A Gente diz

General que confraternizou com PMs é afastado

 

 

 

 

 

O general Marco Edson Gonçalves Dias, da 6a Região Militar, foi afastado do comando da operação militar montada para debelar a greve-motim da PM da Bahia. Foi substituído por determinação do comandante do Exército, general Enzo Martins Peri.

A tropa deslocada para a Bahia está agora sob ordens de outro general: Odilson Sampaio Benzi, comandante militar do Nordeste. Deve-se a troca a uma cena protagonizada por Gonçalves Dias na última terça (8).

Deu-se defronte da Assembléia Legislativa baiana, ocupada por grevistas, alguns deles com ordem de prisão decretada pela Justiça. Dirigindo-se a um grupo de PMs, Gonçalves Dias disse coisas assim: “…Não vai ter combate, não vai ter invasão, não vai ter nada.”

O general fazia aniversário. Diante das câmeras, permitiu-se receber um bolo dos grevistas. Abraçou-se com um deles. Emocionado, chorou. As imagens atearam nos superiores do general dúvidas quanto à sua capacidade de comando. E quando se começa a duvidar da autoridade de um general é porque já não há a menor dúvida.

Sob Lula, Gonçalves Dias chefiou a equipe que fazia a segurança do presidente da República. Algo que não impediu Dilma Rousseff de associar-se à onda de irritação que confraternização da Bahia produziu em Brasília.

Vivo, o poeta Gonçalves Dias talvez recomendasse ao general Gonçalves Dias a leitura de um de seus poemas. Diz o seguinte:

Não chores, meu filho;

Não chores, que a vida

É luta renhida:

Viver é lutar.

A vida é combate,

Que os fracos abate,

Que os fortes, os bravos

Só pode exaltar!

 

 

 

Exército muda comando das forças de segurança na Bahia

 

Lúcio Távora | 8.2.12 | Ag. A TARDE

Ontem, o Gal. Dias recebeu um bolo de presente dos grevistas

Ontem, o Gal. Dias recebeu um bolo de presente dos grevistas

A imagem que foi destaque na imprensa nacional, do general Marco Edson Gonçalves Dias, da 6ª Região Militar, abraçado a um PM amotinado na Assembleia Legislativa (AL-BA), após ganhar um bolo de aniversário, na última terça-feira,07, rendeu problemas para o oficial. Ele foi afastado, nesta quarta,08, do comando das operações no local.

O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, determinou ao comandante militar do Nordeste, general Odilson Sampaio Benzi, que seguisse para Salvador e assumisse o comando da tropa local nesta quarta-feira mesmo. Segundo fontes internas do governo federal, a postura de Gonçalves Dias, que foi chefe da segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desagradou não só ao Exército, como ao Palácio do Planalto.

A presidente Dilma Rousseff, durante o dia, não teria escondido a desaprovação do episódio e teria comentado que considerou “inaceitável” a postura do general, que apagou velinhas, passando a ideia de que estava confraternizando com os manifestantes que tomam o prédio público há mais de uma semana. Nos bastidores, circulou a informação de que o governador Jaques Wagner não teria ficado nada satisfeito com a repercussão negativa da atitude do general responsável por controlar a situação na Assembleia.

Ministério – O governador baiano teria reclamado da atitude e conversou com o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, que teria reconhecido que o general enfraqueceu as negociações, que acabaram se arrastando por mais tempo, quando se esperava que elas fossem concluídas, no máximo, até a terça-feira.

Sem regulamentação, militares fazem greves consideradas ilegais e apostam em anistia; veja análise 46

 

 

 

 

 

A greve dos policiais militares na Bahia reacendeu o debate sobre o direito à greve dos servidores públicos, especialmente aos movimentos que envolvem profissionais armados e que executam um serviço considerado essencial.

Nos últimos meses, o Brasil assistiu a vários episódios de greves de policiais militares, que chegaram aos Estados de Piauí, Rondônia, Maranhão, Ceará e Bahia. Todos tiveram a paralisação decretada ilegal pela Justiça, mas prosseguiram mesmo após a decisão. Ao fim, exceto na Bahia, onde a greve está em andamento, os grevistas fecharam acordo que anistiaram a punição.

A greve no serviço público sempre foi um calo no sistema jurídico nacional. A Constituição de 1988 concedeu direito a greve a todos os trabalhadores brasileiros. Mas, para os servidores públicos, ainda é necessária regulamentação por meio de uma lei específica, o que nunca ocorreu. Por conta disso, o STF (Supremo Tribunal Federal) usa a regulamentação do serviço privado para decidir sobre as paralisações.

Para especialistas consultados pelo UOL, o caso da paralisação dos policiais é ainda mais grave já que, além de serem servidores públicos, se trata de uma categoria treinada e com direito a uso de armas, e que a ausência põe a ordem pública em risco. O STF, inclusive, já se pronunciou sobre o tema, afirmando em 2009 –em decisão sobre a greve dos policiais civis de São Paulo– que servidores armados não têm direito à paralisação.

Como não têm direito à greve, os policiais realizam paralisações e estão se valendo do direito à anistia –benefício sancionado por lei federal em janeiro de 2010 para liberar de punição militares de 12 Estados e Distrito Federal. Vários foram os casos de anistia aos grevistas, como os bombeiros do Rio de Janeiro, que pararam as atividades e invadiram o quartel da corporação, em junho de 2011.

Mas a anistia para casos como o da greve da polícia baiana está sendo questionada por juristas, já que incitaria outros Estados a iniciarem paralisações. O presidente da Comissão Especial de Combate à Corrupção e Impunidade do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Paulo Brêda, afirmou que os líderes grevistas estão fazendo uso de pressão, ao final das negociações, “com as duas partes já esgotadas”, para que o governo aprove a anistia das penas que deveriam receber, de acordo com o estatuto militar.

