A Gente diz

Comitê interfere e Planalto suspende cartilhas pró-Dilma


A pedido da campanha da petista Dilma Rousseff, o Palácio do Planalto mandou ontem a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres interromper a distribuição do kit com cartilhas, livros e cartazes que pede voto para mulheres. A decisão foi tomada após conversas entre o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, o departamento jurídico da campanha de Dilma e integrantes da Casa Civil. O material inclui um discurso de seis páginas da candidata do PT à Presidência. O objetivo do recuo é afastar qualquer risco de acusação de poder econômico. Pela manhã, o advogado da campanha petista, Márcio Silva, telefonou para Adams, que estava em Porto Alegre, para encontrar uma forma de apagar o incêndio político. Inicialmente, avaliaram que o melhor seria recolher o material. (Agência Estado)

Geddel lança site da candidatura

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O candidato Geddel Vieira Lima (PMDB), lançou o seu novo site na noite de ontem. A página eletrônica (www.geddel15.com.br) terá recursos multimídia e tem como principal objetivo ser um espaço amplo e democrático. A história de vida do candidato e suas propostas de inclusão social, gestão pública, desenvolvimento sustentável, educação, saúde, segurança, defesa do cidadão, habitação, saneamento, cultura, esporte e infraestrutura também poderão ser conhecidas através do novo site. “Com esse espaço, as discussões vão ficar ainda mais enriquecidas, com uma maior troca de ideias e participação de todos nesta campanha”, pontuou Geddel.

Mortes por dengue dobram no Brasil

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As mortes por dengue no Brasil dobraram em relação a 2009. Até 1.º de maio foram confirmados 321 casos fatais, 94,5% a mais que o registrado no mesmo período do ano passado (165). Somente em São Paulo, 99 pessoas morreram por causa da doença. Os números dos primeiros quatro meses de 2010 superam os da epidemia de 2002, quando foram contabilizadas 152 mortes ao longo de 12 meses. Leia mais no Estadão

BRUNO VAI ALEGAR QUE FOI VÍTIMA DE “ARMAÇÃO”

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A defesa do goleiro Bruno Fernandes, 25, acusado de ter assassinado Eliza Samudio, 25, sua ex-amante, tentará demonstrar à Justiça que o jogador é vítima de uma vingança por parte de Sérgio Rosa Sales, 22, conhecido como Camelo e seu primo, também preso pelo desaparecimento de Eliza. Advogados de Bruno têm se reunido com parentes do atleta e de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, para descobrir o que motivou Sales a dizer à polícia que o goleiro teve participação direta no crime e teria visto a ex-amante ser morta. Os advogados de Bruno acreditam que Sales quis se vingar do goleiro porque foi substituído da condição de braço direito na administração da vida do atleta. O que a defesa tentará comprovar à Justiça é que Sales desviou dinheiro de Bruno e, como forma de punição, foi trocado por Macarrão, considerado por parentes e amigos do atleta como dono de um grande sentimento de ciúmes e consideração por parte do jogador.

POLÍCIA PRENDE PARTE DA QUADRILHA do esquema que burlava a fiscalização e a cobrança de impostos nas estradas baianas

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Foto: Ascom/ SSP

A Operação Carcará prendeu na madrugada desta quarta-feira (14) 24 pessoas por participação em um esquema que burlava a fiscalização e a cobrança de impostos nas estradas baianas. Os capturados são 13 empresários, nove policiais, um agente de tributos e um contador. A missão policial foi iniciada em Salvador, Irará, Itabuna, Conceição do Jacuípe, Vitória da Conquista, Salvador e Alagoinhas. De acordo com o Ministério Público, os presos são ligados a uma organização criminosa que atua a burlar arrecadações de tributos em postos da Secretaria da Fazenda do Estado. Os presos: Em Salvador, a operação desarticulou Igor Ferreira Cruz, Mário Sérgio Ferreira, Clivio Pimentel, Waldir Vaz (empresários) e Círio Machado (contador); em Vitória da Conquista, Cácia Maria Macedo (agente de tributos), Jorge Ferreira Almeida, Marco Alan Meireles, Edilson Ferreira, Jammes Dean Santana, Isaac Pereira Dias e Breno Macedo (empresários); em Feira de Santana, José Carneiro de Oliveira; Alagoinhas, Luiz Edson Bastos; e Itabuna, Doaldo Marques dos Anjos (ambos donos de empresas).

