A Gente diz

Deputados do PSL defendem quebra de sigilo de gastos do cartão corporativo de Bolsonaro

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Plenário da Câmara dos Deputados 05 de novembro de 2019

Com o partido em pé de guerra, integrantes do PSL passaram a defender a quebra do sigilo do cartão corporativo de Jair Bolsonaro. Deputados argumentam que falta isonomia ao presidente, que critica a sigla e exige a devassa nas contas do partido, mas mantém em segredo o detalhamento de gastos com alimentação e transporte. Essa ala da legenda lembra que, quando deputado, Bolsonaro reivindicava transparência no uso da verba presidencial. Agora, parece ter se esquecido do assunto.

No PSL, há quem estude recorrer ao Ministério Público Federal para pedir formalmente a descrição dos gastos do Palácio do Planalto.

O governo fornece dados sobre a despesa total da Secretaria de Administração da Presidência da República, que inclui o gabinete pessoal e órgãos vinculados, mas preserva a divulgação de informações consideradas de segurança do mandatário.

Folha de S.Paulo

Preso há 20 anos, ex-estudante baiano que matou três pessoas e feriu outras quatro em SP pode ser solto pelo TJ-BA

 

Um ex-estudante baiano, preso há 20 anos após matar três pessoas e ferir outras quatro, com uma submetralhadora, pode ser solto pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O crime em questão aconteceu dentro de uma sala de cinema do MorumbiShopping, na zona sul de São Paulo, no dia 03 de novembro de 1999 e referido foi  condenado a 48 anos e nove meses de prisão em regime fechado. De acordo com informações do Correio da Bahia, a  medida tem como base o resultado de dois recentes exames médicos e psicológicos que teriam atestado que o ex-estudante não apresenta mudanças de comportamento, estando apto à “desinternação”, para conviver em sociedade.  O Ministério Público da Bahia (MP-BA) acompanha o caso com preocupação. No dia 09 de agosto, o promotor de Justiça Antônio Villas Boas Neto solicitou à Justiça que determine a realização de novos exames de verificação de cessação de culpabilidade. Por se tratar de questão privada relativa à saúde do preso, o MP informa que não pode se manifestar quanto ao resultado dos exames anteriores. Segundo reportagem do Correio, em 2009, cumprindo pena em Salvador, o ex-estudante tentou matar, a golpes de tesoura, um companheiro de cela. Dois anos depois, por decisão da 1º Vara do Tribunal do Júri de Salvador, respaldada em laudo que apontou esquizofrenia, ele foi considerado inimputável, e transferido para um hospital psiquiátrico, onde permanece.Foto – Reprodução / Folha Dirigida

Mulher morre em acidente um dia antes do casamento e é enterrada com vestido de noiva

Foto: Reprodução / Facebook

Uma jovem de 23 anos foi enterrada na última sexta-feira (1º), com um vestido de noiva, justamente no dia que se casaria. Segundo o portal UOL, Milena Toschi de Andrade morreu ao ser atropelada por uma motocicleta, na última quinta-feira (31), um dia antes da cerimônia, enquanto estava indo trabalhar, em São Paulo.

O noivo de Milena, Ivan Viana, fez um relato de despedida em seu Facebook. “Me dói tanto saber que ontem estávamos tão felizes por nossas conquistas, por nosso amor ser tão grande, por saber que amanhã iríamos realizar o nosso maior sonho que era nos casar, felizes por nossa casinha estar prontinha para começarmos nossa vida juntinhos, como você sempre dizia”, escreveu.

Segundo a reportagem, ela morreu no local do acidente. O condutor da moto fugiu sem prestar socorro, segundo a família. A família se queixa da demora no atendimento. “Chegou uma ambulância só com o motorista, sem paramédicos e sem equipamento de socorro. Ela morreu no local. Infelizmente é o que a gente tem nesse município”, diz um primo.

Senado endurece pena para torcidas violentas

Fãs do River Plate se revoltam com o adiamento da Final da Copa Libertadores 2018, na Argentina.
Fãs do River Plate se revoltam com o adiamento da Final da Copa Libertadores 2018, na Argentina.

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (30) o projeto de lei que endurece a punição a torcedores ou torcidas organizadas violentas mesmo quando os atos forem praticados em datas e locais distintos dos eventos esportivos, mas motivados por eles. A matéria segue para sanção presidencial.

O texto aumenta de três para cinco anos a punição de afastamento dos locais dos eventos esportivos. O projeto estabelece que a pena possa ser aplicada à torcida organizada, ao membro ou associado que promover invasão de treinos, confronto com torcedores e outros atos de agressão contra atletas, mesmo quando esses profissionais estejam em seus períodos de folga.

A relatora da matéria, senadora Leila Barros (PSB-DF), ressaltou na justificativa do projeto que a matéria também vai assegurar a punição aos crimes praticados fora do local onde ocorre o evento desportivo.

“À toda evidência – e a imprensa o comprova com frequência – atos de hostilidade e agressão a outros torcedores e a profissionais envolvidos em eventos esportivos ocorrem também fora da data desses eventos e fisicamente distanciados dos referidos locais”, disse.

Sancionado em 2010, o Estatuto do Torcedor já pune a torcida organizada que, em evento esportivo, promover tumulto; praticar ou incitar a violência; ou invadir local restrito aos competidores, árbitros, fiscais, dirigentes, organizadores ou jornalistas. No entanto, havia uma lacuna sobre punições para essas torcidas e membros em outros ambientes.

*Agência Brasil

Vereadores conquistenses discutiram e aprovaram o parecer favorável aos projetos nº 14 e nº 15, o Finisia 2. Placar de 19 votos.

Na sessão desta sexta-feira, 1º, realizada na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, os vereadores discutiram e aprovaram o parecer favorável aos projetos nº 14 e nº 15 que autorizam o Executivo Municipal a pegar um empréstimo de R$ 60 milhões do Finisa junto à Caixa Econômica Federal. Agora, o Finisa 2 segue o rito de três votações no plenário da Câmara.

