A Gente diz

Política : O legado de ACM ainda é referência para alguns políticos da Bahia

O legado de ACM nos dá muito orgulho. Ele sempre defendeu a Bahia

Osvaldo Lyra – Editor de Política

O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) aceitou, na última semana, a difícil missão de disputar o Senado na chapa do ex-governador Paulo Souto. Tentando mostrar otimismo, ele fala da chance (remota, segundo as últimas pesquisas eleitorais) do democrata vencer a eleição no primeiro turno. Na visão de Aleluia, o governo Wagner pode ser avaliado como “morno” que “anda em passos muito lentos”. Para ele, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, não representa ameaça na disputa ao Palácio de Ondina.

“A população vai avaliar os dois (Wagner e Geddel) da mesma forma, pois eles estiveram juntos por um longo tempo”. Nesta entrevista concedida à Tribuna da Bahia, Aleluia se apega no legado deixado pelo ex-senador Antonio Carlos Magalhães e diz ter condições de renovar “as forças da voz da Bahia no Senado Federal, que sofre hoje com a falta da voz firme do senador ACM”. O democrata negou ainda que a candidatura do DEM-PSDB baiano esteja enfrentado dificuldades para decolar.

Já sobre a possibilidade de barrar a influência do presidente Lula na campanha, o deputado diz que o presidente não será candidato e que as pessoas vão priorizar a bagagem, a capacidade de realização dos candidatos.

Já sobre a candidata Dilma Rousseff, do PT, Aleluia diz que ela é “uma invenção, uma criação artificial. Apenas um produto do marketing”, que não consegue sequer partir para o debate. Cumprindo o quinto mandato e há 16 anos se mantendo entre os parlamentares mais influentes do Congresso, de acordo com o Diap, Aleluia vê o desafio com otimismo.

Tribuna da Bahia – Primeiro especulado para vice de Serra. Agora é o candidato ao Senado de Souto. O que o senhor agrega à chapa DEM-PSDB?
José Carlos Aleluia –
A chapa é encabeçada pelo ex-governador Paulo Souto (DEM), que já exerceu o cargo por dois mandatos, tendo sua história pública sempre respeitada e bem avaliada pelos baianos. Há o ex-governador e ex-prefeito de Guanambi, Nilo Coelho (PSDB), e o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, muito bem avaliados também. Eu sou deputado federal, tive uma vida extensa como diretor da Coelba, como presidente da maior empresa pública do Nordeste, a Chesf, onde pude prestar muitos serviços ao estado. Conclui a construção da Usina de Itaparica, fiz uma parte grande da Usina de Xingó. Estou cumprindo o meu quinto mandato e há 16 anos estou entre os mais bem avaliados e influentes do Congresso, de acordo com o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar).

TB – Mas o que mais pesou na escolha para o Senado?
Aleluia –
A capacidade de articulação contou bastante. Sempre fui uma pessoa que conversa com todos do meu partido, tenho uma relação boa com outros partidos também. Tanto é que fui líder do DEM na Câmara e fui líder da oposição. Pesou ainda o fato de entender que uma das funções do congressista é fiscalizar o governo, não só dizer amém. Aquilo não é uma igreja para se rezar e dizer amém, é uma Casa parlamentar para se criticar. Eu critico e elogio o que acho certo. Várias vezes eu votei com o governo. Quando está certo, subo na tribuna e defendo. Entendo que o Brasil pode muito mais e não farei uma campanha diferente do que sou. E sou um defensor intransigente do meu estado, daqueles que represento. Inclusive, acredito que tenho condições de renovar as forças da voz da Bahia no Senado da República, que sofre hoje com a falta da voz firme do senador Antonio Carlos Magalhães, que foi um grande homem público.

TB – De onde partiu a indicação do seu nome para compor a chapa?
Aleluia –
Meu nome surgiu de forma consensual, com o apoio de todos que integram o Democratas e o PSDB. Tanto é que o senador ACM Júnior, que é um grande senador, homem experiente, professor universitário, não podendo concorrer à reeleição, embora sendo muito bem avaliado, concordou em ser o primeiro suplente da chapa. A minha candidatura veio para fechar uma chapa que é muito boa e competitiva.

