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Filosofia – DA SÉRIE: AMENIDADES PARA O QUE A GENTE DIZ – UMA ENFÁTICA E REAL VISÃO ESPIRITUAL DO “SER”

DA SÉRIE: AMENIDADES PARA O QUE A GENTE DIZ phpThumb_generated_thumbnailjpgCAULOV70

UMA ENFÁTICA E REAL VISÃO ESPIRITUAL DO “SER”

Este é o quarto ensaio da obra “21”

Estudo filosófico/metafísico da essência dos dois “Seres”, numa abordagem heurística.

Aqui chamo a atenção daquele que se dispuser a ler estes escritos, que esta linha de raciocínio está desligada de qualquer linha de postura filosófica definitiva, tendo e sendo somente uma divagação metafísica e um singelo estudo filosófico/metafísico, alheia a todo questionamento teleológico, teológico e filosófico, sendo fruto do livre pensar do autor. Quanto ao assunto teológico, respeito os teólogos e seus princípios, mas desprezo por princípio os posicionamentos e as questões teológicas.

Dei et Hominis

Fica estabelecido que, neste ensaio, não discuto a existência do “SER” maior. Este assunto já foi dissecado por demais pelos filósofos, e dou ênfase aos trabalhos de Baruch de Espinoza, Immanuel Kant e Martin Heidegger.

