A Gente diz

A espada de Dâmocles e o Voto pra Reitoria da UESB

foto professor Berg

Joilson Bergher, Estudante de Filosofia

Caros, segundo a história, Dâmolcles era um cortesão puxa-saco miseravão do poderosíssimo Dionísio I, isso no século IV a.C, na região conhecida como Sicília. Dionísio então resolveu trocar o seu lugar de Rei com ele por um longo dia. E assim estava feito! Dâmoclers solenemente participou por uma noite de um delicioso, apetitoso banquete de majestade. Para surpresa, olhou para cima do teto e percebeu a presença, sob sua cabeça, de uma afiada espada suspensa por um fiapo finíssimo de rabo de cavalo. O medo tomou-lhe conta e, imediatamente, abdicou de todos os prazeres do poder e partiu. Essa lenda retrata os perigos iminentes e os riscos que o poder representa. Por isso, antes de tudo, o próximo Reitor ou Reitora que deseja exercer tal cargo, dverá antever o que acima está dito. Dessa forma, devemos votar nos que possuam coragem, ousadia e, disposição com a coisa pública. É bom recordar que Temístocles, o grande político e estrategista que, com sua astúcia, evitou a invasão da Grécia pelo exército Persa vencendo a batalha de Salamina, em 480 a.C., ainda assim, mesmo com o passado de glórias caiu no ostracismo sucumbindo-se ao povo devido às suas ambições pessoais e expúrias.

13 de maio: abolição inacabada

Escrito por Willian Luiz da Conceição
11-Mai-2010

Neste ano completamos 122 anos de lei Áurea que aboliu a escravidão no Brasil. Este processo foi lento, limitado, gradual e deve ainda hoje ser problematizado, pois não garantiu aos negros uma condição de dignidade em um país estruturalmente desigual.
A Lei Áurea (Lei Imperial n.º 3.353), sancionada em 13 de maio de 1888 foi a ultima de várias que a precederam, como a Lei Eusébio de Queiros de 1850, Lei do Ventre Livre de 1871 e a Lei do Sexagenário de 1885. Com o fim do tráfico negreiro em 1850, entramos em um processo quase que inevitável de fim do trabalho escravo no país (que culminou na abolição), influenciado em grande escala por pressão internacional, pelas milhares de revoltas escravas, quilombos e mais tarde por grupos abolicionistas.
Esta transformação no cenário internacional, em que o Brasil foi o ultimo país a se inserir, é parte das modificações econômicas dos países “independentes”, da busca de fortalecimento dos mercados internos e da abolição de formas pré-capitalistas de economia, que só poderiam ser levadas a cabo pelo ‘trabalho livre’. A escravidão no Brasil foi a base da estruturação econômica e de acúmulo primitivo de capital capaz de desenvolver mais tarde a economia industrial.
Foi o escravo negro, a massa substancial da força de trabalho durante aproximadamente quatro séculos, capaz de acumular as riquezas para construirmos um país. Foram milhões de africanos sequestrados em todas as partes da África, de Moçambique, passando pelo Congo, Nigéria, Guiné, Sudão, Angola, entre outras, que formaram este contingente humano.
Após a abolição, pouco foi revisto da condição dos afro-descendentes, continuamos a ser a parte miserável da sociedade brasileira, lançados na marginalidade, sem trabalho digno, educação, infraestrutura. Coube ao negro ocupar as periferias dos grandes centros urbanos. Não é por acaso, que os locais mais afetados pelas catástrofes que varreram o Rio de Janeiro neste ano foram locais onde a maior parte de seus habitantes são negros, como o Morro do Bumba em Niterói, construído em cima de um lixão. A abolição foi incapaz de integrar e estruturar o negro na sociedade. O negro no Brasil, de capitalismo dependente, acarretou duplo preconceito e segregação: de classe e de raça.
A imagem construída do negro nas ciências sociais, na literatura e nas artes, por séculos nos transformou e concedeu-nos o estereótipo de exótico, feio, marginal, patológico e parte inferior da população. Assim negando o negro como pessoa humana e sujeito histórico que construiu comunidades alternativas ao sistema econômico da sociedade colonial escravista, como Palmares e outros quilombos que ficaram na história, e as que ainda resistem.
O Brasil mestiço e multi-étnico, que ronda nosso imaginário, tem por trás o maior exemplo das diversas formas de preconceito e de segregação que podem existir. Na obra do espanhol Modesto Brocos, intitulada ‘Redenção de Cã’, é retratada a salvação dos descendentes de Cã, filho mais jovem de Noé. Cã é pai do servo Canaã, “que seria a origem dos camitas e dos demais povos da raça negra, todos destinados à servidão, segundo visões largamente difundidas à época”.
Este quadro representa a forma que esses povos utilizaram para alcançar o perdão e quebrar a maldição de serem negros – a mestiçagem. A teoria do intercruzamento entre brancos e negros levaria a um branqueamento da população, onde os negros já não existiriam. Este foi o discurso muitas vezes apresentados pela elite brasileira a nível internacional, expondo o grande exemplo brasileiro de democracia racial. Com essa teoria, no século XIX acreditavam que em 2010 já não existiriam negros sobre o solo brasileiro. Seríamos mestiços e com contato mais acentuado com europeus chegaríamos ao branqueamento. Infelizmente, para muitos, isso não ocorreu.
Isso tudo para que possamos avaliar criticamente o processo de libertação dos escravos e a situação de seus descendentes. Quais as verdadeiras mudanças que ocorreram na sua condição estrutural nestes muitos anos? E por que são a maioria dos negros, homens, mulheres e crianças com os piores trabalhos, pior acesso a educação, a saúde, a moradia digna e segurança?
Está realidade leva-nos a acreditar que a abolição foi insuficiente e inacabada, forçando-nos a continuar lutando por nossos direitos.

