A Gente diz

Caminhão tanque roubado em Candeias é recuperado na Região Sudoeste da Bahia

Foto – Divulgação / PRF-BA

Em Vitória da Conquista, a Polícia Rodoviária Federal em trabalho conjunto com a Polícia Militar da Bahia recuperou na manhã de segunda-feira (25) uma carreta Scania P 360 e mais um semirreboque com ocorrência de roubo registrada em dezembro/2020, em Candeias (BA). Tudo começou na sexta-feira (15/01) quando a PRF prendeu três homens com um H20 clonado. O flagrante foi registrado no KM 544 da BR 116, trecho do município de Milagres (BA). Na entrevista, um deles acabou confessando que foi contratado para ‘levar’ um caminhão vazio para a cidade de Vitória da Conquista (BA). Diante das informações desencontradas e da suspeita do envolvimento dele em outros crimes, a PRF deu continuidade às investigações e descobriu que se tratava do conjunto (cavalo trator + semirreboque) roubado no ano passado, em Candeias. Prontamente, equipes da PRF e da PMBA diligenciaram e conseguiram encontrar os veículos roubados. Com técnicas de identificação veicular e expertise dos policiais, foram encontradas indícios de adulterações nos caracteres obrigatórios como motor, chassi e etiquetas. Para não levantar suspeitas e tentar ludibriar fiscalizações da polícia, as placas originais foram trocadas por outras de um caminhão com características semelhantes. Os veículos apreendidos foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil (PC), para registro da recuperação e posterior devolução ao legítimo proprietário.

Conquista Tem Uma Super Campeã : Suzy Ruas Que Vem Conquistando Medalhas no Brasil e no Exterior.

 

           A história dessa conquistense é simplesmente fantástica. Suzy Ruas resolveu dar uma guinada na sua vida quando se viu pesando 96 quilos, grávida e com problemas de saúde. Ela mesmo contou sua história no programa Roda de Conversa da melodia FM 87.9. Sorridente alto astral Suzy nos conta que começou a correr para eliminar o sobre peso e quando começou a colher os benefícios com a melhora da sua saúde ela nunca mais parou. Uma campeã não se constrói da noite para o dia é necessário muitas batalhas, trabalho árduo, muita persistência. Dona de um pequeno lava-jato Suzy lavava carros para sobreviver e ir em busca dos seus sonhos, como ela mesmo relata “Nem tudo é um mar de rosas”, mas coragem, determinação nunca faltaram a essa grande guerreira, e foi com esse espírito vencedor que Suzy Ruas venceu várias provas no Word Marathon Weekend em Orlando no Estado da Florida nos EUA, também foi campeã Master em São Paulo, Suzy chegou em primeiro lugar nos 10 mil metros rasos, nos 5 mil metros rasos e nos 1.500 metros rasos. Com todas essas vitórias Suzy hoje se encontra em 25º lugar no ranking mundial Master, é por esses motivos que todos os conquistenses devem se orgulhar dessa atleta da nossa terra que vem mostrando ao mundo que nosso povo tem valor. Suzy continua firme nos treinamentos, mas precisa de patrocinadores, então fazemos um apelo aos empresários, comerciantes, empreendedores que queiram estampar suas marcas nos uniformes de Suzy Ruas com certeza vão ter uma visibilidade sensacional das suas marcas. É só entrar em contato com Suzyruas nas mídias sociais. Vamos ajudar essa grande atleta de nossa cidade.

Super Campeã Suzy Ruas
1º Lugar no 5mil metros na Disney
Fotosintese das várias competições que a atleta concorreu
Fonte: conquistatop.com.br/
campeã em várias provas

Gestores municipais de educação participam da reunião de apresentação do Plano de Formação Continuada

Dirigentes Municipais de Educação e dos Núcleos Territoriais de Educação dos Territórios de Identidade do Semiárido Nordeste II, Sudoeste Baiano, Irecê, Velho Chico e Itaparica participaram nesta terça-feira (26) da reunião de apresentação do Plano de Formação Continuada Territorial e a agenda formativa para 2021. Esta atividade é uma iniciativa da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), por meio do Instituto Anísio Teixeira (IAT) que visa mobilizar os municípios e educadores para adesão e participação na formação continuada.

