O Brasil e outros 130 países foram reprovados no índice que mede a percepção de corrupção em 178 nações. Eles tiveram nota inferior a cinco, em uma escala de 0 a 10. O índice foi divulgado ontem pela ONG Transparência Internacional, que tem sede na Alemanha. A ONG considera que os problemas de corrupção são muito sérios nos países reprovados. Para confeccionar o ranking, são ouvidos empresários locais e estrangeiros e analistas. São questionados se pagaram ou se foi exigido deles que pagassem propina a agentes públicos e também como estão os programas de combate à corrupção. O Brasil ocupa a 69ª posição, com nota 3,7, junto com Cuba, Montenegro e Romênia. É a mesma nota do ano passado, mas o país subiu seis posições no ranking porque outras nações caíram. Está atrás de todos os países escandinavos e da maioria dos europeus, mas também de alguns africanos, como Botswana (33º), África do Sul (54º), Namíbia (56º), Tunísia (59º) e Gana (62º). (Folha)
Em convenção da Assembleia de Deus, Serra promete vetar Lei da homofobia
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, prometeu ho
je em Foz do Iguaçu (PR) vetar a Lei da Homofobia, caso ela seja aprovada pelo Congresso. Segundo Serra, o projeto, como foi aprovado na Câmara, pode tornar um crime “semelhante ao racismo” a pregação de pastores evangélicos contra a prática homossexual. Ele prometeu o veto depois de ser inquirido sobre o assunto por um pastor presente à 50ª Convenção Anual das Igrejas Assembleias de Deus do Paraná. A proposta, aprovada na Câmara, ainda não foi votada no Senado. “Uma coisa é grupos de extermínio, praticando violência contra homossexuais, como já ocorreu em São Paulo. Outra coisa é o projeto como está, que passa a perseguir as igrejas que combatem a prática homossexual”, afirmou. (Folha)
DISK DENÚNCIA-Polícia prende traficante acusado de homicídios em VItória da Conquista
Foi preso nesta terça-feira (26) em Vitória da Conquista um homem acusado de tráfico de drogas, roubos e homicídios. Juarez Vicente Morais, 21 anos, era investigado pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos da cidade desde 2009.
Juarez foi preso no bairro Santa Terezinha, depois que os policiais receberam denúncias de que ele vivia escondido no local. Ao perceber a aproximação dos policiais, Juarez tentou fugir pulando muros, mas foi detido em uma casa vizinha à que morava.
Juarez foi preso escondido em casa com drogas e arma
Na casa do suspeito, a polícia encontrou seis “cocadas” de maconha, trinta papelotes de crack, uma balança de precisão, um narguilé e uma pistola calibre 380 com numeração raspada, além de 23 munições. A polícia acredita que Juarez é o braço direito do traficante conhecido como “Pezão”, que está preso no Presídio Nilton Gonçalves – e mesmo preso ordena execuções de desafetos.
Juarez foi preso em flagrante pelo delegado titular da DRFR, Cleber Rocha Andrade, por tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Ele tem um mandado de prisão preventiva em Conquista por roubo qualificado, que será cumprido depois do período eleitoral.
Fonte correio da Bahia
Professor do curso de medicina da UESB – Clodoaldo Cadete – ao participar na edição do livro “Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia”, com capítulo que contextualiza a “Urgências em Ginecologia”, se torna uma das referência cientifica para o segmento acadêmico e profissional no Brasil.
Ascom / Uesb
Ser reconhecido pelos seus pares é, certamente, uma das formas mais satisfatórias de realização profissional. Quando esse reconhecimento, para além de todos os elogios e congratulações que lhes são inerentes, vem sob a forma de valorização do trabalho desenvolvido, é possível dizer que tal profissional chegou ao auge da carreira.
O professor Clodoaldo Cadete, do Departamento de Ciências Naturais (DCN) da Uesb – Universidade Estdual do Sudoeste da Bahia – campus de Vitória da Conquista, pode se orgulhar desse feito. Ele acaba de ver publicado um capítulo de sua autoria, no livro “Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia”, o segundo da série Ultrassonografia, organizado pelo médico paulista Ayrton Roberto Pastore, diretor do Instituto de Radiologia e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. “Eu ministrei uma aula, num Congresso realizado em Teresina, no Piauí, o doutor Pastore estava presente, gostou do trabalho, me perguntou se podia publicar e eu disse que sim. Eu pensei que fosse publicar numa revista e, para minha surpresa, foi publicado no livro dele”, relembra.
Clodoaldo Cadete, que é cearense de nascimento e conquistense de coração, já que mora na cidade desde a infância, assina o capítulo 72 da obra, “Urgências em Ginecologia”, uma leitura obrigatória para estudantes, pesquisadores e profissionais de Medicina. Ele explica que, desde a época de estudante, sempre se interessou pela ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia. “A ultrassonografia teve um princípio dentro da obstetrícia. Eu tive um professor, Luiz Eduardo Machado, que foi praticamente o introdutor da ultrassonografia aqui na Bahia. Foi uma pessoa baluarte, o meu grande incentivador”.