Willian Luiz da Conceição é acadêmico de História, militante e pesquisador da temática de afro-descendência
colaboração de antônio Torres

Sob suspeita de ligação com criminoso, secretário nacional de Justiça resiste no cargo

Tuma Jr. se rebela e sai… de férias
Abismo

Isolado no governo e até mesmo pelo ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., resistiu à pressão do Palácio do Planalto e ganhou oxigênio para se defender das denúncias de envolvimento com o chinês Li Kwok Kwen, o Paulo Li — preso por contrabando pela Polícia Federal, em São Paulo — sem deixar o cargo.
Ontem, Tuma Jr. pediu férias de 30 dias, após repetidas tentativas do ministro da Justiça de convencê-lo a sair do posto, pelo menos temporariamente. À tarde, ele decidiu tirar férias de apenas dez dias. Depois, entregou um pedido de 15 dias, e só à noite concordou em tirar as férias completas.
— Vou pegar um sol… Volto quando estiver moreninho — ironizou.
Tuma Jr. disse ao ministro que não cometeu irregularidade ou imoralidade, apesar das conversas gravadas pela Polícia Federal, nas quais ele aparece supostamente pedindo favores, como a compra de telefones celulares e videogames, e recebendo pedidos, como uma ajuda para acelerar um processo de anistia política.
O secretário nacional de Justiça comanda ações de repatriamento de dinheiro remetido ilegalmente ao exterior, de regularização de estrangeiros e de controle de organizações não-governamentais.
Na madrugada de ontem, depois de receber orientações do presidente Lula, o ministro da Justiça pediu a Tuma Jr. que deixasse o cargo. Foi uma longa conversa. Mas o auxiliar não aceitou.
Uma nova alternativa foi desenhada pelo governo: uma licença de 30 dias para esfriar o caso e permitir o avanço das investigações. Se nenhuma irregularidade fosse comprovada, Tuma Jr. poderia voltar ao posto. A proposta não só foi refutada pelo secretário como ele se rebelou contra a orientação do superior.
— Não tem essa história de licença. Eu jamais vou pedir licença! Isso não existe. Vou tirar férias para me defender da investigação da Comissão de Ética -—- disse ao GLOBO, referindo-se ao procedimento preliminar de apuração, instaurado pela Comissão de Ética Pública, órgão consultivo da Presidência que pode recomendar até mesmo a exoneração de um servidor por falta ética.
A intenção de Tuma Jr. era tirar férias por apenas dez dias. No entanto, após nova reunião com o ministro da Justiça, ontem à tarde, ficou combinado que ele ficaria afastado do governo por 15 dias. Ao GLOBO, Tuma Jr. disse que sofre pressão de organizações criminosas e de integrantes do governo para deixar a função.
Leia mais em O Globo

De Roberto Maltchik:

Todas as escolas da rede estadual terão acesso à Internet

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A rede estadual baiana vai receber 495 laboratórios do Programa Nacional de Informática na Educação (Proinfo). Ou seja, serão quase 10 mil computadores distribuídos na rede. Além disso, todas as escolas da zona urbana terão acesso à Internet até o final do ano. Esses recursos tecnológicos já chegam a 80% das 1.544 unidades da rede. Os computadores e a Internet são ferramentas que a rede disponibiliza para facilitar o acesso à informatização e as mais diversas formas de conhecimentos aos alunos e professores. Além disso, a Secretaria da Educação, através do Instituto Anísio Teixeira, oferece capacitação para que os docentes possam aproveitar melhor a tecnologia pedagogicamente. Ao todo, nos últimos três anos, a Secretaria da Educação capacitou, aproximadamente, 9,5 mil professores em 50 cursos com conteúdos que ali am o uso da tecnologia em prol da educação.

Líder governistana na Assembleia Legislativa da Bahia, Waldenor Pereira (PT) diz que é certa a participação de lula no palanque do governador Wagner nas próximas eleições

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A despeito de o noticiário nacional considerar que o PMDB ainda não formalizou o apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) devido à exigência para que Lula não interceda nos palanques regionais em favor dos petistas, o líder governista na Assembleia Legislativa, Waldenor Pereira (PT), dá como certa a participação da “maior liderança do partido” no palanque do governador Jaques Wagner (PT). “Eu não tenho conhecimento dessa exigência. Isso é tão absurdo, que eu quero acreditar que seja mais uma piada de algum jornalista do que efetivamente uma exigência do próprio PMDB”, debochou. Questionado se o partido na Bahia conta com a retórica popular de Lula para convencer os baianos a renovar o mandato petista, Pereira enfatizou: “É claro que sim. Seria um absurdo o PMDB exigir em uma aliança que está se formalizando a não participação da nossa maior liderança, do fundador do PT, nos palanques do PT no Brasil a fora”. A aliança com o PMDB nacional, em sua leitura, em vez de trazer ônus para Wagner, tende, na verdade, a ajudá-lo, na medida em que limitaria a articulação dos oposicionistas. “Qualquer movimentação que façam (deputado Geddel Vieira Lima, do PMDB) com o DEM sinaliza com um prejuízo grande para eles na perspectiva do apoio do presidente Lula e do Governo Federal”, acredita.
(Rafael Rodrigues)

Vitória da Conquista: MP aceita pedido de férias e nomeará novo promotor

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O Ministério Público Estadual (MPE) aceitou o pedido de férias da promotora Genísia Oliveira, da Vara do Júri de Vitória da Conquista, Sudoeste baiano. A promotora chefiava a força- tarefa que investigava a participação de policiais militares na morte de 11 pessoas e no desaparecimento de três adolescentes, supostamente em represália ao assassinato do PM Marcelo Márcio Lima Silva, no dia 29 de janeiro. Um novo promotor será designado para o processo já que Genísia também pediu o afastamento do caso. No pedido, ela justifica que fará cursos em São Paulo e no exterior. A promotora afirmou, em entrevistas na semana passada, que vinha recebendo ameaças de morte desde que começou a investigar os crimes. Na última terça, o carro dela foi baleado por dois homens em uma moto. O suposto atentado ocorreu no mesmo dia da prisão de dez policiais militares. (Correio)

