A Gente diz

Contos e fatos contemporâneos que personifica e identifica o apelido de pessoas prodígias. Em, as histórias de santinho. Por. Antônio Torres HISTÓRIAS DE SANTINHO

ANIVERSÁRIO BRUMADO E ALAB 153[1]Era comum a família identificar o recém-nascido por apelido, de forma que as pessoas desconheciam o nome civil, tornando a alcunha referência conhecida.

João Ribeiro de Novaes recebera o apelido familiar de “Santinho” e à medida que o indivíduo crescia torna-se o diabo em figura de gente, fazia diabruras de menino estripulento, atazanava todo mundo, especialmente os irmãos. Parece até que tinha prazer nas traquinagens que fazia se revestindo de molecagem e maldades perpetradas.

Adolescente, tornou-se uma pessoa vaidosa, hílare, namorador, de porte físico invejável, cabeleira cheia e bonita. Frequentava muitas festas, era um verdadeiro pé-de-valsa, mas não deixava de espicaçar as pessoas com seu procedimento satírico.

Inteligente, e por falta de empregos, veio a ser professor leigo passando a ensinar nas fazendas. Aprendeu, também, a arte de fogueteiro e de cabeleireiro, de forma que não ficava ocioso. A investida nessas profissões foi a necessidade de obter ganho para aumento da renda.

Curioso, conheceu um ferreiro denominado “Doro” o qual praticava incorporação de espíritos em rituais de magia organizados por ele.

Foi a partir daí que surgiu o problema com álcool e nessa compulsão alcoólica enveredou-se pelo alcoolismo, perdendo a dignidade e os demais valores que norteiam a integridade do homem.

Esses excessos alcoólicos foram a principal causa de muitos transtornos e dissabores para os familiares, amigos e demais cidadãos, embora alguns achassem graças de suas estripulias, outros o consideravam louco devido aos atos praticados.

Certa feita, um irmão comerciante pediu aos vendeiros de bebidas alcoólicas, que não a vendessem ao indigitado, evitando-se assim mal-estar e constrangimento para todos.

Para se vingar do irmão, fez uma bomba caseira e avisou que ia jogá-la dentro da residência amedrontando os familiares. Dizia que iria fazer ir para os ares a casa, provocando apreensão na família. Por fim, revelou-se um grande blefe, pois a bomba não explodiu tendo em vista não conter material explosivo. Era mais uma das levadas do beberrão Santinho.

Todos os dias Santinho repicava o sino da igreja, impreterivelmente, nos horários das 6, das 12 e das 19 horas, com a quantidade de badaladas correspondentes, o que se tornou um parâmetro para a população que se acostumou com o fato.

Um enxame de abelhas alojou-se nos sinos da igreja e atacou Santinho que caiu da torre se esborrachando no chão.

Juntou-se a uma débil mental chamada “Catita”. Amarrou a ponta a ponta da gravata em seu pescoço e a outra na mulher, rodeando uma praça lotada de transeuntes, imitando o trem com o som do apito característico da máquina Maria-fumaça: piuí… piuí…piuí…, e, do trem em movimento: café-com-pão-manteiga-não, causando hilaridade nas pessoas que assistiam ao espetáculo.

Certa feita, um sujeito mão de vaca, queria cortar o cabelo e estava pechinchando. Santinho propôs cortar o cabelo pela metade do preço.

Acertados, o cabeleireiro de posse de uma tesoura e um pente, arrebanhados na casa de uma irmã, dirigiram-se para uma vendola. Santinho colocou o cliente num banco e começou o trabalho. Logo solicitou que lhe fosse servida uma branquinha, por conta do seu freguês. Pediu mais uma, mais outra, extrapolando o preço combinado. O freguês berrou mandando o vendedor parar de servir, pois o valor acertado do corte já fora consumido.

Espirituoso e malandro debochou do cliente alegando que ele queria apenas “dois mil reis” de cabelo, deixando o sujeito com o corte por terminar, obrigando-o a procurar outro profissional para terminar o serviço. Eis aí o resultado do pão-durismo.

Em outra ocasião, sorveu a bebida despachada e não tendo dinheiro para pagar levou uma coça do proprietário do bar que o sovou com uma correia de carro, causando-lhe vergões e hematomas no corpo. Ao se achar em condições físicas de reagir, dirigiu-se até o bar, localizado em frente a uma construção, e à luz do dia, arremessou tijolos provocando estragos nos pertences, atingindo, inclusive, o algoz gritando: “Em homem não se bate, isso é uma amostra do que lhe farei”.

Diante do episódio foi prestada uma queixa na delegacia e a autoridade policial, a pedido do dono do bar, o deportou no primeiro transporte ferroviário, o trem mochila, que passaria na cidade de seus parentes, com a condição de nunca mais voltar.

Santinho alojou-se na última classe do trem e com as pernas balançando, abanando as mãos em despedida, gritava: “Adeus cidade querida, breve voltarei”.

Essas e outras histórias foram as peripécias do alcoólatra Santinho, que faleceu e foi enterrado como indigente. Os familiares não sabem onde ocorreu o fato, provavelmente, na região de Condeúba ou Cordeiro. Não se sabe ao certo. De forma que para os parentes é um mistério a ser desvendado.

Antonio Novais Torres

[email protected]

Brumado em 10/3/2010.

