A Gente diz

Artigo: O CARNAVAL E DEFINITIVAMENTE UMA FESTA POPULAR

 

CARNAVAL, FESTA POPULAR

O carnaval de rua é a festa do povo que pula, samba e brinca, cantando as músicas da época, as marchinhas de carnaval: Mulata bossa nova, Índio quer apito, Me dá um dinheiro aí, Se a canoa não virar, Chiquita bacana, Aurora, Tá-hi, Saca rolha, Cadê Zazá, A pipa do vovô, Teu cabelo não nega, Cabeleira do Zezé, Mamãe eu quero, Turma do funil, Ô abre-alas, Jardineira, Maria sapatão, Alah-Lá-Ô, Vapor de Cachoeira etc. e sambas em geral.

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Foi entre 1949/1950 que Oflávio Torres (Flavinho) associou-se a Chiquinho Gavião (Francisco Ramos da Silva), proprietário da Banda Lira, com os seus músicos componentes: Cochila, Esclepildes, Miranda, Benedito, Vavá, Tibúrcio, Lucílio, João Coelho (Binha) e outros e animaram o carnaval da época em Brumado. Seu Basílio Trindade foi pessoa importante nesse desiderato com o seu trabalho artístico.

 

Nesse carnaval, Oflávio criou, com o viajante Nacim Fauaze, um carro alegórico em cima de uma prancha que caracterizava um navio, cuja chaminé era acionada, produzindo uma névoa com talco da Magnesita, como se fosse fumaça. O carro movia-se por meio de um caminhão e as componentes do bloco eram moças da sociedade, como Thelma Torres, Nely Azevedo, Maria de Lourdes Viana, Maria José Trindade, Dolores Machado, Zenaide Schetini e outras. As moças vestiam-se de marinheiro: roupas brancas com listras azuis. A comandante Thelma dirigia a equipe com um apito e todas faziam continência e cantarolavam as músicas pertinentes.

 

O povo se esbaldava pulando e cantado, num divertimento de alegrias, harmonicamente, sem violências nem rebeldias. O carnaval é a festa popular mais celebrada do Brasil, festa do povo, um espaço para as manifestações sociais e de afirmação cultural. É uma expressão de sentimentos, caindo na gandaia pelas ruas da cidade. Nessa época, o carnaval de Brumado restringia-se às ruas Exupério Canguçu e do Asfalto e às praças Cel. Santos e da Estação, onde se encerrava o desfile do bloco, quando havia a distribuição de picolés pela Sorveteria Íris, de propriedade de Oflávio. Muitos se fantasiavam, usavam lança-perfume (naquela época não havia qualquer restrição ao seu uso), arremessavam serpentinas e jogavam confetes. Pierrô, Colombina, mascarados, foliões trajando as mais variadas fantasias e os não fantasiados pulavam atrás da banda, participando da alegria proporcionada pelos folguedos e pelas músicas.

 

Naquela época, Chiquinho Gavião era proprietário do Cabaré Anjo Azul. As “mulheres da vida”, como eram tratadas, não faziam parte dessa festa de rua, por discriminação das famílias elitistas da época em relação a elas, que eram malvistas pela sociedade puritana. Dona Dazinha, esposa de Chiquinho, costurava as fantasias, e o esposo promovia, com a sua banda e os músicos componentes, um carnaval supimpa no Anjo Azul, com o devido respeito e decência no ambiente festivo. Igualmente o cabaré BBR instalado no bairro São Felix e no meretrício da Rua da Gameleira animava os foliões frequentadores desse ambiente.

 

Em 1951, a elite passou a brincar o carnaval no Clube Social de Brumado, fundado por seu Agnelo Azevedo. Em 1954, os operários fundaram a União Recreativa de Brumado, espaço onde a classe operária se esbaldava nos animados bailes de carnaval.

 

Em 1955, o senhor Agnelo Azevedo contratou o Jazz Ubirajara, com a direção de Lindembergue Cardoso, músico famoso que tocava vários instrumentos, da cidade vizinha de Livramento, para animar o carnaval brumadense. Quando entraram em Brumado, anunciaram a sua chegada tocando a marcha Confetes Dourados. Deram uma volta pela cidade e foram hospedar-se na pensão de Dona Maria Lisboa. Tocaram quatro noites e duas matinês. Dentre os componentes do grupo, merece referência o senhor Zé Primo (baterista), músico que aqui residiu por muitos anos. Na sua vinda para Brumado, Zé Primo trouxe um órgão eletrônico, novidade por aqui, e montou Os Zorbas, banda que foi sucedida pelo Super Som 100. Ainda sob a sua iniciativa, surgiram as bandas Nova Geração e ZP5.

 

Em 1959, um carnaval animadíssimo aconteceu no Clube Social de Brumado, com a eleição da rainha do carnaval, a senhorita Nely dos Santos Azevedo e das princesas Maria Helena Viana Machado e Alaíde Santana. A União Recreativa de Brumado também festejou o carnaval em seu prédio próprio. Ali os foliões desfrutaram, com muita alegria e disposição, essa festa emocionante.

 

Naquela época, Manoel Branbão, funcionário do DERBA, festeiro, tinha um clube particular, onde também se realizavam muitas festas, inclusive carnavalescas.

