Alckmin diz que situação de Aécio é diferente da de Lula, já condenado; Marina é questionada sobre não ter deixado PT logo depois do mensalão
O primeiro debate presidencial das eleições 2018 após o atentado contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL), promovido no domingo, 9, pelo Estado em parceria com a TV Gazeta, a Rádio Jovem Pan e o Twitter, retomou a discussão sobre o combate à corrupção nos embates entre os postulantes ao Palácio do Planalto. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) respondeu pela primeira vez em um encontro com adversários sobre a acusação de improbidade administrativa em ação apresentada pelo Ministério Público de São Paulo, no dia 6. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, e o PT também foram alvo. O tema da corrupção dominou o segundo bloco do debate. Já na primeira pergunta, Alckmin teve de responder sobre a ação na qual é acusado de enriquecimento ilícito por suposto caixa 2 da Odebrecht na campanha de 2014. “Estranho que isso (a acusação) ocorra a menos de 30 dias das eleições.” Ao ser questionado por Marina Silva (Rede), o tucano fez questão de diferenciar o caso do ex-presidente Lula, que foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, e do senador Aécio Neves. “Ele (Lula) foi condenado em segunda instância. Aécio nem julgado foi. Lei é para todo mundo. Quem deve, deve responder, deve ser punido. Quem não deve, deve ser absolvido.” Marina rebateu afirmando que “PT e PSDB passaram a ser faces da mesma moeda”. “O que diferencia Aécio é o fato de ter foro privilegiado. Por isso, somos a favor de acabar com o foro, se não, se cria dois pesos e duas medidas no processo de combate à corrupção”, disse Marina. Na tréplica, Alckmin relembrou o passado petista da candidata. “Marina esteve 20 anos no PT. Em 2006, ocorreu o mensalão. Ela não saiu do PT. Só saiu em 2008. Nós sempre estivemos do outro lado de onde estava o PT.” Já o candidato do MDB, Henrique Meirelles, foi questionado sobre investimentos que possui nas Bermudas, no Caribe. O emedebista disse que seus investimentos estavam em uma fundação “com finalidade de investir em educação no Brasil” depois que ele morrer. O presidenciável Ciro Gomes (PDT), que foi quem levantou essa questão em entrevistas recentes, chegou a elogiar o adversário emedebista. “Fui colega do Meirelles e tenho apreço por ele. Não é uma pessoa desonesta. Mas o Brasil permite de forma imoral que ele, que comandou autoridade monetária, que vigia taxa de juros, e os brasileiros abastados, os ricos do Brasil, manter mais de R$ 500 bi no estrangeiro”. Leia mais no Estadão.
Presidente do TSE mantém esta terça-feira, 11, como data-limite para a definição das candidaturas
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, negou, neste domingo, 9, a prorrogação do prazo para o PT substituir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chapa presidencial. Com a decisão, o partido tem até esta terça-feira, 11, para fazer a troca de nomes – a defesa do petista havia requerido que a data-limite fosse estendida para o dia 17 de setembro. Se não definir as candidaturas no prazo determinado, o PT pode ficar sem coligação na disputa ao Planalto. Até agora, o nome mais forte para ocupar o lugar de Lula é o do ex-prefeito Fernando Haddad, que ainda figura como candidato a vice-presidente. Os advogados eleitorais do ex-presidente haviam pedido ao TSE a prorrogação por mais seis dias do prazo. A defesa alegou que essa data deveria considerar a análise de recurso ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão da própria Corte Eleitoral de negar o registro da candidatura de Lula. Para a defesa, uma decisão definitiva sem essa análise do Supremo seria uma “injustiça”.
Empresa chinesa foi autuada por crime ambiental; ONGs pedem soltura de animais
O Ministério Público estadual encaminhou nesta quinta-feira (06) recomendações à Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), à empresa Cuifeng Lin e ao Frigorífico Sudoeste para que sejam adotadas medidas que evitem mortes de jumentos e eventuais danos ambientais na Fazenda Barra da Nega, no município de Itapetinga, sudoeste baiano, onde foram encontrados animais mortos nos últimos dias.