O Plano de Formação Continuada Territorial tem como foco os gestores escolares e coordenadores pedagógicos que atuam nos períodos do 6º ao 9º ano e no Ensino Médio. Também participam técnicos das Secretarias Municipais de Educação (SME) e dos Núcleos Territoriais de Educação (NTE). O plano da Formação foi apresentado pela diretora-geral do Instituto Anísio Teixeira, Cybele Amado de Oliveira, que trouxe a concepção e metodologia da ação. “É preciso construir uma cultura de formação considerando as práticas pedagógicas de gestão escolar com foco no fortalecimento das aprendizagens dos estudantes, além de trabalhar pautas como o currículo e as avaliações”, explicou.

“Essa movimentação que faz a formação continuada só potencializa o desenvolvimento da educação. Este é o segundo dia de encontros e o trabalho que o IAT tem feito com todos os gestores é importante. Meu desejo é que estejamos todos juntos pelo propósito de sempre fazer o melhor pela educação” pontuou o subsecretário da Educação do Estado, Danilo de Melo, que também falou sobre a importância da formação continuada e como isso traz benefícios para o ensino e aprendizagem.

Sobre o trabalho e a união de todos profissionais para educação, o presidente da União dos prefeitos da Bahia (UPB), Prefeito Marcão, trouxe como um ponto principal da formação o empenho dos que atuam nessas atividades. “É importante essa continuidade da formação e a parceria entre os profissionais que se mantem desde 2019. Mesmo com o momento difícil de pandemia os profissionais tiveram a capacidade de articulação e de criar alternativas”. Com a palavra, Raimundo Pereira, vice-presidente da UNDIME, destacou a união entre estado e municípios. “Precisamos estar sempre próximos, trocando conhecimentos e apresentando propostas para educação. É muito importante a participação de todos e nós da UNDIME estaremos sempre lado a lado com os profissionais da educação”, finalizou.

Dirigente do Núcleo Territorial de Educação de Paulo Afonso (NTE 24 – Território de Itaparica), Marcos Pires fez uma correlação entre a Formação Continuada e a Ponte Metálica, um dos símbolos do município. “A formação é como uma ponte, que uniu os educadores e escolas das redes municipal e estadual”, celebrou. Ayrleide Miranda, gestora do NTE02 – Bom Jesus da Lapa – Território do Velho Chico, também destacou a importância do trabalho colaborativo e a qualidade das pautas formativas. “É muito positivo quando temos educadores do estado e dos municípios juntos no mesmo espaço e trabalhando pautas importantes como as que são colocadas na formação”.

Além de Marcos e Ayrleide, participaram do segundo dia de encontro para apresentação da Formação Continuada, os gestores dos NTE de Sudoeste Baiano (Vitória da Conquista – NTE 20), Ricardo Costa; do Semiárido Nordeste II (Ribeira do Pombal – NTE 17) Sideilda Almeida e do Território de Irecê (NTE01), Clendson Barreto.

Durante a atividade, além das ações da formação, também foram apresentadas as atividades que serão desenvolvidas pelo Instituto Anísio Teixeira nas áreas de tecnologia e inovação. As apresentações do Plano de Formação seguem até sexta-feira (29). Amanhã será a vez dos territórios do Médio Sudoeste da Bahia, Costa do Descobrimento, Sertão do São Francisco, Litoral Norte e Agreste Baiano, Bacia do Rio Grande e Sisal.

Líderes religiosos reforçam pressão por impeachment de Bolsonaro

Líderes evangélicos e católicos vão aumentar a pressão pela abertura de um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro no Congresso. Em um movimento que será apresentado como uma “frente de fé”, um grupo de religiosos formalizará nesta terça-feira, 26, na Câmara dos Deputados, um pedido de afastamento de Bolsonaro, sob o argumento de que ele agiu com negligência na condução da pandemia de covid-19, agravando a crise. É a primeira vez que representantes desse segmento encaminham uma denúncia contra o presidente por crime de responsabilidade.

O pedido de impeachment é assinado por religiosos críticos ao governo. Na lista estão padres católicos, anglicanos, luteranos, metodistas e também pastores. Embora sem o apoio formal das igrejas, o grupo tem o respaldo de organizações como o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, a Comissão Brasileira Justiça e Paz da Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) e a Aliança de Batistas do Brasil.

“Uma parcela da igreja deu um apoio acrítico e incondicional ao Bolsonaro independentemente do discurso que ele defendia. Queremos mostrar que a fé cristã precisa ser resgatada e que a igreja não é um bloco monolítico”, disse ao Estadão/Broadcast o teólogo Tiago Santos, um dos autores do pedido de impeachment.