O princípio de “tudo” reside na essência do “primeiro” “SER”, que transcende ao próprio Universo. Esta faculdade de transcender ao próprio Universo leva este “SER “Transcendente” a tornar-se “Impessoal”, “Inominável”, “inalcançável” e “incognoscível”. Já a essência do “segundo Ser” como “Ser senciente” está presente somente na sua relação com o “Ser” material”, que faz e permite a sua interação com o Universo em que vive!  Esta essência está intimamente relacionada e condicionada à sua própria natureza imaterial, isto a “priori” por ser um “Ser” senciente, e que está, enquanto encarnado, ou vivo, ou presente na matéria, inexoravelmente ligado ao seu outro lado, ou “Ser” material. Quando cessa esta dualidade, este liame, este “Ser” deixa de existir, (morte), como “Ser” dual e volta imediatamente à sua existência de “Ser” uno e imaterial, desaparece a organização do ser material dual, mas não sua existência como matéria. Nisto está sua própria essência como “Ser” inseparável que é deste Universo em que vive! Pois, nem o corpo nem o espírito desaparece. É, portanto, uma qualidade inerente e natural do “Ser” dual imaterial/material a sua indestrutibilidade, como átomo ou como energia que é. O “Ser” senciente, como uma partícula componente do “SER” Transcendente, herda e possui a mesma impessoalidade e “inominalidade” inerente ao “SER” Transcendente. O que impede o “Ser” senciente de tomar conhecimento da essência do “SER” Transcendente, é que o “Ser” senciente (por uma condicionante natural), como “partícula” que é,  nunca abarcará o “todo”. O “SER” Transcendente é nominado pelos “Seres” sencientes de DEUS, MAHATMA, BRAHMMÃ, JEOVAH, ALLAH, TAO, IAVHÉ, CONSCIÊNCIA CÓSMICA. O chamemos do que quisermos e pudermos, em nada mudará a nossa relação com este “SER”, e nunca conseguiremos nominar o inominável, ou tornar pessoal o impessoal. Por sermos partícula desta IMPESSOALIDADE e desta INOMINALIDADE, nunca conheceremos na acepção do termo a nós mesmos. Eis porque o segredo do existir é justamente procurarmos conhecer a nós mesmos, ou seja, a essência do nosso “Ser”. Assim, o “Ser” senciente no seu alvorecer como homo sapiens sapiens, possuidor de consciência analítica, deve ter enfrentado tremenda dificuldade de se autoanalisar ou de se auto-reconhecer. Esta dificuldade se originava na complexidade do “Ser” senciente, como “Ser” espiritual em sua interação quântica com o “Ser” material. É de se esperar que nos primeiros vislumbres do reconhecimento de si mesmo, o homo sapiens tenha tido dificuldade de compreender, mesmo de forma simples, qual era a sua real essência! Passados tantos milênios deste alvorecer, esta dificuldade é mais atual que nunca! À medida que pensamos que compreendemos e entendemos a complexidade do “Ser” senciente, mais difícil se torna compreender e analisar até mesmo a simplicidade deste mesmo “Ser”. O primeiro paradoxo que enfrentamos ao analisar o “Ser” senciente é que quanto mais o estudamos, mais incompreensível ele se torna. Constata-se lamentavelmente que só possuímos registros escritos de analises da essência do “Ser” a partir dos pré-socráticos, fato que só dificulta esta mesma análise. Outros pensadores que antecederam os pré-socráticos conheciam a escrita e, com certeza, fizeram e registraram suas analises da essência deste “Ser”. Deixo bem claro que não compreendo uma análise do “Ser” como uma análise distinta da análise da existencialidade deste “Ser”. Em se tratando da impessoalidade e da “inominalidade” do “Ser” dual, a meu ver, os dois “Seres” se confundem em sua indistinta essência. Tentaremos de forma bastante simples demonstrar, sem requintes, sem aprofundamentos analíticos filosóficos, que o Ser imaterial é impessoal e inominável. Os espíritos ou enteléquias como partículas do “SER” maior “inominável e impessoal” herdaram estas qualidades e particularidades deste mesmo “SER MAIOR”, causa da sua origem e da sua ancestralidade. A pessoalidade de um espírito é temporária e dura somente enquanto dura sua relação com o “Ser” material ou seja, com sua vida “DUAL”. O processo da formação da sua pessoalidade ou (personalidade) é lenta e gradual, parece até que foi autorizada pelo Figueiredo! Da mesma maneira que se formou, ela termina, lenta e gradualmente, durando a maioria das vezes até atingir sua maioridade material. E a fragmentação desta “pessoalidade” ou personalidade se desfaz no sentido inverso de sua formação dentro do tempo. Desde quando o “Ser” atinja o máximo permitido pela matéria para sua existência relacional com o ambiente em que vive. O “Ser” que chegar a uma idade avançada perderá sua (personalidade) lenta e gradualmente. A exceção só se torna presente quando o “Ser” sofre algum acidente de percurso. Observe bem que o “Ser” imaterial ou espírito sai ileso de uma passagem pela vida material. Assim, a senilidade natural ou mesmo provocada por doenças como o Alzheimer não afeta o “Ser” imaterial. Há casos de seres que desencarnaram completamente senis, sem nenhum entendimento do existir e suas declarações ou pensamentos já logo após a morte, já como espíritos são de uma sapiência inominável, o que comprova que a pessoalidade ou personalidade é completamente desligada do Ser imaterial, enteléquia ou alma, portanto o espírito também é impessoal. (Aqui estou concorde com os filósofos pensadores Vedas denominados de “mãyãvãdis”, o Bhagavad Gita na tradução de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, os declara infiéis). O certo é que perdemos nossa personalidade ao morrermos. No caso da nominalidade, por ser esta um processo externo ao “Ser”, esta possui uma característica distinta da personalidade do “Ser” imaterial, não tendo nenhum vínculo, liame ou ligação maior com o seu nome, a despeito do que digam os psicólogos e os místicos! Nossos nomes são referências vagas e temporárias do nosso “Ser”. Isto é fácil de comprovar, não possuímos nenhuma característica nominal que nos ligue aos nossos ascendentes ou descendentes, à medida que essa ascendência ou descendência se torna mais tênue e distante, mais ficamos esquecidos como seres nominais – eis a prova! Qual dos ilustres leitores sabe quem foi! Ou o que fez na vida um seu tetraavô, ou mesmo um trisavô qualquer! A maioria dos “Seres” não sabe nem mesmo o nome de seus oito bisavôs, Quer saber de uma verdade? A maioria de nós não sabemos nem os nomes completos de nossos quatro avós. O nome não nos marca, o que nos marca são os nossos feitos! São os nossos feitos que perpetuam nossos nomes, e não os nossos nomes que perpetuam nossos feitos. Nossos espíritos são inomináveis tal qual o “SER” de que se originaram, embora nominemos os espíritos em suas diversas encarnações, estas são nominações que não perduram em seu existir como espíritos. Disto vem a certeza de que podemos deduzir que os espíritos são inomináveis, assim como já deduzimos que os espíritos são também impessoais. Há de se compreender que esta impessoalidade e “inominalidade” próprias dos espíritos diferem enormemente da impessoalidade e da ”inominalidade” do “SER” Transcendente. Estas diferenças se fazem notar e estão assentes no “grau” de diferença da grandeza dos dois “Seres”. Estabelecidas estas qualidades dos espíritos, veremos o quanto diferem “as vidas” dos espíritos quando encarnados e quando desencarnados. Estas duas condições por que passam todos os espíritos ou enteléquias levam-nos a considerá-los sob estas duas facetas. Mas só o faremos no que diz respeito aos espíritos encarnados, ainda mais porque o assunto “ESPÍRITO” está magistralmente dissecado por Hippolyte-Leon-Denizard Rivail em sua obra, “O Livro dos Espíritos”. Aqui trataremos (com certa dificuldade) do espírito quando encarnado!