Coordenador de campanha de Geddel diz que virada ocorrerá “gradativamente”

Coordenador executivo da campanha do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) ao governo baiano, o ex-deputado federal Leur Lomanto (PMDB) disse ontem que sua candidatura registrará “uma virada” gradativamente, à medida que forem sendo mostradas suas qualidades e as obras que realizou em todo o Estado como ministro e até como deputado. Ele disse que a campanha de Geddel não reiventará a roda, mas se utilizará de caminhadas, carreatas, visitas a feiras livres e comércios, inclusive, com a participação da presidenciável Dilma Roussef (PT). “O objetivo é estreitarmos cada vez mais o contado do candidato com o eleitorado”, afirmou Leur Lomanto, que é pai do líder do PMDB na Assembleia Legislativa, Leur Jr., e filho do ex-governador Lomanto Jr. Lomanto fez parte do grupo que almoçou ontem com Geddel e a imprensa, no restaurante Barbacoa, que incluiu os candidatos ao Senado Edvaldo Brito (PTB) e César Borges (PR), e o candidato a vice Edmundo Pereira (PMDB), atual vice-governador do Estado.

Novo governador terá de resolver problema de falta de água em Boquira e região


Nenhum dos 21 mil habitantes do município de Boquira, na Bacia do Paramirim, sabe o que é abrir a torneira de suas casas e ser contemplado com água. Lá, a escassez já se incorporou à rotina dos moradores. Outras cidades do território, como Ibipitanga (15 mil moradores), também sofrem com o problema.

Em Boquira, consideram-se privilegiados aqueles que recebem água em suas casas durante algumas poucas horas, geralmente no início da manhã. Nesses horários de abundância, os moradores aproveitam para encher quantos baldes for possível, na incerteza de quando terão a chance novamente.

“Cada bairro tem um horário para chegar a água. Aqui vem às 6h, mas até agora (9h) não chegou”, queixa-se Cláudia Vieira Almeida, 54 anos.

Pior é a situação de quem precisa buscar água fora de casa porque p líquido não chega à sua residência. Espalhadas pelas ruas de paralelepípedo, existem tubulações que contemplam esses moradores. Muitos se aglomeram com seus baldes em longas filas,desde as 4h da madrugada. “Faz 20 dias que não tem uma gota em minha casa. Pagamos todo mês R$ 4,50 à Embasa, correspondente à nossa conta, mas cadê?”, ironiza Leandro dos Santos, 68 anos.

Propostas dos candidatos ao governo da BA para a região:

>>GEDDEL VIEIRA (PMDB)

Criar estrutura hídrica para revolucionar a agropecuária e intensificar a exploração mineral. Destaques: ampliar a Adutora do Zabumbão; construir novas adutoras e sistemas simplificados deabastecimento;eletrificação para toda população rural; parcerias com iniciativa privada para exploração das reservas minerais; intervenções na malha viária, a exemplo da ligação com o Médio São Francisco; implantação de saneamento; construir o Centro Regional de Especialidades Médicas.

>>PAULO SOUTO (DEM)

Desenvolver a agropecuária e agroindústria integradas, acompanhadas por qualificação e assistência técnica.

Os agricultores terão pontos de infraestrutura hídrica, adutoras, sistemas de irrigação, bemcomo5unidadesde recepção e resfriamento de leite, fábrica de ração, central de classificação e embalagens de ovos e unidade de beneficiamento de algodão.

Implementar ações para resolver o colapso de abastecimento de água em Macaúbas e Boquira,queconvivem com o racionamento.

>>LUIZ BASSUMA (PV)

Melhorar e ampliar o sistema de irrigação e tratamento da água por causa da salinidade.

Propor a exploração segura e sustentável de chumbo, visando gerar emprego para moradores da região de Boquira. Implantação do sistema de tratamento de esgoto em Macaúbas, ampliar o sistema de educação profissional, com referência a áreas como enfermageme contabilidade. Viabilizar uma Retran – Regional de trânsito para registrar documentação de carros. Revitalizar o Rio Paramirim.

>>MARCÃO (PSOL)

Priorizar o Programa de Saúde da Família e a Média Complexidade nos municípios, buscando parceria estadual, municipal e federal. Combater os desmatamentos urbanos e crimes ambientais praticados pela especulação imobiliária, a exemplo de Macaúbas. Priorizar soluções para os graves problemas de abastecimento de água, como é o exemplo de Boquira. Combater o desemprego com incentivos aos comércios locais, indústrias caseiras e sistemas humanizados de cooperativas.

>>JAQUES WAGNER (PT)

Intensificar o programa Água para Todos. Construção de frigorífico para gestão consorciada. Mais Programa de Saúde da Família, leitos, Samu, farmácia básica e investimentos nos hospitais do Rio do Pires, Ibipitanga e Paramirim. Mais vagas de educação profissional e construção e reforma deescolas.BA-156–atéaponte do Rio Paramirim. Mais assistência técnica e crédito rural para agricultura familiar.

Atração de empresas de mineração para geração de emprego e renda.

Aguirre Peixoto, do A TARDE

Artigo: “O Deus da moda”

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De tempos em tempos o deus da religião evangélica muda, o que agora sobe na passarela e determina as novas tendências no mundo gospel é o deus da prosperidade. O Deus da simplicidade foi desprezado.

Porque o Deus da simplicidade foi desprezado? Porque nossa geração consumista não se curva diante da verdade de que aqueles que querem obter riquezas caem em muitos desejos descontrolados e nocivos. I Timóteo 6.9,10

Porque o Deus da simplicidade conhece o caráter maligno da riqueza e alerta sobre os problemas a ele relacionados. Em Mateus 13.22 Jesus adverte sobre o “engano das riquezas” Ele sabia o quão fácil é para o homem confiar nelas e pensar que tais riquezas representam as bênçãos de Deus.