TB – Sua candidatura a deputado federal estava aparentemente garantida. Não é um risco alto demais a tentativa ao Senado, já que estamos diante de um cenário novo, com tantos candidatos fortes?
Aleluia –
Eu sou otimista. Acho que a Bahia vai avaliar com muita serenidade, e vamos ter os programas eleitorais para apresentar as propostas de cada um. Os baianos vão escolher quem melhor for representá-los. Não existe essa história de eleição tranquila para ninguém. Todos os candidatos vão apresentar o seu perfil, a sua visão de futuro da Bahia e do Brasil. Tenho convicção da minha capacidade de defender o meu estado. Eu já disse e vou repetir: uma das coisas que não se pode aceitar de um senador é que ele seja eleito e chegue a Brasília para ficar do lado do partido, quando este estiver em conflito com os interesses do seu estado. Se meu partido tiver qualquer conflito com a Bahia, eu ficarei com o estado da Bahia. Acho que sou uma opção para que o estado volte a desfrutar de uma posição de liderança do Nordeste, de respeito, em toda a Federação.

TB – Qual a chance de Paulo Souto ir para o segundo turno, e, se for, com quem?
Aleluia –
E se tiver segundo turno, porque nós podemos ganhar no primeiro turno tal a aceitação da nossa chapa. Tenho certeza que Paulo Souto estará em primeiro lugar e, provavelmente, o outro concorrente será o atual governador Jaques Wagner.

TB – Como o senhor avalia o governo Jaques Wagner?
Aleluia –
É um governo morno, que não tem o senso da urgência do que a sociedade pede. É um governo que anda em passos muito lentos. É um governo que, embora tivesse uma aliança com o presidente da República, não desfrutou disso. Deixou Pernambuco chegar primeiro, deixou o Ceará chegar primeiro. Até a ponte que liga Juazeiro a Petrolina foi duplicada do lado de Pernambuco e não do lado da Bahia. Tanto que alguns a chamam de ponte “picolé”, ficou o sorvete do lado de lá e o palito do lado da Bahia. O governo perdeu todas as disputas. Agora, por exemplo, está sendo estudada a construção de uma hidrelétrica em Riacho Seco, no município de Curaçá, que faz fronteira com Pernambuco, e os pernambucanos estão discutindo, avaliando qual o ganho com os impostos. Pernambuco tem atraído tudo e a Bahia tem perdido todas as apostas. O estado não se desloca, não procura e não apresenta projetos. Portanto, é um governo morno, são quatro anos sem resultados. Eu ando pelo estado todo e só o que vejo são propagandas, e um governo não pode viver só de peças publicitárias.

TB – O ex-ministro Geddel Vieira Lima chega a representar alguma ameaça?
Aleluia –
O ex-ministro Geddel continua com Wagner, pois eles são do mesmo governo. O povo vai avaliar os dois da mesma forma, estiveram juntos por longo tempo. O Geddel foi responsável por setores importantes da gestão estadual, como a infraestrutura, e também não tem realizações significativas na Bahia. Portanto, a disputa deve ficar entre Paulo Souto, que ficará em primeiro lugar ou ganhará no segundo turno, e Jaques Wagner.

TB – Qual será o diferencial da majoritária DEM/PSDB? O que vocês vão levar para as ruas este ano para convencer o eleitorado?
Aleluia –
A capacidade para realizar o futuro, para combater a violência, para dar saúde pública para quase a totalidade da população. Precisamos ter capacidade para dar escola pública de qualidade, de oferecer serviços públicos com dignidade tanto para quem usa o serviço quanto para quem o presta, o servidor, que foi um aliado na eleição do governador e hoje é adversário, porque foi enganado.