Além do parecer do Finisa, os vereadores aprovaram em redação final o Projeto de Lei nº 111/2019, que autoriza o Executivo a instituir o alvará de funcionamento condicionado para o exercício de atividade econômica no município, de autoria do vereador Valdemir Dias, e em segunda votação o Projeto de Lei   nº   16/2019, que   autoriza   o município   a   conceder subvenção   social   ao   Instituto  Social Vivendo a Aprendendo (ISVA), e à Associação   Sul   Brasileira  de  Educação  e Assistência Social – ASBEAS, destinada ao fortalecimento de ações para atendimento à criança   e   ao   adolescente.

Indicações em bloco em votação

Adinilson Pereira (PSB) – 4 indicações

Coriolano Moraes (PT) – 1 indicação

David Salomão (PRTB) – 3 indicações

Edjaime Rosa (MDB) – 4 indicações

Jorge Bezerra (SD) – 2 indicações

Luis Carlos Dudé(PTB) – 4 indicações

Nildma Ribeiro (PCdoB) – 2 indicações

Rodrigo Moreira (PP) – 2 indicações

Sidney Oliveira (PRB) – 4 indicações

 

 

 

Governo Federal vai propor novo pacto federativo, denominada de Mais Brasil.

Foto: Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil

Nesta semana, o governo de Jair Bolsonaro encaminha ao Congresso seis conjuntos de medidas que, nas palavras do ministro da Economia, Paulo Guedes, dão início a uma tardia reforma do Estado. “Essa transformação da máquina pública —que servia a uma ordem politicamente fechada e agora precisa servir à população— busca a modernização”, diz Guedes.

O conjunto é amplo. Está previsto o envio de três PECs (Proposta de Emenda à Constituição) para o Senado: a PEC Mais Brasil, que Guedes chama de pacto federativo e que traz um novo regime fiscal e propõe a soma do gasto obrigatório com saúde e educação; a PEC da emergência fiscal, que institui gatilhos para conter gastos públicos em caso de crise financeira na União, estados e municípios; e a PEC dos fundos, que revê 281 fundos públicos.

Para a Câmara seguem a PEC da reforma administrativa, que remodela o serviço público de todos os entes, e um projeto de lei que traz um novo modelo de privatizações. A primeira fase da reforma tributária do governo, que une tributos federais para instituir o IVA dual, entra numa comissão mista, explica o ministro.

Segundo Guedes, o trâmite e o arcabouço de cada proposta são resultados de um diálogo construtivo entre Executivo e Legislativo. “Hoje, presidente e Congresso são reformistas. As reformas que vêm aí foram processadas politicamente”, afirma.

O que será anunciado nesta semana, ministro?

O pessoal chama de Mais Brasil. Mas eu chamo de pacto federativo. É uma reforma do Estado que se inicia. Temos de transformar o aparelho de Estado absolutista de Thomas Hobbes, moldado para investir na infraestrutura material, através de estatais e bancos públicos, no Estado de Jean-Jacques Rousseau, que possa atender às legítimas aspirações sociais de uma democracia emergente, através da descentralização dos recursos para investimentos em capital humano: saúde e educação. É a transformação do Estado que deve ser moldado para melhor servir uma ordem democrática. Mas exatamente quais são as medidas? O pacto federativo é a reforma do Estado em vários capítulos. Primeiro, cria o marco institucional de um novo regime fiscal. O país tem uma lei de responsabilidade fiscal que ninguém cumpre, então, queremos que os responsáveis pelos principais Poderes estejam em contato com essa realidade. A cada três meses, vão se reunir no Conselho Fiscal da República, com o presidente da República, os presidentes da Câmara, do Senado, do TCU (Tribunal de Contas de União), do STF (Supremo Tribunal Federal), da associação de TCEs (Tribunais de Contas dos Estados). Foram meses de discussões para chegarmos a esse modelo, porque o drama fiscal brasileiro se desenvolve em várias dimensões. Estão todos lá porque, por exemplo, um Supremo bem informado sobre a realidade financeira de União, estados e municípios decide melhor.

O que fará esse conselho? Vai avaliar a situação financeira dos entes federativos. Qual seria o segundo capítulo?

A redistribuição de recursos do dinheiro do pré-sal. Está dentro da PEC do pacto também. O terceiro capítulo é a PEC dos gatilhos, que também vai para o Senado e que estamos chamando de PEC emergencial, porque ela é para ser aplicada o quanto antes. Na Câmara, o deputado Pedro Paulo [DEM-RJ], numa iniciativa muito meritória, entendeu, há algum tempo, que era preciso travar os gastos.Mas a proposta dele cuida apenas da União. É preciso incluir estados e municípios. Então, apoiamos a do Pedro Paulo na Câmara e vamos levar para o Senado uma PEC mais completa, com um número maior de gatilhos —a do Pedro Paulo tem uns seis; a nossa, uns dez—, que inclui União, estados e municípios. Assim, damos capacidade de gestão a governadores e prefeitos, e ao próprio presidente. Lá na frente, as duas propostas conversam numa comissão mista. A beleza é que damos duas ferramentas com essa PEC. A primeira, os gatilhos automáticos. Se estiver com risco de quebrar, trava a despesa. Não pode dar reajuste por dois anos, por exemplo. Mas tem mecanismos auxiliares para irrigar o estado ou o município em dificuldades. Pode ser oferecido um financiamento, uma antecipação da economia prevista no ajuste. É o Plano Mansueto. Nos próximos anos, só vai ter problema quem quiser. Qualquer um vai poder apertar um botão que trava a despesa e chove receita. Em um ano ou dois, ele sai do buraco.

Quais seriam os outros capítulos?

Quarto, reforma tributária, que vai para uma comissão mista —parte é PEC, parte não. Quinto capítulo é a reforma administrativa, que vai como PEC também para Câmara. Sexto, privatizações.

Qual será a medida para privatizações?