O Deus da Prosperidade diz: Acumulem tesouros na terra! O Deus da simplicidade diz: “Não acumulem para vocês tesouros na terra”(Mateus 6.19). Nossa existência deve concentrar-se em acumular tesouros no céu (verso 20). Tudo o que estabelecemos como nosso tesouro termina por dominar toda a nossa vida: “Onde estiver o teu tesouro, aí estará a teu coração”. Todo o nosso pensamento estará voltado para o nosso tesouro e se este é de ordem material, então nosso coração não estará inclinado as coisas espirituais.

O Deus da Prosperidade diz: Assegure o seu futuro. O Deus da simplicidade sabe que não podemos assegurar nada, o futuro é instável e incerto. Não há garantias de que hoje ou amanhã estaremos vivos. Aqueles que vivem a teologia da simplicidade sabem que as aves dos céus e os lírios do campo são testemunhas de uma disposição no Reino de assegurar provisão adequada a tudo e a todos. E Jesus deixa claro que valemos mais que as aves e lírios campestres. Entao porque esta busca frenética por bens materiais?

O Deus da simplicidade adverte num tom grave: “Os que querem ficar ricos caem em tentação em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição”(I Timóteo 6.9). Tiago então é muito mais ameaçador ao se dirigir aqueles que possuem riquezas: “Ouçam agora vocês ricos! Chorem e lamentem-se, tendo em vista a desgraça que lhes sobrevirá. A riqueza de vocês apodrecerão e as traças corroerão as suas roupas. O ouro e a prata de vocês enferrujarão, e a ferrugem deles testemunhará contra vocês, como fogo lhes devorará a carne”. (Tiago 5.1-3)

Os novos pastores e apóstolos do deus da prosperidade não gostam da recomendação de Paulo quando afirma que o bispo não seja apegado ao dinheiro. (I Timóteo 3.3) O autor da carta aos Hebreus aconselha: Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês tem, porque Deus mesmo disse: “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei” (Hebreus 13.5). Os teólogos da prosperidade não confiam nesta promessa.

Os servos do Deus da simplicidade podiam afirmar sua fe nesta promessa de Hebreus. Hudson Taylor afirmou: Logo eu percebi que eu podia viver com muito menos do que eu pensava ser possível. Minha experiência era que quanto menos eu gastasse comigo e mais desse aos outros, mais plena de felicidade e bênção ficava a minha alma. David Livingston disse: Não dou valor a nada do que possuo, exceto em relação ao Reino de Deus.

Os adoradores do deus da Prosperidade não conseguem enxergar o paradoxo do Deus da simplicidade: A verdadeira auto-realização só e possível através da autonegação. A maneira mais garantida de deixar escapar a auto- realização e correr atrás dela: Quem acha a sua vida a perdera, e quem perde a vida por minha causa a ganhara. (Mateus 10.39)

O sábio Salomão resume bem em sua oração a teologia correta a respeito de Deus em relação aos bens deste mundo, quando pede a Deus que nem lhe de a pobreza nem a riqueza, ele esta pedindo simplicidade. Esse tipo de oração e respondida por Deus, ele despreza oraçoes feitas por coraçoes gananciosos.

“…não me dês nem a pobreza nem a riqueza; da-me o pão que me for necessário; para não suceder que estando eu farto, te negue e diga: Quem e o Senhor? Ou que empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus” (Provérbios 30.8b,9).

Tanto a riqueza quanto a pobreza tem as suas tentações, mas dois dois estágios, a tentacao das riquezas são mais cruéis e enganosas. É coisa rara ver homens que tem maiores vantagens visíveis serem muito zelosos por Deus.

A nova religião evangélica gerou a teologia da prosperidade e por isso a filha esta devorando a espiritualidade da mãe e há de carcomer, sob a forca da insaciabilidade que o amor ao dinheiro desperta, a restia de vida que ainda lhe corre nas veias. A alma é algo espiritual, as riquezas são de um extrato terreno, a busca pelo terreal há de devorar aquilo que é espiritual.

O Deus da simplicidade nos ensina que devemos por os bens em perspectiva. O espiritual e eterno são mais dignos do nosso tempo e atenção que o físico e temporal, elas parecerão poeiras se forem por nos consideradas num segundo plano. A teologia da prosperidade inverte esta ordem colocando as coisas que deveriam ser acrescentadas por Deus em primeiro plano, levando os adoradores de Mamom a cobiçarem estas coisas. E o que é pior, acreditam estar colocando assim Deus em primeirio lugar, ledo engano.

“Buscai pois em primeiro lugar o seu Reino e a sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentadas”

Porque os evangélicos aplaudem o deus da prosperidade na passarela da pos-modernidade? Porque a igreja se tornou como o mundo consumista. Mark Twain usou palavras para descrever a civilização consumista de seus dias, estas mesmas palavras podem ser aplicadas hoje a igreja neo-evangélica: Civilização e a multiplicação sem fim de necessidades desnecessárias.

Pense nisso!

Pr. Stenio Verde

www.stenioverde.com

Pedido e troca de orelhões devem ser feitos pelo 103 31

Egi Santana l A TARDE

Falta de orelhões, aparelhos sujos e quebrados. Estas são algumas das reclamações referentes aos telefones públicos que A TARDE recebe mensalmente. “O problema acaba afetando a vida da população, que fica impedida de usufruir do serviço”, afirma o leitor Thiago Silva, que enviou um e-mail à redação inconformado com a situação.

