A Gente diz

Mulheres ajudaram a construir Vitória da Conquista e continuam a intervir nos destinos do município

Ao longo dos 183 anos de emancipação de política de Vitória da Conquista, há registros históricos de momentos de impasse, nos quais as personagens que desempenham papéis decisivos são mulheres – o que não significa que a sociedade conquistense, como de resto a brasileira, não seja predominantemente orientada por tradições e costumes patriarcais.

Ainda assim, houve mulheres que conseguiram exercer outras formas de poder e influência, a ponto de conseguirem se impor de alguma forma em meio ao predomínio masculino. Em decorrência desse destaque, boa parte delas hoje empresta o nome a ruas, avenidas, praças e bairros da cidade.

Talvez um dos exemplos mais ilustrativos seja a maneira como se deu o desfecho do embate entre Meletes e Peduros, em 1919, considerado um dos mais violentos conflitos entre “coronéis” conquistenses durante a República Velha.

Consta que a rivalidade e as desavenças políticas chegaram a níveis extremos entre o grupo dos Meletes, que reunia oposicionistas liderados pelo coronel Maneca Moreira, e o dos Peduros, no qual militavam os situacionistas, sob o mando do coronel Gugé. A antiga Rua Grande, principal logradouro da então cidade de Conquista, tornou-se uma autêntica praça de guerra durante vários dias, com tiroteios, jagunços entrincheirados e o registro de pessoas mortas e feridas em ambos os lados.

Para pôr fim à contenda e convencer os dois grupos a baixarem as armas, foi decisiva a intervenção de um grupo de mulheres conhecidas na cidade. A forma como elas agiram foi descrita por diferentes estudiosos da história conquistense.

Paulo Ludovico, no texto “Meletes X Peduros: uma luta armada entre pessoas da mesma família”, narra a seguinte cena: “Sem que ninguém esperasse, surge na Praça 15 de Novembro (antes Rua Grande e hoje Barão do Rio Branco), local do tiroteio, um grupo de senhoras – entre outras, Laudicéia Gusmão, Henriqueta Prates e Fulô Roxa – que exige o fim da luta”. O autor acrescenta que, a partir daí, foram iniciadas as negociações sobre um acordo de paz entre os contendores.

No artigo “Câmara Municipal de Vitória da Conquista (Panorama Histórico-Político)”, Fabiana Prado Santos e Ruy Medeiros argumentam que “não fosse a intercessão das ilustres senhoras Laudicéia Gusmão, Henriqueta Prates dos Santos, Eufrosina Freitas Trindade e Joana Angélica Santos, para que a luta cessasse, o saldo de mortos na guerra certamente teria sido bem maior”.

O blog Memória Mulher Conquista dá ainda mais detalhes do ocorrido: “Acompanhada por Henriqueta Prates e outras senhoras da sociedade, Laudiceia saiu às ruas com uma bandeira branca amarrada a um rifle 44 e foi ao encontro dos coronéis Dino Correia e Maneca Moreira, para pedir paz. Diante daquela atitude, os dois homens se deram as mãos e a paz foi selada”.

Elas defenderam a paz

As “senhoras da sociedade”, como são chamadas nos relatos, eram casadas com homens influentes naquele contexto coronelista, em razão de seu poder econômico. Mas elas também se envolveram em iniciativas nas quais assumiram seu próprio protagonismo. Laudiceia Gusmão (1862-1948), pelo ímpeto com que agiu na resolução do conflito armado, foi chamada de “medianeira da paz”, segundo pesquisadores da história conqusitense.

Há relatos de que Laudicéia e sua contemporânea, Henriqueta Prates (1863-1957), durante a década de 1920, fizeram de suas casas pontos de atendimento a crianças e adultos vitimados pela seca e por doenças como a gripe espanhola e a varíola.

Joana Angélica dos Santos, conhecida como Dona Janoca, era a esposa de José Fernandes de Oliveira, o coronel Gugé, líder dos Peduros e tido como o mais poderoso dos coronéis da região entre o final do Século 19 e o início do Século 20. A família vivia num sobrado de grandes proporções, construído no local da então Rua Grande (hoje, praça Barão do Rio Branco) onde atualmente funciona a agência do Banco do Brasil. Segundo pesquisadores, o casarão funcionava como centro de discussões políticas e culturais.

Euflozina Trindade (1859-1935), conhecida como Fulô Roxa ou Fulô do Panela, tinha origem diferente da de suas companheiras do grupo que interviu pela paz entre Meletes e Peduros. Segundo memorialistas locais, ela nasceu no então povoado do Panela (hoje Campo Formoso), era filha de uma mulher escravizada com um descendente dos fundadores do Arraial da Conquista e teve cinco filhos de diferentes relacionamentos – um deles com o coronel Gugé. Euflozina era conhecida por seu senso de solidariedade. Entre outras iniciativas, ajudou a criar a Santa Casa de Misericórdia, primeiro hospital da região.

Solidariedade e educação

Embora tenha nascido em Aracatu, Olívia Flores (1894-1976) se destacou como fazendeira e empresária em Vitória da Conquista, para onde se mudou em 1910. Além dos negócios, dedicava-se também às articulações políticas – geralmente, nos bastidores – e à assistência social. Costumava servir café aos presos da cadeia pública, além de financiar viagens de pessoas doentes para tratamento médico em Salvador e de oferecer auxílio a famílias do então povoado de Campinhos.

Uma das filhas de Olívia, Dalva Flores (1929-2006), fundou o Abrigo Nosso Lar e costumava organizar campanhas para arrecadar agasalhos e alimentos para pessoas idosas atendidas pela instituição.