É o fast track. Já tem o entendimento no Supremo de que é possível privatizar, mas precisamos de um processo mais ágil para privatizar as empresas-mãe. Salim Mattar [secretário de Desestatização e Desinvestimento] está terminando uma lista que vamos incluir no projeto. E quais seriam as mais importantes? Prefiro não falar.

Mas tem Eletrobras, por exemplo?

Então, ainda não. O ministro Bento [Albuquerque, de Minas e Energia] quer mandar a privatização da Eletrobras num projeto separado. Ainda estamos vendo.

A Petrobras está na lista?

O presidente pediu para não colocar, ainda.

Em algum, momento, então, entra na lista?

Não agora. Num segundo mandato, o presidente vai considerar as grandes. Nós, da equipe econômica, queríamos tudo agora.

O sr. não falou em desvinculação do Orçamento.

É mais um capítulo: desvinculação, desobrigação, desindexação. Descarimbar o dinheiro. Devolver os orçamentos públicos para a classe política. Hoje o Brasil é gerido por um software. Está tudo carimbado. Já está escrito quanto será gasto em educação, saúde, com salários. Vão descarimbar saúde e educação? Me avisaram que não tem como desindexar tudo. A esquerda vai atacar. Vão vir para cima. Nesse caso, eu tenho de ceder. Dinheiro de saúde e educação tem muita demanda. Eu já recebi pedido desesperado de governador por dinheiro para saúde ou para educação. Bom, em vez de carimbar cada um, por que a gente não soma as duas e deixa o cara escolher como gastar? Eu respeito o desejo e mantenho a indexação, mas dou capacidade de gestão.

Vão somar as duas?

Sim. Vamos supor que da receita sejam 25% para educação e 15% saúde. Passa a ser 40% para as duas, e assim abre margem para escolher onde gastar mais. Também vamos reavaliar 281 fundos públicos. Alguns desses fundos foram feitos por um pirata privado, uma criatura do pântano político e um burocrata corrupto —um hoje mora em Miami, outro fugiu para Portugal e o terceiro morreu. O fundo, porém, está lá, com um dinheiro carimbado que ninguém pega. São R$ 240 bilhões que a União tem e estão travados. Por outro lado, tem uma dívida de R$ 5 trilhões, que podia ser de R$ 4,7 trilhões: era só fazer encontro de contas. Mas o dinheiro está pendurado lá, e o fluxo continua alimentando. Exemplo: Sergio Moro [ministro da Justiça e Segurança Pública] precisa de R$ 500 milhões para a Força de Segurança Nacional. Não tem. Mas o fundo penitenciário tem R$ 1,5 bilhão.

Vão acabar com eles para abater a dívida?

Vamos analisar. A tendência é não mexer nos fundos constitucionais, mas deve ter uns 200 que são tiros para todos os lados. Além da dívida, eu gostaria de convergir para dois grandes fundos, um de infraestrutura, que chamo de fundo da reconstrução nacional, e outro fundo para a erradicação da pobreza. A ideia veio do aprendizado legal que estamos tendo. A [senadora] Kátia Abreu [PDT-TO] esteve lá outro dia para mostrar que há quatro fundos relacionados a infraestrutura que conversam. Se juntássemos, teríamos dinheiro para concluir toda a Calha Norte, obra que aumentaria a competitividade, reduziria o tempo de viagem até a China. Todos os fundos são poupança forçada. Dinheiro da população. Precisa ser devolvido a ela.

Ministro, não é possível fazer tudo ao mesmo tempo. Qual é o cronograma?

Algo pode sair até o Natal? Vamos encaminhar tudo agora. Mas cada uma vai andar na sua velocidade. A análise dos fundos vai demandar um ano. A tributária, acho, vai demorar, tem mais contencioso. Já tem no Congresso o projeto do [deputado] Baleia Rossi [MDB-SP], na Câmara, e o do [ex-deputado Luiz Carlos] Hauly no Senado. A nossa reforma vai ser faseada. Vamos lançar agora o IVA dual. Unir PIS, Cofins, IPI e esperar o acoplamento dos estados e municípios. Examinávamos o imposto sobre transações [que o mercado chama de nova CPMF], que permitiria que as outras alíquotas fossem mais baixas. Mas, quando todo o mundo rejeitou, foi preciso recalibrar os outros impostos para cima. Inclusive a desoneração da folha, que eram favas contadas, está sendo aplicada limitadamente para jovens.

Como fica a reforma do Imposto de Renda?

Muita coisa depende só de canetada da Receita, podíamos até fazer, mas não quero surpresas. Acho difícil sair para o ano que vem. O anúncio das reformas foi adiado algumas vezes. O que houve? Vocês estão com a mentalidade do pacote. Não é isso que vai acontecer. Nós estamos fazendo algo muito diferente do que aconteceu na Previdência. Estamos fazendo uma agenda de trabalho. Não é o pacote. Temos várias frentes nessa nova etapa de reformas e já está tudo nas mãos deles para a avaliação final.

Nas mãos de quem?

Do presidente Bolsonaro, de Rodrigo Maia [presidente da Câmara], Davi Alcolumbre [presidente do Senado], os líderes, como o Bezerra [Coelho, MDB-PE, líder do governo no Senado]. Tenho conversado com todos. Vou explicar o que aconteceu. Houve um momento em que o Maia achou que aprovaria a reforma da Previdência em segundo turno uma semana depois do primeiro turno. O Alcolumbre até ficou disposto a suspender as férias do Senado para colocar logo lá também. A ideia era, quando o povo voltasse de férias, que a gente apresentasse o pacto federativo. Mas veio a desarticulação política: os parlamentares começaram a pedir emendas —tudo republicano, mas travou e atrasou. A partir daí, porém, houve uma mudança na articulação, se instalou uma vontade de construir, veio espaço político para conversar. Hoje, presidente e Congresso são reformistas. As reformas que vêm aí foram processadas politicamente. Há uma avaliação conjunta: essa daqui é melhor ir pela Câmara, essa outra, pelo Senado. Essa aparente demora, na realidade, é um enorme ganho. Nessas conversas, houve disposição em tirar a estabilidade dos servidores na reforma administrativa? Ela será tirada. Sim. Dos novos. Antes as pessoas falavam: precisa fazer reforma do setor público e mexer na estabilidade. Vinha bomba, tiro e porrada. O Brasil nem acaba com estabilidade nem valoriza o servidor. Eles são detestados e temidos pela opinião pública. Ninguém abraça o funcionário público, porque ninguém os vê como servidores, vê como autoridades. Ele é o cara que, quando você vai tirar um documento, te trata mal. Eles precisam aprender que estão mal na opinião pública. Eles precisam mudar de atitude para serem valorizados. Saber que não estão ali para nos maltratar.