“Isso que está ocorrendo na Bahia já se tornou baderna. O governo tem de ter cuidado com as medidas que vão ser tomadas devido à greve geral, pois vai dar carta-branca para ocorrer movimentos similares em outros Estados. Entendo que a maioria dos servidores públicos e os policiais são mal remunerados, mas eles têm de agir na forma da lei e não por em risco a segurança da sociedade”, disse.

Brêda avalia que o estatuto militar proíbe os policiais de entrarem em greve. Segundo ele, policiais militares não são servidores públicos comuns, têm um estatuto próprio e diferenciado dos civis por ser um serviço de emergência de proteção a população. “Esse estatuto é rígido porque faz parte da força de segurança nacional. Algumas lideranças sindicais fazem críticas ao estatuto e mesmo sabendo que o movimento é ilegal arriscam na negociação com os governos a anistia das punições”, afirmou.

O advogado destacou que há diferenças entre as carreiras dos militares e funcionários públicos perante os estatutos federais, estaduais e municipais. Segundo ele, a principal delas é que um militar faz carreira sem precisar se submeter a concurso público para progredir e alcançar novo posto. Já o servidor público civil, para mudar de escalão, tem de se submeter a um novo concurso público.

Bahia vive onda de saques e assassinatos com greve de policiais

Foto 27 de 82 – 05.fev.2012 – Policiais Militares em greve, acampados na Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, prestam continência à bandeira nacional. O clima ficou tenso com a possível invasão da Casa pelas tropas da Polícia Federal Mais Lúcio Távora/Agência A Tarde/AE

“Um exemplo disso é um escrivão que passa num concurso e com o tempo ele não pode tornar-se juiz. Para ocupar o cargo, ele vai ter de fazer um concurso na área da magistratura”, disse Brêda, ressaltando ainda que o uso da farda no trabalho também aponta que o militar não é um servidor comum e tem de seguir o que rege o estatuto da categoria.

Para o advogado especialista em direito constitucional César Galvão, todo o movimento de paralisação geral de uma categoria imprescindível a população é considerada ilegal. No caso dos militares há um agravante “considerando a ótica de que o serviço é imprescindível para manter a segurança da população.”

“Os policiais têm o dever de proteger a população, e a greve de uma categoria que faz parte dos serviços essenciais é ilegal. Observo que os militares não estão nem cumprindo o serviço mínimo para a população”, afirmou.

Intervenção federal

Em caso de greves de policiais militares, o governo federal sempre age com uma intervenção na segurança dos Estados. São os decretos de GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Segundo a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, o governo federal já utilizou o recurso por quatro vezes, desde 2011, nas últimas paralisações de militares pelo país. “A partir de GLO, o comando da segurança passa automaticamente para o Ministério da Defesa. A presidente assinou decretos na greve do Maranhão, Rondônia, Ceará e agora na Bahia”.

Em todos os quatro casos citados pela secretária, os tribunais de Justiça dos Estados consideraram a greve ilegal logo em seu início, e o governo enviou homens da Força Nacional e/ou do Exército. O argumento jurídico utilizado foi sempre o mesmo: militares não podem parar as atividades.

Os decretos valem sempre durante o período em que a greve perdurar. Sobre o direito à paralisação e tendência de nacionalização do movimento militar, a secretária afirmou que o governo federal está pronto para ajudar os Estados.

“O nosso papel enquanto governo federal, sem dúvida nenhuma, é dar condições de segurança à população. Nós não vamos colocar juízo de valor sobre a negociação, pois isso não nos cabe, porque o Estado é autônomo. Mas em qualquer momento que seja necessário o governo federal está pronto para ajudar”, disse.

Regulamentação no Congresso

A discussão ganhou espaço no Senado. Autor de um projeto de lei que busca regulamentar as greves, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) disse que há diferenças entre as paralisações na iniciativa privada e no setor público. Para o parlamentar, limites como o da Lei de Responsabilidade Fiscal e os prejuízos causados ao cidadão diferenciam a questão.

“São questões delicadas, melindrosas, mas cuja complexidade não justifica o Congresso Nacional ficar de braços cruzados”, criticou Nunes.

O senador Humberto Costa (PT-PE) adiantou, durante a discussão, que o serviço público precisa de regulamentação urgente e criticou a postura dos militares na Bahia, adiantando voto contrário à anistia dos servidores, caso o assunto seja levado ao Senado.

“É preciso regulamentar a greve no serviço público. Greve com arma não é greve, é rebelião, é motim. Não é possível tolerar que agentes da ordem peguem em armas para ameaçar a população, isso é vandalismo, intolerável no regime democrático”, afirmou.

Já o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), apesar de defender o direito dos policiais de fazer reivindicações salariais, condenou a forma como o movimento vem sendo conduzido na Bahia. O senador lembrou que foi o autor do projeto de lei que concedeu anistia aos bombeiros do Rio de Janeiro, mas afirmou que será contra qualquer anistia para os grevistas da Bahia. “É inaceitável motim armado para parar ônibus. É inaceitável colocar crianças na Assembleia Legislativa [que foi tomada pelos grevistas]. Isso é chantagem. É quase terrorismo”, finalizou.

(Com Agência Senado)Aliny Gama e Carlos Madeiro
Do UOL, em Maceió

Gravação revela que PMs grevistas da BA teriam planejado vandalismo

Jornal Nacional teve acesso a gravações feitas com autorização da Justiça.
Áudio mostra articulações para que a paralisação se estenda ao RJ e a SP.

Do G1, com informações do Jornal Nacional

Conversas gravadas entre os chefes dos PMs grevistas na Bahia mostram acertos para realização de ações de vandalismo na cidade. As gravações mostram também articulações para que a paralisação se estenda ao Rio de Janeiro, a São Paulo e outros estados. Os PMs envolvidos negam participação em ações violentas.

