A Gente diz

Hospital São Vicente disponibiliza 20 leitos clínicos e 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para atendimento de pacientes diagnosticados com Covid-19.

A Prefeitura de Vitória da Conquista publicou, no inicio do mês de julho,  no Diário Oficial do Município, o contrato emergencial de 30 leitos no Hospital São Vicente, para atendimento exclusivo de pacientes diagnosticados com Covid-19. São 20 leitos clínicos e 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), totalmente isolados do resto do Hospital.

São 20 leitos clínicos e 10 leitos de UTI para tratar pacientes relacionados ao coronavírus

O contrato começou a valer desde sexta-feira,  (8) de julho, 3020, e tem duração de três meses. O investimento é de R$ 2.880.000,00 (dois milhões, oitocentos e oita mil reais), de recursos provenientes do Governo Federal.

 

Visita dos  secretários  de Saúde; Ramona Cerqueira, e do secretário de Administração, Kairan Rocha, as instalações do local, que já está pronto para receber pacientes.

“Esse é mais um equipamento para fortalecer o SUS em nosso município. É um compromisso de gestão, na intenção de trazer 20 leitos clínicos e 10 de UTI, fortalecendo todo o nosso sistema e trazendo o compromisso de que a nossa população que venha a ser atendida e diagnosticada com Covid terá o melhor tratamento possível dentro do nosso município”, destaca Ramona.

“É mais um beneficio trazido para a população de Vitória da Conquista, mais uma segurança em relação à disponibilidade de leitos para atender possíveis pacientes de Covid, que necessitem de acompanhamento hospitalar, ou até mesmo de um tratamento em UTI. E assim a gente amplia a nossa capacidade de internação no município de pacientes com Covid-19” avalia o secretário Kairan.

A instalação já está pronta para receber futuros pacientes

Leitos isolados – De acordo com o médico superintendente do Hospital São Vicente, Ricardo Alexandre Ferreira, esse é o primeiro caso, na região Sudoeste, de uma unidade para atendimento da Covid-19 totalmente isolada da estrutura hospitalar. De acordo com ele, a decisão serve para garantir que os pacientes que necessitem de outros serviços do Hospital não tenham risco de contaminação.

“Separamos um pavilhão que fica totalmente separado do Hospital, não tem nenhuma vinculação física, para fazer uma unidade separada unicamente para isso. Todos os médicos, funcionários e pacientes não entrarão em contato nem entrarão nas dependências do Hospital em nenhum momento”, explica.

O prefeito Herzem Gusmão  diz que: “o nosso Governo tem trabalhado no combate ao coronavírus, e nós estamos contando com as bênçãos de Deus e com a cidade, que se levantou solidária e compreendendo as nossas ações, contando com  os recursos do SUS devem ser canalizados para hospitais públicos, na ausência deles, para os hospitais filantrópicos, e é o que nós estamos fazendo”. Argumentou Herzem.

Hospital São Vicente constrói em tempo recorde, (10 dias) – unidade para atender pacientes com suspeita ou confirmação de infecção pela Covid-19.

Segundo a PMVC, O atendimento deve começar a partir da próxima quinta (30).

Em fase de acabamento, unidade para 32 leitos foi construída em cerca de 10 dias

Os 20 leitos clínicos contratados pela Prefeitura Municipal junto ao Hospital São Vicente estão prestes a ser inaugurados. Nesta terça-feira (28), foram concluídos os últimos detalhes de acabamento do espaço anexo ao hospital que deve receber já a partir da próxima quinta-feira (30), pacientes com suspeita ou confirmação de infecção pela Covid-19. Além dos leitos contratados, o hospital está deixando disponível mais 12 leitos clínicos, totalizando 32 novos leitos à disposição da população. A Prefeitura já havia contratado outros 30 leitos (20 clínicos e 10 de UTI) que estão em funcionamento desde o dia 08 de maio. Com esse novo contrato, o Governo Municipal amplia a capacidade de atendimento médico hospitalar aos seus munícipes em um grande esforço para reduzir a pressão hospitalar, mesmo que os pacientes de Vitória da Conquista representem uma pequena parcela dos ocupantes dos leitos hoje disponíveis.