Ao mesmo tempo, estão sem autoestima. O que acontece?

O cara entra e tem salário só 10% abaixo de quem está lá há 30 anos. Não se valoriza a senhoridade. Todo o mundo está próximo do teto. O cara entra e em seis, sete anos está ganhando o teto. Nós fizemos uma reforma profunda para a frente, para não brigar com o passado. Não vamos atingir direitos adquiridos, mas o cara que entrar daqui para a frente vai ter três anos de [estágio] probatório, depois sete anos de contrato.

Não efetiva no começo com estabilidade?

Não. Por que vai efetivar com estabilidade tão rápido? Serão três anos de probatório. Passou? Parabéns. Mas pode ser demitido se for um mau servidor. Vai tratar bem o público. Se tratar mal, tiver reclamação, não alcançar boa performance, vai ser demitido. Mas, se cumprir bem os dez anos, ok: você é um servidor público, serve à população, é exemplar. Você é servidor de Estado. Não é de governo. Vai ser assim com todo o mundo.

Vão rever carreiras também?

Vou te dar um exemplo. Assoprador de vidro. Existe essa carreira. Outra: datilógrafa. Está lá até hoje. Vamos remanejar as pessoas, mas esses cargos vão ser extintos. E daqui para a frente não tem mais concurso para assoprador de vidro. Vamos fazer um choque digital. Nos próximos cinco, seis anos, 40% do funcionalismo se aposenta. Apenas controlando essa variável —reduzir a taxa de gente que entra— já é possível fazer um choque de produtividade. Temos exemplos chocantes. No INSS, saíram 5.000, 6.000 funcionários, e a produtividade aumentou brutalmente. Os caras saíram, mas está tudo digitalizado. Tinham 97 serviços que precisavam ser prestados presencialmente, inclusive a famigerada prova de vida. Você botava a cama de uma senhora num caminhão, do norte fluminense até o Rio Janeiro, para um lugar certificado para dar a prova de vida. Olha a barbaridade. Temos impressão digital. A população brasileira é uma das mais digitalizadas do mundo. Terceiro ou quarto maior mercado digital. Resumindo: dos 97 serviços, 92 já são prestados digitalmente.

São fraternas e generosas as nações mais prósperas e eficientes. Se você não tem eficiência, o discurso da fraternidade é o discurso do socialismo bolivariano. Ninguém falou mais em solidariedade que a Venezuela. Estão fazendo essa quizumba toda com o Chile, e a Venezuela é que é melhor?

O Chile é um modelo citado como bem-sucedido por vários economistas, inclusive o sr., mas o que houve para a população ter aquela reação? Democracia é assim mesmo: barulhenta. Apesar de o país ter uma renda per capita quase duas vezes a do Brasil, ainda há insatisfação com a desigualdade. Eu pergunto: cadê a passeata na China? Como é uma passeata lá na Venezuela? Alguns viram na reação chilena a falência do modelo neoliberal. Não acredito nisso. É tolice. Vamos comparar o neossocialismo do Maduro [Nicolás Maduro, presidente da Venezuela] com o neoliberalismo do Piñera [Sebastián Piñera, presidente do Chile]. Vamos comparar renda per capita, indicadores de saúde, taxa de suicídio, violência de direitos. Faz a comparação que você quiser entre os dois modelos. Isso é coisa de gente presa no passado. Uma nação próspera também é mais generosa. Os chilenos vão resolver os problemas deles bem antes da Venezuela. O problema deles é só garantir um salário mínimo na aposentadoria, porque pela capitalização já conseguiu 70%, 80% do mínimo. Agora é só conseguir os 20% que faltam. Sem a capitalização, não garantiam nada. O sistema de capitalização também foi apontado como parte do problema. Tolice. O Chile cresceu por 30 anos porque tinha capitalização. Capitalização significa que, em vez de o teu dinheiro ir para a Jorgina [Jorgina de Freitas, que comandou esquema de corrupção no INSS] ou ser queimado [alusão à destruição pela inflação], ele é acumulado. Nossa proposta era a de capitalização com garantia de salário mínimo. Renda mínima garantida. Os ricos acumulam. Por que os servidores gostam dos fundos de capitalização? Porque capitalizam para eles. Por que a população não pode ter? Só quem está no Petros, Previ, Funcef [maiores fundos de pensão de servidores de estatais] pode ter? O pobrezinho não pode?

O sr. avalia reapresentar a capitalização?

Esquece. Já foi. Cada país faz suas escolhas. O problema do nosso governo está resolvido. Que pena que o Brasil ainda não escolhe algo melhor.

E a Carteira Verde e Amarela: vão ampliar ou ficará apenas com os jovens?

Vai ficar com os jovens e vemos outras medidas. Mas ela foi desenhada para fazer parte de um novo regime trabalhista, baseado em capitalização. Rejeitaram, então não há o que fazer. Mas, com ele, você colocaria o Brasil para crescer, aumentaria taxa de poupança, educaria financeiramente famílias mais pobres. Um menino, desde cedo, sabe que ele é um ser de responsabilidade quando tem de poupar. Os ricos capitalizam seus recursos. Os pobres consomem tudo.