O Jornal Nacional teve acesso a gravações feitas com autorização da Justiça de conversas de líderes dos movimentos grevistas da Bahia e do Rio de Janeiro.

No primeiro trecho, o presidente de uma associação que reúne bombeiros e policiais baianos, Marco Prisco, combina uma ação de vandalismo com um de seus liderados. Prisco nega ter participado de atos de violência.

Leia abaixo um dos trechos de conversa:
Prisco: Alô, oi. Desce toda a tropa pra cá meu amigo. Caesg e você. Desce todo mundo para Salvador, meu irmão… Tou lhe pedindo pelo Amor de Deus, desce todo mundo para cá…
– David Salomão: Agora?
Prisco: Agora, agora. Embarque…
David Salomão: Eu vou queimar viatura… Eu vou queimar duas carretas agora na Rio/Bahia que não vai dar tempo…
Prisco: fecha a BR aí meu irmão. Fecha a BR.

Em outra gravação, quem aparece falando é o cabo bombeiro do Rio de Janeiro, Benevuto Daciolo. Ele já foi candidato a deputado estadual no Rio e foi um dos líderes do movimento grevista da corporação no ano passado.

Daciolo conversa com um homem a quem ele classifica de “importantíssimo” a respeito de uma possível votação da PEC 300, a emenda constitucional que garantiria um piso salarial único para bombeiros e policiais de todo o Brasil. Nesta conversa fica claro que o objetivo é estender a greve de policiais e bombeiros a Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados com o objetivo de prejudicar o carnaval.

Dacilolo: Pergunta ao senhor que é pessoa importantíssima a respeito da nossa PEC…pergunto: qual é a verdadeira possibilidade de nós conseguirmos passarmos em segundo turno na semana que vem? Não sei se o senhor sabe. Eu estou com uma assembleia Geral amanhã no Rio de Janeiro, com a abertura de uma greve geral no Rio também, com probabilidade de não ter carnaval nem na Bahia nem no Rio esse ano. E São Paulo acho que está para dar uma resposta agora e os outros estados também. Nós acreditamos que, se tivesse uma resposta do governo, assinalando numa possibilidade de votação no segundo turno da PEC, acalmaria muito, muito o que está acontecendo na Federação.

Em outro trecho, o cabo Daciolo, que estava em Salvador, ouve de uma mulher uma recomendação para que tente influenciar o movimento dos grevistas baianos a não fechar um acordo com o governo. Segundo esta mulher, isto enfraqueceria uma possível greve no Rio.

Mulher: Daciolo, Daciolo, presta atenção. Está errado fechar a negociação antes da greve do Rio…
Daciolo: Tudo bem, tudo bem… sabe o que vou fazer agora??? Ligue para ele que eu vou embora daqui, não vou ficar mais aqui.
Mulher: Eles não querendo que você avalize um acordo antes da greve do Rio. Depois da greve do Rio, muda tudo. Sabe como você vai ajudar eles? Voltando para o Rio, garantindo aqui. O governo vai fazer uma propostinha rebaixada para vocês, vai melhorar um pouquinho esse negócio que eles colocaram. E acho…se vocês garantirem a greve aqui, a mobilização aqui, vocês vão ajudar eles a liberar o Prisco, a ter uma negociação…

Outro lado
Ouvido pela equipe do Jornal Nacional por telefone, o cabo Daciolo disse não se recordar da conversa gravada e alegou estar participando de um movimento pacífico na Bahia.

Rio de Janeiro
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que as gravações comprovam que o movimento tem como objetivo gerar insegurança na população e provocar distúrbios que ameaçam a lei e a ordem. Para o governador, essas pessoas não representam o sentimento da maioria dos profissionais de segurança do estado.

RÁDIO COMUNITÁRIA É INCENDIADA NO MUNICIPIO DE IBICOARA-BA

Na madrugada desta quarta-feira (08), a Rádio Comunitária Ibicoara FM foi alvo de um incêndio criminoso. Há mais de 15 anos no ar e um dos primeiros meios de comunicação do povo, a rádio teve todos os seus equipamentos queimados com álcool. Segundo Emerson Bispo, morador de Ibicoara e locutor da emissora, acerca de um mês e meio entrou na grade programação da rádio o programa A Voz do Povo, espaço destinado ao contato direto com os ouvintes, a fim de que a população pudesse relatar as dificuldades do dia-a-dia e, assim, alertar as autoridades sobre as necessidades do povo da cidade. O programa alcançou bastante audiência e, conforme afirmou Bispo, em email enviado ao Brumado Notícias, passou a incomodar algumas lideranças políticas do município. No incêndio, a porta da frente foi arrombada e os criminosos atearam fogo no lugar. A comunidade local conseguiu controlar as chamas, mas toda estrutura da rádio perdeu-se na tragédia. Para Emerson, Ibicoara está em luto.

Fotos: Emerson Silva Bispo

A tragédia do Edifício Liberdade. “Eis uma lição e um alerta”: O pó está caindo do teto sobre as mesas dos pastores, mas eles continuam enriquecendo, furando vigas para colocar quadros com suas fotos, cortando pilares doutrinários e abrindo novas janelas para o mal.