Primeiro, o espírito encarnado torna-se um “ser” praticamente inalcançável para o comum dos mortais, mas para uma boa parte da humanidade isto é corriqueiro não só nos centros espíritas, mas também nos consultórios dos psicanalistas e psicólogos e pelos iogues hindus. Já aqui no mundo ocidental, fora dos ambientes religiosos, os espíritos estão ao alcance dos psicólogos que adotam a psicologia transpessoal de Istanislav Groof, nos processos de regressão às vidas passadas. Estes processos são praticados pelas maiores universidades do mundo, em suas aulas de psicologia transpessoal, embora o seja em algumas, a título de “estudos científicos”, simples eufemismos e nada mais. Alguns seres humanos especiais têm acesso aos espíritos encarnados, como os que praticam as tão discutidas saídas astrais. É o caso de ter acesso a si próprio! A saída astral nos faz compreender melhor nossa essência como seres espirituais e um mais relevante conhecimento do mundo material que nos cerca, e nada mais! Na realidade, nós todos temos acesso a estes “splenns” que são estados melancólicos espirituais, pois nada mais somos que espíritos. Os espíritos são energias que transcendem o nosso próprio existir. Nossa fisiologia está adaptada aos períodos alternados de vigília e de sono, a formação do Ser material deu-se neste ambiente de alternância luminosa, no entanto o Ser imaterial ou nosso espírito, não! Assim todos os espíritos, quando o Ser material entra em estado de repouso ou “sono”, têm a liberdade para sair para perto ou longe, conforme o seu grau de evolução ou desenvolvimento espiritual. Conforme o grau de evolução de nosso Ser imaterial, nós temos ou não, lembranças do que faz o nosso Ser imaterial “espírito” quando no estado de sono. Quanto mais evolução ele possua menos lembranças nós temos dos nossos sonhos; quanto menos lembranças temos de nossos sonhos, mais evolução possui nosso espírito, é que o espírito mais evoluído é menos apegado à matéria e menos nos transmite seus pensares e andares, e quando menos evoluído nosso espírito é mais apegado à matéria e mais nos transmite o que faz lá fora, ou seja, seus pensares e falares. A priori, somos pura energia, e isso nós não podemos mudar ou negar! Mesmo a matéria de que se compõe ou se constitui nosso “Ser” material e nosso mundo sensível, nada mais é que energia! Sendo, portanto, o Universo inteiro feito de energia, de que seriamos feitos então? Veja a abordagem moveriana no 3º ensaio UMA PÁLIDA E SURREAL VISÃO QUÂNTICA DO “SER”. A moderna visão do “ser” tem características holísticas. Alguns povos orientais sempre tiveram esta visão. Hoje parece ser uma visão universal, à exceção, naturalmente, das religiões que preferem a cegueira, isto é, as fundamentalistas, o que no ocidente é a grande maioria.

O HOLISMO

Enquanto a visão de “MUNDO” for a visão laplaciana, determinista,  reducionista, atomista e individualista e não conseguirmos ver o “Ser” integrado ao Universo como um todo, dificilmente conseguiremos percebermo-nos como “espíritos” integrados que somos indiscutivelmente à vida universal… E a isto não podemos fugir ou negar. O pensamento sistêmico ou holístico se opõe ao reducionismo cartesiano. Sempre preferi ver a vida no planeta como um único organismo, desde os meus tempos de rapaz que penso assim e, na época, não conhecia a proposição do pensamento sistêmico do Bertalanffy. Considero o reducionismo cartesiano válido apenas para o estudo e avanço científico, inda mais num tempo pretérito! Mas o que penso não vem ao caso. O que importa é que a visão holística da vida nos leva a entendê-la como um todo, fazendo-nos perder a visão individualista, que, pelo menos, nos faz menos egoístas e mais humanistas se nos virmos como partícipes de um todo! Vemos que nossos espíritos têm uma única e mesma origem e que não temos o direito de, por termos mais ou menos posses materiais ou maiores ou menores dotes em uma área do saber humano, acharmos que, por isso, sejamos melhores ou piores que outros nossos semelhantes. Isso nos remeteria à questão anterior do homem egoísta e não nos deixaria perder a visão individualista com as consequências já citadas, levando-nos tão somente à estultícia.

