A Gente diz

Uso de máscara é obrigatório em todo o Estado da Bahia.

 

 

 

PROJETO DE LEI FOI  APROVADO, NA ALBA, PELA UNANIMIDADE DOS DEPUTADOS ESTADUAIS

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Em  uma sessão plenária virtual, foi aprovado, em dois turnos, pela unanimidade dos 56 deputados presentes, o projeto de lei 23.848/2020, apresentado pelos deputados Ivana Bastos (PSD) e Fabrício Falcão (PCdoB), que torna obrigatório o uso de máscaras em toda a Bahia, tanto por pessoas que circulam nas ruas como em locais de trabalho e também para quem está no trânsito.

 

“Todos estão aprendendo, em todo o mundo, como lidar com o Covid-19. E nos lugares onde a máscara foi utilizada, os índices de contaminação foram reduzidos drasticamente. Um portador do vírus, mesmo que assintomático, sem máscara, ele tem 70% de chances de contagiar outra pessoa. Se as duas pessoas usam máscara, mesmo que uma delas esteja doente, mesmo sem sintomas, a probabilidade de contágio cai para apenas 1,5%. Então, continuamos com as medidas de isolamento e, agora, com o uso obrigatório de máscara”, pontua Leal.

 

A Assembleia também votou e aprovou por unanimidade 11 novos projetos de decreto legislativo municipais solicitando o reconhecimento do “estado de calamidade pública” em razão da pandemia do Covid-19 para os seguintes municípios: Angical, Campo Alegre de Lourdes, Feira da Mata, Pau Brasil, Anagé, Manoel Vitorino, Santa Rita de Cássia, Sebastião Laranjeiras, Tanhaçu, Teodoro Sampaio e Wanderley. No total, 385 dos 417 municípios baianos já vivem sob os efeitos da calamidade.

Já são 31 casos confirmados de Covid 19, em Vitória da Conquista.

 

Segundo Boletim epidemiológico  divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, com dados atualizados no município, na tarde de terça-feira, 28 de abril, dos 31 casos confirmados, 24 evoluíram para a cura e 3 para óbito.A primeira vítima fatal foi um homem de 69 anos que faleceu no dia 13 de abril. A segunda morte foi de um senhor, de 76 anos, ocorrida na última quinta-feira, 23 de abril. No último domingo, 26 de abril, a terceira paciente veio à óbito: uma mulher de 62 anos. As três pessoas possuíam comorbidades (quando duas ou mais doenças estão relacionadas).

A força tarefa tanto do governo municipal como do governo do Estado, não tem medido esforços, através de campanhas e ações a fim de dar o suporte necessário para a prevenção e aos cuidados das pessoas que tenham sido afetadas pela doença. E graças a estas intervenções a pandemia não tem sido mais agressiva na cidade.

Vereadores conquistense debatem ações de combate ao novo coronavírus em audiência pública

 

 

Preocupada com a pandemia do novo coronavírus, a Câmara Municipal de Vitória da Conquista realizou uma audiência pública na tarde desta segunda-feira (27) com os vereadores e representantes de vários órgãos e entidades da sociedade civil, para debater as medidas de enfrentamento à Covid-19 no município e sugerir ações que possam minimizar os impactos da pandemia.

Compromisso com a sociedade conquistense – A presidente da Comissão Especial de Enfrentamento à Covid-19, vereadora Nildma Ribeiro (PcdoB), destacou o compromisso da Câmara Municipal com a sociedade conquistense nesse momento de crise e disse que o objetivo da audiência é discutir ações coletivas de enfrentamento à pandemia provocada pelo novo coronavírus. Segundo a vereadora, a Casa do Povo tem o papel de acompanhar as ações e também fiscalizar a aplicação dos recursos no combate ao coronavírus, a exemplo dos R$ 7 milhões repassados pelo Ministério da Saúde e as emendas dos deputados. “Nós também  estamos pedindo a liberação de renda emergencial para as famílias que não se enquadram nos critérios exigidos pelo Programa do Governo Federal, agilidade na distribuição da merenda escolar, prorrogaçao de prazo de pagamento de impostos e taxas municipais, diálogo com o comércio, entre outras questões. “A Câmara tem feito o papel dela, estamos sendo cobrados com a questão da merenda escolar, muitas famílias estão passando por dificuldades, a violência contra as mulheres aumentou de forma assustadora nesse momento de quarentena, precisamos unir forças para tentar resolver todos esses agravantes, temos que nos unir e dar as mãos e lutar para que essas pessoas possam viver de forma digna, lutar por uma  saúde pública digna, democrática e universal”, afirmou.

