A Gente diz

Presidente do Olodum defende fim da greve de professores; APLB manterá movimento até nova proposta do governo

Presidente do Olodum defende fim da greve de professores; APLB manterá movimento até nova proposta do governo

por Juliana Almirante / Patrícia Conceição

Fotos: Lucas Franco e Tiago Melo / Bahia Notícias

No dia em que a greve dos professores da rede estadual de ensino completa 59 dias, sexta-feira (8), o presidente do Olodum, João Jorge, destacou os prejuízos da juventude negra, principalmente os alunos que cursam o terceiro ano do Ensino Médio, com a manutenção da greve dos docentes. Apesar de defender a legitimidade da paralisação, ele clama pela resolução do impasse o quanto antes. “A comunidade negra, que é a maior parte da escola pública, é atendida por uma rede que já tem problemas. […] É óbvio que os alunos que podem entrar na universidade com cotas são prejudicados. É a hora de sentar governo e APLB e resolver a situação”, avaliou em entrevista ao Bahia Notícias. Jorge argumenta que o movimento negro é solidário à campanha da categoria, enquanto meio de desenvolver e ajudar a educação pública, mas aponta a extensão da greve como o principal problema. “Como é longa, ela perde o sentido politicamente”, pondera.

Apesar dos apelos do presidente do Olodum, o andamento das negociações entre governo e docentes não aponta para um cenário positivo. O comando de greve volta a se reunir neste sábado (9), mas o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, já adianta que, se o governo não avançar nas propostas, a decisão da assembleia agendada para a próxima terça (12) será pela continuidade da paralisação. “O governo apresentou nova proposta? Não. Se isso não acontecer até a próxima assembleia a greve continua. A essa altura do mês, se não tiver novidade, o movimento vai acabar entrando pelo São João”, declarou nesta sexta (8), direto da Praça da Piedade, onde os professores realizam um bazar com roupas, livros e utensílios a R$ 1,99. Questionado pelo Bahia Notícias se o comando de greve pretende adotar uma postura diferente em relação aos alunos que prestarão vestibular no final do ano ou se tem pensado em medidas para diminuir os impactos negativos nesse caso, o presidente da APLB foi enfático. “Não estamos pensando em nada, apenas em manter a greve se não houver nova proposta”, arrematou.

Artigo: BOLA PELAS COSTAS

                                                 

 

                                                                                                                                                                 Paulo Pires

 

O futebol sempre foi um excelente fornecedor de expressões lingüísticas para o brasileiro entender um pouco do que se passa no campo da política.

Dito isso, pode-se dizer que a expressão “bola pelas costas” ajuda o povão, ou seja, contribui enormemente para que as grandes massas entendam o momento atual de nossa política como um todo. Em particular ajuda na compreensão da política eleitoral desta cidade de Vitória da Conquista.

Política é um cenário disforme, controverso, mutante.  Exige dos seus agentes muita perspicácia, intensa acuidade visual senão perde-se a perspectiva do que está se passando à sua frente (ou por trás). Os instantâneos políticos já foram comparados ao aspecto gasoso das nuvens (comparação essa muito bem aceita).

Política e nuvens mudam a cada segundo. A gente olha e as vê de um jeito. Após alguns segundos ei-las totalmente diferentes. Cabe perguntar: Política é ciência ou ilusão? Ora, se levarmos em conta suas mudanças, diríamos que é mais sugestivo pensá-la como algo onírico, transitório. Mas há discordâncias. Vale lembrar que em algumas de nossas Universidades existem cursos de Ciências Políticas. Ninguém se arvora a dizer que Política não é ciência, embora alguns considerem essa atividade mais relacionada ao campo das Artes.

