Comunidade de Tapirema em Vitória da Conquista recebe Centro Vocacional Tecnológico
Comunidade de Tapirema recebe Centro Vocacional Tecnológico
As comunidades de Tapirema e de outros povoados próximos receberam na tarde dessa sexta-feira, 2, o Centro Vocacional Tecnológico em Cerâmica Artesanal e Estrutural/ CVT. “Os CVTs aproveitam as vocações naturais dos lugares e procuram potencializar isso. Então, esse Centro Vocacional visa trazer para o interior do município qualificação técnica na produção de materiais cerâmicos, tanto na área artesanal quanto na área estrutural. Nosso projeto é junto à Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, é uma parceria estratégica, em que visa interiorizar o desenvolvimento tecnológico aqui no município”, explicou o diretor do Instituto Federal de Educação Tecnológica/IFBA, Paulo Marinho.A inauguração do espaço foi um momento emocionante para os moradores que compareceram em grande número para ver prontas as instalações do centro, que representa a oportunidade de aperfeiçoamento técnico e desenvolvimento para toda a comunidade. “Esse Centro Vocacional Tecnológico é um equipamento importantíssimo, que nasceu da organização dos próprios trabalhadores de Tapirema.
Hoje, nós estamos entregando ao município essa conquista. Eu sei que isso será um grande sucesso”, comentou o prefeito, Guilheme Menezes.Para a presidente da Associação de Moradores de Tapirema, Marines Santos, foi um dia de gratidão: “Nós estamos muito felizes.Só temos que agradecer, tanto por nossa comunidade quanto pela região. Para nós que estamos aqui hoje, isso é a realização de um sonho. Nós temos um grupo de jovens aqui muito grande e eles ficam muito felizes de ter esse centro aqui, para eles se desenvolverem aqui no povoado”, declarou.O agente
comunitário, Arisomar Viera Gomes, morador da comunidade há 40 anos, complementa: “Nós ficamos felizes de receber uma obra no nível dessa. Com certeza isso vai trazer muitos benefícios para nossa região. Todos vão ganhar com essa conquista. Os jovens hoje estão se desenvolvendo muito e esses cursos técnicos que vêm são uma preparação para o trabalho. Um trabalho melhor, com certeza”.
Norma Lopes da Paixão, moradora de Tapirema há 12 anos, conta: “Eu estou muito feliz, porque isso aqui era a coisa que a gente mais queria, era esse centro em Tapirema. Esses cursos que a gente faz aqui, tinham antes que ser feitos em Conquista, no IFBA. Agora já podemos fazer o curso aqui. É uma vantagem boa. Eu já fiz um curso, conclui e já vou fazer
outro”.
O Centro Vocacional de Tapirema vai possibilitar a revitalização da produção de telhas e peças artesanais de cerâmica, tradicional fonte de renda da população do povoado. Com o suporte educacional do IFBA, a comunidade contará com maior profissionalização e ampliação da renda por meio do aprimoramento das técnicas e metodologia de trabalho com cerâmica em argila.
Vitória Souza Brito é uma das moradoras que já começaram a fazer os cursos profissionalizantes. Ela concluiu a primeira etapa na cidade, mas comemora o fato de que, a partir de agora, a formação está mais perto de casa, para ela e para seus vizinhos: “Eu estou muito feliz por estar aqui inaugurando hoje. Como não ficar feliz, se vai ter trabalho para todo mundo? Eu tô muito satisfeita por mim e por minha comunidade”, afirma.
Rosângela Santos Brito, 15 anos, acha divertido mexer com o barro e gosta de fazer artesanato. Por isso
se interessou, quando a vizinha a incentivou a fazer o curso oferecido pelo IFBA, antes mesmo da construção do Centro Vocacional. A estudante já terminou a primeira etapa do curso. Sobre cursar as próximas no novo prédio, ela confessa: “Eu tô muito animada para começar estudar de novo”.
“Eu estou muito feliz por começarmos fazer cursos. Eu estou felicíssima porque vai ter muitos cursos e muito trabalho. Esse centro vai desenvolver muito a comunidade, muitas pessoas não tinham condições de fazer esses cursos fora e o centro estando aqui é mais fácil”, comemora Vilma
Maria Ferreira, moradora da comunidade há 11 anos.