A vereadora citou também algumas importantes ações do Governo do Estado e dos deputados Zé Raimundo e Fabrício Falcão, como a destinação de todas as emendas de 2020 para ações de combate ao coronavírus, reconhecimento ao decreto de calamidade pública de Vitória da Conquista e de mais 370 cidades da Bahia, aprovação das isenções de água e luz para pessoas de baixa renda, aprovação da bolsa de R$ 55 para alunos da escola pública, e articulação da UTI do HCC para atender pacientes da Covid-19.

Investimentos do Governo do Estado – O vereador Danillo Kiribamba (PCdoB) destacou que Vitória da Conquista tem recebido atenção do Governo do Estado há anos e graças a isso está com alguma estrutura para atender a população conquistense e da região sudoeste nesse momento. “Graças a Deus a gente tem um Governo do Estado que vem investindo em Vitória da Conquista, construindo a UPA, reformando o Hospital de Base, construindo a Policlínica. Ao contrário do Governo Municipal, que veio fechando hospital, com problemas no TFD (Tratamento Fora do Domicílio) por muito tempo, faltando fralda. Isso é uma vergonha”, apontou Danillo.

Danillo criticou ainda a falta de inclinação da Prefeitura ao diálogo com o Poder Legislativo Municipal. “Não incluiu a Câmara de vereadores nesse conselho (Comitê de Crise). Será que está com medo que a Câmara perceba o despreparo da Secretaria de Saúde e da administração atual para lidar com esse problema?”, questionou ele, cobrando maior abertura do Poder Executivo ao debate.

Plano de retaguarda – O vereador Coriolano Moares (PT) cobrou um plano técnico para assegurar a reabertura gradual do comércio. Ele ressaltou que o país já vinha sendo assolado pelo desemprego e aumento do número de trabalhadores informais e que pandemia agravou a situação. “Essa pandemia requer posição, planejamento, orientação técnica e decisão dos gestores, pois os países que criaram um plano de retaguarda conseguiram sobreviver”, disse, citando como exemplo a Coreia do Sul, em que o governo agiu de forma rápida, sem se preocupar com bandeira partidária, e conseguiu minimizar os prejuízos nas área de saúde e econômica.

“Precisamos de decisão e união, criar um plano de ação com leitos de UTI, testes rápidos, respiradores, e reabrir de forma gradual o comércio, que na verdade já está aberto, temos chegando na rodoviária, filas imensas nos bancos, não há isolamento social de fato, reduzimos o trabalho das pessoas, é preciso ouvir o Conselho Municipal de Saúde, os técnicos, colocar na mesma os dados estatísticos, vamos disponibilizar os leitos de UTI, o antigo aeroporto está fechado, por que não utilizar o espaço como hospital de campanha, o município e o estado precisam expor o que estão fazendo, apontar solução, porque na ponta estão pessoas que podem morrer pela pandemia ou pela dificuldade econômica, o comércio está fechado há 40 dias,  é preciso pensar o retorno gradual do comércio urgente, porque a situação econômica tende a se agravar”, concluiu.

