A Gente diz

DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR Nº 13 – (A quarta mudança evolutiva na psico/biologia do homem vai desassomar para todo o sempre, o aparato da justiça)

 

“Temas polêmicos”

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Desde os primórdios do alvorecer do “homo sapiens”, todas suas mazelas são oriundas de um defeito inerente à própria formação do homem, este defeito o acompanha desde a época em que abandonou o instinto e adquiriu o raciocínio, até os dias atuais. Entendo, e julgo ser este defeito a “fala”, que ele utiliza como instrumento de comunicação na sua atual fase evolutiva. “Das complexidades que inundam o Cosmos, a mais complexa é o Homo sapiens sapiens”, e a melhor definição do homem, sem sombra de dúvida é esta, melhor ainda! “Transcrevo aqui a dedicatória que fiz aos meus familiares, na obra Os Três Insights”. Onde digo: […]. “O homem é o próprio universo tomando conhecimento de si próprio”. (este axioma não é meu). O que torna o homem tão complexo e não analisável é o meio de comunicação de que ele dispõe na atualidade, pois, a fala e a escrita escondem inescapavelmente seu pensamento. Assim, nunca chegaremos verdadeiramente a nos conhecer. Então, entre avô e neto, um conhecimento profundo nunca acontecerá. Mesmo entre pai e filho, nunca haverá um real conhecimento. A atual fase de evolução biológica/espiritual da humanidade nos obriga a conviver com o paradoxo de termos intimidade, sem sermos íntimos, sermos conhecidos, sem realmente conhecermo-nos. De forma ampla e global, o fato de o homem esconder o que pensa atrás da fala e da escrita é o motivo maior de tanto desentendimento no planeta. Assim, atualmente, a única saída que resta à humanidade é continuar tentando, humilde e amorosamente se entender. A humildade nivela os homens, o amor os aproxima e os tornam melhores, e mais confiáveis”[…]. Quando a evolução biológica atingir um ponto em que possamos dispensar a fala como principal meio de comunicação, nos veremos de frente com a (Quarta) maior mudança evolutiva terá acontecido na psico/fisiologia humana, que alterará o atual “status” do seu comportamento social, alterando destarte; profundamente e irreversivelmente sua visão  conceptual do existir.

O homem, ao longo de sua história passou por três grandes mudanças biológicas. Sendo a (Primeira) mudança a aquisição da postura bipedalista ocorrida entre 4,5 e 3,5 milhões de anos atrás, o bipedalismo foi um grande passo evolutivo, pois, levou o predecessor do homem à liberação dos membros anteriores, fato que o levou a se transformar no “homo habilis”. A liberação dos membros anteriores (mãos), permitiu-lhe o uso de ferramentas e de armas, transformando-o num caçador, o que lhes facilitou introduzir mais proteínas em sua dieta, o que provocou em contra partida o aumento do encéfalo. A (Segunda) foi de caráter psico/biológica, pois mudou-lhe a psique e desenvolveu seu rudimentar aparelho da fala.  a aquisição do raciocínio lógico ocorrida entre trezentos e duzentos mil anos atrás transformando-o no “homo sapiens”, (o homem que sabe), decorrente do aumento do cérebro, a criatividade humana só apareceu depois da aquisição do raciocínio lógico estando estreitamente vinculada à evolução da mente. A (Terceira) mudança foi adquirida com o desenvolvimento da fala elaborada, possibilitada pela anterior aquisição do raciocínio lógico, que o transformou no “homo sapiens sapiens”, (o homem que sabe que sabe, ou que saboreia o saber). A (Quarta) mudança, ainda por vir, será a aquisição do sétimo sentido, que acontecerá dentro de poucos séculos, com a ajuda de três poderosas ferramentas: a biogenética, a “biocomputação” e o entendimento de como funciona o cérebro humano, isto tudo, através da nova neurobiologia, já então, com o suporte e a aceitação da existência da ressonância mórfica. Os sentidos humanos num futuro próximo serão (em ordem crescente de importância), os seguintes: 1º o tato, 2º o olfato, 3º o paladar, 4º a audição, 5º a visão, o 6º (por desenvolver,) que é o sentido da premonição imediata e completando a plêiade o 7º sentido que será a telepatia. Todos os “Seres” humanos atualmente estão sujeitos às ações da premonição imediata e da telepatia, mas, isto de forma esporádica e casual, sendo que a premonição imediata será sempre casual, no entanto, a telepatia será efetiva e permanente, como os cinco sentidos primevos o são. Atualmente os sentidos da premonição imediata e da  telepatia, são reconhecidos, e tidos como verdades inquestionáveis nas grandes universidades do planeta, nos centros dos altos estudos da mente e do “Ser”. Vejamos o que nos diz a ressonância mórfica a respeito da premonição imediata e da telepatia. A ressonância mórfica é a teoria do Dr. Rupert Sheldrake, biólogo e filósofo da universidade de Cambridge na Inglaterra.