Ao se formar pela Escola Bahiana de Medicina, em 1984, Cadete buscou aprofundar o conhecimento nesse ramo. Especializou-se em Valência, na Espanha, tornando-se uma das maiores referências da área na Bahia. Um respaldo que lhe vale convites para ministrar aulas e participar de jornadas médicas em toda parte. Há 15 anos, dá aula num curso particular de ultrassonografia em Salvador. Já ministrou cursos em Natal (RN), Campo Grande (MT), São Paulo, Piauí, proferiu conferência na Espanha, durante os Congressos Europeu e Hispano-luso-brasileiro de Ultrassonografia e Obstetrícia, ministrou o primeiro curso oficial de ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia de Angola, na África, a convite do Ministério da Saúde daquele país e do Ministério da Saúde do Brasil.
Urgências em Ginecologia
O assunto é relativamente novo, já que a ultrassonografia tem sido pouco estudada em urgências ginecológicas. O capítulo 72 de “Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia” é composto de casos acompanhados pelo próprio Clodoaldo Cadete, numa clínica particular de Vitória da Conquista, da qual é diretor. “A gente aborda no capítulo a dor aguda em ginecologia, e o que pode ser visto em ultrassonografia, de modo a orientar e nortear o trabalho do médico para um tratamento mais eficaz para a mulher”, esclarece.
São todos casos reais de urgências em ginecologia. Uma abordagem às principais causas de doenças decorrentes de fatores ginecológicos, gastro-intestinais, urológicos e cirúrgicos. Gravidez ectópica, cisto de ovário, miomas torcidos e doença inflamatória pélvica são alguns dos assuntos tratados no capítulo. “O mais bonito e gratificante para mim foi que eu pude coletar esses dados trabalhando normalmente e todos esses casos são importantes porque foram realizados aqui em Vitória da Conquista”, afirma o ginecologista e obstetra.
POLÍTICA BRASIL – 2010 – OPINIÕES DE FERREIRA GULLAR
Paulo Pires
Ferreira Gullar, um dos grandes poetas brasileiros (mesmo falando merda) disse em entrevista esta semana que o presidente Lula é um ignorante e Dilma uma marionete. Vociferou mais: “Lula comprou os pobres do Brasil!”. E arrematou: “Lula é um mentiroso, nunca leu um livro”.
Dizer que Lula é ignorante é lugar comum. Até Lula confessa-se semi- analfabeto em seus discursos. Repetir isso para as massas só faz o locutor cair no descrédito. Esqueceu-se o grande poeta de dizer que mesmo ignorante, o presidente brasileiro é possuidor de uma intuição sobrenatural. Tanto é que pegou um País destroçado e vai entregá-lo com outro perfil. Não totalmente resolvido (ninguém seria louco de afirmar uma coisa dessas).
Continuando suas imprecações disse o poeta: “Lula nunca leu um livro”. É possível que isso tenha acontecido. Esqueceu-se de dizer, mais uma vez, que Lula vem de uma família pobre, muito pobre. Falar em livros num ambiente como aquele [o que Lula nasceu e teve que conviver durante muitos anos] teria o mesmo efeito que oferecer uma pulseira de ouro e diamantes a um sujeito que está morrendo de sede em um Deserto. Um grande Deserto. Quem é o ignorante?
Mas, como escreveu o elegante professor Harry G. Frankfurt [de Princeton] no início de um dos seus deliciosos livros: “um dos traços mais notáveis de nossa cultura é que se fale tanta merda”. Gullar não escapou a essa sentença.
Nosso venerado poeta não percebeu que aquele dia era o dia de ficar calado. Lamentável o que disse. Mas em uma democracia todo mundo tem direito de se expressar. Inclusive eu, modesto escrevinhador de blog. Muitas vezes sinto que não sou feliz em minhas assertivas. Cometo gafes, erro, torno a errar e continuarei errando. Coisa humana. Meus críticos me xingam, puxam minhas orelhas e eis que no dia seguinte, olha eu errando de novo gente! Graças a Deus. Posso errar o tanto que quiser: A Humanidade não vai sofrer o menor prejuízo. Sou um zero a esquerda. Êpa! Um zero à esquerda? Ou à direita? Ou embaixo? Não interessa. Ninguém se importa comigo.
Mas o grande poeta foi barra pesada. Falar assim de um cara que construiu tantas Universidades e tantas Extensões Universitárias… E os 214 Institutos Técnicos Federais? Isso significa que Lula não quer para os pósteros sua epopéica viagem no território ignorância. Viva, pois o Lula. Ele percebeu que não seria ético deixar todo mundo ignorante só porque ele é um.
Por isso, o grande poeta brasileiro Ferreira Gullar, hoje deve refletir um pouco sobre o que disse. Lula trabalhou para que muitos brasileiros não ficassem como ele, ignorante, sem capacidade de comprar e ler um livro.
Quer saber? É muito feio chamar uma pessoa sem leitura de ignorante. Quem faz isso é mais ignorante do que o falto de leitura.
É feio dizer que uma pessoa é pobre. Quem faz isso é mais pobre do que o humilhado. Ou será que até um poeta, homem de grande sensibilidade como Ferreira Gullar, se acha nesse direito? Que sociedade e que homens são esses meus irmãos?
Senhor tende piedade de nós!
Conselho auxiliará na construção de políticas
públicas na área de comunicação social
O Assessor Geral de Comunicação da Bahia, Robinson Almeida, reafirmou, nesta segunda-feira (25), que o Conselho Estadual de Comunicação é uma regulamentação do que está previsto na Constituição do Estado, de 1989, tendo, exclusivamente, o caráter de auxiliar o governo na construção de políticas públicas na área de comunicação social. “O Conselho criado em 1989 em nada tem a ver com o que a mídia está pautando nacionalmente. Sua missão é melhorar e aperfeiçoar a área de Comunicação Social no estado. Tem caráter consultivo, sem ensejar qualquer controle sobre os conteúdos produzidos pela mídia”, destaca.