Prefeitura deve explicar como vai usar recurso federal – A vereadora Viviane Sampaio (PT), Líder da Bancada de Oposição, cobrou da Prefeitura Municipal a apresentação das medidas que serão adotadas e executadas com os mais de R$ 7 milhões destinados pelo Governo Federal para o município combater a Covid-19. Ela afirmou que a instituição ainda não apresentou o plano de trabalho para enfrentamento da pandemia. Sampaio frisou que a maior autoridade sanitária da cidade é a Secretaria Municipal de Saúde, que deve dar uma resposta consistente sobre quais medidas devem ser adotadas. A parlamentar alertou que Conquista não está em isolamento total, já que muitos comércios, mesmo diante de um decreto municipal, seguem abertos.

Combate à Covid-19 deve ter base científica – O vereador Valdemir Dias (PT) afirmou que a preocupação com comerciantes, sobretudo os mais pequenos, é grande, pois o segmento já sofre os impactos da pandemia. Ainda assim, ele alertou para a necessidade de balizar a decisão de abrir ou não o comércio em critérios técnicos e científicos. O parlamentar parabenizou a Casa pela audiência, uma oportunidade de ouvir especialistas. “Não podemos, num momento desse, trabalhar no improviso”, afirmou Dias. Ele frisou que se trata de vidas ao cobrar um trabalho mais coletivo no enfrentamento da crise. O parlamentar cobrou da Prefeitura Municipal o plano para aplicação dos mais de R$ 7 milhões destinados à Conquista pelo Governo Federal. Dias também comentou sobre a situação do HCC e condenou o que considera uma tentativa de “queda de braços” da Prefeitura relação ao Estado. “É tudo de que não precisamos”, disse.

Câmara tem feito seu papel – O vereador Fernando Jacaré (PT) ressaltou o papel da Casa no combate à pandemia. Ele citou ações como a criação de um Comitê de Crise, fiscalização de atos da Prefeitura e proposição de ações como a prorrogação do pagamento do IPTU e destinação de cestas básicas para alunos da rede municipal. Para Jacaré, a contribuição pode ser maior com a abertura de mais espaço pela Prefeitura para a participação da Casa no enfretamento ao novo coronavírus. O parlamentar alertou que as pessoas estão ansiosas com a crise, o que exige assertividade na atuação da Prefeitura. Jacaré criticou o formato de distribuição de cestas básicas. Para ele, falta organização e as cestas estão demorando de chegar às famílias dos alunos da rede municipal, de ensino. O edil ainda cobrou da Prefeitura a elaboração de regras para reabrir gradualmente o comércio. Ele avalia que a gestão municipal deve se abrir para o diálogo. “Nós estamos abertos para somar”, falou.

Preocupação com a saúde e com a economia – O vereador Rodrigo Moreira (PP) disse que a Câmara Municipal já fez algumas proposições à prefeitura, mas não obteve resposta. Citou como exemplo a ausência de representantes da Casa no Comitê de Combate à Covid-19. “A Câmara não pode ficar de fora das decisões, o momento é de união, temos de nos preocupar com a economia, com a saúde e com a fiscalização das ações da prefeitura, nós já criamos, inclusive, a subcomissão de fiscalização de gastos da prefeitura”, afirmou.

Ainda segundo o vereador, a prefeitura fechou o comércio sem se preocupar com as consequências, sem buscar mecanismos de retaguarda para evitar o desemprego. “O próprio  secretário disse que não tem dinheiro para programas sociais, que não pode ajudar quem vai ficar desempregado, que não pode deixar de cobrar o ISS, não ouvimos uma única proposta do município, é importante que a prefeitura tome medidas de enfrentamento social, que dê possibilidade às pessoas de ficarem em casa, garantir cesta básica, botijão de gás, nesse momento a população não precisa de asfalto, precisamos canalizar os recurso para assistir as pessoas que estão isoladas”, disse, pedindo a reabertura do comércio com base nos critérios de segurança da OMS e do Ministério da Saúde. “Os próprios comerciantes serão os fiscais para impedir que as pessoas entrem nas lojas sem máscaras, sem usar o álcool gel, é preciso flexibililizar porque o comércio terá dificuldade de retornar com a força que tinha”.

