A Gente diz

Sindicato defende segurança para bancários


Categoria não pode ser exposta a riscos


No oitavo dia de greve dos policiais militares da Bahia, o Sindicato dos Bancários de Conquista e Região mantém a orientação de fechamento das agências para que a segurança dos bancários seja preservada. 


“Reiteramos aos gestores que compete aos patrões garantir segurança aos bancários até que a greve da PM seja finalizada”, esclarece o presidente do Sindicato dos Bancários Delson Coêlho.


Em contato com as agências bancárias no início da manhã de hoje (7), o Sindicato apurou que ainda não há definição quanto ao atendimento nesta terça-feira.


Logo mais às 9h30, o Sindicato participará de uma reunião na Prefeitura Municipal, juntamente com a Câmara de Dirigentes Lojistas e sociedade civil. Na ocasião, será discutida a questão da falta de segurança na cidade.

Salário de policiais baianos está acima da média nacional

Salário de policiais baianos está acima da média nacional

Desde 2008, a categoria se mobiliza para a aprovação da PEC 300 que estabelece piso de cerca de R$3,5 mil

Da Redação

Como ocorre na maioria das mobilizações de profissionais, a greve parcial da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) tem com uma das principais pautas de reivindicação as melhorias salariais. Reajuste, aumento na gratificação, pagamento de benefícios e estabelecimento de piso e de plano de carreira são alguns dos principais impasses para o retorno das atividades. Na Bahia, de acordo com Associação dos Oficiais da Policia Militar (AOPM), o rendimento bruto inicial do soldado é de R$ 2.117,22, maior do que a média nacional de R$1.020,00.

Desde 2006, quando a remuneração base era 1.297,37, os policiais tiveram um ganho real de 29,40%. No caso do sargentes, o valor pago é de R$2.748,48, quase R$1.300 a mais do que o valor pago em 2006. Os órgãos do governo baiano destacaram também que os policiais conquistaram outros direitos, como vale alimentação, a restruturação da carreira de praça e o tempo máximo de permanência nos postos de tenente-coronel e de coronel para 9 e 6 anos.

No último concurso estadual para Admissão no Curso de Formação de Oficiais da Polícia Militar, realizado em 2011, foram selecionados 120 profissionais. Durante os três próximos anos, eles seguirão estudando recebendo uma bolsa mensal de 30% do salário de um soldado. Uma das demandas apontadas pelos policiais grevistas é o aumento do pagamento feito pela GAP III (Gratificação por Atividade Policial) para a GAP V. Com isso, segundo a AOPM, os vencimentos teriam acréscimo de pouco mais de R$2 mil reais.

Comparado a outros estados da federação, a Bahia paga melhor aos policiais do que Rio de Janeiro, Rondônia, Acre, Rio Grande do Sul, Pará, Amazonas, Roraima, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco. Entretanto, estados menores dentro da região Nordeste como Sergipe, por exemplo, a categoria tem vencimentos maiores, de pouco mais de R$3 mil.

De todos as unidades, o Distrito Federal (DF) é o que paga melhor aos policiais e bombeiros. Para se ter uma ideia desde que foi aprovado e sancionado o Plano de Carreiras, pelo ex-presidente Lula, em 2009, a renda básica do policial militar passou a ser de R$4.129,73. No caso da Polícia Civil, o salário ultrapassa os R$ 7 mil.

Mobilização nacional
Para tentar uniformizar o pagamento e padronizar os vencimentos básicos da categoria, em todo o Brasil, desde o ano de 2008, policiais/bombeiros militares e policiais civis fazem uma mobilização para a aprovação da PEC 300. Pelo Projeto de Emeda Constitucional, que tramita no Congresso e foi incorporada à PEC 446, o piso da polícia militar seria de R$ 3,5 mil. No caso da Polícia Civil, o valor seria de de R$ 7 mil.

Os policiais alegam que, no caso dos estados não puderem pagar a diferença, o governo federal poderá criar um fundo destinado para cobrir a diferença. O governo alegou que o rombo no orçamento impediria a execução e viabilidade do projeto. Com a onda de assaltos e crimes na Bahia, os deputados retomaram as discussões sobre a necessidade de aprovação da PEC.

De acordo com a assessoria da Câmara de Deputados, na última sexta-feira (3), o parlamentar Átila Lins entrou com o pedido para que a pauta seja inserida na ordem do dia e seja apreciada pela casa. Caberá ao presidente da casa, deputado Marco Maia, acatar o pedido.

Diante da série de mobilizações no Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, o autor da PEC 300, deputado Arnaldo Faria de Sá, acredita que somente a aprovação da emenda seja a solução para os impasses. “Sem nenhuma, pode ser a solução para todos os demais estados. Todos os policiais militares vivem hoje uma situação difícil: o bico é maior do que o salário oficial e, quando chega perto da aposentadoria, dá desespero, porque o bico não vale para a aposentadoria, o que vale é o salário oficia”, declarou.

Em entrevista à Folha, Wagner atribui a parte dos policiais grevistas alguns dos assassinatos

GRACILIANO ROCHA (DE SALVADOR) FÁBIO GUIBU (ENVIADO ESPECIAL A SALVADOR), Folha

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse ontem que os métodos usados por uma parte dos grevistas da Polícia Militar do Estado são “coisa de bandido”.

O petista se referia ao uso de armas para tomar ônibus e bloquear vias e também atribuiu à parte dos policiais do movimento alguns do assassinatos nos últimos dias.

O governador negou ter sido omisso no episódio da deflagração da greve de PMs que gerou uma onda de mortes e de saques em Salvador.

Wagner, que acompanhava a presidente Dilma Rousseff em viagem a Cuba quando a paralisação estourou, admitiu que o governo foi surpreendido pelo tamanho do movimento grevista.

O governador afirmou que a greve na Bahia está sendo orquestrada nacionalmente para pressionar a aprovação da PEC-300, a proposta de emenda constitucional que cria um piso nacional para os policiais.

Ex-sindicalista, o petista disse que não vai oferecer nenhum aumento além dos 6,5% já dados ao funcionalismo em 2012 e é contra anistia a policiais envolvidos em atos de vandalismo.