As falhas do governo durante a crise do coronavírus, na esteira de idas e vindas sobre a importação de vacinas da China e da Índia, elevaram a temperatura política. Partidos de esquerda como PT, PDT, PSB, PSOL e PCdoB, além da Rede, também vão protocolar na Câmara, nesta quarta-feira, 27, um outro pedido de afastamento de Bolsonaro, desta vez com o mote “Pelo impeachment, pela vacina e pela renda emergencial”. As siglas adiaram a formalização da denúncia, antes prevista para esta terça-feira, justamente a pedido dos religiosos, que temiam confusão entre os dois movimentos.

“A palavra é ‘emergencial’. O que é emergencial? Não é duradouro, vitalício. Não é aposentadoria. Lamento muita gente passando necessidade, mas a nossa capacidade de endividamento está no limite”, afirmou Bolsonaro, nesta segunda-feira, 25, em conversa com apoiadores, no Palácio da Alvorada.

Em uma aliança que juntou partidos de esquerda à centro-direita, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também tomou a frente de um movimento que pode ser a prévia da nova articulação para tentar derrotar Bolsonaro em 2022, quando ele pretende disputar a reeleição.

A decisão de dar ou não o pontapé inicial no impeachment cabe ao presidente da Câmara, que também pode engavetar os pedidos – desde o início do mandato de Bolsonaro foram protocoladas 61 ações desse tipo contra ele, das quais 56 estão ativas.

O Palácio do Planalto faz campanha para emplacar o deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), líder do Centrão, na cadeira de Maia, com a expectativa de que, nesse cenário, uma denúncia contra ele não avançará no Congresso. Adversário de Lira, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), apoiado pelo presidente da Câmara, promete analisar “com equilíbrio” os pedidos de afastamento de Bolsonaro se vencer a disputa. A eleição que vai renovar as cúpulas da Câmara e do Senado está marcada para 1º de fevereiro.

No pedido que será formalizado nesta terça, os líderes religiosos acusam o presidente de agravar a crise do coronavírus e, consequentemente, o número de mortes. Para eles, Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade e desrespeitou princípios constitucionais e o direito à vida e à saúde. Mais de 200 mil pessoas já morreram em decorrência de covid-19.

Declarações de Bolsonaro durante a pandemia, como chamar o novo coronavírus de “gripezinha”, são citadas no pedido de impeachment a ser apresentado pelos religiosos. “As ações e omissões de Jair Bolsonaro, que seguem em repetição e agravamento, levaram e seguem levando a população brasileira à morte e geraram danos irreparáveis. Isso é crime de responsabilidade. Crime contra os direitos e os princípios constitucionais mais primários: à vida e à saúde”, diz a peça.

O bispo primaz da Igreja Anglicana do Brasil, Naudal Alves Gomes, a presidente da Aliança de Batistas do Brasil, Nívia Souza Dias, e os teólogos Lusmarina Campos Garcia, Leonardo Boff e Frei Betto também estão entre os signatários da ação.

A posição desses líderes vai na contramão de pastores evangélicos que defenderam a eleição de Bolsonaro, em 2018, e integram a base de apoio ao governo. Entre os defensores do chefe do Planalto estão Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, José Wellington Bezerra da Costa, da Assembleia de Deus Belém, Edir Macedo, da Universal do Reino de Deus, e R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus.

Durante a crise, Bolsonaro chegou a ser cobrado por esses aliados para reagir a decretos de prefeitos e governadores que determinaram o fechamento de igrejas, em função do isolamento social necessário para evitar a covid-19.

Pastores pediram ao presidente que investisse na vacinação em massa para que o País voltasse às atividades econômicas. Sem cultos nos templos, que estão fechados, a arrecadação também cai para essas igrejas.

Estadão Conteúdo

Procuradoria denuncia hacker que invadiu sistemas do Senado e divulgou informações em redes sociais 

O Ministério Público Federal denunciou à 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal um hacker que invadiu a intranet do Senado e divulgou as informações obtidas no Twitter e no Youtube. Os procuradores imputam ao acusado invasão de dispositivo informático (154-A, parágrafos 3º e 4º do Código Penal), divulgação de segredo (art. 153, parágrafos 1º-A e 2º), e crime continuado (art. 71). O processo tramita sob segredo de Justiça.