 

Depois veio o Clube Social Cultural Recreativo de Brumado, fundado em 13/05/1972, local de muitas festas e carnavais, com bailes noturnos e matinês para as crianças e adolescentes.

 

Nely Azevedo relembra a época em que a cidade era ainda pacata: “Não havia nenhum perigo, jovens e idosos brincavam sem temer qualquer violência ou agressão física. Os membros dos blocos cantavam ao som dos acordes da banda de seu Chiquinho Gavião que tocava as marchinhas daquela época. Desfilava também o bloco Puxa-sacos e as caretas caracterizadas. Havia uma tarde de carnaval com mulheres fantasiadas, usando muitas plumas e paetês. Nas manhãs de carnaval, pessoas vestidas de animais: gatinhos, ursos e outros traduziam a imaginação do folião. Essa brincadeira consistia na imitação dos sons dos animais caracterizados que animavam a festa”.

 

Nely acrescentou: “Oflávio Torres, além de festeiro e carnavalesco, distribuía prêmios e foi grande incentivador do carnaval e de outras festas em Brumado. Foi pioneiro na arte cinematográfica com o Cine Cairu, proporcionando mais opção de lazer aos brumadenses com os programas de calouro, aos domingos, com brincadeiras e participação de cantores amadores locais que divertiam a todos, portanto um homem progressista que desenvolveu outros empreendimentos pioneiros de que a cidade prescindia. Saudades, muitas saudades daquele tempo maravilhoso de inesquecível memória”.

 

“No carnaval de 2014, intitulado CarnaBrumado – Agora é para valer, todos devem se divertir e nunca usar de violência, para que possam desfrutar os momentos de alegria dessa festa maravilhosa. Feliz Carnaval para todos!”. Concluiu Nely Azevedo.

 

RETROSPECTIVA: em 1926, com a chegada da primeira marinete (jardineira) à Vila Bom Jesus dos Meiras, foi organizada uma sociedade musical pelo Padre José Dias e pelo senhor Armindo Azevedo. Eles criaram, nessa época, as raízes do carnaval em Brumado, pois um ajuntamento de pessoas acompanhava a jardineira que levava os músicos, os quais eram responsáveis pela animação dos foliões que cantavam e sambavam ao som dos acordes das marchinhas, no percurso da Praça Cel. Santos (atual Armindo Azevedo) até a Rua da Gameleira.

 

Na década de 1970, os barezinhos, a exemplo do Casarão, da Casa Branca etc., animaram seus frequentadores com artistas ao vivo, que cantavam músicas variadas do cancioneiro nacional.

 

Na comemoração do Centenário de Brumado (11/06/1977), o Trio Elétrico Tapajós animou o “Micaretão 100”, fato inédito em Brumado, que recebeu, pela primeira vez, um trio elétrico no formato moderno e estilizado. No carnaval de rua de Brumado, o prefeito da época garantiu o sucesso dessa festa, contratando o trio elétrico Patury, que contou com a adesão maciça da população, num clima de tranquilidade e sadia alegria, característico do brumadense.

 

Em 1978, desfilando em uma brasília, entre a loja Cedol e a J. O. Neves, um grupo de jovens carnavalescos fez nascer o bloco Germes da Era, cujos componentes, todos homens, vestiam-se com as cores que o caracterizavam: vermelho e branco. Inicialmente se apresentava no Clube Social. Em 1979, essa associação promoveu um concurso de blocos carnavalescos, sendo campeão o Germes da Era, quando desclassificou o Geração 80 e o Nem e Mé. Deu-se aí o início de um período competitivo entre os blocos. Em 1980, o Germes realizou o carnaval de rua, tornando-se o precursor do carnaval de rua em Brumado. Antes mesmo do trio elétrico, já se apresentava embalado pela banda Lira Ceciliana. Em 1983, as mulheres conquistaram o seu espaço no bloco. As crianças também tiveram a sua participação através do Baby Germes que desfilava nas tardes do domingo e da terça-feira de carnaval.

 

Até 1980, o carnaval de rua era realizado até a meia-noite, quando os foliões se dirigiam ao Clube Social. Nesse mesmo ano, algumas mulheres resolveram desafiar o preconceito da época e entraram na folia do Geração 80, por isso foram tachadas de “Galinhas” pela audácia da participação. O bloco Geração 80 transformou-se no bloco Poleirão. Na década de 90, este bloco extinguiu-se, porém surgiram outros, como o Galera 20, Explosão, Gata-Preta e Tô Legal.

 

A partir de 1981, o carnaval de rua de Brumado passou a ser reconhecido na região, pelas suas atrações e blocos, atraindo pessoas de cidades vizinhas que não festejavam o carnaval. Foram construídos os primeiros trios a bateria que animavam os foliões com batucadas e cavaquinhos (guitarra baiana). Foi nessa época que surgiu, em oposição a Os Magnatas, o Trio Aguenta Coração, com músicos brumadenses, como Cloves Coqueiro e seu cavaquinho elétrico, famoso pela sua habilidade de instrumentista. Surgiu também a Banda Vírus.