Folha – Esta greve poderia ter sido evitada?

Jaques Wagner – Isso é mais levante do que greve, pelo jeito como foi feito: caboclo põe dois “berros” [armas] na cintura, tira população de dentro de ônibus, agride as pessoas, interrompe o trânsito. Têm por obrigação legal garantir a ordem pública e estão fazendo o contrário. Esse movimento tem esse caráter nacional: tem uma direção nacional, uma cartilha cujo objetivo é a votação da PEC-300.

Mesmo com motivação nacional, houve uma adesão forte dos PMs daqui por melhores salários.

Quem não quer ganhar mais? Todo mundo quer, mas precisa saber da legalidade e das consequências. Não é pouca coisa o aumento de 30% acima da inflação que policiais tiveram em cinco anos.

No momento em que a greve foi deflagrada, o sr. estava em Cuba. O sr. foi surpreendido?

Eu estava monitorando. A assembleia [de grevistas] foi dia 31 à tarde, cheguei na madrugada do dia 2. Havia autoridade aqui. Tinha o governador em exercício e o secretário de Segurança. A primeira ligação que eu recebi foi informando que a assembleia deu mais gente do que eles achavam que ia dar. A avaliação que as estruturas de segurança tinham [do movimento] não se confirmou na assembleia. Isso é fato.

O governo não negocia com a Aspra (entidade que lidera a greve) por isso?

É a associação que tem o menor número de associados.

Mas tem o controle do movimento. O sr. já foi sindicalista. Não é um equívoco não negociar com quem lidera?

Não acho que a categoria tenha apreço por essa liderança. Ninguém do governo vai receber o [presidente da Aspra, Marco] Prisco. Ele está com ordem de prisão decretada.

Em 2001, quando a PM parou por duas semanas e também houve uma onda de violência na Bahia, o sr. era de oposição e apoiou o movimento.

Eu não.

O partido do sr. apoiou.

Vários parlamentares apoiaram, eu não apoiei. Eu entrei para negociar e ajudar a sair da greve.

Pode haver invasão da Assembleia, onde estão acampados os líderes do movimento?

Invasão, não, porque é um prédio de outro poder [Legislativo]. Mas o próprio poder está incomodado com a presença de pessoas com ordem de prisão sentadas ali.

O Estado baiano ou as Forças Armadas irão prender essas pessoas?

Tem uma ordem judicial para ser cumprida. A estrutura militar e policial está montando uma estratégia para cumprir a ordem.

O sr. pode anistiar os grevistas?

Não vou assinar anistia nenhuma a quem cometeu crime, invadiu ônibus, matou mendigos ou moradores de rua, como foi feito. A figura da anistia não existe, ela só existe quando se encerra um regime de exceção. Não estamos em um regime de exceção. Anistia é presente e estímulo a esse processo.

O sr. tem informações concretas que grevistas mataram pessoas?

Óbvio que não tenho prova. Como a estratégia deles é a criação de pânico, é muito estranho que nesses dias morram moradores de rua na proximidade da associação deles. Você pode perguntar se estou sendo leviano. Estou falando de uma suspeita; será acusação se a gente conseguir provas.

O governo pode fazer alguma concessão para encerrar o impasse?

Não tem acordo. Não dá para a gente ficar alimentando isso como método de reivindicação salarial. Isso não existe. Qual é a segurança que posso lhe dar amanhã se é a polícia quem está tirando cidadão de ônibus? Isso é coisa de bandido. Estou falando até como ex-grevista.

Os militares darão segurança ao Carnaval de Salvador?

Ainda estamos a 10 ou 11 dias do Carnaval. Não há hipótese de esse planejamento da PM para o Carnaval não ser cumprido. Até lá estará acabado esse processo [de greve].

O sr. vai cortar o ponto de quem aderiu à greve?

Há uma separação gritante entre os marginais, que estão cometendo esses troços, de quem está querendo ganhar mais e aderiu. Tenho de separar o joio do trigo. Quem cometeu crime vai responder na Justiça. Para os outros, não, [o corte de ponto] será instrumento da negociação do comando da PM com eles.

Grevista é hostilizado em carreata no Sul da Bahia

Grupos de policiais militares que saíram no início da tarde desta segunda-feira, 6, em carreata por cidades do litoral sul baiano puderam constatar que o movimento grevista não tem apoio algum da população. E a indignação não é só pelo caos causado em uma região turística, às vésperas do Carnaval. O piso salarial da PM na Bahia chega a R$ 2.400 mensais, mais que o dobro do salário médio da região, o que tem gerado revolta contra a greve em todos os setores da sociedade, do empresário do ramo hoteleiro ao feirante. O salário dos policiais é citado em qualquer conversa de padaria em cidades como Itabuna, Nova Ibiá, Itamarí, Teolândia, Wenceslau Guimarães e Gandu. Era visível a vontade que feirantes tinham de vaiar ontem a carreata de PMs que passou em frente à Centrais de Abastecimento de Ilhéus. “Eu vendo manteiga e queijo há mais de 30 anos e nunca consegui tirar R$ 2.400 por mês. É um aburdo o que esses policiais estão fazendo de novo com a gente, justo agora que o Carnaval tá chegando”, disparava no entreposto a sergipana Ednéia Francisca de Oliveira, de 61 anos. Ela iniciou a primeira de uma leva de desaforos disparados por outros feirantes contra o grupo de policiais. Leia mais em O Estado de S. Paulo.

Salvador é uma mentira

Gilberto Dimenstein*

Sou de uma geração que via em Salvador a terra da felicidade e da criatividade por causa de gente como Gil, Caetano, Glauber, Jorge Amado, Verger, Bethânia, Gal, João Ubaldo, e por aí. Essa imagem de alegria e da descontração ficou por causa do majestoso Carnaval de rua. Mas é uma mentira – e a violência que se vê ali, depois da greve, é um retrato profundo.

Por razões familiares, vou com constância para Salvador e o que vejo é uma cidade cada vez mais decadente e violenta – vemos isso pelo lixo na rua e pelos indicadores de morte na periferia, além do aumento do roubo.