 

Eis o que nos diz o biólogo Sheldrake sobre os campos da mente, nestes quatro tópicos: “[…] – 2. Os campos mórficos subjazem nossa atividade mental e nossas percepções, e levam a uma nova teoria da visão. – “(e das sensações superiores no homem)” – 3. A existência desses campos é experimentalmente testável por meio da sensação de ser observado. Há muita evidência de que este senso realmente existe. 4. Os campos mórficos de grupos sociais conectam juntos membros do grupo, mesmo quando estão milhas distantes, e promovem canais de comunicação por meio dos quais os organismos podem se tocar (comunicar), à distância. – “(A premonição imediata viria desta capacidade de conexão entre os seres)” – Eles ajudam a prover uma explicação para a telepatia. 5. Telepatia é normal, não paranormal, natural não sobrenatural, e é também comum entre pessoas, especialmente pessoas que se conhecem bem. Os campos de nossas mentes se estendem muito além de nossos cérebros, […]” – Escrito por Sheldrake em fevereiro de 2005. Ver www.sheldrake.org o negrito é nosso. Vamos ao cerne do nosso ensaio; A Evolução biológica irá desassomar a justiça.

 

De posse da biogenética, da “biocomputação” e do entendimento através da ressonância mórfica, de como funciona nosso cérebro, o homem de um futuro bem próximo ao adquirir o dom da telepatia através destas ferramentas, paulatinamente abandonará a fala. Com a aquisição da plena telepatia e o consequente abandono da fala surgirá um novo homem, pleno de humanidade, sensato ao extremo, lógico na acepção do termo, sincero, confiável, magnânimo, puro e, sobretudo humano. Com o novo homem telepata, logo desaparecerão: o crime, a fraude, a mentira, o embuste, a prevaricação, o engano, a sordidez, a lascívia, a ganância, a usura. Ora! Todos lendo os pensamentos de todos, não há como enganar ninguém. Dentro de pouco tempo depois da aquisição da telepatia, quando seu uso for normal, então o homem tornar-se-á (pode-se dizer), divinizado, ou próximo disso. Assim, quando o homem atingir este grau de evolução, a sociedade humana sofrerá uma grande transformação; desaparecendo por completo as qualidades maléficas e inerentes ao homem falante embusteiro… Desaparecerão destarte os aparatos instituídos para coibir e punir o uso destes desdouros da humanidade. Estando condenadas à extinção as seguintes instituições e profissões da humanidade: Forças Armadas, em todas suas formas. Todas as máquinas, (armas), de guerra serão jogadas no lixo, não haverá mais cadeias ou presídios, a justiça será praticada livremente, naturalmente e indistintamente por cada “Ser” humano, não haverá mais necessidade dos exércitos nem das instituições policiais, não haverá mais soldados nem meirinhos, desaparecerão as funções de servidores da justiça, como: oficiais de justiça, promotores, juízes, advogados e etc, sem as desavenças acabam-se as lides. Com a extinção dos desentendimentos entre os homens a paz reinará absoluta no planeta.

 

Atualmente, os moradores da caverna de Platão, como homens de pouca ou de quase nenhuma visão, que são os senhores absolutos da estultícia, da velhacaria, da pequenez, da desumanidade, da burrice e da ruindade não darão ouvidos a algo tão certo e próximo de acontecer. Mas, os meninos índigos, descendentes dos primeiros seres de aura azul, cuidarão de fazer isto acontecer.

Deo Gratias.

 

Lembrem-se, não tomem meus “temas polêmicos” como meus princípios,  nem como minhas crenças.

 

Vitória da Conquista, 30 de novembro de 2009

Edimilson Santos Silva – Movér

 

Congresso discute novo referendo de armas e governo antecipa campanha

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Agência Estado

Brasília  – Para tentar mais uma vez dar uma resposta a um fato que chocou o País, o Senado vai discutir agora a possibilidade de fazer um novo referendo sobre a venda de armas. A proposta será levada pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), aos líderes partidários, na reunião desta terça-feira, 12, como reação ao massacre na Escola Tasso da Silveira, no Rio.

Nesta segunda, 11, o governo federal anunciou que vai adiantar o início da Campanha de Desarmamento para 6 de maio. Em 2005, a consulta popular levou à derrubada de um artigo do Estatuto do Desarmamento que proibia o comércio de armas no País.

Para Sarney, o resultado contrário ao desarmamento não é um impeditivo para que se realize nova consulta popular. “O que não se deve é mudar do bem para o mal e do mal para o pior. Nós estamos mudando do mal para o bem, de maneira que acho que a população será sensível.”

Referendos são feitos para que a população ratifique ou rejeite lei aprovada pelo Congresso. Portanto, Câmara e Senado teriam de votar nova legislação proibindo a venda de armas, antes de levar o tema à consulta popular. A lei que trata dos referendos não menciona prazos para a realização de consultas populares semelhantes às já realizadas.