Preocupação com reabertura do comércio – O vereador Cícero Custódio demonstrou preocupação com a possibilidade de reabertura do comércio, pois, segundo as cidades que decidiram por flexibilizar tiveram aumento no índice de contaminação pelo coronavírus. “Precisamos ter cuidado, as pessoas estão na rua, nas filas dos bancos, por necessidade, a gente vê pessoas passando dificuldades  nos bairros periféricos e na zona rural, mas cabe ao executivo distribuir cestas básicas, o município tem R$ 7 milhões guardados, use o recurso para ajudar quem precisa, nós destinamos nossas emendas impositivas para ajudar, os deputados liberam emendas, o governador Rui Costa tem investido na saúde, já contratou o HCC”, afirmou, complementando que as pessoas estão sofrendo, as empresdas fechando e os R$ 600 do auxílio do governo são insuficientes para pagamento de água, luz, remédio e alimentação. “O prefeito tem que destinar a merenda para os alunos, temos que pensar no bem da população”.

Câmara busca diálogo – O presidente da Câmara, vereador Luciano Gomes (PCdoB) apontou que a Câmara tem buscado a Prefeitura a fim de colaborar com o Comitê de Crise para combater o coronavírus. “O que nós queremos é dividir responsabilidades. Até agora a Prefeitura Municipal não se disponibilizou a inserir a Câmara Municipal no Comitê de Crise”, disse o parlamentar cobrando espaço para o Legislativo na busca por soluções para os problemas relacionados à pandemia.

O vereador cobrou maior celeridade na distribuição da merenda escolar, porque, segundo ele, já há pessoas tendo sérias dificuldades para ter o que comer. “Temos pessoas carentes sofridas que até hoje não receberam. Ainda não chegou à grande maioria”, disse ele pedindo atenção para a população da zona rural. Além disso, Gomes exigiu que sejam feitos mutirões para cadastrar as pessoas das comunidades rurais mais carentes, que muitas vezes,não conseguem fazer o cadastramento para receber a renda mínima emergencial disponibilizada pelo Governo Federal. “Esse auxílio não tem chegado a quem mais precisa”, apontou Luciano Gomes.

Bahia têm mais oito municípios com transporte suspenso; total chega a 97

O transporte intermunicipal será suspenso em Aracatu, Dário Meira, Itatim, Jaguarari, Mata de São João, Santa Bárbara, São Felipe e Seabra a partir de quinta-feira (30). A medida envolve qualquer transporte coletivo intermunicipal, público e privado, rodoviário e hidroviário, nas modalidades regular, fretamento, complementar, alternativo e de vans.

A decisão foi publicada em decreto no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (29). O decreto também autoriza a retomada do transporte em Abaíra, Itapé e Serrinha, municípios com 14 dias ou mais sem novos casos de Covid-19.

No total, a Bahia possui 97 cidades com transporte suspenso. O objetivo é conter o avanço da pandemia do novo coronavírus no estado.

A suspensão inclui Acajutiba, Água Fria, Aiquara, Alagoinhas, Almadina, Amélia Rodrigues, Barro Preto, Buerarema, Caetanos, Caldeirão Grande, Camacã, Camaçari, Camamu, Campo Alegre de Lourdes, Canavieiras, Candeias, Capim Grosso, Castro Alves, Catu, Coaraci, Conceição do Jacuípe, Coração de Maria, Cravolândia, Cruz das Almas, Curaçá, Dias D’Ávila, Eunápolis, Feira de Santana, Floresta Azul, Gandu, Gongogi, Ibicaraí, Ibirataia, Ibotirama, Ilhéus, Ipiaú, Ipirá, Irecê, Itabela, Itaberaba, Itabuna, Itacaré, Itagibá, Itajuípe, Itamari, Itaparica, Itapebi, Itapetinga, Jaguaquara, Jequié e Juazeiro.