Segundo o coordenador de obras do Hospital São Vicente, Márcio Santana, esta foi uma obra concluída em tempo recorde. “Foram cerca de 40 trabalhadores, que se empenharam todos os dias, noites e finais de semana, para a conclusão dessa obra tão importante. Hoje, estamos em fase de acabamento e amanhã estará tudo pronto para funcionar”, explica Santana.

O secretário municipal de Administração, Kairan Rocha, relata que essa nova parceria entre a Prefeitura e o Hospital São Vicente será providencial para atender a demanda por internações no município. “Estamos felizes com o empenho do hospital e de muitos empresários que fizeram doações à Santa Casa para a construção dessa estrutura de forma tão rápida. Isso irá ajudar Conquista e sua microrregião no tratamento de pacientes que venham a necessitar de internação”, destaca Kairan.

De acordo com o superintendente do Hospital São Vicente, Ricardo Alexandre, o hospital  está preparado para receber pacientes da Covid-19 em seus 32 novos leitos. “Desde que foi solicitado, fizemos o possível para realizar a construção desta unidade em cerca de 10 dias. Além dos 20 leitos contratados, o hospital irá dispor de mais 12 leitos, mediante às necessidades do município e para que a cidade não venha a parar e retroceder por conta da pressão hospitalar”, relata o superintendente.

Brasil já soma ao menos nove prefeitos mortos pelo novo coronavírus

Hernandes da Areia (DEM), 54, vice que assumiu a prefeitura de Araguanã (TO) após a renúncia do titular em 2017, morreu vítima da Covid-19 após 30 dias de internação. O presidente da Câmara, que tinha assumido interinamente, morreu enquanto Hernandes estava internado. Coube à vice do legislativo ficar no cargo, efetivada no último dia 11, com a morte do governante.

A pandemia do novo coronavírus mudou a rotina de todas as cidades do país nos últimos quatro meses, mas em Araguanã, distante 458 km de Palmas, gerou um efeito cascata que colocou a vereadora Irene Duarte (PSD), em seu primeiro mandato, no cargo de prefeita.

A cidade é uma das que perderam seus prefeitos mortos vítimas da Covid-19. São ao menos nove municípios brasileiros nessa situação, espalhados em 8 estados.

O imbróglio em Araguanã começou em 10 de junho, quando o prefeito passou mal e foi internado em Araguaína. Então presidente da Câmara, Cícero Araújo (PDT), assumiu o cargo interinamente, até passar mal e morrer de infarto no dia 26 num restaurante em Araguaína.

Com Hernandes da Areia ainda internado, a vice-presidente da Câmara, Irene Duarte, assumiu no dia 29 a prefeitura, e, de forma definitiva, a partir do dia 11.

O mais recente óbito de um prefeito ocorreu neste domingo (26), em Alta Taquari (MT), distante 509 quilômetros da capital, Cuiabá. Fabio Mauri Garbugio (PDT), estava internado num hospital de Goiânia e tinha sido diagnosticado com a Covid-19 na última quinta-feira (23), segundo o governo do estado.

“Eu e minha esposa Virginia lamentamos muito o falecimento do prefeito de Alto Taquari e prestamos nossas condolências à família, rezando para que Deus dê forças aos amigos e familiares neste momento difícil”, disse o governador Mauro Mendes (DEM).

Além desses dois óbitos, outros quatro prefeitos morreram vítimas da pandemia do novo coronavírus em julho, no Rio Grande do Sul, Alagoas, Paraíba e Espírito Santo.

Em Viamão (RS), Valdir Jorge Elias (MDB), o Russinho, 66, morreu quarta-feira (22), após sete dias internado no hospital da cidade para tratar complicações da Covid-19.

Ele, que era hipertenso e idoso, tinha sido internado com febre e problemas respiratórios e teve quadro estável nos primeiros dias, mas apresentou piora nas últimas 48 horas e morreu às 10h20 de quarta.

No mesmo dia, Paulo Márcio Leite Ribeiro (PSB), 50, prefeito de Água Doce do Norte (ES), morreu num hospital de Colatina depois de 15 dias do diagnóstico do novo coronavírus.

No dia 16, foi o então prefeito de Ingá (PB), Manoel Batista Chaves Filho (PSD), 64, que morreu depois de 11 dias internado em Campina Grande. Ele teve sintomas no dia 5 e, no mesmo dia, já foi colocado num leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

“É muito triste termos que nos despedir dessa forma tão brusca por conta desse inimigo invisível”, afirmou por meio de nota o presidente da Famup (Federação das Associações de Municípios da Paraíba), George Coelho.