TB – Há a sensação de que a candidatura do DEM-PSDB baiano não foi colocada efetivamente na rua, que falta articulação e, principalmente, empenho. O senhor concorda com essa tese?
Aleluia –
Não concordo. Não colocamos a campanha na rua porque cumprimos a lei. No desfile de 2 de Julho, por exemplo, qualquer pessoa pôde observar. A lei não permite a propaganda de partidos políticos, no entanto, o governo usou todo o dinheiro público para fazer propaganda, e alguns partidos chegaram a fazer camisetas, balões com os nomes dos partidos. Nós não fizemos isto porque não é permitido pela lei. Isto é outra característica da nossa chapa, cumprimos a lei, faremos com que as leis sejam respeitadas, não roubar e não deixar roubar.

TB – E o capital político do ex-senador Antonio Carlos Magalhães, quem vai herdar?
Aleluia –
O senador ACM está na nossa chapa, está representado pelo seu filho, ACM Júnior, e nós dizemos isto com muito orgulho, nós o queríamos como candidato ao Senado. Aliás, este foi um dos motivos que nos fez não decidir antes. Ele é qualificado, tem história e tem amor à Bahia, ele demonstrou tudo isso ao aceitar ser suplente. Então, o legado de ACM nos dá muito orgulho, pois ele sempre defendeu a Bahia, colocou o estado sempre em primeiro lugar. Evidentemente que tudo na vida tem que ser repaginado, tem que ser redesenhado, mas não se abandona o que deu certo.

TB – Muitos dizem que o carlismo acabou com a morte do senador ACM. O que teve saldo positivo e negativo do período em que a Bahia viveu sob sua liderança?
Aleluia –
O saldo é extremamente positivo, tanto que as pessoas percebem que houve uma parada, por isso que o governo Wagner é tido como um governo morno. Um governo que pretende resolver tudo com a politicagem acabou esquecendo de engrenar. Um governo que aparelhou com os políticos e com os aliados partidários toda a maquina pública, desprestigiou o servidor público e desorganizou a máquina. Nós temos uma história distinta, de respeito ao funcionário, de respeito à hierarquia do servidor público, de respeito ao funcionário de carreira. Eu fui funcionário de carreira na Coelba, no tempo em que era estatal, e progredi sem nenhuma ligação política da minha família. Fui professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) por concurso. Esta é a Bahia que nós queremos. A Bahia em que todos os baianos tenham oportunidades, não é a Bahia em que é preciso se filiar a um partido para poder ter oportunidade.

TB – Falando sobre sucessão presidencial. Ficou alguma aresta entre o DEM e o PSDB após a escolha de Índio da Costa para vice de Serra?
Aleluia –
A escolha de Índio da Costa foi extremamente feliz, sobretudo porque ele representa a juventude. No dia seguinte à sua indicação, ele criou uma frase, que considero de impacto. Ele, como jovem, disse que iria pintar o rosto quando elegesse Serra presidente. Então só ele, daquela idade, poderia dizer aquilo, daquele jeito.

TB – Mas o senhor não nutria expectativa de ser vice de Serra, sendo preterido pelo deputado carioca?
Aleluia –
Eu resolvi ser senador antes da escolha. Nunca fui formalmente convidado e nunca fiz campanha para isto. Estava à disposição do partido, como estava para ser candidato ao Senado, totalmente desprendido. Tanto é que só agora lançamos o nome para o Senado. Vou trabalhar para Serra, acho que é importante a eleição de Serra e Souto, acho fundamental para a Bahia e para o Brasil. Precisamos mudar a realidade pela qual nosso estado e nosso país passam hoje.

TB – A campanha será muito apertada no plano nacional. Será que vai ser possível barrar a influência de Lula na campanha na Bahia?
Aleluia –
O presidente Lula não é candidato. Existem candidatos que quando são conhecidos crescem nas pesquisas e outros que caem. É muito comum candidatos começarem lá em cima e, quando as pessoas descobrem quem efetivamente são, imediatamente despencam. Eu não tenho dúvidas de que quando as pessoas conhecerem melhor as propostas e as credenciais, que é a capacidade demonstrada de José Serra, ele vá crescer e vencer a eleição. Quando começarem a olhar a história de Dilma, vão ver que ela, enquanto candidata oficial do governo, não tem história política. Claro que foi feita uma maquiagem por marqueteiros, mas ela não se sustenta, tanto é que ela está fugindo dos debates como o diabo foge da cruz.