Adolescente morre após ser espancado em cela do Disep – Vitória da Conquista-Ba



O menor era da cidade de Brumado e estava em Conquista há 2 meses

Faleceu na ultima quinta feira (1º) no HGVC (Hospital Geral de Vitória da Conquista), o menor de iniciais C.G.S,15 anos,ele estava apreendido no DISEP (Distrito Integrado de Segurança Pública) e teria sido espancado por outros menores.

Ao receber esta informação entramos em contato com o presidente do Conselho Penal,Marcos Rocha que ainda sem dados concretos sobre o caso nos informou apenas que o adolescente chegou a cumprir pena na unidade “Na Varanda”,entidade onde menores que cometeram algum ato infracional, cumprem pena em regime de semi-liberdade.

Em contato com a direção da unidade tomamos conhecimento de que o adolescente era da cidade de Brumado e veio para Conquista no dia 22 de abril deste ano ficando apenas 30 dias na unidade. Após uma agressão cometida contra um educador, o menor foi encaminhado ao DISEP e o incidente comunicado ao juiz da Vara da Infância e Juventude.Membros da Corregedoria da Policia Civil está em Vitória da Conquista investigando o crime.

Nildo Freitas.com

Proposta tenta acabar com palmadas e beliscões


Projeto do governo prevê alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente, que faz 20 anos

Catarina Alencastro

O governo envia hoje ao Congresso projeto de lei que pretende acabar com as punições físicas de pais e educadores contra crianças e adolescentes. O texto faz algumas alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente, que completa 20 anos.

A lei já aborda a questão dos maus-tratos, mas de forma genérica, sem explicar o que pode ser definido como tal. Para a Secretaria de Direitos Humanos, que participou da elaboração do projeto, é preciso mudar a cultura de que palmadas e beliscões fazem parte da educação infantil.

— No Brasil, há o costume de bater em crianças, como há o costume de bater em mulheres — observou o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos.

Para ele, violência na infância gera adultos agressivos:

— Se uma pessoa é espancada ao ser educada sob pancada por alguém que geralmente é a pessoa mais amada por ela, essa criança acaba formando desde muito cedo a consciência de que é natural bater e de que bater e apanhar é do dia a dia. E com essa noção, o Brasil começa a entrar na rotina da violência.

O governo afirma que a intenção de tipificar na lei a proibição de castigos físicos não é criminalizar os pais, e sim evitar que tragédias como o caso Isabella Nardoni continuem acontecendo. Caso a lei seja aprovada, quem a infringir poderá receber penalidades como advertências, encaminhamentos a programas de proteção à família e orientação psicológica.

PRIMEIRA DOAÇÃO MÚLTIPLA DE ÓRGÃOS NO HGPV

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A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CHIDOTT) do Hospital Geral Prado Valadares em Jequié registrou a primeira doação de múltiplos órgãos, a qual beneficiará pessoas que aguardam com ansiedade na longa fila de espera por um transplante. O trabalho para a retirada dos rins, coração, fígado e córneas de um paciente de 26 anos, vítima de acidente de trânsito, durou 2h30min.

Equipe de transplantes e captação de órgãos do Hospital Geral de Conquista

O fechamento do diagnóstico de Morte Encefálica foi realizado por equipe médica especializada do HGPV.

De acordo com o enfermeiro coordenador da CIHDOTT do HGPV, Wagner Farias, a família demonstrou confiança na equipe do hospital e, apesar da dor, decidiu doar os órgãos.