Em Santana do Ipanema (AL), a morte do prefeito Isnaldo Bulhões, 78, fez com que sua filha Christiane Bulhões, vice-prefeita, assumisse o cargo no último dia 8 e decretasse luto oficial de sete dias no município.

Ele estava internado desde 21 de maio no Hospital do Coração, em Maceió.

SÃO PAULO

No interior de São Paulo, dois prefeitos morreram no intervalo de uma semana, em junho.

A primeira morte foi no dia 20, quando o então prefeito de Borebi, Antônio Carlos Vaca (PSDB), 73, morreu em Bauru, onde estava internado desde 24 de maio com grave quadro de insuficiência respiratória.

O vice-prefeito, Pedro Miguel de Araújo, já tinha assumido o cargo de forma interina durante a internação do titular, que estava em seu terceiro mandato.

Seis dias depois, foi a vez do prefeito de Santo Antônio do Aracanguá, Rodrigo Aparecido Santana Rodrigues (DEM), 35, morrer vítima do novo coronavírus, após 24 dias internado na UTI do Hospital da Unimed, em Araçatuba.

Os primeiros sintomas que teve foram dores no corpo, no fim de maio. Já no hospital, teve anemia, precisou de transfusão de sangue e, com a deterioração do quadro de saúde, teve de ser submetido a uma traqueostomia e a sessões de hemodiálise.

O primeiro óbito de prefeito ocorreu em 27 de março, em São José do Divino (PI). Antônio Nonato Lima Gomes, o Antônio Felicia (PT), 57, tinha histórico de diabetes e foi também a primeira morte confirmada por Covid-19 em seu estado.

INTERNAÇÃO

Além dos prefeitos mortos, há outros governantes de cidades brasileiras que se recuperaram ou estão com a doença atualmente, como Isael Domingues (PR), 53, de Pindamonhangaba, que na última sexta-feira (24) foi transferido para a UTI do InCor (Instituto do Coração), na capital.

Segundo o último boletim médico divulgado pela prefeitura, ele está sob tratamento intensivo à base de medicamentos, suporte respiratório com máscara de oxigenação e fisioterapia respiratória.

Já o prefeito de Canarana (MT), Fabio Faria, foi transferido para Goiânia no sábado (25). A primeira-dama, Carol Spricigo Faria, disse numa rede social que a transferência foi necessária devido à doença ter se manifestado de forma mais intensa.

“Já está hospitalizado e sendo assistidos pelos médicos de lá. Peço que rezemos e oremos pela sua melhora”, disse ela.

Nova Plataforma Anísio Teixeira é apresentada para educadores e estudantes

Educadores e estudantes, das redes públicas e privadas de todo o país, já podem acessar a nova Plataforma Anísio Teixeira (PAT), que foi apresentada nesta segunda-feira (27), pela Secretaria da Educação do Estado e pelo Instituto Anísio Teixeira (IAT), durante transmissão no canal do IAT no Youtube. Com mais de 10 mil conteúdos educacionais, a nova Plataforma Anísio Teixeira chega com um layout moderno, além de estar mais leve, intuitiva e fácil de navegar em smartphones ou tablets.

O subsecretário da Educação, Danilo Melo, comentou que a ideia de reestruturar a plataforma é também para que se obtenha mais resultados com o conteúdo ofertado. “Confiamos na equipe do IAT, que é referência no Brasil em termos de formação e educação. A atualização é um processo contínuo, a inovação tem propósito, de que com uso de novas tecnologias, novos recursos e com a experiência crítica do IAT, produzir uma série de ações que repercutam positivamente na educação básica e na educação do povo baiano como um todo”, destacou.

Durante a live, a diretora-geral do IAT, Cybele Amado de Oliveira, afirmou que o lançamento é mais uma entrega em comemoração dos 120 anos de Anísio Teixeira. “Neste mês em que homenageamos Anísio Teixeira, trazemos um novo desenho da Plataforma Anísio Teixeira, mais colorida, atrativa e intuitiva, mais veloz e mais adaptável ao celular e ao computador”, salientou. A diretora aproveitou para lembrar que a plataforma existe há 11 anos, possui inúmeros conteúdos educacionais e que, em breve, terá também um canal especial para Anísio Teixeira. “Dentro da PAT, teremos o canal Anísio Teixeira, com toda sua obra em um ambiente fácil e acessível para pesquisas”.

