A Gente diz

Presidente licenciado do IDSB, Eduardo Moraes, fala sobre as Eleições 2012 em entrevista

O presidente licenciado do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Baiano (IDSB), Eduardo Moraes (PC do B), em entrevista concedida ao Jornal O Piquete Bancário, fala da sua trajetória política e de suas aspirações como candidato a vereador de Vitória da Conquista. Acompanhe:

– Fale um pouco de sua trajetória política

Eduardo Moraes: Meu pai era de uma família de pedreiros e mestres de obras, todos responsáveis pelas principais construções da cidade até meados da década de 1990. E por mais que trabalhassem, as dificuldades pareciam intransponíveis, e eu questionava muito o meu pai sobre o porquê de tantas desigualdades. Aos treze anos, em plena ditadura militar, comecei a participar das atividades de conscientização promovidas pelo Padre Luis e a Irmã Tereza, na Catedral de Nossa Senhora das Vitórias, e de lá para cá esta caminhada não parou. Passei pelo movimento estudantil, especialmente no colégio Edivaldo Flores quando fiz o curso técnico em Contabilidade, fui comerciário, ingressei em 1984 no curso de Estudos Sociais da Uesb, mas foi a partir de 1985, quando entrei para as fileiras do Partido Comunista do Brasil, agora já trabalhado no Banco Econômico, foi que passei a atuar no movimento sindical participando junto com outros companheiros e companheiras da organização e direção da maior greve realizada pelos bancários do Brasil, ainda no ano de 1985. Em seguida vieram as greves gerais de 1986. Paralelo às lutas gerais, juntamente com Miguel Felício, João Ferraz, Arnóbio Magalhães e outros, organizamos a oposição à diretoria do Sindicato dos Bancários, no final de 1986, vencemos as eleições e em 1987 assumimos a direção. Esta vitória, além de ser decisiva para fazer do sindicato uma referência nacional como entidade de luta classista, contribuiu com todos os principais momentos da história política e social do nosso município. Dirigi o sindicato por três gestões, fui fundador e dirigente do Fórum Intersindical e Popular Conquistense, acredito, o maior polo de aglutinação de todo o movimento popular da nossa cidade, que foi determinante para apoiar e transformar em vitoriosa a eleição do prefeito Guilherme Menezes em 1996, posteriormente, a quebra do monopólio do transporte coletivo em nosso município, já no governo participativo. Estive também presente na fundação da Associação de Apoio a Saúde Conquistense (Asas), responsável pela contratação dos trabalhadores do Programa de Saúde da Família e Programa de Agentes Comunitários de Saúde PACS, sendo o seu segundo presidente. A partir de  1998, começaram as discussões sobre a criação do  Banco do Povo, lá, eu participei da sua direção como secretário por duas gestões e presidente, imprimindo um processo de ampliação, automatização e valorização dos seus trabalhadores. Sou pai de cinco filhos, bancário, graduado em História e pós-graduado em Gestão Pública,  além de dirigente sindical licenciado, sou presidente do Movimento Familiar Cristão (MFC) , presidente do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Baiano (IDSB),  vice-presidente do Esporte Clube Vitória da Conquista (ECPP) e presidente do Conselho Fiscal do Banco do Povo.

– Qual a sua plataforma de campanha?

Eduardo Moraes: Como todo filho de Vitória da Conquista, carrego um exarcebado sentimento de amor por nossa cidade, por isso o nosso mandato não pode deixar de estar permeado em continuar servindo Conquista. Portanto, todas aquelas proposições do mandato ou que sejam apresentadas no legislativo pelo executivo e que sejam para o crescimento da cidade e o bem estar da nossa população, nós estaremos apoiando: educação, juventude, esporte, trabalho, saúde e qualidade de vida – estas serão as nossas principais bandeiras.

– Como o senhor avalia a atual Câmara Municipal?

Eduardo Moraes: A partir de 1997, com as vitórias sucessivas da frente de esquerda no município, o eleitorado elegeu novos vereadores que têm contribuído para moralizar o legislativo municipal. Mas é lamentável termos uma grande parcela dos eleitores que consideram sem importância escolher bem aqueles que vão representar a sua vontade na Câmara Municipal. Votam bem no prefeito, mas continuam elegendo e reelegendo os representantes das forças do atraso, que só querem ver a nossa cidade parada no tempo e assim permanecem ainda iludindo e enganando a consciência do eleitorado conquistense. Nas próximas eleições o eleitor vai eleger para prefeito Guilherme Menezes e para que Vitória da Conquista possa continuar crescendo, eleger uma bancada majoritariamente dos vereadores que estejam ao lado do prefeito e do povo, fiscalizando, mas, acima de tudo, debatendo os grandes temas coletivos de interesse da cidade.

– Durante a sua vida profissional, o senhor afirma que veio trabalhando por Conquista. Quais foram essas ações?

