A Gente diz

Dilma promete Fies mais barato e com prazo maior para pagar

Ao citar o novo Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), a presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que o estudante terá crédito mais barato e maior tempo de carência para quitar a dívida com o governo. Dilma ressaltou que programa terá uma taxa de juros de 3,4% ao ano, menor do que no governo Lula. “Eu quero acrescentar que o Novo Fies é uma opção simples, não é por falta de opção que você não vai ter acesso à universidade”, declarou Dilma em seu programa semanal de rádio Café com a Presidenta. Segundo Dilma, aluno só terá que começar a pagar o financiamento do curso superior um ano e meio depois de formado. Nesse período, segundo Dilma, será possível encontrar um emprego e assumir uma renda. A presidente falou ainda sobre o Pronatec (Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica), que começará a vigorar em março. De acordo com ela, o programa deverá “ampliar o caminho de acesso à educação profissional para os jovens do ensino médio e para os trabalhadores brasileiros sem formação profissional”. (Folha)

Governo quer mudar previdência de servidor público


Dilma Rousseff decidiu levar a mão a um vespeiro. Vai mandar ao Congresso projeto que altera o sistema de previdência dos servidores públicos. Hoje, ao vestir o pijama, o servidor assegura aposentadoria igual ao salário que tinha na ativa.mDeseja-se interromper a mamata para os servidores que ingressarem nos quadros do Executivo, Legislativo e Judiciário depois da aprovação da nova lei.mDeve-se a informação ao líder de Dilma no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Quem já tem direito à aposentoria integral não será importunado, diz ele. Quem ainda não tem, vai aos quadros do Estado com as mesmas regras do trabalhador da iniciativa privada. Significa dizer que, ao aposentar-se, o novo servidor receberá no máximo o teto fixado pelo INSS para o setor privado. Em cifras de hoje: R$ 3.689,66. No mesmo projeto, o governo vai criar um fundo complementar de aposentoria do setor público. Quem achar que a nova aposentadoria não enche a geladeira poderá associar-se ao fundo. O reforço será condicionado à contribuição (entre 6% e 9% do salário). A União será patrocinadora do fundo, na proporção de um para um. Ou seja, borrifará no fundo valor igual à contribuição do servidor. (Blog do Josias)

ALENCAR DIZ: ‘ESTOU PREPARADO PARA MORRER’

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Foto: Lucas Frasão/G1

O ex-vice-presidente da República José Alencar, internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, disse ao ex-deputado federal Albano Franco que está “preparado para morrer”, mas que pretende “viver até quando for digno”. Franco visitou Alencar na tarde deste sábado (12), e passou mais de três horas com o ex-vice-presidente. Entre o bate papo, que contemplou, além do próprio estado de saúde do empresário, os oitos anos do governo Lula, Alencar teria dito a Franco que apesar de ter passado o período praticamente todo na vice-Presidência da República, ainda prefere ser chamado de senador. O hospital não divulgou nenhum novo boletim médico até o momento, o que só deve acontecer em caso de alteração do estado de saúde do ex-vice-presidente. Com informações do Estadão.

(James Martins

Confira o resultado do Concurso para professor do Estado

 

Quem fez o Concurso do Governo do Estado para o cargo de Professor Padrão P – Grau 1, da Secretaria da Educação (SEC), fique de olho no Portal do Servidor, no site da Cespe/UnB ou no site do Diário Oficial para conferir a lista dos aprovados. A publicação apresenta também o despacho dos recursos das provas objetivas e o resultado provisório da prova discursiva.

O Concurso foi realizado pela Cespe no dia 9 de janeiro, em 32 municípios da Bahia que contam com uma unidade da Direc. Foram oferecidas 3,2 mil vagas. A convocação acontecerá a partir de junho. O cargo de Professor Padrão P – Grau 1 vai ter carga horária de 20 horas semanais e o salário de R$ 654,32, mais de gratificação, totalizando a remuneração de R$ 858,34.

Por Laís Vinhas

Copa FIFA 2014: desafio e oportunidades

Por Eduardo Moraesimages

Enquanto os países centrais permanecem imobilizados por uma crise financeira que parece não ter fim, os agora emergentes, dentre eles o Brasil, navegam em uma onda de excelentes perspectivas de crescimento sustentável em longo prazo. A presidenta Dilma Rousseff herdou do Presidente Lula, um país de economia em expansão e sem ameaças aparentes. De acordo com especialistas, tanto no curto, quanto no médio prazo. Junto a esses indicadores favoráveis, a realização de eventos como a Copa do mundo de Futebol FIFA 2014 e as Olimpíadas em 2016, podemos vislumbrar um país turbinado nos aspectos político, econômico e social. Diante desse cenário de expectativa de crescimento, a Bahia está incluída por ser uma das sub-sedes escolhidas pela FIFA. O Estado, além de receber um dos grupos, poderá sediar abertura dos jogos na nova arena da Fonte nova. Dentro da política do governo do Estado de interiorizar o evento para que os legados desse acontecimento, que irá revolucionar toda a nação, não se limitem à capital e a região do Recôncavo Baiano. Vitória da Conquista é candidata a receber, como campo base, qualquer uma das seleções que virão treinar ou passar pelo período de aclimatação. 