A imperícia em obra clandestina resultou em mortes e três edifícios reduzidos a escombros no centro do Rio de Janeiro. O prédio art déco que ficava bem ao lado de Teatro Municipal foi construído no início dos anos 40 e abrigava dezenas de pequenos escritórios.
O edifício estava castigado pelo uso e por inúmeras reformas fora de padrão. Empregados disseram que as rachaduras avançavam. Tudo indica até agora que o gatilho da tragédia foi uma obra de engenharia clandestina e mal planejada. As mudanças foram profundas. O piso foi revestido de granizo e as paredes foram erguidas, alterando a planta original. Desde a sua inauguração diversas janelas foram abertas nos andares mais altos. Tudo veio ao chão.
Ao ler esta notícia minha mente viajou para as palavras de Paulo: Porque de Deus somos cooperadores, lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós. Segunda a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica (I Coríntios 3.9-10).
O projeto original da igreja foi modificado por imprudentes construtores. As rachaduras e trincas estão visíveis, mais cedo ou mais tarde quem não observar as evidências da tragédia haverá de sofrer com o desmoronamento da sua fé.
Os pastores da pós-modernidade são os grandes responsáveis por uma engenharia eclesiástica descabida, montada sobre o projeto eclesiástico original do Novo Testamento. O pó está caindo do teto sobre as mesas dos pastores, mas eles continuam enriquecendo, furando vigas para colocar quadros com suas fotos, cortando pilares doutrinários e abrindo novas janelas para o mal.
As rachaduras estão ai, são as promessas falsas da prosperidade financeira, os pacotes eclesiásticos importados, os avivamentos de mentira, as falsas curas televisivas, os falsos profetas pedindo dinheiro e mais dinheiro, os templos suntuosos, a idolatria dos números, a quebra de maldições, o ensinamento a cerca dos espíritos territoriais, a oração de guerra, o mapeamento e cobertura espiritual, a mentalidade do paganismo umbandista, o liberalismo teológico e muitas outras reformas humanas na igreja.
Não ficará pedra sobre pedra.
Pr. Stênio Verde

Morre o cantor Wando – ultmas palavras: “Eu estou na oficina de Deus arrumando a turbina. Me aguardem!”

Segundo médico particular, ele teve uma parada cardiorrespiratória.
Cantor estava internado desde 27 de janeiro.

O cantor Wando morreu aos 66 anos na manhã desta quarta-feira (8) no Biocor Instituto, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde estava internado desde o dia 27 de janeiro. Segundo o cardiologista particular, João Carlos de Souza Dionísio, ele teve uma parada cardiorrespiratória às 8h desta quarta-feira (8).

Em nota, médicos e familiares informaram que, a partir das 5h40, houve um súbito agravamento do quadro de saúde. O óbito aconteceu na presença da mulher de Wando, Renata Costa Lana e Souza. O cardiologista particular do cantor disse que foram feitas manobras de ressuscitação, mas o paciente não resistiu. Segundo boletim médico divulgado na terça-feira (7), ele apresentava quadro estável e melhora progressiva, mas a recuperação ainda era considerada de alto risco.

No domingo (5), o cantor enviou um bilhete para os fãs.  “Eu estou na oficina de Deus arrumando a turbina. Me aguardem!”. Ele lutava contra o entupimento das três artérias coronárias. O cantor chegou a ser submetido a duas cirurgias e havia tido um infarto agudo dentro do hospital.

Wando foi hospitalizado com quadro de angina de peito, e exames apontaram que as artérias do coração estavam entupidas por placas de gordura. Ele estava com 110 quilos no momento da internação, 30 a mais do que o recomendado, segundo o cardiologista particular.

saiba maisFOTOS DA CARREIRA DE WANDO
CONFIRA VÍDEOS DO CANTOR

Cantor romântico
Como letrista, Wando ficou célebre por composições de teor romântico e erótico. Sua marca registrada era a calcinha. Em depoimento disponível em seu site oficial, o próprio cantor conta como tudo teria começado, explicando que a peça foi uma espécie de fonte de inspiração para seu álbum “Tenda dos prazeres” (1990). “Uma calcinha de cabeça pra baixo, ela vira uma tenda, não é? Aí, coloquei uma calcinha na capa do disco, e essa coisa fez tanto sucesso, que até hoje eu não consigo tirar do show. Eu distribuo calcinhas e recebo, tenho uma coleção muito grande, de todas as formas, jeito, cores e tamanhos.”

No mesmo depoimento, Wando aborda outras estratégias que adotou ao longo da carreira: “Teve uma época [em] que eu mordia a maçã no palco, e continuo mordendo ainda, porque conta a história de como é que começou o pecado, não é?”. As alusões ao sexo prosseguiram, com distribuição de convites de motel – sempre durante apresentações ao vivo. “Teve uma época no Canecão [casa de shows do Rio de Janeiro, atualmente inativa] que a gente botou uma banheira no palco, eu botava uma mulher nua no palco. Eu sempre gostei desses negócios.”

Vanderley Alves dos Reis nasceu em 2 de outubro de 1945 – “num arraial chamado Bom Jardim [em Minas Gerais]”. Lá, ficava a fazenda que teria pertencido aos seus avós. Seu registro, no entanto, foi feito na cidade de Cajuri, no mesmo estado. Ele conta que, ainda criança, mudou-se para Juiz de Fora (MG), onde concluiu o antigo primário. Mais tarde, ele foi para Volta Redonda (RJ), “onde eu entreguei leite nas casas, vendi jornal, virei feirante, dirigi caminhão na estrada”. Na mesma época, passou a se interessar por música, tendo inicialmente se dedicado ao estudo do “violão clássico”.

“E aí eu descobri que não era legal o violão clássico para o que eu queria: eu queria tocar pras moças, né?”, afirma. “O violão clássico é bacana, mas elas [as mulheres], acho que ficavam um pouquinho entediadas. Descobri que eu tinha que fazer umas canções de amor. Comecei a sentir que era legal, que a música socialmente com a parte feminina dava muito certo, me apaixonei por aquele negócio.”