Eduardo Moraes: São cerca de quarenta anos servindo Conquista, na luta pela consolidação das liberdades sindicais e dos diretos dos trabalhadores, artistas, estudantes, reforma agrária, apoio às lutas das mulheres, negros. Como também por uma saúde equânime e de qualidade para todos, através da Associação de Apoio a Saúde Conquistense, a concessão de crédito produtivo e orientado para os excluídos dos grandes bancos através do microcrédito do Banco do Povo, a luta pela geração de empregos, capacitação, organização e transparência das organizações do Terceiro Setor, através da presidência do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Baiano (IDSB), que realizou em 1986 o Primeiro Encontro Estadual do Terceiro Setor, e atualmente na vice-presidência do Esporte Clube Vitória da Conquista (ECPP) e presidente do Movimento Familiar Cristão (MFC) da nossa cidade.

– Como o movimento sindical bancário contribui para a sua formação política?

Eduardo Moraes: O movimento sindical desde os seus primórdios tem sido uma escola de formação política e humana, onde a luta por solidariedade, companheirismo, igualdade de oportunidades, ética e compromisso com quem mais precisa, cola em você como profissão de fé, é como tatuagem. E mesmo tendo cursado Estudos Sociais, História e Ciências Contábeis, tenho orgulho em afirmar que a minha principal escola é o movimento sindical.

– Por que os conquistenses devem votar no candidato?

Eduardo Moraes: Além da obrigação que todo homem deve ter de um caráter irretocável, ao votarem em Eduardo Moraes, para ocupar uma cadeira na futura legislatura na Câmara de Vereadores, tenham a certeza de contar com um vereador combativo, comprometido com as transformações sociais e econômicas que farão de nossa cidade um lugar cada vez melhor de se viver onde todos que aqui residem tenham oportunidades iguais para todos, especialmente para os fracos e oprimidos. Quero levar para a Câmara a inquietude contínua em busca da inovação e toda a experiência bem sucedida na gestão participativa que se consolidou como sucesso, no Sindicato dos Bancários, na Asas, no Banco do Povo, no Fórum Baiano de Microfinanças, no ECPP, no IDSB e agora no MFC.

– Caso seja eleito no dia 7 de outubro, qual o primeiro projeto que iria defender ao entrar na Câmara?

Eduardo Moraes: São vários os projetos que pretendo defender se eleito for, além da nossa luta por emprego, esporte, saúde, educação e transporte público de qualidade, com o crescimento da nossa cidade, pretendo priorizar ações que visam integrar a nossa cidade, afinal, somos todos conquistenses independente de morar no lado leste ou oeste. Lutar junto com as comunidades  para constituir em todos os nossos bairros  espaços de lazer para as famílias que são muito carentes nesse aspecto e os centros de convivência para a terceira idade.

Fonte: O Piquete Bancário

Imagem em anexo: Blog do Eduardo Moraes

Samsung Galaxy S III chega às lojas nesta quarta-feira

Samsung Galaxy S III, lançado em 28 países na última terça-feira (Foto: Divulgação)Samsung Galaxy S III, lançado em 28 países na última terça-feira (Foto: Divulgação)

A partir do meio-dia desta quarta-feira, o Galaxy S III, esperado smartphone da Samsung com Android 4.0, já poderá ser compradopor seus ansiosos “futuros proprietários”. O aparelho será vendido pela Claro e pela TIM em ações de vendas no Shopping Morumbi, em São Paulo. A previsão é de que o aparelho chegue às principais lojas do país a partir da próxima segunda-feira, dia 11.A Claro não mencionou preços, mas a TIM, por meio de sua assessoria de imprensa, informou nesta terça que o Galaxy S III custará R$ 1.999 à vista.

Segundo a TIM, “o smartphone será comercializado desbloqueado e sem qualquer contrato de fidelização”, mas apenas os antigos e novos clientes de planos pós-pagos poderão parcelar o aparelho em 12 vezes sem juros. Se você optar por um plano pré-pago, terá que pagar o aparelho em apenas três vezes.

Na Vivo, ainda não há previsão de quando começarão as vendas do aparelho, mas ja se sabe que o S III custará R$ 1.999 à vista. Nas redes de varejo online, o telefone é vendido por aproximadamente R$ 2.100, com descontos se o cliente optar pelo pagamento à vista – Fast Shop (R$ 1,873,89), Ponto Frio (R$ 1.889,10) e Submarino (R$ 1.994,05).
A Oi ainda não se pronunciou sobre o início das vendas.

Com tela de 4,8 polegadas HD Super AMOLED, Android 4.0 e processador Exynos Quad-Core de 1,4GHz, o Galaxy S III será vendido nas cores azul e branca. Apesar da Samsung também oferecer a versão com 32 GB de armazenamento em alguns países, no Brasil as vendas deverão ficar limitadas ao smartphone com 16 GB de espaço, como aconteceu com o Galaxy S II.