Ciência, claro, também é algo mudável. Mas pelo menos sustenta hipóteses durante algum tempo. O que hoje é científico pode não ser futuramente. Devemos assinalar, todavia, que a transitoriedade da ciência não é tão acentuada quanto à da política. Muitos enunciados científicos sobrevivem séculos. Em política, enunciados ou conceitos são sempre duvidosos, questionáveis. A maioria deles não resiste muito tempo quando submetidos à verificação ou realidade dos fatos.

A rigor não há conceitos inquestionáveis para explicar “um cenário político”. Quem seria tão imprudente? Quem se arvoraria a afirmar – com segurança – o que vai ocorrer amanhã no campo da política? Ninguém. Os que se julgam ou mostrarem-se afirmativos nesse campo não passam de presunçosos.

Em Conquista os candidatos se movimentam para receber “apoios”. Convém adverti-los sobre o seguinte: A maioria desses apoios deve ser avaliada com serenidade. Fulano de tal do Partido Xis diz que agora vai apoiar tal candidatura. Quando se procura a densidade desse apoio o suposto beneficiário se decepciona. O tal apoiador não tem bala na agulha. Esse apoio é meramente pautado em interesses financeiros ou empregatícios.

Outros são até piores. Dizem que vão apoiar tal candidato (na presença do dito cujo).  Quando esse dá as costas, o cara diz bem alto: “Vocês acham que sou maluco?”.  Pior é que esse mesmo sujeito debanda para o concorrente mais forte e torna-se desse um dos aliados mais exaltados. Temos esse tipo em grande quantidade. É um oportunista de carteirinha. Não vale uma Cibalena, como diria nosso amigo Hilário.

Desprezível também é a criatura que vive a iludir candidatos. Estes, cegos pela ambição política, não o percebe e pensa que está com a bola toda. Na realidade está recebendo bola pelas costas. Quem conhece futebol sabe que a tal bola pelas costas é um dos lances mais indigestos para o atleta aceitar psicologicamente. Ela passa por cima, o cara fica bobo embaixo vendo-a passar, não pode alcançá-la com a cabeça, nem pode segurá-la com as mãos porque cometeria falta e acaba sentindo-se um sujeito  totalmente abobalhado dentro do jogo.

Pobre candidato desavisado.  Quando se dá conta vê o adversário indo em direção ao Gol. Corre atrás dele, desengonçado, desesperado, quase arrancando os cabelos, chorando internamente, sentindo o mundo ruir aos pés.  Falta-lhe, respiração, fôlego. A arquibancada explode em apupos e o culpa.  O infortúnio se aproxima.

Aquela bola pelas costas mata qualquer um. Triste daquele que em um jogo a recebe. Morre culpando-se pela falta de percepção da realidade. Confiança demasiada em outras pessoas. Confiança e despreparo no trato com outros companheiros.  Tudo se resume  naquela naquele lance. E que lance…

            Nada pior para uma pessoa do que se sentir abobalhada. Bola pelas costas tem esse  poder. Faz a gente se sentir traído, ludibriado, enganado, um tolo. Que não se engane o candidato: O que mais existe na Política são elas. Prepare-se, examine-se, analise os companheiros (ou falsos companheiros) senão vai acabar levando-a a todo instante. É triste dizer, mas em política eleitoral esse lance existe em demasia… Bola pelas costas…

Médium que ‘operou’ Lula usou jato de Cachoeira

 

Ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva –

O PSDB ameaça levar à CPI do Cachoeira um caso que em tese pode constranger o ex-presidente Lula. Tucanos dizem que o médium João de Deus, de Abadiânia (GO), teria ido a São Paulo em um jatinho obtido graças à interferência do bicheiro, para a “operação espiritual” em Lula no hospital Sírio-Libanês, durante tratamento contra o câncer. Mas não há indícios de que Lula tenha tomado conhecimento do voo. O pedido do jato para a viagem de João de Deus teria sido articulado pelo ex-vereador tucano Wladimir Garcez (GO), ligado a Cachoeira. Deputados tucanos afirmam que foi um correligionário, o empresário e suplente de senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) quem cedeu o jato. Na primeira entrevista, ao final do tratamento, Lula desconversou sobre a visita do médium: “Não o procurei porque não conhecia as pessoas”. Sexta-feira é o Dia Mundial dos Oceanos, celebrado há 20 anos desde a conferência Rio 92. Também é o Dia Mundial da Saudade. (Blog do Claudio Humberto)