A primeira visão de todos os seres humanos quando ainda na infância é a visão de quando se encontram ainda como seres espirituais. A perda desta visão se dá entre os quatro e os sete anos quando é comum a pergunta “O que faço aqui?” É mais ou menos nesta época que a reencarnação está se completando. Este é o nosso primeiro encontro com nosso “eu”, com nossa nova personalidade e nosso novo mundo material! Naturalmente é um choque, pela primeira vez, reconhecermo-nos como seres que vivem em um mundo material!  Ou seja, com nossa individualidade espiritual, totalmente ligada ao mundo material! A partir daí passamos a ter uma personalidade com capacidade de autoanálise. Em outras palavras: nesta hora, passamos a ser um “Ser” dual completo! Completamente independente do mundo espiritual. Nem todos os seres se recordam deste fato singular, mas todos nós passamos por isso!

Não aprendi esses fatos com o Codificador; quem me fez ver e relembrar estas coisas da minha infância foi um indiano que encontrei a solfejar um mantra numa praia chamada de “prainha”, próxima a um Resort em Itacaré, aqui na Bahia. Na época, eu estava lendo um livro sobre o avatar indiano, SAI BABA, e praticamente forcei uma aproximação com este “Ser”. Na primeira tentativa de aproximação, senti alguma resistência por parte do hindu, embora ele fosse educadíssimo. Quase desisti. Na segunda conversa, fiz de forma muito sutil uma análise do “Ser” como um ser material, numa abordagem quântica, acho que foi o suficiente para conseguir sua confiança! Tive poucos encontros com este “Ser”; não me recordo de quantos, talvez não passassem dos seis. De outra vez, demonstrei para ele que a cor abóbora de seu manto, que ele chamava de kasaya, não existia como uma cor real e que poderia ser de qualquer cor.

Ele passou pouco tempo em Itacaré, para onde tinha ido ajudar uns judeus que tiveram um problema por lá. Nada mais soube dele! Era impressionante sua postura como “Ser”! Trajava sempre uma bermuda e camiseta comuns, usava óculos escuros e alpercatas de tiras de amarrar sem fivelas, carregava o manto e um livro numa sacola a tiracolo. Ao inquirir qual escrita era aquela do livro, ele me disse estar escrito em sânscrito. Contei-lhe como tinha tentado fazer uma e feito algumas saídas astrais, quando ainda rapaz, ao que ele sorriu e ensinou-me a fazer uns exercícios respiratórios. No dia seguinte ainda na praia, desta vez sob uma árvore onde o vigilante do Resort às vezes se abrigava do sol do meio-dia, ele me pediu para sentar em um tronco de coqueiro, relaxar, fechar os olhos, pôs a palma da mão em minha testa, ao que senti um grande calor em minha testa, falou-me numa língua estranha, que eu compreendia perfeitamente e mandou-me pensar em minha terra natal. E, estranho, de súbito, me vi a sobrevoar um rio meu conhecido. A princípio não sabia onde estava, depois tive a plena certeza de que sobrevoava a casa de meu avô materno numa região da Bahia chamada Catolezinho. Vi claramente a casa antiga, um novo curral e uma chácara nos fundos da casa, umas pessoas montadas, gado no pasto, e, de súbito, lá estava na minha postura iogue a falar com o hindu. A coisa foi tão rápida e tão clara que me recusava a acreditar que aquilo tivesse acontecido.

Este fato que passo a relatar agora já o fiz a um amigo e primo, e é muito interessante. Eis o fato: eu sempre evitava entabular conversações demoradas com este meu novo amigo, para não ser inconveniente e atrapalhá-lo. De certa feita, eu falava sobre a minha ideia acerca do aparecimento do homem no planeta, e ele parecia absorto em minha explanação. Notei, então, que ele, distraidamente, passava a mão aberta a um palmo de altura da areia da praia e sua mão ficava impregnada de grãos de areia e, distraidamente, passava uma mão sobre a outra o os grãos voltavam para a praia. Não sei como ele fazia aquilo, mas estava fazendo e parecia que não notava minha presença. Fiz de conta que não estava notando o que ele fazia, então, ele mudou de posição no sentar e entabulamos um diálogo sobre o assunto que eu discorria já por muito tempo. Sua maneira de ver o assunto, na verdade, não correspondia com o meu ponto de vista! Ele cria que por nosso planeta já passara muitas humanidades, antes de surgir a humanidade atual. E o que eu expunha para ele era uma visão fundamentada na paleontologia a na antropologia. Foi quando o meu amigo me deu uma notícia que me deixou triste, me disse que não era aconselhável que eu continuasse a fazer o que eu chamava de saída astral, mas, se quisesse poderia tentar praticar as regressões, e disse procure alguém versado na área, e não quis me dizer por quê. Assim, não insisti mais.