 

Em 1982, a banda Os Magnatas encarregou-se de animar a campanha eleitoral sucessória de determinado candidato, a qual recebeu da oposição o nome “Maguari”, em alusão ao formato do trio, de um sorvete maguari da Kibon. O Sindicato dos Mineradores Organizaram o SINDSHOW que, ao som da banda Nova Era (posterior Bandativa), animava as festas de fins de semana.

 

Em 1989, trios modernos, mais bem equipados, vindos de outras cidades fizeram o carnaval eletrônico de Brumado com bandas e cantores, tornando-o reconhecido em âmbito estadual. Diante desse sucesso, o carnaval de Brumado passou a atrair, além de pessoas das cidades vizinhas, gente de outros Estados.

 

A década de 1990 marcou o surgimento das bandas Grupo Escala, O lamba samba, Discípulos de Edie, Urublues e, por último, a banda Mais Macho que Mulher.

 

Em 1996, foi fundado o bloco Explosão por pessoas aficionadas pelo carnaval. Em 1997, esse bloco fez parceria com o Tô Legal, levando para o circuito as atrações: Gera Samba (Carla Perez), Pierre Onassis e Trio Tiradentes. Na diretoria dos festejos desse carnaval, figuravam as seguintes pessoas: Miguel Lima Dias – presidente –, Vivaldo José Ferreira, Joilson José Tavares, Ivan Meira dos Santos, Márcio Augusto Valente Pinho, Hosanah Cotrim Rizério e Antônio Lúcio Vieira dos Santos.

 

Em 2002, surgiu o bloco Bandeira Branca, cujos componentes saíam pelas ruas centrais da cidade embalados pelo som de uma banda tocando marchinhas de carnaval. Jogavam confetes e serpentinas e acenavam lenços brancos que expressavam a denominação do bloco com muita alegria. Os foliões eram bem entrosados e dele participava toda classe social, sem discriminação, além de proporcionar às crianças e adolescentes o deleite dessa festa. Em 2003, com o apoio da prefeitura, foi incluído oficialmente na programação do carnaval, sendo procurado por pessoas de vários lugares para compartilhar a alegria e a paz da folia do bloco. Posteriormente, usaram um carro de som e improvisaram um trio elétrico em meio aos trios potentes e modernos. “Em meio a tantas mudanças, o Bloco Bandeira Branca tenta resgatar a época em que brincar Carnaval era somente se divertir, dançar, cantar as mais lindas marchinhas, lançar confetes e serpentinas que tanto enfeitam essa diversão” (Direção do Bloco Bandeira Branca).

 

Em 2007, a Banda Tradição foi a revelação do carnaval, que tocou marchinhas e frevo na Praça Cel. Francisco de Souza Meira, no coreto, em frente à Igreja Matriz, para o grupo da Terceira Idade – Viva a vida viva bem.

 

Em 2008, as bandas Lira Ceciliana Brumadense e Tradição tocaram no coreto, alternadamente, no período do carnaval. A Lira Ceciliana Brumadense, fundada em 1961, teve papel destacado nos carnavais brumadenses. Os seus músicos tocavam também no cabaré de Arlindão, onde membros da elite se misturavam com pessoas simples para brincar, sem qualquer preconceito.

 

Vale ressaltar a participação, também, no carnaval de Brumado, de artistas locais do cenário musical: Dinho Ataíde, Kell Souza, Luciano Pauferro, Joílson, Mazinho, Peninha, Sílvia Marte, Paula Mello, Ricardo Silésio, China, Cid, Jorginho do teclado, Amarilho, Tiago Vandré, Nel, Carcará, entre outros.

 

Enquanto muitas cidades do interior preferiam fazer o carnaval fora de época – a micareta –, Brumado conservou a data e era considerado como o melhor carnaval do interior da Bahia pelas suas apresentações de cantores e bandas famosas com seus trios elétricos e a criatividade dos foliões que animavam a festa de momo.

 

Brumado ficou algum tempo sem a tradicional festa de carnaval da cidade – que dava alegrias ao povo em suas manifestações, extravasando suas emoções e sentimentos –, por conta da obstinação do gestor público da época em não realizá-lo, pois elegeu outras prioridades, como educação e saúde, esquecendo-se de que o povo também necessita de diversão.

 

O gestor atual conscientizou-se dessa carência e vai proporcionar ao povo a festa brasileira mais popular do mundo e uma tradição local, que além de proporcionar alegrias aos foliões, muitos da comunidade têm a oportunidade de usufruir economicamente dessa festa. Nem só de trabalho vive o homem, o lazer faz parte do seu desfrute.

 

Alegria, Alegria! Viva o Carnaval!

 

 

Antonio Novais Torres

[email protected]

Brumado, em 25/02/2014.

 

Fontes:

Miguel Lima Dias;

Secretaria de Educação (Na pessoa da senhora Maria de Lourdes Santos Oliveira);

Revista do Centenário de Brumado;

Causos de Músico – Lindembergue Cardoso;

União Recreativa de Brumado – Estatuto;

O Jornal de Brumado – Adalberto Gomes Prates;

Jornal Tribuna da Bahia – Suplemento 100 anos de Brumado, em 11/06/1977;

Revista Estados & Municípios ano V, nº 40 em 1979;

Célia Maria Teles Dias;

Texto de Nilzete Dias (Germes da Era);

Entrevistas realizadas.