Mas ministro, uma pessoa na pobreza consegue guardar dinheiro?

Ele já guarda e não sabe. O FGTS é um dinheiro que tiram dele e fica depositado. A maioria dos pobres não tem emprego formal. Mas terão com mudanças que teremos pela frente. O que precisa ficar claro é que as coisas estão andando. Veja a questão da União Europeia. Estava parada. Aí, quando anunciamos, as pessoas falaram: o [ex-presidente Michel] Temer já estava fazendo. Esquece. Estava parado havia 20 anos. O que ocorreu é que fizemos uma reforma importante. Fundimos o Ministério da Indústria e Comércio à Economia. Acabou o bate-cabeça. Tinha uma guerra entre a Fazenda que queria abrir [o mercado] e Indústria e Comércio que não deixava abrir. Na hora em que juntamos os dois, curiosamente, andou Mercosul e UE.

Há impasse em relação à Argentina neste momento?

Qual será a posição do Brasil se alguns países do Mercosul preferirem uma abertura mais lenta? Existe um ritmo de abertura que precisa ser seguido. O Brasil quer entrar na OCDE. Precisa preencher uma série de requisitos. Tem uma fila de países lá tentando entrar. A Argentina está na frente. Mas nós estamos com a senha. E a abertura é parte importante desse processo. Mas, se os demais integrantes do bloco não quiserem seguir a mesma velocidade, o Brasil reavaliará a permanência no Mercosul? O Brasil tomou uma decisão. Nós estamos com a economia fechada há 40 anos e decidimos abrir. Nós sabemos o que queremos. E faremos o que nós queremos.

Cronologia das negociações do acordo entre Mercosul e UE

Teremos o leilão de cessão onerosa nos próximos dias. Algumas empresas que tinham se inscrito desistiram ou avaliam desistir. Como o sr. vê essa decisão, uma vez que o leilão é apresentado como um bom negócio? Para você ver. É algo a pensar. Estão aí há cinco anos vendo se vende ou não vende. De repente, coloca à venda e o cara diz “muito obrigado”. Por quê? A partilha. A partilha é muito usada por petroleiras francesas na África. É o sistema em que você recupera mais rapidamente o investimento. Mas precisa manter relação com o governo. Negociar. Abre espaço para corrupção. Na concessão, não. Vendeu, acabou. Não obstante, seremos bem-sucedidos. Búzios é 70% do leilão. Vários grupos estão interessados.

Isso quer dizer alguma coisa, né?

Estamos fazendo algo certo, né? E o presidente tem um papel importante nisso. É totalmente o contrário do que as pessoas dizem: “Nossa, meu Deus, o presidente xingou não sei quem. O mundo vai acabar”.

Mas ministro, isso não contamina a economia?

Sabe o que eu acho? Essa falta de comunicação nos prejudicou muito. Mas não o presidente. O presidente nos blindou. Toda a mudança que vemos é porque a opinião pública botou um cara lá que disse que vai mudar o regime. Ele tem ido a muitos embates: com o Mercosul, com o presidente da França… Como dizer que atrapalha se o saldo é vastamente positivo? Saiu [o acordo com a] União Europeia. Saiu cessão onerosa. Como vou dizer que é ruim? As pessoas não estão avaliando o presidente pelos seus princípios. Ele é um cara genuíno. Reage como um ser humano normal. Se você não tiver de ser politicamente correto e alguém te infernizar, você xinga. Ele xinga. A gente se habituou a se conter para ter um convívio sociável. Mas bateram tanto nele que ele falou ok, eu bato de volta. Ele foi votado por 60 milhões de brasileiros que acham o seguinte: família é importante, o pais é importante —querem um Brasil novo— Deus, segurança. Tem valores aí que ele representa. Então, ele tem de ser tratado com respeito. O que a mídia bate nele é um absurdo. Em algum momento o presidente lhe cobrou crescimento? Não. Ele nunca hesitou no apoio, porque eu fui franco. O Brasil é uma baleia ferida. Aí, eu vejo esses falsos antagonistas: “Estão esquecendo a população, só pensam na economia, não olham o social”. Você acha que o que eu estou fazendo na economia vai ferrar com o social? É o contrário. Vamos salvar o social. Em uma economia melhor, as pessoas têm dignidade. Nós demos o 13º do Bolsa Família. Foram 30 anos de centro-esquerda. Dá para esperar quatro aninhos de um liberal-democrata? Se não melhorar, troca, sem intolerância. Mas deu três meses e já começaram: cadê o crescimento? Vamos ser razoáveis. Não é justo.

Ministro, se existe essa preocupação social, por que temos algo como a primeira queda na concessão de BPC, benefício que é para idosos carentes, desde a sua criação, em 1996?

Não sei disso. Ninguém quer fazer algo assim. É estranho. Vou falar com o [secretário da Previdência, Rogério] Marinho agora [ele pega o celular e digita uma mensagem]. O governo é uma fábrica de desigualdades, fábrica de transferência perversa de renda. O BNDES dava dinheiro para os maiores empresários. O INSS dava os maiores benefícios para os salários mais altos. Tem uma mensagem no que fazemos. O Brasil está numa transição incompleta. Tivemos sucesso na abertura política. Somos uma democracia vibrante, e esses choques que vemos são demonstrações do vigor dessa democracia. Os poderes estão interagindo. A imprensa está lá. É o quarto poder. Quando erra, leva coice. O ponto que acuso como falho é a transição incompleta para a economia de mercado. Essa transformação da máquina pública —que servia a uma ordem politicamente fechada e agora precisa servir à população— busca a modernização. O cara ainda é autoridade, esqueceu que é servidor; o cara tem empréstimo para campeão nacional, quando deveria estar fazendo microcrédito; está dando subsídio e fazendo reserva de mercado, quando deveria oferecer competição; o cara sobe impostos, quando deveria cortá-los para se alinhar ao mundo. Nos atrasamos nessa transformação. O resultado foi a estagnação econômica e a corrupção da democracia. Mas estamos alertas, vivos e corrigindo a rota.