Como apareceu, ele desapareceu repentinamente. Alguns dias depois quando o procurei na cidade, me disseram que tinha partido. Para meu desalento, perdi o contato com o mais singular ser humano que já conheci. Aqueles poucos encontros marcaram profundamente minha visão da real natureza do existir humano. Em um de nossos últimos encontros, levei-o de carro para conhecer parte da área do Resort, quando perguntei onde ele tinha aprendido o português. Ele me disse que alguns membros de sua família falavam esta língua porque mantinham desde muito tempo estreitas relações comerciais com Portugal. Eu já tinha percebido seu pronunciado sotaque lusitano. Não gravei na mente a grafia correta de seu nome, mas a pronúncia era algo como Pongiab Shaori. Perguntei-lhe se conhecia a obra de Lobsang Rampa, ele me respondeu que sim, e disse que nós, os ocidentais, tínhamos o hábito de confundir as obras de ficção de escritores de outros povos com a realidade, talvez por desconhecer o modo de viver desses povos! No que concordei com ele, pois o sentido de “realidade do existir” de cada sociedade está intimamente relacionado com as crenças existenciais desta sociedade. Sua mão impregnada de areia me marcou profundamente e nunca mais me saiu da memória. Um amigo arquiteto de Itacaré um dia me perguntou o que eu tinha aprendido com o hindu! Respondi-lhe que “muito e pouco”, pois se um “Ser” adquirir todo o conhecimento do mundo, assim mesmo não saberá tudo, pois, na introdução do Bhavadad-Gita com tradução e comentário de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, está escrito que as pessoas humanas (e portanto também seu conhecimento) estão infectadas por quatro defeitos: (1) na certa comete erros, (2) está invariavelmente iludida, (3) tem a tendência de enganar os outros, (4) é limitada por sentidos imperfeitos. O pensador inglês Bertrand Russel era da mesma opinião; para ele o que nós tomamos ou temos como conhecimento possui três defeitos capitais: é convencido, é incerto e, sobretudo, o conhecimento por si mesmo é contraditório. Portanto, tudo que aprendemos como humanos está sujeito a estas imperfeições; assim o que aprendemos com os humanos pode ser “muito”, pode ser “pouco”, pode ser “tudo” e pode ser “nada”, pois, na vida, nunca existirá perfeição! Nem somente, um único caminho a trilhar. E assim caminha e se desenvolve a humanidade.

Esta, por ser uma visão espiritualista, metafísica e sobretudo heurística do Ser, está isenta de críticas… Assim espera esta minha ínfima e desprezível enteléquia…

Vitória da Conquista, Bahia, 3 de outubro de 2007.

Ensaio revisado e atualizado em novembro de 2010

Edimilson Santos Silva Movér

Em reunião, líderes da Câmara defendem aumentar próprios salários

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Marcello Casal Jr./ABr

Michel Temer (PMDB)

Líderes partidários da Câmara defenderam nesta terça-feira a votação de um projeto de lei de reajuste de seus salários e também do da presidente eleita, Dilma Rousseff. O assunto foi levado à reunião pelo vice-presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS) e ganhou o apoio de grande parte dos deputados. O acordo é que o valor dos aumentos e o texto final da proposta devem ser acertados pela Mesa Diretora – que tem um encontro informal amanhã com o presidente Michel Temer (PMDB-SP). A alegação dos deputados é que os salários do Executivo e do Legislativo estão sem aumento há cerca de três anos e que a inflação no período foi de 17,8%. (Folha)

Grupo Silvio Santos afirma que vai processar ex-diretores de banco

Em comunicado divulgado neste domingo (14) em jornais brasileiros, o Grupo Silvio Santos afirmou que “processará, nas esferas cível e criminal, os ex-Diretores Executivos (…) e a empresa de auditoria externa contratada para realizar a revisão das demonstrações financeiras” do Banco Panamericano S/A.

O Grupo Silvio Santos é acionista controlador do Panamericano, que, na semana passada, revelou que teve de recorrer a um empréstimo de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para restabelecer seu equilíbrio patrimonial após inconsistências em seus balanços encontradas pelo Banco Central.

As empresas do empresário Silvio Santos, controlador do Banco Panamericano, foram colocadas como garantias na operação de resgate, inclusive o canal de televisão SBT.