Justiça Federal manda Caixa quitar contratos habitacionais até 1987

Os mutuários da Caixa Econômica Federal (Caixa) com contratos de financiamento habitacional, com cobertura do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), celebrados até 31 de dezembro de 1987, e cuja última prestação já tenha sido paga e ainda têm saldo residual, terão seus contratos quitados e ainda receberão de volta o que pagaram desde outubro de 2000. A decisão, da 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, julgou favorável apelação proposta pela Associação Brasileira dos Mutuários de Habitação (AMBH), que pedia a quitação dos contratos com essas características que tenham cobertura do Fundo de Compensação de Variações Salariais. A associação já tinha recebido uma sentença desfavorável em primeiro grau, mas foi atendida pela 5ª Turma do tribunal no pedido de apelação. Os desembargadores entenderam que cobrir saldos residuais de financiamentos cuja última prestação já tenha sido paga é uma das finalidades do fundo. Além disso, embasados por uma medida provisória convertida em lei em outubro de 2000, a 5ª Turma também determinou à Caixa e à Empresa Gestora de Ativos (Emgea) que devolvam os valores eventualmente cobrados e efetivamente pagos pelos mutuários a partir da edição da medida provisória. As duas instituições têm prazo de 60 dias para cumprirem a decisão, sob pena de pagarem multa de R$ 1 mil por dia de atraso.

Polícia Federal apura o desvio de mais de R$ 100 milhões do Banco do Nordeste

Leopoldo Mateus, Época

No auge do escândalo do mensalão, em julho de 2005, nenhum caso chamou tanta atenção quanto os “dólares na cueca”, que levaram à renúncia de José Genoino à presidência do Partido dos Trabalhadores. Um assessor parlamentar do então deputado estadual cearense José Guimarães (PT), irmão de Genoino, foi detido pela Polícia Federal, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Em suas roupas de baixo, havia US$ 100 mil em espécie. As investigações indicaram na ocasião que o dinheiro era propina recebida pelo então chefe de gabinete do Banco do Nordeste (BNB) e ex-dirigente do PT, Kennedy Moura, para acelerar empréstimos no banco. Passados sete anos, uma auditoria interna do banco e outra da Controladoria-Geral da União, obtidas por ÉPOCA, revelam um novo esquema de desvio de dinheiro. Somente a empresa dos cunhados do atual chefe de gabinete, Robério Gress do Vale, recebeu quase R$ 12 milhões. Sucessor de Kennedy, Vale foi o quarto maior doador como pessoa física para a campanha de 2010 do hoje deputado federal José Guimarães. Leia mais no site da revista Época.

Governo prepara campanha para estimular a adoção de crianças

Ministros Gilberto Carvalho, Ayres Brittoe Carmen Silveira de Oliveira na abertura do 17º Encontro Nacional de Apoio à Adoção (Foto: Valter Campanato/ABr)

Brasília – Pai de duas filhas adotivas, de 7 anos e 9 anos, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, defendeu hoje (7) mais agilidade nos processos de adoção de crianças no Brasil. “Temos que buscar simplificar os procedimentos e dotar as varas da Infânciae todo o processo [para adoção] de gente com qualificação suficiente. Fiquei três anos na fila da adoção, há gente que fica cinco anos, seis anos e há tantas crianças que precisam ser adotadas”, disse o ministro.De acordo com Gilberto Carvalho, que participou da abertura do 17° Encontro Nacional de Apoio à Adoção, representando a presidenta Dilma Rousseff, o governo tem adotado medidas para facilitar os trâmites e está preparando uma campanha nacional para estimular a adoção de crianças e adolescentes. “A presidenta Dilma se comprometeu a fazer uma grande campanha nacional de adoção, o grande trabalho de conscientização da maravilha que é a adoção, de criar uma cultura da refamiliarização das crianças.”