O presidente da Fundação Anísio Teixeira, Juliano Matos, parceiro nesta ação, comentou sobre o canal. “Estamos conversando e trabalhando para compartilhar conteúdo. Além disso, a casa tem uma expertise e um saber fazer que pode ser compartilhado. Vamos começar esta parceria, estreitar esta aproximação com o IAT”, disse.

Vitória da Conquista contabiliza 45 óbitos por Covid-19, e 545 pacientes seguem em recuperação.

Boletim epidemiológico: Vitória da Conquista.

Neste domingo (26), dois pacientes diagnosticados com Covid-19 faleceram em Vitória da Conquista. Até o momento, foram registrados 45 óbitos de pessoas residentes do município.

44º óbito – Homem de 66 anos, morador do bairro Iracema, portador de Doença cardiovascular crônica; estava internado desde o dia 20 de maio no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde veio a óbito no dia 26 de julho.

45º óbito – Mulher de 84 anos, moradora do bairro Ibirapuera, portadora de Doença cardiovascular crônica e com histórico de AVC; foi internada no dia 15 de julho no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde veio a óbito no dia 26 de julho.

Senado aprova novo marco legal do saneamento básico

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Em sessão remota nesta quarta-feira (24), o Senado aprovou o novo marco legal do saneamento básico (PL 4.162/2019). O projeto é de iniciativa do governo, foi aprovado em dezembro do ano passado na Câmara dos Deputados e agora segue para a sanção presidencial. A matéria baseia-se na Medida Provisória (MP) 868/2018, que perdeu a validade sem ter sua apreciação completada no Congresso Nacional em 2019. Assim, o governo enviou ao Legislativo um projeto com o mesmo tema.

O texto prorroga o prazo para o fim dos lixões, facilita a privatização de estatais do setor e extingue o modelo atual de contrato entre municípios e empresas estaduais de água e esgoto. Pelas regras em vigor, as companhias precisam obedecer a critérios de prestação e tarifação, mas podem atuar sem concorrência. O novo marco transforma os contratos em vigor em concessões com a empresa privada que vier a assumir a estatal. O texto também torna obrigatória a abertura de licitação, envolvendo empresas públicas e privadas.

Foram apresentadas 86 emendas ao projeto. Mas o relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), acatou apenas uma, de autoria do Senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que torna mais precisa uma referência legal, sem alteração de mérito. Pelo projeto, os contratos deverão se comprometer com metas de universalização a serem cumpridas até o fim de 2033: cobertura de 99% para o fornecimento de água potável e de 90% para coleta e tratamento de esgoto.

— Universalizar os serviços de água e esgoto até 2033 tem múltiplas dimensões. Saneamento tem efeito multiplicador na geração de empregos, saúde, educação e melhoria da qualidade de vida das pessoas — argumentou o relator.

De acordo com Tasso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que, para cada R$ 1 investido em saneamento, gera-se uma economia de R$ 4 em gastos com saúde. A OMS também estima que, anualmente, 15 mil pessoas morram e 350 mil sejam internadas no Brasil devido a doenças ligadas à precariedade do saneamento básico. O relator ainda destacou que a situação foi agravada pela pandemia do coronavírus. Segundo o senador, a atual crise torna ainda mais urgentes as mudanças propostas. Ele lembrou que cerca de 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água tratada e metade da população não tem serviços de coleta de esgoto.

— Essa modernização é absolutamente necessária e urgente. O modelo institucional do setor precisa ser otimizado de modo a superar os graves índices hoje observados no Brasil — declarou.

Vetos

O líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), anunciou o compromisso do governo com três vetos. Um deles (art. 14, § 1º) é sobre o item que trata da alienação de controle de empresa estatal prestadora, que determina que a conversão de contrato de programa em contrato de concessão não necessariamente precisa do consentimento do titular. O senador Tasso Jereisatti havia pedido o veto desse ponto, por entender que a dispensa da anuência dos municípios não contribui para a evolução do marco regulatório.