Também estão com o transporte suspenso os municípios de Laje, Lajedo do Tabocal, Lauro de Freitas, Licínio de Almeida, Livramento de Nossa Senhora, Luís Eduardo Magalhães, Maragogipe, Mirante, Morpará, Mucugê, Nilo Peçanha, Oliveira dos Brejinhos, Paramirim, Paulo Afonso, Porto Seguro, Ribeira do Pombal, Rio do Pires, Rio Real, Salvador, Santa Cruz Cabrália, Santa Luzia, Santa Teresinha,  Santaluz, São Francisco do Conde, São José da Vitória, Sátiro Dias, Serra Preta, Simões Filho, Taperoá, Teixeira de Freitas, Ubaitaba, Ubatã, Una, Uruçuca, Valença, Valente, Vera Cruz e Vitória da Conquista.

STF discute relatoria de inquérito contra Bolsonaro após aposentadoria de Celso de Mello

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) já começaram a discutir o futuro do inquérito que investiga as acusações do ex-ministro Sergio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro.

Integrantes da corte demonstram preocupação com a possibilidade de a investigação não ser concluída até novembro, quando o relator da matéria e decano do tribunal, ministro Celso de Mello, se aposentar.

Se isso ocorrer, o STF terá que decidir quem será o novo responsável pelo caso. O mais comum é o novo ministro herdar os processos do magistrado que deixa a corte.

A intenção de uma ala de ministros é impedir que o inquérito fique nas mãos do indicado de Bolsonaro, pois isso poderia abrir margem para interferência do chefe do Executivo no caso. O presidente foi acusado por Moro de tentar interferir na autonomia da Polícia Federal para colher informações sobre investigações em curso.

Ministros ouvidos pela reportagem lembram de situações em que a corte não seguiu o rito natural e repassou o espólio do magistrado que deixou o STF para um integrante antigo do tribunal, e não para o novato na corte.

Isso ocorreu, por exemplo, quando o então ministro Joaquim Barbosa anunciou sua aposentadoria precoce e os processos foram para o ministro Luís Roberto Barroso, em vez de Edson Fachin, que havia entrado no seu lugar.

Contribuiu para essa troca a demora da então presidente Dilma Rousseff em indicar um sucessor para Barbosa. Integrantes do STF ponderam, contudo, que o precedente demonstra que é possível fazer uma manobra similar neste ano. Não há uma regra clara quanto a isso no regimento interno.

Outro desenho, ainda, é que qualquer outro ministro peça para si o acervo do decano.

Alterações como essa foram feitas no passado. Após a morte de Teori Zavascki, em janeiro de 2017, o STF decidiu que a relatoria da Lava Jato seria submetida a um sorteio para evitar que o seu substituto tivesse de assumir a vaga já com esse ônus.

A morte de Zavascki coincidiu com a finalização da delação da construtora Odebrecht. Nesse caso, houve uma distribuição por sorteio e o caso ficou com Edson Fachin.

Além das situações em que ministros deixam o STF, também é normal haver a substituição de relatores quando há troca na Presidência da corte, o que ocorrerá em setembro deste ano.

Uma hipótese aventada entre os ministros é fazer com que o atual presidente, Dias Toffoli, não herde os processos de Luiz Fux, que assumirá o comando da corte. Assim, Toffoli aguardaria dois meses e ficaria, na verdade, com o acervo processual de Celso de Mello.

Ao novo ministro, caberia responder pelos casos atualmente na mão de Fux. Nesse caso, também haveria uma dança das cadeiras nas turmas da corte. Esses colegiados são compostos por cinco ministros cada, com exceção do presidente.

A ideia seria viabilizar a ida de Toffoli para a Segunda Turma, responsável por julgar a maioria das ações da Lava Jato, em vez de assumir a cadeira de Fux na Primeira Turma. Essa engenharia, no entanto, ainda está em negociação.

Nesta terça-feira (28), o ministro Gilmar Mendes afirmou, ao participar de uma videoconferência organizada por investidores, que “em princípio” a responsabilidade da apuração sobre as acusações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública ficará com o sucessor de Celso de Mello.​

Gilmar também estimou que o inquérito deva ser concluído em um prazo de 90 a 120 dias, o que poderia evitar a discussão sobre o futuro da relatoria do caso.