É possível, sim! Todos estão convocados – empreendedores, poder público, cidadãos – a se mobilizar, planejar, trabalhar e preparar a nossa cidade para ser escolhida por uma das seleções visitantes. Estamos diante de um grande desafio e de imensas oportunidades que firmem a nossa cidade definitivamente como metrópole.

Eduardo Moraes

Vice-Presidente do Esporte Clube Vitória da Conquista

Governo estuda ampliar o Bolsa Família

Depois da promessa de cortar R$ 50 bilhões do Orçamento de 2011, já está nos planos do governo ampliar a transferência de renda através do programa Bolsa Família. Num dos cenários em estudo pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome como parte do plano de combate à miséria, está sendo analisado o aumento do repasse do Bolsa Família em R$ 14 bilhões por ano – o equivalente a dobrar os gastos do programa. Mas a opção por combater a miséria apenas com a transferência direta de renda ainda não é consenso no governo. E o Ministério de Desenvolvimento Social divulga que o plano vem sendo concebido para funcionar como um tripé: além da transferência de renda, inclusão produtiva e maior acesso a serviços, como educação, saúde, energia elétrica e saneamento básico. O governo também não abre mão de abrir portas de saída para quem já é beneficiário do Bolsa Família – um dos pontos mais criticados do programa e que pouco tem funcionado. O custo da erradicação da miséria está vinculado à definição de uma linha oficial de pobreza extrema, capaz de delimitar o número de miseráveis no país. (O Globo)

Corte no Ministério da Educação será de R$ 1 bilhão

Ministro-Fernando-Haddad-crédito-Agência-Brasil1-300x211Agência Brasil

 

Ministro Fernando Haddad

O ministro da Educação, Fernando Haddad, reuniu-se nesta sexta-feira com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, para discutir sobre o corte de R$ 1 bilhão no orçamento da pasta em 2011. A medida representará 1,3% a menos no orçamento do ensino, que deve cair dos R$ 72,8 bilhões previstos para R$ 71,8 bilhões. Apesar do corte, o MEC recebeu sinal verde de que poderá nomear professores de universidades e escolas técnicas federais. A redução no orçamento é resultado do contingenciamento de R$ 50 bilhões em todo o governo, anunciado esta semana pela área econômica. O ministério corre contra o tempo para contratar 3.500 professores temporários para lecionar neste primeiro semestre, em cursos criados pelo Reuni, o programa de expansão das universidades federais. A ideia era realizar concursos, mas, por falta de tempo, a saída deverá ser a contratação de temporários, o que é feito por processo de seleção simplificado. No MEC, o anúncio do corte de R$ 1 bilhão foi minimizado. O dinheiro deverá ser economizado com a redução de despesas de custeio, sem comprometer nenhum dos principais programas do ministério. (O Globo)

Crise de A Tarde é editorial e de gestão; saída é profissionalização geral já

 

A crise do quase secular jornal A Tarde é editorial. Dela, derivam todas as demais, inclusive a financeira, que está levando seu precário comando familiar a sabiamente reavaliar até sua presença na direção da empresa e submetendo-o a seu primeiro grave conflito com os jornalistas que deveriam ser o eixo de sua existência. O conceito vem, entre outras evidências, do fato de que o matutino já foi líder em circulação no Norte e Nordeste, passou a liderar apenas na Bahia e agora luta com todas as suas forças para retomar a liderança roubada pelo Correio, jornal da família do ex-senador ACM, que, por ironia, ajudou a combater politicamente em defesa da liberdade no Estado.

Foi a indefinição editorial de A Tarde ao longo da última década, especialmente depois do declínio de ACM, espécie de Muro de Berlim na história da política baiana, que acabou impedindo-o de atualizar seu modelo de interação com os cidadãos do Estado que chegou a representar visceralmente no passado e do qual extraiu forças para se tornar uma potência de comunicação temida até muito recentemente. Sem dizer o que pensa claramente, sem comunicar a que veio e sem interlocutores claros em seus diversos setores, mas principalmente no campo da redação, qualquer veículo de comunicação está fadado a patinar até acabar.

