A Gente diz

David Salomão, o “Capitão Nascimento”: “Viemos aqui porque a Caesg estava traindo o movimento”

“Capitão Nascimento”: “Viemos aqui porque a Caesg estava traindo o movimento de todos os policiais militares”.

O presidente da Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia (Aspojer), David Salomão, é o grande orquestrador do movimento grevista em Vitória da Conquista, atuando como negociador e como articulador, conduzindo a categoria às decisões que motivaram episódios como a ocupação da Câmara, a carreata que praticamente paralisou o centro da cidade ontem e que hoje rendeu nuances de guerra ao inviabilizarem a saída de viaturas da antiga Caesg. Salomão, quase um sósia do “Capitão Nascimento”, do filme Tropa de Elite, ele se assemelha em muito ao personagem, especialmente no biótipo, mas também na forma enérgica do comportamento.

Em entrevista ao Blog do Fábio Sena agora à tarde, ao ser indagado sobre as razões que conduziram os policiais à Caesg, não mediu palavras: “Viemos aqui porque a Caesg estava traindo o movimento de todos os policiais militares”. Ele deixou claro ainda que não existe distinção entre os militares. “Quero deixar bem claro que a Polícia Militar é uma só. Não existe diferença entre Caesg e policial militar ordinário; todos pertencem à mesma categoria, todos sofrem os mesmos desmandos do governo”.

Sobre a tensão e o clima de guerra que se instaurou em frente à Companhia de Polícia, ele afirmou que houve, na verdade, uma reação dos grevistas ao comportamento “duro e enérgico” do tenente-coronel Braga. “Nós estávamos abertos ao diálogo, vimos conversar com o comando e ele, numa atitude dura e enérgica, disse que passaria até por cima dos policiais. Mas aqui tem policiais que são homens também, resistiram à saída das viaturas e vamos continuar, vamos permanecer para mostrar que a força é de toda a categoria, a força está na categoria policial militar. Como eles foram incisivos no diálogo, vamos ficar por tempo indeterminado na frente da companhia”.

PM insatisfeita com greve: Por fim, o nosso “Capitão Nascimento” particular afirmou que o movimento tem sido desencadeado de maneira pacífica por toda a categoria e afirmou que a própria Polícia Militar está insatisfeita com essa paralisação, cuja causa é o próprio governo estadual, em sua visão. “A gente deseja voltar o mais breve possível às suas atividades, só que o governo insiste em não chamar à mesa de negociações. Nesse momento em conclamo a atenção e a compreensão de toda a sociedade de Vitória da Conquista porque o profissional militar tem sofrido há exatamente quinze anos. Existe uma lei, editada em 1997, de gratificação por atividade policial, e o governo não cumpre há 15 anos, um direito. E como quer que o policial militar trabalhe satisfeito?”.

Policiais em greve impedem a Caesg de fazer policiamento e situação fica tensa em Conquista

Obs:  “O movimento grevista da PM  quer 100% de paralisação  o que é  proibido por lei, principalmente em serviços ensencial a sociedade”

 

Em um dos momentos mais tensos o Coronel fez menção de lançar bombas de gás no grupo de manifestantes.

 

Por volta das 12h deste sábado, policiais militares de Vitória da Conquista foram para frente do comando da Caesg em Vitória da Conquista para impedir que a especializada continue realizando o policiamento no município.

Inicialmente houve uma tentativa de acordo, mas a situação ficou crítica quando o Comandante da Caesg, Coronel Braga, determinou que sua tropa saísse de qualquer maneira do quartel e disse que não aceita que os manifestantes interrompessem o fluxo de veículos no local.

Com os ânimos exaltados, os manifestantes não retrocederam e colocaram seus veículos na frente do quartel interrompendo a saída das viaturas.

Em um dos momentos mais tensos o Coronel Braga fez menção de lançar bombas de gás no grupo de manifestantes, porém um de seus oficiais se colocou como mediador e a situação foi controlada.

Em entrevista, o Braga informou que a especializada continuará fazendo o policiamento em Conquista. Já um dos líderes do movimento, David Salomão, informou que os policiais da Caesg estão aquartelados e neste momento não há policiamento em Vitória da Conquista. Segundo Salomão, o movimento grevista ficará de prontidão na porta do quartel para impedir que os policiais saiam para o trabalho.

Durante o protesto várias viaturas foram vistas retornando para a sede da Caesg.