Na última sexta, o Panamericano S/A anunciou em comunicado que adiaria a apresentação de seu balanço financeiro referente ao terceiro trimestre. Em outro comunicado, o banco cancelou também a teleconferência em que seriam comentados os resultados do terceiro trimestre, que estava agendada para a próxima terça-feira (16).

Ainda na sexta-feira, o Panamericano passou a ser investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. O banco, do Grupo Silvio Santos, recebeu socorro financeiro do fundo nesta semana após serem detectadas “inconsistências contábeis” em seu balanço.
G1

Dilma deve retomar reformas de Palocci

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Dilma Rousseff, presidente eleita

A presidente eleita Dilma Rousseff vai recuperar uma velha bandeira do setor produtivo: desonerar a folha de pagamento. A afirmação é do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, um dos assessores mais próximos de Dilma. A medida deve funcionar como uma arma do Brasil na guerra cambial, porque reduz os custos das empresas. Essa é uma das providências que o novo governo planeja para reduzir o famoso “custo Brasil”. Bernardo garante que Dilma vai retomar as reformas microeconômicas, medidas pontuais para elevar a produtividade da economia, encabeçadas pelo ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, mas depois abandonadas no segundo mandato. Uma promessa de campanha, a desoneração da folha de pagamento é central na agenda micro de Dilma e já está em estudo no Ministério da Fazenda. A base da discussão será a proposta inicial de Lula, que previa queda de 8,5 ponto porcentual da contribuição descontada dos salários para a Previdência e para educação. (Estadão)

Otto Alencar e Eduardo Leite brigam em audiência, diz Correio

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Divulgação


Otto Alencar (PP), vice-governador eleito

O vice-governador eleito Otto Alencar (PP) e o médico Eduardo Leite, que dirigiu o hospital Clériston Andrade nos dois primeiros anos do governo Jaques Wagner (PT), brigaram durante audiência no Fórum Ruy Barbosa. Alencar processa Eduardo Leite pelas acusações feitas pelo médico de que o pepista teria chefiado esquemas de corrupção na área de saúde do estado. Segundo o jornal Correio, os dois quase chegaram às vias de fato. Ainda de acordo com o Correio, durante a audiência, Leite acusou Otto de tentar intimidá-lo, ambos se desentenderam e foi preciso a intervenção do juiz para conter os ânimos. Na saída do fórum, os dois teriam se encontrado novamente, quando foram contidos pelos advogados. Otto teria dito poucas e boas a Leite, que prometeu denunciá-lo à polícia por supostas ameaças. (Thiago Ferreira)

Deputados eleitos e reeleitos travam disputa por gabinetes na Câmara


A pouco mais de dois meses para a posse, em 1º de fevereiro, os deputados eleitos e reeleitos travam uma disputa silenciosa pelos gabinetes. O desejo de antigos e novos parlamentares é instalar a equipe de assessores no Anexo 4, onde os gabinetes são maiores e têm banheiros. O espaço, porém, não está acessível aos novatos. Aos 223 novos parlamentares que vão tomar posse junto com os 290 reeleitos resta somente participar do sorteio, ainda sem data definida, no qual a maioria dos gabinetes disponíveis são os do Anexo 3, onde não há elevadores nem banheiros privativos. As regras para a definição do gabinete estão entre os itens mais acessados no portal criado pela Câmara dos Deputados com o objetivo de auxiliar os novos parlamentares. Iniciativa da Diretoria-Geral da Casa, o portal foi colocado no ar logo que o resultado das eleições foi promulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). (G1)

Wagner vai à Nova Zelândia em missão comercial e parabeniza o Bahia pela série A

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Fonte: Agecom Bahia

O governador Jaques Wagner chega neste domingo à Auckland, Nova Zelândia, às 8:10h no horário local, onde manterá contatos comerciais.

Entre outros compromissos, ele conversará com os responsáveis pela Fazenda Leitíssimo, localizada em Jaborandi, no território de identidade Bacia do Rio Corrente.

O empreendimento usa técnicas inovadoras na produção de leite. O governador retorna a Salvador no dia 18, chegando à 1:00h. Durante sua ausência, o vice-governador Edmundo Pereira assume a chefia do governo.