A melhoria dos abrigos e a redução do tempo de espera na fila de adoção para pais e crianças também fazem parte da política do governo. Em carta lida por Carvalho, a presidenta disse que as crianças que vivem fora do convívio familiar estão entre os grupos mais vulneráveis e que tem trabalhado para melhorar essas condições. “Desde o primeiro dia do meu mandato, temos fortalecido as ações e políticas de atenção e proteção às nossas crianças e aos nossos jovens, principalmente os mais pobres.”

Na carta, Dilma louva o slogan “Unir para Cuidar” e parabeniza os organizadores do encontro. “Debater e criar ações de estímulo à adoção nos permitirá dar novos passos na garantia dos direitos de milhares de crianças e adolescentes brasileiros que vivem nas instituições de acolhimento em todo o país.”

Segundo o ministro, o principal entrave a ser vencido é o tempo de espera e a solução para resolver esse problema é um parceria entre os Três Poderes.  “O Executivo e o Judiciário, sempre com o apoio do Legislativo, podem ajudar a resolver essa questão e acelerar esse processo. O que é feito hoje em três anos, quatro anos, pode perfeitamente ser realizado em um ano, sem que se rompam os procedimentos necessários, porque a adoção é cercada de cuidados.”

Empenho – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, que também participou do evento, prometeu se empenhar para reduzir o tempo e a burocracia nos processos de adoção. “Em nome do Judiciário brasileiro, compreendendo de modo especial o STF e o Conselho Nacional de Justiça, essas duas instituições que são casas de fazer destino, me coloco à disposição para colaborar e contribuir para facilitar os processos judiciais de adoção. A adoção é um direito que tem a criança de permanecer a um grupo familiar”, disse.

O professor Leonardo Boff partilha da opinião de Carvalho e de Britto e defende mecanismos mais ágeis para facilitar às crianças o acesso a uma família. “Às vezes demoram quatro anos ou cinco anos para que se crie a condição de adoção, as crianças já estão grandes e as pessoas desistem. A esperança é que a Justiça se mobilize para tornar o mais rápido possível a realização de um direito, que é ter uma família.”

 

 

Iolando Lourenço e Luana Lourenço
Repórteres da Agência Brasil

Ministros da Educação do Mercosul querem índice regional de avaliação

 

Agência Brasil

 

 

Ministros da Educação de países do Mercosul defenderam hoje (7) a criação de um índice de avaliação da qualidade educacional específico para países da América Latina, em contraponto ao Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), avaliação internacional feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O Pisa é aplicado a cada três anos e avalia o conhecimento de estudantes de 15 anos de idade em matemática, leitura e ciências. Em 2009, participaram 65 países e o Brasil ficou em 54° lugar.

Para os ministros do Mercosul, que participam da 42ª Reunião de Ministros da Educação do bloco, em Buenos Aires, é preciso criar um índice de avaliação que considere condições regionais. A proposta, apresentada pelo ministro argentino Alberto Sileone, teve apoio de representantes do Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia, Peru, Equador e Venezuela.

O ministro Aloizio Mercadante defendeu, na abertura da reunião, que os colegas do bloco também criem uma comissão para discutir os critérios de avaliação do Pisa, como a metodologia e a seleção de questões aplicadas em cada país.

Mercadante também sugeriu, de acordo com o Ministério da Educação, a criação de novos programas de bolsas de estudo para estudantes do Mercosul, a troca de material pedagógico e um programa de intercâmbio para professores da educação básica entre os países do bloco.