O único prazo estabelecido até agora é para que Moro preste depoimento à Polícia Federal, o que deverá ser feito em 60 dias.

Nos bastidores, entretanto, não há convicção sobre a celeridade da investigação. Celso de Mello é conhecido por tocar os processos em ritmo próprio e ter muito cuidado ao tomar decisões.

​Também é provável que seja necessário realizar outras diligências, além da oitiva de Moro, como perícia

Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza – Conquista recebe mais um lote, nesta terça-feira,27

Vacinação contra a Influenza: 10 mil doses chegam às unidades de saúde nesta terça (27)

 

A vacinação contra a Influenza será retomada nesta terça-feira (27). A Prefeitura de Vitória da Conquista está recebendo 10 mil novas doses da vacina, que serão distribuídas por todas as unidades de saúde da zona urbana e da zona rural cidade. Além disso, também será destinado um quantitativo para a vacinação de motoristas e cobradores de ônibus, que integram o público-alvo da segunda etapa da Campanha de Vacinação.

Também fazem parte dos grupos prioritários: portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; profissionais da força de segurança e salvamento; funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e caminhoneiros.

Lembrando que os idosos e os trabalhadores de saúde que não conseguiram se vacinar na primeira etapa da Campanha também poderão ser imunizados.

Ao longo da última semana, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi até os órgãos de segurança garantir a imunização desses profissionais. Também foram vacinados os funcionários e internos do Presídio Nilton Gonçalves e do Conjunto Penal de Vitória a Conquista.

Além disso, também foram disponibilizadas 8 mil doses de vacinas nas unidades de saúde, na última quarta-feira (22). E no último sábado (25), a SMS – em parceria com a Polícia Rodoviária Federal – vacinou 500 caminhoneiros que trafegavam pela BR 116.

Prefeito de Vitória da Conquista renova decreto: e diz que medidas preventivas precisam continuar.

O Prefeito Herzem Gusmão acaba de assinar o Decreto Municipal 20.273 que renova por mais sete dias as medidas de prevenção e combate ao coronavírus.

Com esse novo Decreto, continuam autorizadas a funcionar as empresas consideradas de natureza essencial, seguindo todas as medidas de segurança já estabelecidas em decretos anteriores, a exemplo da obrigatoriedade do uso de máscaras para clientes e comerciários e a disponibilização de álcool em gel.

As outras empresas devem permanecer sem atendimento ao público. Mas podem utilizar o serviço de drive thru e o site criado pela prefeitura para vendas de produtos pela internet. O site é exclusivo para os comerciantes de Vitória da Conquista.

A Prefeitura vem adotando diversas medidas de prevenção e controle para garantir a segurança da população. Até o momento, o número de casos confirmados no município tem se mantido inferior aos de outras cidades do mesmo porte. A gestão tem tomado todas as medidas para atender as pessoas que necessitem de cuidados de saúde. Nesta semana, vai ser inaugurado o Centro Municipal de Atenção – Coronavírus para atender pacientes com quadros leves e moderados. A partir de maio, o Hospital São Vicente, contratado pela Prefeitura, passa a disponibilizar 30 leitos exclusivos para o tratamento de pacientes com a Covid-19 (10 UTIs e 20 leitos clínicos).

Acesse aqui o Decreto

Bahia ultrapassa 2 mil casos de coronavírus e registra 70 mortes pela doença

A Bahia registrou 102 novos casos de coronavírus hoje (25) e ultrapassou a marca dos 2 mil pacientes diagnosticados com a doença. Agora, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), são 2.081 ocorrências da Covid-19.

Houve ainda um aumento de três mortes em razão do coronavírus, totalizando 70 óbitos em território baiano. Além disso, 454 pacientes já foram curados e 1.557 pessoas permanecem com sintomas, os chamados casos ativos.

Há também 231 vítimas internadas, sendo 67 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). O boletim ainda informa 5.360 casos descartados.