 

Apreensão de bebidas supera marca de 200 mil unidades durante o Carnaval, em Salvador -BA

O combate à comercialização irregular de bebidas durante o Carnaval de Salvador, principalmente no atacado, já resultou na apreensão de 12.733 caixas, que somam 208.712 unidades, entre latas de cerveja, refrigerante, energético, vodka e garrafas de água.

O balanço é da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom) e corresponde ao período entre o dia 26 de fevereiro e nesse domingo (2/3).

Os produtos foram encontrados em imóveis que estavam sendo utilizados irregularmente como depósitos.

De acordo com Silvio Pinheiro, superintendente da Sucom, o trabalho nessa frente de ação do órgão compreende, basicamente, identificar e coibir a atividade comercial irregular e a venda de marcas não patrocinadoras na área de exclusão.

Um dos problemas encontrados pelos fiscais da autarquia é a armazenagem de bebidas em espaços não destinados a esse fim ou sem qualquer licença da Prefeitura.

Foram encontradas grandes quantidades estocadas em salão de beleza, boate, imóveis sem uso, entre outros locais não apropriados.

“Há ainda o aspecto da zona de exclusão, que é um compromisso da Prefeitura com a marca patrocinadora do Carnaval”, explica Pinheiro. Nessas áreas, há restrições para comercializar bebidas de outras marcas no atacado e por ambulantes.

“Essa é a contrapartida da Prefeitura ao patrocínio e estamos nos empenhando para honrar o compromisso do município.”

Outras ações – O superintendente destaca ainda que esse trabalho trata-se apenas de uma das atribuições da Sucom durante o Carnaval.

Os fiscais do órgão realizam ainda, diariamente, vistorias de segurança em camarotes, praticáveis, palcos, arquibancadas, entre outras estruturas. Do dia 26 de fevereiro até ontem foram feitas 506 vistorias.

“Estamos constantemente fiscalizando essas estruturas para garantir uma festa segura aos foliões”, afirma Pinheiro. “Se somarmos a esse número outras vistorias, como atividade, balcão, publicidade, sonora, chegamos a quase mil ações.”

Ele apresenta ainda outros números, como 328 notificações, 41 autos de infração, 146 monitoramentos sonoros de trios e 19 interdições.

Segundo Pinheiro, a Sucom está atuando 24 horas por dia nos circuitos Dodô e Osmar e também nos bairros. No total, são 340 agentes do órgão em atividade.

Vacina contra o HPV divide opiniões

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Vacinação contra o HPV começa na próxima semana na rede públicaArquivo/Agência Brasil

A partir da próxima semana, a vacina contra o papiloma vírus humano (HPV) passa a integrar o calendário de vacinação e será ofertada pela rede pública a meninas com idade entre 11 e 13 anos. Em 2015, a vacina passa a ser oferecida para meninas de 9 a 11 anos. A meta do governo é reduzir a incidência do câncer de colo de útero no país. Mas, para o diretor da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Daniel Knupp, a estratégia deve ser vista com ressalva e muita cautela.

Em entrevista à Agência Brasil, ele explicou que a inclusão da dose no calendário nacional preocupa em razão do debate científico sobre a eficácia e a segurança da vacina. Segundo Knupp, diversas pesquisas demonstram, por exemplo, que a imunização pode provocar, entre outros efeitos colaterais, o aumento de doenças autoimunes como o diabetes tipo 1.

Outro problema, de acordo com o especialista, trata da realização do chamado rastreamento tradicional de câncer de colo de útero ou papanicolau. Dados da SBMFC indicam que a cobertura do exame no Brasil está bem abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Menos de 50% das brasileiras com idade entre 25 e 69 anos faz o papanicolau pelo menos uma vez a cada três anos, quando a taxa ideal seria pelo menos 80%.

“A vacinação não substitui o rastreamento tradicional. Ela não elimina as lesões [que provocam o câncer], apenas diminui a incidência delas. Se a população for vacinada e deixar de fazer os exames preventivos, ela pode ter piores consequências do que se não tivesse se submetido à vacina”.

Por fim, Daniel abordou também o esquema de vacinação proposto pelo Ministério da Saúde, que consiste em três doses – a segunda seis meses após a primeira e a terceira, cinco anos depois. Segundo ele, o esquema tradicional adotado na maior parte dos países inclui a segunda dose dois meses após a primeira e a terceira, seis meses depois.

O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, explicou que o esquema de vacinação adotado pela pasta é recente mas já é utilizado em países como Canadá e Suíça. Segundo ele, ficou comprovado que, com apenas duas doses, a menina já está protegida. A ideia de aplicar a terceira doses cinco anos depois consiste em prolongar o efeito protetivo da imunização.

“Vários estudos científicos demonstram que o uso da vacina reduz a prevalência do HPV mesmo entre os não vacinados. É o efeito rebanho ou de imunidade coletiva. Quando você vacina essas meninas, elas deixam de transmitir o vírus e você vai quebrando a cadeia de transmissão”, disse, ao destacar que, nos Estados Unidos, foi registrada uma queda da infecção por HPV entre meninos após a imunização de meninas.