Publicada: 07/06/2012 17:52| Atualizada: 07/06/2012 17:50

Em referendo, professores da Ufba decidem não entrar em greve

O referendo promovido pela Associação dos Professores Universitários da Bahia (Apub) decidiu pela não paralisação das atividades dos docentes na Universidade Federal da Bahia (Ufba), Institutos Federais da Bahia (IFBAs), e Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A votação começou na terça-feira e terminou nesta quarta-feira. Dos 813 votos, 415 foram contra a greve e 390 a favor, quatro brancos e quatro nulos. Em nota, a Apub diz que “portanto, todos os professores e professoras devem continuar a desenvolver suas atividades normalmente”. Em assembleia geral realizada no último dia 29, no Pavilhão de Aulas da Federação (PAF 1), a categoria decidiu pela deflagração da greve. A Apub, no entanto, não reconheceu a paralisação de imediato e convocou um referendo. Na ocasião, a associação relatou que a deflagração da greve por tempo indeterminado seria decidida através da votação. Caso contrário, poderia ser considerada ilegal e os docentes seriam “obrigados a voltar ao trabalho, inclusive com corte em seus vencimentos”. Em contrapartida, o comando da greve considera a votação ilegítima sob o argumento de que o estatuto do sindicato define que o referendo só pode ser convocado por Assembleia Geral e não pela diretoria da Apub. (Correio)

CACULÉ: PT QUER QUEBRAR HEGEMONIA DE LUCIANO

João Cavalcanti aparece ao lado Presidente do PT em Caculé, Evaldo Garcia e do pré-candidato petista, Umberto Paulo. (Foto: Aloísio Costa).

O bilionário empresário e geólogo João Cavalcanti anunciou o seu apoio incondicional ao pré-candidato à prefeitura de Caculé, no sudoeste baiano, Umberto Paulo (PT), que é seu primo. Cavalcanti é conhecido como um dos vinte homens mais influentes do país, cujas atividades são ligadas à exploração de minério. Já Umberto, que esteve à frente da administração municipal no período de 1983 a 1988, pretende retornar ao cargo, pois acredita ter condições reais na disputa. “Nas conversas com os nossos eleitores estamos sentindo uma aceitação muito boa do meu nome como provável candidato de oposição. Tenho trabalhos prestados e o povo sabe reconhecer isso. Vamos seguir confiantes e trabalhar bastante para que em outubro possamos colher os frutos”, ressaltou o pré-candidato petista ao Informe Cidade. O PT de Caculé, que vai realizar a sua convenção neste mês, visa tentar quebrar a hegemonia liderada pelo atual prefeito da cidade, Luciano Ribeiro (DEM), apontado como um dos melhores e mais atuantes prefeitos da Bahia.

Presidente licenciado do IDSB, Eduardo Moraes, fala sobre as Eleições 2012 em entrevista

O presidente licenciado do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Baiano (IDSB), Eduardo Moraes (PC do B), em entrevista concedida ao Jornal O Piquete Bancário, fala da sua trajetória política e de suas aspirações como candidato a vereador de Vitória da Conquista. Acompanhe:

– Fale um pouco de sua trajetória política

Eduardo Moraes: Meu pai era de uma família de pedreiros e mestres de obras, todos responsáveis pelas principais construções da cidade até meados da década de 1990. E por mais que trabalhassem, as dificuldades pareciam intransponíveis, e eu questionava muito o meu pai sobre o porquê de tantas desigualdades. Aos treze anos, em plena ditadura militar, comecei a participar das atividades de conscientização promovidas pelo Padre Luis e a Irmã Tereza, na Catedral de Nossa Senhora das Vitórias, e de lá para cá esta caminhada não parou. Passei pelo movimento estudantil, especialmente no colégio Edivaldo Flores quando fiz o curso técnico em Contabilidade, fui comerciário, ingressei em 1984 no curso de Estudos Sociais da Uesb, mas foi a partir de 1985, quando entrei para as fileiras do Partido Comunista do Brasil, agora já trabalhado no Banco Econômico, foi que passei a atuar no movimento sindical participando junto com outros companheiros e companheiras da organização e direção da maior greve realizada pelos bancários do Brasil, ainda no ano de 1985. Em seguida vieram as greves gerais de 1986. Paralelo às lutas gerais, juntamente com Miguel Felício, João Ferraz, Arnóbio Magalhães e outros, organizamos a oposição à diretoria do Sindicato dos Bancários, no final de 1986, vencemos as eleições e em 1987 assumimos a direção. Esta vitória, além de ser decisiva para fazer do sindicato uma referência nacional como entidade de luta classista, contribuiu com todos os principais momentos da história política e social do nosso município. Dirigi o sindicato por três gestões, fui fundador e dirigente do Fórum Intersindical e Popular Conquistense, acredito, o maior polo de aglutinação de todo o movimento popular da nossa cidade, que foi determinante para apoiar e transformar em vitoriosa a eleição do prefeito Guilherme Menezes em 1996, posteriormente, a quebra do monopólio do transporte coletivo em nosso município, já no governo participativo. Estive também presente na fundação da Associação de Apoio a Saúde Conquistense (Asas), responsável pela contratação dos trabalhadores do Programa de Saúde da Família e Programa de Agentes Comunitários de Saúde PACS, sendo o seu segundo presidente. A partir de  1998, começaram as discussões sobre a criação do  Banco do Povo, lá, eu participei da sua direção como secretário por duas gestões e presidente, imprimindo um processo de ampliação, automatização e valorização dos seus trabalhadores. Sou pai de cinco filhos, bancário, graduado em História e pós-graduado em Gestão Pública,  além de dirigente sindical licenciado, sou presidente do Movimento Familiar Cristão (MFC) , presidente do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Baiano (IDSB),  vice-presidente do Esporte Clube Vitória da Conquista (ECPP) e presidente do Conselho Fiscal do Banco do Povo.

– Qual a sua plataforma de campanha?

Eduardo Moraes: Como todo filho de Vitória da Conquista, carrego um exarcebado sentimento de amor por nossa cidade, por isso o nosso mandato não pode deixar de estar permeado em continuar servindo Conquista. Portanto, todas aquelas proposições do mandato ou que sejam apresentadas no legislativo pelo executivo e que sejam para o crescimento da cidade e o bem estar da nossa população, nós estaremos apoiando: educação, juventude, esporte, trabalho, saúde e qualidade de vida – estas serão as nossas principais bandeiras.

– Como o senhor avalia a atual Câmara Municipal?

Eduardo Moraes: A partir de 1997, com as vitórias sucessivas da frente de esquerda no município, o eleitorado elegeu novos vereadores que têm contribuído para moralizar o legislativo municipal. Mas é lamentável termos uma grande parcela dos eleitores que consideram sem importância escolher bem aqueles que vão representar a sua vontade na Câmara Municipal. Votam bem no prefeito, mas continuam elegendo e reelegendo os representantes das forças do atraso, que só querem ver a nossa cidade parada no tempo e assim permanecem ainda iludindo e enganando a consciência do eleitorado conquistense. Nas próximas eleições o eleitor vai eleger para prefeito Guilherme Menezes e para que Vitória da Conquista possa continuar crescendo, eleger uma bancada majoritariamente dos vereadores que estejam ao lado do prefeito e do povo, fiscalizando, mas, acima de tudo, debatendo os grandes temas coletivos de interesse da cidade.

– Durante a sua vida profissional, o senhor afirma que veio trabalhando por Conquista. Quais foram essas ações?