“Depois de diagnosticada a morte cerebral do paciente, os familiares foram comunicados e, prontamente, autorizaram a doação”, conta a enfermeira Agnes Claudine, quem frisou que as estatísticas de doações de órgãos não são melhores devido à falta de informação e conscientização de boa parte da população sobre o assunto.

Uma equipe especializada da Central Estadual de Transplantes de Órgãos, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde da Bahia, se deslocou de Salvador em aeronave expressa para fazer a retirada dos órgãos.

A CIHDOTT do HGPV já fechou 6 diagnósticos de Morte Encefálica, 25 abordagens para doação de córneas, sendo 4 positivas, e 5 para múltiplos órgãos com uma positiva, o que nunca havia ocorrido no HGPV e na cidade de Jequié.

O diretor geral do HGPV, Gilmar Vasconcelos é um dos principais incentivadores da CHIDOTT, quem tem acreditado no trabalho da equipe. “Depois da implantação efetiva da CIHDOTT e do Serviço de Neurocirurgia é que o HGPV passou a diagnosticar Morte Encefálica, o que não era realizado anteriormente, também por falta de equipamento específico” disse Gilmar Vasconcelos.

“Os resultados positivos estão aparecendo graças ao empenho de todos e ao trabalho sério e ético de uma comissão intra-hospitalar atuante”, diz Vasconcelos. O diretor geral diz também que o sucesso desse trabalho pode ser mais expressivo com o apoio da imprensa jequieense, divulgando campanhas de sensibilização e as atividades realizadas pelo hospital nesta temática.

Os familiares do doador ainda bastante emocionados pela tragédia que se abateu sobre a sua família, um jovem de 26 anos, demonstrando um gesto de amor, tomaram a decisão de autorizar a doação pela confiança depositada na equipe e no Hospital.

Enfermeira da UTI do hospital de base de Vitória da Conquista

“É importante cada cidadão pensar no assunto, tomar uma decisão a respeito da doação de órgãos e expressar para sua família, a qual será responsável pela autorização ou não”, orienta o coordenador da CIHDOTT do HGPV, Wagner Farias.

Morte Encefálica

Agravada pela dor da perda de um ente querido, a falta de informação sobre a morte encefálica foi, durante muito tempo, uma barreira para a doação de órgãos no Brasil. Os mitos sobre essa fatalidade, porém, estão chegando ao fim. É o que afirma Ben-Hur Ferraz Neto, presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

“Pessoas deixavam de doar por pensarem que a morte encefálica poderia ser reversível. Mas ela é uma morte como outra qualquer. Nos últimos anos, as famílias têm sido bem receptivas à doação”, disse o presidente.

A morte encefálica é caracterizada pela ausência de reflexos, fluxo sanguíneo e atividades elétricas e metabólicas do tronco cerebral. Ela pode gerar desconfianças por parte de alguns familiares pelo fato do corpo continuar “respirando” e com o coração batendo.

Profissionais do Centro da captação de òrgãos do Hospital geral de Vitória da Conquista

O médico Walter Pereira, conselheiro da ABTO, conta que, nesses casos, alguns reflexos elétricos e nervosos mantêm o coração batendo mesmo após a morte. “Isso pode durar poucas horas, a depender da pessoa. A respiração é mantida por aparelhos, exatamente para que os órgãos daquele doador em potencial sejam mantidos em condições para o transplante”, explica.

Professores em Mobilização Pedagógica na FTC Conquista

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Já começou na FTC Conquista a Mobilização Pedagógica 2010.2. Durante toda a semana, professores, coordenadores, articuladores e Diretoria estarão reunidos para discutir e planejar ações para o semestre, além de participar de palestras e mini-cursos voltados para atividade docente.