A cerimônia teve participação de representantes do poder público municipal, a exemplo dos secretários Edwaldo Alves, Valdemir Dias, Coriolano Morais, Nádia Márcia, Odir Freire, do diretor-financeiro da Emurc, Hildelbrando Oliveira, do chefe de Gabinete, Márcio Higino, e da procuradora Geral do Município, Nadjara Régis. Coordenadores e gerentes da Prefeitura também estiveram presentes.
O deputado federal Emiliano José veio a Vitória da Conquista para prestigiar o evento. “Esses Centros Vocacionais Tecnológicos têm a qualidade de se vincular profundamente às vocações locais, o que é uma coisa de grande valor. Aproveita-se a capacidade, a criatividade, o conhecimento do povo para que aquele mesmo conhecimento cresça, se desenvolva e possibilite geração de renda. A educação vira um caminho de mão dupla, acaba aquele raciocínio de que quem ensina é o professor apenas”, comentou.
“A partir desse centro podem surgir novas práticas e de forma muito responsável e muito compartilhada, com a presença de professores, de técnicos do IFBA e, principalmente, com a presença dos moradores de Tapirema . É um projeto extraordinário, porque ele vai tocar a vida das pessoas, vai apontar novos caminhos, novos cenários para a produção de cerâmica aqui em Tapirema, que é um distrito vocacionado para isso”, observou o deputado federal José Raimundo Fontes.
Também participaram da solenidade os vereadores Gilzete Moreira, Fernando Vasconcelos, Gildásio Silveira, Emanuel Moura (Néu do
Gás) e Luciano Gomes. Em nome dos representantes do Legislativo Municipal, Gilzete Moreira manifestou satisfação com a conquista da comunidade e um desejo: “Que os moradores saibam aproveitar esse centro e que as pessoas se desenvolvam”.
O IFBA de Vitória da Conquista será o responsável pelas ações pedagógicas e de pesquisa. O centro, construído em área doada pela Prefeitura de Vitória da Conquista, será estruturado com salas de aula, laboratórios, biblioteca, auditório, banheiros, complexo administrativo, computadores e equipamentos para análise técnica da argila da região. O prefeito Guilherme Menezes anunciou aos moradores que o CVT já iniciará as aulas com oferta de internet gratuita e acessível a toda a comunidade, garantida pela Prefeitura.
Fifa pode desistir de organizar Copa no Brasil sem pagar multa até junho
A presidenta do Brasil Dilma Rousseff não fala com o presidente da CBF Ricardo Teixeira, que não fala com o presidente da Fifa Joseph Blatter, cujo secretário-geral Jérôme Valcke não fala com o ministro do Esporte Aldo Rebelo.
Aí, a CBF resolveu soltar uma nota oficial, no sábado à noite, pasme!, com a intenção de voltar a se alinhar com o governo federal.
Mas a nota resultou numa atitude muito mais complacente com a Fifa do que se poderia esperar depois que seu secretário-geral mandou chutar o traseiro do Brasil.
E a semana começa com uma tremenda saia justa e uma espada sobre a cabeça porque até junho a Fifa pode desistir de fazer a Copa no Brasil sem ter de pagar um tostão de multa.
É claro que esta é uma hipótese remota, impensável mesmo, jamais acontecida. Mas…
Mas a Fifa acha que está tudo atrasado por aqui, muita coisa está mesmo, a Lei Geral da Copa, inclusive, o que dá motivo de sobra para a Fifa radicalizar.
O que é direito dela, desde que sem xingar ou chutar o traseiro de quem quer que seja, pecado mortal diplomático que obriga o Brasil a agir como agiu.
E como jaboti não sobe em árvore, a pergunta é: amigo íntimo de Teixeira, Valcke não sabia o que estava fazendo ao cometer a ofensa e ainda replicar diante da reação de Rebelo?
Será que foi assim que Teixeira imaginou poder voltar ao centro da mesa?
Quem vai tirar a saia justa da Copa do Mundo?