As diferenças entre o Galaxy S II e o Galaxy S III são sutis: a tela é a mesma, mas ficou maior: de 4,3 polegadas para 4,8 polegadas. Uma outra mudança foi a adoção de uma nova tecnologia desenvolvida pela Corning para aumentar a resistência da tela a riscos e arranhões, apelidada de Gorilla Glass 2. A resolução, também, passou de 480 x 800 para 1280 x 720 (a mesma do Nexus). (Allan Melo, do Techtudo)

Caixa amplia para 35 anos prazo dos financiamentos habitacionais

 

O vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, fala sobre a ampliação prazo dos financiamentos habitacionais (Foto:Valter Campanato/ABr)O vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, fala sobre a ampliação prazo dos financiamentos habitacionais (Foto:Valter Campanato/ABr)

Brasília – Os mutuários que pegarem financiamentos habitacionais da Caixa Econômica Federal a partir da semana que vem terão mais cinco anos para quitarem os empréstimos. O banco ampliou o prazo do crédito habitacional de 30 anos para 35 anos.

Os empréstimos serão feitos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que opera com o dinheiro da caderneta de poupança. A instituição também reduziu as taxas de juros para essas modalidades.

Para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), as taxas caíram de 9% para 8,85% ao ano. Para os imóveis fora do SFH, os juros caíram de 10% para 9,9% ao ano. Os financiamentos do SBPE beneficiam apenas os mutuários que ganham mais de R$ 5,4 mil por mês, ou adquirirem imóveis de mais de R$ 170 mil.

O banco também ampliou o prazo dos financiamentos para a construção de casas e apartamentos com recursos da poupança. A partir da próxima semana, as construtoras e incorporadoras terão 36 meses para pagarem os empréstimos. Atualmente, o prazo corresponde a 24 meses. Os juros dessas linhas também foram reduzidos de 11,5% para 10,3% ao ano.

Para a construção de imóveis comerciais, os juros efetivos caíram de 14% para 13% ao ano. Nas operações de financiamento para a construção e aquisição de imóvel para uso próprio, a empresa pagará taxa de 12,5% ao ano, ante 13,5% cobrados atualmente. Em todos os casos, o mutuário também pagará a Taxa Referencial (TR), juros variáveis cobrados nos fibnanciamentos imobiliários. No entanto, as taxas efetivas podem ficar ainda menores se o mutuário for correntista da Caixa.

As mudanças não valem para financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que inclui o Programa Minha Casa, Minha Vida. Para essas modalidades de financiamento, o prazo continua em 30 anos. Segundo o vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, o aumento do prazo dessas linhas de crédito depende de aprovação do Conselho Curador do FGTS. “A Caixa já pediu autorização ao Conselho Curador para aumentar o prazo”.

De acordo com o vice-presidente, a Caixa estima em R$ 96 bilhões a concessão de financiamentos habitacionais neste ano, ante R$ 80 bilhões do ano passado. Até maio, o banco havia emprestado R$ 36,7 bilhões, ante R$ 25 bilhões nos cinco primeiros meses do ano passado.

MEC anuncia novos cursos de medicina no Estado

Aloizio Mercadante (PT), ministro da Educação

O ministro da Educação Aloizio Mercadante anunciou, na terça-feira, em Brasília, a criação de mais quatro novos cursos federais de medicina na Bahia. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, serão contempladas a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufoba), em Barreiras, e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSBA), em Teixeira de Freitas, com 80 vagas cada. A Universidade do Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), com sede em Paulo Afonso, terá mais 40 vagas e a Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), em Santo Antônio de Jesus, mais 60 vagas, totalizando 260 novas vagas medicina. Com a expansão anunciada, a Bahia sai de 160 para 420 vagas para medicina ofertadas por instituições federais. Até o final de 2013, todas as vagas já devem estar implantadas. Em nota, o secretário de Saúde da Bahia, Jorge Solla, disse que o anúncio do MEC “irá facilitar sobremaneira a expansão da rede de assistência à população baiana”. Além destes quatro cursos federais, o MEC também anunciou a abertura do curso de medicina da Universidade de Salvador (UNIFACS), em Salvador, com 100 vagas. (G1)

Insatisfeitos com Wagner, médicos da rede estadual suspendem atendimento

 

O secretário Jorge Solla participou da assembleia. Falou, falou, e não final não convenceu a ninguém. Resultado: médicos do Estado estão parados (Foto: Divulgação/Sindimed-Ba)O secretário Jorge Solla participou da assembleia. Falou, falou, e não final não convenceu a ninguém. Resultado: médicos do Estado estão parados (Foto: Divulgação/Sindimed-Ba)

Da redação do JM

Salvador – Sem professores e agora também sem médicos. Isto mesmo. Cerca de 4 mil profissionais da rede estadual vão cruzar os braços hoje e amanhã numa greve de advertência ao governo Jaques Wagner. Segundo nota do Sindimed-Ba, os médicos “não aguentam mais a remuneração aviltante e a precariedade das condições de atendimento”.