Em outros momentos da história local, mulheres se impuseram em contextos diferentes e múltiplos – a exemplo da área educacional, onde atuou a polivalente professora e escritora Heleusa Figueira Câmara (1944-2019), considerada uma das mais importantes intelectuais nascidas em Vitória da Conquista, embora não se apegasse às formalidades da academia.

Heleusa formou-se em Letras em 1981, quando já era mãe de quatro filhos, e se tornou professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), da qual foi vice-reitora de 1991 a 1995.

Ocupou ainda a Secretaria Municipal de Educação, entre 1997 e 2000. Foi presidente da Academia Conquistense de Letras de 1987 a 1990. Em 1992, ajudou a fundar o Comitê Proler/Uesb, um projeto de incentivo à leitura com o qual continuou a colaborar, mesmo após sua aposentadoria, em 2014.

Mulheres na política

Na política institucional, a representatividade feminina sempre foi muito inferior à realidade social de Vitória da Conquista, em termos quantitativos. Desde 1840, por exemplo, o município teve apenas nove vereadoras e duas vice-prefeitas.

Assim que assumiu em definitivo o comando da Prefeitura de Vitória da Conquista, em março de 2021, após a morte do prefeito reeleito, Herzem Gusmão, de quem fora vice, a atual prefeita Sheila Lemos tornou-se a segunda mulher a ocupar o cargo no município.

Em 2019, durante a primeira gestão de Herzem, a mãe de Sheila, Irma Lemos, já havia se tornado a primeira mulher a chefiar o Poder Executivo em Vitória da Conquista, ao exercer o cargo de forma interina, na condição de vice-prefeita e substituta legal nos casos de ausência do titular.

Irma e Sheila Lemos foram as primeiras mulheres a exercerem de fato o cargo de vice-prefeitas, sendo eleitas, respectivamente, nas eleições de 2016 e de 2020. Isso esteve a ponto de acontecer quase trinta anos antes, em 1992, quando José Pedral Sampaio foi eleito para seu terceiro mandato na Prefeitura, tendo como companheira de chapa a então deputada estadual Margarida Oliveira. No entanto, Margarida optou por não assumir o posto de vice e cumprir integralmente seu mandato na Assembleia Legislativa, para o qual fora eleita nas eleições de 1990.

Até hoje, ela é a única mulher de Vitória da Conquista a ter sido eleita deputada estadual. E ostenta ainda outra forma de pioneirismo feminino: foi a primeira a ser candidata à Prefeitura como cabeça de chapa, no pleito de 1982, também vencido por Pedral. Na época, Margarida obteve cerca de 14 mil votos.

No Legislativo, representatividade ainda é baixa

A presença feminina chegou à Câmara Municipal, ainda que de forma tímida, em 1936 – portanto, apenas quatro anos após as brasileiras conquistarem o direito de votarem e serem votadas. Nas eleições municipais daquele ano, Jeny de Oliveira Rosa (1893-1985), conhecida como Dona Zaza, ou Tia Zaza, filha de Dona Janoca e do coronel Gugé – e também considerada, ela própria, uma astuta articuladora política – garantiu o posto de suplente e chegou a exercer o cargo de vereadora.

De lá para cá, seguindo o exemplo de Dona Zaza, passaram pela Câmara as vereadoras Ilza Matos (1937-2019), primeira mulher a ocupar a presidência da Casa, na década de 1970, Helita Figueira, Carmen Lúcia (1949-1998), que hoje dá nome ao plenário da Câmara, Lúcia Rocha, Lygia Matos, Nildma Ribeiro, Viviane Sampaio e Irma Lemos – que, antes de ser eleita vice-prefeita, exerceu três mandatos como vereadora.

Na atual legislatura, são duas vereadoras num universo de 21 parlamentares do sexo masculino – ou seja, algo como 9,5% do total. Enquanto isso, as mulheres representam 53% dos mais de 156 milhões de eleitores brasileiros, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na Bahia, a estatística é semelhante: dos 11,2 milhões de eleitores baianos, 52% são mulheres. Em Vitória da Conquista, há um cenário proporcionalmente parecido, com as mulheres correspondendo a 54% dos quase 251 mil indivíduos aptos a votar.

Em termos de população absoluta, a proporção se mantém praticamente idêntica em todas as instâncias. Dados do Censo Demográfico 2022, recém-divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as mulheres representam 51,7% dos 14,1 milhões de habitantes da Bahia. No Brasil como um todo, os números se repetem: das mais de 203 milhões de pessoas que vivem no país, 51% são mulheres.

Por fim, o IBGE aponta que as mulheres formam uma maioria similar também em Vitória da Conquista. Segundo o Censo Demográfico 2022, elas correspondem a 52% dos mais de 370,8 mil habitantes da concentração urbana conquistense.

Realismo e otimismo

A prefeita Sheila Lemos admira a trajetória das mulheres que se destacaram na história conquistense. “São mulheres fortes, guerreiras, que não se deixaram abater por conta do machismo”, avalia a chefe do Executivo. Empresária e líder de classe, como a mãe Irma, e tendo sentido na pele as adversidades geralmente encontradas por mulheres, quando adentram o universo majoritariamente masculino da política institucional, Sheila afirma que “a mulher pode chegar aonde ela quiser”.

A gestora reconhece que as dificuldades ainda são maiores para o gênero feminino. Mesmo assim, ela se mantém otimista quanto ao aumento da participação das mulheres na política local: “Nossa cidade ainda é muito conservadora. Ainda é uma cidade com uma raiz muito patriarcal. Mas, com o tempo, nós estamos mudando isso. Acredito que, depois de mim, virão muitas outras mulheres que vão ter a honra de governar Vitória da Conquista”, observa.