Para Jarbas, a eficácia da vacina é indiscutível. Segundo ele, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se reuniu em junho do ano passado e revisou dados relativos à imunização contra o HPV. O relatório emitido pelo órgão garantia a segurança da imunização.

“Essa vacina vai ser uma ferramenta muito importante e a combinação [vacina e papanicolau] pode fazer a gente pensar, em uma ou duas décadas, no câncer de colo de útero cada vez mais raro. Mas, para chegar lá, vamos ter que vacinar muito e aumentar a adesão das mulheres ao papanicolau. Estamos diante de um cenário otimista como em poucas vezes a gente tem em relação ao câncer.”

*Matéria alterada às 16h20 para correção de informação. A matéria informava que a campanha de vacinação contra o HPV, que começa no dia 10 de março, imunizaria meninas de 9 a 11 anos. O correto é que a campanha vai imunizar meninas de 11 a 13 anos.

O Novo sistema binário da zona Oeste da cidade, que recentemente foi implantado já causou inúmeros acidentes.

A população que mora nas adjacências das ruas aonde segue o trafego -  sentido centro e bairro e vice e versa,  serão  atendidas, com a construção e na  melhoria da sinalização e redutores de velocidades.
A população que mora nas adjacências das ruas aonde segue o trafego – sentido centro e bairro e vice e versa, serão atendidas, com a construção e na melhoria da sinalização e redutores de velocidades.

Estão sendo implantadas 10 passagens elevadas e 11 redutores de velocidade na Avenida Maranhão

A Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade, continua intensificando a sinalização na Avenida Maranhão. Durante este sábado, 1º de março, uma equipe da Secretaria está atuando no local para implantação de 10 passagens elevadas e 11 redutores de velocidade.

A fiscalização também está sendo reforçada e 16 agentes de trânsito estão patrulhando na Avenida Maranhão para orientar motoristas e pedestres quanto às modificações do trânsito. A ação faz parte do processo de implantação do novo sistema binário de Vitória da Conquista, que abrange as avenidas Brumado, Pará e Maranhão.

Herling Conceição

Em virtude das intervenções feitas para garantir a melhoria da fluidez, da segurança e do tráfego na região, a Secretaria de Mobilidade Urbana pede maior atenção dos condutores durante o período de adaptação.  “Pedimos que os motoristas tenham consciência, que respeitem a sinalização, a velocidade e os pedestres”, reforçou o coordenador municipal de Trânsito, Herling Conceição.

Confira as mudanças no trânsito com a implantação do novo sistema binário:

• A Avenida Pará agora é mão única no sentido centro-bairro; • A Avenida Brumado passou a ser mão única no sentido bairro-centro; • A Avenida Maranhão agora é mão única no sentido centro-bairro. 

– See more at: http://www.pmvc.ba.gov.br/v2/noticias/sistema-binario-da-brumado-prefeitura-implanta-passagens-elevadas-e-redutores-de-velocidade-na-avenida-maranhao/#sthash.A324yEXb.dpuf

Wagner e ACM Neto trocam farpas sobre cervejarias

 

 

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  • Prefeito ACM Neto marca presença em camarote na folia

O monopólio de venda das cervejarias Itaipava e Nova Schin nos circuitos Dodô e Osmar motivou uma troca de farpas entre o governador Jaques Wagner (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM). Perguntado pela reportagem de A TARDE logo após  entrevista coletiva na manhã deste domingo, 2, qual era sua opinião sobre a exclusividade dessas marcas no asfalto, o governador disse que a decisão da prefeitura é antipática ao folião. O prefeito ACM Neto respondeu que o sucesso do negócio gerou ciúme no governo.

Embora tenha reconhecido que a prefeitura levantou mais de R$ 20 milhões com a negociação, Wagner disse que tem visto muita gente insatisfeita. “Eu vi muita gente reclamando, eu quero a minha Skol, eu quero a minha isso, eu quero a minha aquilo. Não deixa de ser estranho, mas foi o produto que ele vendeu”, disse o governador.

E continuou: “Ele vai ter que fazer a avaliação se compensa ou não ser vendido dessa forma porque a responsabilidade é da prefeitura, não minha. Mas como eu sou governador digo… nós (gestores) sempre temos um problema, posso falar por mim. Agora, eu nunca vendo um patrocínio e banco R$ 62 milhões”, disse.

Por sua vez, ao ser questionado por A TARDE, o prefeito ACM Neto disse não ter entendido “certas declarações do governador” já que Wagner  “faz isso com a Arena (Fonte Nova) que tem nome da Itaipava”. Ele disse que fechar o patrocínio foi a decisão mais “criativa, acertada e que vamos replicar nos outros Carnavais”. Ele defende que com o dinheiro arrecado sobra lastro para investimento em saúde, educação e zeladoria da cidade nos restante do ano.

“A gente teve competência, capacidade de fazer mais dinheiro para cidade e talvez isso gere alguns ciumezinhos”, disse Neto.  O governador  avalia que é diferente o monopólio de vendas em espaços aberto e fechado.

“Quando sobe o valor, a exigência de quem patrocina é maior. Por exemplo, a Itaipava patrocina a fonte nova.  Mas é diferente quando está num ambiente fechado. Aqui você está em ambiente aberto, então, todos os vendedores que estavam com isopor com outra cerveja foram impedidos de entrar”.