Blog do Juca Kfouri
Fifa pode desistir de organizar Copa
no Brasil sem pagar multa até junho
Novo Código Florestal deve anistiar 75% das multas milionárias
Novo Código Florestal deve anistiar 75% das multas milionárias
DE SÃO PAULO
A aprovação do novo Código Florestal, prevista para esta semana, deve levar à suspensão de três em cada quatro multas acima de R$ 1 milhão impostas pelo Ibama por desmatamento ilegal, informa reportagem de Lúcio Vaz e João Carlos Magalhães, publicada na Folha desta segunda-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A Folha obteve a lista sigilosa e atualizada das 150 maiores multas do tipo expedidas pelo órgão ambiental e separou as 139 que superam R$ 1 milhão. Dessas, 103 (ou pouco menos que 75%) serão suspensas, se mantido na Câmara o texto do código aprovado no Senado. Depois, segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff.
Pelo texto, serão perdoadas todas as multas aplicadas até 22 de julho de 2008, desde que seus responsáveis se cadastrem num programa de regularização ambiental. As punições aplicadas depois disso continuarão a valer.
Sem a tropa de choque, Ricardo Teixeira está isolado
RIO – Em 16 de janeiro de 1989, Ricardo Teixeira chegou de táxi à antiga sede da Confederação Brasileira de Futebol, na Rua da Alfândega, centro do Rio. Teve de esperar alguns minutos até se acomodar no auditório do nono andar do prédio. Esperava o início de uma eleição já definida. Em discurso rápido e pomposo, Eduardo Viana, da Federação de Futebol do Rio, pediu que seus pares aclamassem Teixeira como presidente da CBF. O outro candidato, Otavio Pinto Guimarães, retirara a candidatura horas antes.
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Em busca de apoio político, Teixeira tentou se aproximar de seu desafeto Nabi Abi Chedid, que presidira a CBF por um curto período em 1988 e era um homem com trânsito livre nas federações estaduais, sempre afeito a reuniões em restaurantes de luxo e que jamais admitia dividir a conta. Nabi viveu quase uma década como uma sombra para Teixeira. Chegou a acusá-lo de ter assumido o poder em 1989 graças a uma campanha “jamais vista na história da CBF, com farta distribuição de recursos às federações”.
Os dois afinaram interesses e estratégias ao longo dos anos 90. Desde então, o ex-presidente do Bragantino passou a ser um dos seus grandes aliados e anos mais tarde se tornou vice-presidente da CBF da Região Sudeste.
Na entidade, o presidente montava sua equipe com rigor. Escolheu o tio, Marco Antônio Teixeira, como secretário-geral. Era o seu braço direito, a quem delegava as missões mais espinhosas – filtrar por exemplo as reivindicações das federações.
Compôs o grupo com um amigo de poucas palavras, mas atuante nos bastidores, Melquíades Mariano, proprietário de alguns motéis no centro e zona oeste da cidade e muito cortejado por dirigentes de clubes e federações que agendavam reuniões de uma hora na CBF e esticavam a estada no Rio por dois ou três dias.
Aos poucos, Teixeira se consolidava na CBF e atraía parceiros para associar a imagem à seleção brasileira. Em 1996, a Nike fechou contrato milionário com a entidade – em vigor até hoje, os valores atuais somam US$ 45 milhões (cerca de R$ 77 milhões por ano). Depois, vieram outras empresas de ponta. Com a receita dos dez patrocinadores em curso, a CBF recebe anualmente quase R$ 300 milhões.
Suspeitas de crimes de lavagem de dinheiro, apropriação indébita e sonegação fiscal levaram a investigações da Justiça contra Teixeira, a partir de duas CPIs, uma na Câmara e outra no Senado, criadas em 2000 e 2001 para mergulhar no submundo do futebol. Durante anos, ele viveu dias agitados, reforçou o escritório da CBF em Brasília, passou a intensificar o lobby com políticos de todos os partidos e fez da seleção brasileira produto de barganha para formar a “bancada da bola”.
Na prática, o modelo funcionava assim: a CBF programava um amistoso da seleção em determinada cidade em troca do apoio no Congresso dos políticos mais influentes daquela praça. Eduardo Viana adulava parte importante da bancada federal do Rio em apoio a Teixeira. Nabi fazia o mesmo em São Paulo. Teixeira atravessou a fase turbulenta sem que nenhum movimento interno o ameaçasse. Clubes e federações já eram reféns dos cofres cheios da CBF.
Nem mesmo o fiasco do Brasil na Copa de 2006, depois de uma preparação tumultuada na cidade suíça de Weggis, abalou o presidente da CBF. Naquele ano, o que lhe atormentou e baqueou profundamente parecia não ter relação direta com a entidade. Ricardo Teixeira acusou o golpe para os mais próximos. Chorou a morte dos seus dois melhores interlocutores: Eduardo Viana, em agosto, e Nabi Abi Chedid, em novembro. Em julho de 2007, o dirigente perdeu outro aliado de peso – Melquíades Mariano, vítima de câncer.