Segundo o MPF-DF, os crimes ocorreram em agosto e novembro de 2020, quando o acusado, por meio da prática de phishing – crime que consiste na tentativa de enganar as pessoas para que elas compartilhem dados confidenciais -, obteve dados de um servidor do Senado, e consequentemente teve acesso ao sistema de intranet da casa legislativa e ao e-mail do funcionário público. Ao entrar nos sistemas, o hacker fez um vídeo expondo a fragilidade de segurança da rede e publicou a gravação em seus perfis no Twitter e no Youtube.

“O denunciado chegou a fazer outra exposição indevida em perfil próprio em uma rede social, publicando trechos do inquérito policial aberto para apurar os crimes cometidos em agosto. Na nova publicação, expôs indevidamente dados pessoais de outro servidor do Senado – o responsável por comunicar as circunstâncias da invasão à Polícia Legislativa do órgão”, explicou a Procuradoria em nota.

Os investigadores apontam ainda que, para cometer os crimes, o hacker acessou os sistemas do Senado a partir do computador de um amigo de infância. Este último estava hospedando o denunciado em sua casa, após uma prisão ocorrida em julho.

Além da denúncia, que aguarda o recebimento pela 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal, o MPF apresentou cota ‘pela impossibilidade de realização de acordo de não persecução penal, já que o crime foi praticado de forma reiterada, tendo o denunciado inclusive já sido condenado em outra ocasião por conduta semelhante’.

Prefeitura e Superintendência Regional da Caixa fazem balanço das ações em primeira reunião do ano

Foi realizada na tarde desta segunda-feira (25), no Gabinete Civil, a primeira reunião do ano de 2021 entre a Prefeitura e a Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal. Desde 2017, as duas instituições realizam um encontro periódico para fazer um balanço dos contratos celebrados e avaliar os benefícios gerados ao município.

O superintendente interino, Volmar Prado, abriu o encontro falando da profícua relação que a Caixa mantém com o governo, graças ao bom trabalho da gestão e da equipe técnica da Prefeitura “É um prazer está aqui a disposição do Município. Essa gestão se destacou como cidade transparente e isso se deve à forma como ela é administrada”, destaca Volmar.

Para a prefeita em exercício, Sheila Lemos, a Caixa é um dos maiores parceiros do nosso Município. “Estas reuniões mensais têm uma importância enorme e é por meio delas que conseguimos deixar tudo alinhado para que as obras sejam entregues dentro do prazo à população de Vitória da Conquista”, declara Sheila.

Durante a reunião, foram discutidos questões referentes ao Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa) e outros convênios executados por meio desta parceria. Além da prefeita em exercício, Sheila Lemos, também participaram secretários e técnicos municipais de: Finanças, Meio Ambiente, Mobilidade Urbana, Transparência e Controle, além da Empresa Municipal de Urbanismo (Emurc), que emitiram seus pareceres conforme a atuação de suas pastas.

Profissionais de Saúde da rede hospitalar de Vitória da Conquista  será vacinada hoje, no espaço do estacionamento do Bolulevard.

Profissionais de Saúde da rede hospitalar de Vitória da Conquista  será vacinada hoje, no espaço do estacionamento do Bolulevard.

A Prefeitura de Vitória da Conquista, – estabelece nova programação para a vacinação dos profissionais que atuam na área da saúde de Vitória da Conquista, aogra programado para acontecer  no estacionamento do Boulevard Shopping –

De acordo a Secretária de Saúde, a operação acontece nesta terça- feira (26), das 9 às 11:30h e das 14:30 às 17 horas, a etapa de vacinação dos profissionais de saúde da rede hospitalar do município. O posto de vacinação está montado no estacionamento da Entrada A do shopping. Esse posto tem a estratégia de atender os profissionais de saúde que não tiverem a disponibilidade de comparecer com veículos automotivos.

 

Para receber a primeira dose da vacina, o profissional deve levar a declaração de vínculo ativo com a instituição de saúde – modelo disponibilizado pela Secretaria de Saúde – assinado e carimbado pelo diretor da instituição, desde que ela faça parte da rede hospitalar do município. No momento da vacinação, o profissional de saúde recebe o cartão de vacinação que garante que a aplicação da segunda dose seja do mesmo laboratório da primeira e no prazo determinado.