Apoio – O líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR), foi um dos que simpatizaram com a ideia levantada por Sarney. “O referendo estimula a participação do povo nas decisões, então é positivo. Em democracias avançadas, isso é uma rotina. Então não vejo mal em fazer uma nova consulta à população.”

Já o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), foi mais cauteloso. Ele defendeu que nova consulta popular sobre a venda de armas seja feita apenas após um grande debate na sociedade. “Sou a favor do desarmamento, mas deve-se fazer amplo debate. Caso contrário, corremos o risco de fazer isso isoladamente e sermos derrotados mais uma vez.”

Indústria de armas –  O senador gaúcho Paulo Paim (PT) classificou a proposta como “interessante”, mas sugeriu outro caminho para tentar resolver o tema. Para ele, seria mais útil o governo chamar as indústrias de armas para negociar. “Se nós fizéssemos um acerto entre os fabricantes e o governo – de que as armas seriam vendidas apenas para o Estado -, acho que resolveríamos essa questão”, disse.

Paim diz que as indústrias topariam a negociação. “Conversei com representantes das empresas neste fim de semana e eles concordam com a ideia. Os próprios representantes da empresa me disseram que o que é vendido para o cidadão comum é pouco no negócio deles.” O Rio Grande do Sul, Estado de Paim, foi onde o desarmamento sofreu a maior derrota no referendo realizado em 2005.

Campanha – Já o governo federal vai antecipar para maio o lançamento da nova Campanha de Desarmamento. A data prevista para o início da campanha é 6 de maio, exatamente um mês após o assassinato dos 12 estudantes na Escola Tasso da Silveira, em Realengo.

A previsão inicial era de que a nova campanha só tivesse início em junho. Uma das ideias do governo para a nova campanha é pagar também pelas munições que forem espontaneamente entregues.

Na campanha passada, feita entre dezembro de 2008 e dezembro de 2009, apenas os cidadãos que entregavam as armas de fogo eram indenizados. Todos os detalhes da campanha, incluindo os valores que serão pagos, serão discutidos por um conselho formado por integrantes do governo e de representantes da sociedade civil.

“Ficou absolutamente caracterizado que, quando essas campanhas são realizadas, você tem uma redução muito forte na mortalidade, que reduz mais de 50% no Brasil. Tínhamos previsto realizar uma campanha em junho mas, diante dessa tragédia, decidimos sugerir a antecipação. Essas campanhas não são feitas sozinhas, são feitas em conjunto com a sociedade civil”, disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, após reunião com integrantes das entidades Viva Rio, Sou da Paz, Desarma Brasil e Rio de Paz.

O Ministro da Justiça, José Eduardo M. Cardoso diz que pretende antecipar a campanha de desarmamento

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”Toda vez que se faz uma campanha de desarmamento, os homicídios caem”, diz ministro da Justiça

Estadão

“A campanha por si só já é válida. Mas a ideia é ir além e enfrentar essa cultura do armamento.”

O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, acredita que a tragédia no Rio ajuda a jogar luz sobre o Estatuto do Desarmamento. Depois do massacre, ele pretende antecipar a campanha do desarmamento, programada para junho, e iniciar as discussões sobre a restrição de posse de armas no País imediatamente.

Na Grã-Bretanha e na Austrália, depois de massacres em escolas como a de Realengo, foram tomadas medidas restritivas em relação à posse de armas por civis. A tragédia contribui de alguma forma para a discussão?
Acho que sim. Temos de debater com a sociedade quais pessoas têm condições de usar armas e em que condições. O próprio Estatuto do Desarmamento tem de ser discutido sob a ótica que estamos vivenciando. O número de homicídios e de vítimas feridas em situações de arma de fogo, voluntariamente ou por acidentes, está subindo. Por isso, temos de discutir a questão do porte, quem deve ter, para que possamos ter uma política mais restritiva de posse de arma.

Na quinta-feira, depois de saber dos ataques, o senhor falou sobre a importância de apressar a campanha do desarmamento. Quais são os planos?
Haverá um encontro em Brasília na segunda-feira com integrantes do Viva Rio, representantes da sociedade civil e parceiros do governo. Queremos agora definir o cronograma. O plano original era junho, criando novos postos de entrega e preparando o pessoal para receber as armas. Mas queremos acelerar e lançar antes, para aproveitar as reflexões que infelizmente foram provocadas pela tragédia. Vimos pelo Mapa da Violência que toda vez que se faz uma campanha de desarmamento há uma redução nas taxas de homicídio. A campanha por si só já é válida. Mas a ideia é ir além e enfrentar essa cultura do armamento. Além de outras perspectivas para aperfeiçoar a legislação em vigor.

Hoje há vídeos na internet que ensinam como usar speed loader. Há espaço para o governo intervir nessa área?
A internet é um espaço de livre discussão. Temos de levantar esse tema polêmico com a sociedade e discutir até onde deve ir essa liberdade.