Estão suspensos todos os atendimentos eletivos. Os atendimento de urgência e emergência, no entanto, funcionarão normalmente. A paralisação foi decidida no último dia 30 numa assembleia que contou com a participação inclusive do secretário da Saúde, Jorge Solla. O secretário apresentou a proposta do governo de recomposição da remuneração dos médicos da Sesab, mas segundo nota do Sindimed, “não convenceu a ninguém”.

No Ratinho, Lula rói a Lei Eleitoral, os fatos e o bom senso

Ratinho entrevista LulaRatinho entrevista Lula

REINALDO AZEVEDO

Há dias a transgressão à Lei Eleitoral estava anunciada. Lula daria a sua primeira entrevista depois de deixar a Presidência da República ao Programa do Ratinho, do SBT. O SBT é a emissora do empresário e ex-banqueiro Silvio Santos, cujo banco, o Panamericano, quebrou, deixando um rombo de R$ 4,3 bilhões na praça. Isso deveria lhe ter custado o patrimônio pessoal e empresarial. Mas saiu ileso, sem gastar um centavo. O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu um jeitinho. Foi um dos maiores escândalos financeiros do país. Voltarei ao ponto mais abaixo.

Pois bem: os petistas anunciavam, e a imprensa noticiava: a “entrevista” ao apresentador Ratinho será a primeira de uma série de aparições do ex-presidente em programas de TV para tentar catapultar a candidatura de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo. Ou por outra: o desrespeito à Lei Eleitoral estava sendo, por espantoso que pareça, anunciado. Fazia-se a crônica do crime antes mesmo de ele acontecer.

E assim se deu. Só não se esperava que pudessem ir tão longe — aposta sempre perdida quando se trata de Lula. E foram! Haddad, em pessoa, apareceu a tiracolo, para ter suas virtudes exaltadas por Lula e para tentar, ele mesmo, com peculiar ruindade, vender o seu peixe. Um escracho! Um acinte! Um deboche! A maracutaia que livrou a cara e o bolso de Silvio Santos vivia ali mais um capítulo das compensações, da política do “é dando que se recebe”.

Ataque boçal e antidemocrático
Lula — com o concurso do SBT, é evidente! — não foi além do aceitável apenas quando apareceu com seu candidato, um notável desajeitado, que mal escondia a condição de boneco de mamulengo. A certa altura do programa, Ratinho perguntou — com aquela falsa espontaneidade que, admita-se, o apresentador encarna muito bem — se o petista admitia voltar a se candidatar à Presidência da República. Depois de afirmar, obviamente, que Dilma tentará a reeleição, que está fazendo um trabalho extraordinário, não se conteve: “Se ela não quiser ser candidata, vou ser. Não vou permitir que um tucano volte a ser presidente do Brasil”.

Ainda que a resposta pareça banal na sua boca e, até certo ponto, esperada, é bom que se destaque: não há democracia respeitável no mundo que aceite uma intervenção como essa. Lula transforma um dos partidos de oposição num anátema, como se, na Presidência, tivesse feito um mal ao Brasil. É essa abordagem verdadeiramente criminosa que o petismo tem da política que me causa — a mim e a quantos possam prezar o regime democrático — repúdio. Ratinho, com Haddad ali presente, numa programa que tinha justamente o objetivo de tirá-lo da obscuridade eleitoral, não perdeu tempo. Olhou para as câmeras e disparou:
— Zé Serra, cê tá ralado!

O empresário Ratinho, dono de concessões de emissoras de televisão, de tonto só tem o andado e o jeitão. É espertíssimo. Sabe que o tucano José Serra é candidato à Prefeitura de São Paulo e, pois, adversário de Haddad, não à Presidência. Mas estava ali prestando um serviço. Lula havia dado a Silvio Santos, afinal, quando fez a maracutaia do Panamericano, bem mais do que aquilo. A dívida, aliás, é impagável!

Pagando a rabada de Ratinho com a rabada do povo
Lula está com a aparência doentia, ainda bastante inchado e rouco, mas o caráter, o que ele tem, já está cem por cento. Nos primeiros instantes de programa, contou que havia prometido a entrevista ao apresentador porque eram amigos pessoais: “Já comi rabada na casa do Ratinho, e o Ratinho comeu rabada na Granja do Torto”.

O valor de uma e de outra é certamente irrisório, mas não o simbolismo. O apresentador pagou a iguaria que ofereceu a Lula com seu próprio dinheiro, e Lula pagou a que ofereceu a seu amigo com o nosso. Mutatis mutandis (e põe uma montanha de “mutandis” aí…), o acordão do Panamericano foi uma rabada pública de dimensões pantagruélicas! Mas ainda não é a hora de falar disso. Sigamos.