Eduardo Moraes: São cerca de quarenta anos servindo Conquista, na luta pela consolidação das liberdades sindicais e dos diretos dos trabalhadores, artistas, estudantes, reforma agrária, apoio às lutas das mulheres, negros. Como também por uma saúde equânime e de qualidade para todos, através da Associação de Apoio a Saúde Conquistense, a concessão de crédito produtivo e orientado para os excluídos dos grandes bancos através do microcrédito do Banco do Povo, a luta pela geração de empregos, capacitação, organização e transparência das organizações do Terceiro Setor, através da presidência do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Baiano (IDSB), que realizou em 1986 o Primeiro Encontro Estadual do Terceiro Setor, e atualmente na vice-presidência do Esporte Clube Vitória da Conquista (ECPP) e presidente do Movimento Familiar Cristão (MFC) da nossa cidade.

– Como o movimento sindical bancário contribui para a sua formação política?

Eduardo Moraes: O movimento sindical desde os seus primórdios tem sido uma escola de formação política e humana, onde a luta por solidariedade, companheirismo, igualdade de oportunidades, ética e compromisso com quem mais precisa, cola em você como profissão de fé, é como tatuagem. E mesmo tendo cursado Estudos Sociais, História e Ciências Contábeis, tenho orgulho em afirmar que a minha principal escola é o movimento sindical.

– Por que os conquistenses devem votar no candidato?

Eduardo Moraes: Além da obrigação que todo homem deve ter de um caráter irretocável, ao votarem em Eduardo Moraes, para ocupar uma cadeira na futura legislatura na Câmara de Vereadores, tenham a certeza de contar com um vereador combativo, comprometido com as transformações sociais e econômicas que farão de nossa cidade um lugar cada vez melhor de se viver onde todos que aqui residem tenham oportunidades iguais para todos, especialmente para os fracos e oprimidos. Quero levar para a Câmara a inquietude contínua em busca da inovação e toda a experiência bem sucedida na gestão participativa que se consolidou como sucesso, no Sindicato dos Bancários, na Asas, no Banco do Povo, no Fórum Baiano de Microfinanças, no ECPP, no IDSB e agora no MFC.

– Caso seja eleito no dia 7 de outubro, qual o primeiro projeto que iria defender ao entrar na Câmara?

Eduardo Moraes: São vários os projetos que pretendo defender se eleito for, além da nossa luta por emprego, esporte, saúde, educação e transporte público de qualidade, com o crescimento da nossa cidade, pretendo priorizar ações que visam integrar a nossa cidade, afinal, somos todos conquistenses independente de morar no lado leste ou oeste. Lutar junto com as comunidades  para constituir em todos os nossos bairros  espaços de lazer para as famílias que são muito carentes nesse aspecto e os centros de convivência para a terceira idade.

Fonte: O Piquete Bancário

Imagem em anexo: Blog do Eduardo Moraes

Samsung Galaxy S III chega às lojas nesta quarta-feira

Samsung Galaxy S III, lançado em 28 países na última terça-feira (Foto: Divulgação)Samsung Galaxy S III, lançado em 28 países na última terça-feira (Foto: Divulgação)

A partir do meio-dia desta quarta-feira, o Galaxy S III, esperado smartphone da Samsung com Android 4.0, já poderá ser compradopor seus ansiosos “futuros proprietários”. O aparelho será vendido pela Claro e pela TIM em ações de vendas no Shopping Morumbi, em São Paulo. A previsão é de que o aparelho chegue às principais lojas do país a partir da próxima segunda-feira, dia 11.A Claro não mencionou preços, mas a TIM, por meio de sua assessoria de imprensa, informou nesta terça que o Galaxy S III custará R$ 1.999 à vista.

Segundo a TIM, “o smartphone será comercializado desbloqueado e sem qualquer contrato de fidelização”, mas apenas os antigos e novos clientes de planos pós-pagos poderão parcelar o aparelho em 12 vezes sem juros. Se você optar por um plano pré-pago, terá que pagar o aparelho em apenas três vezes.