Após deixar a profissão de feirante, Wando mudou-se para Congonhas (MG). Lá, começou a “viver de música”, como integrante de um conjunto chamado “Escaravelhos” – “escaravelho pra quem não sabe, é um besouro, a mesma coisa que Beatles”. Cinco anos mais tarde, decidiu tentar a sorte no “eixo Rio de Janeiro – São Paulo”. Frustrada a passagem pelo Rio, chegou a São Paulo, onde teve gravado seu primeiro sucesso, na voz de Jair Rodrigues. A composição, “O importante é ser fevereiro”, teria sido “uma música muito tocada no carnaval de 1974”, lembrou-se Wando.

A canção integra o disco de estreia de Wando, “Gloria a Deus e samba na Terra” (1973). De acordo com ele, aquele trabalho seguia a linha “do formato do Caetano Veloso, do Chico Buarque de Holanda, Gilberto Gil”. A guinada em direção ao repertório romântico foi simbolizada pela música “Moça”, do disco seguinte, “Wando” (1975). A justificativa: “Cantando na noite em São Paulo, eu descobri que a parte feminina adorava quando eu tocava música romântica.”

Ao longo da década seguinte, Wando consolidaria a reputação, como ele mesmo lista, de “obsceno, o cara da maçã, o cara da calcinha”. É desse período, quando o cantor já vivia no Rio de Janeiro, sua música mais conhecida, “Fogo e paixão”, do disco “O mundo romântico de Wando” (1988), o 14º da carreira, segundo a contagem do site oficial. Ele foi precedido por trabalhos como “Gosto de maçã” (1978), “Gazela” (1979), “Fantasia noturna” (1982), “Vulgar e comum é não morrer de amor” (1985) e “Ui – Wando paixão” (1986). Na sequência, viriam, dentre outros, “Obsceno” (1988), “Depois da cama” (1992) e “O ponto G da história” (1996).

Entre álbuns de estúdio e registros ao vivo, o site de Wando contabiliza 28 trabalhos, ao todo. O cantor acreditava ter vendido dez milhões de discos – “até na época que a gente contava”. “Depois [houve] a história da pirataria, que acabou me fazendo muito mais popular. Eu acho que a pirataria é ruim para um lado, para o lado compositor, mas para o lado intérprete, o cara que faz show, eu acho que ela favoreceu muito.”

Se for ver, você tem que chamar o Chico Buarque de brega, a Maria Bethânia, o Caetano Veloso, o Gilberto Gil. Eles gravaram as músicas que a gente grava.”

Wando, em entrevista em 2007

Em entrevista à Agência Estado, em 2007, Wando comentou sua imagem de “sedutor”: “Na verdade, eu sou como um ator. Até porque eu estaria morto hoje se fosse mesmo assim. Isso é um personagem, naturalmente. É normal que as pessoas pensem que eu sou desse jeito, mas não deixo que as pessoas alimentem muito essa imagem”. Sobre a fama de brega, ele respondeu que incomodou e seguia incomodando.

“Quando as pessoas falam de brega, sempre se referem a uma coisa ruim. Então eu brigo por isso. Agora, eles até quiseram colocar o brega como uma coisa bacana, mas eu acho que é uma forma de pedir desculpa, e isso é mau. Se for ver, você tem que chamar o Chico Buarque de brega, a Maria Bethânia, o Caetano Veloso, o Gilberto Gil. Eles gravaram as músicas que a gente grava. Eles gravam melhor? Não. Isso foi uma coisa cruel que eles fizeram.”

Na entrevista, Wando também comentava a música “Emoções”, gravada em 1978, que ele dizia versar sobre a relação entre dois homens: “Fiz isso porque acho que o relacionamento masculino é uma coisa válida. Não por ter aderido, mas porque eu tenho amigos que vivem esse tipo de coisa”.

Recentemente, o nome de Wando vinha sendo lembrado graças ao documentário “Vou rifar meu coração”, de Ana Rieper, que vem frequentando o circuito dos principais festivais de cinema do país desde alguns meses atrás. Há pouco tempo, teve boa recepção na Mostra de Cinema de Tiradentes, encerrada no último dia 28. O filme trata justamente da música tida como “brega” e traz depoimentos de cantores como Amado Batista, Nelson Ned, Agnaldo Timóteo, Peninha, além de Wando e de ouvintes que contam suas histórias com obras do “gênero”.

Greve Ilegal da PM: uma versão surrealista de Tropa de Elite “- A greve da polícia civil ou da polícia militar (para os militares a vedação de greve é expressa na Constituição Federal) põe em risco eventual a vida das pessoas, bem jurídico mais elevado, e atinge diretamente a vida do Estado Democrático de Direito, ao obstruir o exercício das atividades dos Poderes Legislativo, Judiciário e demais serviços do Executivo, além de obstacularizar a economia.”

Nadjara Lima Régis, advogada e procuradora geral do Município

Essa greve dos policiais me traz lembranças de Não verás país nenhum, de Ignácio Loyola Brandão, e de José Saramago, em As Intermitências da Morte. Afinal, é ou não é um surrealismo fantástico, de um dia para o outro, toda família conquistense se vir presa em sua própria casa durante a inteira luz do dia… É ou não é surrealismo fantástico a idéia de existir Estado sem monopólio da força, civilização sem o olho invisível da polícia… É ou não é surrealismo justamente a categoria do funcionalismo social responsável por garantir, por meio do valor simbólico da força, o cumprimento da lei, ingressar na luta dos trabalhadores por condições salariais ocupando prédios, fazendo passeatas, carreatas, desconhecendo o Poder Judiciário, contextualizando arrastões para furtos e roubos a pessoas e estabelecimentos comerciais… Isso não é o mesmo que, de um dia para outro, deixar cada pessoa de morrer, independentemente do mais terrível acidente que sofra, como imaginou Saramago? Quanto a Loyola, destaco-lhes da citada obra essa partícula:“Chegamos a este ponto. Aceitar os Civiltares como necessá¬rios, suportá-los e chamá-los, de vez em quando. Para mim, ter que fazer isso um dia vai ser pior que tomar óleo de rícino”.