O outro veto será colocado na previsão de que os loteadores possam ser reembolsados das despesas com infraestruturas que não se destinem exclusivamente a atender o próprio empreendimento, mas representem antecipação de investimentos de responsabilidade da prestadora dos serviços de saneamento (art. 7º). Nesse ponto, Tasso disse entender que o dispositivo é um desincentivo ao adensamento das cidades e poderia ser interpretado como enriquecimento sem causa dos loteadores.

Bezerra ainda confirmou que atendeu uma demanda do senador Major Olímpio (PSL-SP) para o veto do item que trata de delegação, convênios e instituição de fundos (art. 20). Ele ainda elogiou o trabalho de Tasso Jereissati e o entendimento entre as lideranças para a aprovação do texto final. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também exaltou o trabalho do relator e disse que o Senado viveu um momento histórico com a aprovação da matéria.

— É um importante projeto, que pode reduzir as desigualdades. Saneamento é saúde. Esse assunto está represado há pelo menos três décadas em nosso país — declarou Davi.

Antes do início da votação, houve uma questão de ordem, apresentada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), para suspender a apreciação da matéria. O presidente Davi não acatou o questionamento e teve sua posição confirmada pelo Plenário. Por acordo, os destaques apresentados foram retirados e o projeto aprovado, com 65 votos a favor e 13 contrários.

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Contratos

Hoje, as cidades firmam acordos direto com empresas estaduais de água e esgoto, sob o chamado contrato de programa. Os contratos contêm regras de prestação e tarifação, mas permitem que as estatais assumam os serviços sem concorrência. O novo marco extingue esse modelo, transformando-o em contratos de concessão com a empresa privada que vier a assumir a estatal, e torna obrigatória a abertura de licitação, envolvendo empresas públicas e privadas.

Pelo projeto, os contratos de programa que já estão em vigor serão mantidos e, até março de 2022, poderão ser prorrogados por 30 anos. No entanto, esses contratos deverão comprovar viabilidade econômico-financeira, ou seja, as empresas devem demonstrar que conseguem se manter por conta própria — via cobrança de tarifas e contratação de dívida.

Os contratos também deverão se comprometer com metas de universalização a serem cumpridas até o fim de 2033: cobertura de 99% para o fornecimento de água potável e de 90% para coleta e tratamento de esgoto. Essas porcentagens são calculadas sobre a população da área atendida.

Outros critérios também deverão ser atendidos, como não interrupção dos serviços, redução de perdas e melhoria nos processos de tratamento. O cumprimento das metas será verificado periodicamente e as empresas que estiverem fora do padrão poderão sofrer sanções do órgão regulador federal, a Agência Nacional de Águas (ANA). Como sanção, essas empresas não poderão mais distribuir lucros e dividendos, se for o caso.

Blocos de municípios

Outra mudança se dará no atendimento aos pequenos municípios do interior, com poucos recursos e sem cobertura de saneamento. Hoje, o modelo funciona por meio de subsídio cruzado: as grandes cidades atendidas por uma mesma empresa ajudam a financiar a expansão do serviço nos municípios menores e mais afastados e nas periferias.

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Já o projeto aprovado determina, para esse atendimento, que os estados componham grupos ou blocos de municípios, que contratarão os serviços de forma coletiva. Municípios de um mesmo bloco não precisam ser vizinhos. O bloco, uma autarquia intermunicipal, não poderá fazer contrato de programa com estatais nem subdelegar o serviço sem licitação. A adesão é voluntária: uma cidade pode optar por não ingressar no bloco estabelecido e licitar sozinha.

Subsídios e lixões

Famílias de baixa renda poderão receber auxílios, como descontos na tarifa, para cobrir os custos do fornecimento dos serviços, e também poderão ter gratuidade na conexão à rede de esgoto. O projeto estende os prazos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305, de 2010) para que as cidades encerrem os lixões a céu aberto. O prazo agora vai do ano​ de 2021 (era até 2018), para capitais e suas regiões metropolitanas, até o ano de 2024 (era até 2021), para municípios com menos de 50 mil habitantes.