Hospital São Vicente de Paula  vai fornecer serviços de internamento em leitos clínicos e de UTI para pacientes com Covid -19.  

    Com uma verba proveniente do Ministério da Saúde, a Prefeitura de Vitória da Conquista estabeleceu uma parceria e contratou,  em caráter emergencial;  20 leitos clínicos adultos e 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Vicente de Paula, especificamente  para atender pacientes diagnosticados com Coronavírus. O contrato firmado entre a

Prefeitura e o Hospital foi publicado no Diário Oficial do Município, na sexta-feira (24) de abril, e deve vigora por dois a três meses.

No  contrato ficou estabelecido que a partir do dia 1º de Maio e deve vigorar a próximo o mês de agosto de ano.

O setor de comunicação da prefeitura informa que o prefeito Herzem Gusmão, não tem medido esforços para proteger a população. E que. “Conquista foi a primeira cidade a tomar iniciativas preventivas na Bahia. Fechamos escolas e faculdades, bem como determinamos que somente o comércio essencial continuasse em funcionamento. Com as bênçãos de Deus temos, até agora, colhido resultados que são referência para outros municípios. Com o Centro de Atenção e com a contratação de leitos hospitalares, estamos, mais uma vez, agindo em nome de nossa cidade. Estamos trabalhando e continuamos a pedir: fique em casa, use máscaras e ore por nossa terra”, enfatizou o prefeito de Vitória da Conquista. Gusmão.

Janaína Paschoal pede que Bolsonaro renuncie e deixe Mourão assumir

“Não há tempo para um processo de impeachment moroso e desgastante”, afirma a deputada

[Janaína Paschoal pede que Bolsonaro renuncie e deixe Mourão assumir]
Foto : Moreira Mariz / Agência Senado

Por Danielle Campos no dia 25 de Abril de 2020 ⋅ 17:30

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), ex-aliada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse neste sábado (25), através do Twitter, que ele deveria renunciar ao cargo para dar lugar ao vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB).

“Não há tempo para um processo de impeachment moroso e desgastante. Eu tenho experiência para falar. Bolsonaro precisa, ao menos uma vez, colocar o Brasil acima, retirando-se. Temos um vírus a combater, temos empregos a resgatar, precisamos de alguma estabilidade!”, disse a deputada. Ela afirmou ainda que “o país não precisa de Bolsonaro”, e que ele tem feito “muito mal ao Brasil”.

Janaina disse que se os ministros militares retirarem o apoio a Bolsonaro e Mourão garantir seguir os compromissos com a luta contra a corrupção e com uma política econômica liberal, será possível “colcoar o país no rumo rapidamente”.

deputada Federal Carla Zambelli mostra novas mensagens e diz que Moro queria ser indicado ao STF

Ela diz acreditar que o ex-ministro “agiu friamente e denota que em nenhum momento estava interessado em chegar a uma solução viável, que atendesse à República, atendesse ao Brasil”

Foto :Luis Macedo/Agência Câmara

Por Metro1 no dia 25 de Abril de 2020 ⋅ 16:04

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) divulgou neste sábado (25), novos trechos da conversa dela com o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, ao justificar as mensagens trocadas com ele na quinta-feira (23), em que se oferecia para intermediar uma negociação com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As informações são do portal CNN Brasil.

“A gente vê aqui que eu estou desprovida de má intenção e eu gostaria muito de saber se ele já estava fazendo prints [da tela] porque essa frase é muito calculada e parece que foi friamente colocada ali”, disse Zambelli sobre a resposta do ministro “Prezada, não estou a venda”, que fazia parte das mensagens divulgadas pelo próprio Moro. A parlamentar diz ainda que a resposta parece ter sido colocada com má intenção “querendo achar algo para provar depois.”

Zambelli diz acreditar que o ex-ministro “agiu friamente e denota que em nenhum momento estava interessado em chegar a uma solução viável, que atendesse à República, atendesse ao Brasil”. A parlamentar completa: “Ele estava só preocupado em tirar alguma vantagem, em tirar um print para que no dia seguinte [sexta-feira] pudesse tentar desmoralizar ou o presidente ou uma deputada federal.”