 

 

Governador vê participação de grevistas em ataques em Salvador

O governador Jaques Wagner disse acreditar na participação de policiais militares grevistas em homicídios e saques ocorridos em Salvador nas últimas horas, por causa da paralisação parcial da Polícia Militar no Estado, iniciada na terça-feira, 31 de janeiro.

‘Parte dos crimes pode ser parte da operação montada, da tentativa de criar um clima de desespero na população para fazer o governo sucumbir, uma tentativa de guerra psicológica, como ocorreu recentemente em outros Estados, como o Maranhão e o Ceará’, disse o governador, na manhã deste sábado, 4. ‘Não tenho dúvida que parte de tudo isso é cometido por ordem dos criminosos que se autointitulam líderes do movimento.’

O governador também negou a possibilidade de anistia dos policiais militares que tiverem cometido atos de vandalismo ou violência durante a paralisação – um dos itens da pauta de reivindicações tanto dos PMs grevistas (cerca de um terço da corporação, de 32 mil homens), quanto dos que continuam trabalhando.

‘Não existe essa possibilidade, não vejo como anistiar, perdoar, o que quer que seja’, disse. ‘Isso seria como eu dizer a outros criminosos que amanhã ele pode ser anistiado.’

O governador voltou a dizer, sem citar nomes, que a Justiça baiana já expediu mandados de prisão para 12 lideranças da greve – e que outros quatro já foram pedidos. ‘Tenho certeza que a determinação judicial será cumprida, porque se tem alguém com mandado expedido contra si e ele não se entrega à Justiça, ele é foragido’, afirmou.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, houve redução no registro de crimes ocorridos na região metropolitana de Salvador, na madrugada de sábado, na comparação com a madrugada anterior.

O número de homicídios, que havia sido de 18 entre a meia-noite e às 7 horas de sexta, caiu para um na madrugada de sábado, segundo o primeiro balanço disponibilizado pela SSP. O corpo de um homem, ainda não identificado, foi localizado no bairro periférico de Canabrava.

Ao longo de sexta, o último balanço da SSP na região metropolitana registrou 28 homicídios, dos quais 21 em Salvador – cidade que registrou, no ano passado, média de 4,2 assassinatos diários.

Ministro. No fim da manhã, chegaram a Salvador, para acompanhar os trabalhos das tropas federais enviadas à Bahia, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, e a secretária Nacional da Segurança Pública (Senasp), Regina Miki.

De acordo com Cardozo foi transportado para a Bahia, por determinação da presidente Dilma Rousseff, que decretou situação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para o Estado, o maior contingente de forças federais já utilizados em operações do gênero no País.

‘São mais de 3 mil homens das Forças Armadas, para dar tranquilidade ao povo baiano e para fazer com que o Estado de Direito prevaleça’, afirmou o ministro. ‘Estando sob estado de Garantia de Lei e Ordem, qualquer depredação de equipamento configura crime federal – e a Polícia Federal está orientada fazer com que as transgressões à lei sejam apuradas e punidas com o máximo rigor.’

Cardozo também contou que já foram criadas vagas nos presídios federais de segurança máxima para receber as lideranças do movimento grevista, que tiveram mandados de prisão expedidos contra si pela Justiça baiana.

Arrombamentos. Além do assassinato, foram registrados três arrombamentos em Salvador durante a madrugada de sábado. Um supermercado do bairro do Ogunjá e a Colônia de Pescadores do Rio Vermelho foram saqueados.

Uma loja de móveis do bairro do Cabula foi incendiada depois do arrombamento e o fogo comprometeu a estrutura do prédio de três andares localizado acima do estabelecimento. As quatro famílias que moram no local tiveram de deixar as casas.

No interior da Bahia, foram registrados ataques a tiros contra estabelecimentos comerciais em cidades como Paulo Afonso, no norte do Estado, e Barreiras, no extremo oeste. Nos dois municípios, todos os PMs aderiram à greve, em assembleias realizadas na noite de sexta.

Em Barreiras, por exemplo, duas agências bancárias, uma loja de roupas, uma clínica médica e a sede da TV Oeste, afiliada da Rede Globo, foram atingidas por tiros. Não houve feridos ou saques, segundo a SSP.