O Brasil de Dunga. Pronto para a Copa

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“A minha coerência é com os fatos”, avisou Dunga numa de suas primeiras respostas durante a entrevista coletiva desta terça-feira, no Rio de Janeiro. E torna-se difícil contestar o argumento usado pelo treinador ao apresentar os 23 nomes escolhidos para a disputa do Mundial da África do Sul. A base que levou a seleção à conquista da Copa América, da Copa das Confederações e das Eliminatórias da América do Sul foi mantida. Restavam poucas vagas em aberto. E esses lugares foram ocupados por jogadores que se encaixaram à perfeição no perfil traçado por Dunga logo que ele assumiu o cargo, depois do fiasco do Mundial de 2006.
As marcas do Brasil na última Copa – o despreparo, o desperdício do talento, a falta de profissionalismo – foram apagadas. Nenhum jogador da lista desta terça entra em campo em má forma. Nenhum é indisciplinado. E nenhum decepcionou quando teve a chance – uma oportunidade valiosa, sonhada por muitos, diga-se – quando foi chamado a defender as cores do Brasil.
Adriano, que se apresentou para a Copa-2006 com mais de 100 quilos, que some do treino de seu clube no dia da visita do coordenador Jorginho e que, infelizmente, sofre de uma doença grave que ainda não foi tratada, não vai à África. Grafite, que construiu aos poucos uma carreira de sucesso às custas da superação de suas limitações, vai no lugar dele. Ronaldinho Gaúcho, que passou de melhor jogador do mundo a apagado coadjuvante – e por pura falta de interesse em aproveitar seu potencial -, ficará em casa. Julio Baptista, Elano e Ramires, profissionais exemplares, competentes e valorizados por onde passam, viajarão a Johanesburgo. Questão de gosto e critérios, é claro. Mas Dunga desde cedo deixou claro quais são os seus.
No caso dos outros excluídos da lista, os novatos Neymar e Ganso, o argumento é outro, mas ainda certeiro. Dunga, o homem que só trabalha com quem confia, jamais teve tempo de convocar os jovens astros santistas. E diante da comparação de ambos com Pelé em 1958, lembra do detalhe que faz toda a diferença: o menino que virou rei na Copa da Suécia já tinha sido chamado para a seleção. “Se tivesse um Pelé, também chamaria.” Neymar e Ganso poderiam ser os astros da Copa da África. Mas como prever como reagiriam com a camisa amarela no maior evento esportivo do planeta?
Dunga fez sua parte. Construiu um grupo homogêneo, entrosado e bem sucedido. Recuperou a imagem da seleção dos arranhões sofridos em 2006. Testou dezenas de jogadores – alguns bons, vários médios, muitos ruins – e concedeu novas chances apenas aos que se esforçaram para aproveitá-las. Não levará à África do Sul o Brasil mais brilhante nem o Brasil mais talentoso. Mas está pronto para disputar a Copa do Mundo.
Por Giancarlo Lepiani

“Análise e comentário do jornalista da Globo, quanto a concepção da maternidade por pessoas portadora do HIV, é uma alerta para governos e sociedade.”

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Os militantes do movimento de luta contra aids protestaram contra a declaração do jornalista Alexandre Garcia, feita no Bom Dia Brasil na TV Globo, na última sexta-feira (7), ao dizer que é “uma maluquice” uma pessoa com HIV engravidar.
De acordo com os ativistas da luta contra aids, é “inconcebível” uma afirmação como essa depois de 25 anos de história da epidemia, e que abordar essas questões do HIV/aids com tamanho preconceito, e sem rigor científico, o que favorece o aumento da discriminação às pessoas que adquiriram essa doença.
Alexandre Garcia, alegou que o Ministério da Saúde está estimulando as pessoas com HIV a engravidar. Porém ele acredita que na hora da cesária se respingar sangue no médico, ele vá ter uma reação “esperada” por todos.
O fato ganhou grande destaque na mídia depois que o Ministério da Saúde anunciou que está estudando um plano para ajudar os soropositivos a terem filhos.
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(Kelle Rosado)

Caixa anuncia construção de agência no Bairro Brasil

Em Audiência Pública solicitada pelo presidente da Câmara de Vereadores, Gildásio Silveira, a Superintência da Caixa Econômica Federal anunciou novos investimentos em Vitória da Conquista.

Entre outras coisas, foi anunciada a implantação de uma nova agência da CEF no bairro Brasil, reivindicação antiga daquela comunidade. A cidade vai contar também com mais três casas lotéricas, que serão implantadas na praça do CEASA e nos bairros Brasil e Candeias.

O prefeito municipal Guilherme Menezes – que está em Brasília, onde participa de reunião sobre o PAC 2 – foi representado pela secretária da Transparência, Nadjara Régis. O secretário interino de Infra-estrutura, Luis Alberto Sellman, também participou da audiência.

Reajuste de aposentados será aprovado pelo Senado

Contra Lula, a bancada do governo se uniu à da oposição

Lula Marques/Folha

Lula inaugurou a agenda política da semana com um almoço. Dividiu a mesa com o vice José Alencar e os ministros que integram a coordenação de governo.

Discutiram o tema que mais inquieta o presidente no momento: a generosidade do Congresso com os aposentados. Decidiu-se brigar para reverter no Senado um par de medidas já aprovadas pela Câmara.

Numa, reajustou-se em 7,7% as aposentadorias com valores acima do salário mínimo. Noutra, extinguiu-se o fator previdenciário, índice criado sob FHC para desestimular o pijama precoce e reduzir o valor das aposentadorias novas.