RAIO-X
Paulo Guedes, 70
ministro da Economia

É mestre e doutor em economia pela Universidade de Chicago (EUA)

Nas décadas de 1980 e 1990, lecionou na FGV, na PUC-RJ e no Impa (Instituto de Matemática Pura Aplicada). Foi diretor e professor do Ibmec

Fundador do Banco Pactual (1983), do Instituto Millenium (2005) e da BR Investimentos, que numa fusão com outras gestoras deu origem à Bozano Investimentos (2013). Integrou os conselhos da PDG Realty, Localiza e Anima Educação

Participou da elaboração do plano de governo de Guilherme Afif Domingos na campanha presidencial de 1989

Reforma põe fim a estabilidade automática de novos servidores

A ideia do governo é que, com esse modelo, só os melhores fiquem na administração pública

Dentro da grande reforma do Estado, que o governo pretende lançar nesta semana com seis eixos, um item afeta diretamente as aspirações de boa parte dos brasileiros: a PEC da reforma administrativa, que propõe mudanças nas regras de ingresso e ascensão na carreira dos futuros funcionários públicos.

A jornada se torna mais complexa. Para entrar no serviço público, além do concurso, que hoje envolve provas e títulos acadêmicos, o governo propõe exigir a comprovação de experiência prévia. Após o ingresso, todos os servidores terão que passar por um período inicial de três anos de experiência, que tem sido chamado de trainee pela equipe do ministério.

A proposta prevê a exoneração automática do servidor no fim desse período. A efetivação dependerá de desempenho profissional e existência de vaga em aberto na função. Sempre haverá mais trainees do que vagas para desempenhar a função. A ideia do governo é que, com esse modelo, só os melhores fiquem na administração pública, como ocorre em programas semelhantes de empresas privadas. Atualmente, a contratação do servidor é automática, e raramente não há admissão.

A equipe econômica quer que a regra seja aplicada em concursos para todas as carreiras públicas, incluindo as de juízes e promotores. A estabilidade, no entanto, não viria logo após essa fase. Depois do trainee, o servidor entraria em estágio probatório. Esse estágio, que já existe na Constituição, prevê três anos para a efetivação definitiva. Para os novos servidores, a proposta é aumentar esse estágio para sete anos.

Ou seja, o servidor só teria estabilidade dez anos após ingressar no serviço público. Para as carreiras que não terão estabilidade —o projeto contempla isso—, não seria necessário estágio probatório. A proposta da reforma não define quais carreiras terão estabilidade garantida, mas a ideia do governo é que sejam preservadas apenas áreas consideradas estratégicas, como de auditores fiscais, diplomatas, policiais federais e fiscais do trabalho. Os servidores dessas categorias também terão que renunciar a todos os direitos político-partidários.

Auxiliares administrativos, responsáveis por serviços de recursos humanos, assistentes de TI (tecnologia da informação) e equipes de limpeza são exemplos de funções que podem perder a estabilidade.Hoje, o artigo 169 da Constituição já prevê a possibilidade de demissão, mas ela só pode ocorrer se houver estouro da despesa com pessoal, algo quase impossível pela natureza do Orçamento federal.

O limite de despesa de pessoal da União, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, é de 50% da receita corrente líquida, muito fácil de cumprir —está em 30% atualmente. A medida em análise “universaliza” a demissão. O projeto do ministério dá a possibilidade de o gestor direto demitir quando for preciso cortar gastos, em caso de restrição orçamentária da União ou quando a função deixar de ser desempenhada pelo Estado.

O governo também quer revisar os chamados penduricalhos do serviço público, como auxílio-moradia, auxílio-funeral e auxílio-paletó. Segundo a proposta, esse tipo de benefício terá que ser aprovado por uma espécie de comitê nacional, que ainda não foi definido. O sistema de progressão da carreira também vai sofrer mudanças. Será mais difícil chegar aos maiores salários.

A reforma criará mais dois tipos de servidor. Um deles é o temporário, inspirado em um modelo já existente no Exército brasileiro. O militar temporário não segue carreira e pode permanecer por até oito anos na posição. É uma proposta bem diferente de todos os outros que já existem, como celetistas e pesquisador do IBGE. No projeto que a equipe está desenvolvendo, a modalidade servirá para contratação em grande escala, mas mediante prestação de concurso.

O outro tipo são os comissionados, que continuam a seguir as regras já em vigor. Na maioria das vezes, o funcionário comissionado é empossado mediante uma indicação política e não tem estabilidade. Todos os servidores de carreira terão avaliações de desempenho e um item chamado banco de pontos. A chefia direta terá um limite máximo de pontos por avaliação. Isso evita que os chefes deem nota 10 para todos os funcionários, por exemplo.

A ideia é que isso garanta que sempre haja renovação para trocar maus profissionais com pouco desempenho. A equipe econômica estuda reduzir as carreiras do funcionalismo, com a possibilidade de atuação transversal nos diferentes ministérios e departamentos federais.

Com todas as mudanças, o Ministério da Economia pretende reduzir as disparidades entre as esferas públicas e privadas e economizar. A despesa com pessoal é o segundo maior custo do governo federal, perdendo apenas para a Previdência. O governo afirma que, neste ano, serão usados R$ 325 bilhões para bancar salários, benefícios e encargos sociais de servidores. Em 2003, esse gasto era de R$ 187 bilhões, valor já atualizado pela inflação.

Segundo dados levantados pela equipe econômica, o salário dos servidores públicos federais é 96% maior do que a média na iniciativa privada. O governo diz ainda que um terço dos servidores federais já está no topo da carreira e que a renda média de um servidor público federal é seis vezes o salário médio do brasileiro.