Existem cursos de tiros que permitem adolescentes. Como restringi-los?
Acho que temos de discutir com a sociedade e tomar medidas restritivas. Não faz sentido menor de idade fazer curso de tiro. São questões que têm de ser abertas imediatamente.

Ong’s ja se movimentam para campanha de desarmamento

Desarmamento: Viva Rio quer que o governo pague também por balas na nova campanha

 Índice

Jailton de Carvalho

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BRASÍLIA – A ONG Viva Rio vai sugerir ao governo federal que pague pelas munições, e não apenas pelas armas, a serem recolhidas na campanha do desarmamento deste ano. A proposta será detalhada na reunião de amanhã, às 15h, entre o alto escalão do Ministério da Justiça e representantes de ONGs interessadas no desarmamento. O encontro foi convocado em caráter emergencial pelo ministro José Eduardo Cardozo, um dia depois do massacre de 12 crianças em Realengo,no Rio. A campanha, que estava marcada para junho, será antecipada. No encontro, o governo também deverá apresentar várias medidas para reforçar o controle das armas. Uma das ideias é incluir chips nas armas ainda nas fábricas.

O Viva Rio acredita que a campanha deste ano precisa ter participação da sociedade civil para dar resultado. Nos últimos anos, a coleta ficou apenas nas mãos do governo e o número de armas recolhidas foi pequeno. Entre 2004 e 2005, ONGs, igrejas e as polícias recolheram 459 mil armas. Na campanha de 2008 e 2009, que teve a participação apenas da Polícia Federal, o governo retirou do mercado apenas 30 mil armas. Para Antônio Rangel, um dos coordenadores do Viva Rio, o fracasso se explica porque muita gente ainda tem receio de entregar armas diretamente à polícia:

Partidários do Município de Brumado formam bloco na expectativa de formatar um novo projeto político para o próximo pleito eleitoral

 

PT, PCdoB, PSB E PSC FORMAM BLOCO INDEPENDENTE

 

Os bastidores da política brumadense, rumo as eleições 2012, estão bem movimentados. O PT, PCdoB e PSB, partidos tradicionais, firmaram uma parceria e estão organizando um novo projeto político, visando uma candidatura forte e independente, para as próximas eleições. Nessa quinta-feira (07), o médico Marlúcio Abreu e a vice-prefeita de Brumado, Ilka Abreu, ambos do PSC, consolidaram essa parceria visando o pleito municipal. Segundo informações obtidas, com exclusividade, pelo Brumado Notícias, os partidos já citados, pretendem agregar ainda mais siglas ao grupo e formar um bloco independente. “Com a união do grupo, escolheremos um nome para representar o município. Um nome que tenha uma identidade político-administrativa, que conheça as necessidades e carências da nossa gente, um prefeito com a cara e o perfil dos brumadenses. Vamos trabalhar para desenvolver a cidade, trazer o verdadeiro progresso e desenvolvimento para o município”, afirma o presidente de um partido do bloco independente, que solicitou que sua identidade fosse preservada.

Musa do Serrano – Suelen Barreto

Suelen Barreto foi eleita a musa com 27% dos quase 10 mil votos, apurados pelo site do Esporte Clube Serrano.

100_0395Ao ser contemplada  com o  do título de Musa do Serrano, Suelen receberá do time ; R$300, (trezentos reais), um book profissional, dois ingressos para as cadeiras cativas em todos os jogos do Serrano e ‘um dia de princesa’ num salão de beleza. O diretor de marketing do Serrano, Kleber Avelino,  avalia que a  iniciativa do concurso de Musa do Serrano poderá ser realizada por outros clubes da cidade e da Bahia, pois  não deixa de ser mais uma plataforma de marketing para o time e sua torcida.

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TRêS PODERES SE UNEM NO PACTO PELA VIDA



Foto: Agecom

agendabahia_agecomNo encontro, foi criada a Câmara Setorial de Articulação dos Poderes, que aproxima Executivo, Judiciário e Legislativo

O programa estadual Pacto pela Vida foi apresentado nesta sexta-feira (8), na governadoria, em reunião da Agenda Bahia 2011. Lideranças do judiciário e legislativo se reuniram com Jaques Wagner para criação da Câmara Setorial de Articulação dos Poderes, que pretende encurtar as relações entre estas partes. No encontro, Wagner falou das semelhanças e diferenças entre as unidades de policiamento pacificadoras (UPPs) do Rio de Janeiro e as bases comunitárias de segurança de Salvador. “As bases comunitárias seguem a mesma filosofia, mas representam uma pós-UPP, porque não temos aqui na Bahia o processo que havia lá no Rio, de absoluto controle pelos marginais de regiões da cidade”, comentou. O secretário da Segurança Pública, Teles Barbosa, adiantou ainda que no início do segundo semestre será implantada a Base Comunitária de Segurança do Nordeste de Amaralina  e até o fim de 2011 também no bairro de Tancredo Neves e no subúrbio ferroviário.