O país de Lula é assim, fraterno, feito de amizades, compadrios, arranjos, acertos, conversas ao pé do ouvido, transgressões legais, artimanhas, manhas, arranjos à socapa, ilegalidades à sorrelfa, cochichos… À guisa ainda do troca-troca de rabadas, repetiu uma das divisas da República da Companheirada:
“Eu costumo dizer que um irmão nem sempre é um grande companheiro, mas que um companheiro é sempre um grande irmão”.

Na plateia, o irmão Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo (com os cabelos tingidos, mais negros do que as asas da graúna) e, claro!, Haddad, que logo seria chamado para uma das cadeiras dos entrevistados.

O câncer e o ataque a quem tem plano de saúde privado
Aí chegou a hora da exploração eleitoreira do câncer. Lula fez digressões sobre a sua boa saúde até então, sem tomar remédios — no máximo, disse, ingeria uns Engovs para minimizar os efeitos da “marvada pinga” —, até que recebeu a notícia da doença. Fez um resumo até bem-humorado das dificuldades para, ora se não faria isto!, atacar aqueles que votaram contra a CPMF e, pasmem!, os brasileiros que têm plano privado de saúde!

O homem que se tratou num dos hospitais mais equipados e caros do mundo — teria sido tudo pago por seu plano de saúde??? — tem clara noção do contraste entre o tratamento que ele recebe e aquele dispensado por seu governo à população pobre, certo? Quem é o responsável por isso? Ora, os que votaram contra a CPMF! “Se a gente quiser que o povo tenha o tipo de tratamento que eu tive, tem de ter dinheiro”. Não! Lula não foi se tratar no SUS — que ele chegou a declarar “perto da perfeição” e a oferecer como modelo a Obama. Preferiu o Sírio-Libanês. E afirmou, de modo um tanto oblíquo, que o conjunto dos brasileiros só não tem um Sírio-Libanês para chamar de seu por culpa dos adversários.

A mentira escandalosa sobre os planos de saúde
Está, sim, um tanto alquebrado, mas, afirmei, o caráter continua o mesmo. É o que sempre digo: doença não é categoria de pensamento, não melhora ninguém. Aproveitou, ainda, para fazer caricatura dos brasileiros que pagam plano privado de saúde, que seriam uns reclamões injustos: “Quem paga o plano de saúde dele? É o estado brasileiro, que não recebe imposto!”

Trata-se de uma falsificação grosseira da verdade. Lula sabe muito bem o que é Imposto de Renda e como funciona — o governo petista bate sucessivos recordes de arrecadação. Quando o contribuinte declara os gastos de saúde está apenas — atenção! — deixando de ser tributado sobre aquele valor, mas é mentira que o estado esteja pagando alguma coisa! O coitado está efetivamente tirando um dinheiro do bolso para financiar a sua saúde e a da família.

A afirmação é uma mentira, uma vigarice! Terá a oposição prestado atenção que o petista hostilizou, com essa afirmação, milhões de brasileiros obrigados a aderir à saúde privada para fugir do “sistema quase perfeito” de Lula? Se fosse ágil, estaria amanhã nas redes sociais fazendo esse debate. Mas até acordar do sono eterno…

Aí chegou a hora de Haddad
Aí chegou a hora de Haddad. Como quem não quer nada, como se a pergunta tivesse acabado de lhe ocorrer, Ratinho indagou por que ele escolhera o ex-ministro da Educação como candidato à Prefeitura de São Paulo. E o ApeDELTA explicou que queria alguém com uma cara nova, que tinha criado o ProUni e 14 universidades federais (mais um número mentiroso!).

O candidato, então, foi chamado a integrar a mesa, como entrevistado. Tudo estava tão organizado, que havia até uma “reportagem” com uma estudante do quarto ano de medicina, financiada pelo ProUni. Ela, claro, estava gratíssima aos dois petistas. Setenta por cento das universidades federais estão em greve. Algumas delas não contam nem com sistema de esgoto. Aulas estão sendo ministradas em barracões e prédios improvisados. E isso é apenas um fato. Em 2010, formaram-se menos estudantes em universidades públicas do quem em 2004!

Exibindo notável falta de treino, um tanto desenxabido, Haddad engrolou ali um discurso segundo o qual os críticos do Bolsa Família (???) acusavam o programa de assistencialista — o que, atenção!, é falso! Lula roubou o programa do governo FHC, como já provei aqui. Antes de adotá-lo como seu, quem dizia que programas de bolsa deixava o pobre preguiçoso, “sem vontade de plantar macaxeira”, era o próprio Lula. E já estava na Presidência da República.

Indagado por que quer ser prefeito, Haddad afirmou que pretende melhorar a vida das pessoas do portão para fora — tarefa que seria da Prefeitura — porque, do portão para dentro, tudo o que aconteceu de bom aos brasileiros é obra de Lula e, vá lá, de Dilma. E teve a cara de pau de falar justamente sobre saúde, como se o governo do PT não administrasse o país, estados e cidades em que a área vive em petição de miséria. O atendimento na rede municipal de São Paulo é muito superior àquele dispensado pelo governo federal.