Durante os anos de 2008 e 2009, a Bahia realizou duas Conferências de Comunicação Social com ampla participação da sociedade civil, empresários, estudantes e trabalhadores do setor. Após as discussões, os participantes elaboraram uma síntese e foi construído o texto de um anteprojeto que está sob análise da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Casa Civil para ser finalizado e, posteriormente, enviado à Assembléia Legislativa do Estado da Bahia.
Robinson Almeida ressalta ainda “o caráter democrático da atual gestão que defende a liberdade de expressão e de imprensa”.
Alagoas, Bahia e Piauí têm projetos para monitorar a mídia
Secretário de Comunicação, Robinson Almeida
Ao menos mais três Estados -Bahia, Alagoas e Piauí- preparam-se para implantar conselhos de comunicação com o propósito de monitorar a mídia.
A criação dos conselhos foi recomendação da Conferência Nacional de Comunicação, realizada no ano passado, por convocação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O Ceará foi o primeiro a tomar a iniciativa. Na terça-feira, a Assembleia Legislativa do Estado aprovou a criação de um conselho, vinculado à Casa Civil, com a função de “orientar”, “fiscalizar”, “monitorar” e “produzir relatórios” sobre a atividade dos meios de comunicação, em suas diversas modalidades.
O governo de Alagoas estuda transformar um conselho consultivo – existente desde 2001 e pouco operante- em deliberativo, com poder de decisão semelhante ao aprovado pelo Ceará.
A modificação foi proposta pelo conselho atual e será examinada pela Casa Civil e pela Procuradoria-Geral do Estado. O governador é Teotonio Vilela Filho (PSDB).
Segundo o presidente do conselho, Marcos Guimarães, entre as novas funções estaria o monitoramento da programação da mídia.
“Não podemos cruzar os braços. Nem tudo que vai ao ar é agradável à sociedade alagoana”, afirmou.
Ele diz que o conselho atual já exerce, de certa forma, esse papel.
“Se um programa agride o cidadão, o conselho recomenda à empresa que o modifique, mas ela não tem obrigação de acatar a sugestão, porque ele é só consultivo. Quando for deliberativo, poderá tomar medidas efetivas, respeitando a legislação das concessões”, afirmou.
No Piauí, foi proposta a criação de conselho com atribuição de denunciar às autoridades “atitudes preconceituosas de gênero, sexo, raça, credo e classe social” das empresas de comunicação.
Caberia ainda a esse conselho vigiar o cumprimento das normas de radiodifusão pelas emissoras locais e de denunciá-las à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e ao Ministério das Comunicações em caso de desrespeito à legislação.
O projeto foi feito por um grupo de trabalho nomeado pelo ex-governador Wellington Dias (PT) e encaminhado à Assembleia Legislativa.
Na Bahia, o conselho seria vinculado à Secretaria de Comunicação Social do Estado. A minuta do regulamento do conselho foi feita por um grupo de trabalho constituído em novembro do ano passado pelo governador Jaques Wagner (PT), que foi reeleito.
O secretário de Comunicação, Robinson Almeida, negou que haja intenção do governo do Estado de cercear a imprensa. Disse que o projeto está em análise na Casa Civil e não será divulgado antes de passar pelo crivo jurídico.
Além desses três Estados, em que há envolvimento direto do Executivo, tramita em São Paulo projeto semelhante ao aprovado no Ceará, como revelou o Painel ontem.
O texto do líder do PT, Antonio Mentor, prevê a criação de conselho parlamentar que teria, entre outras funções, a de fiscalizar as outorgas e concessões de rádio e TV.
FALTA DE COMPETÊNCIA
O diretor-geral da Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão), Luís Roberto Antonik, chama a atenção para o fato de que Estados não têm competência para regular a atuação da mídia.
A Abert teme que o movimento em vários Estados vise simular um “clamor para justificar o governo federal propor o controle social sobre a mídia”. De acordo com ele, a entidade ainda está analisando as medidas a tomar para evitar que o movimento prospere. “Tutelar a mídia é um retrocesso que o Brasil não merece”, afirmou.
O presidente da Alert (Associação Alagoana de Emissoras de Rádio e Televisão) e diretor da Rádio Gazeta, Gilberto Lima, que integra o conselho consultivo existente no Estado, disse que, para o órgão ganhar poder, o estatuto tem de ser mudado.
Ele disse que votará contra cláusulas que permitam o cerceamento da mídia. (FOlha)
Em cartaz a Tragédia do TAMANDUÁ!
Continua em cartaz até o final do mês o espetáculo Tamanduá, no Espaço Atuar, em Vitória da Conquista. A peça é montada pela Troupe Estrasbuns e reconta uma trágica história acontecida na Fazenda Tamanduá, onde hoje é Belo Campo, em que, por brigas políticas e por territórios, uma família inteira foi morta brutalmente.
A montagem conta com um elenco de cerca de 20 atores, entre convidados e selecionados nas oficinas promovidas pelo Ponto de Cultura Espaço Atuar entre março e junho deste ano. Nessas oficinas, renomados profissionais da cidade e da capital Salvador partilharam seus conhecimentos e prepararam os atores para a montagem de TAMANDUÁ.