A aplicação da vacina de Orxford prevê que a segunda dose pode ser administrada até 90 dias após a primeira dose, por isso, todas as doses serão utilizadas nessa segunda etapa da vacinação dos grupos prioritários da primeira fase da campanha.

A secretária de Saúde de  Vitória da Conquista, enfermeira Ramona,  em entrevista no programa Roda de Conversa, transmitido pela Rádio Melodia, na segunda-feira, 25 de janeiro, diz que a programação neste primeiro momento esta sendo realizado aos profissionais de saúde  que estão na na linha de frente, nos hospitais, postos de saúde, ambulâncias. E grupos mais vulneráveis a Covid 19. Etc.  E que na medida em que a vacina vai chegando na cidade, serão traçados logística para atender aos grupos protagonizado pelo Ministério da Saúde na cidade.  Mas, é muito importante que os profissionais e a população de forma geral  estejam atentos aos comunicados oficiais da Prefeitura, divulgados no site e redes sociais, sobre a duração e desenvolvimento da estratégia de vacinação, enquanto houver estoque disponível

Artigo: Revolta dos Malês

Por Benjamin Nunes Pereira*

A Revolta dos Malês, que chegou ao ponto mais alto em 1835, foi a que mais se destacou entre todas, completou neste mês de janeiro de 2021, 186 anos, dessa insurreição de escravos urbanos islamizados (malês). Ocorreram levantes na Bahia em 1807, 1809, 1813, 1826, 1828, 1830, 1835 e 1844. Existiam nessa época milhares de escravos africanos das etnias hauçá e nagô, procedentes do golfo de Benin. Eram dotados de conhecimentos culturais, e muitos sabiam ler e escrever em árabe. Os movimentos insurrecionais envolveram escravos e também negros libertos de Salvador e dos engenhos do recôncavo baiano. Eles dirigiam-se contra os brancos e visavam à tomada do poder na Bahia. Dotados de grande organização (estavam enraizados em toda Salvador e no recôncavo, tinham uma organização militar detalhada e conseguiram mobilizar recursos financeiros para os levantes), as insurreições fracassaram quase sempre devido à denúncia de traidores.

Antes dos quilombos, houve grande marco da resistência negra à escravidão. É importante salientar as rebeliões de cunho religiosos da Bahia e a importância de organização dos negros, criando governos secretos que mantinham um controle absoluto sobre a massa escrava muçulmana. Em dezembro de 1808, iniciou-se o processo de insurreição. Eram hauçás e nagôs, unidos pela fé islâmica. O costume dos padres católicos de separarem as nações em irmandades religiosas, para evitar a troca de informações, ainda não tinha penetrado no recôncavo baiano. E as duas nações, reconhecendo-se irmãs pelo islamismo, juntaram-se na rebelião que terminaria com a fuga em massa de hauçás e nagôs das cidades, em janeiro de 1809. A organização dessa fuga foi de uma sociedade secreta do governo dos negros, chamada OGBONI. Os escravos fugiam, encontravam-se no mato e voltavam às estradas, assaltando as fazendas, matando senhores e libertando outros negros, incendiando engenhos.

Uma importante rebelião dos negros hauçás islâmicos na Bahia foi a de fevereiro de 1813, quando 600 homens invadiram e mataram senhores, destruindo os engenhos. Eram todos negros hauçás, que foram mortos ou fugiram, alguns suicidaram para não caírem prisioneiros, 34 deles foram condenados à forca e os açoitaram duramente em praça pública.

De 1826 a 1830 vários choques entre nagôs aquilombados e forças comandadas por capitães-do-mato resultaram em muitas mortes de lado a lado, com extrema violência, torturas públicas e libertações de escravos e fugas para os quilombos. Essa violência foi marco para uma grande rebelião que explodiria no dia 13 de abril de 1830, fracassada porque uma negra convidada a participar denunciou o movimento. Essa incrível determinação de luta era alimentada pela fé religiosa o que não invalida a função social da luta, dirigida para se conseguir o direito de ter respeitada sua crença, a resistência contra o aviltamento da cultura africana. O que não lhes dá apenas um caráter guerreiro, como de homens que sabem ler e escrever em árabe.