Regina Bochicchio

A volta das festas carnavalescas em Conquista

 

A Prefeitura de Conquista avalia novo formato da festa carnavalesca realizada pela iniciativa popular na cidade e, possivelmente no próximo ano, 2015, a administração petista envolva mais com a programação e na organização do evento. Esta,  é a expectativa de inúmeros foliões que compareceram nas movimentações  que vem ocorrendo desde sábado, na praça Guadalara – frente a Escola Normal.
A Prefeitura de Conquista avalia novo formato da festa carnavalesca realizada pela iniciativa popular na cidade e, possivelmente no próximo ano, 2015, a administração petista envolva mais com a programação e na organização do evento. Esta, é a expectativa de inúmeros foliões que compareceram nas movimentações que vem ocorrendo desde sábado, na praça Guadalara – frente a Escola Normal.

Com vasos de flores, perfumes, vestimentas típicas e embaladas ao som dos tambores da Banda Afro Ogun Xorokê, dezenas de baianas abriram a programação carnavalesca em Vitória da Conquista na manhã deste sábado, 1º de março, durante a tradicional Lavagem do Beco. Acompanhadas pelos membros da Associação de Capoeira Viva Conquista, elas animaram crianças, jovens e adultos em uma antiga manifestação cultural que foi retomada com êxito no carnaval de 2013 e que repetiu o sucesso neste ano.

O cortejo das baianas partiu da Catedral Nossa Senhora das Vitórias em direção à Alameda Ramiro Santos onde ocorreu a tradicional lavagem com flores e perfumes. No percurso, as baianas também passaram pelo entorno da Praça Tancredo Neves e finalizaram os festejos na Praça 9 de Novembro com danças e muita música.

Gilmar Gama

“A Lavagem do Beco é uma tradição que é importante ser resgatada. No passado, ela tinha a liderança de Dona Dió do Acarajé, uma personagem histórica para Vitória da Conquista. Então ao resgatar essa festa também fazemos uma homenagem a ela. Além disso, é uma valorização da cultura afro”, certificou o publicitário Gilmar Gama, um dos membros organizadores do Carnaval Cultural. Gilmar, junto com o amigo Dillan Júnior, teve a iniciativa de resgatar a Lavagem do Beco no carnaval do ano passado.

Gildelson Felício

Com o cortejo das baianas, o clima dos antigos carnavais predominou em Vitória da Conquista logo no início da programação. Ao invés dos trios elétricos, a apresentação das bandas ocorre no meio do público tornando o evento ainda mais democrático. “Esse é um momento cultural muito rico e os organizadores estão de parabéns, principalmente porque é uma iniciativa da comunidade, do movimento afro e de vários blocos de iniciativa popular que estão trabalhando nesse carnaval sem cordas e sem abadá. Certamente é um novo conceito de festa”, declarou o secretário municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Gildelson Felício.

Ana Nerys de Oliveira

Satisfação garantida – Para as baianas, a roupa branca rodada ganha vida ao som da música afro o que torna a Lavagem do Beco ainda mais especial. “Sem dúvida é uma satisfação imensa estar aqui hoje nessa tradição que divulga o nosso trabalho e a nossa religião ao resgatar a cultura dos nossos descendentes. Por isso, está vestindo essa roupa é um orgulho muito grande”, contou a baiana Ana Nerys de Oliveira, membro do Terreiro do Ilê Axé Omin Togun.

Gildete Vieira Alves

Orgulho para os que vestem, encantamento para os que prestigiam. A funcionária doméstica Gildete Vieira Alves chegou cedo para apreciar o cortejo das baianas. “Eu acho lindo e maravilhoso, pois relembra como Conquista era antigamente. Elas estão lindas e maravilhosas. Fico muito feliz em ver essa cultura sendo valorizada”, declarou dona Gildete.

Apoio logístico – O Carnaval Conquista Cultural conta com o apoio logístico da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer. “Sem o apoio da Prefeitura o carnaval não seria possível, pois é a estrutura que garante uma tranquilidade na festa”, certificou Gilmar.

A programação do carnaval segue até a próxima terça-feira, 4, com a saída de vários blocos e apresentação das antigas marchinhas carnavalescas.

Confira a programação completa do carnaval de Vitória da Conquista

Precariedade e a falta de Estrutura do presídio de Brumado são fatores de sucessivas fugas de presos, como a que aconteceu neste domingo, segundo dia de carnaval em Brumado