Fonte históricas: http://memoriamulherconquista.blogspot.com
Brigada da Prefeitura combateu vários focos de incêndio neste final de semana

A combinação entre altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, mais uma vez, favoreceu à ocorrência de focos de incêndio em vários pontos de Vitória da Conquista neste final de semana. Dos inúmeros focos registrados neste domingo (12) e no sábado (11) , os maiores ocorreram no alto da Serra do Periperi, acima do Estádio Municipal da Zona Oeste (Murilão), e causaram muita destruição.

Prontamente, a equipe da Brigada de incêndios da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), que foi reforçada neste feriado prolongado, devido às condições climáticas previstas, entrou em ação para debelar o fogo.

“Ontem e hoje, tivemos vários focos de incêndio e passamos o final de semana…
Uma boa noite para você, colega.

Empresária agredida pelo ex-namorado relata dificuldade para registrar denúncia em Deam de Porto Seguro

 

Ela se deparou com a limitação de horário da unidade policial, que encerra suas atividades às 18h, apesar do ideal ser o atendimento 24h

 

Foto: Divulgação

 

Vítima de violência doméstica, a empresária Elda Dório* relatou ao Metro1 o descaso que sofreu quando se dirigiu à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) de Porto Seguro, no Sul da Bahia, para denunciar uma agressão cometida pelo ex-namorado. Ao tentar formalizar a denúncia, ela se deparou com a limitação de horário da unidade policial, que encerra suas atividades às 18h, apesar do ideal ser o atendimento 24h.

“É um absurdo, eu e outras mulheres temos a porta fechada na cara, precisamos recorrer à uma máquina, ir atrás do atendimento virtual para tratar situações desta gravidade”, afirmou.

Retrocesso 

Em abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei 14.541/23, que determina o funcionamento ininterrupto das Deam. A medida, entretanto, não é cumprida na Bahia, já que a Polícia Civil extinguiu plantões presenciais de 24h das delegacias especializadas.

Para a professora de Direito Processual Penal da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Daniela Portugal, a extinção dos plantões presenciais representa “um grande retrocesso, no que diz respeito à proteção de mulheres em situação de violência”.

“É muito comum que a violência aconteça justamente nos horários em que o plantão presencial atenderia: madrugadas, finais de semana, períodos festivos, momentos principalmente associados às bebidas alcoólicas, quando a gente tem um índice maior de ocorrências. Daí a necessidade desses estabelecimentos estarem funcionando presencialmente para atender as mulheres”, defendeu a advogada.

Ainda sobre a eficiência do atendimento oferecido pelas Deams, Daniela Portugal ressaltou que as regiões do interior enfrentam desafios ainda mais significativos do que as capitais, pela falta de recursos. “Praticamente não temos Deams no interior, nós temos núcleos, mas eles não têm a mesma complexidade estrutural que delegacias especializadas”, afirmou.

Procurada pelo Metro1, a Polícia Civil reconheceu que o atendimento em Porto Seguro não é o ideal, mas que a ampliação está em “fase de planejamento”. A corporação ainda explicou que, apesar das delegacias especializadas não funcionarem de forma presencial por 24h, a PC dispõe de uma Delegacia Virtual, onde se pode registrar ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha, quando não necessitar de exames periciais. 

Perícia médica

Elda Dório falou ainda sobre os desafios enfrentados ao tentar realizar um exame de lesão corporal. De acordo com ela, o médico legista que a atendeu veio de Eunápolis para prestar o serviço, mas limitou-se a apenas duas horas de atendimento. A vítima relatou a presença de várias crianças e mulheres na sala de atendimento, muitas das quais não teriam conseguido ser atendidas.

Em nota enviada ao Metro1, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) disse que o médico estava de plantão na Coordenadoria de Eunápolis e foi atender a demanda na Regional de Porto Seguro para que as pessoas não precisassem se deslocar. 

“Reconhecemos a necessidade de recompor o efetivo, e por conta disso está em fase de realização dos exames pré-admissionais, o Concurso Público da Polícia Técnica”, informou.

*A reportagem do Metro1 decidiu usar nome fictício para preservar a vítima, que ainda tem sofrido ameaças do ex-namorado

 

Nilo Coelho foi eleito por quatro vezes prefeito de Guanambi; também foi deputado federal, vice-governador e governador da Bahia

 

Ex-governador da Bahia e atual prefeito de Guanambi, Nilo Coelho (União) anunciou, nesta sexta-feira (10), a despedida da vida pública. Ele tem 80 anos de idade.

Com a saída da vida pública, Nilo renuncia ao cargo de prefeito. Em seu lugar, assume o vice Arnaldo Pereira de Azevedo. “Tudo na vida tem um começo e um fim. Esta não é uma decisão repentina, mas fruto de uma profunda reflexão sobre o que é melhor para mim e para continuar a servir da melhor maneira à minha Guanambi que tanto amo”, disse Nilo, por meio da assessoria de comunicação.

Trajetória 

Nilo Coelho foi eleito por quatro vezes prefeito. Também foi deputado federal, vice-governador e governador da Bahia. “Eu só tenho a agradecer a confiança depositada em mim pelo povo guanambiense por todas as conquistas eleitorais. Em gratidão, sempre dei o melhor de mim e não poupei dedicação e trabalho pela minha cidade”, ressaltou.

A eficiência como gestor público ainda no primeiro mandato em Guanambi, eleito em 1982, despertou a atenção da política baiana para Nilo Coelho. Convidado, integrou como vice a chapa vitoriosa de Waldir Pires ao governo da Bahia em 1986. Com a renúncia de Waldir, tornou-se governador. Em um ano e 10 meses de mandato, ele construiu um volume de estradas para a integração de todo o estado, jamais feito por outro governante.