Vitória da Conquista, no sul do Estado, também registrou estabelecimentos danificados por ação de vândalos. Lojas do centro da cidade e uma agência bancária tiveram as portas quebradas por pedras. Em Feira de Santana, segundo maior município do Estado, foram registrados três homicídios e, em Itabuna, um.

Governador, ministro da Justiça e autoridades civis e militares sereúnem na Base Aérea de Salvador

 

O governador Jaques Wagner esteve na BaseAérea de Salvador nesta manhã de sábado (4), onde desembarcou o ministro daJustiça, José Eduardo Cardozo. Os dois se reuniram com o chefe do Estado MaiorConjunto das Forças Armadas, general José Carlos Nardi, a secretária nacionalde Segurança Pública Regina Miki, o secretário estadual da Segurança Pública,Maurício Barbosa, o comandante geral da Polícia Militar (PM), coronel AlfredoCastro, e outras autoridades civis e militares.

Para o governador, a presença do ministro e demais autoridades é umademonstração da postura do governo federal em relação ao que está acontecendona Bahia. “A democracia é território do império da lei, seja qual for oconteúdo da demanda apresentada. Não podemos admitir que aqueles que sãoremunerados para dar paz e tranquilidade para o povo baiano se transformem nocontrário, e eu falo de uma minoria. A maioria da Polícia Militar da Bahia, umainstituição quase bicentenária, quer ter melhores condições de trabalho, masnão pode comungar com a quebra da disciplina, da hierarquia, com a ameaça dearma em punho à população e com o esbulho do patrimônio público e privado”.

Os praças da PM baiana já acumulam, de acordo com Wagner, em cinco anos degoverno, perto de 60% de reajuste, o que representa um ganho real de cerca de35%. “Este ano, quando nem todos os governadores e nem o governo federalgarantiram o reajuste linear igual ao da inflação do ano passado, nós jágarantimos na Bahia um reajuste de 6,5%”.

O governador destacou o esforço do Estado na incorporação de 9 mil homensao contingente da PM nos  últimos cinco anos, na renovação da frota e namelhoria das condições de trabalho, que, para ele, ainda não são as ideais.“Continuarei, como sempre foi a minha postura, aberto à negociação, mas eu nãoposso ser governado por policiais militares de arma em  punho. Isso é asubversão completa do estado democrático de direito. Espero que a ampla maioriada PM retorne tranquilamente à normalidade e vamos continuar, como emoutros anos, negociando para a melhoria salarial e das condições de trabalho”.

Presidente Dilma decretou Operação de Lei e Ordem

Segundo o ministro, a presidente da República decretou, nos termosda legislação em vigor, Operação de Lei e Ordem, o que significa apossibilidade de mobilização da Força Nacional, da Polícia Federal e das ForçasArmadas sob o comando do Ministério da Defesa. “Isso nos permite trazer para aBahia o maior contingente operacional que já se fez em situações dessanatureza. São mais de três mil homens, somando as Forças Armadas e o Ministérioda Justiça em estreita relação com o Governo do Estado da Bahia. A ideia éfazer com que o estado de direito prevaleça”.

Nesse sentido, Cardozo disse que a Polícia Federal já está orientada para quetransgressões à lei sejam apuradas e punidas com o máximo rigor. O ministroressaltou que depredações e ataques a equipamentos que estão submetidos àOperação de Lei e Ordem  configuram crime federal. “Portanto, a PolíciaFederal poderá investigar, apurar e submeter as ações ao Ministério PúblicoFederal, para que as medidas corretas sejam tomadas, sem prejuízo das sançõesno âmbito do Estado e nas ações que o Ministério Público Estadual deve adotar”.

Cardozo destacou que a vinda à Bahia, junto com o chefe do Estado Maior dasForças Armadas, é uma orientação da presidente da República, Dilma Rousseff. “Ogoverno federal tem uma estreita relação com a equipe de segurança pública doGoverno do Estado. Temos feito projetos em conjunto, o que nos leva a admiraras polícias estaduais Civil e Militar. Nós estamos dando ao Governo da Bahiatodo o apoio incondicional para que seja possível cumprir a missão na defesa daordem e do estado de direito”. O ministro Cardozo disse que este tipode ação criminosa tem ocorrido em outros estados brasileiros. “Isso faz partede uma guerra psicológica, uma estratégia dos movimentos. As providências estãosendo tomadas, a lei e a ordem serão cumpridas”.