Numa tentativa de fuga de presos custodiados na delegacia de Brumado foi frustrada por Policiais Civis na madrugada deste domingo (02). Após ouvirem ruídos estranhos vindos do pátio externo, dois delegados, seis investigadores da polícia e um carcereiro foram averiguar a situação e flagraram um detento no pátio, outro já dentro de um buraco, e mais 37 aguardando o momento exato para fugir. Na tentativa de conter uma fuga em massa, os policiais acionaram a Polícia Militar e uma guarnição da Cipe/Sudoeste Caesg ainda se deslocou para dar apoio na delegacia . Dentro da carceragem, a polícia encontrou todos os cadeados das celas quebrados, uma ferramenta utilizada para cavar o buraco e amontoados de terra provinda da escavação do túnel por onde os presos fugiriam. Após vistoria, a polícia constatou que o buraco por onde os presos fugiriam tinha forma de ‘U’ , mais de dois metros de profundidade, e daria em uma calçada. O local foi interditado e os presos divididos em três celas. No lado de fora da unidade, foi montada uma barreira com a utilização de uma cela antiga e duas motocicletas para reforçar a segurança. O local continuará a ser monitorado pela polícia diuturnamente, na tentativa de evitar-se uma nova tentativa de fuga Fonte Brumado/Agora/ jamillefuga

Foto: Wilker Porto | Brumado Agora

É Hoje! Terá início nesta sexta-feira (28) o CarnaBrumado 2014.Venha curtir o melhor Carnaval da região, com 24 atrações e 44 apresentações, dispostas em três trios elétricos, palco no coreto, blocos mirins (Baby Germes e Mirim Legal) e Camarote Central Open Bar, em um circuito fechado,  com três portais de entrada com detector de metais e ainda  circuito monitorado eletronicamente, através de câmeras. Confira a programação.

 

Trio Começo Bandas
Ciclone 21h00min Semlimite
Ideal 23h00min Cores e Sabores
Mega Lider 00h00min Negra Cor
Ciclone 01h00min Banda Magnatas
Ideal 02h00min Pressão da Bahia

 

Foto: Wilker Porto | Brumado Agora
Início Bandas
21h30min Caso Contrário
00h00min Samboló

Chapa do governo está definida; Wagner vai anunciar depois de ‘confete e serpentina cair’

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Chapa do governo está definida; Wagner vai anunciar depois de 'confete e serpentina cair'

Foto: Hálice Freitas/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
O cobiçado posto de vice na chapa liderada por Rui Costa (PT) para a eleição estadual está sacramentado, anunciou o governador Jaques Wagner, nesta quinta-feira (27), em entrevista ao Bahia Notícias. Retardatário na cerimônia de abertura do Carnaval de Salvador – deixou de participar da entrega da chave da cidade pelo prefeito ACM Neto ao Rei Momo – o chefe do Executivo baiano iniciou a conversa com o velho samba de uma nota só de que “já temos definidos dois terços” – em relação aos candidatos a governador (Rui) e ao Senado (Otto Alencar). Depois, acabou por revelar que o martelo já foi batido, embora não quisesse divulgar quem foi o vencedor na disputa entre o PP de Mário Negromonte e o PDT de Marcelo Nilo. “Vamos deixar o confete e a serpentina cair, depois a gente decide”, tergiversou Wagner. Segundo ele, o nome será anunciado oficialmente nas próximas duas semanas.

A decisão do STF

barbosa

                   O crime de formação de quadrilha não ficou provado, e a decisão do STF foi correta. Barbosa, por sua vez, desrespeitou a instituição ao atacar colegas de Supremo

Ministros chegam ao STF nesta quinta-feira para mas um julgamento da ação penal 470

A discussão sobre quadrilha dividiu os ministros em 2012, dividiu no ano passado e, agora, voltou a dividi-los, mas desta vez com um resultado diferente: em favor dos réus. A razão da divergência é simples: a acusação não conseguiu provar que os réus se reuniram de forma permanente com o propósito de cometer crimes. Seis ministros entendem que não houve formação de quadrilha e sim, como votou Rosa Weber, “situações em que os réus fazem apenas uma coparticipação para obter vantagens individuais”.

Contudo, diante das pressões por um julgamento exemplar, não seria possível concluir que “formação de quadrilha”, “sofisticada organização criminosa” ou simplesmente “associação criminosa” são tudo a mesma coisa?

Não, essa possibilidade não existe. O crime de formação de quadrilha está claramente definido no Código Penal, e ocorre quando três ou mais pessoas se associam, de maneira estável e permanente, com o propósito de cometer crimes e perturbar a paz social. O que, convenhamos, não ficou provado no julgamento.

Segundo o voto da ministra Cármen Lúcia, no caso da AP 470, tantos os réus ligados aos partidos políticos quanto os relacionados às agências de publicidade não se associaram com este fim específico. Para a ministra, eles já ocupavam tais cargos quando outros crimes foram cometidos.

A ministra Rosa Weber argumentou ainda que só atuam em quadrilha pessoas que sobrevivem dos produtos conquistados pelo crime. “O fato narrado na denúncia caracteriza coautoria e não quadrilha”, afirmou à época do julgamento.

Lampião no processo

É preciso lembrar que o delito de formação de quadrilha surge no Código Penal brasileiro na época do cangaço no sertão nordestino, quando a simples existência do grupo organizado por Lampião causava desassossego na sociedade. Ou, como diz o artigo 288 do código, era uma ameaça à “paz social”. O exemplo do cangaceiro como referência a quadrilha chegou a ser citado por Cármen Lúcia em plenário.

O debate tampouco é inédito no Supremo. Já em 2007, quando da aceitação da denúncia que deu origem à Ação Penal 470, já havia vozes na própria Corte que entendiam que a reunião de algumas pessoas para cometer delitos — sejam de ordem financeira ou eleitoral — dentro de uma agremiação política, não caracterizava a formação de quadrilha.