O MP recomenda que o frigorífico encaminhe em 48 horas um laudo técnico sobre as condições dos animais e apresente as Guias de Trânsito Animal (GTA) e os exames sanitários dos jumentos localizados na fazenda. O promotor de Justiça Gean Carlos recomendou ainda à Adab a imediata suspensão da emissão de GTA de jumentos com destino ao Frigorífico Sudoeste, com exceção dos animais identificados pela agência que já estejam na Fazenda Barra da Nega destinados para abate. A suspensão deve durar até que a empresa saneie as inconformidades encontradas pelos órgãos ambientais.
À esquerda, animais debilitados em curral; ao lado, um dos mortos perto de riacho (Foto: ONG SOS Animais/Divulgação)
Segundo o promotor vistorias preliminares realizadas a pedido do MP pela Adab e pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente constataram na fazenda a presença de 600 animais, “muito deles mortos” às margens do Rio Catolé, “possivelmente por debilidade causada pelo transporte e falta adequada de alimentação”.
O promotor aponta que no local onde estão os jumentos não há área de pastagem e instalações adequadas para abrigar elevado número de animais.
“Os equinos são de propriedade da Cuifeng Lin, que alugou uma porção de terra na fazenda com a finalidade de abrigar os jumentos que seriam abatidos pelo frigorífico. Conforme as recomendações, “muitos dos animais” abrigados na propriedade rural não possuíam GTA, já que o destino final deles era o frigorífico. Segundo o promotor, isso demonstra a chegada ao município, de forma irregular, de uma quantidade de jumentos superior à capacidade de abate do frigorífico”, disse o MP, em nota.
AS IMAGENS SÃO FORTES
Ao frigorífico foi recomendado que não realize novos abates até que haja o saneamento das irregularidades apontadas, a não ser dos animais identificados e liberados pela Adab já existentes nos currais da fazenda; que não receba novos animais, inclusive da empresa Cuifeng Lin, até que a situação seja totalmente elucidada, com a comprovação documental pelo frigorífico do cumprimento de todas exigências e condicionantes legais.
Já à empresa Cuifeng Lin foi recomendado que não compre ou traga outros jumentos para o Frigorífico Sudoeste ou a quaisquer outras propriedades rurais em Itapetinga e que providencie água, alimentação e tratamento adequado, inclusive acompanhamento médico-veterinário aos animais, até a total recuperação dos jumentos que já estão na fazenda destinados para abate. Essa medida também foi recomendada ao frigorífico.
Multa
A empresa chinesa Cuifeng Lin, responsável pelo confinamento de jumentos para o abate em Itapetinga, no Sudoeste baiano, foi multada em R$ 30.016,00 pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Itapetinga.
As multas são pela falta de autorizações para o confinamento na fazenda Barra da Nega (que pertence a um fazendeiro local e teve 5 hectares arrendados pela empresa para colocar os jumentos), pelo transporte irregular dos animais e crime ambiental.
A Adab e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente determinaram ainda a interdição do local para que não possa mais confinar os jumentos para abate. Os que restam (cerca de 300 bichos), devem ser abatidos até o final de semana.
Os jumentos vinham sendo confinados no local há quase dois meses. Muitos deles foram vítimas de maus-tratos e chegaram a morrer de fome e sede, conforme constatou a Polícia Civil, em apuração realizada na fazenda sexta-feira passada.
Os abates ocorrem desde agosto no Frigorífico Sudoeste, que tem contrato para realização dos serviços com a empresa Cuifeng Lin, sediada em São Paulo e com filial em Itapetinga, aberta em 21 de agosto de 2018.
Foto: ONG SOS Animais de Rua/Divulgação
A carne é exportada para a China, onde cresce a demanda por esse tipo de produto, mas a demanda maior é pelo couro, muito procurado pela indústria farmacêutica chinesa por supostamente possuir uma substância que seria afrodisíaca.