As distantes regiões do Oeste e do Extremo-Sul, enfim, foram integradas ao estado da Bahia pelas rodovias construídas por aquele que ficou conhecido como o “governador estradeiro”. Entre tantas realizações de Nilo Coelho para a ampliação da infraestrutura baiana, consta a ponte que faz a ligação entre as margens do Rio São Francisco, em Bom Jesus da Lapa. Foto: Divulgação

Fonte: Metro1

Em Vitória da Conquista, Jerônimo entrega obras e anuncia novos investimentos

 

Em seu segundo dia de compromissos em Vitória da Conquista, o governador Jerônimo Rodrigues inaugurou as obras de modernização do Complexo Integrado de Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Cieb). A unidade ganhou, na manhã desta sexta-feira (10), quadra poliesportiva coberta, campo de futebol society, restaurante estudantil, piscina, sala de dança, pista de salto, vestiários, entre outras melhorias. Foram investidos mais de R$ 9,3 milhões por meio da Secretaria da Educação (SEC-BA). O governador anunciou que o Cieb ainda passará por novas melhorias.

“Nós continuaremos nessa escola fazendo a manutenção porque esses prédios do polivalente precisam receber uma nova manutenção. Então, como aqui são 2.100.000 estudantes, vamos fazer por etapas, para não prejudicar o ano letivo. Nós estamos entregando aqui, hoje, uma obra de quase R$ 10 milhões e, na sequência, a gente vai editar uma licitação para poder adequar os outros espaços”, garantiu.

A SEC-BA foi autorizada, ainda, a iniciar a licitação para construção de duas novas escola estaduais de tempo integral, uma na sede e outra no distrito Inhobim. “É um investimento de mais R$ 16 milhões para ampliação, seja com instalação de quadra coberta, campo society, restaurante, enfim, de estruturas que apoiam a educação em tempo integral, às políticas de educação que são desenvolvidas dentro da escola. É um investimento que se faz em estrutura física, mas não exclusivamente. Nós temos em Vitória da Conquista, anualmente, um investimento de mais de R$ 12 milhões em Bolsa Presença, R$ 500 mil Bolsas do Mais Estudo e R$ 280 mil no Educa Mais Bahia”, destacou a secretária da educação, Adélia Pinheiro.

O governador ainda assinou a ordem de serviço para pavimentação da Av. Guimarães Viana dos Santos, no trecho de acesso à Delegacia da Polícia Federal; e autorizou a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) a iniciar a licitação para restauração de aterros e de Obra de Arte Correntes (OAC), na rodovia BA-263, entre Conquista e Itambé.

Repórter: Lina Magalí/GOVBA
Fotos Mateus Pereira GOVBA

Investimentos do Governo do Estado ultrapassam R$ 12 milhões em melhorias para Paramirim

Visita do  governador Jerônimo Rodrigues em Paramirim no sábado (11), fora entregues à população importantes realizações e equipamentos públicos, tais como:  revitalização do aeródromo , pista, taxiway, pátio de aeronaves, sinalização horizontal e vertical, receptivo e portão de acesso. Com um investimento de mais de R$ 9 milhões, a obra beneficia também os municípios de Érico Cardoso, Caturama e Livramento de Nossa Senhora.

O governador lembrou da importância do município de Paramirim para a economia da região sudoeste do estado. “O aeródromo vai servir para o transporte de uma pessoa em emergência na área de saúde. A aeronave vai passar aqui, pegar essa pessoa e levar para tratamento de saúde, quando for preciso”, sinalizou, completando: “essa é uma região também rica no turismo. Nós viemos, junto com os deputados, com as lideranças e prefeitos da região, fazer a entrega de mais um aeroporto no estado da Bahia. E esse, com certeza, tem um sabor especial, por conta da economia dessa região.

Além disso, o governador entregou equipamentos hospitalares ao Hospital Municipal Aurélio Justiniano Rocha, com um investimento total de mais de R$ 500 mil. Entre os itens entregues estão: um monitor multiparamétrico, um aparelho cardioversor, dois ventiladores pulmonares, uma bomba de infusão, um aspirador cirúrgico, uma autoclave horizontal, um berço aquecido, um aparelho de fototerapia, oito longarinas com três lugares cada, 17 suportes para soro, um aparelho de ultrassonografia, dez escadas com dois degraus cada, um carro maca removível, 14 mesas hospitalares auxiliares, uma mesa ginecológica, um bisturi elétrico, e um CR digital de imagem e eletrocardiográfico.

No âmbito da saúde, o governador também entregou uma ambulância Toyota, modelo Hilux 4×4, um kit odontológico e um kit UBS (Unidade Básica de Saúde) para a Unidade Básica de Saúde da sede.

Ainda em Paramirim, Jerônimo inaugurou a Praça Lagoa do Arroz, no Bairro Vila Nova, e celebrou a conclusão da pavimentação, em paralelepípedo e com drenagem superficial, da Rua Joaquim José Bittencourt e das respectivas vias transversais. O somatório dessas obras alcançou mais de R$ 1,6 milhão em investimentos.

Autorizações

Em Paramirim, o governador autorizou uma série de obras visando impulsionar o desenvolvimento local. Dentre as iniciativas, destaca-se o convênio com o CDS Bacia do Paramirim para a implantação da Unidade de Beneficiamento de Mel no Povoado Fundão dos Cardosos, alcançando 75 apicultores, ex-alunos da Escola Família Agrícola de Paramirim.

Outras autorizações incluem o projeto para pavimentação de 5 km de acesso à comunidade de Canabravinha, com investimento estimado de R$ 2,5 milhões. A Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) foi autorizada a contratar a execução de extensão de rede para iluminação pública na Avenida Brasil, BA-155, no distrito de Caraíbas, com investimento de R$ 460 mil.