TB – Como é que o senhor define Dilma Rousseff?
Aleluia –
Como uma invenção, uma criação artificial. Apenas um produto do marketing, tanto é que ela não consegue debater. Numa democracia, não se imagina que quem está em uma disputa eleitoral fuja dos debates, e ela está fugindo do enfrentamento direto com o Serra.

TB – Qual a perspectiva para esta campanha na Bahia?
Aleluia –
Esperamos uma campanha limpa, onde sejam discutidas ideias para o futuro do estado, respondendo aos anseios da sociedade. Porque o povo quer educação e educação para emprego, o povo quer desenvolvimento, quer a presença do estado no interior. Quer a interiorização do governo. A Bahia é muito maior que só a região metropolitana. É preciso levar o governo ao Extremo Sul, ao Oeste, ao Norte, ao Nordeste. É preciso que o governo participe do Recôncavo, que saia de Salvador, tem que descentralizar as ações. O povo vai olhar quem é que pode lhe servir melhor, quem é que não cumpriu as promessas feitas há quatro anos, e que hoje não tem nada a apresentar.

Ayres Britto nega liminar a 3 políticos que tentavam escapar do Ficha Limpa

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do G1

Políticos de SC, MG e PR tentaram reverter lei que vetou suas candidaturas. Para vice-presidente do STF, só um colegiado poderia revogar as decisões.

O vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, negou na noite desta sexta-feira (2) três pedidos de liminar para suspender a Lei da Ficha Limpa. As medidas foram apresentadas pelo deputado federal João Pizzolatti (PP-SC), pelo ex-prefeito de Montes Claros (MG) Athos Avelino Pereira e o ex-vice-prefeito Sued Kennedy Parrela Botelho e pelo candidato a vereador paranaense Juarez Firmino de Souza Oliveira.

A Lei da ficha limpa veta a candidatura de políticos condenados crimes eleitorais por um colegiado de juízes. A norma foi aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 4 de junho. Também ficam inelegíveis aqueles que renunciaram para escapar da cassação e os cassados pela Justiça Eleitoral por irregularidades nas eleições de 2006.

Ayres Britto está no exercício da presidência da Suprema Corte e negou os pedidos alegando que não poderia suspender individualmente uma decisão tomada por um colegiado de juízes. O ministro afirma que “não está totalmente convencido” da possibilidade de concessão do efeito suspensivo por decisão monocrática, ao analisar uma decisão de colegiado.

“Se não é qualquer condenação judicial que torna um cidadão inelegível, mas unicamente aquela decretada por um ‘órgão colegiado’, apenas o órgão igualmente colegiado do tribunal ad quem [instância superior] é que pode suspender a inelegibilidade”, argumenta Ayres Britto em seu despacho.

A negativa de Britto aos pedidos de suspensão da lei da Ficha Limpa ocorre depois de colegas – ministro Dias Toffoli e ministro Gilmar Mendes – de Ayres Britto terem concedido duas sentenças favoráveis a políticos atingidos pela norma, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e a deputada estadual de Goiás, Isaura Lemos (PDT).

Casos

Ao negar o pedido do deputado federal catarinense João Pizzolatti (PP), Ayres Britto alegou que o parlamentar, condenado por improbidade administrativa, não foi penalizado pelo exercício de seu mandato, mas por ser sócio de uma empresa que teve um contrato com a Prefeitura de Pomerode (SC) considerado irregular pela Justiça.

O mesmo argumento foi utilizado por Britto no caso do ex-prefeito de Montes Claros (MG) Athos Avelino Pereira e do ex-vice-prefeito Sued Kennedy Parrela Botelho, condenados pela Justiça Eleitoral de Minas.

Já para Juarez Firmino de Souza Oliveira, condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, Ayres Britto afirmou que o Supremo não poderia suspender um recurso da Justiça Eleitoral. Oliveira teve suas contas de campanha para vereador de 2008 rejeitadas pelo Juízo Eleitoral da 66ª Zona de Maringá (PR). O TRE do estado extinguiu o recurso apresentado pelo candidato, que recorreu ao STF para garantir efeito suspensivo a recurso especial eleitoral contra a decisão do TRE, evitando a inelegibilidade.