Três mil militares estãoà disposição do Estado

As Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica)e a Força Nacional de Segurança, vinculada ao Ministério da Justiça,disponibilizaram cerca de três mil militares no apoio às ações de segurançapública em Salvador e algumas cidades do interior da Bahia. Hoje já estão noestado 1,8 mil homens e, neste sábado, desembarcam outros 700 militaresfederais que vão se somar a esse contingente.

As forças federais foram solicitadas àpresidente Dilma Rousseff pelo governador para reforçar a segurança pública noestado, colaborando com o trabalho das polícias Civil e Militar. A iniciativavisa conter os atos de vandalismo que se espalharam pelo estado, a partir daação de uma associação não reconhecida de policiais militares.

As tropas se deslocam por via aérea eterrestre de Sergipe, Alagoas, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba e Rio Grandedo Norte. Também participam das ações contingentes do Corpo de FuzileirosNavais (Marinha) e da Força Aérea Brasileira (Aeronáutica), baseados emSalvador.

Justiça expedemandado para reintegração de viaturas da Polícia

A Justiça expediu no final damanhã deste sábado (4) um mandado de reintegração de posse para recuperar as 16viaturas apreendidas ilegalmente por manifestantes ligados à Associação dosPoliciais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado Bahia (ASPRA), em um dosacessos à Assembleia Legislativa da Bahia, localizada no Centro Administrativo.Parte delas já foi retirada e o cumprimento da ordem judicial segue até quetodas sejam retomadas pelo Governo baiano. Além da apreensão ilegal, os PMsmanifestantes da ASPRA também furaram os pneus de algumas das viaturas.

Artigo: Wagner e a bomba-relógio

Em 2006 durante sua campanha eleitoral Jaques Wagner estabeleceu contato com associações de de policiais militares da Bahia. Prometeu a eles uma série de benefícios, gratificações e incorporações. Os PM’s fecharam com o candidato garantindo-lhe total apoio. Mal sabia ele que estava criando uma bomba-relógio. Após a inesperada vitória, devida em grande parte às alianças costuradas pelo então deputado Geddel Vieira Lima, Wagner descobriu que as promessas feitas aos PM’s eram inviáveis de serem cumpridas. Por uma questão de receita era impossível reajustar salários e incorporar benefícios a policiais, servidores e professores. Justamente por isso que o governador Paulo Souto e seus antecessores não haviam feito.

Durante seus 6 anos de governo, Wagner foi protelando o diálogo com os policiais. O vulcão estava em processo de erupção. Após várias tentativas de diálogo os policiais militares partiram para última forma de solução do problema, a greve. A bomba-relógio explodiu. O governador que foi eleito com um discurso demagógico e inconsistente, se vê diante de um problema criado por ele mesmo. O que se vê agora pelo grande público é o retrato do despreparo para enfrentar situações adversas. O mesmo que já vinha acontecendo diante de outros problemas como a queda da arrecadação fiscal, perda de empresas para Pernambuco, evasão de investimentos e deterioração da saúde pública.

Jaques Wagner estava em Cuba quando Marco Prisco, líder do movimento grevista, ao invés de retornar à Bahia preferiu anunciar que iria agir energicamente contra os policiais. É o cúmulo da incoerência para quem chegou na Bahia vindo do Rio em 1972, fugindo da repressão.

José Nunes Neto, estudante de Jornalismo da Uesb.

Após ordem da Justiça, sede de associação grevista da PM é fechada

Com a decisão, estão proibidas assembleias e reuniões entre integrantes da Aspra, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP)

 

Submetendo seu voto…

 

Foto: Polícia Civil

 

Da Redação

A sede da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares da Bahia (Aspra), na rua da Forca, Dois de Julho, foi fechada nesta sexta-feira (3). O lacramento do local foi determinado pela juíza Janete Fadul de Oliveira, do Plantão Judiciário, que acatou pedido do Ministério Público.

Com a decisão, estão proibidas assembleias e reuniões entre integrantes da Aspra, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). Ao chegar para entregar a ordem, um oficial de Justiça encontrou a associação vazia. A Polícia Civil ajudou na ação.

Segundo o oficial da Justiça Marcus Alexandre Moreira Araújo, a solicitação do Ministério Público é para “garantir a ordem no estado”. A Aspra, que representa cerca de 2 mil policiais militares, está em greve há quatro dias.