Mas o pior sinal, o mais trágico, é a gigantesca fuga de cérebro da cidade. São talentos da publicidade, da medicina, do marketing, das finanças, que vêm para São Paulo ou Rio. É gente simbolizada por tipos como Nizan Guanaes. Tire os baianos da publicidade paulista e tenta imaginar quantas empresas a menos teríamos – e quantos prêmios não viriam.

Com tantos talentos, São Paulo deveria pagar royalties para a Bahia. Recife para segurar seus talentos criou, por exemplo, o Porto Digital e passou a exportar software.

Os baianos que conheço, principalmente os que saíram, são muito mais duros com Salvador que eu estou sendo neste momento.

A boa notícia é que dá para reverter, como mostra o Rio, cada vez mais exuberante economicamente. Mas o êxodo de cérebros faz desse desafio quase uma missão impossível.

* Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Em colaboração com o Media Lab, do MIT, desenvolve em São Paulo um laboratório de comunicação comunitária. É morador da Vila Madalena.

Conquista ganha mais uma Clínica especializada – trata –se da Valverde – Medicina diagnostica –

 

O grupo liderado pelo médico Valverde estará inaugurando ainda nesta  semana, a nova Clinica Médica. Valverde  Medicina Especializada.
A Clínica esta localizada na Avenida Otavio Santos, Bairro Recreio próximo ao edifício da Policlínica Vida.  E segundo a coordenadora de ralações Institucional  da empresa, Any, o edifício e todos os equipamentos já se encontram  instalados e em perfeita condição de funcionamento. Muitos destes equipamentos, são de alta tecnologia  e terá uma função importante para facilitar o trabalho do profissionais em diagnosticar os procedimentos de seus pacientes.
Previstas para começar as atividades a partir desta quarta–feira, 08 de fevereiro de 2012.
Dentre as especialidades que serão atendidas na Clínica são:
Medicina Interna; Doppler Color; Crânio Transfontanela;Pênis; Bolsa Escrotal; Glândulas Salivares, etc
A Valverde Medicina diagnóstica – já funciona – no IBR, Santa Casa de Misericórdia e Policlínica  Vida. Brevemente estaremos entrevistando o doutor Walverde, oportunidade que iremos pontuar e destacar alguns assuntos relacionados aos setores de saúde e do empreendimento e da filosofia de atendimento desta empresa genuinamente conquistense.

Arcebispo de Salvador pode intermediar greve da PM

O arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, se colocou à disposição do governo do Estado para intermediar o conflito com integrantes da Polícia Militar e tentar acabar com a greve que aterroriza a Bahia há quase uma semana. No último sábado, inclusive, ele conversou com o governador Jaques Wagner e, a qualquer momento, pode ser chamado a ajudar.

Além disso, nessa entrevista concedida à Tribuna, Dom Murilo falou sobre temas espinhosos como a perda de fiéis para outras religiões, jovens, uso de camisinha, relacionamentos gays, corrupção… Vale a pena conferir o que pensa o maior representante da Igreja Católica do Estado.

Tribuna da Bahia – Dom Murilo o que representa para o senhor vir para Bahia assumir a arquidiocese de Salvador?
Dom Murilo Krieger – Uma grande responsabilidade. Isso eu senti desde o primeiro momento da minha nomeação. Se Deus me colocou para vir pra uma região que eu não conheço, com desafios bastante grandes, é porque há uma caminhada longa a ser trilhada e tudo isso faz parte. Acaba envolvendo todo o trabalho que se deve com desafios próprios, como os desafios sociais aqui não só em Salvador, mas em toda a Bahia. E eu sabia. Eu tive que vir em primeiro lugar humildemente para conhecer. Eu não vim com regras prontas, com respostas pré-fabricadas. Vim com uma finalidade, com um objetivo muito claro: entrar em contato com as pessoas, com a realidade. Conhecer o máximo possível de tudo, contactar as pessoas. E nesses dez meses foi possível fazer isto. Não no sentido de poder dizer “conheço tudo, já sei tudo”. Mas pude realmente dar grandes passos e hoje eu me sinto muito mais a vontade do que quando eu cheguei, já que eu me sentia meio perdido aqui.

Tribuna – Qual ou quais os maiores desafios que o senhor tem encontrado ao longo dessa sua missão aqui na Bahia?
Dom Murilo – Primeiro lugar: há uma população, uma região muito densamente povoada. E isso traz problemas sociais como traz às vezes facilidades, e eu imagino um bispo que trabalhe na Amazônia e tenha poucos milhares de fiéis para cuidar. Mas espalhados ele também vai ter os seus problemas. Mas aqui é uma região densamente povoada, mas com problemas sociais, porque a gente percebe que a cidade precisa, mas não teve um planejamento necessário. Houve um crescimento desordenado e isso fica até difícil para atender devidamente as pessoas, até para a qualidade de vida das pessoas. Como é um povo muito alegre, festivo, que gosta de participar, eu vejo que é uma cidade, uma região que devia ter mais praças públicas, que é o local de encontro das pessoas, onde elas se relacionam. Depois, no campo religioso, eu sinto que deveria ter mais padres para responder as necessidades desta população.

Tribuna – Dom Murilo, a sociedade, de um modo geral, tem mudado a uma velocidade muito grande. Como o senhor observa as críticas de que a igreja católica tem se distanciado dos seus fiéis? Perdido cada vez mais fiéis?
Dom Murilo – Na verdade, quando se fala que a igreja perde fiéis, eu diria o seguinte: foi feita uma pesquisa pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e se descobriu o seguinte: há um terço de católicos que são bem praticantes, um terço de católicos que são participantes ocasionais, vão em festas especiais, em momentos particulares da sua vida ou da vida da igreja. E há um terceiro, um terço que é aquele católico de batismo. Foi batizado, se considera católico, mas não participa da vida da igreja, não lê a palavra de Deus, não estuda o catecismo, não vai a celebrações. Então, especialmente esse terceiro grupo fica presa fácil a qualquer proposta, porque mesmo se dizendo católico ele não participa da sua fé. E é por isso que gente sabe que a maioria daqueles que deixaram a igreja são aqueles que na verdade nunca pertenceram efetivamente a ela. Então, o grande desafio nosso é como atingir aquele católico que não tem participado da vida da igreja. Como entrar na casa dele, no coração dele com a proposta de fé?