Repórter: Tácio Santos/GOVBA
Fotos Joá Souza GOVBA

Jerônimo prestigia Semana da Cultura Evangélica de Vitória da Conquista e sanciona lei que cria Dia Estadual em Comemoração à Reforma Protestante

A 17ª Semana da Cultura Evangélica de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, foi encerrada nesta quinta-feira (9), com uma Marcha para Jesus que percorreu as ruas da cidade e uma programação com shows e oração no Espaço Glauber Rocha. A iniciativa teve apoio do Governo do Estado, através da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), órgão ligado à Secretaria de Turismo (Setur). A ação faz parte da estratégia de promoção dos roteiros religiosos na Bahia e contou com investimento de R$ 70 mil. O governador Jerônimo Rodrigues prestigiou o evento ao lado da primeira-dama, Tatiana Veloso, dando início a uma agenda extensa de compromissos no município, que segue até sábado (11).

Durante a visita, o governador sancionou o projeto de lei n° 22.492/2017, que institui o Dia Estadual em Comemoração à Reforma Protestante (Dia do Evangélico), que será celebrado anualmente no dia 31 de outubro. O projeto, proposto pelo deputado José de Arimateia, já foi aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

“Eu quero parabenizar a Vitória da Conquista pelos quase 200 anos de emancipação política. É uma cidade que tem um marco importante na economia, na cultura do Brasil, na educação e é um município estratégico para o desenvolvimento do Estado da Bahia. Vim para uma agenda de entregas, mas também vim participar dessas comemorações, pedir bênçãos a Deus, pela paz no mundo e força para combatermos a pobreza e a fome. Aproveitei a oportunidade para assinar essa lei que institui o dia estadual em celebração à comunidade evangélica”, explicou Jerônimo.

O governador lembrou que o Governo do Estado tem apoiado eventos religiosos em todo o estado. “Nós fizemos o Canta Bahia em Camaçari, Salvador e Feira de Santana, e como aqui tem um movimento próprio que é essa Marcha para Jesus, apoiamos a pedido dos companheiros”, completou Jerônimo que assistiu ao show da cantora Valesca Mayssa.

Organizado pela Associação dos Pastores Evangélicos de Vitória da Conquista (Apevic), o evento aconteceu entre os dias 30 de outubro de 9 de novembro, com diversas atividades. “A gente está muito feliz com tudo acontecendo. Nós chamamos de Semana da Cultura Evangélica, mas está entrando quase uma quinzena. E nós agradecemos muito ao Governo do Estado pela parceria, por ter enviado duas atrações de peso para o nosso evento. E agradecemos a Deus. Fazemos a festa para que o Senhor Jesus seja adorado. E todas essas parcerias contribuem para o crescimento e a relevância do povo evangélico no estado da Bahia”, afirmou o presidente da Apevic, Pastor George Costa.

Repórter Lina Magali/GOVBA

Fotos Mateus Pereira GOVBA

Programação dos festejos do aniversário de Emancipação política de Vitória da Conquista conta com a presença do governador Jerônimo.

 

Como parte da programação dos festejos dos 183º anos de emancipação politica de Vitória da Conquista,   os evangélicos realizaram a 17ª Semana da Cultura Evangélica de Vitória da Conquista, com a Marcha para Jesus, que percorreu as ruas da cidade e uma programação com shows e oração no Espaço Glauber Rocha.

Neste ano o evento contou com a participação do  governador Jerônimo Rodrigues, que prestigiou o evento ao lado da primeira-dama, Tatiana Veloso, de deputados aliados e da prefeita de Vitória da Conquista, que foi a anfitriã das autoridades, mesmo sendo de partidos e grupos políticos opostos.

“Eu quero parabenizar a Vitória da Conquista pelos quase 200 anos de emancipação política. É uma cidade que tem um marco importante na economia, na cultura do Brasil, na educação e é um município estratégico para o desenvolvimento do Estado da Bahia. Vim para uma agenda de entregas, mas também vim participar dessas comemorações, pedir bênçãos a Deus, pela paz no mundo e força para combatermos a pobreza e a fome. Aproveitei a oportunidade para assinar essa lei que institui o dia estadual em celebração à comunidade evangélica”, comentou  Jerônimo.

O governador lembrou que o Governo do Estado tem apoiado eventos religiosos em todo o estado. “Nós fizemos o Canta Bahia em Camaçari, Salvador e Feira de Santana, e como aqui tem um movimento próprio que é essa Marcha para Jesus, apoiamos a pedido dos companheiros”, completou Jerônimo que assistiu ao show da cantora Valesca Mayssa.

A prefeita Sheila Lemos, que participou de todo o percurso do evento, do Marcha para Jesus, a frente do trio elétrico –  e também do show ao lado do governador  – comenta que o momento não é de celebração política, mas, sim,  de louvar e agradecer, pois o evento é um momento de celebração religiosa e de agradecimento a Deus. E que Vitória da Conquista sempre foi uma cidade plural e receptiva. Avaliou a prefeita Sheila.

O evento é Organizado pela Associação dos Pastores Evangélicos de Vitória da Conquista (Apevic), e vem acontecendo desde o dia 30 de outubro com diversas atividades. “A gente está muito feliz com tudo acontecendo. Nós chamamos de Semana da Cultura Evangélica, mas está entrando quase uma quinzena. E nós agradecemos muito ao Governo do Estado pela parceria, por ter enviado duas atrações de peso para o nosso evento. E agradecemos a Deus. Fazemos a festa para que o Senhor Jesus seja adorado. E todas essas parcerias contribuem para o crescimento e a relevância do povo evangélico no estado da Bahia”, afirmou o presidente da Apevic, Pastor George Costa.
Este ano, além do governador Jerônimo, o segmento  também convidou o presidente nacional da Igreja Assembleia de Deus,  Pastor Valdomiro para prestigiar a Semana da Cultura Evangélica de Vitória da Conquista.