Quando os jornalistas de A Tarde decidem entrar “em estado de greve até a definição de uma linha editorial” estão ironicamente revelando, sim, que precisam saber o que podem escrever para não serem surpreendidos com uma dolorosa carta de demissão no dia seguinte ou dois meses depois, como aconteceu com o repórter Aguirre Peixoto, pivô da atual crise do matutino. Mas eles estão enfatizando, principalmente, que não conhecem a organização em que trabalham, não possuem meios para acompanhar sua lógica imprevista e, por isso, sob o ponto em que se encontram em sua estrutura, perversa.

Trata-se de uma exigência que apenas parece ingênua, porque, como empresa, um jornal nem sempre precisa dizer explicitamente a seus profissionais até onde podem ir. Mas quando toma a decisão de limitar sua atuação editorial pode fazê-lo até certo ponto abertamente, pagando, sob risco mais ou menos calculado, inclusive com sua credibilidade perante leitores e a opinião pública. O que normalmente revela a identidade de um jornal é um texto editorial diário, expressão do que pensa e acredita, em qualquer campo da atividade humana. Mas pergunte ao leitor mais fiel de A Tarde sobre o que disse o editorial de hoje e ele não terá condições de responder-lhe. Por quê? Simples. Porque ele não lhe diz nada. Não há interesse onde falta inteligência.

Se um jornal não opina, não dá um norte ao seu leitor, não o inspira com relação a uma nova idéia, não propõe a ele uma reflexão, não o instiga com relação a alguma mudança que está por vir, não critica, de que serve mesmo? Jornais não são lidos diariamente ou assinados apenas por um anúncio de emprego ou pelas manchetes que os colocam como mais um produto à venda, mas por permitirem o compartilhamento do infindável universo de informações em que se transformou o mundo, por assim gerarem pertencimento e, mais do que isso, pela capacidade de darem sentido aos acontecimentos.

A Tarde, que já foi bem maior, preferiu subtrair sua opinião, sua identidade editorial, em decorrência de uma conturbação em seu comando, fato que passou despercebido enquanto foi líder inconteste do mercado editorial baiano. Infelizmente, sua direção preferiu, pelas razões que diz respeito só a ela própria, com as consequências com que arca agora, retrair-se a marcar posição. Com isso, lançou uma questão que não quer calar: Quem finalmente manda em A Tarde? Seus leitores, seus jornalistas, seus enclaves ou seus donos, divididos em um triunvirato de primos, com poder mal delegado dos pais, que não possuem papel oficial em relação a nada na organização?

Quem, pelo amor de Deus, responde pelo jornal? É a pergunta que inquieta quem precisa do veículo, quem já foi vítima de alguma matéria injusta sua, quem quer felicitá-lo por um acerto, quem tenta desvendar seu rumo, quem necessita usar sua força para divulgar um novo conceito ou propor uma nova idéia. Para vencer o desafio de não ser tragado pelos novos tempos que ameaçam a todos indistintamente com sua dinâmica irrefreável, A Tarde terá que extrair sua opinião, se conceituar, dizer o que é e o que pretende numa sociedade baiana que, embora com atraso, também exige mudanças, provocada pelas novas tecnologias da informação.

O jornal, que não deixa de ser um patrimônio social nacional – daí também a repercussão que a demissão de um repórter de política gerou, para surpresa principalmente de seus proprietários que não perceberam a sutileza dos limites entre o privado e o público no campo da comunicação -, terá que recriar-se rapidamente, porque está surfando na inércia. Em outras palavras, A Tarde precisa entender a generosidade do apelo de seus jornalistas para que se defina editorialmente o quanto antes, admitindo seus limites, porque todos os têm. Para adquirir de novo uma fisionomia, entretanto, é necessário primeiro que, de uma vez por todas, se profissionalize. De cabo a rabo – o que significa da gestão à redação.

Passar a atuar profissionalmente com todos com que se relaciona, interna e externamente, é um imperativo óbvio para qualquer empresa que deseja permanecer. Mas é uma exigência mais do que urgente para um veículo de comunicação de 98 anos que conseguiu cruzar o tempo de uma era nova a cada momento. Com certeza, a sociedade baiana ainda lhe concederá crédito para mudar.

Órgãos questionam eficácia de bases de segurança na BA

Representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, das polícias Civil e Militar, bem como da sociedade civil organizada, mostraram-se favoráveis à iniciativa do secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa que, na última terça-feira, anunciou a implantação de Bases Comunitárias de Segurança, no Estado, equivalentes às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro.