No final de 2007, a escolha do Brasil como sede do Mundial atenuou a dor pela perda dos amigos. Teixeira contou com o empenho de seu ex-sogro João Havelange e promessas e compromissos do então presidente Lula para convencer a Fifa de que o País realizaria um grande evento. Ao mesmo tempo em que comemorava a decisão, a CBF abafava uma crise interna que opunha Teixeira ao tio Marco Antonio. Eles romperam relações e passaram a se evitar.
Uma versão corrente na entidade sugere que isso se deu após o Mundial de 2006. Marco Antonio foi o responsável pela fase tumultuada de treinos em Weggis, quando a seleção não encontrou sossego na preparação para a Copa. Há também fortes indícios de que uma briga interna, na família Teixeira, teria acelerado a ruptura. No mês passado, o presidente demitiu o parente da secretaria-geral da CBF.
Marco Antonio atuou por muitos anos como mestre de cerimônias da antessala de Ricardo Teixeira. Não deixava que pequenos problemas de federações ocupassem o tempo do presidente. Liberava verbas, contornava crises e determinava a outros diretores da CBF que resolvessem, por exemplo, questões ligadas à documentação de transferência de atletas e parcelamento no pagamento de multas impostas pela justiça esportiva.
As desavenças entre os dois deixaram Ricardo Teixeira isolado. Manteve a equipe de diretores operacionais, mas não tinha mais ao lado quem o poupasse de uma demanda crescente de cobranças em razão, principalmente, da proximidade da escolha das 12 sedes da Copa.
Parlamentares e respectivos presidentes de federações exerceram pressão na CBF a favor de seus Estados. Teixeira saiu-se bem nas desculpas, atribuindo à Fifa a exclusividade pelas decisões. Nos bastidores, articulava a definição de quais cidades receberiam jogos no Mundial.
Antes mesmo do pequeno levante de federações que tentaram convocar assembleia semana passada para frear uma suposta investida do presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero, ao comando do futebol do País, Teixeira sofreu duas vezes com a ausência de seus mais fiéis e notáveis interlocutores.
Em 12 de abril de 2010, dava como definida a eleição de seu candidato Kleber Leite à presidência do Clube dos Treze. Teixeira viu Fabio Koff derrotá-lo por margem pequena de votos e admitiu minutos depois, num restaurante da zona sul carioca, que não soube agir nos bastidores para garantir a vitória de Leite.
Após o fracasso da seleção no Mundial de 2010, outro fato mostrou a desarticulação da equipe de Teixeira para livrá-lo, ao menos, de constrangimentos. O convite a Muricy Ramalho para ocupar a vaga de técnico da seleção chegou à imprensa antes do conhecimento do presidente do Fluminense, Roberto Horcades, que anos antes havia sido o cardiologista de Teixeira.
Ou seja, o presidente da CBF não dispunha de ninguém que pudesse comunicar primeiro a Horcades a intenção de contratar Muricy, então vinculado ao Fluminense. O dirigente do clube esbravejou e não liberou o técnico.
“Além de problemas de saúde (é diabético, e ano passado esteve internado por causa de uma diverticulite), o Ricardo Teixeira sofre muito com esses desgastes, provocados pela falta de uma liderança entre federações e clubes que jogue a seu lado”, disse ao Estado o presidente de uma das federações de futebol mais importantes do País.
Foi por isso, pelo isolamento que recrudesceu após o afastamento de Marco Antonio, que o próprio Teixeira marcou conversas reservadas com cada um dos 27 presidentes de federações antes da assembleia de quarta-feira. Tarefa árdua, com resultados, mas que expôs a nova realidade: ele terá de se virar sozinho para conter descontentes e evitar uma ruptura na CBF.
Sílvio Barsetti, de O Estado de S.Paulo
Rugido” de Aldo escancara racha entre gestão Dilma e Fifa na organização da Copa-2014
Sempre político e com fala pacata, o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, teve uma mudança repentina de comportamento ao pedir a quebra das relações do governo com o secretário-geral da Fifa (Federação Internacional de Futebol), o francês Jérôme Valcke, na organização brasileira para a Copa do Mundo de 2014.