Polícia Federal deflagra operação para prevenir atos terroristas no país

Foto – Divulgação / PF

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (8/11) a Operação Trapiche com o objetivo de interromper atos preparatórios de terrorismo e obter provas de possível recrutamento de brasileiros para a prática de atos extremistas no país. Policiais federais cumpriram dois mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Subseção Judiciária de Belo Horizonte, nos estados de Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal. Os recrutadores e os recrutados devem responder pelos crimes de constituir ou integrar organização terroristas e de realizar atos preparatórios de terrorismo, cujas penas máximas, se somadas, chegam a 15 anos e 6 meses de reclusão. Os crimes previstos na Lei de Terrorismo são equiparados a hediondos, considerados inafiançáveis, insuscetíveis de graça, anistia ou indulto, e o cumprimento da pena para esses crimes se dá inicialmente em regime fechado, independentemente de trânsito em julgado da condenação. Balanço da ação: MG: 7 mandados de busca e apreensão cumpridosDF: 3 mandados de busca e apreensão cumpridosSP: 1 mandado de busca e apreensão e 2 mandados de prisão temporária cumpridos.

 

Artigo: Vitória da Conquista – 183º aniversario

 

Ruy Medeiros

Ano de 2023, são 183 anos contados da elevação do Distrito de Nossa Senhora da Vitória, emancipado da Vila de Santana do Príncipe de Caetité, por lei de 04 de maio de 1840. Mas, por ato oficial, o aniversário é fixado em 9 de novembro, porque, nessa data, no ano de 1840, foi instalada a Imperial Vila da Vitória, com a posse de sua Câmara de Vereadores que, na forma da Constituição do Império e de Lei de Imperial de 1828, exercia os poderes legislativos e executivo, restritos em verdade.

De pequeno núcleo às margens do Riacho da Vitória (Rio Verruga) encoberto desde o final da década de 1960 pelo piso da Rua Ernesto Dantas, lentamente o povoado cresceu. Em 1817, já contava com quarenta casebres, coisa que corresponde a uma população de 240 pessoas. As edificações simples foram assentadas à margem do Riacho da Vitória (Rio Verruga), considerando o relevo, mais próximo ou mais distante (a testada das casas da atual Praça Virgílio Ferraz em distância entre 100 e 90 metros, já a testada das casas da parte baixa da atual Praça Barão do Rio Branco, em distância média de 30 metros, do Rio)

Foi-se conformando apenas uma grande Praça (a Rua Grande), com templo católico cuja construção teve início em 1804. A praça foi alterada substancialmente, entre final da década de 1930 e primeira metade da década de 1940 surgindo um miolo com construções, e duas praças (atuais Tancredo Neves e Barão do Rio Branco)

Ao longo da história da ocupação do solo urbano de Vitória da Conquista, pode-se verificar o seguinte:

  1. Inicialmente, portanto, o curso do riacho de Nossa Senhora (rio Verruga) foi o condicionador maior, no trecho da atual Praça Virgílio de Ferraz até a rua 2 de julho (Várzea), do crescimento urbano. As edificações acompanharam o curso do rio, para a qual tinham quintal de fundo e a intervalos havia becos perpendiculares ao rio.
  2. A partir da única rua e becos, o centro foi adensando-se, utilizando sobretudo o outro lado do rio e os caminhos para as fazendas, caminhos para Muranga/Santana e Bem querer (atual Siqueira Campos); Caminho para São Bernardo (atual Sifredo Pedral/10 de Novembro) caminho para a Várzea (atual 2 de julho); caminho para os Campinhos (atual Fernando Spínola).
  3. Crescimento utilizando estradas para Barra do Choça, Brumado, Itambé, acesso à Rio Bahia (Bartolomeu de Gusmão). Perpendicularmente a estradas e acessos surgiram os parcelamentos (loteamentos). As estradas tornaram-se avenidas, inclusive com estímulo do poder público, que às margens, ou proximamente adquiriu área para implantação de conjuntos habitacionais (Urbis, BNH, INOCOOP …).

O processo de parcelamento à margem das rodovias e a locação de conjuntos habitacionais desenharam uma cidade com grandes espaços não construídos, que aos poucos foi sendo ocupado por loteamentos, inclusive por iniciativa pública. Disso decorreu uma cidade “espalhada”, com sérias dificuldades para a prestação de serviços públicos, e mal articulada com o centro, e mistura de tráfego urbano e rodoviário.

O primeiro Plano Diretor (1976) pretendeu disciplinar o crescimento da cidade. Ele previu um zoneamento urbano, área para centro administrativo (onde hoje está o Caminho do Parque) ampla área para o Centro Educacional (grande área do Instituto de Educação Euclides Dantas e lugares onde hoje estão os loteamentos Amendoeiras e o Fernando Flores) ambicioso: novas escolas, bibliotecas, etc. Junto ao plano diretor foi aprovado o Código de Obras. Embora o Código de Obras tenha sido aplicado por proprietários que quiseram e edificaram regularmente, ou foram eficazmente fiscalizados, muitas edificações foram feitas sem aprovação de projeto (dando continuidade à marcante dicotomia construções “regulares” e “construções” irregulares, exigindo do poder público municipal, em um momento na década de 1980, a anistia e, em seguir, a possibilidade de “regularização” de edificações).