Segundo ele, em vários pontos da capital é possível ver orelhões danificados. A equipe de reportagem de A TARDE constatou o problema em telefones na Barra, Comércio e Estação da Lapa.

Ricardo Itonaga, gerente-geral de planejamento e contratações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), explica que o Plano Geral de Metas para a Universalização (PGMU) – que normatiza a telefonia no País – determina, “a princípio, que todas as solicitações envolvendo telefonia devem ser feitas  à concessionária responsável pela telefonia no Estado (na Bahia, a Oi)”.

Em nota divulgada pela assessoria de comunicação, a Oi informou que as solicitações de novos aparelhos, por exemplo, podem ser feitas mediante o envio de carta. No entanto, Itonaga esclarece que os pedidos de troca, manutenção e implantação de telefones devem ser feitos pelo telefone da Oi (103 31) e que a concessionária tem até oito horas, a partir da solicitação, para atender o consumidor, exceto em regiões distantes, onde o prazo pode chegar a até cinco dias.

José Mauro Castro Rodrigues, assessor-técnico da Anatel de Salvador, destaca que, quando as normas não são cumpridas, a Anatel pode ser acionada pelo telefone 133 ou presencialmente, na sede regional da Bahia, que fica no Caminho das Árvores, nº 822. O horário de atendimento é das 8h às 18h.

O PGMU normatiza que toda localidade com mais de 100 habitantes tem direito a pelo menos um telefone público ligado 24 horas e capaz de realizar chamadas nacionais e internacionais. Em regiões com mais de 300 habitantes, o plano estabelece a meta de três orelhões para cada grupo de mil pessoas.

A norma do PGMU também estabelece que pelo menos 2% dos aparelhos sejam adaptados para portadores de necessidades especiais. No caso dos deficientes visuais, o plano determina que todos os telefones públicos sejam adaptados com a tecla 5 em alto relevo indicando o centro do teclado e com os cartões telefônicos em braile, além da opção de, ao apertar a tecla # duas vezes, o usuário possa ouvir tons longos (dezenas) e tons curtos (unidades) para discar os números.

BAHIA: ESCOLAS PÚBLICAS ABAIXO DA MÉDIA NACIONAL



A média final das notas de 58% das 1918 escolas públicas baianas que tiveram alunos participantes do Enem foi superior à média de 450 pontos exigida por candidato para obter o certificado de conclusão do antigo segundo grau. Entretanto, o estado ficou abaixo da média nacional. Nos 26 estados mais o Distrito Federal, 75% das 16 mil escolas públicas, sejam elas municipais, estaduais ou federais, tiveram a média total do Enem superior a 450 pontos. No entanto, nem todas as escolas que tiveram alunos participantes do Enem 2009 tiveram a média divulgada. Isto acontece porque como Enem não é uma prova obrigatória, o cálculo das médias depende da adesão de um número suficiente de alunos. Enquanto na Bahia apenas 64% das escolas públicas com alunos participantes do Enem 2009 tiveram as notas divulgadas, nacionalmente essa média sobe para 79%. Na Bahia, se considerarmos apenas as escolas públicas que tiveram as notas divulgadas, o percentual de médias acima de 450 pontos sobe para 91%. Informações do Correio

Patrimônio do deputado João Bonfim cresce em R$ 1 milhão em apenas quatro anos

19-07-2010-11-08-351

“O registro de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral, revelou o “talento” do deputado estadual João Bonfim (PDT) à frente da administração dos seus bens pessoais. Em sua declaração, os valores quase que dobraram em relação à última eleição disputada pelo parlamentar. Os números mostram que o patrimônio do pedetista saltou de R$1.090.831,37 em 2006 para R$ 2.100.781,39 este ano, um crescimento de R$ 1.009.950,02, revelando que a parte mais substanciosa de seu patrimônio está sendo construída junto com a sua trajetória política.

Primo e principal aliado do prefeito de Brumado, Eduardo Vasconcelos (PSDB), o deputado João Bonfim é um desses fenômenos que merecem ser examinados de perto, porque começou modesto e conseguiu enriquecer ao mesmo tempo que se dedicava à política.

De acordo com a biografia do político, a sua vida foi iniciada atuando profissionalmente como um simples funcionário do Banco do Brasil, onde exerceu funções administrativas, entre 1973-1994. De outro lado, ao adentrar na vida publica a partir do ano de 1995, João Bonfim foi eleito deputado estadual em quatro ocasiões, além de ter
ocupado o cargo de vice-prefeito de Guanambi.

Como o pedetista conseguiu impulsionar tão bem seus negócios pessoais enquanto se entretinha em defender os interesses de seus eleitores?, Perguntam todos os que tomaram conhecimento de sua história de sucesso. Se não é banqueiro nem dono de poços de petróleo, este cidadão deve ser um mago das finanças, espantou-se um importante político ligado ao grupo do prefeito Eduardo Vasconcelos que pediu para que a sua identidade fosse preservada.

Já os analistas financeiros que foram consultados, ao confrontarem os dados da evolução patrimonial do parlamentar, concluíram que “para chegar aonde chegou, ele teria de ser uma versão brasileira do Warren Buffett.