“Medidas enérgicas”
Na tarde desta quinta-feira (3), Jaques Wagner se manifestou sobre a greve parcial da Polícia Militar da Bahia, depois de chegar de viagem a Cuba e ao Haiti com a presidente Dilma Rousseff. “Não admitirei que a segurança da população baiana seja colocada em risco por um pequeno grupo de pessoas, ainda mais porque estas desconsideraram a decisão judicial que considerou a greve ilegal”, disse Wagner, se referindo à Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra), que decretou a greve.

Ele disse que “na defesa dos interesses maiores da população baiana, continuarei usando medidas enérgicas, caso isso se faça necessário”, salientando que acredita que o diálogo é a melhor saida.

Força Nacional e Exército
O governador solicitou à presidente Dilma Rousseff o envio de forças da Segurança Nacional e do Exército para a Bahia. Ainda na noite de ontem, 150 policiais chegaram à capital e mais 500 chegam nas próximas 48 horas.

A decisão foi tomada após reunião da cúpula da segurança pública na manhã de ontem na Governadoria. A greve foi considerada ilegal pela Justiça, que determinou multa diária de R$ 80 mil para caso de descumprimento.

Governador Jaques Wagner faz pronunciamento em rede estadual de rádio e TV

 

Na noite desta sexta-feira (3), o governador Jaques Wagner fez um pronunciamento em rede estadual de rádio e TV para apresentar as providências que o Governo da Bahia adotou e está dando continuidade para conter os atos de vandalismo que se espalharam pelo estado, a partir da ação de uma associação não reconhecida de policiais militares.

Entre as medidas adotadas, reforçam a segurança pública estadual 2.350 militares do Exército, Marinha e Aeronáutica. Neste sábado (4), se somarão a este contingente mais 600 homens. Wagner também conclamou todos os profissionais da Policia Militar a retomarem a normalidade dos seus trabalhos.

O governador afirmou que as famílias baianas podem ficar tranquilas. “Estamos tomando todas as providências para garantir a segurança dos nossos cidadãos”. Segundo Wagner, o governo agiu imediatamente e com todo rigor “para conter as ações de um grupo de policiais que, usando métodos condenáveis e difundindo o medo na população, chegou a causar desordem em alguns pontos do nosso estado”. Ele disse que não aceita que “um pequeno grupo, de forma irresponsável, cometa atos de desordem para assustar a população”.

Clique aqui e confira a íntegra do pronunciamento do governador

De acordo com o governador, a partir de uma solicitação direta à presidenta Dilma Rousseff desembarcaram na Bahia, na quinta-feira (3), os primeiros contingentes da Força Nacional de Segurança que, juntamente com as Forças Armadas, já estão nas ruas para garantir a paz. “Não esperava outra atitude da nossa presidenta Dilma, defensora da democracia como eu”. Wagner disse que não se pode conviver com o movimento decretado ilegal pela Justiça baiana e que 12 mandatos de prisão foram emitidos.

Sobre as negociações com as associações que têm legitimidade para representar a corporação, o Wagner afirmou que o Governo sempre esteve aberto para o diálogo. “Foi com democracia que garantimos conquistas importantes como o aumento real do salário, investimos na compra de quase três mil viaturas e mais de 9 mil homens foram incorporados ao efetivo policial”.

O governador enfatizou ainda que os gestores estaduais, ele inclusive, têm a consciência de que é preciso melhorar as condições de trabalho das polícias. “Vamos seguir em frente trabalhando com muita determinação para garantir a segurança pública e a tranquilidade do povo baiano”. Para o governador, “a PM do estado da Bahia, centenária milícia de bravos e defensora da paz, não pode se transformar num instrumento de intimidação e desordem”.

Em agosto de 2012, a CUPE completaria 40 anos de atividades em Vitória da Conquista. Fecha suas portas por não atender aos requisitos estabelecidos por portaria do Ministério da Saúde.