Lula retomou a palavra. Pelo visto, está disposto a ressuscitar a sua pantomima do arranca-rabo de classes — justo o homem que comandou o arranjo de mais de R$ 4 bilhões do Panamericano… Já chego lá! “Muita gente diz que o Lula só cuida dos pobres”… Meus Deus! Que calúnia! Muita gente diz que eu me pareço com o Brad Pitt, e eu não me ofendo… Ora, quem diz isso? Desconheço. Eu acho que o Lula cuida é mal dos pobres. O ProUni, por exemplo, com raras exceções, é o quê? Faculdade ruim, paga com dinheiro público, para os… pobres! Os ricos vão para as universidades públicas. Mas isso fica para outra hora.

SBT X Record e os evangélicos
Ali pelo fim da entrevista, algo curioso se deu. Ratinho anunciou que o Ibope do seu programa estava maior do que “o da emissora do bispo”, referindo-se à Record, de Edir Macedo, que concorre com o SBT no esforço de puxar o saco de Lula e do PT. E disse ao ApeDELTA: “Eu estive com o apóstolo Valdomiro [na verdade, é “Valdemiro”], e ele te mandou um abraço. E Lula: “Eu quero falar com ele!”. Ratinho responde: “Posso marcar?”. O petista disse que sim.

Pois é… Haddad é amplamente rejeitado, por enquanto, pelos cristãos, tanto católicos como evangélicos, por causa do kit gay preparado para as escolas e da defesa fanática que o PT faz da descriminação do aborto. Valdemiro, originalmente um desgarrado da Igreja Universal do Reino de Deus, de Macedo, é dono da Igreja Mundial do Poder, uma das pentecostais que mais crescem. E esse crescimento tem-se dado justamente sobre a Universal, tomando-lhe fiéis e pastores.

Os dois donos de igreja travam uma batalha feroz, com pesadas acusações mútuas. Macedo já pôs o, por assim dizer, “jornalismo” da Record para atacar o adversário do mercado da fé. É bem possível que Lula queira falar com o concorrente de seu amigo Macedo para promover a paz religiosa… O dono da Universal também é proprietário (!) de um partido político, o PRB, que tem, por enquanto, um candidato à prefeitura de São Paulo: Celso Russomano. Nada, certamente, que o Babalorixá de Banânia não possa resolver.

Agora o Panamericano
Em 2008, o Banco Panamericano já estava quebrado. Mesmo assim, em 2010, a Caixa Econômica Federal comprou 49% das ações da instituição. Um ano depois, estava quebrado, com um rombo de R$ 4,3 bilhões. A única saída seria Silvio Santos arcar, conforme a lei, com os seus bens pessoais e os das suas empresas. A menos que aparecesse um super-Lula no meio do caminho, como apareceu. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ficou com o espeto.

Luiz Sandoval, ex-presidente do Grupo Silvio Santos, contou tudo à Folha numa entrevista no dia 11 de março. A história de que o FGC é só dinheiro privado é conversa para boi dormir. A “sociedade” com a CEF rendeu a ignominiosa reportagem da “bolina de papel” em 2010, lembram-se? A operação salva-Silvio, rende agora a campanha eleitoral arreganhada para Haddad. Dado o tamanho do socorro — R$ 4,3 bilhões —, vem mais coisa por aí.

Os truques
É quase certo que a patranha desta quinta será lavada com convites aos demais candidatos à Prefeitura. Aposto que Serra e alguns outros serão convidados, sob o pretexto de garantir condições iguais a todos. Eles irão, claro! Mas se trata de um truque. Não haveria nada de errado em Lula conceder uma entrevista e elogiar fartamente as gestões petistas. Do mesmo modo, o candidato Haddad poderia ter sido entrevistado (outros teriam a sua chance).

A malandragem está na operação casada, no uso de um programa de TV para que Lula faça proselitismo em favor do outro, transformando uma suposta entrevista em horário eleitoral gratuito. Ratinho e o SBT puseram um programa da emissora a serviço do lançamento de uma candidatura. A propósito: caso os demais candidatos sejam convidados, devem exigir da produção “reportagens” com pessoas gratas à sua atuação pública.

“Vamos bater nos jornalistas”
Ratinho encerrou o programa fazendo um gracejo, convidando Lula para um programa em conjunto, na televisão. Seria o certo. Finalmente, a vocação de animador de auditório! O apresentador emendou: “Tem muito jornalista que bateu em você; vamos bater neles”. E Lula respondeu: “Vamos entrevistá-los“. Trata-se de um gracejo revelador, a exemplo do troca-troca das rabadas.

Políticos não entrevistam jornalistas porque estes, na sua profissão, não se candidatam a cargos públicos nem são sustentados pelo povo — há alguns que são, mas não são jornalistas, e sim paus-mandados. Lula nunca entendeu direito o trabalho da imprensa, não é? Daí que se dedique, com frequência, a tentativas de censura e intimidação.