Buffett ficou milionário em Wall Street, nos Estados Unidos, jogando dinheiro de uma ação para outra. Só fazia isso, catorze horas por dia. Os especialistas disseram ainda que, “um outro jeito de enriquecer assim tão depressa é saber usar informações privilegiadas ou beneficiar-se de cargos públicos para fazer bons negócios”.

fonte site pura politica

(Vanessa Barroso,

JUSTIÇA PROÍBE GREVE DE POLICIAIS CIVIS


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O juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Ricardo d´Avila, determinou que a paralisação dos policiais civis não deve extrapolar as 72 horas anunciadas inicialmente – a categoria planejava realizar uma assembléia na terça-feira (20) para definir o prolongamento do protesto. A Justiça ordenou ainda que o Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipoc) retire do site da instituição a convocação de paralisações. O descumprimento da ordem judicial tem como conseqüência a multa diária de R$100 mil. A insatisfação dos policiais civis se deve a uma portaria que altera a escala de serviço. Para o delegado geral da Polícia Civil, Joselito Bispo, o movimento é “abusivo e ilegal”. Ele chegou a ameaçar o corte do ponto dos policiais que aderissem à paralisação. “A Justiça entendeu a importância do trabalho dos nossos policiais e os propósitos da nossa instituição no sentido de garantir a segurança e o bem estar do cidadão”, classificou Joselito.

Líder do DEM ecoa Índio e liga PT as Farc e ao tráfico

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Divulgação

Num instante em que José Serra e o seu PSDB manuseiam panos quentes, o líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), levou as mãos ao galão de gasolina.

Filho de Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM, Paulinho, como o deputado é chamado por seus pares, saiu em defesa do vice de Serra.

Fez mais: reiterou os ataques que o colega Índio da Costa (DEM-RJ) dirigira ao PT. E lançou dúvidas sobre os pendores democráticos de Dilma Rousseff.

Paulo Bornhausen manifestou-se por meio de seu microblog. Ele ratificou a vinculação que Índio fizera entre o PT, a guerrilha colombiana e o tráfico de drogas.

Anotou: O “vice Índio falou o que todos já sabem: o PT tem ligações umbilicais com as Farc, que, por sua vez, vive do narcotráfico. O que falta é a Justiça agir!”

Noutra nota, Bornhausen fez uma analogia entre o petismo, a candidata de Lula e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Escreveu: “O PT e Dilma odeiam o tal ‘Estado de Direito’. Gostam mesmo é do controle social da mídia e de coibir os órgãos fiscalizadores. Xô, chavismo!”

Mais adiante, retomou a linha inaugurada por Índio. Disse que, além de ser “aliado das Farc”, o PT acolheu um membro da guerrilha no Brasil.

Recordou: “Deu asilo ao Olivério Medina, porta-voz das Farc, e empregou a mulher dele no Planalto”.

Acrescentou: “A turma da patrulha petista está a todo vapor. O medo de perder a boquinha é grande. Não adianta chorar. Serra/Indio: o Brasil pode mais!”

Curiosamente, o timbre empregado por Bornhausen destoa até do tom moderado que Rodrigo Maia (RJ), presidente do DEM, decidiu empregar.

“Não dá para cravar que o PT tenha relação com as Farc”, disse Rodrigo. O pai dele, Cesar Maia, ex-prefeito do Rio e mentor de Índio, também optou pela moderação.

Em vez de endossar as declarações de Índio, Cesar Maia preferiu interpretar as acusações do pupilo, atenuando-as: “Creio que ele queria ter dito ‘pessoas do PT’…”

“…O PT como partido –e pela sua diversidade, especialmente pela hegemonia do sindicalismo— não tem essa ligação” com as Farc e o narcotráfico.

José Serra evitou desaprovar Índio em público. Numa aparição que fez neste domingo (18), foi crivado de perguntas sobre o tema. Abespinhado, silenciou.

Em privado, porém, Serra considerou inadequadas as declarações de seu vice. Avaliou que destoaram do discurso que pretende esgrimir na campanha.

Para desassossego do tucanato, as palavras ácidas de Paulo Bornhausen foram à web no momento em que Serra se prepara para visitar o Estado dele, Santa Catarina.

Pinheiro terá que mudar, se quiser chegar ao Senado

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O senador César Borges é daqueles políticos que preferem apresentar propostas e debater ideias a tecer meras críticas a seus adversários. Terminando seu primeiro mandato como senador, ele, que já foi governador e vice-governador da Bahia na era ACM, diz que a população do Estado terá a possibilidade de atestar ou não seu mandato. Presidente estadual do PR, César diz que a gestão Wagner não correspondeu às expectativas e diz que das candidaturas postas, a de Geddel é a única que possui condições reais de crescer.

Formado em Engenharia Civil pela Ufba, ele fala sobre a amizade e gratidão ao senador Antonio Carlos Magalhães e sobre o fim do carlismo, personificado na figura do ex-senador. Quando questionado sobre o clima de animosidade com o ex-governador Otto Alencar, César chega a falar em “recalques do passado”.

Nessa entrevista à Tribuna da Bahia, o senador fala do período em que foi cortejado pelo PT, pelo DEM e PMDB (inclusive, da relação com o governador Jaques Wagner). Já sobre o candidato Walter Pinheiro, que disse recentemente que os senadores da Bahia tinham um fraco desempenho, disparou que se o petista quisesse, de fato, chegar ao Senado, teria que começar mudando o comportamento atual.

“Não será de forma rancorosa, nem sendo o escudeiro do governador que ele chegará a lugar algum”. E diz ainda que a carapuça não lhe serviu, pois possui muito trabalho a mostrar aos baianos. César acredita também que a eleição só será definida nos últimos dias da campanha, sob forte influência da propaganda eleitoral do rádio e televisão.