Hora de peitar os sindicatos

“Antes que a patrulha trate de pôr palavras na minha boca, eu me adianto. Não sou contra a existência de sindicatos, mas acho que eles devem ser vistos como defensores de seus próprios interesses. Seu peso no discurso público deve ser temperado por essa realidade “

Luis Cleber

Manifestação sindical
A luta dos manifestantes não melhora em nada a qualidade da educação. Ao contrário, o ensino sofre com os atentados ao mérito
Quando se fala sobre a política da saúde em relação ao tabagismo, os representantes dos fabricantes de cigarro raramente são trazidos para o debate. Essa exclusão não se dá pelo seu desconhecimento da questão, já que eles claramente conhecem o produto mais do que a maioria de seus interlocutores, nem porque haja algum preconceito contra essas pessoas — entendemos que elas estão fazendo esse trabalho para sustentar suas famílias, e não por um desejo de matar milhões de pessoas por ano. Desconsideramos suas opiniões porque sabemos que elas não terão em mente o bem público, mas única e exclusivamente o ganho de sua empresa. São parte interessada na questão e, portanto, sabemos que seu julgamento será influenciado por vieses potencialmente conflitantes com o interesse comum.

Na área da educação, que é tão importante quanto a da saúde, não é assim. Se você tem frequentado a imprensa brasileira nas últimas décadas, sua visão sobre educação será provavelmente idêntica à dos sindicatos de professores e trabalhadores em educação. Você deve achar que o país investe pouco em educação, que os professores são mal remunerados, que as salas de aula têm alunos demais, que os pais dos alunos pobres não cooperam, que deficiências nutritivas ou amorosas na tenra infância fazem com que grande parte do alunado seja “ineducável” e que parte do problema da nossa educação pode ser explicada pelo fato de que as elites não querem um povão instruído, pois aí começarão os questionamentos que destruirão as estruturas do poder exploratório dessas elites. Não importa que todas essas crenças, exceto a última, sejam demonstravelmente falsas quando se cotejam décadas de estudos empíricos sobre o assunto (a última não resiste à lógica). Todas elas vêm sendo defendidas, ad nauseam, pelas lideranças dos trabalhadores da educação. E, como são muito pouco contestadas, acabaram preenchendo o entendimento sobre o assunto no consciente coletivo, e já estão de tal maneira plasmadas na mente da maioria das pessoas que todas as evidências apresentadas em contrário são imediata e automaticamente rechaçadas. É como se ainda negássemos a ligação entre o cigarro e o câncer de pulmão.

A sociedade brasileira parece não reconhecer que os sindicatos de professores pensam no bem-estar de seus membros, e não no da sociedade em geral. Incorporamos a ideia de que o que é bom para o professor é, necessariamente, bom para o aluno. E isso não é verdade. Cada vez mais a pesquisa demonstra que aquilo que é bom para o aluno na verdade faz com que o professor tenha de trabalhar mais: passar mais dever de casa, mais testes, ocupar de forma mais criativa o tempo de sala de aula, aprofundar-se no assunto que leciona. E aquilo que é bom para o professor — aulas mais curtas, maior salário, mais férias, maior estabilidade no emprego, maior liberdade para montar seu plano de aulas e para faltar ao trabalho quando for necessário — é irrelevante ou até maléfico para o aprendizado dos alunos.

É justamente por haver esse potencial conflito de interesses entre a sociedade (representada por seus filhos/alunos) e os professores e funcionários da educação que o papel do sindicato vem ganhando importância e que os sindicatos são tão ativos politicamente, convocando greves, passeatas, manifestando-se publicamente com estridência etc., da mesma maneira que a indústria tabagista ou de bebidas faz mais lobby do que, digamos, os fabricantes de fralda.

Uma das razões que tornam os sindicatos tão poderosos é que eles funcionam. Estudo do fim da década de 90 mostrou que, entre os professores brasileiros, a sindicalização era o fator mais importante na determinação do seu salário: os filiados tinham salários 20% mais altos que os independentes.

Outras pesquisas sobre o papel do sindicato dos professores trazem resultados curiosos. Estudo de um economista de Harvard tentando entender o porquê da queda da qualidade das pessoas que optaram pela carreira de professor nos EUA entre 1961 e 1997 encontrou dois fatores: um deles, que explica três quartos do problema, era a crescente sindicalização dos professores, causando compressão salarial (o outro fator era a emancipação feminina, já discutida aqui em artigo anterior). Quando um sindicato se “adona” de uma categoria, a tendência é que os salários de seus membros deixem de ser um reflexo de seu mérito individual e passem a ser resultado de seu pertencimento a alguma categoria que possa ser facilmente agregável e discernível — como ter “x” anos de experiência ou ter feito uma pós-graduação, por exemplo —, pois só assim é possível estabelecer negociações salariais coletivas, para milhares de membros. E só com negociações coletivas é que se torna possível a um sindicato controlá-las. Talvez seja por isso que os aumentos salariais tenham se provado ferramenta tão ineficaz na melhoria da qualidade da educação: as pessoas mais competentes parecem não fugir do magistério pelo fato de o salário ser alto ou baixo, mas sim por seu salário não ter nenhuma relação com seu desempenho. Nenhum ás quer trabalhar em lugar em que recebe o mesmo que os vagabundos e incompetentes. Talvez seja por isso que outro estudo mostrou, paradoxalmente, que a filiação a um sindicato afeta de forma significativamente negativa a satisfação dos professores com a sua profissão. É o preço a pagar pelo aumento salarial.