FUNDAÇÃO DE UM ESTADO – Por tudo isso, a rebelião dos Malês de 1835, não era tão simples e anárquica como as primeiras, reuniram-se também nagôs e hauçás, os malês para fundarem um estado teocrático na Bahia. Desde 1805, a fundação desse Estado teocrático está sendo orientado desde a África. Os ALUFÁS trabalharam arduamente na Bahia: ensinavam a ler o Alcorão, a escrever em árabe ou em hauçá e iorubano com caracteres árabes e doutrinaram os negros. O grande erro dessa guerra santa era justamente ser “santa”: a jihad era dirigida contra todos os infiéis, não havendo distinção entre negros e brancos. Por isso, sem a solidariedade dos negros e das demais nações, ocorreram várias delações. A jihad dos malês dividia os negros. Em 1835, os escravos de outras religiões, católicos ou de vários sincretismos afro-baianos, temeram que a vitória dos malês implicasse um banho de sangue dos demais e delataram assustados a rebelião.

Mesmo assim, a guerra durou mais de uma semana. Mesmo sendo precedido de uma repressão violenta, como o enforcamento sumário de alguns líderes, para atemorizar a massa fanatizada. Foram mortos mais de cem negros só em Salvador, para evitar a rebelião. Embora de fundo nitidamente religioso, muitos negros sobreviventes atribuíram os motivos da guerra à resistência dos senhores brancos em aceitarem o pagamento para alforria dos escravos, o que deve ter contribuído para a disposição de luta dos malês.

De qualquer forma, foi notável o fervor religioso dos negros malês. Essa determinação religiosa deles deu-lhes força militar: se não fossem as delações que ocorreram justamente pelo sectarismo dos hauçás e nagôs, não aceitando no seu Estado teocrático ninguém que não fosse muçulmano, provavelmente eles venceriam a guerra na Bahia. Chegaram a dominar os postos policiais e as duas entradas da capital baiana, só foram vencidos quando foram encurralados pela cavalaria. Tiveram que precipitar a luta, por causa dos delatores, o que enfraqueceu sua posição e não lhes deram tempo de arregimentar toda a massa muçulmana para o grande Jihad.

É importante dizer que os hauçás e nagôs, os protagonistas da revolta dos malês, eram os mais letrados dos negros africanos no Brasil. E tinham ligação religiosa com a África, de onde se orientavam as guerras santas. Em 1607, chegaram os primeiros hauçás no Brasil, trazendo uma religião que jamais iriam abandonar. Uma religião que implicava também um sistema de cultura, onde era preciso saber ler e escrever. Os escravos hauçás, rapidamente, passaram a ter um nível cultural bem superior ao dos seus senhores. Organizando-se secretamente, formaram uma seita poderosa, com liderança exercida desde a África. A maioria dos negros hauçás, escravos no Brasil, sabia ler e escrever em árabe, muitos se reunindo em grupos para estudar o Alcorão.

Os documentos apreendidos na malograda rebelião dos malês de 1835 demonstrava o alto grau de alfabetização dos hauçás: todos os planos da revolta estavam escritos em árabe, detalhadamente. Além disso, junto a esses documentos comprometedores, a polícia baiana apreendeu muitos livros, além de inúmeros cadernos manuscritos: literatura hauçá feita na Bahia, que a polícia jogou fora. Os baianos chamavam todos os escravos muçulmanos nagôs (também conhecidos como iorubas, nome da língua que falavam) e hauçás, de malês.

As rebeliões culminaram no levante de 24 de janeiro de 1835, quando os escravos chegaram a dominar Salvador e atacaram quartéis e prisões, sendo finalmente derrotados pela cavalaria. Esse levante deixou um saldo de 60 mortos, elevado número de feridos e 281 prisões de negros, dos quais cinco foram enforcados.

 

 

* Benjamin Nunes Pereira, é bancário aposentado, Historiador – Uesb, com especializações: Orçamento Público – UFBA, Antropologia com ênfase em culturas Afro-brasileira, Uesb, Bacharel em Direito – Fainor, membro da Academia Conquistense de Letras e membro da Casa da Cultura de Vitória da Conquista Bahia.

E-mail: [email protected]

Município recebe novas doses da vacina e continua imunização de profissionais de saúde

Acabou de chegar à Vitória da Conquista, na tarde deste domingo (24), o quantitativo de 3.280 doses da vacina desenvolvida pela universidade de Oxford, em parceria com a biofarmacêutica AstraZeneca.

Até o momento, o município recebeu 7.320 doses da vacina contra a Covid-19 e já vacinou 3.011 pessoas. A estratégia, para aplicação do restante das doses de CoronaVac e da nova remessa de vacinas Oxford recebidas hoje, é continuar vacinando os profissionais das unidades de saúde e os da rede hospitalar.