O trabalho tem a assinatura de Paulo Tiago dos Santos na direção e na autoria do texto. Na co-direção e no figurino, é Sônia Leite que empresta sua experiência nas artes cênicas. E todo este trabalho é patrocinado pelo Fundo de Cultura do Estado da Bahia, via demanda espontânea, um programa criado pelo Governo do Estado, que visa a estimular a diversidade cultural.
E pra conhecer um pouquinho mais sobre TAMANDUÁ e sobre a montagem do espetáculo e a Troupe Estrasbuns, acesse http://estrasbuns.blogspot.com. Lá você fotos dos ensaios e do espetáculo, além de textos sobre os bastidores e a peça.
TAMANDUÁ fica em cartaz até o final de outubro, sempre ás 20 horas, de sexta a domingo, no Espaço Atuar, situado na Rua João Miguel Lourenço, no Alto Maron. Venha conferir esta “famigerada e tristonha história” que é parte do passado de nossa região.
Paulo Anderson Rocha – Jornalista
Vitória da Conquista: Juizado Federal remarca audiências para 2014
A falta de um juiz substituto na Vara Única e de titular no Juizado Especial Federal (JEF), agravada pela carência de estagiários, acúmulo de processos e crescente demanda de cidadãos acionando órgãos públicos, nos municípios da jurisdição, está forçando a subseção da Justiça Federal em Vitória da Conquista, a 509 km de Salvador, a remarcar pauta e programar audiências até para 2014. De acordo com dados da secretaria da subseção judiciária local, somente para apreciação de um único juiz existem 13.103 processos em tramitação, dos quais 7.813 na VaraÚnica Federal, e 5.290 no Juizado Federal Adjunto Previdenciário e Criminal. A esse volume somam-se 1.885 processos conclusos (tecnicamente prontos para ser apreciado pelo juiz) para despacho, decisão e sentença, na Vara Única e 1.273 no JEF. A grande maioria é de processos contra o INSS, além de execuções fiscais, criminais, mandados de segurança e ações civis públicas. Paralelamente às apreciações, o juiz federal titular, João Batista de Castro Júnior, realiza dez audiências diárias. (A Tarde)
Bispo aumenta críticas e chama PT de ‘partido da morte’
“O PT é o partido da mentira, o PT é o partido da morte”, afirmou ontem d. Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo diocesano de Guarulhos, na Grande São Paulo. “O PT descrimina o aborto, aceita o aborto até o nono mês de gravidez. Isso é assassinato de ser humano que não tem nem o direito de se defender.” D. Luiz é a voz dentro da Igreja católica que desconforta Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, e a coloca no centro da polêmica sobre o aborto. É dele a iniciativa de fazer 2 milhões de cópias do folheto “apelo a todos os brasileiros e brasileiras”. Mais que um libelo contra a interrupção da gravidez, o documento é uma recomendação expressa aos brasileiros para que “nas próximas eleições deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários ao aborto”. Não cita nominalmente a petista, mas é a ela que se refere claramente. “Eu tenho uma palavra só, eu não tenho duas ou três palavras como a dona Dilma tem. Ela apresentou três planos de governo, o segundo mascara o primeiro e o terceiro mascara o segundo”, disse d. Luiz, na casa episcopal, onde recebeu a imprensa para falar pela primeira vez sobre a ação da Polícia Federal que, há uma semana, confiscou 1 milhão de folhetos por ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). (Agência Estado)
Nas revistas: O Brasil de Serra e o Brasil de Dilma
O Brasil de Serra e o Brasil de Dilma – – 
Época —
Como seria o Brasil governado pela petista Dilma Rousseff? Como seria o país governado pelo tucano José Serra? Quais são as reais diferenças entre eles? Quem tem as melhores ideias para o país, as propostas mais viáveis para o desenvolvimento social e econômico, os encaminhamentos mais interessantes para os grandes desafios, como a educação, o pré-sal, a infraestrutura? Na atual campanha, o melhor caminho para encontrar respostas para essas perguntas simplesmente não existe. Seriam os programas de governo de cada concorrente. Apesar das promessas, eles não foram divulgados nem pelo PT nem pelo PSDB até a semana passada, a pouco mais de dez dias do segundo turno.
Os estilos pessoais de Dilma e Serra são relativamente bem conhecidos. Ambos são desenvolvimentistas, têm personalidade forte e a fama de ser centralizadores. Dilma já foi classificada como rude em algumas ocasiões. Serra já foi considerado um administrador implicante, teimoso. Subordinados dos dois dizem que eles são muito exigentes e disciplinados. Poderiam ter usado essas características pessoais para exigir de seus partidos e assessores a formalização de compromissos programáticos com o eleitor. Mas não fizeram isso. Para usar uma palavra da moda na atual campanha, tergiversaram.
Da joalheria para a cadeia
O ex-diretor da estatal paulista Dersa – Desenvolvimento Rodoviário S.A. – Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, saiu de casa no dia 12 de junho com planos de comprar uma joia para presentear a mulher pelo Dia dos Namorados. Ele negociava com o comerciante Musab Asmi Fatayer a compra de um bracelete cravejado de brilhantes por R$ 20 mil. Antes de fechar o negócio, porém, era preciso submeter a peça a uma avaliação profissional. Paulo e Musab foram até a joalheria da Gucci, no Shopping Iguatemi, um dos endereços comerciais mais luxuosos da capital paulista. Os funcionários da joalheria descobriram que a joia havia sido furtada daquela loja um mês antes. A polícia foi chamada e prendeu em flagrante Paulo e Musab.