Tribuna da Bahia – A sensação que se tem é que a campanha ainda não engrenou. A forma e a dinâmica da eleição mudaram?
César Borges –
Você tem que distinguir o tipo de campanha. A campanha majoritária, sem sombra de dúvidas, passou a depender do rádio e da televisão. Hoje, há uma difusão completa nesses dois tipos de veículos. O rádio e a tevê alcançam quase toda a população, de forma instantânea. Aquele método tradicional de comício e reuniões existe, mas não com a força e repercussão que tem a propaganda eleitoral gratuita, que só vai ser iniciada no mês de agosto. Por isso, não tenho dúvida que a eleição será definida a partir da propaganda eleitoral gratuita.

TB – O DEM está enfraquecido? Geddel vai conseguir passar Souto e ir para o segundo turno?
César –
Eu acredito na candidatura de Geddel Vieira Lima. Eu vejo esta candidatura com estruturação para crescer. Inclusive, eu acho que das candidaturas postas, aquela que possui mais condições de crescimento é a do PMDB. Primeiro, porque um é o governador do estado e vinha com uma propaganda muito forte, que ocupava espaço com outdoors triplos, ocupava rádio, televisão, com propaganda pesada, feita com recursos públicos que passavam dos R$100 milhões. Segundo, a candidatura democrata tem à frente uma pessoa que está disputando pela quinta vez um cargo majoritário. E Geddel é um nome que representa o novo. Então, a projeção de Geddel e do PMDB a um nível maior no estado se deu a partir do momento em que ele foi ministro da Integração Nacional e pode fazer um trabalho de destaque, beneficiando a Bahia inteira. Então, eu vejo que é um candidato que tem pista para decolar. Eu acredito que Geddel vai ter posição de destaque na eleição.

TB – Ele vai passar Paulo Souto?
César –
Eu não quero dizer que vai passar A ou B, quero dizer que, ou ele (Geddel) ganha ou vai estar no segundo turno muito bem.

TB – O senhor acredita que o carlismo acabou com a morte do ex-senador Antonio Carlos Magalhães?
César –
O carlismo, para mim, existia com a presença do senador Antonio Carlos Magalhães. O carlismo não era um movimento ideológico ou institucionalizado. Era a presença do senador Antonio Carlos, que agregava em torno dele lideranças políticas de vários setores, naipes e cores, uns mais próximos, outros menos. Claro que dentro deste movimento existiam também aqueles que faziam até um contraponto, achavam que era excessiva a participação do senador. Na medida em que você não tem a presença dele, ficaram os amigos, aqueles que têm por ele uma reverência, um homem que teve um espírito público e se devotou pela Bahia. Eu sou um deles. Sempre eu direi que todo o meu aprendizado com o senador ACM foi um aprendizado rico, e sou grato ao período em que nós participamos juntos. Entretanto, agora, a situação política ficou diversa. As pessoas que faziam parte daquele grupo se reposicionaram. Não houve, assim, uma continuidade daquele grupo político.

TB – Há quem diga que a chapa que tem menos carlistas é a do DEM…
César –
Agora cada um vai se posicionar diante dos novos fatos políticos. Essa questão de que “a chapa tem menos carlistas” é que, aqui na Bahia, se procura caracterizar as pessoas. Então, havia o carlismo, o anticarlismo, e dentro do carlismo você tinha o carlista puro- sangue. Então, isso muitas vezes é que se caracteriza que há menos carlistas na chapa de Paulo Souto. Mas eu acho que não é uma questão do carlismo ou não. Aí é uma questão de quem tinha mais proximidade com o senador, que o aceitava como uma liderança, e aqueles que não o aceitavam como uma liderança. Hoje, eu vejo que alguns até se arvoram em defensores do legado de Antonio Carlos e que, na verdade, quando ele era vivo, faziam até uma certa oposição a ele dentro do próprio grupo.

TB – Por que esse clima de animosidade entre o senhor e o ex-governador Otto Alencar?
César –
Eu tenho notado que o Otto Alencar tem procurado entrar num clima de conflito. Eu fico imaginando que tanto ele quanto Walter Pinheiro têm se arvorado em ser escudeiros do governador, uma vontade de prestar serviços ao PT e ao governo. Eu tenho me colocado em outra posição. Acho que a questão política e o debate das ideias não passam por aí. Passa por discutir a Bahia de hoje e a Bahia de amanhã, a que nós queremos. Então, eu não vou entrar nesse clima nem com A nem com B.

TB – Seriam problemas do passado, já que ele foi seu vice?
César –
Eu fico a compreender certas coisas. Se alguém guarda recalques do passado, porque eu fui governador da Bahia, tive minha posição sempre correta, reconhecida politicamente pela sociedade, minha relação com o senador Antonio Carlos. Por exemplo, houve uma espécie de reação muito forte quando eu cheguei ao PR, como presidente, comandada pelo conselheiro Otto Alencar, que era conselheiro do Tribunal de Contas e comandou essa reação interna no PR, procurando desestabilizar a minha presidência. Isso aí, quem tem que explicar, na verdade, não sou eu. Essas questões são intimas de cada um, profundas de suas idiossincrasias, seus recalques internos. Isso tem que cada um explicar, porque eu não tenho isso aí. Acho que o povo baiano me deu tudo que eu pude requerer na vida pública. Fui governador, estou no Senado. Acho que o reconhecimento do meu trabalho, inclusive até pouco tempo todas as forças políticas me desejavam, todas me cortejam e hoje passam a ser oposição diferente. Então, são críticas sem fundamentos, não são sinceras e coerentes com a posição de pouco tempo atrás, quando os jornais estampavam que eu era desejado para estar compondo a chapa, seja do governador, seja do DEM. Então, a população assistiu e fará seu julgamento.