Papel federal

A regulação do saneamento básico vai ficar a cargo da ANA, mas o texto não elimina as agências reguladoras de água locais. O projeto exige que os municípios e os blocos de municípios implementem planos de saneamento básico e a União poderá oferecer apoio técnico e ajuda financeira para a tarefa. O apoio, no entanto, estará condicionado a uma série de regras, entre as quais, a adesão ao sistema de prestação regionalizada e à concessão ou licitação da prestação dos serviços, com a substituição dos contratos vigentes.

O projeto ainda torna ilimitada a participação da União em fundos de apoio à estruturação de parcerias público-privadas (PPPs), para facilitar a modalidade para os estados e municípios. Atualmente, o limite de participação do dinheiro federal nesses fundos é de R$ 180 milhões.

Para melhorar a articulação institucional entre os órgãos federais que atuam no setor, será criado o Comitê Interministerial de Saneamento Básico (Cisab), colegiado que, sob a presidência do Ministério do Desenvolvimento Regional, terá a finalidade de assegurar a implementação da política federal de saneamento básico e de coordenar a alocação de recursos financeiros.

 Tarifas

Os municípios e ​o Distrito Federal deverão passar a cobrar tarifas sobre outros serviços de asseio urbano, como poda de árvores, varrição de ruas e limpeza de estruturas de drenagem de água da chuva. Se não houver essa cobrança depois de um ano da aprovação da lei, isso será considerado renúncia de receita e o impacto orçamentário deverá ser demonstrado. Esses serviços também poderão integrar as concessões.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Mais de 50% das empresas manterão mudanças adotadas na pandemia Entre as alterações no modo de trabalho, estão as vendas online e o home office

Quase 90% das empresas brasileiras fizeram alguma alteração no seu modo de operação durante a pandemia, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). A informação é da Folha.

Dentre as companhias que fizeram mudanças, apenas 27% têm a avaliação de que elas serão temporárias. Outras 56% dizem que as medidas serão incorporadas parcialmente ou totalmente, enquanto 17% ainda avaliam a possibilidade.

Uma das principais alterações foi o desenvolvimento de novos produtos ou serviços, apontado por 18% das empresas. O trabalho remoto (home office) foi adotado por 83% para atividades administrativas, mas apenas por 20% para atividades operacionais. Além disso, um terço das empresas afirmou ter utilizado novos meios de vendas. No caso do varejo, isso se aplica a 57% das companhias, sendo cerca de 65% nos segmentos de supermercado, vestuário e calçados e móveis e eletrodomésticos. O delivery é citado por 41% das empresas do comércio.

Ainda segundo o estudo, os comerciantes que realizam vendas online se tornaram maioria após a pandemia. Antes da crise, 47% realizavam pelo menos parte das suas vendas por canais online, enquanto 53% só vendiam em lojas físicas. Agora, 62% vendem via internet, e 38% continuam restritas às vendas em lojas.

Foto : Rovena Rosa/Agência Brasil

Por Metro1

Aneel prorroga medida, e Famílias de baixa renda não podem ter energia cortada até o fim do ano

Famílias de baixa renda não podem ter energia cortada até o fim do ano

As famílias de baixa renda não poderão sofrer corte de energia elétrica até o fim do ano por falta de pagamento. A medida, que já estava em vigor e valia até o fim de julho foi prorrogada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A ideia é proteger as famílias que mais precisam, como explicou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. “No setor de Energia Elétrica, vislumbramos que nossa prioridade deveria estar centrada na redução da pressão sobre os consumidores de baixa renda”. Para a diarista, Luzia Ferreira de Lima, que vive em Itapoã (DF), a medida veio em boa hora já que, segundo ela, com a pandemia muita gente está sem emprego. “Achei muito bom. Já é uma conta a menos para a gente voltar a pagar”, disse. A medida também vale para unidades onde more pessoa que dependa de equipamentos elétricos essenciais à preservação da vida; pessoas que deixaram de receber a fatura impressa sem autorização do consumidor; e locais sem postos de arrecadação em funcionamento ou nos quais a circulação de pessoas seja restringida por ato do poder público. Quem não se enquadra nesses requisitos pode ter a energia cortada por inadimplência a partir de agosto. Mas de acordo com a Aneel, a distribuidora deve enviar ao consumidor nova notificação sobre existência de pagamentos pendentes, ainda que já tenha encaminhado em período anterior para o mesmo débito. Além disso, é proibido efetuar cortes por falta de pagamento às sextas, aos sábados, domingos, feriados e dias que antecedem feriados. Ainda segundo o ministro Bento Albuquerque, o governo trabalha tanto para proteger quem não tem condições de pagar a conta de luz nesse momento como também para garantir a retomada do setor. “As condições estão voltando para a normalidade e nós temos que priorizar as nossas ações naquilo que é o mais importante, principalmente, para que os consumidores não tenham impacto nas tarifas que poderão representar não só a inadimplência, mas também impactos na própria retomada da atividade econômica”.