Paulo de Souza passou duas noites na cadeia. A joia que ele negociava havia sido roubada da loja da Gucci, no Shopping IguatemiO Boletim de Ocorrência no 3.264/2010 do 15º Distrito Policial de São Paulo, obtido com exclusividade por ÉPOCA, ajuda a dar contornos mais nítidos ao personagem que se notabilizou por fabricar notícias desagradáveis para o candidato tucano José Serra. Em maio deste ano, ÉPOCA revelou que Paulo Preto aparecia no relatório da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal (PF). Segundo a PF, em 2007 ele teria recebido da empreiteira Camargo Corrêa, responsável por obras do Rodoanel, o anel viário em torno de São Paulo construído pela Dersa, quatro pagamentos mensais de R$ 416.500. Em agosto, Paulo Preto foi acusado de desviar R$ 4 milhões de um suposto caixa dois da campanha de Serra à Presidência. Ele nega envolvimento tanto em um caso como em outro, que surgiram durante a campanha eleitoral.
Ainda há muito a esclarecer
Os negócios na área de energia envolvem projetos de grandes proporções, altos valores e repletos de detalhes técnicos difíceis de entender. A Polícia Federal e o Ministério Público investigam um caso assim. Ele trata do sumiço de e 157 milhões, que deveriam ter sido usados para construir sete usinas de biomassa no Brasil, como ÉPOCA revelou na semana passada. Em uma ação judicial, o banco alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), financiador do projeto, afirma que Valter Cardeal, diretor de Planejamento e Engenharia da Eletrobras e homem de confiança da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e outros petistas se envolveram na história da fraude que resultou no prejuízo para o banco.
A ação afirma que Dilma sabia do projeto, porque participou de uma conferência em Frankfurt, onde o assunto foi tratado. Confrontada com o assunto, na semana passada Dilma disse que o tema não foi discutido na reunião. “Isso foi choro do banco, que errou ao conceder o empréstimo”, afirmou Dilma. ÉPOCA obteve um depoimento que desmente essa versão. De acordo com o executivo Ludolf Rischmüller, do KfW, ocorreu uma exposição sobre a garantia aos financiamentos na conferência, com a presença de Dilma. Rischmüller diz ainda que os projetos teriam obtido o “apoio completo” de Dilma.
Falta achar quem pagou
Foi elucidado na semana passada um dos grandes mistérios da campanha presidencial: quem encomendou a violação de dados fiscais sigilosos da filha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, Verônica, e de outros tucanos que faziam parte de um dossiê que circulou entre integrantes da pré-campanha da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Segundo identificou a Polícia Federal, o autor da encomenda foi o jornalista Amaury Ribeiro Jr., um repórter investigativo que ganhou vários prêmios ao longo de sua carreira e hoje trabalha para a Rede Record de Televisão.
Segundo a polícia, Amaury pagou R$ 12 mil ao despachante Dirceu Rodrigues Garcia para obter as declarações de Imposto de Renda de Verônica e dos outros tucanos: o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, o ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros, o ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira e o empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio de Serra. Em depoimento, Garcia disse que Amaury encomendou os dados fiscais dos tucanos entre os dias 23 e 27 de setembro de 2009.
Fechou o tempo
Não era para ser assim. Uma eleição transcorrida em cenário de crescimento econômico e de instituições democráticas consolidadas deveria girar em torno de projetos – como, aliás, prometiam os dois principais candidatos no início da campanha presidencial, há sete meses. Quando passaram para o segundo turno, tanto Dilma Rousseff, do PT, quanto José Serra, do PSDB, deram a entender que agora sim, enfim, finalmente, chegara o momento em que poderiam debater propostas (como se não tivessem tido tempo até este mês). Em vez das propostas, porém, o que se viu foram bolas de papel, bobinas, balões de água, panfletos apócrifos, acusações tão mentirosas quanto anônimas e destemperos oficiais.
Na cabeça
O candidato José Serra leva mão à cabeça depois de ter sido atingido durante caminhada de campanha em um bairro do RioComo a campanha descambou para a baixaria? É provável que tudo tenha começado por volta de abril, quando as primeiras pesquisas indicavam vantagem folgada para o então pré-candidato José Serra. Lula e seus conselheiros perceberam que só uma presença maciça do presidente poderia dar chance de vitória a Dilma. Quando iniciou sua cruzada, em maio, ao ocupar um programa do PT na televisão, Lula alterou a dinâmica da disputa. “Muito da baixaria atual se deve à postura do Lula, que usou a Presidência para fazer campanha, desequilibrando a eleição e fazendo os contendores perderem os limites”, disse o cientista político José Álvaro Moisés, da Universidade de São Paulo (USP).
O desafio de cobrir a campanha eleitoral
À medida que o segundo turno da eleição presidencial se aproxima, o clima de conflito se acirra no país. O bate-boca entre os partidários de José Serra e Dilma Rousseff descamba para a agressão, o presidente da República perde a compostura – e o Brasil assiste atônito ao jogo da política como se fosse uma final de campeonato, com pega na geral no segundo tempo. Como deve, nesse cenário, atuar uma revista semanal?