TB – Pinheiro disse recentemente que os senadores da Bahia tinham um fraco desempenho. Isso o incomodou?
César –
Tenho respeito por todos os políticos, inclusive pelo deputado Walter Pinheiro, mas acho que se ele tem vontade de chagar ao Senado, tem que mudar um pouco. Não será de forma rancorosa, nem sendo o escudeiro do governador (aquele que vai bater no lugar do governador), que ele chegará a lugar algum. Até porque, o Senado não tem esse nível de posição. Ele usa termos que não são adequados. Waldir Pires, por exemplo, não usaria esses termos, porque ele tem outro tipo de padrão. Então, eu acho que o Walter tem que se adequar. No momento que ele tenta fazer essa crítica, para mim é uma crítica fraca, sem fundamento. Essa carapuça não cai em mim. Porque eu sou um senador que tem destaque e reconhecimento dos meus pares, da sociedade baiana e brasileira e, inclusive, dos pares do PT que compõem a base aliada no Senado Federal e nos ministérios. Os ministros reconhecem o meu trabalho, a importância, minhas relatorias. Então, não é comigo. Agora, ele tem que detalhar e nominar quem são os dois senadores, porque a carapuça não caiu em mim.

TB – Líder nas pesquisas, o senhor acredita que vai vencer? Há chances reais para isso?
César –
Pesquisa não define eleição. Pesquisa é um indicador de momento. Eu estando hoje na liderança das pesquisas, eu diria de forma bastante confortável, acho que é fruto de um trabalho desenvolvido no Senado, e fico muito mais satisfeito pelo reconhecimento da população ao meu trabalho. Agora, a eleição é algo que vai se definir na campanha eleitoral. Então, eu tenho que fazer o meu trabalho da melhor forma, agora no campo da campanha eleitoral, que é o que nós estamos fazendo e que vamos desaguar na campanha gratuita de rádio e televisão nas eleições de 3 de outubro.

TB – Como ex-governador, qual a avaliação do governo Wagner?
César –
Acho que é um governo que traçou uma perspectiva de desenvolvimento e melhorias para o estado da Bahia e de modificações, que não aconteceram. Acho que a Bahia, por exemplo, não avançou na Infraestrutura, porque a construção de uma sociedade e de um estado é uma tarefa permanente de cada um. Então, quando o governador faz a sua parcela, a gente avança; quando não faz, fica um passivo que você tem que recuperar. Então, nós temos que sempre sermos ativos e avançar sobre o que nós encontramos. Então, o governador Wagner encontrou uma base que, diferentemente do que ele chama de herança maldita, era uma base muito boa para continuar o desenvolvimento do estado. Em todos os aspectos, eu falo aspectos sócios e aspectos econômicos. Porque, nos aspectos econômicos, a Bahia é a sexta maior economia. A Bahia representava, há pouco tempo, 35% da economia do Nordeste, mas hoje ela está reduzindo. A Bahia representa mais de 50% das exportações, e tudo isso foi conseguido de um trabalho árduo feito no passado. A conquista da Ford é um grande exemplo, o Polo Petroquímico é outro grande exemplo. Então, nada disso foi conseguido no atual governo. Então, era preciso dar continuidade e em quais setores? Em alguns setores como a infraestrutura, o setor portuário, o setor aeroportuário (a Bahia tem 60 aeroportos, mas 20 estão interditados).

TB – O que deixou de ser feito?
César –
É preciso se ampliar o Aeroporto de Salvador, é preciso que se repense a infraestrutura baiana. A Ferrovia Oeste-Leste é um grande projeto, mas lamentavelmente continua tendo problemas ainda para ser efetivado. E veja que estou falando de obras estruturantes, inclusive de responsabilidade do governo federal. O governador se arvora muito amigo do presidente (Lula), mas não utiliza essa amizade para o uso da Bahia, que eu acho que essas obras estruturantes deviam colocar a Bahia sempre no papel de líder do Nordeste brasileiro. Eu não tenho nada contra o desenvolvimento de Pernambuco e Ceará, mas a posição relativa da Bahia, nesse quadro, é que nós perdemos posição.

TB – Após a desistência de ir para a chapa do PT, como ficou sua relação com o governador Jaques Wagner?
César –
É uma relação normal e civilizada. Não há dificuldade. Eu só acho que, quando se fala quase, na verdade aí é uma expressão muito forçada. Porque esse quase poderia estar até na cabeça do governador, como, aliás, ele declarou, à véspera da solução, de que estava certo comigo, mas não estava com o meu partido. Na minha visão, e eu disse isso claramente ao governador, nunca essa questão esteve resolvida. E até é bom que se frise, eu nunca tive uma iniciativa de procurar o governador para qualquer tipo de conversa ou entendimento. A iniciativa partiu dele em me procurar. E como eu acho que, na política, o diálogo é sempre um bom caminho, que nunca deve ser desprezado, não me furtei a ter esse diálogo. Mas nunca considerei a situação quase resolvida; considerei que havia conversa, mas que não era situação fácil de resolver.