Independência da Bahia

Nunes1-150x150Artigo:

Benjamin NUNES Pereira*

Benjamin Nunes é jornalista

Autoridade máxima para falar de Independência na Bahia chama-se Professor Doutor Luis Henrique Dias Tavares, que nasceu na cidade de Nazaré das Farinhas, Estado da Bahia, a 25 de janeiro de 1926 e que este ano fez 84 anos, depois de muito tempo de dedicação ao ensino de História, além de fecunda atividade como pesquisador e escritor, tendo publicado diversos livros com uma temática a respeito da Independência da Bahia, chegando a publicar uma das obras com um título bastante interessante A Independência do Brasil na Bahia. O professor Luis Henrique realizou pesquisas históricas no Public Record Office, Londres, Inglaterra, onde esteve fazendo seu Pós-Doutorado na University College London, aceito na condição de Fellow Professor University of London, quando concluiu no período de 1985 a 1986, na condição de Honorary Reserch Fellow. Nessa ocasião escreveu o livro Comércio Proibido de Escravos. Após a sua aposentadoria a Universidade Federal da Bahia conferiu-lhe o título de Professor Emérito. A entrega foi em 24 de julho de 1992.

Após este intróito sobre o Professor Luis Henrique, e por solicitação de meu filho Adriano que se encontra morando em Londres pediu-me para que escrevesse um pouco sobre a nossa História da Bahia, que as escolas da Bahia pouco falam, então imagine em outros estados, não sabendo que a conclusão da Independência do Brasil, só ocorreu após a Independência na Bahia.

Hoje, a cidade do Salvador e todo o recôncavo estão em festividades em homenagem ao dia 2 de Julho, é preciso que o interior se junte a capital e recôncavo para também comemorar que é bastante significativa para um povo que tem todo o direito de celebrar a referida data. Não tive o prazer de ler, mas se não me engano o Professor Argemiro Ribeiro de Souza Filho, mestre muito dedicado e inteligente que leciona em Conquista, na sua dissertação de mestrado faz referência da contribuição dos baianos interioranos, inclusive de Vitória da Conquista na Independência da Bahia.

Histórico de luta.

Pode-se afirmar que a data se traduz como um fato histórico de grande relevância para a Bahia e uma das mais importantes para a Nação, já que, mesmo com a declaração de independência do Brasil, que ocorreu em 1822, o País ainda tinha a necessidade de se livrar das tropas portuguesas que ainda continuavam entre nós em algumas províncias. Devido a sua importância, sobretudo para os baianos, todos os anos a Bahia festeja a data máxima que é o 2 de Julho. Tropas militares relembram a entrada do Exercito na cidade e uma serie de homenagens são feitas aos combatentes. Destaca-se que entre as comemorações que já aconteceram, a do ano de 1849 marcou presença um convidado bastante especial. O marechal Pedro Labatut, que liderou as tropas brasileiras nas primeiras ofensivas ao Exercito Português, participou do desfile, já bastante debilitado e sem recursos financeiros, mas com a felicidade de prestar uma grande homenagem as tropas das quais fez parte na época.

Em fevereiro de 1822, estourou na Bahia a guerra da Independência do Brasil. Sete meses depois, vendo que as lutas progrediam, Dom Pedro tomou a decisão de se pôr à frente do processo popular que acontecia nas terras baianas; combatentes de Pernambuco e outras regiões do Nordeste fizeram tudo para expulsar os portugueses.

Essa luta foi com a grande participação social. Tendo a frente personalidades heróicas famosas que viviam no anonimato e que morreram como: João das Botas, Visconde de Pirajá entre outros e mulheres no front como Maria Quitéria de Jesus Medeiros, na defesa da Barra de Paraguaçu, que se vestia de soldado do batalhão de voluntários do Príncipe e lutou em defesa do Brasil. A abadessa Joana Angélica que morreu na tentativa de impedir a entrada das tropas portuguesas no Convento da Lapa, onde havia alguns soldados brasileiros e Maria Felipa uma negra heroína da Bahia natural de Itaparica, mulher de coragem, beleza por porte físico exuberante, habilidade de capoeirista e trabalhadora marisqueira, que ainda não foi devidamente reconhecida na história da Independência da Bahia.