Em ÉPOCA, acreditamos que devemos, antes de tudo, servir ao leitor. Numa eleição, a melhor forma de fazer isso não é entrar na histeria das campanhas nem no denuncismo barato. Para ajudar você a decidir seu voto, procuramos trazer a maior e melhor quantidade possível de informações sobre as questões nacionais e sobre os planos dos candidatos a respeito delas. Numa campanha cheia de pancadaria no horário eleitoral, reportagens são um alento, uma espécie de oásis para entender como Serra e Dilma enxergam os reais problemas do Brasil.
Veja
Intrigas de estado
É conhecido o desprezo que o PT nutre pelas instituições republicanas, mas o que se tentou no Ministério da Justiça, criado em 1822 por dom Pedro I, ultrapassa todas as fronteiras da decência. Em quase 200 anos de história, o ministério foi chefiado por homens da estatura de Rui Barbosa, Tancredo Neves e quatro futuros presidentes da República. O PT viu na tradicional instituição apenas mais um aparelho a serviço de seu projeto de poder. Como ensina Franklin Martins, ministro da Supressão da Verdade, “às favas com a ética” quando ela interfere nos interesses políticos e partidários dos atuais donos do poder.
VEJA teve acesso a conversas entre autoridades da pasta que revelam a dimensão do desprezo petista pelas instituições. Os diálogos mostram essas autoridades incomodadas com a natureza dos pedidos que vinham recebendo do Palácio do Planalto. Pelo que é falado, não se pode deduzir que o Ministério da Justiça, ao qual se subordina a Polícia Federal, cedeu integralmente às descabidas investidas palacianas.
“Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazer dossiês. (…) Eu quase fui preso como um dos aloprados”, disse Pedro Abramovay, secretário nacional de Justiça, em conversa com seu antecessor, Romeu Tuma Júnior. Abramovay é considerado um servidor público exemplar, um “diamante da República”, como a ele se referiu um ex-ministro.
Aos 30 anos, chegou ao Ministério da Justiça no início do governo Lula pelas mãos do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos. A frase dele pode confirmar essa boa reputação, caso sua “canseira” tenha se limitado a receber pedidos e não a atender a eles. De toda forma, deveria ter denunciado as ordens impertinentes e nada republicanas de “produzir dossiês”.
Mesmo um alto funcionário com excelente imagem não pode ficar ao mesmo tempo com a esmola e o santo. Em algumas passagens da conversa, Abramovay se mostra assustado diante das pressões externas e diz que pensa em deixar o governo. Não deixou. Existem momentos em que é preciso escolher. Antes de chegar ao ministério, ele trabalhou no gabinete da ex-prefeita Marta Suplicy, na liderança do PT no Senado e com o senador Aloizio Mercadante.
IstoÉ
Os santinhos de uma guerra suja – Parte 1
Eu gostaria de chamar a atenção para este papel que estão distribuindo na igreja. Acusam a candidata do PT, em nome da Igreja. Não é verdade. Isso não é jeito de fazer política. A Igreja não está autorizando essas coisas. Isso não é postura de cristão.? Cara a cara com José Serra e sua equipe de campanha, frei Francisco Gonçalves de Souza passou-lhes um pito. O religioso comandava a missa em homenagem a São Francisco, no sábado 16, em Canindé, no sertão cearense. Meia hora após o início do culto, Serra tinha chegado à basílica, onde se espremiam cerca de 30 mil devotos, atraídos à cidade para uma tradicional romaria. O candidato tucano, acompanhado do senador Tasso Jereissati e de outros correligionários, estava em campanha. Em tese, aquele seria um palanque perfeito para alguém que, como Serra, tem peregrinado por templos religiosos se anunciando como um cristão fervoroso. Enquanto ele assistia à missa, barulhentos cabos eleitorais distribuíam panfletos. Os papéis acusavam Dilma Rousseff de defender ?terroristas?, o ?aborto? e a ?corrupção?. Frei Francisco resolveu reagir ao circo e, então, o que era para ser uma peça publicitária do PSDB transformou-se num enorme vexame. Sob aplausos dos fiéis, o franciscano pediu que Serra e Jereissatti não atrapalhassem a cerimônia e que se retirassem, se não estavam ali para rezar. Jereissatti, descontrolado, passou a gritar que o padre era um petista e tentou subir no altar. As cenas gravadas pelas equipes de tevê de Serra jamais seriam usadas na campanha.
Os santinhos de uma guerra suja – Parte 2
A ordem para encomendar o material à gráfica ligada aos tucanos partiu de dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo da Diocese de Guarulhos, na Grande São Paulo. Ele é antigo conhecido do PSDB, amigo declarado de seu conterrâneo Sidney Beraldo, deputado estadual pelo partido e um dos coordenadores da campanha de Serra em São Paulo. Nas conversas de sacristia, dom Luiz tem fama de ser um homem ?maquiavélico? e ?implacável?. Padres o descreveram à ISTOÉ como alguém que não aceita opiniões divergentes e já criou situações embaraçosas para constranger e afastar subordinados que questionam seu radicalismo. Para fazer os contatos com a gráfica dos Kobayashi, dom Luiz contou com a ajuda do ex-seminarista Kelmon Luís da Silva Souza. Frequentador da Catedral Metropolitana Ortodoxa, na zona sul de São Paulo, Souza também é presidente da Associação Theotokos, um grupo católico ultratradicionalista, e membro do autodenominado Partido Monarquista Brasileiro. Em 2006, um dos parceiros do ex-seminarista que atua numa organização integralista (leia quadro abaixo) doou R$ 3,5 mil para a campanha do deputado federal Índio da Costa, candidato a vice-presidente na chapa de Serra. Quando a atuação de Souza e dom Luiz tornou-se pública, os dois se enclausuraram. Nos próximos dias, no entanto, terão de prestar depoimento à Polícia Federal, investigados por crime eleitoral, calúnia e difamação.