Na palestra de abertura o diretor geral da FTC Conquista, professor Sérgio Magalhães falou sobre as “Competências e Habilidades na Ação Docente”. O palestrante traçou um panorama sobre os assuntos tratados nas últimas mobilizações, para mostrar a evolução dos conteúdos trabalhados.

As atividades da Mobilização Pedagógica seguem até a sexta-feira (16) e englobam aspectos pedagógicos, acadêmicos e técnicos do dia-a-dia da Faculdade.

Shirley de Queiroz
DRT – 2715 ASCOM

Suplentes do Senado têm grana para financiar campanha

“Na Bahia, Osvaldo Amarante da Gama Santos (PTB) é outro que nunca teve a popularidade aferida nas urnas. Mas poderá tornar-se senador, caso Edvaldo Brito (PTB), vice-prefeito de Salvador, seja eleito e precise se afastar do cargo.”


Os suplentes de candidatos ao Senado se apresentam, mais uma vez, como homens e mulheres com pouco capital político, porém repletos de amigos poderosos e potencial de sobra para financiar as campanhas dos titulares.

Escolhidos a dedo pelas coligações, os ‘reservas’ do Senado tiveram papel decisivo na atual legislatura: começaram como coajuvantes, mas cresceram e, no fim do ano passado, já ocupavam 19 das 81 cadeiras do plenário, sem receber um voto sequer.

Esta semana, pelo menos mais quatro suplentes foram brindados com licenças dos titulares, que saíram para fazer campanha, e deixaram as vagas com eles.

Nomes ilustres e de grandes patrimônios constam agora nas listas de candidatos enviadas ao TSE esta semana.

Anna Cristina Kubitschek, esposa do empresário Paulo Otávio – o ex vice-governador do Distrito Federal, que renunciou em meio ao escândalo de corrupção do governo José Roberto Arruda – é a primeira suplente do DEM para assumir uma vaga no Senado.

A neta de JK vai se tornar senadora, caso o candidato titular Alberto Fraga, ex-secretário de Transportes de Arruda, vença a disputa e seja convocado para algum cargo no governo local, como já fez.

Com um patrimônio declarado à Justiça Federal de R$ 2,06 milhões, Anna jamais foi eleita para qualquer cargo público, mas poderá desfrutar de um dos cargos mais cobiçados da República.

Em Tocantins, o empresário Ataíde de Oliveira, cujo patrimônio ultrapassa R$ 15 milhões, é o primeiro suplente do candidato à reeleição, João Ribeiro (PR).

Da mesma forma que Anna Kubitschek, se notabiliza pelo prestigio junto a famílias tradicionais. Além disso, assegura apoio financeiro às campanhas políticas no estado. Sua densidade eleitoral nunca foi testada.

Na Bahia, Osvaldo Amarante da Gama Santos (PTB) é outro que nunca teve a popularidade aferida nas urnas. Mas poderá tornar-se senador, caso Edvaldo Brito (PTB), vice-prefeito de Salvador, seja eleito e precise se afastar do cargo.

Dono de postos de combustível, Gama Santos acumula um patrimônio de R$ 2,79 milhões. E declarou guardar em espécie, em casa, R$ 1,3 milhão, dez vezes mais do que a candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, informou guardar ‘debaixo do colchão’.

Leia mais em Sem voto, suplentes do Senado têm potencial de sobra para financiar campanha

Roberto Maltchik e Fábio Fabrini, de O Globo

A Justiça nega mandado de segurança a Sindicato de Policiais

CÉSAR NUNES_JOSELITO BISPO

A Justiça baiana negou mandado de segurança impetrado pelo Sindicato dos Policiais Civis do estado contra a mudança da jornada de trabalho. O delegado geral da Polícia Civil, Joselito Bispo, recebeu um pedido judicial de informações sobre o novo horário dos plantões dos servidores que atuam nas delegacias de Salvador e Região Metropolitana. A solicitação de esclarecimentos já foi encaminhada à Procuradoria Geral do Estado (PGE) para que, dentro do prazo legal, possa fazer a defesa da decisão realizada pelo Estado.