Na Vivo, ainda não há previsão de quando começarão as vendas do aparelho, mas ja se sabe que o S III custará R$ 1.999 à vista. Nas redes de varejo online, o telefone é vendido por aproximadamente R$ 2.100, com descontos se o cliente optar pelo pagamento à vista – Fast Shop (R$ 1,873,89), Ponto Frio (R$ 1.889,10) e Submarino (R$ 1.994,05).
A Oi ainda não se pronunciou sobre o início das vendas.

Com tela de 4,8 polegadas HD Super AMOLED, Android 4.0 e processador Exynos Quad-Core de 1,4GHz, o Galaxy S III será vendido nas cores azul e branca. Apesar da Samsung também oferecer a versão com 32 GB de armazenamento em alguns países, no Brasil as vendas deverão ficar limitadas ao smartphone com 16 GB de espaço, como aconteceu com o Galaxy S II.

As diferenças entre o Galaxy S II e o Galaxy S III são sutis: a tela é a mesma, mas ficou maior: de 4,3 polegadas para 4,8 polegadas. Uma outra mudança foi a adoção de uma nova tecnologia desenvolvida pela Corning para aumentar a resistência da tela a riscos e arranhões, apelidada de Gorilla Glass 2. A resolução, também, passou de 480 x 800 para 1280 x 720 (a mesma do Nexus). (Allan Melo, do Techtudo)

Caixa amplia para 35 anos prazo dos financiamentos habitacionais

 

O vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, fala sobre a ampliação prazo dos financiamentos habitacionais (Foto:Valter Campanato/ABr)O vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, fala sobre a ampliação prazo dos financiamentos habitacionais (Foto:Valter Campanato/ABr)

Brasília – Os mutuários que pegarem financiamentos habitacionais da Caixa Econômica Federal a partir da semana que vem terão mais cinco anos para quitarem os empréstimos. O banco ampliou o prazo do crédito habitacional de 30 anos para 35 anos.

Os empréstimos serão feitos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que opera com o dinheiro da caderneta de poupança. A instituição também reduziu as taxas de juros para essas modalidades.

Para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), as taxas caíram de 9% para 8,85% ao ano. Para os imóveis fora do SFH, os juros caíram de 10% para 9,9% ao ano. Os financiamentos do SBPE beneficiam apenas os mutuários que ganham mais de R$ 5,4 mil por mês, ou adquirirem imóveis de mais de R$ 170 mil.

O banco também ampliou o prazo dos financiamentos para a construção de casas e apartamentos com recursos da poupança. A partir da próxima semana, as construtoras e incorporadoras terão 36 meses para pagarem os empréstimos. Atualmente, o prazo corresponde a 24 meses. Os juros dessas linhas também foram reduzidos de 11,5% para 10,3% ao ano.

Para a construção de imóveis comerciais, os juros efetivos caíram de 14% para 13% ao ano. Nas operações de financiamento para a construção e aquisição de imóvel para uso próprio, a empresa pagará taxa de 12,5% ao ano, ante 13,5% cobrados atualmente. Em todos os casos, o mutuário também pagará a Taxa Referencial (TR), juros variáveis cobrados nos fibnanciamentos imobiliários. No entanto, as taxas efetivas podem ficar ainda menores se o mutuário for correntista da Caixa.

As mudanças não valem para financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que inclui o Programa Minha Casa, Minha Vida. Para essas modalidades de financiamento, o prazo continua em 30 anos. Segundo o vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, o aumento do prazo dessas linhas de crédito depende de aprovação do Conselho Curador do FGTS. “A Caixa já pediu autorização ao Conselho Curador para aumentar o prazo”.

De acordo com o vice-presidente, a Caixa estima em R$ 96 bilhões a concessão de financiamentos habitacionais neste ano, ante R$ 80 bilhões do ano passado. Até maio, o banco havia emprestado R$ 36,7 bilhões, ante R$ 25 bilhões nos cinco primeiros meses do ano passado.