Por outro lado, suscitaram questionamentos referentes à capacidade de efetivação e, sobretudo, de manutenção dessa política pública, cujo objetivo é conter a curva ascendente dos índices de homicídios, na Bahia.

Na avaliação da coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público Estadual, Ediene Lousado, a intenção do secretário é plausível. No entanto, ela ressalva, somente a presença da polícia não resolve a questão do aumento da criminalidade. “O Estado precisa ocupar as lacunas abertas nas comunidades, hoje ocupadas por criminosos”, disse a promotora de justiça.

“A implantação das novas bases deverá fazer com que os serviços públicos de educação, saúde, assistência social, infraestrutura e planejamento urbano atendam essas populações e devolvam o direito à cidadania. Caso contrário, não surtirá o efeito desejado”, vislumbrou a defensora pública Iracema Oliveira.

Já o coordenador da Associação dos Praças e Bombeiros da Bahia (Aspra), Marco Prisco, acredita que as 59 Companhias Independentes de Polícia Militar (CIPM), responsáveis pelo patrulhamento de ronda nos bairros de Salvador e Região Metropolitana, executam trabalho semelhante à proposta atual. “No Rio, as UPPs funcionam por que os órgãos públicos estão em comunhão”, disse. Para, em seguida, completar: “criar o que já existe só vai onerar o Estado”, disparou.

Continuidade – O sucesso da nova política dependerá da continuidade das ações de sucessivos governos, no médio ou longo prazo, defende o coordenador do Observatório de Segurança Pública, Carlos Costa Gomes. “Minha preocupação se refere à durabilidade do projeto. Que não seja uma coisa pontual e, depois, caia no esquecimento”, advertiu.Franco Adailton l A TARDE

GOVERNO DIVULGA NOVA MARCA INSTITUCIONAL


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O governo federal divulgou nesta quinta-feira (10) a nova marca institucional que será veiculada na gestão de Dilma Rousseff. A imagem segue com o novo slogan, “País rico é país sem probreza”, o que caracteriza a bandeira principal da nova presidente nos próximos quatro anos. De acordo com a publicação da Folha de São Paulo, a marca é fruto de criação baiana. Foram os publicitários João Santana, em parceria com o diretor de arte, Marcelo Kertész, filho do radialista Mário, de mesmo sobrenome. Ambos trabalharam na campanha presidencial de Dilma. O governo enfatizou que o novo modelo traz as cores verde a amarela para reforçar a “identidade do povo brasileiro”.

AMENIDADES PARA O que A GENTE DIZ:A PAIXÃO DA PAIXÃO

 

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Não me apaixonei por ti…

Por ti, enlouqueci…

A negação…

Eu nunca me apaixonei por ti…

Quem sou eu!

Nunca me apaixonei por ti, nunca!

Simplesmente, me enlouqueci por ti.

 

A paixão…

Ó! Diáfana e dolorosa loucura

Que vive a atormentar meus últimos dias,

Eu não quero mais te ver, ó louca paixão…

Simplesmente, nunca quis…

 

A lembrança…

Dentro da minha lembrança

Só vejo a sombra daquele lindo rosto,

Se fazendo presente no meu pensamento

Dentro da obscura solidão em que mergulhei.

 

O sonho…

Nem sequer sonhei com o teu sonho,

Que era o meu único sonho,

Sonhei foi com a lembrança calcinada

Do meu desespero, já no seu último estertor.

 

A imagem…

Só vejo a tua inebriante imagem

Que não sai da minha mente,

Por mais que tente te esquecer

Não me esqueço por um só instante.

 

A esperança…

Minha única esperança é que:

Com o passar dos dias, das semanas,

Dos meses, dos anos, dos séculos…

Finalmente, a paixão se consumirá.

 

O tempo…

E nós dois, (eu e a paixão), desapareceremos,

Nós, e o nosso desditoso amor,

Dentro das brumas do impiedoso tempo,

Tempo que não me fará esquecer de ti…

 

O poeta…

Lembro-me do poeta que dizia:

“E viva eu cá na terra sempre triste”.

O mar de Goa levou meu amor,

Só salvei os meus poemas.

 

A solidão…

Nenhum veleiro veio em meu socorro,

Nadei até a praia, e o desespero me acolheu,

Passei a morar na casa da solidão…

Meu sofrimento aumentou de forma dolorosa.

 

O rosto…

A nuvem distante tinha o teu rosto,

A sombra no canto tinha o teu rosto,

A gaivota a voar distante trazia-me

Tua imagem de anjo, que possuís.