A atitude do ministro, às vésperas da chegada do maior crítico do andamento estrutural do país para visitar as cidades-sedes, escancara um racha nas relações entre o governo nacional sob o comando de Dilma Rousseff com a entidade máxima do futebol.
O Brasil obteve o direito de ser sede do Mundial em outubro de 2007, na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, que sempre buscou ter uma relação amistosa com a cúpula da Fifa.
Em 2009, o presidente do órgão, o suíço Joseph Blatter, até veio ao país para condecorar Lula com uma flâmula da Fifa “em reconhecimento à sua contribuição ao futebol”. O brasileiro também procurou não entrar em divididas com Valcke durante as inúmeras alfinetadas do francês em relação a atraso nas obras.
O ex-ministro do do Esporte Orlando Silva acompanhava a política presidencial da gestão Lula e sempre evitou rebater as críticas. Após ouvir de Valcke que o país estava com “sinal vermelho” e com atraso “incrível”, Silva disse que o país deveria dar uma resposta apenas “com mais trabalho”. A relação com o ministro chegou a ser classificada como “excelente” pelo francês.
Mas, desde que Dilma Roussef assumiu o governo nacional, os diálogos com a Fifa ficaram mais duros. Durante os sorteio das eliminatórias da Copa, no ano passado, em seu primeiro contato público com a entidade, a presidente fez questão de mostrar uma relação fria.
Tratou o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, de maneira apenas formal, ao contrário do que fez com Pelé, por exemplo, no evento. No mesmo dia, o dirigente máximo do futebol brasileiro, “queridinho” da Fifa, era exaltado e parabenizado por Valcke “por tudo que fez pelo futebol brasileiro”.
Dilma também entrou em rota de colisão com a Fifa após rejeitar diversos pontos da Lei Geral da Copa por classificá-los como muito permissivos. Outros pontos, como a cobrança de meia-entrada para estudantes e idosos, ainda não foram acertados. Ela chegou até a ir para Bruxelas (Bélgica) para uma conversa pessoal com Valcke.
Rebelo assumiu o ministério em outubro do ano passado e sempre procurou até então responder cordialmente às críticas da Fifa.
Mas, no último sábado, demonstrou feição e discurso bem mais fortes.
“Não pode ser ele quem emite declarações infundadas e intempestivas”, falou. “Não podemos receber de volta da Fifa um comentário de ofensa pessoal. Imagina alguém dizer que vai fazer isso [chute na bunda] com sua família, com seu clube, com sua sociedade. Imagina com o país. Não pode”, continuou.
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Confira um dos gols mais bonitos da história Lomantão
Ao longo dos 46 anos de existência do Estádio Lomanto Júnior, foram realizados muitos jogos importantes para história do esporte de Vitória da Conquista. Um capítulo interessante foi o clássico no dia 12 de fevereiro de 2012 entre os dois times da cidade, Vitória da Conquista e Serrano. Por ironia, um dos gols mais bonitos da história Lomantão foi sair na partida preliminar entre Vitória da Conquista e Serrano, válida pela categoria Sub-20 do Campeonato Baiano.
O estádio não estava cheio, pois a atração principal do dia era o jogo entre os times profissionais de Vitória da Conquista e Serrano, mas o gol não se perdeu somente entre os que estavam acompanhando o jogo dos juniores. O autor do gol foi Luiz Felipe, um jovem de 18 anos que atua pelo Serrano Sport Club.
Por Enrique Escudero
Concessionária brumadense é premiada em Campanha nacional
A concessionária Brumauto, em Brumado, foi premiada com uma campanha patrocinada pela Volkswagen (VW), de incentivo aos veículos Comerciais Leves VW, que são carros que possuem até 3,5 toneladas, considerando-se como tal desde as picapes pequenas, vans, furgões, até os utilitários esportivos. A primeira fase da campanha, de janeiro e fevereiro 2012, irá levar o melhor cliente frotista de Comerciais Leves da concessionária premiada e mais um gerente ou vendedor para Mendoza, na Argentina, entre 7 e 9 de março. Em Mendoza, os escolhidos irão participar de uma programação diferenciada, que inclui participação em um evento especial de lançamento da nova Amarok com câmbio automático. Nesta primeira fase da Campanha, 18 concessionárias foram premiadas com a viagem em todo Brasil, o que demonstra mais uma vez a força que a Brumauto tem em toda região e na cidade de Brumado.