Na Bahia, a Cuifeng Lin é representada pelo chinês Zenan Wen, de 23 anos, e responsável pelo arrendamento da fazenda Barra da Nega para o confinamento dos jumentos, oriundos de vários estados do Nordeste.
Ele chegou a ser ouvido pela Polícia Civil na sexta-feira passada e foi liberado. A princípio, ele responderá por maus-tratos aos animais, pelo fato de tê-los deixado com fome e sede.
Desde que as autoridades locais estiveram na fazenda, a empresa providenciou água e comida para os animais. Outra medida emergencial foi o enterro das carcaças de outros bichos que estavam expostos na beira de um riacho que desagua no Rio Catolé.
O CORREIO tentou contato com a Cuifeng Lin por meio dos três números de telefone fixo e móvel registrados por ela na Receita Federal do Brasil, mas não conseguiu. Os números fixos deram como inexistentes e o móvel foi atendido por um homem com sotaque oriental que disse desconhecer a empresa e que o número era residencial.
Segundo o Frigorífico Sudoeste, somente em agosto a empresa encaminhou para o abate pouco mais de 2.100 jumentos. A empresa conseguiu a autorização da Adab para abater jumentos em junho – na Bahia, outros dois frigoríficos, um em Amargosa e outro em Simões Filho, possuem autorização pra realizar esse tipo de abate.
Até o final de semana
Em Itapetinga, o abate de jumentos fez o frigorífico retomar os 120 empregos que havia deixado de gerar com o fim dos abates de bovinos em 2017, por conta da crise, acentuada pelo abate ilegal de animais na região.
“Estamos nos dedicando 100% ao abate de jumentos. É um negócio que queremos continuar; se não for com os chineses, pode ser com outros parceiros. Mas é um bom negócio”, declarou o diretor do Frigorífico Sudoeste José Marcos Ribeiro Costa.
O frigorífico tem capacidade de abater 60 animais por hora. Costa promete finalizar até o final de semana o abate de jumentos. “Devido a esse problema do confinamento, vamos fazer até umas horas extras para dar conta”, afirmou.
O Frigorífico Sudoeste destacou que atua em conformidade com as regras do abate do Ministério da Agricultura. A empresa acredita que a demanda pela carne de jumento vai aumentar, sobretudo pela população de jumentos do Nordeste, estimada em cerca de 800 mil.
“Pode não ser cultura aqui no Brasil o consumo desse tipo de carne, mas em outros países é. Desde que seja feito tudo conforme as leis, não tem problema. Acho que o abate dignifica o animal, dá uma destinação nobre a ele, que é a alimentação humana”, comentou.
Soltura
Não é o que pensam as ONGs de defesa dos direitos dos animais, como a Organização FIlantrópica Network for Animals e a própria SOS Animais.
“Defendemos que os animais possam viver livres tenham suas crias em paz. Queremos que eles tenham bem-estar, essa é a nossa preocupação”, disse o sociólogo Humberto Fernandes, representante da Network for Animals no Brasil.
“O lugar está interditado, mas ainda há locais mortos que não foram retirados. Os animais deveriam ser levados para um santuário para os animais. O jumento vai entrar em extinção”, disse a ambientalista Solange Oliveira, da SOS Animais.
Durante o desfile do 7 de Setembro, em Vitória da Conquista, o trânsito na região do desfile sofrerá algumas modificações. O informação foi divulgada na tarde desta quarta-feira(05), pela Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana.
O horário previsto para início das interdições é às 05h, com liberação do tráfego previsto para às 16h do mesmo dia.