A secretária municipal de saúde, Ramona Cerqueira, ressalta ainda que: “novas estratégias estão sendo definidas para fazer a vacinação nos próximos dias, seguindo as orientações do Ministério da Saúde em relação ao grupo prioritário da primeira fase”.

A vacinação vai acontecer, na próxima terça-feira (26), de 9h às 11h30 e de 14h30 às 17h, por meio de drive-thru (entrada permitida apenas para carros e motocicletas) no Comando de Policiamento da Região Sudoeste (CPRSO), além de um ponto estratégico montado no 9º Batalhão de Polícia Militar para vacinar os profissionais que não tiverem a disponibilidade de veículos.

Para receber a primeira a dose da vacina, o profissional deve levar a declaração de vínculo ativo com a instituição de saúde – modelo disponibilizado pela Secretaria de Saúde – assinado e carimbado pelo diretor da instituição, desde que ela faça parte da rede hospitalar do município. No momento da vacinação, o profissional de saúde recebe o cartão de vacinação que garante que a aplicação da segunda dose seja do mesmo laboratório da primeira e no prazo determinado.

A aplicação da vacina de Orxford prevê que a segunda dose pode ser administrada até 90 dias após a primeira dose, por isso, todas as doses serão utilizadas nessa segunda etapa da vacinação dos grupos prioritários da primeira fase da campanha.

Enem registra 55,3% de abstenção no segundo dia de provas e bate recorde de faltas

Com base em dados ainda preliminares, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) informou neste domingo (24) que o segundo dia do Enem registrou 55,3% de abstenção. Um recorde no histórico do exame.

O índice superou o observado no primeiro dia do exame, no domingo (17), quando havia sido registrada a marca de 51,5%.

Os números foram apresentados pelo presidente do instituto, Alexandre Lopes, em coletiva à imprensa. Segundo ele, 2,4 milhões de inscritos compareceram para fazer as provas de Ciências da Natureza e Matemática, contra um total superior a 3 milhões de ausentes. “Foi mais do que a gente estava esperando”, afirmou.

Ele, no entanto, defendeu a realização do Enem. “O Inep não pode parar”, disse. Questionado sobre a aplicação do exame em meio ao agravamento da pandemia da Covid-19, Lopes afirmou que, para os mais de 2 milhões de inscritos que compareceram às provas nos dois domingos, foi uma decisão importante.

“Você tem que perguntar a eles. Tivemos milhões de pessoas interessadas em fazer o Enem. Prepararam-se, foram ao local das provas, fizeram as provas”, disse o presidente do Inep. “E, porque o fizeram, vão poder concorrer às vagas do Sisu no primeiro semestre de 2021”.

O Sisu é o Sistema de Seleção Unificada do Ministério da Educação, que usa as notas do Enem para ingresso em instituições de ensino superior públicas.Também presente à coletiva, delegado Cleo Mazzotti, da Polícia Federal, afirmou que o Enem foi realizado sem incidentes, seja no aspecto da segurança ou quanto à lisura do exame

De acordo com Lopes, os inscritos que se sentiram prejudicados por incidentes logísticos durante a aplicação dos exames nos dois dias de provas poderão solicitar a reaplicação. Ele encorajou os inscritos que não fizeram as provas a fazer a solicitação.O pedido deverá ser feito pela página do participante a partir de meio-dia desta segunda-feira (25) até a sexta-feira (29). Os casos, frisa o instituto, serão avaliados individualmente. A reaplicação está prevista para os dias 23 e 24 de fevereiro.

Em relação ao Amazonas, frisou o presidente do Inep, os inscritos não precisam fazer o pedido de reaplicação. Ela será feita para todos os candidatos. Por enquanto, segundo Lopes, as datas estão mantidas.

O mesmo ocorreu para 13,7 mil inscritos que comunicaram ausência nos dois domingos de aplicação do exame em razão de terem contraído doenças infectocontagiosas, incluindo a Covid-19.

A realização do exame no momento em que a pandemia do novo coronavírus se agravou foi criticada por diferentes setores da sociedade, mas o governo decidiu mantê-lo.

Mais cedo neste domingo, em São Paulo, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que foi correto prever a alta abstenção para organizar as salas. “Se houve esse pensamento, de que a abstenção seria de pelo menos 30%, então estávamos certos porque ela foi de 51%”, afirmou Ribeiro.