Em suma, o Dois de Julho deve ser entendido como a verdadeira Independência do Brasil do jugo português e deve ser resgatado e valorizado como um importante marco na história, não só da Bahia, mas do Brasil.

A Bahia foi o último foco da Independência. O significado da data 7 de Setembro que aconteceu em 1822, só foi realmente concretizado no 2 de Julho de 1823 na Bahia, quando da indignação dos brasileiros em continuar sob o domínio de Portugal. A insatisfação contra a Junta Provisória do Governo da Bahia era geral. No Recôncavo, principalmente as cidades de Cachoeira, São Felix entre outras, por meio do Coronel Joaquim Pires de Carvalho reuniu todo seu armamento e tropas e entregou o comando ao General Pedro Labatut, que organizou todo seu exército em duas brigadas, iniciando os combates.

Sob o comando geral do Cel. José Joaquim de Lima e Silva e com a força da Marinha Brasileira, os brasileiros avançaram sobre a cidade e o brigadeiro português, Ignácio Luiz Madeira de Mello, à frente das tropas portuguesas, se rendeu. O Exército Brasileiro consolidou o fim da ocupação portuguesa no Brasil.

*Benjamin Nunes Pereira é Diretor de Raça e Etnia do Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região, membro da Academia Conquistense de Letras e Casa da Cultura, Licenciado em História pela UESB de Vitória da Conquista Bahia. Com pós-graduação em programação e orçamento público, pela UFBA, pós- graduação em Antropologia com ênfase na cultura afro-brasileira pela UESB.

E-mail: [email protected]

2 de julho – a data que efetivamente consolidou a Independência do Brasil

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Os festejo em comemoração  a Independência da Bahia, praticamente só ocorre na   cidade do Salvador e com participação morna de algumas cidades do recôncavo que participam das  festividades em homenagem ao dia 2 de Julho, embora, a data seja reconhecida oficialmente, com um feriado, é preciso que o interior se junte a capital e recôncavo para também comemorar esta data que  significa para o povo baiano e brasileiro, uma das referencia mais importante para a concretização da independência do Brasil.

Entre os personagens históricos que tiveram papel importante no desfecho desse processo e se destacam como elementos fundamentais para o êxito da vitória alcançada e que toda a Bahia reverência. São: Maria Quitéria,Joana Angélica, Tambor Soledade, Corneteiro Lopes, Maria Felipa, Lorde Cocharne, Lima e Silva, Caboclo; representando as etnias dos índios, regros e brancos, João das Botas, General Labartut, Encourado de Pedrão, Antônio Rebouças, Estas figuras, ao vencer os portugueses na decisão histórica do dois de julho de 1823, consolidou, de fato, a decisão histórica do  7 de setembro de 1822, com o grito de Independência ou Morte. Pois, os Portugueses  ainda  queriam manter os privilégios da coroa no solo brasileiro segue fotos do cortejo e da festa mais importante da Bahia. O 2 de Julho.

ANJ orienta jornais sobre cobertura das eleições


A ANJ (Associação Nacional de Jornais) lançou na internet uma cartilha com orientações e sugestões para empresas da mídia impressa sobre a cobertura eleitoral e a publicação da propaganda de candidatos até o pleito nacional de outubro. Os veículos de comunicação impressos têm direitos e deveres diferentes das empresas de rádio e televisão, que funcionam sob regime de concessão pública. A cartilha da ANJ explica que os associados da entidade podem manifestar opiniões favoráveis às candidaturas em editoriais, desde que a conduta não configure abuso do poder econômico. Também recomenda que seja dado tratamento equânime aos políticos que tenham a mesma projeção eleitoral. O material está disponível no site http://www.anj.org.br/. O acesso ao arquivo pode ser feito após um clique no “banner” “Eleições 2010 – Orientações aos Associados”.(Folha)