Confira os bloqueios e interdições:
Integração: Interditada sentido Rodoviária do primeiro retorno abaixo da Rua Marajó até a Av. Maceió;
Integração: Interditada sentido Salvador do Cruzamento da Rua Santos Dumont até Av. Centenário;
Brumado: Interditada do Cruzamento da Av. Guanambi até Av. Integração;
Boa Vontade: Interditada do Cruzamento da Av. Maranhão até Av. Piauí;
Frei Benjamin: Interditada do Cruzamento da Av. Piauí até Av. Brumado;
Itabuna: Interditada do Cruzamento da Av. Teresina até Rua Dom João VI;
Ilhéus: Interditada do Cruzamento da Av. Teresina até Av. Brumado;
Rua Lomanto Junior: Interditada do Cruzamento da Rua Dom João VI até Av. Brumado;
Jequié: Interditada do Cruzamento da Rua Dom João VI até Av. Brumado;
Rua Dom João VI: Interditada do Cruzamento da Rua Nazaré até Av. Integração;
Regis Pacheco: Interditada do Cruzamento da Rua Anísio Teixeira até Av. Integração;
Alagoas: Interditada do Cruzamento da Av. Integração até Av. Ilhéus;
Rua Laudionor Brasil: Interditada da Praça até Av. Integração;
Teodoro Sampaio: Bloqueado o acesso para Av. Integração;
Rua Machado de Assis: Bloqueado o acesso para Av. Integração;
Rua José de Alencar: Bloqueado o acesso para Av. Integração;
Rua Olavo Bilac: Bloqueado o acesso para Av. Integração;
Rua Santo Antônio: Bloqueado o acesso para Av. Integração;
Ceará: Bloqueado o acesso para Av. Integração;
Deraldo Mendes: Bloqueado o acesso para Av. Integração;
Paraíba: Bloqueado o acesso para Av. Integração;
Pernambuco: Bloqueado o acesso para Av. Integração.
A Polícia Federal considerou, após uma avaliação preliminar, que não houve erros na escolta dada pelo órgão ao candidato Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG).
O setor de inteligência não havia recebido nenhuma informação que indicasse a iminência de um ataque, segundo o órgão. Informações desse tipo podem levar a PF a tentar convencer um político ou uma autoridade sob escolta a cancelar compromissos. Os policiais não têm poder de veto sobre a agenda do protegido.
A PF afirma que os níveis de segurança empregados não só para Bolsonaro, mas para todos os presidenciáveis nestas eleições “são os mais altos, até acima dos oferecidos aos chefes de Estado que participaram das Olimpíadas no Rio de Janeiro” em 2016.
Mesmo considerando que “os rígidos padrões recomendados” foram mantidos na escolta de Bolsonaro, a PF deverá reforçar a segurança de todos os candidatos nos próximos dias, como forma de precaução. Não foi revelado, por razões de segurança, o número de policiais federais que atuavam na escolta de Bolsonaro.
A direção-geral da PF, em Brasília, disse que vai convidar os coordenadores das campanhas presidenciais para reuniões sobre a segurança dos candidatos. Provavelmente, diz a PF, nessas reuniões serão reforçadas as recomendações para que os candidatos evitem exposições desnecessárias e riscos físicos em suas atividades de campanha.
A PF reconheceu que trabalha com limites legais para a atividade de escolta. “O policial da escolta pode advertir, alertar, recomendar, mas o candidato é livre para fazer sua campanha. É um risco que se corre o tempo todo”, informou um policial.
Após passar por cirurgia devido a uma facada, o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) apareceu em vídeo gravado pelo senador Magno Malta (PR), na Santa Casa de Juiz de Fora (MG). Ele diz que nunca fez mal a ninguém e que já se preparava para algum tipo de ataque.
“Adianto a todos que eu me preparava para um momento como esse, porque você corre riscos. Mas, de vez em quando, a gente duvida. Será que o ser humano é tão mau assim? Nunca fiz mal a ninguém”, afirma, com dificuldade.
Bolsonaro compara a dor sentida a uma bolada em uma partida de futebol. “Parecia apenas uma pancada na boca do estômago. Nós já levamos uma bolada no futebol… A dor era insuportável, parecia que tinha algo mais grave acontecendo”. Ele ainda agradece aos médicos e enfermeiros e lamenta não participar do desfile de 7 de setembro.