Tribuna – E o que está sendo feito pela igreja católica para que essa realidade comece a mudar? Até porque, as igrejas evangélicas atraem cada vez mais fiéis…
Dom Murilo – Eu penso que o grande problema da nossa igreja católica foi que custou para verem a importância dos meios de comunicação, coisa que outras igrejas fizeram. Já que uma pessoa não vem ao seu encontro, você tem que ir ao encontro dela. Mas você não entra mais hoje batendo na porta de um prédio, nem de um condomínio. Mas no rádio entra, a televisão entra, os jornais entram, as redes sociais agora entram. Então, eu diria que nós custamos a perceber, porque como nossas igrejas estavam cheias, o púlpito atingia muita gente, pensamos “ah, estamos atingindo todo mundo”. E na verdade depois percebemos que não. Então, o grande desafio nosso é saber usar bem uma rádio, um jornal, uma televisão, redes sociais, um site para que eles conheçam a proposta de Deus.

Tribuna – Tentar se aproximar cada vez mais dos fiéis…
Dom Murilo – Sim. De repente ele falar “ah, com isso eu me identifico”. Esse é o desafio.

Tribuna – De que forma o senhor acha que a igreja católica deve se aproximar mais dos fiéis?
Dom Murilo – Bem, veja… a doutrina da igreja é a doutrina da igreja. Não muda conforme o lugar da circunstância como muita gente gostaria. Quer dizer, nós recebemos de Jesus Cristo um patrimônio, uma herança que é intocável. Eu não posso dizer “não precisa mais amar o inimigo. Pode roubar. Não precisa mais ser justo, honesto…”. Não. Então, às vezes, o grande perigo de alguns grupos para atraírem os fiéis é que eles prometeram uma vida fácil. Um Jesus que resolve todos os seus problemas… Um Jesus que está ao seu serviço. Não é mais: “Pai seja feita a vossa vontade”, mas “Pai faça a minha vontade”. Então, nós temos que ser fiéis aos princípios. Claro, procurando apresentar a proposta da Igreja de uma maneira que toque, que seja inteligível para a pessoa de hoje. Então não se trata de mudar o conteúdo, mas mudar a roupagem para atingir as pessoas de hoje.

Tribuna – E os jovens, Dom Murilo? O que deve ser feito para que eles estejam cada vez mais envolvidos e abracem a religião?
Dom Murilo – Eu diria assim… Se nós formos comparar a Igreja hoje e 20 anos atrás, a percentagem de jovens hoje que participa é muito maior que 10, 20 anos atrás. Mas há muitos que não participam e que a gente precisa atingir. Eu penso que não adianta querer enganar o jovem. Eles querem um Cristo vivo que o próprio pregador tenha encontrado. Um Cristo capaz de sensibilizá-lo, de dar uma nova proposta mesmo que exigente para ele. Então, não posso querer conquistar o jovem com uma meia verdade ou pior ainda com a mentira. Mas eu tenho que apresentar esse Cristo: ele tem a resposta para os seus desafios. E aí vem a vantagem do grupo de jovens, dos movimentos juvenis, da rede social. É onde o jovem hoje passa várias horas do dia. Aí você entra numa linguagem que não sou eu que vou usar, porque eu não sei usar essa linguagem de forma adequada. E o jovem mesmo deveria ser o primeiro evangelizador do outro jovem.

Tribuna – O senhor acredita que a renovação carismática poderia ser o caminho para tentar atrair mais fiéis para o catolicismo?
Dom Murilo – Sem dúvida. A renovação carismática, como outros movimentos de jovens, têm conseguido atingir melhor esse jovem urbano. Eu diria assim… A linguagem da igreja, digamos de muito tempo, foi uma linguagem própria para o mundo rural porque a maioria da população vivia num mundo rural. Hoje não. Hoje 82% vivem na cidade. E esses novos movimentos têm conseguido realmente ter uma linguagem que atinge o jovem de hoje.  A renovação é uma das respostas. Eu, de minha parte, apoio todo grupo que percebo que tem uma proposta séria, tem um desejo realmente de evangelizar e esses grupos recebem todo o meu apoio e vão continuar recebendo.

Tribuna – Algumas regras e tabus afastam os jovens da igreja como, por exemplo, o uso da camisinha. Como o senhor avalia essa questão, já que os jovens começam cada vez mais cedo sua vida sexual?
Dom Murilo – Veja, o evangelho tem uma proposta de vida. Eu nunca vou poder diminuir a proposta do evangelho para tentar atrair alguém. Se um jovem faz uma opção por Cristo, vai aceitar também as exigências que Cristo lhe apresenta. É a mesma coisa num namoro. Então, na medida em que uma pessoa for conhecendo Jesus e sua proposta, ela mesma vai perceber “o que Jesus Cristo quer de mim?”, “Senhor o que queres que eu faça?”. Ele não começou colocando condições. Não. Então eu penso que o grande desafio pra Igreja é levar o jovem a se apaixonar por Cristo. O resto, as exigências posteriores são coisas normais entre duas pessoas que se amam, especialmente de quem se sente amado e quer corresponder com amor aquele que o ama tanto. Senão você vai ficar numa igreja assim, se eu começar só numa linha moralista “não pode isso, não pode aquilo”, não vou atrair o jovem e ele não vai sentir interesse por uma fé assim.

Tribuna – O relacionamento entre gays era uma coisa inadmissível há pouco tempo. Era tudo escondido. Hoje os jovens têm se permitido mais. Como a Igreja observa essa movimentação na sociedade?
Dom Murilo – Os meios de comunicação globalizam hoje os problemas, nem sempre globaliza as coisas boas. A solidariedade, por exemplo. Então, eu vejo assim… O mundo realmente está mudando, mas o que falta ao mundo são valores. Por isso que é tanta morte, tanta tristeza, nunca se houve tanto suicídio, tanto assassinato de jovem feito por outro jovem, nunca houve tanto apelo à droga. Quer dizer, as pessoas achando que iam ser felizes foram atrás dessas promessas de felicidade… e, no entanto, as pessoas hoje estão mais tristes, deprimidas. Basta aí ver os remédios que se toma para depressão. Então, eu acredito que o grande objetivo nosso deve ser apresentar valores pelos quais as pessoas sintam que “vale a pena lutar, trabalhar, sofrer”. Ideais de vida. O que falta na nossa juventude são ideais. Aí como não há ideais, o que é que fica? Ficam buscando roupas de grife, querendo imitar artistas, buscando alguma resposta na droga. Qualquer coisa que lhe prometa felicidade ele vai atrás, só que se esvazia, se engana.