O outro estudo que conheço sobre o tema é do alemão Ludger Wossmann, que comparou dados de 260 000 alunos em 39 países. Uma de suas conclusões é que naquelas escolas em que os sindicatos têm forte impacto na determinação do currículo os alunos têm desempenho significativamente pior (todos os estudos mencionados aqui estão na íntegra em twitter.com/gioschpe).

Quando ouvir um membro desses sindicatos se pronunciando, portanto, é mais seguro imaginar que suas reivindicações prejudicam o aprendizado do que o contrário. E, especialmente quando a questão for salarial, é preciso levar em conta que não apenas os professores são beneficiados por seu aumento, como os sindicatos também, já que são mantidos por cobranças determinadas através de um porcentual do salário.

Antes que a patrulha trate de pôr palavras na minha boca, eu me adianto: não sou contra a existência de sindicatos de professores, nem contra o lobby da indústria do cigarro, da bebida ou das armas. O direito de livre associação e expressão é um pilar inviolável de um estado democrático, e está acima até mesmo do aprendizado de nossos alunos. Só acho que os sindicatos e seus representantes devem ser vistos pelo que são: defensores de seus próprios interesses. Seu peso no discurso público deve ser temperado por essa realidade.

Esse insight causa dois impactos importantes. O primeiro é que nós, os defensores da melhoria educacional do país, estamos sós. O sindicato dos professores não é nosso parceiro e a união dos alunos deixou há muito de defender os interesses educacionais do alunado, trocando-o pela generosa teta do Erário e pelo triste mercantilismo da emissão de carteiras vale-desconto. Não podemos esperar por movimentos organizados para abraçar essa causa: precisamos criar nós mesmos essa união, que será inclusive boicotada pelo status quo.

O segundo é que, toda vez que uma organização com esses nobres fins se forma, o cacoete de buscar uma parceria com os representantes dos professores é o beijo da morte. Se quisermos defender exclusivamente o interesse do alunado, a relação com os sindicatos de trabalhadores da educação será provavelmente adversarial, talvez neutra, jamais colaborativa. Ou você já viu oncologista fazer parceria com a Souza Cruz ou o “Sou da Paz” de mãos dadas com a Taurus?

Gustavo Ioschpe é economista

Sepultamentos de vítimas massacre em escola do Rio começam hoje

Agência Estado e A Tarde On Line

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O sepultamento das vítimas do massacre na Escola Municipal Tasso de Oliveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, começa a ser realizado nesta sexta-feira, 8. Doze crianças – dez meninas e dois meninos – foram brutalmente assassinados por um ex-aluno que invadiu a instituição atirando, na manhã de quinta-feira, 7. O atirador suicidou-se após o ataque. Quatro crianças feridas estão em estado grave.

Estão confirmados os funerais de Laryssa Silva Martins, 13, e Mariana Rocha de Souza, 12, às 11h no cemitério do Murundu, na zona oeste; de Géssica Guedes Pereira, 15, no cemitério Ricardo de Albuquerque, também na zona oeste do Rio, às 15h; e de Larissa dos Santos Atanázio, 13, no cemitério Jardim da Saudade, em horário ainda não divulgado.

Massacre – O crime mais brutal da história do Brasil, ocorrido ontem na Tasso da Silveira, durou cerca de 15 minutos. Nesse período, o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, disparou mais de cem tiros em duas salas do colégio.

Uma testemunha contou que Wellington usava fone de ouvido e ria enquanto atirava. Ele entrou na escola de mil alunos – 400 naquele turno da manhã – após dizer que tinha ido buscar seu histórico escolar. Bem vestido, de camisa verde, calça e sapatos pretos e mochila nas costas, ele subiu direto para a sala de leitura, onde foi reconhecido pela ex-professora Doroteia. “Veio fazer palestra para os alunos?”, ela perguntou, referindo-se à programação de encontros com ex-alunos bem-sucedidos para comemorar os 40 anos da escola.