Indagado, finalmente, e de forma indireta, sobre o caso Gilmar Mendes, o petista afirmou que não falaria a respeito se limitou a dizer: “Quem acusou que prove”!. Pois é! Só se Gilmar Mendes estivesse com um microfone na lapela. O relevante é que todo mundo sabe o que aconteceu. Não estivesse Lula ali a roer a Lei Eleitoral, os fatos, as instituições, o decoro e o bom senso, talvez um ou outro ainda pudessem ter direito à dúvida. Mas como duvidar?

Como acreditar num Lula que se dizia respeitador da lei enquanto a desrespeitava uma vez mais? O passado não quer passar. O passado quer ficar. A tradição de todas as gerações mortas insiste em oprimir como um pesadelo o cérebro dos vivos, como disse aquele…

Mãe desesperada pede ajuda através da Enternet a fim de encontrar sua filha

Pedido

Por favor, olha a foto, lê a mensagem de uma mãe desesperada e passa foto a todos seus contatos

Minha filha tem 13 anos, Ashley Flores, está desaparecida desde duas semanas. Pode acontecer que se todos passarem esta mensagem, alguma pessoa reconhecerá ela. Pessoas descobriram este método. Internet circula no mundo inteiro… por favor, passa esta mensagem a todos seus contatos. Graças a tudo isso pode-se achar minha menina.
Eu peço a todos, eu imploro a todos, por favor passe esta imagem a todas as possíveis pessoas. Ainda não é tarde por favor, me AJUDE. Sim se você tiver informação, contata-se com: [email protected] só precisa de 2 minutos necessários para fazer circular esta mensagem. Se fosse seu filho você faria até coisa impossível para obter ajuda.

Deus premiará a tua bondade

 

Glória Cedraz
(81) 9118-8889
(81) 8824-4789

“A menor distância entre
o Homem e DEUS é o próximo”.

Candidatos articulam e movimentam suas bases em vista às eleições Municipais

 

Na iminência de conquistar uma vaga no Executivo ou  Legislativo, os eventuais candidatos se articulam e movimentam no sentido de fechar posição junto aos partidos em que é filiado e, na cooptação de siglas partidárias para composição de alianças e das chapas; proporcional ou  majoritária.

Esta engenharia, a da composição de chapas geralmente  é realizada de forma surdina e exige muita perspicaz e visão dos  articuladores políticos que ensaiam as alianças e o fechamento da mesma. Que geralmente é realizada pelos atuais proponentes a candidatura ao Executivo.

Em Vitória da Conquista, o atual prefeito, o doutor Guilherme Menezes, que pensa em renovar o seu mandato, montou  a mesma estrutura que o apoio nos pleitos passados, e ainda, promete contabilizar mais apoios, incluindo, as duas lideranças que no passado faziam parte da oposição e hoje, fazem parte da Base do Governo Municipal. Trata-se – dos vereadores Joel do Caminhão PTN e Luciano Gomes PR – embora o governo sofre com o desgaste de continuadas gestões realizadas pelo grupo.

Da parte da oposição em Conquista, corre na dianteira do processo, com pontuação significativa nas pesquisas de opinião, o radialista Herzem Gusmão, que mesmo liderando o processo,  não conegue fechar posição junto as outras alas oposicionista, que também pleiteiam a vaga no executivo, em prol de seu nome.

Com a fragmentação ou desarticularão das forças oposicionistas nesse primeiro momento, em que mais duas ou três candidaturas ao executivo, também devem se posicionar e se apresentar à população – talvez o cenário possa reverter ou mesmo mudar. Definindo o processo eleitoral, no segundo turno, em que por força das circunstâncias será necessário que os grupos se entendam.

A corrida sucessória é o fato do momento, neste final de semana, ocorreram importantes encontros políticos na região do sudoeste baiano. Em destaque ao grande movimento realizado pelo O jovem Henrique Tigre, o popular Quinho, que é feliado ao PDT, em prol de sua candidatura a prefeitura do Município de Belo Campo – Ba. Quando milhares de pessoas da localidade se mobilizaram  e estiveram presente no evento,  e ainda outras tantas  do meio político que compareceram para prestigiarem o evento e apoia-lo, nessa nova  e promissora etapa da vida do pré-candidato a prefeito de Belo Campo – Quinho.

Wagner propõe antecipar reajustes e reafirma que só pagará professores se eles voltarem às aulas

Jaques Wagner ofereceu, como proposta para retomar as negociações com os professores em greve na Bahia, a antecipação de reajustes para outubro deste ano e abril de 2013. Em entrevista à TV Bahia nesta segunda-feira, o governador disse que um aumento maior do que os 6,5% concedidos este ano ultapassaria o previsto no orçamento. “Nós fizemos uma oferta para que esse reajuste fosse de 4%, em outubro de 2012, e 3%, em abril de 2013, na forma de progressão na carreira, o que representa um aumento entre 22% e 26% até 2013, incluíndo os 6,5% e 11,5% que já foram dados. Eu estou recolocando essa proposta”, disse. Segundo Wagner, o aumento de 22% pedido pelos professores e que teria sido acertado em um acordo com representantes da Secretaria de Educação extrapolaria o orçamento. “Esse ano é impossível, pois teria um impacto que não estava previsto no orçamento porque eu tenho uma Lei de Responsabilidade Fiscal para cumprir. Eu quero saber onde está intransigência, do lado de lá ou de cá”, afirmou. Leia mais no Correio.