Idéia de Wagner em chamar a Fonte Nova de “Lulão” irrita bancada do DEM na AL

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Política Livre

“Parece que os últimos resultados das pesquisas internas do PT ao governo estadual estão levando o governador Jaques Wagner a perder a cabeça”, afirmou hoje o deputado estadual Heraldo Rocha (DEM). Para o líder da oposição na Assembléia Legislativa, “só um surto de irracionalidade justifica comparar a ex-guerrilheira Dilma Rousseff à futura santa Irmã Dulce e agora propor a troca do nome oficial do estádio da Fonte Nova de Governador Otávio Mangabeira para Presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

“Será que o nosso atual governador ignora tanto assim a história da Bahia e não sabe quem foi o governador Otávio Mangabeira?”, indagou, destacando ter sido o baiano um personagem de grande importância não só para a história da Bahia, mas também do Brasil.

“Mangabeira foi um exemplo de homem público e democrata, um incansável combatente de ditaduras, diferente daquele a quem Jaques Wagner quer homenagear, que tanta simpatia tem demonstrado por ditadores contemporâneos, a exemplo de Hugo Chávez, Fidel Castro e o iraniano Mahmoud Ahmadinejad”, disse Heraldo Rocha.

A propósito: Será que o governador Jaques Wagner sabe que Otávio Mangabeira é o autor da célebre frase “Pense num absurdo, na Bahia tem precedente”?

Na avaliação da Fifa balanço da arbitragem na Copa é positivo

copa_mundoApesar de polêmicas em jogos de primeira fase e oitavas de final, entidade preferiu elogiar os árbitros do Mundia

Foto: Getty Images

Erro da arbitragem italiana em gol da Argentina revoltou a seleção mexicana

A atuação dos árbitros na Copa do Mundo da África do Sul foi considerada pela Fifa “favorável em um balanço geral”, apesar de graves erros que levaram o presidente da entidade, Joseph Blatter, a pedir perdão às Federações do México e da Inglaterra.

“Houve algumas decisões da arbitragem sobre as quais se falou muito”, reconheceu o porta-voz da Fifa, Nicolas Maingot, “mas é preciso olhar para trás e pensar em todas as decisões boas que tomaram, e com isso o balanço é favorável aos árbitros”, argumentou.

Blatter pediu perdão ao México pelo erro do árbitro italiano Roberto Rosetti, que validou um gol do argentino Carlos Tevez em posição de impedimento, e à Inglaterra pela falha do uruguaio Jorge Larrionda, que não validou um gol de Frank Lampard contra a Alemanha. Os dois árbitros estão entre os 11 que deixaram a Copa depois das oitavas de final por decisão da Fifa.

GEDDEL E WAGNER NÃO PODERÃO MOSTRAR DILMA

Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promete gerar sérios problemas para as campanhas do governador Jaques Wagner (PT) e do candidato do PMDB ao Governo, Geddel Vieira Lima. Em resposta a uma consulta do PPS, feita justamente para definir a posição do partido na Bahia, o TSE vetou, nesta terça-feira (29), o uso de imagem e voz de presidenciáveis em programas eleitorais de partidos que tenham coligações diferentes nas disputas nacionais e regionais. Ou seja: as coligações como a de Geddel, em que 6 partidos ou apóiam o presidenciável José Serra, ou possuem candidato próprio; e a de Wagner, com o apoio do PSL, que tem candidato à Presidência (Américo de Souza), não poderão utilizar, em seus programas, a imagem de Dilma Rousseff (PT), candidata que apóiam. Outro exemplo dos impedimentos que essa definição pode causar é o caso do Rio de Janeiro. No estado, o candidato ao governo pelo PV, Fernando Gabeira, tem aliança regional com o PSDB. Dessa forma, ele não poderá ter em sua propaganda a participação de Marina Silva (PV), nem do candidato tucano, José Serra. Relator da consulta, o corregedor-geral eleitoral, ministro Aldir Passarinho Junior, entendeu que a permissão contraria a lei eleitoral e poderia confundir o eleitor.