Não era o caso de Wellington. Doroteia pediu que ele esperasse, pois estava ocupada. Minutos depois, começou a tragédia. Ele saiu da sala, largou a mochila, colocou o cinturão com carregadores, entrou em uma sala e anunciou: “Vim fazer a palestra”. Em seguida, mirou na cabeça das crianças da primeira fila e a disparou com um revólver 38. A outra arma, um revólver 32, não foi usada. Meninas eram maioria na sala e sentavam na frente, segundo a polícia.

Segundo relatos, ele mandava que os alunos fossem para a parede. Indiferente às súplicas, atirava na cabeça. Alguns estudantes se jogaram debaixo das mesas. Outros tentaram fugir. Quando Wellington parou de atirar para recarregar a arma, Patrick Figueiredo, de 14 anos, saiu correndo de mãos dadas com uma amiga. Wellington acertou a menina, Patrick escorregou em uma poça de sangue e quebrou o dedo do pé. Em seguida, Wellington foi para a sala em frente e fez novos disparos.

No andar de cima, uma professora ouviu os tiros e mandou que os adolescentes subissem para o auditório, no 4.º andar. Professores trancaram a porta e colocaram cadeiras e armários para bloquear a entrada.

Artigo: Greve na Uesb – A greve não é um luxo.

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por RuY Medeiros*

A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia encontra-se em greve. Antecedidos pelo movimento de paralisação dos estudantes, os professores resolveram deflagrar greve. Todos agora estão fora das salas de aula.

A greve demorou de ocorrer. Embora indesejada por muitos, em razão dos embaraços que a sucedem, tornou-se inevitável. Quem está fora não percebe coisas graves que comprometem o presente e o futuro da educação e, com isso, as próprias gerações presente e futura.

As universidades baianas vêm sofrendo há muito tempo. Os ataques a sua autonomia são crescentes e o sufocamento de suas atividades sempre esteve na pauta dos últimos governos. E universidade mendiga é universidade sem autonomia. Não se deve esquecer que a lei que criou o CONSAD – Conselho Superior de Administração das Universidades impôs tutela à UESB, UEFS, UESC e UNEB. Houve luta pela sua revogação e gestores atuais foram seus críticos. Uma vez no governo, no entanto: “esqueçam o que eu disse e o que eu escrevi. Participemos da amnésia política”. É o oportunismo. É o cinismo. É a falta total de vergonha.

Agora o governo assesta outro golpe profundo nas universidades baianas. É a sangria. Ainda não é o decreto morte porque há estudantes, professores e funcionários cuja luta será compreendida e apoiada pela sociedade. O governo editou o Decreto nº 12.583/11, que não resiste a controle de legalidade: suprime gozo de direitos, proíbe contratações ou concurso de professores, proíbe saída de professores para pós-graduação, garroteia financeiramente cada universidade baiana.

Apesar de proibir contratação (que é feita por seleção) e concurso, o Estado da Bahia não se dispõe a devolver às universidades baianas os professores que cooptou para Secretarias, Cargos Comissionados, etc, alguns dos quais foram “bravos sindicalistas” que certamente acham muito prudente calar e ficar.

O Decreto 12.583/11, atentatório à autonomia universitária agrava a situação das universidades que se encontram sem professores suficientes, carentes de servidores, sem espaços construídos para suas necessidades, faltante de materiais. O arrocho salarial compõe o cenário e não é mero detalhe com o panorama de desvalor sob o qual a educação é tratada.

A greve não é um luxo. É a medida necessária para defender a Universidade. À medida que governos têm sucateado a Universidade Pública, a universidade privada cresce e o direito à educação passa a ser bem mercantil, um não direito nas mãos de grupos que cada vez mais se desnacionalizam.

*Ruy Medeiros é Professor do Curso de Direito da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e Advogado.

Governador decreta luto oficial de sete dias em memória das vítimas da tragédia de Realengo

ataque-choca-cariocas-tv-20110407Ataque fez 11 vítimas e deixou 13 crianças feridas


O governador Sérgio Cabral decretou luto oficial de sete dias no Estado do Rio de Janeiro em memória das vítimas da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste da cidade.

Fotos: imagens mostram o massacre

Presenciou o ataque? Envie seu relato ao R7

Vídeo: veja a cobertura completa

Saiba tudo sobre o ataque a escola

A Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil confirmou no final da manhã desta quinta-feira (7) as mortes de 11 estudantes no ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio. Segundo a pasta, morreram dez meninas e um menino. Os estudantes têm entre 12 e 14 anos. Mais cedo, policiais militares e oficiais do Corpo de Bombeiros informaram que 12 crianças haviam morrido. O atirador também foi baleado, mas não chegou a ser socorrido e morreu no local.

As vítimas foram levadas para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, Hospital Universitário Pedro Ernesto, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e Hospital da Polícia Militar.

A secretaria informou que 13 estudantes ficaram feridos – dez meninas e três meninos, dos quais quatro estão em estado considerado grave. O atirador, que foi identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, e que seria ex-aluno da escola, invadiu uma das salas de aula atirando. De acordo com Sérgio Côrtes, as crianças foram atingidas no tórax, abdômen e cabeça, áreas consideras vitais, o que indica que o atirador tinha intenção de matar.

