todo o conjunto probatório colhido, verifica-se a ausência de prova quanto à saída de recursos da caixa de campanha eleitoral, bem como a comprovação da existência de caixa dois para trânsito de recursos por meios ilícitos…”
Afora Mercadante, também o deputado Ricardo Berzoini foi mantido longe da denúncia. Ele presidia o PT em 2006. Coordenava o comitê reeleitoral de Lula. O núcleo de inteligência da campanha, ninho dos ‘aloprados’, reportava-se a Berzoini. Mas ficou entendido que quem comandou a ‘alopragem’ foi Lorenzetti, o churrasqueiro de Lula.
Índios Pataxó, da Bahia, recebem comida estragada durante Cúpula dos Povos
Eles tiveram que recorrer ao sanduíche porque as quentinhas servidas no almoço pela organização da Cúpula dos Povos para representantes de cerca de 15 etnias estavam estragadas
Depois de passar o dia à base de pão com mortadela, os índios da etnia Pataxó, da Bahia, que participam da Cúpula dos Povos, esperam ter um jantar mais saudável hoje (17) no Acampamento Terra Livre, instalado no Sambódromo, no centro da cidade. Eles tiveram que recorrer ao sanduíche porque as quentinhas servidas no almoço pela organização do evento para representantes de cerca de 15 etnias estavam estragadas.
A denúncia foi feita durante um debate sobre soberania alimentar, no Aterro do Flamengo, durante evento paralelo à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). Os índios receberam as marmitas com arroz, macarrão, feijão e carne estragados, que foram recusadas imediatamente pelas lideranças. Não há relatos de doentes.
Da etnia Yanomami, o índio Kopenão, de Roraima, disse que ficou indignado ao receber a marmita com alimentos podres. “Não é comida para cachorro, é comida contaminada que se dá para os indígenas”, reclamou. “Somos seres humanos. Nem animal comia aquilo”. Segundo ele, a carne estava ruim e dava para sentir o cheiro ao abrir a quentinha. “Vimos na hora”, completou.
Liderança da Aldeia Guaxuma, de Porto Seguro (BA), Mucaxo Pataxó também estava entre os que receberam o almoço estragado. “Não comi porque dava para reconhecer. Como representante dos nossos parentes aqui, na hora vi a comida não dava para comer e devolvi. A gente tem costume de coisa boa, apesar de ser índio. Por que tratam a gente assim?”
Se dizendo muito aborrecido, o representante da etnia Xerente, Srewe, de Tocantins, um dos que participou do protesto durante a tarde, contou que foi preciso interromper o debate para relatar a grave situação. “Desde ontem (16) já tinha reclamação que a comida não era de qualidade. Hoje, infelizmente, os povos indígenas não aguentaram. Não estamos acostumados a isso.”
Responsável pelo Acampamento Terra Livre, inaugurado para 1,7 mil índios na última sexta-feira (15), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) informou que suspendeu o contrato com a empresa fornecedora do almoço. Para o jantar deste domingo, e para as demais refeições até dia 22, outra empresa foi contratada às pressas. As informações são da Agência Brasil.