Dilma quer acabar com aluguel de horário na TV

O governo federal prepara um pacote de medidas para fechar brechas da legislação de rádio e TV que permitiram o surgimento de um “mercado paralelo” ligado às concessões no país. A informação é da reportagem de Julio Wiziack e publicada na edição deste domingo da Folha (a íntegra da reportagem está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha). Uma das mudanças de maior impacto é a proibição expressa do aluguel de canais e de horários da programação de rádio e TV. O Ministério das Comunicações não quis comentar as mudanças e informou que o “novo marco” ainda será colocado em consulta pública.Leia a reportagem completa na Folha deste domingo, que já está nas bancas.

A Rota da Imprensa

Colunistas de Veja.com, Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, em artigos sucessivos, exigem para Lula o mesmo que a ditadura militar determinou a ele em 1980: prisão; o primeiro quer até quatro anos; seu vizinho, algemas; eles merecem rodar ao volante e na janelinha de uma viatura da Rota.

A partir de 19 de abril de 1980, em plena vigência da ditadura militar, no plantão de João Figueiredo e sob a custódia do delegado Romeu Tuma, Luiz Inácio Lula da Silva passou 30 dias no xadrez do temido Dops – o Departamento de Ordem Política e Social. A ditadura acabou, Figa e Tumão morreram e o Dops foi extinto. Mas há quem continue querendo mandar Lula para trás das grades outra vez. Mais precisamente, e não por coincidência, dois dos mais hidrófobos colunistas de Veja.com: Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, vizinhos de página virtual.

Cada um ao seu modo, Azevedo com seus jatos biliáticos e Nunes usando e se lambuzando de adjetivos, eles partiram de dois fatos isolados, sem dúvida protagonizados por Lula, para embicarem seus leitores na rota do autoritarismo. Ao mesmo tempo investigadores e juízes, fizeram como se estivessem um ao volante de uma daquelas antigas viaturas da Rota, e o outro na janelinha, para exigirem cadeia sem recurso para o que entenderam como crimes de Lula.

Reinaldo enxergou na conversa reproduzida à Veja pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, e negada à revista pelo ex-ministro Nelson Jobim, um verdadeiro atentado de Lula sobre a autonomia do Supremo – ainda que o próprio Mendes, em sua versão atrasada em 30 dias sobre o fato, mal tenha sido enfático sobre a pressão que sobre ele teria sido praticada. Para o colunista, no entanto, Lula deveria ser enquadrado imediatamente no Código Penal como quem tentou obstruir a Justiça e, assim, amargar uma pena de até quatro anos de cadeia.

Nunes, cuja pena claudica à direita num movimento que pode manchar de maneira indelével sua biografia de jornalista centrado, é sempre mais engraçado que Reinaldo, além de ter um estilo incomparavelmente melhor. Mas igualmente escorregou para a pressa e o açodamento, ao enxergar na entrevista de Lula ao Programa do Ratinho um ataque do ex-presidente à legislação eleitoral que mereceria não menos que a humilhante prisão em flagrante com algemas. Nada de reprimendas, multas ou até mesmo a cassação do candidato beneficiado, mas cadeia, xadrez, xilindró. É autoritarismo demais, né, não?

O problema dos dois colunistas não está em seu posicionamento político. Eles podem, é claro, escrever o que quiserem – a tela do computador, afinal, aceita tudo. Mas ao usarem o poder de crítica para pedir a ultrapassagem de todo os ritos democráticos legais existentes na sociedade para tratar de casos como os mencionados – e levar Lula direto de volta para a cadeia –, do primeiro ao quinto se associaram ao que a ditadura fez com o ex-presidente. O pior é que nessa rota da imprensa ainda tem mais gente querendo entrar para fazer patrulha.

Autor(a): Brasil 247
Categoria: Política

Carreta que transportava bobina de papel pega fogo no sudoeste baiano

Uma carreta que transportava bobinas de papel pegou fogo na BR -116, próximo ao entroncamento de Jaguaquara, sudoeste baiano. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal o fogo começou na noite da quinta-feira. O carregamento seguia de Camaçari, na Bahia, com destino a São Paulo. Todo material foi destruído. Ainda de acordo com a PRF o motorista percebeu as chamas e desengatou a carreta. Ele não teve ferimentos. A PRF informou ainda que as chamas continuaram durante toda a madrugada e ainda pela manhã desta sexta-feira o fogo continuava e só foi controlado com a ajuda de carros pipa. (G1)