A Clínica de Urgência e Emergência Infantil – Cupe, foi fundada pelos médicos; Clóvis Assis e Wellington Borba há 4 décadas, e a mais de 39 anos  funciona no mesmo endereço.
A policlínica – Cupe – em seus tempos áureos chegou a ter 70 pessoas trabalhando – os médicos Pediatras titulares e mais cinco Médicos plantonistas, enfermeiros, auxiliares, e dos setores especializados e, da administração, que atendiam uma demanda de mais de três mil crianças/mês,  com atendimento ininterrupto de 24 horas dia, nos seguintes procedimentos: consultas ambulatoriais,  pronto socorro, internamentos etc. No serviço de atendimento pronto socorro e ambulatoriais chegava a atender  70 a 90 crianças dia. E segundo a Gestora que também trabalha na Instituição desde meados de sua fundação, a Administradora Marlucia,  todos os atendimentos eram feitos via SUS –  Sistema Único de Saúde – Ministério da Saúde – Governo Federal.
Com o advento da municipalização da Saúde em Conquista, quase todos os hospitais de Conquista sofreram algum tipo de intervenção, por parte da prefeitura municipal, em razão de novos estilos e forma de gestão e adequação desses setores, com a redução de AIH’S – que é autorização liberada para o atendimento via SUS – gratuitamente para a população.
A prefeitura de Conquista, há mais de 3 anos, segundo relatos havia solicitado da diretoria da Cupe – para que a mesma atendesse as normas e procedimentos, conforme exigências da portaria do Ministérios da Saúde, como os diretores não conseguiu atender, e nem pensar em fazer os investimentos necessários que  possam resolver a situação. Embora, percebe-se que, os diretores da Cupe tem buscado entendimento juntamente a secretaria de saúde do município e o Ministério da Saúde, para que fosse relevado algumas  exigências feitas pelos ógãos, para que o mesmo pudesse voltasse a funcionar. Sem sucesso, achou por bem em fechar o estabelecimento, demitir os funcionários e ponto final.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Força Nacional de Segurança chega a Salvador para reforçar o policiamento

Outro efetivo com cerca de 500 homens deve chegar à capital nesta sexta-feira (3)


Força Nacional de Segurança chega a Salvador para reforçar o policiamento – Outro efetivo com cerca de 500 homens deve chegar à capital nesta sexta-feira (3)

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O Boeing 707 da Força Aérea Brasileira conduzindo a primeira tropa da Força Nacional de Segurança, formada por 150 policiais, pousou na Base Aérea de Salvador às 23h30 desta quinta-feira (2) para reforçar o policiamento ostensivo no estado. O efetivo passa a noite no Hotel de Trânsito da Aeronáutica e, no início da manhã desta sexta-feira (3), começa o trabalho de patrulhamento.

De acordo com o comandante da tropa, capitão Luigi Gustavo Pereira, a estratégia de atuação foi definida em conjunto com a cúpula da Segurança Pública do Estado e tem o objetivo de atender às necessidades da população. Outro efetivo, com cerca de 500 homens, está se deslocando por terra, e começa a chegar nesta sexta à capital baiana.

Além dos 650 homens da Força Nacional de Segurança, formada por policiais militares de todos os estados, dois mil soldados do Exército também chegam, no mesmo dia, à Bahia. As forças federais de apoio foram solicitadas ao Ministério da Justiça pelo Governo do Estado para restabelecer a segurança.

Ainda no exterior, desde quando foi deflagrada a paralisação de uma parcela dos policiais militares, Wagner vinha acompanhando e dirigindo as ações do governo baiano com o objetivo de por fim ao movimento. “Não admitirei que a segurança da população baiana seja colocada em risco por um pequeno grupo de pessoas, ainda mais porque estas desconsideraram a decisão judicial, que considerou a greve ilegal”, afirmou o governador, após se reunir com secretários de Estado, na manhã desta quinta.

Nesta sexta (3) à tarde, o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, e o comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, se reúnem com o comandante da VI Região Militar, general Gonçalves Dias, para definir a participação do Exército no reforço à segurança no estado. “Vamos reforçar a sensação de segurança, já que a PM está nas ruas e apenas uma minoria vem promovendo atos de vandalismo”, afirmou Barbosa, em entrevista coletiva no auditório da SSP, ao lado do coronel Castro e do delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge.

Wagner disse ainda que, “neste momento, o diálogo e o bom senso são as melhores formas de superar o impasse. Porém, na defesa dos interesses maiores da população baiana, continuarei usando medidas enérgicas, caso isso se faça necessário”.

Foto: Secom

Cidade em pânico por boatos de arrastão – capital baiana.