Tribuna – O senhor acredita que a Igreja poderia acolher mais, independente da opção sexual, cor, raça…
Dom Murilo – Desde que a Igreja seja fiel àquilo que Jesus Cristo ensina a pregar, tudo bem. Não significa que Deus vá passar a mão na cabeça de todo mundo pra conquistar, “não, tudo bem… o que você faz é indiferente” seria uma mentira. Seria uma mentira porque se formos olhar o mundo que os apóstolos encontraram era muito pior do ponto de vista moral, a escravidão era normal… Quer dizer, era muito mais difícil e eles não deixaram de apresentar Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado. E foram atraindo multidões. Porque hoje há muito grupo religioso que propõe tudo isso que o jovem quer ouvir e nem sempre o jovem sente atração por ele, porque ele vai ver que não é aquilo que ele procura. Eu diria assim, mostrar ao jovem que a busca do prazer pelo prazer não é o que vai resolver a sua fome de felicidade. Aquilo que Agostinho falou há mais de 15 séculos é ainda uma grande verdade. Ele, falando de si mesmo: “criaste-nos para Ti, Senhor, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousar em Ti”. O homem foi criado para Deus, e fora de Deus vai ser sempre incompleto e infeliz.

Tribuna – O senhor acredita que a Igreja Católica pode ajudar mais o meio político na construção de uma sociedade mais justa, mais igual, com menos problemas como o senhor mesmo apontou?
Dom Murilo – Pode e deve. Porque veja, o ser humano desde os primeiros tempos da civilização é um ser essencialmente político no sentido daquele que participa da vida pública. E no caso distribui as responsabilidades para que alguns exerçam em seu nome o poder político. A Igreja não tem partido, por isso mesmo ela é contra a candidatura de padres, porque entrar num partido é assumir uma opção de uma parte. Ora, nós temos que trabalhar com todos independente do partido político. A Igreja defende valores, então ela quer que o seu membro, o seu católico vá, entre na política. Aquele que especialmente tem vocação se interesse pela política, se sentir vocação até para cargos que assuma para levar uma proposta nova de preocupação pelo bem comum, de solidariedade, de cuidado pela coisa pública. Então o católico que  tem essa vocação, eu diria diante de Deus, ele se deve obrigado a participar.

Tribuna – O senhor acredita que deveria haver um combate maior à corrupção no País?
Dom Murilo – Sem dúvida. O grande problema hoje é que as nossas leis são boas, mas não há uma resposta prática. As pessoas não veem e quando começam a perceber que aqueles que detêm poder, que manipulam verbas, eles estão se enriquecendo, o outro vai pensar “então é normal, é assim mesmo e se eu tiver oportunidade eu vou fazer o mesmo”. É assim que muitas pessoas erradamente pensam. Então, sem dúvida, eu acho que os políticos se esquecem que eles são muito visados. As pessoas estão muito mais atentas ao seu comportamento do que eles imaginam. Por outro lado, quando a gente encontra políticos honestos, dedicados a causas publicas, que trabalham para o bem da comunidade eles fazem um bem imenso que é louvável e outros deveriam também fazer.

Tribuna – O senhor acha que a Igreja poderia ajudar mais no processo de conscientização política da sociedade?
Dom Murilo – Sim. Inclusive tem sido muito comum nas eleições nós emitirmos alguma nota apontando pra valores que se devem olhar, não pra “vote no Pedro e não vote no Paulo”. Não. No sentido mais “olha, busque pessoas que participam”. Nós não somos daquele grupo religioso que diz: “olhe, nós devemos votar em tal pessoa porque esse é o candidato de Deus”. Isso é hipocrisia! Isso não tem sentido. Não. Acho que não posso usar o nome de Deus em vão. Eu posso dizer “olha, procure saber o passado do candidato. Veja sua atuação na comunidade, se foi uma pessoa aberta sempre aos outros, ajudar os outros? É uma pessoa que tem coerência? Está num partido que tem uma proposta boa? Você vê que ele tem realmente condições de assumir esse cargo?”. O grande problema hoje é que também a televisão pode enfeitar muito, dourar a pílula e apresentar como um grande benfeitor da humanidade uma pessoa que não tem nenhum valor. E a propaganda eleitoral se ela não for vista com critério, com discernimento pode levar a pessoa ao engano. Achando que está votando numa pessoa maravilhosa e daqui a pouco você ver que é um corrupto. Mas é por isso que eu digo a atenção ao passado, ao que ele já fez, se informar, participar de debates… isso é altamente recomendado.

Tribuna – Alguns integrantes do governo federal foram demitidos sob suspeitas de corrupção. O senhor acredita que a sociedade está mais atenta a isso, exigindo mais zelo pelo dinheiro publico?
Dom Murilo – Sem dúvida. E é aí nesse ponto que eu vejo a importância da imprensa. De uma imprensa livre que possa investigar, que evite ser tendenciosa e mais ainda que não caluniem, que preste um serviço com a verdade, um serviço que a imprensa pode prestar para ajudar a ter um discernimento crítico muito grande, e agora recentemente… em países do oriente a gente viu a força de todos, essa mídia social, como foi capaz de juntar pessoas… Então a gente nota que as pessoas hoje querem participar, tem mais interesse e isso é bom porque se a pessoa vai ser beneficiada por um bom governo, ela também se prejudica muito com um mau governo.