TB – O senhor apoia a candidata do PT, Dilma Rousseff. Acredita que ela sustentará o debate direto com Serra?
César –
Eu não tenho dúvida disso. Já tive algumas oportunidades junto com a candidata Dilma Rousseff e vi a sua competência em todos os assuntos. Ela é estudiosa, ela domina, ela tem capacidade de entendimento. Já participei de algumas audiências públicas em que ela esteve presente e ela se saiu muito bem no Senado Federal. Ela é técnica, mas também é política. Porque tem político de vários matizes e você faz política de várias formas. Um tem o gosto mais para o popular, outro tem frases bombásticas e há outros que têm um estilo mais moderado para colocar as suas posições. Isso é do estilo de cada um. Mas isso não é deficiência. Acho que as pessoas têm que ser honestas com os seus estilos.

TB – Sobre as chantagens contra a Ademi. Há muita coisa a ser esclarecida?
César –
Essa questão da chantagem foi explicitada numa carta da Ademi, assinada, que eu repercuti no Senado. Chantagem é crime e tem que ser apurado. O que eu acho é que os órgãos competentes citados têm a obrigação de investigar se está acontecendo ou não este tipo de chantagem através de ações judiciais promovidas, muitas vezes, para que amanhã apareçam condições de executar uma chantagem. Agora, eu tenho defendido a indústria de construção civil na Bahia, pela sua capacidade de geração de emprego. Fiz discursos no Senado dizendo que é prejudicial manter uma insegurança jurídica com relação à ocupação dos espaços urbanos, sem saber quem é que tem a autoridade sobra a ocupação. É a prefeitura municipal, é o governo do estado, é o governo federal, através do Ibama? É o Ministério Público Federal ou Estadual? Então, fica o envolvimento de muitos setores, o que traz uma insegurança jurídica, porque na hora que você vai fazer um empreendimento, o banco vai financiar esse empreendimento, o consumidor vai adquirir um apartamento, ele quer segurança nessas relações. Nós estamos, através de legislação no Congresso, para resolver essa questão do conflito de competência sobre a área ambiental. A área sendo urbana, o Congresso vai definir que o ente federativo competente é o município e os outros órgãos poderão opinar.

Colaborou: Evandro Matos

Osvaldo Lyra – Editor de Política

Inf.Tribuna da Bahia

José Serra afirma que segurança pública “piorou muito” na Bahia

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O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, chegou a Itabuna (429 km de Salvador), no começo da tarde deste sábado, 17, com mais de duas horas de atraso em relação à previsão inicial. O político foi recebido na Avenida Cinquentenário, centro da cidade, por cerca de 100 correligionários e populares com faixas, bandeiras e carros de som. Serra driblou a imprensa ao inverter a agenda que havia sido divulgada anteriormente e que previa uma visita a Ilhéus (465 km de Salvador) e, em seguida, a Itabuna.

Junto a Serra estavam presentes o candidato ao governo do estado pelo DEM, Paulo Souto, vários candidatos a deputado e cerca de 200 militantes do PSDB, DEM, e PPS.
Candidato do PSDB à presidência da República faz corpo a corpo com eleitores

Esta foi a primeira visita de Serra à Bahia depois de ter sua candidatura à Presidência da República homologada oficialmente. Ele passou uma hora cumprimentando pessoas, abraçando-as e tirando fotos, em meio a grande tumulto. O candidato também parou várias vezes para entrar em lojas.

Durante a caminhada, o candidato à presidência tocou numa questão problemática do estado: a segurança pública. “Aqui na Bahia, o quadro de segurança tem piorado muito, e eu quero criar o Ministério da Segurança Pública precisamente para ter uma união nacional na luta pela segurança das famílias”. Serra comentou também que o enfrentamento do contrabando de armas e drogas é uma tarefa exclusiva do Governo Federal.

Outro assunto na pauta de sua visita é a crise cacaueira no sul da Bahia. Serra prometeu enfrentar e resolver o problema num prazo de cinco anos. “Vamos enfrentar a situação num período de 5 anos, que é o tempo que a árvore do cacau leva para se desenvolver”. Ele deixou a Avenida Centenário por volta de 13h30 e seguiu para a vizinha cidade de Ilhéus (a 35km de Itabuna), onde deve visitar bairros carentes.

Em Ilhéus, Serra tem como principal compromisso uma reunião com empresários da indústria do cacau. Está programada a entrega de um documento para o político com propostas de renegociação das dívidas cacaueiras e melhorias na produção.

Supresa – O candidato foi aguardado no aeroporto de Ilhéus, desde o começo da manhã, por jornalistas que tinham a informação que o voo trazendo o político chegaria às 10h30, mas surpreendeu a todos ao seguir direto para Itabuna.

* Com informações de Biaggio Talento | A Tarde.

solução para construção do primeiro trecho da Ferrovia de Integração Leste-Oeste, já foi confirmada

Ferrovia-Leste-Oeste_site

O senador César Borges (PR-BA) afirmou que confia na solução definitiva para que comece a construção do primeiro trecho da Ferrovia de Integração Leste-Oeste (FIOL), ao ver confirmada hoje, com a publicação da nova data de 18 de agosto para a abertura da concorrência da obra, a informação que recebeu do presidente da Valec Engenharia, José Francisco das Neves, no início da semana. “As informações do presidente da Valec me deixaram confiante de que todos os obstáculos serão removidos”, afirmou. Na conversa, o senador renovou sua disposição para dar apoio político ao esforço de iniciar a obra. “Venho acompanhando desde 2008 a questão, quando consegui suprimir no Senado uma emenda aprovada na Câmara que tirava o trajeto da ferrovia na Bahia, e sei que os problemas agora são menores”, afirmou. A Valec Engenharia, Construções e Ferrovias é uma empresa pública, vinculada ao Ministério dos Transportes, com a função de construção e exploração de infra-estrutura ferroviária.