Joselito Bispo estranhou a reação do Sindipoc e ratificou que não procedem as informações divulgadas pela entidade entre os servidores de que o novo regime de serviço tenha aumentado a jornada de trabalho de delegados, agentes e escrivães. A Polícia Civil alterou o antigo o horário de trabalho de 24 horas de plantão por 72 horas de folga (24/72h), para 12 horas de plantão por 24 horas de folga (12/24h) para quem trabalha durante o dia; e para 12 horas de plantão por 48 horas de folga (12/48h) para quem trabalha à noite. A mudança começou a vigorar em 1º de julho. “O antigo regime estava trazendo prejuízos à todos. Não dava mais para conviver com a seguinte situação: um delegado encerrava o plantão e suas atividades, como investigações que exigem rapidez, paravam e só eram retomadas 72 horas depois”, relata Bispo.

Segundo ele, a jornada de trabalho dos servidores da Polícia continua sendo de 44 horas semanais, sem prejuízos financeiros na remuneração dos profissionais da instituição. “A mudança no horário de plantão dos servidores é um desejo da população, que quer uma polícia mais fortalecida, mais eficiente e com melhores resultados na sua gestão”, explica. Joselito lembra que praticamente todos os estados brasileiros já adotaram essa modalidade de plantão e, em todos eles, os resultados têm sido muito bons.

Por Edmundo Filho – Coord Rádio Agecom- Governo da Bahia

Saiba o que é o crack, como ele atinge o organismo da pessoa e porque não experimentar a droga

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Composição e Efeitos

O crack é uma droga feita a partir da mistura das sobras do refino da cocaína misturada com outras substâncias, como amônia e bicarbonato de sódio. A droga é geralmente fumada com um cachimbo, lata ou misturado com maconha. Quando utilizada por meio de uma lata de refrigerante, o usuário inala, além do vapor da droga, o alumínio que se desprende com facilidade da lata aquecida. O metal se espalha pela corrente sanguínea e provoca danos ao cérebro, aos pulmões, rins e ossos.

Em menos de 10 segundos os efeitos da droga já podem ser sentidos, como euforia, hiperatividade, mas mesmo assim isso não alivia a sensação de cansaço físico do usuário. Se consumido em grandes quantidades, a pessoa pode se sentir agitada e hiperativa e depois que os efeitos diminuem, pode ocorrer episódios de depressão.

O crack interfere com um neurotransmissor químico do cérebro chamado de dopamina, envolvido nas respostas do corpo ao prazer. A liberação de dopamina faz o usuário de crack ficar mais agitado, o que leva ao aumento da presença de adrenalina no organismo. A consequência é o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Problemas cardiovasculares, como infarto, podem ocorrer.

Ao mesmo tempo o uso da droga provoca lesões no cérebro, causando perda de função de neurônios. Isso resulta em deficiências de memória e de concentração (e por conseqüência em altos índices de abandono escolar), oscilações de humor, baixo limite para frustração e dificuldade em manter relacionamentos afetivos. O tratamento permite reverter parte desses danos cerebrais, entretanto muitas vezes o quadro é irreversível.

O efeito estimulante da droga começa a decair em menos de 10 minutos, deixando o usuário desanimado, depressivo e com náuseas, o que resulta no desejo de fumar mais crack para se sentir bem de novo (fissura), e assim o ciclo se inicia novamente.

O organismo passa a funcionar em função da droga. O dependente quase não come ou dorme. Ocorre um processo rápido de emagrecimento. Os casos de desnutrição são comuns. A dependência também se reflete por conta da ausência de hábitos básicos de higiene e cuidados com a aparência.