O Plano Diretor da década de 70 foi contrariado (restou o código de obras parcialmente obedecido, como mencionado), a própria administração não se importou com ele. Abandonou-o.

Em 1988, a Constituição exigiu a adoção de Plano Diretor para cidades com mais de 20.000 habitantes. A Lei 10.257 de 10.7.2001 (Estatuto da Cidade) estabeleceu, a partir de 10.07.2001, para os municípios que não tivessem Plano Diretor o prazo de 5 anos para o adotarem.

Em 2006 foi aprovado o segundo plano diretor do município (Lei 1.325), seguido do Código de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo e de Obras e Edificações do Município de Vitória da Conquista (Lei nº 1.481), e Lei 2.043/2015, que altera as anteriores, Lei Complementar 2.116/2016 (que dispõe sobre ordenamento e uso do solo da área de influência do Aeroporto Regional de Vitória da Conquista), além de várias outras específicas (Perímetro do Campus Vivant, perímetro do Haras Residence, perímetro do Residencial Paraíso, alterações da Lei de Bairros, Lei dos Distritos, etc).

O plano diretor vigente ultrapassou período de revisão. Sabe-se que tentou disciplinar o crescimento, mas ficou aquém do dinamismo urbano de Vitória da Conquista e, sob alguns aspectos, provoca engessamento de projetos construtivos. Não evita a persistência de antigo vicio de loteamentos à margem de rodovias que se transformam em avenidas sem deixarem de ser rodovias (mistura de tráfego), de parcelamentos desarticulados à malha, etc.

Há um ante-projeto de plano da gestão (2017/2020), cujo destino pretendido pela atual administração é desconhecido e outro contendo apenas zoneamento, diretrizes e princípios (que só teriam operacionalidade com conjunto de leis posteriores), mas que de antemão revoga leis vigentes, podendo criar vácuo legislativo.

No entanto, Vitória da Conquista, precisa saber o que ela deseja como cidade, e se pretende estancar o atual modelo impresso em seus condomínios fechados, a forma de expansão urbana, a articulação rodoviária, a previsão de espaços de metrô de superfície, a expansão (ou não) do atual distrito industrial, etc. Fonte – Rui Medeiors, Advogado, professor e Escritor

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Mais um atleta brumadense se destaca e ganha espaço na elite do futebol brasileiro.

Brumado: Vanderlan comemora 1ª convocação para seleção pré-olímpica, 'a ficha não caiu'
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

 

Mais um atleta brumadense se destaca e ganha espaço na elite do futebol brasileiro.

Não faz muito tempo, que o jovem Wanderlan Barbosa saiu de Brumado, com um sonho na cabeça e muita vontade de mostrar o seu talento nos campus de futebol da capital, e depois de muito esforço  e dedicação,  o lateral do palmeiras finalmente conseguiu a sua primeira oportunidade de fazer parte e ser escalado para atuar na Seleção Pré-Olímpica, representando o Brasil.

O Jovem conta que, ao receber a noticia, a primeira coisa que veio a cabeça  foi de ligar para os pais,  em Brumado. “Comecei a chorar. A primeira coisa que eu fiz foi ligar pra minha mãe e meu pai pra contar, eles também se emocionaram muito. Eles sabiam que era um sonho muito grande pra mim, o sonho de toda criança vestir a camisa da seleção. Momento de êxtase, tô muito feliz”, comentou Wanderson.

Previsivelmente a  seleção Pré-Olímpica deve  disputar os primeiros jogos em janeiro, na Venezuela. Mas, o Wanderson, se diz muito otimista e já visualiza o seu futuro na seleção brasileira. E este pequeno degrau é o começo para chegar lá.

 

Missa em Ação de Graças abre comemorações pelo aniversário da cidade

As festividades pelos 183 anos da Joia do Sertão baiano tiveram início, nas primeiras horas deste 9 de novembro, com a missa em Ação de Graças na Catedral Metropolitana Nossa Senhora das Vitórias. Presidida pelo arcebispo de Vitória da Conquista, Dom Josafá Menezes, a missa foi acompanhada pela prefeita Sheila Lemos, pelo presidente da Câmara de Vereadores, Hermínio Oliveira, entre outras autoridades políticas e militares e a comunidade católica.

Segundo a prefeita, a celebração religiosa é um momento de oração e agradecimento a Deus por mais um aniversário da cidade e de renovar os pedidos por mais graças. “É muito importante termos essa missa como primeira ação no dia de aniversário da nossa amada Vitória da Conquista. É um momento para agradecermos por tudo o que temos recebido e também para pedirmos mais graças para a nossa cidade, para que ela se desenvolva cada dia mais”, assegurou.

Em sua mensagem aos fiéis, Dom Josafá Menezes desejou que Deus, neste dia festivo, abençoe cada dia mais a cidade e falou da importância de seu povo. “São 183 anos de muitos progressos, de um crescimento extraordinário, que transformou a cidade num polo econômico e social da Bahia e de todo o Nordeste. Então queremos agradecer a Deus por esse desenvolvimento. O Senhor ama a cidade e para ela estima um rio de bênçãos e de graças”, disse.

A aposentada Estelita Rodrigues fez questão de atravessar a cidade, como disse, para acompanhar a missa. “Fui morar no Ibirapuera, mas sempre faço questão de acompanhar essa missa. Nos últimos anos, não pude participar, mas hoje vim e espero que a nossa cidade continue sendo cada dia mais abençoada”, desejou.

A missa em Ação de Graças também contou com a presença de todo o secretariado da gestão municipal e da ex vice-prefeita, Irma Lemos, do deputado estadual Thiago Correia, e a apresentação do violinista Douglas Machan

Vitória da Conquista chega aos 183 anos como uma das mais importantes cidades de porte médio do Brasil

Lá se vão mais de duzentos anos, desde que, em fins do Século 18, indígenas dos povos Imboré, Mongoió e Pataxó, que habitavam originalmente o Sertão da Ressaca, foram expulsos pelos comandados do português João Gonçalves da Costa, após uma série de embates sangrentos na região da Serra do Periperi.