Terminado o repasto, o ministro Alexandre Padilha, coordenador político de Lula, veio à boca do palco para informar:

1. Lula não permitirá que o ambiente eleitoral contamine as arcas do Tesouro.

2. Por isso, o governo deseja reverter no Senado o que a Câmara já aprovou.

3. O Planalto abrirá negociação com senadores governistas e da oposição.

4. Parte-se do pressuposto de que ainda há espaço para a meia-volta.

Se quiser salvar os cofres da erosão, Lula terá de recorrer ao veto. Armou-se no Senado uma aliança pró-aposentados.

Alheia à vontade de Lula e ao discurso de Padilha, a bancada governista rejeita a idéia de rebaixar o reajuste a 6,14%, como quer o governo.

Quanto à oposição, vai votar de costas para a opinião do seu presidenciável, José Serra, favorável ao veto de Lula.

No comando da insurreição governista está Renan Calheiros (AL), líder do PMDB, o sócio majoritário do consórcio governista. No leme da oposição, os líderes Agripino Maia (DEM); e Arthur Virgílio (PSDB).

A posição de Renan foi explicitada na semana passada, num telefonema trocado com o deputado Henrique Eduardo Alves (RN). Líder na bancada pemedebê na Câmara, Henrique oscilava entre dois percentuais: 7% e 7,7%. Tocou o telefone para Renan.

Queria saber como se comportariam os senadores do seu partido. Renan soou categórico: no Senado, o PMDB aprovaria o reajuste maior. Henrique decidiu, então, não impor aos seus liderados o papel de verdugos de aposentados.

Estourada a boiada do PMDB, legendas governistas menores cruzaram a mesma porteira. Até o PT liberou o seu rebanho. E a encrenca migrou para o Senado.

Ouvido pelo blog, Agripino, o líder ‘demo’, isse que a oposição escora o voto pró-aposentados no vocábulo “coerência”. Recordou que, há três anos, o Senado aprovara o fim do fator previdenciário e a extensão dos reajustes do salário mínimo às aposentadorias.

“Foram decisões unânimes. Votaram a favor todos os partidos. Como é que, agora, nós vamos negar o que aprovamos três anos atrás?”, pergunta Agripino. E quanto à posição de José Serra? “O Serra expressa preocupação com o equilíbrio fiscal. Nós estamos obrigados a resguardar a nossa coerência”, diz Agripino.

O mandachuva do DEM recorda que não partiu da oposição a idéia de favorecer os aposentados. “Quem apresentou os projetos no Senado foi o Paulo Paim, senador do PT e da base do governo…”

“…Na Câmara, Casa em que o Planalto dispõe de maioria folgada, as matérias foram aprovadas de maneira acachapante. Eu pergunto: se os governistas votaram a favor, faz sentido que nós, da oposição, façamos o papel de algozes de aposentados? Nem pensar!”

Antes mesmo da votação, Agripino dá o jogo por jogado: “O aumento dos aposentados e o fim do fator previdenciário são coisas aprovadas”. Não há possibilidade de reversão? “Não existe hipótese. Pergunte ao Renan Calheiros como ele vai votar”.

O líder oposicionista antecipa o próximo lance: O Lula que vete. Ele não tem tantos bônus? Pois agora terá de arcar com o ônus. Quem propôs foi um senador do PT”.

Nesta segunda, a propósito, o senador Paulo Paim escalou a tribuna. Para regozijo da oposição, cobrou pressa na aprovação dos benefícios aos aposentados.

Disse que, embora já aprovada na Câmara, a matéria ainda não fora remetida ao Senado pelo presidente Michel Temer (PMDB-SP).