– Eu não esperava na minha vida um momento como esse. Médicos que não estavam de plantão vieram e estão no centro cirúrgico.

Wellington teria tentado fugir, mas foi interceptado por policiais que faziam uma operação na região. Ele estaria com duas armas e teria se suicidado após fazer os disparos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, cerca de mil alunos estudam na escola, dos quais 400 no turno da manhã, do 4º ao 9º ano, com idades que variam entre nove e 14 anos.

O morador Evaldo Machado, que estava na janela de casa, perto da escola, contou como foi a situação.

– Eu estava tomando café na janela, quando vi uma correria de várias crianças saindo da escola. Eu contei pelos menos 13 feridas. Elas foram retiradas em carros particulares.

Por volta das 9h30, centenas de pessoas estavam aglomeradas na porta da escola. Policiais isolaram a área e várias ruas no entorno estão fechadas. Dois helicópteros da Polícia Civil foram ao local para ajudar no resgate às vítimas.

Segundo investigadores da Polícia Civil, o homem estava com colete à prova de balas, usava roupa preta e luva. Na carta deixada por ele, havia menções ao islamismo e tinha referências a práticas terroristas

Atirador se suicidou após matar pelo menos 11 crianças. 13 ainda estão internadas após ataque na manhã desta quinta-feira.


Leia a íntegra da carta do atirador que invadiu escola no RJ

Thamine Leta Do G1 RJ

Reprodução carta atirador (Foto: Reprodução)Reprodução de carta deixada por atirador

Na carta encontrada com o atirador que abriu fogo dentro da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta quinta-feira (7), Wellington Menezes de Oliveira fala de questões religiosas e dá indícios de que o ataque foi premeditado, além de pedir perdão pelo crime. Segundo o hospital para onde foram levadas vítimas, 11 crianças morreram e 13 estão feridas, sendo 4 em estado grave.

Wellington Menezes de Oliveira, homem que atirou contra escola municipal Tasso de Oliveira, em Realengo (Foto: Reprodução/TV Globo)Wellington Menezes de Oliveira, homem que atirou
contra escola municipal Tasso da Silveira,
em Realengo (Foto: Reprodução/TV Globo)

Leia a íntegra da carta:
“Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna.”

“Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu peço por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que eu pedi.”

Reprodução carta atirador (Foto: Reprodução)Reprodução de outro trecho da carta do atirador

O ataque
Wellington, de 23 anos, entrou em uma escola municipal nesta manhã, atirou contra alunos em salas de aula lotadas, foi atingido por um policial e se suicidou. O crime foi por volta das 8h30.

Segundo autoridades, Wellington é ex-aluno, como era conhecido na escola, e entrou sob alegação de que iria fazer uma palestra. Seu corpo foi retirado por volta das 12h20, segundo os bombeiros. De acordo com a polícia, Wellington não tinha antecedentes criminais.

A polícia diz que ele portava dois revólveres calibre 38 e equipamento para recarregar rapidamente a arma. Esse tipo de revólver tem capacidade para 6 balas.

Segundo testemunhas, Wellington baleou duas pessoas ainda do lado de fora da escola e entrou no colégio dizendo que faria uma palestra.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, ele falou com uma professora e seguiu para uma sala de aula. O barulho dos tiros atraiu muitas pessoas para perto da escola (se você presenciou o caso? Envie fotos e vídeos ao VC no G1).

O sargento Márcio Alves, da Polícia Militar, fazia uma blitz perto da escola e diz foi chamado por um aluno baleado. “Seguimos para a escola. Eu cheguei, já estavam ocorrendo os tiros, e, no segundo andar, eu encontrei o meliante saindo de uma sala. Ele apontou a arma em minha direção, foi baleado, caiu na escada e, em seguida, cometeu suicídio”, disse o policial (veja abaixo a declaração, em reportagem do Jornal Hoje).

A escola foi isolada, e os feridos foram levados para hospitais. Os casos mais graves foram levados para o hospital estadual Albert Schweitzer, que fica no mesmo bairro o colégio.

Sobrevivente conta como foi
Uma das alunas lembra os momentos de terror na unidade. A menina de 12 anos disse que viu o atirador entrar na escola. Ela estava dentro da sala de aula quando ele abriu fogo contra os alunos.

“Ele começou a atirar. Eu me agachei e, quando vi, minha amiga estava atingida. Ele matou minha amiga dentro da minha sala”, conta ela, que afirma que estava no pátio na hora em que o atirador entrou na escola.

“Ele estava bem vestido. Subiu para o segundo andar e eu ouvi dois tiros. Depois, todos os alunos subiram para suas salas. Depois ele subiu para o terceiro andar, onde é a minha sala, entrou e começou a atirar”, completou.

Infográfico ataque em Realengo (Foto: Arte/G1)