 

Comércio fechado e a população apreensiva. Este foi cenário encontrado em vários pontos da cidade após rumores de que quadrilhas estariam promovendo arrastão em bairros comerciais e residências. Às 16 horas de ontem, o movimentado comércio da Avenida Sete estava de portas fechadas, assim como ocorreu na Barroquinha, Calçada e Liberdade. Apesar de comerciantes negarem ter presenciado toque de recolher, o medo diante dos boatos resultou em ruas desertas e baianos preocupados em chegar em casa com segurança.

Os passos apressados da população evidenciavam o medo instalado na cidade. Desesperados, pedestres corriam balbuciando que a “situação está difícil”. “Vi muita gente correndo e falando que houve tiros e arrastão na Rua da Fruta do Relógio de São Pedro, mas aqui não presenciei nada. De qualquer forma, todos estão indo embora para não ficarem expostos”, afirmou um vendedor ambulante.

O segurança de uma loja de roupas da Praça da Piedade, Valter Santana, alertou que o policiamento só apareceu no local, após os boatos de arrastão. “Desde o início da greve, só passou duas viaturas aqui. Estamos indo embora, porque todos fecharam o comércio, senão ficaremos muito vulneráveis”, declarou.

Na região da Barroquinha, uma mulher presenciou o momento em que um grupo de adolescentes roubava bolsas de pedestres e corria pelas ruas. “Foi uma confusão horrível aqui, muita gente correndo e alertando os outros”, contou Aureliano de Souza, proprietário de uma loja no local. Além dos comércios de bairros, lojas de grandes redes, como Casas Bahia, Extra e Bompreço, encerraram o expediente mais cedo.

Pelas redes sociais, internautas postaram depoimentos de que os shoppings da cidade também foram vitimados. No Shopping Iguatemi, pessoas foram trancadas em lojas da praça de alimentação. O Salvador Shopping fechou todas as lojas, assim como ocorreu no Center Lapa, Barra e Piedade, onde surgiram rumores de arrastão aos clientes.

Bairros residênciais de comércios pequenos também foram sitiados por grupos de marginais. Em Pernambués, um grupo formado por 11 motociclistas, encapuzados e armados, assaltaram pessoas em pontos de ônibus e ameaçaram comerciantes a fecharem as portas. Denúncias de que um suposto grupo de policiais estariam aterrorizando a Paralela causou pânico na Avenida Luís Viana, sentido Aeroporto.

Passageiros foram obrigados a descer dos ônibus, que ficaram atravessados na pista, interditando o trânsito na região da entrada do Imbuí. A situação de medo instalou-se também em moradores e comerciantes de São Marcos e Cajazeiras, onde um grupo teria incendiado uma agência do Banco do Brasil.

Bancos também são alvos de atentados

Enquanto prosseguem os rumores sobre a greve da Polícia Militar (PM) baiana, os criminosos entram em ação. Na madrugada de ontem, quatro agências bancárias, de diferentes pontos da cidade, foram alvo de atentados. Os registros ocorreram em unidades do Largo do Tamarineiro, Barros Reis, Liberdade e Porto Seco Pirajá, onde homens armados atiraram contra as agências. A Delegacia de Repressão a furtos e Roubos (DRFR) é responsável pela apuração dos fatos. A polícia solicitou imagens de circuito de câmeras da região para identificar os vândalos.

Segundo informações da polícia, o primeiro registro ocorreu em Porto Seco Pirajá, por volta das 0h30. De acordo com testemunhas, um veículo, de dados ignorados, teria parado em frente ao banco e um homem efetuou dois disparos contra os vidros da porta de entrada. Como todas as agências estavam fora do horário de funcionamento, ninguém ficou ferido durante os atentados.

Além das agências bancárias, vidros dos pontos de ônibus da Avenida Garibaldi, Ademar de Barros, Ondina, também foram alvejados durante a madrugada. Na manhã de ontem, os estilhaços de vidros estavam espalhados na calçada enquanto a população acreditava que seriam apenas fatos isolados.

Congestionamento por toda parte

No final da tarde de ontem, o caos tomou conta da cidade. O fechamento simultâneo do comércio resultou em pontos de ônibus lotados e disputa por vagas em coletivos. Apreensivos, o assunto entre os soteropolitanos era a situação da cidade. “Nunca vi uma situação dessas. A polícia faz greve e a população é quem sofre. Estou desesperada tentando falar com meu filho, mas ele não atende. Só quero que ele chegue em casa com segurança para que eu tenha tranquilidade”, afirmou a vendedora, Luíza Machado da Silva, 29.