OS SEIS EIXOS PREVISTOS NA REFORMA DO ESTADO NO SENADO

PEC PLANO MAIS BRASIL
Trata de nova governança fiscal para União, estados e municípios, descentraliza recursos do pré-sal, soma gastos com saúde e educação

PEC EMERGENCIAL
Traz sistema de gatilhos para conter estouro do gasto

PEC FUNDOS
Reavalia 281 fundos

EM COMISSÃO MISTA
REFORMA TRIBUTÁRIA
Primeira fase, que institui o IVA dual

NA CÂMARA
PL DAS PRIVATIZAÇÕES
Novo modelo para agilizar a venda de estatais

PEC DA REFORMA ADMINISTRATIVA

Revê ingresso e ascensão de novos servidores.
Para entrar no serviço público, além do concurso, também será necessária a comprovação de experiência prévia

Trainee Após o ingresso, todos os servidores terão que passar por um período de três anos como trainee; ao final, haverá exoneração automática. Para ser efetivado, o funcionário vai depender de seu desempenho e da existência de vaga na sua função. Sempre vão haver mais trainees do que vagas

Novo estágio probatório O período de avaliação vai passar de 3 para 7 anos e só será previsto nas carreiras com estabilidade

Servidor com estabilidade A proposta não define quais carreiras serão estáveis, mas a expectativa é que sejam áreas restritas, como auditores fiscais, diplomatas, policiais federais e fiscais do trabalho

Servidor sem estabilidade O gestor direto vai poder demitir quando for preciso cortar gastos, em caso de restrição orçamentária ou quando a função deixar de ser desempenhada pelo Estado

Temporário Baseado no que já existe no Exército, a modalidade servirá para contratação em grande escala, mediante prestação de concurso

Comissionado Nos moldes que já funcionam hoje, sem estabilidade e empossados mediante indicação política

Folha de S. Paulo

Líder opositor pede intervenção militar contra Evo na Bolívia

A tensão na Bolívia após a confusa apuração nas eleições do país aumentou no sábado (2). Em comício, o líder opositor, Luis Fernando Camacho, chamou os militares a intervir na crise política. Camacho, que é chefe líder do Comitê Cívico de Santa Cruz, deu um ultimato ao presidente Evo Morales para renunciar o seu cargo em 48 horas.

Durante o discurso, Camacho leu uma carta as forças armadas do país para estarem ao ‘lado do povo’. A oposição não reconhece a vitória de Evo Morales nas eleições que aconteceram no dia 20 de outubro. Na qual deu o quarto mandado seguido ao presidente, que está no poder desde 2006.

O discurso de Camacho ligou o alerta do governo boliviano. Evo Morales anunciou que vai se reunir com sindicalistas e funcionários para criar um plano contra a declaração do líder opositor. Já o ministro de Governo, Carlos Romero, deu uma resposta mais dura. “Aquele que pede intervenção militar está pedindo sangue e morte”, declarou.

A oposição boliviana exige a anulação da votação e novas eleições gerais e acusam Morales de ter manipulado o resultado da votação. Durante a apuração, o sistema de contagem ficou paralisado por 20 horas e, quando retomado, trouxe uma mudança inexplicável, que foi questionado pela OEA (Organização dos Estados Americanos). O resultado das eleições aumentou os protestos na Bolívia que levou a morte de dois manifestantes e mais de 140 feridos.

Operação 404: Polícia Civil combate pirataria digital na Bahia e outros 11 estados

 

Uma operação para combater crimes praticados contra a propriedade intelectual foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (1º), em 12 estados: Amazonas, Bahia, Espirito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Paraíba, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo. De  acordo com informações da Agência Brasil, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Operação 404 cumpre desde as primeiras horas de hoje 30 mandados de busca e apreensão, bloqueio e/ou suspensão de 210 sites e 100 aplicativos de streaming ilegal de conteúdo, desindexação de conteúdo em mecanismos de busca e remoção de perfis e páginas em redes sociais. Segundo o ministério, o nome da operação, denominada 404, faz referência ao código de resposta do protocolo HTTP para indicar que a página não foi encontrada ou não está disponível. As ações para o cumprimento das medidas judiciais estão sendo executadas pelas policias civis dos 12 estados.

 

Os fins nem sempre justificam  os meios. Nota que diz que Viação Cidade Verde foi condenada, não procede.

foto arquivo – ilustração
Na nota diz que: Justiça confirma que Cidade Verde cometeu atos fraudulentos e deu prejuízo de 14 milhões aos cofres do município. Não é verdade!
Estranhamente um fato antigo é trazido a tona como se notícia fresquinha fosse. Quem sabe a tentativa de rotular a empresa desse certo, leitura desavisada ou para aqueles que não possuem o domínio básico em assuntos jurídicos, certamente seriam induzidos a juízo de valores inconclusos.

Lamentável, já que uma leitura requer tempo, consome o pacote de internet do leitor, (portanto recursos) e, distorcida, induz o leitor a eventuais constrangimentos em mais fadado debate.
Talvez o próprio blogueiro não tenha a mínima vivência dentro da liturgia jurídica (podendo ser perdoado). Nesta hipótese, restando claro que foi levado ao desatino que por sua vez não agrega nenhum nenhum valor ao ao leitor.

A geração de um conteúdo que é levado ao coletivo é algo sério, que ao fim parece prestar tão somente ao interesse  individual. VEJA AQUI

A qualquer custo parece ser tratado deste assunto, não de agora, observado desde 2014; portanto é visível a tentativa de imputar a falsa ideia de condenação à empresa Viação Cidade Verde. Parafraseando:

E assim alguns, sem pensar na cidade, tentam tirar  da população que menos pode o ônibus de cada dia. E pior, até que conheçamos outra empresa melhor, igual a Viação Cidade Verde será muito difícil outra semelhante.

A qualquer custo tentam macular a excelente imagem de uma empresa de serviços públicos, usando sempre o termo “FRAUDULENTA”.

Se este caso não foi apreciado judicialmente e transitado em julgado nas instâncias apropriadas, então resta provado que a empresa nao FRAUDOU. A propósito, ainda dedicaremos alguns
editoriais elencando todos os atores que figuram dentro e gravitam por fora desta controversa AÇÃO popular, trazendo-a pari passu o que verdadeiramente desencadeou esses assunto lá atrás e a essência dos interesses nos bastidores.