Quem não sabe que saiba: greve na instituição da polícia é ilegal, já disseram juízes singulares, Tribunais de Justiça e Ministros do Supremo Tribunal Federal. Simplesmente porque, e faço mais uma apologia a Loyola, “por menos que se goste deles, é preciso reconhecer: evitam catástrofes nesta cidade. Pior sem eles”.

Ministros do Supremo se manifestaram na forma de opinião e de decisão sobre o assunto. O Ministro Eros Roberto Grau, julgando a Reclamação STF 6568, concluiu “a conservação do bem comum exige que certas categorias de servidores públicos sejam privadas do exercício do direito de greve”. O Ministro-Presidente, Cézar Peluso, no julgamento da Ação Cautelar 3034, que visava suspender liminar concessiva do direito de greve à polícia civil do Distrito Federal, em dezembro do ano passado entendeu que o direito de greve do servidor público não é absoluto, que as restrições têm fundamento nos valores que incumbem a cada categoria – se incontornáveis à subsistência do Estado, e reiterou seu pensamento transcrevendo um trecho de um dos seus votos anteriores: “a concluir que os policiais não têm direito de greve, assim como não o têm outras categorias, sobre as quais não quero manifestar-me na oportunidade, porque seria impertinente. E não o têm, porque lhes incumbem, nos termos do artigo 144, caput, dois valores incontornáveis da subsistência de um Estado: segurança pública e a incolumidade das pessoas e dos bens. Ora, é inconcebível que a Constituição tutele estas condições essenciais de sobrevivência, de coexistência, de estabilidade de uma sociedade, de uma nação, permitindo que os responsáveis pelo resguardo desses valores possam, por exemplo, entrar em greve, reduzindo seu efetivo a vinte por cento”. E ao final da decisão, Peluso transcreveu extenso trecho do entendimento do Min. Eros Grau, que transponho na forma de imagem:

Em outra oportunidade, aquém de julgamento de caso concreto, à época que exerceu a Presidência do STF, o Ministro Gilmar Mendes afirmou: “Só o fato de um movimento paredista de pessoas armadas é suficiente para uma reflexão. Não é uma greve pacífica por definição. Sempre há o potencial de conflito, quem exerce parte da soberania não pode fazer greve”. Opinião no mesmo sentido foi manifestada pelo Ministro Celso de Mello, ao dizer que a greve da polícia afeta a sociedade: “São atividade essenciais que não podem ser atingidas por tais movimentos.”
A greve da polícia civil ou da polícia militar (para os militares a vedação de greve é expressa na Constituição Federal) põe em risco eventual a vida das pessoas, bem jurídico mais elevado, e atinge diretamente a vida do Estado Democrático de Direito, ao obstruir o exercício das atividades dos Poderes Legislativo, Judiciário e demais serviços do Executivo, além de obstacularizar a economia. Em Vitória da Conquista, os trabalhos da Câmara Municipal ainda não foram abertos, o calendário escolar não pode ser cumprido nas escolas públicas e particulares da rede municipal de educação, o transporte coletivo foi retirado das ruas impedindo o direito de ir e vir da população, o comércio e os bancos fecharam, ocorrendo igualmente com estabelecimentos de saúde. Capaz de desarticular toda a dinâmica de um Município, o caráter abusivo é inerente a greve de policiais pela própria natureza do serviço prestado: segurança pública.
Não raro, a greve nesse segmento desmoraliza os Poderes Constitucionais, o que não ocorre na greve exercida em outros segmentos sociais, e tem o condão, a depender do tempo de duração, de trazer à luz uma verdadeira guerra civil – basta-nos imaginar a polícia civil e militar, de todo o país, paralisadas. Por isso mesmo, gera um cenário social com força coativa suficiente para ‘extorquir’, do Executivo, vantagens pleiteadas.

Demonstrando o profundo compromisso que tem consigo mesmo, o deputado federal Mendonça Prado, do Partido Democratas, em Sergipe, às vezes de contribuir para o fim da greve da PM na Bahia, defendeu a não prisão dos líderes da greve ilegal dizendo que a polícia baiana recebe solidariedade de todos os policiais do Brasil, conforme matéria no Correio da Bahia online. Esqueceu ele, no entanto, da estudante Jaqueline, submetida a extorsão mediante seqüestro e vítima de violência física por parte de três mulheres e três homens que sarcasticamente lhe disseram que não lhe restava polícia para apelar. Esqueceu, também, das balas perdidas que saíram das áreas periféricas para o centro da cidade. Alguém – pasmem–, questionou-me ao pensar que o comando dessa greve, por ser ilegal, deveria ser alçado a colaborador intelectual dos crimes praticados contra essas vítimas, por incitação conveniente a desordem pública, demonstrando abertamente a paralisação total de suas atividades, com carreatas, passeatas e outros modos.

Sabemos, e muitas vezes a comunidade de Vitória da Conquista demonstrou sua solidariedade à luta dos policiais por melhores condições de vida, que a remuneração não equivale ao risco de vida diária por que passa cada mãe ou pai de família policial, em prol da segurança pública. Sobretudo quando se quer alcançar um cenário de eficiência e não corrupção. Sem a reforma tantas vezes sugerida à organização das polícias, a PEC 300 não pode ser engavetada. A defasagem dos vencimentos da categoria é tão histórica que os salários permanecem insatisfatórios mesmo com o ganho real de 29,40%, alcançado, desde 2006, no governo Wagner (nenhuma outra categoria alcançou esse ganho), pela polícia baiana considerada a que percebe melhores rendimentos dentre os policiais do Rio de Janeiro, Rondônia, Acre, Rio Grande do Sul, Pará, Amazonas, Roraima, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco. Em matéria no Correio da Bahia, a Associação dos Oficiais da Policia Militar (AOPM) foi citada para confirmar que o rendimento bruto inicial do soldado baiano é de R$ 2.117,22, maior do que a média nacional de R$1.020,00, somando-se a isto a conquista do auxílio alimentação. Resta-nos admitir que a luta seja justa, sob o ponto de vista ideal, não tão justa, sob o ponto de vista relativo; o modo da luta, ilegal.