Festival de espionagem
Há quase cinco meses, líderes do PSDB procuram responsabilizar o PT pela quebra ilegal dos sigilos fiscais de Eduardo Jorge Caldas, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Verônica Serra e outros tucanos de vistosa plumagem ligados ao presidenciável José Serra. Desde junho, pressionam a Polícia Federal e a Corregedoria da Receita para que as investigações sejam conduzidas na direção de um crime político. Na última semana, os primeiros resultados das apurações da PF se tornaram públicos e o que se constata é que de fato houve um crime com motivação política, mas praticado no contexto de uma disputa interna do PSDB. Não há nenhum documento ou depoimento colhido durante as investigações que indique a possibilidade de ter ocorrido o uso criminoso do Estado para o favorecimento de alguma candidatura, como acusam os tucanos. As investigações não permitem afirmar que petistas tenham aliciado funcionários da Receita para a quebra dos sigilos. A principal testemunha é o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que confessou ser o contratante do serviço criminoso. Ele prestou três depoimentos que totalizam 13 horas de inquirição e afirmou que tanto a encomenda feita ao despachante Dirceu Rodrigues Garcia como o recebimento dos documentos sigilosos ocorreram em outubro do ano passado, quando, apesar de estar em férias, trabalhava para o jornal “O Estado de Minas”. O jornalista também explicou as razões que o levaram a bisbilhotar os sigilos fiscais dos tucanos.
O protegido Paulo Preto
Nos últimos dias, integrantes do PSDB voltaram a fazer contorcionismos verbais na tentativa de reduzir a importância do engenheiro e ex-diretor do Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, personagem revelado em agosto por ISTOÉ que tem trazido constrangimento para a campanha do candidato tucano à Presidência, José Serra. Até agora, era sabido que Paulo Preto, além de ex-diretor da estatal responsável pelas principais obras viárias de São Paulo, virou alvo de acusações de líderes do PSDB porque teria dado sumiço em R$ 4 milhões arrecadados de forma desconhecida para a campanha tucana. Sentindo-se abandonado, depois que o candidato do PSDB ao Planalto negou conhecê-lo, Paulo Preto fez ameaças públicas e passou a ser defendido por Serra. Todo esse enredo já seria suficiente para mostrar a influência do engenheiro, cuja força a campanha do PSDB insiste em tentar diminuir. Mas os bastidores da prisão de Paulo Preto, há quatro meses, por receptação de joia roubada, são ainda mais reveladores do peso do ex-diretor do Dersa nas hostes tucanas.
O Brasil acelera
Na semana passada, saíram as novas projeções para o crescimento do Brasil em 2010. De acordo com estimativas do governo, de consultorias especializadas e de organizações como o Fundo Monetário Internacional, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode aumentar até 8% em 2010. Se o número se confirmar – e é muito provável que se confirme –, significará o maior salto econômico em três décadas. Sob qualquer ponto de vista, trata-se de um resultado extraordinário. Entre os emergentes, é a terceira melhor marca, atrás apenas de China, imbatível nesse quesito, e Índia. Na comparação com a média de desempenho do PIB mundial (alta de 4,8% em 2010), o indicador brasileiro chega a ser quase duas vezes maior. Uma escalada dessa magnitude oferece a milhões de brasileiros um inédito campo de oportunidades. O Brasil vai gerar em 2010 algo como 2,5 milhões de empregos, quase um Uruguai inteiro. Até o fim do ano, o valor que a população vai gastar na compra de bens de consumo chegará a R$ 2,2 trilhões, uma disparada de 22% ante 2009. Não à toa, o varejo espera para dezembro o melhor Natal da história. No período, o comércio deve movimentar R$ 100 bilhões, o que vai exigir um aumento de 60% na compra de insumos e produtos importados para atender à brutal alta da demanda. Dados superlativos como esses fizeram com que o Brasil deixasse de exercer um papel coadjuvante no palco econômico global. Hoje, o País é uma potência planetária, capaz de influenciar no jogo de forças entre as nações. “O Brasil passou para a liderança do crescimento mundial”, disse à ISTOÉ o ministro da Fazenda, Guido Mantega .
Comédia Brasiliense
Desde que foi lançada candidata ao governo do Distrito Federal em setembro, depois que seu marido, Joaquim Roriz, teve a candidatura barrada pela lei dos fichas sujas, Weslian Roriz (PSC) não parou de fazer trapalhadas. Neófita na política, dona Weslian, como é conhecida em Brasília, tem mostrado total despreparo para lidar com temas ligados à gestão pública. Com seu desempenho pífio, confirma a tese de que está servindo de mulher-laranja do ex-governador Roriz. No único debate de que participou, o promovido pela Rede Globo no dia 29 de setembro, ao ser questionada sobre sua postura perante eventuais desvios éticos, cunhou uma frase que se tornou hit no YouTube. “Quero defender toda aquela corrupção”, disse Weslian. Logo depois, tentou se corrigir. Mas não conseguiu evitar o constrangimento de todos que participavam do programa.