“Temos que ver o outro lado também, e não estou querendo defender ninguém, mas imagine, se tivéssemos contratado tudo [número de salas suficiente], o valor de dinheiro público que haveríamos de usar.”

O titular da Educação acompanhou a entrada dos candidatos que foram fazer o segundo dia de provas do Enem neste domingo. Ele escolheu visitar a escola estadual Cesar Martinez, em Moema, bairro nobre de São Paulo.

 

Segundo ele, pela gestão “séria e responsável” do dinheiro público foi correto ter contado com a alta abstenção para organizar os locais de prova, ou seja, sem ampliação suficiente do número de salas para garantir que todas só tivessem 50% de candidatos.

 

“Gastamos mais de R$ 700 milhões do Tesouro para a aplicação do Enem neste ano. Imagine se não tivesse feito uma mínima previsão [de abstenção] aí as coisas ficariam mais difíceis”, disse o ministro.

por Marcelo Rocha | Folhapress

Bahia recebe lote com 119.500 doses da vacina de Oxford

Um novo lote de vacinas contra a Covid-19 chegou à Bahia às 10h40 deste domingo (24). Desta vez, 119.500 doses do imunizante desenvolvido pela universidade de Oxford, em parceria com a biofarmacêutica AstraZeneca, desembarcaram no aeroporto internacional de Salvador, de onde seguiram para a sede do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer). A distribuição para as cidades do interior terá início a partir das 14h de hoje.

Uma vez que a segunda dose da vacina de Oxford pode ser tomada em até 90 dias, o Estado vai adotar a estratégia de usar todas as vacinas que chegaram neste domingo, como explicou o titular da Secretaria da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas. “Por possuir resposta imunológica precoce ampla, garantindo que se possa esticar o prazo de aplicação da segunda dose para 90 a 120 dias à frente, isso permitirá que apliquemos todas as doses sem que seja preciso guardar 50%, como ocorreu com a CoronaVac”, detalhou o secretário.

No Graer, foi montada uma estrutura para recebimento e armazenamento temporário de vacinas, que conta com refrigeradores e, também, com os cuidados de técnicos da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). É neste local que é feita a contagem e a separação para viabilizar o envio de doses para todo o território estadual.

A chegada do novo lote acontece após a liberação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que é responsável pela análise e etiquetamento das duas milhões de doses importadas do Instituto Serum da Índia, um dos centros produtores da vacina de Oxford-AstraZeneca. Já o envio para os estados brasileiros foi feito pelo Ministério da Saúde.

Vacinação na Bahia

A imunização contra o novo coronavírus já foi iniciada em todos os 417 municípios baianos e as primeiras pessoas vacinadas receberam o imunizante Coronavac, que chegou na última segunda-feira (18), em um lote de 376.600 doses. Esta é a vacina desenvolvida pela dupla formada pelo Instituto Butantã e pela empresa chinesa Sinovac Biotech.

Como o Brasil vai imunizar a população com vacinas fabricadas por laboratórios diferentes e com indicações de uso igualmente diferentes, é o cartão de vacinação que vai garantir que a segunda dose aplicada seja a mesma que a primeira e no prazo determinado.

Caso tenha perdido o cartão, o cidadão receberá um novo cartão com a indicação de qual vacina contra a Covid-19 recebeu.

Secom

Impeachment de Trump deve ser encaminhado ao Senado na segunda, diz líder democrata

Julgamento pode impedir que republicano tente se candidatar novamente à Casa Branca

[Impeachment de Trump deve ser encaminhado ao Senado na segunda, diz líder democrata ]
Foto : Shealah Craighead
 

A Câmara dos Estados Unidos vai entregar, na próxima segunda-feira (25), o processo de impeachment do ex-presidente Donald Trump, por incitar uma insurreição, segundo o líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer.

Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou o processo de impeachment, mas ele ainda tem que ser levado ao Senado, onde será julgado. Apesar de Trump já ter deixado a Casa Branca, o julgamento pode impedir com que ele tente assumir o cargo novamente.

Caso seja considerado culpado, Trump também não poderá receber a aposentadoria pelo cargo no valor de US$ 200 mil por ano. Além disso, será condenado por incitar a insurreição no caso dos invasores do Capitólio.Por Geovana Oliveira