E admitir também que o enfraquecimento estrutural do movimento sindical vulgarizou a greve, porque os trabalhadores limitam sua participação ao caráter imediato da reivindicação salarial e desconhecem ou desqualificam sua intervenção intelectual no processo de transformação social e econômica. A ontologia da greve coloca-a como meio drástico de discussão da classe trabalhadora com o capital privado, discussão a respeito da mais-valia. A admissão de greve aos servidores do Estado – e o Estado não se estrutura sobre a mais-valia – não deixa de ser uma contradição teórica, justificável perante a finalidade de dignidade humana repercutida ao salário por meio do cálculo de seu poder aquisitivo. Foi-se admitindo, na política, a greve aos servidores em decorrência das situações de instabilidade econômica, com os cenários de inflações galopantes, que esqueciam aos servidores o reajuste do poder de compra de seus vencimentos, o que, com a ausência de planos de carreira, gerava graves distorções de ganhos entre empregos públicos e privados. Essa complacência da política faz com que até hoje não haja regulamentação do direito de greve no Estado. Regulamentação necessária, pois imaginem bem todos os médicos e enfermeiros e anestesistas ingressando em greve geral e indeterminada no SUS? Mas isso daria outro texto de opinião.

No mais, esse episódio baiano bem poderia inspirar Fernando de Morais ao Tropa de Elite 3, mas, desta vez, saindo do realismo e inaugurando-o no surrealismo de cinema.

Nadjara Lima Régis é advogada e Procuradora Geral do Município de Vitória da Conquista

‘Epidemia’ de greves faz Dilma rediscutir direitos

Em meio à greve dos PMs na Bahia e a possibilidade de paralisações de policiais virarem ‘epidemia pelo País’, atingindo pelo menos outros oito Estados, o governo Dilma Rousseff desengavetou projeto de lei que disciplina o direito de greve de servidores públicos e exige que o governo seja comunicado com antecedência mínima de 72 horas na paralisação de atividades ‘inadiáveis de interesse público’.

Ontem, o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores da Policia Civil (Ugeirm-Sindicato) do Rio Grande do Sul anunciou o início de uma operação padrão. No dia 15, PMs e bombeiros ameaçam entrar em greve no Espírito Santo. Líderes da PEC 300 (que aumenta o salário de policiais e unifica os pisos pelo País) informaram que Minas também já enfrenta focos de reclamação da categoria.

No Rio, policiais e bombeiros marcaram uma assembleia para hoje e podem definir greve a partir de amanhã. Isso apesar da tentativa do governo de adiantar reajustes para evitar mobilizações. Levada ontem a Assembleia, a proposta foi considerada insatisfatória por associações e representações de classe, recebeu 78 emendas e saiu de pauta.

Líder do PSDB baiano, legenda que abriga o líder da paralisação, o deputado Antônio Imbassahy diz que o governo federal, ‘ao assumir a negociação na Bahia, da forma como foi feito, convocou os policiais de outros Estados a aderir ao movimento’.

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse ontem que o Congresso está disposto a rediscutir o direito de greve. Mas reiterou que não vai pôr em votação a PEC 300.

Direito de greve. O projeto de lei de restrição ao direito de greve foi preparado pela Advocacia-Geral da União em 2007, mas parou na Casa Civil, que, então comandada por Dilma Rousseff, não levou a proposta adiante.

O projeto de lei preparado em 2007 prevê que a deflagração de greves de servidores públicos seja aprovada por pelo menos dois terços da categoria. Hoje, na Bahia, a paralisação é liderada por uma associação que só representa 2 mil dos 32 mil PMs. E a assembleia da categoria só poderá ser convocada dez dias após o envio da pauta de reivindicações à autoridade competente.

O texto inclui segurança pública entre os 19 serviços considerados ‘inadiáveis de interesse público’, em que o estado de greve deverá ser declarado com antecedência mínima maior, de 72 horas. E a proposta limita a paralisação a 40% dos servidores de um órgão. / COLABORARAM ALFREDO JUNQUEIRA E DENISE MADUEÑO

xecutivo Municipal e entidades da sociedade civil discutem a segurança do município


Aconteceu na manhã dessa terça-feira, 7, no gabinete civil da Prefeitura de Vitória da Conquista uma reunião entre a Administração Municipal e representantes de diversas entidades da sociedade civil com o objetivo de discutir a segurança pública no município, em virtude da greve da Polícia Militar.

O prefeito municipal Guilherme Menezes reiterou que, desde o início da greve, a Administração tem feito todos os esforços e mantido contato com o Governo do Estado, por meio dos deputados estaduais e federais que fazem parte da base aliada do governo, solicitando providências para garantir a segurança e a manutenção da tranquilidade no município.

Durante a reunião, o prefeito comunicou que, em resposta ao ofício encaminhado ao governador do Estado, chegarão, inicialmente, a Vitória da Conquista ainda hoje, 23 agentes da Polícia Rodoviária Federal vinculada à Força de Segurança Nacional, com o propósito de manter a ordem pública. Eles vão patrulhar as entradas e saídas da cidade, bem como a zona urbana da cidade.

“É muito importante ter esse grupo aqui, observando quem entra e quem sai da cidade, quem está no centro”, destacou o prefeito. Ele salientou ainda: “O que nos interessa é o fim desse momento, sem prejuízo para a vida de ninguém. O que desejamos é que venha a solução o mais rápido possível”.