 

A voz…

Para meu desespero até o vento traz o teu perfume

A voz do vento martela meus ouvidos…

– “esqueça-a, ela não te quer mais”-,

Nem um piedoso anjo do céu vem me consolar…

 

A razão…

Aquela mesma (paixão da paixão)…

Que mata e machuca os corações de forma dolorida

Fez sua morada em mim

Destroçando o que restava da minha razão…

 

A casa…

O desespero tomou conta da minha alma,

Como se meu coração não fosse a casa do amor,

Mas sim, a casa do sofrimento,

Onde a dor da tua ausência mais se faz presente.

 

O incêndio…

Vagarosamente…

O tempo virá em meu socorro

E dissipará as cinzas daquele incêndio,

Que há tanto tempo consome minha alma.

 

O esquecer…

O tempo transformará e aliviará o meu sofrer,

Jamais te esqueci!

O tempo me ensinará a viver sem ti

Mas, dificilmente me ensinará a te esquecer…

 

O  canto do Cisne…

Meu Ser ao te perder

Desligou-se completamente da realidade,

Vivendo como o cisne que perdeu sua alma gêmea,

Estando a espera da bendita hora, para iniciar o seu último canto.

 

Vitória da Conquista, 06 de fevereiro de 2011

Edimilson Santos Silva Movér

Luiz Fux é o novo ministro do Supremo Tribunal Federal Sua indicação para o STF foi aprovada pelo plenário por 68 votos favoráveis e dois contrários

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Luiz Fux é o novo ministro do Supremo Tribunal Federal – Sua indicação para o STF foi aprovada pelo plenário por 68 votos favoráveis e dois contrários


O novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, defendeu nesta quarta-feira (9), o sistema de cotas raciais, sinalizou ser a favor dos direitos dos homossexuais e demonstrou concordar com uma orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que julgamentos de processos emblemáticos como o que apura o esquema do mensalão tenham prioridade. Fux deu as declarações ao ser sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Sua indicação para o STF foi aprovada pelo plenário por 68 votos favoráveis e 2 contrários. Não houve nenhuma abstenção. Fux ocupará a vaga do ministro Eros Grau, que se aposentou em agosto. “O que é possível é priorizar casos que efetivamente são emblemáticos e que podem dar resposta mais ágil à sociedade”, afirmou Fux ao ser indagado sobre a possibilidade de ocorrer a prescrição de parte dos crimes imputados aos réus do processo do mensalão se o processo não for julgado rapidamente. Quando a prescrição ocorre, o acusado fica impune.

O ministro observou que o CNJ já expediu uma regra pela qual processos emblemáticos devem ter prioridade. Mas, segundo ele, todas as etapas do processo têm de ser cumpridas. Alegando que deverá participar do julgamento, Fux não quis se posicionar especificamente sobre o esquema do mensalão. A respeito das cotas, o ministro disse que o sistema é uma forma de reduzir as desigualdades. “As ações afirmativas evitam a institucionalização das desigualdades. Não basta afirmar que todos são iguais perante a lei”, declarou o ministro, que disse ter se preparado a vida inteira para integrar o Supremo. Fux tem 57 anos de idade e 29 anos de magistratura. Ao ser indagado pela senadora Marta Suplicy sobre garantias de homossexuais, Fux disse que o direito brasileiro veda a discriminação de qualquer pessoa por liberdade de culto, crença e sexo. “Essa questão perpassa a liberdade sexual e o respeito entre os seres humanos. Os homossexuais têm todos os deveres civis. Também têm de ter todos os direitos civis. São as teses que estão em debate”, afirmou.

Sensibilidade

Fux disse que um juiz precisa ter sensibilidade e deve garantir igualdade de armas nas disputas entre ricos e pobres, acabando com o mito da neutralidade do juiz. “Justiça não é algo que se aprende, justiça é algo que se sente. O juiz sente o que é justo”, afirmou. “O juiz deve ter sensibilidade. E saber direito, se possível.” O ministro, que chorou durante a sabatina, foi aplaudido de pé pelos senadores que integram a CCJ. Como ministro do STF, Fux participará de julgamentos de grande interesse da sociedade, como a fixação de cotas para ingresso em universidades públicas, a possibilidade de interrupção de gestações de fetos com anencefalia e a legalidade da união homoafetiva. O ministro não quis comentar diretamente os assuntos polêmicos que estão sob análise do STF, como a validade da Lei da Ficha Limpa, o processo do mensalão e a extradição ou não de Cesare Battisti. Disse que se posicionasse agora sobre esses casos estaria impedido de participar dos julgamentos no Supremo.