Vários desses conflitos, entre os povos originários da região e os emissários da Coroa Portuguesa, ocorreram nos arredores do amplo pedaço de terra que, por suas proporções, era conhecido como “Rua Grande”.

Décadas depois da eliminação daqueles que, como afirmam historiadores locais, foram de fato os primeiros habitantes do que viria a ser o município – e, à medida que o antigo Arraial da Conquista passava a ser a Imperial Vila da Vitória e, em seguida, era elevado à categoria de cidade (inicialmente como Conquista, e, finalmente, já na década de 1940, chegando ao nome atual, Vitória da Conquista), a antiga “Rua grande” seria fragmentada e daria origem às atuais praças Tancredo Neves e Barão do Rio Branco, além das ruas Zeferino Correia e Maximiliano Fernandes.

O professor, advogado e pesquisador Ruy Medeiros cita um documento datado de 1870, no qual o então governador da capitania da Bahia, Manuel da Cunha Menezes, refere-se à localidade como um “rancho com mais de 60 pessoas” que viviam rodeadas “por fazendas de gado” – o que já emite um sinal da presença da pecuária, tida como o primeiro vetor econômico a predominar no lugar.

Como explica o também professor e escritor Durval Menezes, o estabelecimento dessa atividade pecuarista atendia aos interesses econômicos da metrópole portuguesa, a quem Gonçalves da Costa servia. Em seguida, o crescimento da pecuária atenderia também aos interesses dos grandes proprietários de terras que passariam a dominar o poder político e econômico na região, sob a alcunha de “coronéis”.

“Aqui chegando, ele [Gonçalves da Costa] teve que cumprir as ordens do rei de Portugal, para que se pudesse ocupar essas terras. Ou, pelo menos, abrir estradas e trilhas para que se ligasse à costa marítima, ao Sertão da Bahia e à capital, Salvador”, relata Durval, ressaltando que a fundação do povoado, a partir da formação das primeiras fazendas, ocorreu depois que os sertanistas conseguiram eliminar as populações indígenas que já viviam na Serra do Periperi.

Diversificando a economia

Com o tempo, a tendência pecuarista se diversificaria, passando pelo desenvolvimento do comércio, chegando ao auge do ciclo do café, entre as décadas de 1970 e 1980, e à atual predominância do setor de serviços. No entanto, independentemente de qual fosse a atividade econômica predominante, há uma característica que, segundo a análise de Durval, contribui de forma permanente para o desenvolvimento do município: a sua localização geográfica.

Vitória da Conquista se consolidou como um ponto de passagem para quem saía de outros estados do Nordeste, como Pernambuco, Alagoas e Sergipe, para viajar em direção a Salvador, ao Sul da Bahia e a estados mais ricos do Sudeste do país, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo. Para isso, não há como ignorar a importância histórica da BR-116 – a famosa Rio-Bahia, cujo trecho que passa pelo território baiano começou a ser construído na década de 1940, mas só foi inaugurado oficialmente na de 1960, com a presença do então presidente João Goulart.

“É uma posição geográfica de capital”, compara Durval, que também chama a atenção para o fato de que muitas dessas pessoas, que vinham em trânsito pela BR-116, acabavam por se fixar em Vitória da Conquista – muitas vezes, por falta de dinheiro para prosseguir na viagem até o destino original. Segundo ele, os “forasteiros” colaboraram para a diversificação do comércio em torno da rodovia, dando origem ao adensamento comercial e populacional na zona oeste da cidade.

Assim, se antes Vitória da Conquista ficava predominantemente à margem leste da BR-116, a cidade cresceu em direção ao oeste, ocupando gradualmente a outra margem da rodovia e passando a tê-la bem no meio de sua área urbana, como é hoje.

“Vitória da Conquista é uma cidade aberta a todo mundo que vem de qualquer parte do Brasil”, defende Durval. “E quem vive, mora e trabalha em Conquista, é tão conquistense quanto eu, que nasci aqui. Ainda bem que essas pessoas doaram, de corpo e alma, as suas vidas, para que a cidade fosse o que é”, afirma o professor.

E, para explicar o que seria o município, hoje, no momento em que chega aos 183 anos de emancipação política, Durval o descreve como “uma das mais importantes cidades de porte médio do Brasil”, sendo o terceiro entre os 417 da Bahia. E menciona ainda um levantamento divulgado em 2021, que apontou Vitória da Conquista como a segunda melhor cidade do Nordeste para se viver, atrás apenas de Petrolina (PE).

Trata-se do Índice dos Desafios da Gestão Municipal (IDGM), realizado pela consultoria Macroplan. O estudo ofereceu um diagnóstico dos resultados alcançados pelas gestões municipais, em 2019, avaliando 15 indicadores dentro de quatro eixos estratégicos: educação, saúde, segurança e saneamento e sustentabilidade. O ranking pode ser conferido aqui.

“Isso não veio da noite para o dia. Teve mais de cem anos de atividade, luta e trabalho”, registra o estudioso. “Conquista não foi uma cidade que surgiu projetada por um escritório de engenharia. Surgiu de uma forma rústica, improvisada. E cresceu em todos os aspectos, na pecuária, na agricultura. Veio o café, que deu um impulso muito grande, o comércio, que é o forte de Conquista, sempre foi o que segura a cidade. Hoje, é também um polo industrial, e, mais ainda, um polo educacional”, ensina Durval.