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Vitória da Conquista, Marcos Alberto de Oliveira, “a reunião foi bastante positiva; todas as entidades se pronunciaram. O prefeito solicitou a Força Nacional e já chegou um ofício dizendo que o Estado vai atender à solicitação. A gente espera que, na medida do possível, a sociedade volte a se movimentar tranquilamente, como vinha sendo na semana anterior”.

O presidente do Conselho de Segurança Pública da cidade, Joir Sala, ressaltou também que a reunião foi positiva. “O que nós estamos buscando junto  ao Gabinete da Prefeitura e todo o segmento da sociedade civil organizada são alternativas para que tenhamos segurança para que Vitória da Conquista possa voltar à normalidade”.

“A partir de agora, estamos retornando as duas garagens e vamos retomar o trabalho sim. Vamos nos reunir com os trabalhadores e vamos começar a rodar”, assegurou o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Carlos Fernandes, ao final da reunião. Cinquenta ônibus já estão circulando em Vitória da Conquista.

Anuncio da vinda de Força de Segurança Nacional para a cidade deixa conquistense com a sensação de mais segurança.


Com o anuncio de que a força de segurança nacional estaria chegando ainda hoje, em conquista, a população já demonstra a sensação de segurança, a população sai do casulo e vai às ruas e a movimentação de veículos e transeuntes já é percebida nas principais avenidas do centro da cidade.
O Comercio nesta terça-feira, funcionou de forma parcial, com apenas algumas lojas abertas, outras tantas, somente com partes de suas portas abertas.
A uma expectativa muito grande de que o ”estádio de sítio” como alguns dizem, ou a histeria como afirmou o Prefeito Guilherme Menezes,  em entrevista no programa de Wilson Brasil – Rádio Brasil FM -, esteja acontecendo na cidade. Acabe. Ainda hoje, com o desfecho dos acontecimentos que ocorre em Salvador.
O governo tem que reavaliar todo o sistema de segurança que oferece aos baianos, por que segurança pública não só se faz com apenas uma força, é um conjunto: Justiça, Ministério Público, Polícias  Rodoviária Federal e PF- Exercito, Marinha, Aeronáutica, e, além de outras importantes forças, como corpo de bombeiro PM, Policia Civil  etc. E de fato foi comprovado, de que a sociedade toda ficou refém dos acontecimentos e da mobilização de apenas uma categoria, que usou de forma política toda uma logística de mobilização para sensibilizar o Estado de suas reivindicações.
as fotos registradas as 13,40 minutos de 7 de feveiro d012

Cid Gomes diz que conceder anistia a PMs é ‘frouxidão’

O governador do Ceará Cid Gomes (PSB) classificou a anistia contra policiais grevistas como “frouxidão” e a paralisação, “crime federal”. Sem fazer referências diretas à greve de uma parcela da Polícia Militar da Bahia, Gomes defendeu que o governo federal esteja pronto para o envio de grandes efetivos de segurança em casos de paralisações nos Estados. “Se quem deveria fazer segurança entra em greve, o que é proibido pela Constituição, o país deve ter formas de assegurar segurança à população”, disse à Folha. Primeiro governador a lidar com uma greve de policiais militares este ano, ele declarou que “na hora que se concedeu a anistia, isso é uma frouxidão”. No caso dos profissionais cearenses que paralisaram as atividades, ainda não houve aprovação de anistia. “Greve não é uma iniciativa de quem quer negociação. Greve é uma medida extrema”, sentenciou Gomes.

Cerco a grevistas continua na BA; governador promete negociar

O clima foi de tranquilidade na madrugada desta terça-feira na Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, onde estão reunidos cerca de 300 policiais militares em greve desde a semana passada.

Veja fotos da greve da PM na Bahia
Policial grevista deixa Assembleia da Bahia
Governador do CE diz que anistia a PMs é ‘frouxidão’
Grupo armado incendeia ônibus escolar na Bahia
Mulheres e crianças deixam prédio da Assembleia da BA
Greve da PM suspende início das aulas na Bahia
Ministro da Justiça vê ‘vandalismo’ em ação de grevistas

O cerco ao local continua. Nesta manhã, por volta das 8h, ocorreu a substituição das tropas do Exército que passaram a noite no local.

Na madrugada, um veículo blindado foi colocado na principal entrada do local e um helicóptero também sobrevoou a área.

A maior parte dos grevistas continuava na parte interna do prédio.

Fabio Guibu/Folhapress

Tropas do Exército continuam cerco à Assembleia Legislativa da Bahia, ocupada por policiais militares em greve

Na madrugada, um policial deixou o local. Ele saiu sozinho, passou por triagem da Polícia Federal e foi liberado após a constatação de que ele não tinha nenhum mandado de prisão contra ele. Mulheres e crianças também deixaram o local na noite de ontem (6).

Em entrevista ao “Bom Dia Brasil”, da TV Globo, o governador Jaques Wagner (PT) disse que interlocutores do governo conversaram até de madrugada com os grevistas.

Segundo o governador, as conversas estão evoluindo e uma nova rodada de negociações deve começar na manhã desta terça-feira.

GREVE

A greve dos PMs da Bahia começou na semana passada. Eles reivindicam aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários.

O governador Wagner disse à Folha que não pagará nada acima do reajuste já concedido ao funcionalismo do Estado.

A Assembleia Legislativa foi invadida pelos grevistas e está cercada por homens do Exército desde a madrugada. A luz foi cortada no local.

Na manhã de ontem, diversos focos de tumulto ocorreram no local, e homens do Exército usaram balas de borracha e bombas de efeito moral.
GRACILIANO ROCHA
DE SALVADOR
FÁBIO GUIBU
ENVIADO ESPECIAL A SALVADOR