Tribuna – Pra finalizar, qual a mensagem que o senhor deixa para as pessoas nesse ano eleitoral?
Dom Murilo – Eu diria assim, pro futuro a gente não prevê, a gente constrói. Em outras palavras, a gente colhe aquilo que semeia. Então temos que ser muito atentos aos nossos direitos, atentos às nossas obrigações. O voto é um direito e uma obrigação, então tenho que examinar mais, não me deixar levar por promessa, por fachada. Precisamos construir uma sociedade nova, renovada, com pessoas novas, mas isso depende muito de nós. Saber escolher em quem votamos e não só em quem vamos votar, por quem vamos trabalhar. Trabalhar por pessoas que nós acreditamos ser uma pessoa séria. Vou trabalhar não porque vou ganhar alguma coisa em troca, porque ele vai amanhã me dar um emprego ou pra algum familiar, mas porque eu quero construir uma cidade, um Estado, um país melhor.

Colaboraram: Mari Mell e Romulo Faro
Osvaldo Lyra EDITOR DE POLÍTICA

Grevistas prometem reagir se Exército invadir Assembleia

Comando de Operações Táticas da Polícia Federal chegou a Salvador no domingo

Blindados do Exército Brasileiro garantem a segurança na capital da BahiaAgência Reuters

SALVADOR – Mas de 80 homicídios, o pedido formal de desocupação da Assembleia Legislativa, feito pelo presidente da Casa ao Exército, e a chegada de uma tropa especial da Polícia Federal a Salvador reforçaram neste domingo o clima de tensão que domina a capital baiana, desde o início da greve dos policiais militares. No início da noite, a luz foi cortada no prédio, e o líder do movimento, o ex-bombeiro Marco Prisco, conclamou os grevistas a resistirem, recomendando que não usassem armas de fogo. No local, além dos grevistas havia filhos e mulheres dos policiais amotinados.

Quarenta homens do Comando de Operações Táticas, a “tropa de elite” da Polícia Federal (PF) chegaram à cidade por determinação do governo federal. A missão do grupo é cumprir 11 dos 12 mandados de prisão expedidos contra alguns grevistas e remover os detidos para presídios federais. Quatro blindados do Exército circulavam pelas ruas de Salvador neste domingo. Os veículos, do tipo Urutu, foram enviados de Recife.

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo (PDT), pediu ao general Gonçalves Dias, comandante das forças de segurança na Bahia, na 6ª Região Militar do Exército, apoio para a retirada dos grevistas do prédio da Assembleia, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), até a meia-noite deste domingo, sexto dia de paralisação da Polícia Militar do Estado. Nilo afirmou que não admite que o prédio seja usado para “abrigar fugitivos da Justiça com mandado de prisão em aberto”:

– A Assembleia está funcionando de forma precária, os funcionários estão faltando ao serviço, há homens armados pelos corredores, pelas rampas de acesso e utilizando os banheiros. Já perdi a paciência, desde sexta-feira tentamos uma maneira pacífica para desocupar o local.

Por volta das 21h deste domingo, Prisco desceu a rampa da Assembleia e disse aos manifestantes ter recebido uma contraproposta do “coronel Castro”. Segundo ele, a proposta contemplava anistia para todos os policiais, pagamento parcelado de dois tipos de gratificação e a revogação de 11 dos 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça, menos o dele. A proposta foi rejeitada pelos grevistas.

Desde que a greve começou, terça-feira passada, foram registrados 82 homicídios em Salvador e Região Metropolitana, de acordo com boletins da Superintendência de Telecomunicações das Polícias (Stelecom). Neste domingo foram registrados oito casos de assassinatos, seis deles cometidos em bairros de Salvador: três em Valéria, um em Marechal Rondon, um em Itinga e um em Pau da Lima. Os outros dois ocorreram em cidades vizinhas da capital, Madre de Deus e Candeias.

Nos seis primeiros dias de greve, o número de homicídios na capital e Região Metropolitana aumentou 129% em comparação ao mesmo período da semana anterior. Das 21h de terça-feira às 13h deste domingo, foram registrados 78 homicídios pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). No mesmo período da semana anterior, ou seja, das 21h do dia 24 de janeiro às 13h do dia 29, foram registrados 34 homicídios, segundo os dados da secretaria.

Escolas em férias forçadas

Cerca de 450 escolas da rede privada no estado devem continuar em férias forçadas. O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinep-BA), Natálio Dantas, confirmou ter emitido recomendação para que as escolas particulares da Bahia só retornem às aulas após o fim do motim de policiais militares. O grupo educacional que reúne os colégios São Paulo, Anchieta e as unidades Anchietinhas confirmou que acatará a orientação do sindicato, suspendendo as atividades nesta terça-feira.

– Os pais devem usar o nosso site como canal de comunicação. Nossa preocupação é a segurança dos alunos durante o trânsito deles – afirmou Antônio Bamberg, diretor técnico e pedagógico das escolas que somam 4,5 mil estudantes na capital.

Na rede pública estadual, cerca de um milhão de estudantes e 40 mil professores voltam às aulas nesta segunda-feira, em meio ao cenário conturbado da segurança pública, devido à paralisação de parte de efetivo de 32 mil policiais militares. O secretário estadual da Segurança Pública, Maurício Teles Barbosa, garantiu que o retorno escolar ocorrerá normalmente, garantido pela presença de homens do Exército e de policiais militares não amotinados. Não informou, contudo, quantos homens atuarão na segurança dos colégios estaduais:

– Há um centro de operações à disposição das forças, e o gabinete emergencial já está funcionando. Temos uma parcela ínfima de grevistas, bem menor que o número do início.

A estimativa inicial do governo é que um terço (pouco mais de dez mil policiais) do total de PMs tenha parado. Sem dar detalhes da distribuição do efetivo pela capital e pelo interior, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Nardi, afirmou que mais de três mil homens estão na Bahia, “a maior massa” já empregada nessas operações.

O primeiro integrante do movimento grevista preso, na madrugada deste domingo, é Alvin dos Santos Silva, lotado na Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (COPPA). Segundo nota do governo, ele foi detido pelo comandante da própria companhia, major Nilton Machado, por formação de quadrilha e roubo de patrimônio público (viaturas). O policial também responderá a um processo administrativo na corporação. Alvin foi encaminhado para a Polícia do Exército. Com a prisão dele, a polícia cumpre o primeiro dos 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça.