O engarrafamento instalado nas principais vias, travou cidade. A Avenida Antônio Carlos Magalhães, sentido Paralela, a região da Orla, na altura da Boca do Rio e Bonocô apresentaram trânsito parado. A mesma situação foi presenciada pela equipe de reportagem da Praça da Piedade à Ladeira da Fonte Nova.

Polícia Civil – Além do estado de greve decretado por parte do efetivo da Polícia Militar (PM), na tarde de ontem, a Polícia Civil afirmou que também deve aderir ao movimento. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (SINDPOC), Carlos Lima, às 9 horas de hoje será realizada uma assembleia geral da categoria para discutir a adesão ao movimento. Na pauta do encontro está as discussões sobre a avaliação da paralisação parcial da PM da Bahia. A assembleia será realizada na Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia, localizada na Rua Carlos Gomes, porém, o sindicato adiantou que não descarta paralisação da categoria.

Municípios sitiados

No interior do Estado, as lojas do comércio fecharam as portas para evitar roubos. A ausência de policiais militares nas ruas de Feira de Santana causou um verdadeiro caos na cidade. A sensação de intranquilidade abriu espaço para o medo de sair de casa. Na manhã da última quinta-feira, vários arrastões foram registrados na cidade e há inclusive informações de pessoas baleadas no Hospital Geral Clériston Andrade. Além disso, houve informações de que lojas foram saqueadas e dois coletivos invadidos.

De acordo com site locais, em Feira de Santana, o Prefeito Tarcízio Pimenta solicitou ao General Gonçalves Dias a presença do Exército nas ruas. No Loteamento Monte Pascoal, bairro Calumbi, Jefe Mendes de Sena, deu entrada no Hospital Geral de Camaçari, após ser baleado por uma pessoa não identificada. Com ele, a polícia apreendeu um revolver calibre 38, que teria sido usado durante assalto a uma loja de celulares, situada na Avenida Sampaio, centro da cidade.

Além de Feira de Santana, cidades como Ilhéus, Vitória da Conquista e outras regiões do Estado. Em Itabuna, após assembleia realizada, ontem, em frente ao batalhão de polícia da cidade, a PM local também decidiu aderir ao movimento da greve. Mesmo antes do anúncio, o comércio do centro da cidade já havia fechado no final da tarde, após um grupo realizar arrastão contra comerciários e pedestres.

Em Porto Seguro a situação também ficou complicada. De acordo com informações do site Atlântica News, em decisão tomada em assembleia realizada no final da tarde de ontem, os policiais militares do 8º Batalhão de Polícia Militar de Porto Seguro também resolveram aderir à greve decretada ontem pela unidade militar de Salvador.

De acordo com a proposta aprovada por unanimidade dos presentes, a tropa ficará “aquartelada”, ou seja, na unidade militar, parada. Assim, não haverá policiamento nas ruas. Os grevistas apenas disponibilizarão três viaturas, cada uma com três homens, no regime de plantão, na unidade, para atender chamadas de urgência que ocorram. As informações são do Atlântica News. (DP)

Daniela Pereira REPÓRTER

 

Wagner se pronuncia sobre greve parcial da PM e diz que usará “medidas enérgicas” se preciso

O governador Jaques Wagner se manifestou nesta quinta-feira sobre a greve parcial da Polícia Militar da Bahia, depois de chegar de viagem a Cuba e ao Haiti com a presidente Dilma Rousseff. “Não admitirei que a segurança da população baiana seja colocada em risco por um pequeno grupo de pessoas, ainda mais porque estas desconsideraram a decisão judicial que considerou a greve ilegal”, disse Wagner, se referindo à Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra), que decretou a greve. Ele disse que “Na defesa dos interesses maiores da população baiana, continuarei usando medidas enérgicas, caso isso se faça necessário”, salientando que acredita que o diálogo é a melhor saida. Segundo o secretário da Segurança Pública Maurício Barbosa, a presidência garantiu a vinda do “número necessário” de membros da Força Nacional e do Exército para garantir a volta da “sensação de segurança”, “por mais que nossas forças policiais estejam trabalhando”, segundo salientou. “O que estamos vivendo é uma onda de boatos; temos alguns casos pontuais, não podemos desconsiderar isso (…) Temos que reconhecer que estamos vivendo uma sensação de insegurança por conta de uma paralisação de uma única associação”, disse Barbosa em coletiva nesta tarde. (Correio)