A fumaça do crack gera lesões nos pulmões, levando a disfunções, além de sangramentos na gengiva e corrosão dos dentes. Como já há um processo de emagrecimento, os dependentes ficam vulneráveis a doenças como pneumonia e tuberculose. Também há evidências de que o crack causa problemas respiratórios agudos, incluindo tosses constantes, falta de ar e dores fortes no peito.

O desejo sexual dos usuários diminui. Os homens têm dificuldade em obter uma ereção. Há pesquisas que associam o uso do crack à maior vulnerabilidade à infecções sexualmente transmissíveis como a Aids. No momento da fissura, alguns usuários podem manter relações sexuais desprotegidas para conseguir dinheiro para comprar crack ou mesmo recebem crack como pagamento de relações sexuais.

Usuários de crack tem mais chance de desenvolver doenças cardiovasculares (derrame e infarto) e respiratórias, com prognóstico de tratamento mais desfavorável. A ausência de condições mínimas de vida, aliada à violência e situações de perigo, como o envolvimento com traficantes, também são características que limitam as condições de vida destas pessoas, aprofundando a vulnerabilidade.
Trajetória da Droga

O crack surgiu nos Estados Unidos na década de 1980. O primeiro relato de uso no Brasil data de 1989. Desde então, o consumo da substância vem crescendo, principalmente nos últimos cinco anos. A situação de vulnerabilidade social de muitos jovens e pessoas em situação de rua, entre outras situações, também contribui para a disseminação da droga. Entretanto, hoje em dia, a droga afeta as mais variadas classes sociais, desde as mais abastadas até o limite da pobreza.

Os dados mais recentes sobre o consumo do crack no país estão disponíveis por meio do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID). Segundo uma pesquisa do orgão, 0,1% da população brasileira consome a droga. Grande parte dos usuários de crack relata início do uso da substância entre 13 e 26 anos.

O crack atinge os centros neurológicos de prazer de uma forma mais rápida do que por meio de outras drogas, porém seus efeitos são de pouca duração, o que leva o usuário a fumar imediatamente outra pedra. Esse ciclo ininterrupto de uso potencializa os prejuízos à saúde física, as possibilidades de dependência e os danos sociais.

Portanto quem fuma crack, em geral, deseja prazer imediato, suprimir ou evitar um sofrimento.

O consumo traz distúrbios e mudanças de comportamento importantes que afetam a família e todos que estão a sua volta. Em razão de diferentes contextos de vulnerabilidade, onde o consumo da droga é apenas mais um, os dependentes têm seus laços sociais fragilizados e terminam por ser alvo de um forte processo de exclusão social.

Como todo uso de drogas está associado a fatores biopsicossociais, o consumo de crack não é diferente. Além dos problemas físicos, há os de ordem psicológica, social e legal. Ocorrem graves perdas nos vínculos familiares, nos espaços relacionais, nos estudos e no trabalho, bem como a troca de sexo por drogas e, ainda, podendo chegar à realização de pequenos delitos para a aquisição da droga. Há controvérsia se tais condutas socialmente desaprovadas têm relação com o estado de “fissura” para usar ou se resulta da própria intoxicação. A unanimidade é que o usuário desemboca numa grave e complexa exclusão social.

Em geral, não existem usuários exclusivos do crack, quem consome a droga também consome outras substâncias ilícitas ou lícitas.

O crack é uma droga com potencial de produzir sérios prejuízos, os usuários ficam expostos a situações relacionadas com o tráfico, criminalidade, a doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV/Hepatite B e C, por conta de comportamento sexual desprotegido e outras situações de extrema vulnerabilidade.
Tratamento

Profissionais da área de saúde pública e de dependência de álcool e outras drogas referem que é comum o relato de pacientes que não aguentam mais usar a droga, por conta dos danos devastadores, mas que mesmo assim não conseguem parar de usar e, portanto, precisam de ajuda.

O uso de substâncias e a Dependência de álcool e outras drogas são questões complexas e que requerem abordagens multidisciplinar e intersetoriais e os usuários podem ser tratados sem necessariamente estar em abstinência.