Brasil mantém alta de novos casos diários e acumula 55.891 em 24h da Covid-19

 

 Brasil mantém alta de novos casos diários e acumula 55.891 em 24h da Covid-19

Foto: Reprodução / Handout

O Brasil continua a subida no número de casos da Covid-19 e contabiliza 2.343.366 milhões infectados. Nas últimas 24 horas foram registradas mais 1.156 mortes, segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta-feira (24). 

O número de casos nas últimas 24 horas somaram mais 55.891 no quadro da doença. Já o número total de mortes chegou a 85.238.

Conforme o balanço, 655.847 pacientes estão em acompanhamento. Outras 1.592.281 pessoas já se recuperaram da doença. por Mauricio Leiro

 

Veja:

 

Política Nacional – PTB chama suspensão de conta de ‘AI-5’ e diz que Supremo virou ‘Gestapo’

O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), presidido pelo ex-deputado Roberto Jefferson, criticou a suspensão imposta pelo Supremo Tribunal Federal ao ex-parlamentar nas redes sociais e disse que as decisões dos ministros transformaram a Corte em uma ‘Gestapo’ – abreviação da Polícia Secreta do Estado no regime nazista. Segundo a legenda, a ordem de suspensão seria um novo ‘Ato Institucional nº 5’, medida da ditadura militar que ampliou a censura e cassou direitos durante o regime.

“O PTB lamenta que, em pleno século XXI, o Brasil esteja passando por um novo Ato Institucional nº 5, justamente exercido por aqueles que deveriam ser os guardiões da Constituição”, afirmou o partido, em nota. “Infelizmente, o PTB e a nação brasileira constatam, visivelmente, que os atuais ministros, em especial Alexandre de Moraes, tenham transformado a Suprema Corte em uma nova Gestapo: acusam, interrogam, julgam e condenam, em especial os que se manifestam livre e diferentemente. Embora se considerem, os 11 ministros não estão acima da Constituição”.

Condenado no Mensalão, Roberto Jefferson é alvo do inquérito que apura esquema de difusão de ameaças, ofensas e ‘fake news’ contra o STF. As investigações miram ‘a existência de um mecanismo coordenado de criação e divulgação’ de ofensas, ameaças e ‘fake news’ contra o Supremo Tribunal Federal a partir de perfis nas redes sociais, encabeçados por ‘influenciadores’ bolsonaristas e financiado de forma velada por empresários.

O caso é comandado pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou em maio a suspensão das contas do ex-deputado após publicações serem consideradas ameaças, como a que ele aparece empunhando um fuzil ao afirmar que estaria se preparando para ‘combater o bom combate’. Em uma live, Jefferson defendeu a ‘demissão e substituição dos 11 ministros do STF, herança maldita’.

As informações são do jornal Estado de S.Paulo.

Auxílio emergencial – Caixa libera saques e transferências para os nascidos em janeiro.

Caixa libera saques e transferências de novas parcelas do auxílio emergencial

Contemplados serão os nascidos em janeiro, e inscritos por meio do site e do aplicativo ou aprovados que fazem parte do Cadastro Único

Foto : Pedro França/Agência Senado

Por Matheus Simoni

A Caixa Econômica Federal (CEF) iniciou hoje (25) a liberação de saques e transferências de novas parcelas do Auxílio Emergencial para 3,8 milhões de beneficiários do programa. Os contemplados serão os nascidos em janeiro, e inscritos por meio do site e do aplicativo ou aprovados que fazem parte do Cadastro Único, mas não estão no Bolsa Família.

Esses beneficiários receberam a ajuda de R$ 600 em conta poupança social digital da Caixa, e já podiam usar os recursos para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual.(veja nos calendários mais abaixo).