O Ministério Publico dificilmente daria um parecer favorável a qualquer empresa que fosse, em especial quando se envolve uma AÇÃO POPULAR. Logo, natural o parecer do MP.

Precisamos colocar as coisas no compasso.

MATÉRIA SENSACIONALISTA

E para entender a motivação do velho na roupagem do novo, precisaremos contextualizar de modo a evitar que o leitor  seja induzido a falso juízo.

Por que um fato antigo trazido agora?

Porque a ênfase ao termo FRAUDE expondo a imagem da empresa Viação Cidade Verde?

Esta desinformação, coincidência ou não, flui de origem com ações em comum. Contextualizada talvez explique,  porém jamais convençam aos atos que sejam moralmente corretos.

Replicamos parte de um texto postado no site TVsudoeste digital, em reposta à um outro que diz  que a Empresa cidade havia sido punida por atos fraudulentos. E que, o Tv Sudoeste ratifica  com justificativas e esclarecimentos  para a população e usuários do sistema,  expondo a verdadeira realidade e contexto.

É importante ressaltar que o  procedimento que se encontra em tramite  na justiça, e que não foi efetivamente reconhecido os méritos das acusações relacionadas a empresa pública, Cidade Verde, que presta serviços em Vitória da Conquista,  não foi deferido e nem sentenciado pela Justiça.

Sistema de reconhecimento facial será usado para a emissão da CNH

Já encontra-se em fase final, a implantação do processo de validação da emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que será realizada por meio do sistema de reconhecimento facial do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) – integrado ao Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO). O objetivo da medida é aumentar a segurança no procedimento e evitar fraudes.

As carteiras antigas continuarão valendo. Mas quando a ferramenta tecnológica estiver disponível, o condutor será submetido à coleta de biometria e da foto para obter a CNH, nos casos de renovação, segunda via e mudança de categoria. Para a emissão do documento, a foto precisará ser confirmada pelo reconhecimento facial.

Por causa de ajustes técnicos que permitirão a implantação da medida, o Departamento de Trânsito do Estado da Bahia (DETRAN-BA) poderá ser obrigado, excepcionalmente, a estender o prazo de entrega da habilitação, que é de 10 a 15 dias, em serviços já abertos no órgão. “Com a integração ao sistema do DENATRAN, alguns casos de renovação da CNH podem sofrer atrasos pontuais na entrega, nesse período. Pedimos a compreensão dos motoristas para que possamos, em poucos dias, finalizar esse processo muito importante, que vai reforçar a segurança na validação do documento”, explicou o diretor-geral do órgão estadual, Rodrigo Pimentel.

Nelson Leal vai a eventos com médicos, juízes, militares e militantes de esquerda e defende “diálogo permanente”

 

presidente da alba foi ao hospital aliança, plenário da alba e auditório jorge calmon

 

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia – ALBA, deputado Nelson Leal teve uma agenda diversificada e plural na manhã desta quinta-feira (31.10). Às 9h, ele esteve na abertura do 3º Congresso de Judicialização em Saúde, no Auditório do Hospital Aliança, com participações do Tribunal de Justiça da Bahia e Secretaria de Saúde da Bahia. Em seguida, no plenário da ALBA, Leal participou da solenidade de entrega da Comenda Dois de Julho ao tenente-coronel Jarbas Carvalho Oliveira Júnior, da Polícia Militar. E, por último, no auditório Jornalista Jorge Calmon, integrou a mesa solene do “Ato em Defesa dos Direitos do Povo Cubano e em Comemoração aos 500 Anos de Havana”.

 

“A sociedade só supera seus problemas através do diálogo permanente. Citando Churchill, ‘a democracia é o pior dos regimes, à exceção de todos os outros’. Nós estamos demonstrando, na prática, que a Assembleia Legislativa da Bahia é plural, capaz de ressoar todas as vozes da sociedade baiana. Sou o chefe do Poder Legislativo, represento 62 deputados, de todas as ideologias, tendências e credos. Quando a agenda permite, vou a todos os eventos a que sou convidado, assim como nossa gestão está aberta ao diálogo com todas as correntes de pensamento da sociedade”, pontuou Leal. 

 

Ao lado do presidente do TJ-BA, desembargador Gesivaldo Britto, ele destacou a atuação do Judiciário baiano na redução em 75% do número de ações judiciais que versam sobre o sistema de regulação médica na Bahia. “A Secretaria da Saúde, em parceria com o TJ-BA, resolveu quase tudo na câmara de conciliação, reduzindo gastos e muita perda de tempo ao promover o diálogo ao invés do litígio”, elogiou o presidente da ALBA, em companhia do ministro do STJ, Luís Felipe Salomão, e do secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas.

 

No plenário da Assembleia, Nelson Leal abriu a Sessão Especial de concessão da Comenda Dois de Julho ao tenente-coronel da PM, Jarbas Carvalho de Oliveira Júnior, com graduação em Segurança Pública, através de proposição do deputado Luciano Simões Filho (DEM). “Trata-se de uma homenagem justíssima a um homem que também pratica o diálogo, mesmo exercendo importantes funções de segurança no Estado, com destacada atuação na área de trânsito rodoviário”, enalteceu Leal.

 

No auditório Jornalista Jorge Calmon, o chefe do Legislativo declarou que a “A Bahia tem uma relação de irmandade com o povo cubano, principalmente depois do programa Mais Médicos”, ao integrar a mesa solene do “Ato em Defesa dos Direitos do Povo Cubano e em Comemoração aos 500 Anos de Havana”, proposição do deputado Marcelino Galo (PT) e que contou com a presença da Cônsul de Cuba, Milena Caridad, de partidos como o PCdoB, o PT, o PSB e o PSOL, do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz e da Associação Cultural José Martí.

 

Assembleia Legislativa

Ascom/