Os serviços de saúde do SUS tem se deparado com um aumento do número de usuários de crack que buscam ajuda. Novas estratégias tem sido articuladas nos serviços para ampliar o alcance e efetividade das propostas de tratamento. Nem todos que necessitam de cuidados conseguem chegar aos serviços portanto ações de busca ativa e abordagem na rua, estão fazendo parte das propostas atuais do SUS.

As abordagens ao usuário de crack exigem criatividade, paciência e respeito aos seus direitos, enquanto cidadão, para superar seu estado de vulnerabilidade, riscos, estigma e marginalização. Estratégias preventivas podem ser levantadas não somente entre esse novo grupo, como também dirigidas àqueles usuários que, por algum motivo, ainda não se aventuraram nesse tipo de droga. O atendimento ao dependente de crack deve considerar alguns importantes critérios:

1. O usuário que não procura tratamento: a ele devem ser dirigidas estratégias de cuidados à saúde, de redução de danos e de riscos sociais e à saúde. As ações devem ser oferecidas e articuladas por uma rede pública de serviços de saúde e de ações sociais e devem ser feitas por equipes itinerantes, como os consultórios de rua, que busquem ativamente ampliar o acesso aos cuidados em saúde e em saúde mental destes usuários. A perspectiva dessa abordagem objetiva os cuidados da saúde como também as possibilidades de inserção social.

2. A porta de entrada na rede de atenção em saúde deve ser a Estratégia de Saúde Família e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Estes serviços especializados devem ser os organizadores das demandas de saúde mental no território. Os CAPS devem dar apoio especializado às ESF, fazer articulações intersetoriais (educação, assistência social, justiça, cultura, entre outros) e encaminhar e acompanhar os usuários à internação em hospitais gerais, quando necessário.

3. Quando o usuário acessa as equipes de saúde e de saúde mental, é necessária uma avaliação clínica das suas condições de saúde física e mental, para a definição das intervenções terapêuticas que devem ser desenvolvidas. É importante que se faça uma avaliação de risco pelas equipes de saúde para se definir se é necessária ou não a internação.

4. A internação deve ser de curta duração, em hospital geral da rede pública, com vistas à desintoxicação associada aos cuidados emergenciais das complicações orgânicas e/ou à presença de algum tipo de co-morbidade desenvolvida com o uso. É concebível e muito comum que usuários de crack, ainda que num padrão de uso preocupante, resistam à internação e optem pela desintoxicação e cuidados clínicos em regime aberto, acompanhado nos CAPSad por uma equipe interdisciplinar, nos níveis de atendimento intensivo, semi-intensivo e até o não intensivo. Nesse caso, a boa evolução clínica, psíquica e social dependerá da articulação inter e intrasetorial das redes de apoio, inclusive e se possível, com mobilização familiar.

5. A decisão pela internação deve ser compreendida como parte do tratamento, atrelada a um projeto terapêutico individual e, assim como a alta hospitalar e o pós-alta, deve ser de natureza interdisciplinar. Intervenções e procedimentos isolados mostram-se ineficazes, com pouca adesão e curta duração, além de favorecer o descrédito e desalento da família e mais estigma ao usuário.

Estratégias de intervenção e cuidados da rede de saúde:
a. Avaliação interdisciplinar para cuidados clínicos (e psiquiátricos, se necessário)
b. Construção de Projeto Terapêutico Individual, articulado inter e intrasetorialmente
c. Atenção básica (via ESF e NASF, com participação de profissionais de AD)
d. CAPSad – acolhimento nos níveis intensivo, semi-intensivo até não intensivo
e.Leitos em hospital geral
f.Consultórios de rua, casas de passagem
g. Estratégias de redução de danos
h. Articulação com outras Políticas Públicas: Ação Social, Educação, Trabalho, Justiça, Esporte, Direitos Humanos, Moradia.sonar