Também a partir deste sábado, os trabalhadores nascidos em janeiro que tiveram o crédito do Saque Emergencial do FGTS e que não movimentaram a conta Poupança Social Digital ou que tenham saldo remanescente já poderão sacar o benefício em dinheiro. Também será possível transferir os valores, via aplicativo Caixa Tem, para outras instituições financeiras.

Confira o calendário:

 

Secretaria de Saúde de Conquista comunica que ja são 39º óbito por Covid-19 em Vitória da Conquista

Boletim epidemiológico: Confirmados mais quatro óbitos por Covid-19 no município

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou, nesta quinta-feira (23), o falecimento de mais quatro pacientes por Covid-19. Com isso, aumentou para 42 o número de óbitos ocorridos em Vitória da Conquista.

39º óbito – Homem de 63 anos, morador do povoado de Itaipu, portador de Diabetes Melito e Hipertensão; foi internado no dia 9 de julho no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde veio a óbito no dia 22 de julho.

40º óbito – Homem de 48 anos, morador do bairro Zabelê, portador de Doença cardiovascular crônica, Hipertensão e Obesidade; estava internado desde o dia 7 de julho no Hospital São Vicente e veio a óbito no dia 22 de julho.

41º óbito – Mulher de 44 anos, moradora do bairro Ibirapuera, sem comorbidades; foi internada no dia 20 de julho no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), onde veio a óbito no dia 22 de julho.

42º óbito – Homem de 78 anos, morador do Centro, portador de doença cardiovascular; estava em atendimento domiciliar privado e apresentou piora do quadro de saúde, sendo atendido pelo SAMU 192 e encaminhado para o Pronto Atendimento da Unimed, onde veio a óbito no dia 22 de julho.

O Boletim epidemiológico desta segunda (23), registrou 90 novos casos confirmados de Covid-19. Até agora, foram 1.950 casos confirmados em Conquista, desde o início das notificações, e 1.507 recuperados. Outros 401 pacientes ainda estão com o vírus ativo e seguem em recuperação (30 estão internados e 371 em tratamento domiciliar).

A Secretaria de Saúde investiga ainda 4.638 casos notificados de Síndrome Gripal que aguardam classificação final no e-SUS Notifica, sendo que 3.552 possuem critérios de coleta para exame laboratorial ou Teste Rápido* e 1.086 aguardam resultado laboratorial de exame RT-PCR. Dos pacientes que aguardam classificação, 1.130 apresentam Síndrome Gripal leve e permanecem em tratamento domiciliar, 3.496 recuperaram-se da Síndrome Gripal, 11 estão hospitalizados e um foi a óbito por suspeita de contaminação por Covid-19 – caso aguarda resultado laboratorial.

Ocupação dos leitos – A rede SUS do município dispõe de 135 leitos (75 enfermarias e 60 UTI) exclusivos para tratamento da Covid-19. Nesta quinta (23), estão internados 86 pacientes de Vitória da Conquista e de outras 33 cidades da macrorregião:

  • Jânio Quadros;
  • Ibicuí;
  • Jequié;
  • Firmino Alves;
  • Ubatã;
  • Maetinga;
  • Itapetinga;
  • Cândido Sales;
  • Potiraguá;
  • Carinhanha;
  • Mirante;
  • Itarantim;
  • Ibirapitanga;
  • Poções;
  • Mararani;
  • Caetité;
  • Condeúba;
  • Anagé;
  • Cocos;
  • Jaguaquara;
  • Eunápolis;
  • Itabela;
  • Wenceslau Guimarães;
  • Itororó;
  • Gandu;
  • Iguaí;
  • Malhada de Pedras;
  • Planalto;
  • Nova Canaã;
  • Barreiras;
  • Tanque Novo;
  • Coribe;
  • Itambé.

Clique para conferir o Boletim epidemiológico completo.

*Critérios estabelecidos pela Nota Técnica COE Saúde Nº 54 de 8 de abril de 2020 (atualizada em 04 de junho de 2020), da Secretaria de Saúde do Estado.

Call Center – A Secretaria Municipal de Saúde disponibiliza um Call Center para tirar dúvidas da população sobre a Covid-19 e atender pessoas que apresentem sintomas suspeitos.

  • Telefones fixos: (77) 3429-7451/3429-7434/3429-7436
  • Celulares: (77) 98834-9988/98834-9900/98834-9977/98834-9911