(Rafael Rodrigues)

DEPUTADA Marizete Pereira COMEMORA OBRA E CUTUCA GOVERNO

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Foto: Divulgação

A população de Brumado, no sudoeste do estado, será contemplada nesta quinta-feira (1º) com um pacote de inaugurações que foram reivindicadas pela principal representante da cidade na Assembleia Legislativa, a deputada Marizete Pereira (PMDB). O município passará a contar com Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), uma agência do SAC e uma nova praça, que é uma das intervenções mais aguardadas pelos moradores. A parlamentar comemorou a entrega das obras, mas nas sublinhas da nota emitida pela peemedebista fica clara uma leve alfinetada no Executivo estadual. Ela diz que são conquistas para o município, através de uma luta que começou no início do seu mandato e que “só agora serão inauguradas pelo governador”. A cutucada segue ao ser acrescentado que, independente de qualquer questão política, “o mais importante é que a minha cidade e os meus conterrâneos sejam beneficiados. Lembrar a todos que as obras reivindicadas pelo meu mandato fazem parte do meu compromisso em prestar conta de todos os meus atos e ações aos meus eleitores”.

PSDB desiste de Alvaro Dias na vice-presidência de Serra


Em reunião na casa do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), os tucanos resolveram desistir de colocar o senador tucano Alvaro Dias (PR) como vice do candidato do PSDB à presidência, José Serra. Na madrugada desta quarta-feira, tucanos e democratas foram avisados por telefone pelo senador Osmar Dias (PDT) de que ele concorreria ao governo do Paraná, o que, segundo uma liderança peessedebista, inviabilizou a defesa do nome de Alvaro para ocupar o posto. O presidente do DEM, o deputado Rodrigo Maia, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foram de Brasília a São Paulo para definir com Serra quem será o vice. A solução deve ser apresentada até esta quarta (30), data da convenção do Democratas, que deve ser estendida até que encontrem uma solução consensual entre os aliados. (Terra)

PESQUISA VOX POPULI CONFIRMA NÚMEROS DO IBOPE

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A nova pesquisa do instituto Vox Populi divulgada na tarde desta terça (29) confirma a tendência revelada na última semana pela consulta do Ibope. Tal qual houve anteriormente, a petista candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, aparece com 40% de intenções de voto em todo o Brasil contra 35% de José Serra (PSDB), seu principal candidato. Já Marina Silva tem 8% de preferência do público. O instituto revelou que os números aparecem na pesquisa estimulada, em que os candidatos são oferecidos para a escolha do público. Na consulta espontânea, quando cada entrevistado diz por sua própria vontade em quem pretende votar, Dilma tem 26%, contra 20 de Serra. Em comparação à ultima pesquisa do Vox Populi, a ex-ministra subiu 2%, enquanto o tucano manteve os 35%. A pesquisa foi feita de 24 a 26 de junho 2010 com 3.000 eleitores.

ACM JR DESCARTA DISPUTAR SENADO EM 2010

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Por meio de nota oficial, o senador ACM Jr. (DEM) descartou tentar a reeleição ao cargo no pleito de 2010. O herdeiro político de Antônio Carlos Magalhães sofria pressões há meses dos correligionários para confirmar a candidatura, mas a família e os negócios à frente da Rede Bahia se interpunham à continuidade da vida política. Confira a nota na íntegra a seguir. “Em função dos meus compromissos pessoais, notadamente os de ordem empresarial, que exigem empenho e envolvimento incompatíveis com um mandato de oito anos, decidi por não disputar a eleição para o Senado Federal. Neste momento, quero agradecer a todos os amigos do Democratas que, principalmente nos últimos dias, expressaram o desejo de eu me candidatasse. A partir de agora, como cidadão e correligionário, vou empenhar  todo o meu esforço para ajudar na eleição de José Serra, Paulo Souto e dos nossos candidatos a Senadores e Deputados. Pretendo continuar contribuindo para a vida pública, como sempre fiz, atuando como empresário do setor de comunicação, trabalhando pelo desenvolvimento da Bahia, lutando pela liberdade de imprensa e ajudando a gerar empregos em nosso estado. Cumprirei com as minhas responsabilidades no Senado, até fevereiro do ano que vem, com a certeza de estar exercendo com lealdade e respeito o mandato que o povo baiano concedeu ao Senador ACM.”