ÁUDIO DO GOVERNADOR JAQUES WAGNER COMENTANDO A CLASSIFICAÇÃO DO BAHIA


Aleluia questiona liberdade de fraudadores do PanAmericano


DEM

José Carlos Aleluia

Durante a audiência do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, nesta quinta-feira, na Comissão de Orçamento da Câmara dos Deputados, o deputado José Carlos Aleluia (DEM) questionou o fato de os envolvidos nas fraudes ocorridas no Banco PanAmericano não terem sido presos, mesmo tendo infringido a lei de Crimes Financeiros. “Concordo que não cabe ao BC e ao governo o papel de auditores. A auditoria do BC é mais uma auditoria de processo e jamais poderia ser uma auditoria nos moldes da Deloitte, por exemplo. Portanto, estou impressionado que ninguém tenha incriminado a Deloitte até agora. A Deloitte cometeu crime, segundo a lei 7492, artigo 26. A lei é clara”, afirmou o oposicionista.

Operação policial garante tranquilidade e segurança na festa da classificação tricolor

A Secretaria Estadual de Segurança, por meio da Polícia Militar, organizou e executou um forte esquema de segurança para o jogo Bahia e Portuguesa pela segunda divisão do Campeonato Brasileiro de futebol. A operaçãoque mobilizou 1.031 policiais com o objetivo de garantir segurança e tranquilidade de quem compareceu ao estádio e para os outros milhares de torcedores que participaram das comemorações nas ruas.

Foram vendidos todos os 32.157 ingressos para a partida em que o tricolor baiano retornou à primeira divisão graças à vitória em casa no Estádio de Pituaçu (Roberto Santos). O Bahia venceu a Portuguesa (SP) por 3 a 0.  Para encerrar o primeiro dia de comemoração, os torcedores ainda foram presenteados com clássicos do axé e canções do Bahia interpretados pelo cantor Ricardo Chaves e por Manno Góes, do Jammil. A festa avançou a madrugada na orla de Patamares até o Aeroclube, praia da Boca do Rio.

Além dos encontros periódicos de planejamento realizados entre oficiais, a PM também promoveu reuniões com as torcidas organizadas para prestar algumas orientações que ajudassem a promover a paz. “Orientamos para que eles não provocassem brigas nas arquibancadas, não arremessassem objetos, tampouco invadissem os gramados”, explicou o major PM Henrique Melo, comandante da 39a CIPM (Companhia Idenpendente de Policiamento Militar).
Após cumpridas estas etapas, as atenções foram voltadas para a segurança dentro e fora do estádio e nos pontos de comemoração, como a orla de Patamares. Logo no início da tarde, antes da chegada das torcidas organizadas, foram realizadas varreduras nas arquibancadas para verificar se não havia pedras, bancos soltos ou qualquer objeto que pudesse ser utilizado como arma e causar lesões em torcedores ou jogadores.

Como de costume, as torcidas organizadas chegaram mais cedo para que materiais como bandeiras, instrumentos musicais e faixas, fossem checados para posterior liberação de acesso ao estádio. “Fazemos uma vistoria minuciosa para verificar se o material trazido por eles não possui frases ofensivas, objetos metálicos ou sinalizadores. As baquetas também precisam ser identificadas, porque caso sejam arremessadas ao campo, nós possamos identificar a torcida e tomar os procedimentos cabíveis”, disse o Major Henrique Melo.

Para evitar tumultos nos portões de acesso, foram instaladas grades de proteção e apenas as pessoas portando ingresso ou que possuiam alguma relação com o evento, tiveram acesso à parte externa do Pituaçu. O vice-presidente da torcida organizada mais antiga do Bahia, a Povão, André Silva, definiou como positiva a medida da Secretaria de Segurança. “Nossa torcida tem 34 anos. Queremos paz. Eu acho válida essa decisão de fiscalizar as torcidas. É bom para os nossos torcedores, mas também é bom para a torcida adversária que não são nossos inimigos, são apenas adversários. Estamos com todo o nosso material de acordo com as determinações da PM. Faremos isso hoje e sempre”.
Paralelamente à checagem do material, oficiais orientavam os líderes das torcidas para que dialogassem com os demais torcedores no sentido de lembrá-los do cumprimento das regras do Estatuto do Torcedor ou que foram combinadas anteriormente e que só contribuíam para mais segurança. “Atualmente, os torcedores colaboram mais, porque em caso de descumprimento da legislação, o clube também pode ser penalizado. Há alguns anos isso não ocorria. Hoje, podemos afirmar que os torcedores estão se comportando melhor em função desta medida”, destacou o capitão Elbert Vinhático, subcomandante da 39a CIPM.
MONITORAMENTO ELETRÔNICO

Para reforçar os trabalhos e agilizar o atendimento a possíveis ocorrências, o Estádio de Pituaçu conta com 116 câmeras de monitoramento. Além de pontos estratégicos que cobrem as principais vias do entorno do estádio, todas as dependências do local, com exceção dos sanitários, possuem câmera de vídeo.