A deputada diz não ser novidade a vontade do ex-ministro de ser indicado para o Supremo. “Tanto é que a imprensa já falou sobre isso, no Twitter já teve Trending Topic falando ‘Moro no STF’”, disse.

 

Confira os novos trechos divulgados da conversa:

Mensagens Sergio Moro
Reprodução/CNN Brasil

Nas últimas 24 horas no governo, Moro ouviu de ‘bombeiros’ a ‘incendiários’

 

Eram 18h da última quinta-feira quando o então ministro Sérgio Moro andava em círculos, com o telefone celular grudado no ouvido, no seu gabinete no quarto andar do prédio da pasta da Justiça e Segurança Pública. Trancado ali ao longo da tarde, Moro recebia ligações de autoridades dos três Poderes da República, boa parte delas com “sugestões” e “conselhos” para que deixasse o governo – “um barco que estava afundando, mergulhado em investigações”, como descreveu um dos interlocutores.

O celular de Moro recebeu ligações dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O ex-juiz da Lava Jato ainda conversou com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e colegas do primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro. Entre um telefonema e outro, Moro conversou ainda com amigos e a mulher, Rosângela, que há tempos vinha sugerindo a ele deixar o governo, conforme relataram pessoas próximas do ministro.

Pela manhã, Moro tinha estado no Palácio do Planalto. Lá, recebeu do próprio Bolsonaro a informação, por volta de 9h, de que Maurício Valeixo, seu braço direito e amigo pessoal, seria demitido do comando da Polícia Federal. No encontro, Moro bateu o pé e ameaçou deixar o governo. Percorreu os 500 metros que separam a Presidência do Palácio da Justiça, nome oficial da sede do ministério, e ali permaneceu trancado no gabinete, até as 18h50.

A sala ocupada de Moro é cercada por estantes com “quilos” de livros jurídicos que o acompanham desde a época da faculdade. Foi ali que passou as oito últimas e decisivas horas como ministro de Bolsonaro. Do lado de fora do prédio, um batalhão de jornalistas, cinegrafistas e fotógrafos tentavam, pelas frestas de cortinas da construção modernista, flagrar as movimentações do ministro mais poderoso do governo.

“Bombeiros” do Planalto foram acionados para tentar convencer Moro de desistir da ideia de pedir exoneração. Os ministros militares sempre avisaram ao presidente que a demissão do maior símbolo anticorrupção do País poderia significar o início da derrocada do governo.

Ciente disso, uma das enviadas a Moro foi a advogada da família Bolsonaro, Karina Kufa. Ela levou o recado de que o presidente estava convencido a seguir com a ideia da exoneração de Valeixo. O presidente teria ficado irritado, inclusive, com o fato de setores da esquerda terem ironizado a sua suposta impossibilidade de demitir um diretor da Polícia Federal.

Para acalmar Moro, que àquela altura já havia conversado com boa parte das cúpulas da República, Bolsonaro mandou avisar que estava disposto a discutir um nome de “consenso” para a PF. O ministro, no entanto, já não queria mais “negociar”. Queria que o presidente “batesse o martelo” e definisse se Valeixo ficaria ou não no cargo.

Moro esperou, mas a resposta definitiva do Planalto não veio. Nenhum novo contato do presidente foi feito, o que deixou o ministro mais insatisfeito. Mais tarde, já noite, Moro mandou avisar à segurança do Palácio da Justiça que iria descer. O comboio o esperou, como de costume, na garagem. Mas o ministro saiu pela lateral para não ter contato com a imprensa. Às 20h, ele já estava em casa com a família. Ainda aguardava um retorno do Planalto.

Foi dormir com a sensação de que o dia seguinte, sexta-feira, seria o último dos 512 que serviria ao governo de Jair Bolsonaro. Acordou com a demissão de Valeixo publicada no Diário Oficial da União (DOU), o estopim para anunciar sua decisão de também sair.

Estadão