Carta Capital
Violação da lógica
Apesar do esforço em atribuir a culpa à campanha de Dilma Rousseff, o escândalo da quebra dos sigilos fiscais de políticos do PSDB e de parentes do candidato José Serra que dominou boa parte do debate no primeiro turno teve mesmo a origem relatada por CartaCapital em junho: uma disputa fratricida no tucanato.
Obrigada a abrir os resultados do inquérito após uma reportagem da Folha de S.Paulo com conclusões distorcidas, a Polícia Federal revelou ter sido o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, então a serviço do jornal O Estado de Minas, que encomendou a despachantes de São Paulo a quebra dos sigilos. O serviço ilegal foi pago. E há, como se verá adiante, divergências nos valores desembolsados (o pagamento teria variado, segundo as inúmeras versões, de 8 mil a 13 mil reais).
Serra e o vídeo da Rede Globo
Desde o final da manha desta sexta (22/10), o site do professor José Antonio Meira da Rocha (http://meiradarocha.jor.br) foi bloqueado pela empresa que o hospeda — no que pode ser um caso grave de censura na internet. Em decorrência, as imagens que sustentavam a hipótese levantada por ele desapareceram, em dezenas de blogs que reproduziam suas informações.
O material foi republicado, em seguida, no blog Marxismo On-Line, de Leonardo Arnt — de onde foi reproduzido por Outras Palavras. O Jornal Nacional de ontem fez lembrar o envolvimento da Rede Globo na disputa presidencial que elegeu Fernando Collor, em 1989. Nada menos que 7 minutos foram dedicados à tentativa de demonstrar que José Serra fora atingido, na véspera, por um rolo de fita adesiva. Convocou-se Ricardo Molina, um “especialista” cujo currículo inclui a tentativa de acusar o MST pelo massacre de Eldorado de Carajás, de “assegurar” que PC Farias se suicidou e de questionar as provas sobre a responsabilidade da família Nardoni na morte da menina Isabela. Procurava-se frear a onda de indignação (e de deboche) que correu o país, quando se soube, horas antes, que a “agressão” sofrida na véspera pelo candidato do PSDB fora provocada por uma bolinha de papel. Não, tentou afirmar o Jornal Nacional: a tomografia a que se submeteu o candidato justificava-se. Ele havia sido atingido também por um rolo de fita adesiva…
Às favas a verdade factual
Há quatro meses CartaCapital publicou a verdade factual a respeito do caso da quebra do sigilo fiscal de personalidades tucanas. Está claro que a chamada grande imprensa não quer a verdade factual, prefere a ficcional, sem contar que em hipótese alguma repercutiria informações veiculadas por esta publicação. Nem mesmo se revelássemos, e provássemos, que o papa saiu com Gisele Bündchen.
Furtei a expressão verdade factual de um ensaio de Hannah Arendt, lido nos tempos da censura brava na Veja que eu dirigia. Ela é o que não se discute. Diferencia-se, portanto, das verdades carregadas aos magotes por cada qual. Correspondem às visões que temos da vida e do mundo, às convicções e às crenças. Às vezes, às esperanças, às emoções, ao bom e ao mau humor.
Quebra do sigilo fiscal: Ribeiro Jr. agia em nome do jornal Estado de Minas
Parte da mídia precisa conferir alguma lógica a sua narrativa sobre o caso da quebra de sigilo fiscal de integrantes do PSDB e familiares do candidato José Serra. Eles se recusam a aceitar o resultado do inquérito da Polícia Federal segundo o qual o jornalista Amaury Ribeiro Jr. agia em nome do Estado de Minas – interessado em produzir uma reportagem contra José Serra, que, por seu lado, havia colocado o deputado federal Marcelo Itagiba no encalço de Aécio Neves. À época, os dois tucanos disputavam a indicação do partido à candidatura presidencial.
Na quinta-feira 21, correu a versão de que Ribeiro Jr. veio a São Paulo buscar os dados obtidos de forma criminosa durante suas férias. Portanto, não agia em nome do jornal mineiro onde trabalhava, mas por conta própria. O objetivo, claro, é insinuar que naquele momento o repórter já trabalhava para o PT. O problema é que a mídia toma como verdade ou não os trechos da confissão de Ribeiro Jr. que lhe são mais convenientes. Rejeitam, portanto, as declarações que ligam a quebra de sigilo ao Estado de Minas e tomam como fatos absolutamente inquestionáveis aquelas que se referem à chamada pré-campanha de Dilma Rousseff.
Lula teme que o PSDB destrua o que ele fez
Deu no Claudio Humberto: “O presidente Lula anda com os nervos à flor da pele, por isso não se conteve e fez uma declaração infeliz, no episódio da suposta agressão ao candidato tucano José Serra, colocando lenha na fogueira. Ele acha que a oposição, sobretudo o PSDB, planeja destruir o seu legado. Em conversa com um grupo de velhos amigos, esta semana, ele chorou ao lembrar feitos do seu governo em benefício dos mais pobres. O presidente diz que a importância da vitória de Dilma, para ele, é preservar o que foi feito nos últimos oito anos. “E avançar mais” Lula chorou ao lembrar a felicidade de uma mulher ao receber uma casa minúscula do Minha Casa, Minha Vida: “Era pequena demais…”. Lula mandou aumentar o tamanho das casas. “Tem que ter varandinha para o cara esfriar a cabeça, depois da mulher brigar com ele”.”