Na opinião do major Henrique Melo, “as câmeras auxiliam a dar uma resposta mais rápida em caso de ilícitos que fogem do olhar humano do policial. Acionamos uma guarnição quando visualizamos carros estacionados em locais proibidos, ambulantes atuanto em áreas restritas, consumo de drogas ou em caso de brigas”.

Justiça manda soltar sete prefeitos acusados de fraudes em licitações

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Prefeito Everaldo Caldas prometeu provar inocência

Acusados de envolvimento no esquema de fraude em licitação e compras superfaturadas de merenda escolar, medicamentos e obras públicas, sete prefeitos baianos presos pela Polícia Federal, durante a operação Carcará, foram libertados da carceragem da PF, em Água de Meninos, na sexta-feira, 12, à noite. Eles foram soltos por determinação da Justiça, que acolheu o argumento dos advogados de defesa de que o objetivo das prisões já havia sido atingido, com todos sendo interrogados.

A Justiça também determinou a liberação dos outros 35 acusados que possuíam prisões temporárias. Mas eles só devem ser soltos neste sábado, 13, porque quando o alvará de soltura foi expedido, na sexta à noite, não havia mais expediente administrativo nas unidades prisionais onde eles estavam, Complexo Penitenciário do Estado, na Mata Escura. Só continua preso Edison dos Santos Cruz, apontado como líder do esquema, que cumpre prisão preventiva.

Os prefeitos soltos foram Antônio Miranda Silva Júnior (PMDB) – Aratuípe; Ivanilton Oliveira Novaes  (PSDB) – Cafarnaum; Raimunda da Silva Santos – (PSDB ) Itatim; Marcos Airton Alves Araújo (PR) – Lençóis; Everaldo Caldas (PP) – Elísio Medrado; Joyuson Vieira Santos (PSDB) – Utinga e Agnaldo Figueiredo Andrade (PT do B) – Sta Terezinha.

Os prefeitos estavam presos desde a última quarta-feira, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Carcará para desarticular o esquema de fraude que teria desviado pelo menos R$ 60 milhões de verbas públicas, em 21 cidades do interior da Bahia. Na ocasião, agentes da PF realizaram também mandados de busca nas prefeituras, apreendendo documentos.

Marcelo Brandão e Maísa de Andrade l A TARDE

Marco Aurélio Martins/Agência A TARDE

Alencar deve receber alta nos próximos dias, diz médico

 

O presidente em exercício, José Alencar, deve receber alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, nos próximos dias, informou hoje o cardiologista Roberto Kalil Filho. De acordo com o oncologista Paulo Hoff, Alencar, que foi internado por causa de uma obstrução intestinal no último dia 25 de outubro, deve retomar o tratamento contra o câncer assim que Kalil autorizar.

“Ele está bem, conversando normalmente e superestável do ponto de vista cardíaco. Hoje ele trabalhou normalmente da UTI mesmo e o vi despachando e assinando documentos com assessores e tudo”, afirmou Kalil. “Se Deus quiser, na próxima semana ele deverá ter alta”, disse. Segundo o médico, o enfarte que Alencar sofreu ontem está relacionado a efeitos colaterais ocasionados pela quimioterapia e por uma anemia, entre outros fatores. “Enfarte é sempre um quadro delicado, mas ele não teve instabilidade na parte cardíaca, a pressão se manteve boa, ele está estável e não teve maiores consequências. É um agravamento momentâneo.”

Hoff disse que Alencar respondeu bem ao tratamento para combater a obstrução intestinal, causada pelo crescimento de um tumor. “Como houve excelente resposta ao tratamento e redução dos tumores, o quadro havia normalizado e a nossa expectativa era que o vice-presidente estivesse tendo alta hoje. Infelizmente ele teve essa complicação cardiológica agora”, afirmou.

O oncologista informou que a quimioterapia será retomada assim que Kalil autorizar. “Vamos reiniciar o tratamento a partir da avaliação de Kalil. A prioridade passou a ser o coração dele”, disse. “Não estamos trabalhando com a possibilidade de interromper o tratamento. Havendo concordância do Dr. Kalil, devemos reiniciar o tratamento ainda hoje. Ele tem um tumor agressivo e deve retomar o tratamento, que é fundamental para que ele continue com o quadro sob controle.”