A mensagem do candidato foi gravada após uma oração conduzida por Magno Malta, que está acompanhado dos filhos de Bolsonaro.
Na madrugada desta sexta-feira (7), o filho do presidenciável, Flavio Bolsonaro (PSL), publicou uma foto do pai sorrindo e afirmou que o ataque foi um sinal de que “o bem vencerá o mal”. “Jair Bolsonaro está mais forte do que nunca e pronto para ser eleito Presidente do Brasil no 1° turno”, escreveu em sua conta no Twitter.
Agressor de Bolsonaro, o servente de pedreiro Adélio Bispo de Oliveira
Preso na noite de quinta-feira, 6, por ter ferido com uma facada o candidato Jair Bolsonaro (PSL), o servente de pedreiro Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, usou as redes sociais para disseminar mensagens de ódio contra o deputado nos últimos meses entre elas, uma em que pedia “pena de morte” ao presidenciável, chamado “traidor”, “judas” e também xingado. A mensagem, postada no dia 16 de julho, reproduz um vídeo editado em que o deputado fala sobre a Amazônia e a base espacial de Alcântara (MA) e é acusado de pregar a entrega do patrimônio nacional aos Estados Unidos. Sobre essas imagens, enquanto o parlamentar fala, surge a inscrição: “Jair Bolsonaro traidor – judas pena de morte pra esse fdp (sic)”. Em outra publicação, ele reproduziu gravação em que Bolsonaro e a também deputada Jandira Feghalli (PCdoB-RJ) debatem na TV sobre a ditadura militar. Oliveira comentou: “Dá nojo só de ouvir dizer que a ditadura deveria ter matado pelos uns 30 mil comunistas”. Antes da mensagem em que prega a pena de morte ao candidato, Oliveira praticou tiros no Clube e Escola de Tiro.38, em São José (SC), no dia 5 de julho. O clube é frequentado por dois filhos de Jair Bolsonaro – Carlos, vereador no Rio de Janeiro (PSL), e Eduardo, deputado federal (PSL-SP). Ao jornal O Estado de S. Paulo, o Clube 38 confirmou que Adélio praticou tiros com a supervisão de um instrutor. Em 2013, Oliveira foi acusado pelo crime de lesão corporal no município de Montes Claros (MG), onde morava. Segundo o major Flávio Santiago, porta-voz da Polícia Militar de Minas Gerais, o caso envolveu a agressão a outro homem por causa de uma cobrança de dívida.
Jair Bolsonaro deitado sobre maca de hospital, onde foi gravado dizendo que está melhor depois de cirurgia
O ataque sofrido pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) na quinta-feira, 6, em Juiz de Fora (MG) deve resultar, segundo especialistas ouvidos pela Agência Estado, em um processo de vitimização do candidato que, a depender de sua condição de saúde, pode ajudá-lo no decorrer da campanha. E, certamente, deverá surtir impacto nas campanhas. Para José Álvaro Moisés, cientista político da USP, o deputado passará a ocupar, por motivos distintos, o mesmo posto de vítima do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Lava Jato. “Esse fato lamentável pode transformá-lo na segunda vítima dessa campanha, confundindo ainda mais o eleitorado e resultando em um impacto no resultado da eleição. As chances dele podem aumentar”, afirmou. Moisés ressaltou que o grau de tensão observado no cenário político nacional se intensificou nos últimos meses e já gerou outros episódios de violência. Ele citou o assassinato da vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL), há quase seis meses, e os tiros que atingiram um ônibus da caravana de Lula pelo Paraná em abril. “A reintrodução da violência na política não favorece a democracia, não permite que o clima seja de reorganização do País. Pelo contrário, gera mais confusão na população.” Para Marco Antonio Teixeira, professor de ciência política da FGV-SP, o ataque deve fazer com que as campanhas reavaliem suas estratégias. “Isso deve ser veementemente repudiado. A hora é de serenidade e de se esperar os devidos esclarecimentos. Todos nós devemos refletir sobre esse lamentável episódio, e os candidatos devem cessar as agressões entre eles”, afirmou o analista. Desde o início da campanha na TV e no rádio, Bolsonaro entrou na mira dos adversários, que passaram a destacar justamente sua postura violenta como forma de afastar seus eleitores – ele lidera as pesquisas de intenção de voto com 22%, de acordo com a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. O presidenciável tucano, Geraldo Alckmin, por exemplo, tem utilizado metade de seu tempo de propaganda para sugerir que o deputado agride mulheres, com imagens dele destratando uma deputada e uma jornalista, e que ele quer resolver os problemas do País na bala. Henrique Meirelles, candidato pelo MDB, também tem provocado Bolsonaro nas inserções a que tem direito de veicular no rádio e na TV. Mas, diferentemente da estratégia tucana, o emedebista tem atacado não o discurso violento do deputado, mas seu suposto desconhecimento sobre temas de economia. Com a agressão sofrida ontem por Bolsonaro durante ato de campanha em Juiz de Fora, a expectativa é que tanto Alckmin quanto Meirelles possam repensar suas ações.
Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, em Juiz de Fora
A Polícia Federal em Juiz de Fora (MG) instaurou inquérito para investigar o ataque ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), ocorrido na tarde desta quinta-feira, 6. O servente de pedreiro Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, foi preso em flagrante. Para a Polícia Militar, o ataque ao deputado foi premeditado. Os policiais estão atrás de telefones celulares, documentos ou qualquer outra pista que possa esclarecer se o autor do crime agiu sozinho ou se teve ajuda. O governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), afirmou que Oliveira não “parecia um sujeito equilibrado”. “Colocamos todo o aparato de segurança do Estado à disposição para elucidar o caso”, disse ao Estado. Pimentel informou ainda que, como o caso envolvia um candidato à Presidência, “o protocolo remete o registro da ocorrência à PF.” Um dos coordenadores políticos da campanha de Bolsonaro, o deputado federal Delegado Francischini (PSL-PR) disse que vai entrar com representação na Polícia Federal para que seja investigada a possibilidade de o atentado contra o candidato do PSL ser um “crime político”. “Queremos saber se tem um autor intelectual (do atentado). Para nós é um crime político, ele (autor da agressão) foi filiado ao PSOL. Queremos saber se tem alguém acima desse cara, alguém que o induziu”. A facada em Bolsonaro deve obrigar os demais candidatos a se submeterem a normas mais rígidas de segurança, o que pode ter impacto direto na campanha eleitoral. Na hora do ataque, 15 agentes da PF estavam cuidando da segurança do candidato. Os protocolos do setor de Proteção a Dignitários da Polícia Federal, responsável pela segurança dos presidenciáveis, determinam que em casos como o do atentado a Bolsonaro faz-se uma reavaliação para estipular um novo “grau de risco”. Na teoria, alguns delegados chamam este evento de “fato revolucionário”, que muda o cenário de atuação da PF. Segundo eles, essa reavaliação está sendo feita para ser empregada nas próximas agendas dos candidatos. Após o ataque, Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB) anunciaram cancelamento de agendas de campanha. As medidas adicionais podem incluir o emprego de novos equipamentos (colete a prova de bala, carro blindado, etc) e novas táticas, como evitar lugares abertos, planejar todas aparições, evitar o contato direto do candidato com os eleitores. Policiais com experiência nesse tipo de trabalho disseram que o perfil da campanha de Bolsonaro, apoiado por militares que muitas vezes se apresentam como seguranças voluntários, dificulta ainda mais a proteção. Esse excesso de gente quebra a formação de segurança da equipe profissional e, como consequência, dilui as responsabilidades durante os eventos de campanha.
O tradicional desfile cívico de 7 de setembro acontecerá na Avenida Integração a partir das 8h. e contará com a participação de órgãos das forças armadas, Policia Militar e Corpo de Bombeiros, estudantes da rede municipal e estadual, fanfarras, exposições das ações sociais das secretárias municipais. e entidades da sociedade civil.
A Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria de Educação, informa que os agentes da Polícia Militar da Bahia também vão patrulhar perímetro do Desfile Cívico do 7 de Setembro.
O prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão, cumpre extensa agenda em Brasília ao lado do deputado federal Lúcio Vieira Lima. As reuniões foram destaque nas redes sociais do parlamentar.
Confira:
“Hoje o dia foi de muitas reuniões! Uma delas foi com o diretor Weber Ciloni da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), juntamente com o prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão.
Tratamos da obra de duplicação da BR-116, que serão 80km de extensão de Lucaia Planalto a entrada de Belo Campo, passando por Vitória da Conquista, dando acesso a BA-265, contando com 6 viadutos mais as alças do viaduto da UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia)”, informou Lúcio. F. Blog.RodrigoFerraz
Veja as dicas para organizar os estudos e ir bem na hora da prova
A contagem regressiva para o primeiro dia de avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 já começou. No dia 04 de novembro serão aplicadas as provas de Ciências Humanas, Linguagens e Redação, com duração de 5h30. Alcançar um desempenho satisfatório está entre os principais objetivos dos participantes. Os mais atentos às datas e mais afinados com a matemática já fizeram as contas: faltam dois meses para Enem e o curto espaço de tempo requer foco e intensificação nos estudos.
Não é novidade que uma boa nota do Enem favorece a aprovação nos principais processos seletivos para o ensino superior: o Sistema de Seleção Unificada (SiSU), para o participante que deseja estudar em instituições públicas de ensino do Brasil; o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que financia cursos não gratuitos em instituições privadas; e o Programa Universidade para Todos (Prouni), o qual oferta bolsa de estudo parciais e integrais para a graduação.
Já que o estudante tem motivos de sobra para se dedicar, que tal aproveitar algumas dicas de planejamento para avançar nos estudos e ficar tranquilo nos dias de avaliação? Confira abaixo:
Organize as atividades da semana
Definir antecipadamente todas as atividades da semana é importante para visualizar quanto tempo terá disponível ao longo dos dias. Tudo deve ser considerado: horário em que o participante estará na escola (ou no trabalho), momento de cada refeição e até mesmo o tempo de descanso. Feito isto, é hora de definir as horas de estudo necessárias para conhecer a fundo todo o conteúdo cobrado. Verifique as horas em que consegue absorver os assuntos com facilidades e defina as prioridades.
Crie um plano de estudo personalizado
Definir o plano de estudo é fundamental. Esse é o momento de responder às seguintes perguntas: quantas horas por dia você consegue estudar? Para aprender todo o conteúdo, quanto é preciso estudar por dia? Quais são as disciplinas que tem maior dificuldade? Quais são os assuntos mais cobrados de cada área? Respondidas essas questões, é hora de seguir a próxima dica.
Estabeleça prioridades
O participante deve saber que todas as disciplinas são importantes para alcançar um bom resultado no Enem. Mas é inegável que a afinidade com determinadas matérias ajuda a descobrir também as fraquezas do estudante e, consequentemente, a saber quais conteúdos merecem mais atenção. Lembre-se deles na hora de definir prioridades.
Dedique um pouco mais de tempo às disciplinas que tem mais dificuldade. Resolva mais questões, busque provas antigas e estude por materiais complementares. Também crie resumos sobre cada assunto, o que ajudará muito nos momentos de revisão.
Estude conteúdos mais cobrados nas provas
Conhecer os conteúdos mais cobrados em cada área também ajuda a montar o plano de estudo. Confira abaixo os conteúdos mais abordados em cada prova:
Consulte um guia do Enem que informa tudo sobre o exame
Você será um participante do Enem 2018? Quer ter um bom resultado? Então é aconselhável consultar um bom guia do Enem para esclarecer as possíveis dúvidas antecipadamente. O guia completo do Enem permite que o estudante tenha à disposição um tutorial completo sobre como é a prova, quem pode participar, além de informações sobre gabarito oficial e resultado do Enem, quando estiverem disponíveis.
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