Fonte Brumado noticias
Dilma chora na cerimônia de posse de Marcelo Crivella
Crivella é apontado como uma indicação estratégica para aproximar o governo do setor evangélico
A presidente Dilma Rousseff chorou ao lamentar, nesta sexta-feira (2), durante cerimônia de posse de Marcelo Crivella no Ministério da Pesca, a saída de Luiz Sérgio de sua equipe de ministros.
Ela defendeu a existência de alianças e coalizões políticas como “essência para que o Brasil seja administrado” e disse que, “infelizmente”, às vezes é preciso “prescindir” de algumas pessoas no governo.
Presidenta Dilma Rousseff cumprimenta o novo ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella
“Luiz Sérgio, você foi e é um amigo e um parceiro que compreende a natureza de um governo de coalizão assim como a dedicação que a política muitas vezes acaba por nos impor em nome dos interesses do país”, disse a presidente.
Crivella é apontado como uma indicação estratégica para aproximar o governo do setor evangélico. Ex-integrante da bancada evangélica no Congresso, ele assume o único ministério do PRB, seu partido, em substituição a Luiz Sérgio,que, sob Dilma, já havia ocupado a pasta das Relações Institucionais.
“A história recente do Brasil, de afirmação da democracia […], tem sido marcada pelo exercício do poder por meio de alianças e coalizões politicas. Nisso o meu governo não é diferente. Esse é um país extremamente complexo, múltiplo e democrático. Assim sendo, a constituição de alianças políticas é essência para que o Brasil seja administrado, para que o Brasil seja governado de forma democrática e, ao mesmo tempo, que o governo represente os interesses da nação”, disse Dilma.
A presidente ainda disse que Luiz Sérgio tem sua “gratidão”, seu “respeito”, sua “admiração” e sua “amizade”. Eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, ele volta a ocupar seu cargo na Câmara.
‘Lealdade’
Após a cerimônia de posse, Luiz Sérgio afirmou que a “emoção de Dilma” tem um significado importante e garantiu que continuará leal ao governo apesar de ter sido demitido do comando da Secretaria da Pesca.
“Essa emoção para mim significa muito. Significa que houve uma consideração e um reconhecimento pelo meu trabalho e pela minha lealdade com o governo”, disse.
O ex-ministro, que agora reassumirá o cargo de deputado federal, minimizou o fato de ter sido “sacrificado” em prol da entrada do PRB no ministério. “Na busca da composição, muitas vezes é preciso substituir pessoas de quem gostamos, de quem estávamos gostando do trabalho. Então, eu continuo no governo, na Câmara, como deputado, e a presidenta Dilma pode contar comigo em qualquer situação”, afirmou.
‘Minhoca no anzol’
Após o anúncio da mudança ministerial, na última quarta-feira, o novo ministro foi criticado por não conhecer o setor que irá comandar. Em seu discurso na cerimônia de posse, Crivella disse que não quer que a presidente fique “triste” por ter um ministro que “não é um especialista e não sabe colocar minhoca num anzol”. “Mas colocar minhoca no anzol a gente aprende rápido. Pensar nos outros é que é difícil”, disse.
“Acho que, de fato, o senador Crivella tem toda razão. A gente aprende a colocar a minhoca no anzol, o que é difícil de aprender é, de fato, governar para todos os brasileiros e para todas as brasileiras. Esse país, afinal de contas, levou alguns séculos para respeitar todos os cidadãos brasileiros”, respondeu a presidente. “Tenho certeza que o Crivella vai acrescentar muito às nossas minhocas colocadas no anzol.”
José Alencar
A presidente também citou o vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Alencar, morto no ano passado vítima de um câncer. “O Zé honrou o PRB, do qual foi um dos fundadores, dignificou o governo ao qual ele pertenceu e com quem eu tive a honra de conviver. Engrandeceu a nossa nação, deixou um exemplo de abnegação e de amor tanto à atividade política, mas sobretudo uma homenagem à vida que deve inspirar cada um de nós”, disse.
“O PRB de José Alencar e do ministro Crivella não podia ficar fora do meu governo. Na verdade, o PRB está apenas voltando”. As informações são do G1.