Paim está inquieto porque os 7,7% e o sepultamento do fator previdenciário encontram-se pendurados numa medida provisória de Lula.
E uma medida provisória, diferentemente dos projetos convencionais, tem prazo de validade. A dos aposentados expira em 1º de junho.
Se não for votada até esse dia, vai para o beleléu. O risco existe porque a pauta de votações do Senado encontra-se travada pelo pacote do pré-sal.
Lula grudou nos quatro projetos que regulam a exploração das jazidas petrolíferas o selo da urgência constitucional.
Significa dizer que, decorridos 45 dias do início da tramitação, as propostas têm preferência de votação sobre todas as demais.
Trancam a pauta desde a última sexta-feira (7). Agripino e Virgílio reuniram-se na semana passada com Romero Jucá (PMDB-RR), líder de Lula no Senado.
Os grão-duques da oposição sugeriram a Jucá que convencesse Lula a retirar dos projetos do pré-sal o estampilho da urgência. O Planalto refugou.
Nesta terça, PSDB e DEM farão obstrução em plenário. “Ou o governo retira a urgência, ou nada será votado”, diz Agripino Maia.
“Nós queremos apreciar o aumento dos aposentados e o projeto da ficha limpa, que está para chegar no Senado. Quem parece não querer é o governo”.
Para furar o bloqueio, o Planalto teria de reunir sua tropa. Coisa difícil de ser obtida num instante em que parte dos senadores cuida da eleição, nos Estados.
A essa altura, o bloqueio da oposição pode ser útil ao governo. Em três semanas, a medida provisória dos aposentados vira letra morta.
Algo que livraria Lula do inconveniente de apor o jamegão no veto que açulará a ira dos velhinhos contra a candidatura de sua pupila Dilma Rousseff.

Mais de oito mil idosos foram vacinados no Dia D de vacinação contra gripe comum

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Vigilância à Saúde e Atenção Básica aproveitaram o dia para alertar os idosos sobre a prevenção da hipertensão, diabetes e câncer de boca
Quarenta e três postos de vacinação, entre unidades de saúde e pontos estratégicos, como praças, supermercados, escolas e igrejas, foram montados pela Secretaria Municipal de Saúde para imunização dos idosos contra a gripe comum, no ultimo sábado, 8, em Vitória da Conquista. Aqueles com algum tipo de doença crônica também se vacinaram contra a gripe H1N1. Oito mil idosos foram vacinados.

Crianças maiores de seis meses e menores de dois anos, adultos saudáveis com idade entre 20 e 29 anos, pessoas em qualquer idade com doenças crônicas e grávidas em qualquer idade gestacional que ainda não haviam sido vacinadas contra a Gripe A também foram vacinadas no último sábado.

Orientação à saúde – Para incentivar a prevenção de doenças como hipertensão arterial, diabetes e câncer de boca, as equipes do Núcleo de Apoio a Saúde da Família/NASF aproveitaram o dia de vacinação e fizeram uma série de atividades, como medição de pressão arterial, medição de glicemia, atividades físicas, consulta preventiva em saúde bucal e palestras com nutricionistas sobre alimentação saudável.

Cervaldo Gomes Teixeira (64), morador do bairro Bruno Bacelar, foi informado do dia de vacinação pelo agente comunitário de saúde de sua área. Depois de tomar sua vacina e verificar sua glicemia e pressão, Cervaldo ficou aliviado. “Graças a Deus que está tudo normal, esse serviço aqui foi ótimo, se não fosse o agente, eu ia perder a oportunidade”.

Para organização do Dia D, a Secretaria Municipal de Saúde contou com a parceria da 20ª Diretoria Regional de Saúde/ DIRES e a colaboração dos estudantes das escolas de saúde de Vitória da Conquista. Ao todo, mais de 800 pessoas estiveram trabalhando no atendimento à população.

Dunga divulgará amanhã lista definitiva

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Ronaldinho Gaúcho, Ganso, Neymar e Tardelli ainda sonham com uma vaga entre os 23 jogadores

Técnico deve divulgar duas listas, de 23 e de sete jogadores (crédito: EFE)
O técnico Dunga, da seleção brasileira de futebol, anunciará na próxima terça-feira a lista definitiva com os nomes dos 23 jogadores que irão para o Mundial da África do Sul.
As seleções que participarão do Mundial têm prazo até a próxima terça-feira para enviar à Fifa uma lista com os 30 jogadores, da qual depois sete serão descartados até 1º de junho.
No entanto, o técnico Dunga divulgará uma lista com 23 jogadores e, separadamente, anunciará os sete que ficarão a sua disposição para alguma substituição.
A convocação que anunciará Dunga está cercada de grandes polêmicas em torno da quase certa ausência de jogadores importantes, como Ronaldinho Gaúcho, do Milan, e de promessas como Neymar e Ganso, ambos do Santos.
As discussões também giram em torno da provável presença de Adriano, quem está desde o ano passado no Flamengo, mas passa por uma fase ruim no futebol e está com sérios problemas pessoais, e esteve nas últimas convocações de Dunga.