Marco Prisco, líder da greve e presidente da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado Bahia (Aspra), passou mal na noite de sábado e precisou ser acompanhado por uma enfermeira. Ele sofre de problemas e recebeu medicação intravenosa.

O governador Jaques Wagner, por intermédio de sua assessoria de imprensa, negou que tenha ajudado, em 2001, a greve dos policiais militares, acusação feita sábado por Prisco.

– Essa informação é absurda. O governador tem uma carreira política amplamente conhecida pela sociedade. A responsabilidade e o compromisso com a democracia são alguns dos seus princípios de ação na vida pública – disse o porta-voz Ipojucã Cabral.

Sábado, a secretaria de Segurança recuperou as 16 viaturas que estavam em poder dos grevistas.

Esporte: Campeonato Baiano – Vitória da Conquista vence o Fluminense fora de casa; veja demais resultados da rodada

Em outro jogo, em Feira de Santana, Juazeiro vencia o Feirense até os 46 minutos quando sofreu o empate

05.02.2012 | Atualizado em 05.02.2012 – 20:32

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Da Redação

A sexta rodada do Campeonato Baiano 2012 contabilizou 20 gols nos seis jogos. Destaque para o duelo entre Vitória e Bahia de Feira, no Barradão. Sem pena, o Rubro-negro goleou o atual campeão estadual 4 a 0. No estádio Luiz Viana Filho, em Itabuna, o Bahia saiu na frente, permitiu a virada do time da casa, mas venceu com um gol de Souza nos acréscimos do segundo tempo. Confira os demais resultados da rodada

Fluminense 0 x 3 Vitória da Conquista

No estádio Joia da Princesa, o Bode bateu os donos da casa por 3 a 0 e começa a reagir no Campeonato Baiano 2012. Carlinhos abriu o placar aos 18 minutos do primeiro tempo. Gil, aos 22, ampliou o placar. Roni, aos 42 do segundo tempo, matou o jogo e fez o terceiro do Vitória da Conquista. Com o resultado, o Bode pula para a quinta colocação, com dez pontos, enquanto o Fluminense, descendo ladeira, é apenas o sétimo, com seis.

Juazeirense 1 x 1 Camaçari

Em Juazeiro, o time do Pólo saiu na frente com Pedro Henrique no segundo tempo. Pouco tempo depois, a Juazeirense empatou o duelo com Da Silva. Os times até que tentaram buscar a vitória, mas faltou qualidade para balançar as redes. Após o jogo, a Juazeirense está na nona colocação, com cinco pontos, enquanto o Camaçari, também com cinco, mas saldo de gols melhor, ocupa o oitavo lugar.

Serrano 1 x 1 Atlético

Em Vitória da Conquista, o Serrano abriu o placar com Rubens, mas Deon não permitiu a derrota do Carcará e deu números finais ao jogo. Foi o quinto empate do Serrano no Baianão 2012 – o time ainda não venceu no torneio. Já o Atlético segue com a boa campanha. O Carcará é o quarto colocado no Baianão 2012, com 12 pontos.

Feirense 1 x 1 Juazeiro

Em Senhor do Bonfim, o Juazeiro vencia até os 46s do segundo tempo com gol de Nino Guerreiro, mas o Feirense conseguiu o empate com Valdo, frustrando as pretensões dos visitantes. Com o resultado, o Feirense fica na sexta colocação, com sete pontos, enquanto o Juazeiro, que ainda não venceu, é o lanterna, sem nenhum ponto.

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Presidente da Assembleia Legislativa pede desocupação da Casa a Exército

 

 

Comunicado foi realizado por volta das 17h30 no Quartel do Exército.
Comandante-geral está reunido com outros chefes neste momento.

Do G1 BA

blindado nas ruas de Salvador (Foto: Divulgação/Secom)Blindado é visto pela Avenida Paralela, em Salvador. (Foto: Divulgação/Secom)

O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, se pronunciou por volta das 17h30 deste domingo (5), no Quartel do Exército, localizado na Mouraria, em Salvador. Dirigindo-se ao comandante das forças de segurança na Bahia, coronel Judias, Nilo solicitou providência para desocupação da Assembleia Legislativa o mais rápido possível. Os policiais militares grevistas estão acampados no local há seis dias.

“Os trabalhos legislativos precisam voltar à normalidade. A Assembleia não pode ser usada como abrigo para foragidos da Justiça”, disse Nilo.

O discurso do presidente legislativo foi rápido e ele não chegou a sentar. Ninguém do Exército comentou qual será a estratégia. Depois do comunicado, por volta das 18h, general G. Dias convocou reunião com outros comandantes, da Polícia Federal, Aeronáutica, Força Nacional, entre outros, para avaliar o pedido.

qg prisco; greve na bahia; bahia (Foto: Egi Santana/G1)QG dos grevistas dentro da Assembleia Legislativa. (Foto: Egi Santana/G1)

Pouco antes das 17h30, dois helicópteros realizaram voo baixo na Assembleia Legislativa para observar e intimidar os servidores grevistas. No local estão os policiais, muitos acompanhados de esposas, filhos e outros parentes.

Com a chegada dos helicópteros, os líderes do movimento pediram, através de carro de som, que os policiais se concentrassem na rampa principal, situada na área externa e que dá acesso à Assembleia.

Dois tanques do Exército chegou ao antigo Quartel, localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), pouco antes das 18h. De acordo com o governo, eles estão monitorando a situação.

Casos de homicídios

Durante os seis dias de greve de parte dos policiais militares na Bahia, o número de homicídios em Salvador e região metropolitana aumentou 129% em comparação ao mesmo período da semana anterior. A greve foi decretada na noite de terça-feira (31).

Das 21h de terça (31) até as 13h deste domingo (5), foram registrados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) 78 homicídios. No mesmo período da semana anterior, ou seja, das 21h do dia 24 de janeiro (terça) até as 13h do dia 29 (domingo), foram registrados 34 homicídios segundo os dados da secretaria.

Dirigente da associação de PMs é preso
Um soldado da PM e dirigente da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado Bahia (Aspra) foi preso na madrugada deste domingo, segundo o governo do estado, e encaminhado a sede da Polícia do Exército, na Avenida Paralela, em Salvador.

O PM é lotado na Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (COPPA). Segundo o governo, ele é suspeito de formação de quadrilha e roubo de patrimônio público, referente à retenção das viaturas.

A prisão dele é a primeira cumprida dos 12 mandados de prisão expedidos pela Justiça da Bahia contra integrantes do movimento grevista. De acordo com o governo, as outras 11 prisões devem ser executadas durante este domingo.

Carros de polícia recuperados
A Polícia Militar recuperou, na tarde deste sábado, 16 carros oficiais que estavam em poder dos grevistas, na Assembleia Legislativa, em Salvador. Os manifestantes são filiados à Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado Bahia (Aspra). Os mandados de reintegração de posse foram expedidos na manhã do sábado (4).

Negociação
O presidente da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado Bahia (Aspra), Marco Prisco, e os policiais filiados à entidade, esperam espaço para negociação das pautas reivindicatórias com representantes do governo do estado. “A palavra é negociação”, diz Prisco neste sábado (4), na sede da Assembleia Legislativa, onde está desde a noite de terça-feira (31).

Autuação federal
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que já fez o pedido de reserva de vagas em presídios de segurança máxima para encaminhar, caso seja necessário, os policiais militares que tenham cometido algum tipo de crime durante a mobilização grevista, que já dura cinco dias na Bahia. Durante coletiva à imprensa, realizada na manhã deste sábado (4) ainda na Base Aérea, onde desembarcou, o ministro frisou a relação que o governo federal mantém com as políticas de segurança estadual.

Pronunciamento do governador
O governador da Bahia, Jaques Wagner, tentou tranquilizar a população do estado em cerca de três minutos de pronunciamento oficial, transmitido pelas emissoras de rádio e TV por volta das 20h15 desta sexta-feira (3). Ele reafirmou a “intranquilidade” vivida nos últimos quatro dias, que tem resultado no fechamento antecipado do comércio, violência na rotina do trânsito e contra a população. “Estamos tomando providências para conter ações de um grupo de polícia usando métodos condenáveis e difundindo o medo na população, causando desordem”, afirma.

Mais de 2.500militares do Exército patrulham as ruas de Salvador e de outras cidadesda Bahia

Até o início da noite deste domingo (5), 2.578soldados das Forças Armadas e da Força Nacional já estavam patrulhando ascidades de Salvador, Feira de Santana, Barreiras e Paulo Afonso, na Bahia,segundo informou o tenente-coronel Cunha, porta-voz da VI Região Militar.Segundo ele, há previsão de chegada de mais 250 militares na noite destedomingo (5).

“O objetivo é estar presente na maior possibilidadede áreas da cidade, a fim de trazer à população a sensação de segurança etranqüilidade”, afirmou o porta-voz. Outros contingentes militares podemdesembarcar em Salvador nos próximos dias, conforme o planejamento e asnecessidades das operações.

Entre 12h e 15h deste domingo (5), mais 150 militaresdesembarcaram na Base Aérea de Salvador. Provenientes do Rio de Janeiro, 135paraquedistas do Batalhão de Infantaria e 15 das Forças Especiais, de Brasília.Junto com eles, vieram quatro veículos de combate ‘Urutu’, que também já estãocirculando em Salvador.

Governador se reúne com cúpula da SSP

O governador Jaques Wagner, o secretário de SegurançaPública, a cúpula da Polícia Militar, secretários de Estado e chefes de outrosPoderes se reuniram, na tarde deste domingo, para avaliar a situação.

Tropa de Elite da PF chega à Bahia

Quarenta integrantes do Comando de Operações Táticas,a “tropa de elite”, da Polícia Federal (PF) também desembarcaram neste domingo(5), por volta do meio dia, para executar os mandados de prisão expedidoscontra integrantes do movimento grevista. Os policiais especializados vieram deBrasília, em um avião da

PF,que ficará à disposição para remoção dos detidos aos presídios federais. Outros15 homens do Grupo de Pronta Intervenção da PF na Bahia darão apoio àsoperações.

Assembleia tem queser desocupada até a meia noite deste domingo(5)

O presidente da Assembleia Legislativa, deputadoMarcelo Nilo, pediu ao general G. Dias, comandante das Forças de Segurança naBahia, que a Assembleia seja desocupada até a meia-noite deste domingo (5). Oprédio foi ocupado por policiais militares grevistas desde a última terça-feira(31).

O deputado disse que “os trabalhos legislativosprecisam voltar à normalidade e que a Assembleia não pode ser usada como abrigopara foragidos da Justiça.” Nilo ressaltou que o pedido partiu dele, e nãodo governador.

Primeiro mandado deprisão foi executado

O primeiro dos 12 mandados de prisão contralideranças da Aspra foi cumprido na madrugada deste domingo (5), quando o comandanteda Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA), major Nilton Machado, prendeuAlvin Silva e o encaminhou para a Polícia do Exército. Alvin é acusado deformação de quadrilha e roubo de patrimônio público (viaturas). Além disso, opolicial vai passar por um processo administrativo na própria corporação.

Boletinsinformativos

ASecom disponibiliza, diariamente, boletins informativos sobre o andamento dasnegociações e providências adotadas pelo governo para encerrar o movimento dospoliciais militares baianos que iniciaram a paralisação de suas atividadesdesde a última quarta-feira(01). As informações também podem ser acessadas emnosso portal http://www.comunicacao.ba.gov.bre na página de áudio com informativos em MP3 http://www.comunicacao.ba.gov.br/radio

Preso integrante de movimento grevista

Foi preso na madrugada deste domingo (5), Alvin dos Santos Silva, policial militar lotado na Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (COPPA). A prisão dele é em cumprimento a um dos 12 mandados de prisão expedidos para serem executados no estado da Bahia.
Alvin Silva é acusado de formação de quadrilha e roubo de patrimônio público (viaturas). O próprio comandante da COPPA, major Nilton Machado, foi quem efetuou a prisão e o encaminhou para a Polícia do Exército.
Além dos crimes, o policial vai passar por um processo administrativo na própria corporação.