Mesmo assim a denúncia foi aceita sob o argumento de que era preciso ir a fundo na investigação. Cinco anos depois, superada toda a instrução penal, a acusação do Ministério Público manteve-se igualmente desprovida de provas.

Em agosto do ano passado, um caso similar chamou a atenção e sua decisão caminhou na linha da divergência aberta por Lewandowski. O STF condenou o senador Ivo Cassol (PP-RO) e outros dois réus por fraude em licitações na cidade de Rolim de Moura, em Rondônia, entre 1998 e 2002, porém os absolveu do crime de quadrilha. No entendimento do ministro Dias Toffoli, revisor do caso, não ficou provada a associação permanente para cometer crimes, como acusou o Ministério Público, restando apenas a união dos envolvidos para delitos pontuais, no sistema de coautoria. Os ministros Luis Roberto Barroso e Teori Zavascki, que ainda não se pronunciaram sobre a AP 470, acompanharam o voto de Toffoli.

JB argumentou que o caso do mensalão é diferente dos aludidos julgados mas, no tocante a definição do crime de quadrilha ocorrida nesses julgamentos, essa afirmação não se sustenta. Tais julgados estabeleceram critérios para caracterização do crime. Não observá-los neste atual julgamento sem clara justificação do porquê da mudança fere a coerência como princípio da jurisdição.

O que fez a maioria do STF agora foi manter a coerência da Corte em seus julgados, o que no entender da Teoria Constitucional contemporânea é um direito fundamental da pessoa humana jurisdicionada

Desrespeito de Barbosa

De qualquer forma é inegável a divisão da Corte, o que indica correção na decisão por inocência. A questão não é de fácil interpretação, se o fosse não teria ocasionado tal divisão.

Por isso não é nada razoável quem se filie a uma dessas interpretações, por mais convicção que tenha, desqualificar os que pensam de forma contraria.

Esse fato por si só desautoriza o presidente da Corte a agir como agiu, chegando ao ponto de injustamente desqualificar a pessoa de seu colega, o ministro Barroso, pelo simples fato deste não pensar como ele.

A forma agressiva como se dirigiu a seu colega, sem favor nenhum a um dos maiores constitucionalistas brasileiros, foi totalmente despropositada, revelando comportamento estranho e inadequado a um integrante da Suprema Corte, em especial sendo seu Presidente.

No final fez discurso político, em tom de dar um pito em seus colegas contrários à sua posição. Falou como se o caso fosse de fácil e unívoca interpretação, chegando ao ponto de acusar motivações não jurídicos de seus colegas na decisão, o que também não é adequado a uma Corte de Justiça. O presidente desrespeitou seus colegas e, por consequência, o próprio STF.

De qualquer modo, esta correta decisão do STF não altera o fato de que os réus foram condenados a penas pesadas por crimes graves e infamantes por decisão irrecorrível.

Baile de Máscaras anima folião de Melhor idade em Cordeiros

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A Secretaria Municipal de Assistência Social, através do  Centro de Referência de Assistência Social – CRAS – promoveu no dia 25 de fevereiro, em Cordeiros, o 6º Baile de Máscaras da Melhor Idade.

Neste ano,  aconteceu o intercambio e  participação do Grupo Idade de Ouro do município de Condeúba.  Que se divertiram juntamente com os foliões aflitões, no  evento  que foi  organizado pela prefeitura de Cordeiros, através da Sec. Assistência Social /CRAS.

Segundo a primeira dama e secretária de Assistência Social, dona Zilda Ribeiro, “o  evento faz parte da programação da secretária e visa  homenagear e valorizar o público da melhor idade”.  A Coordenadora do CRAS. A Assistente Social Maurícia também ressaltou acerca do evento. “O evento visa,  sobretudo, homenagear e valorizar o público da melhor idade.” E que,  a integração e estes momentos lúdicos e de participação é a  melhor forma de vivenciar e interagir  dos participantes.

De acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente, o Brasil tem cerca de 23 milhões de pessoas acima de 65 anos, número que dobrou em relação às últimas duas décadas, e a expectativa é de que a população idosa cresça cada vez mais.

Prefeitura assina contrato com a Caixa para a construção da Avenida Perimetral

O mês de fevereiro foi marcado por boas notícias para a população de Vitória da Conquista. Além de as obras do novo aeroporto terem começado, na última quarta-feira, 19, o prefeito Guilherme Menezes assinou, no Gabinete Civil da Prefeitura, um contrato com a Caixa Econômica Federal para a liberação de mais de R$ 60 milhões, oriundo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) – Mobilidade Urbana Médias Cidades, do Governo Federal.

Todo esse montante será aplicado em obras destinadas a melhorar ainda mais a mobilidade urbana da cidade como a construção da futura avenida perimetral. Esta será uma extensa via que interligará os setores leste, sul e oeste. Ela terá início na saída para Barra do Choça, passando pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Avenida Olívia Flores, Parque Boa Vista, Shopping Conquista Sul, Avenida Juracy Magalhães, BR-116, Bairro Patagônia, Loteamento Cidade Modelo e Lagoa das Bateias, finalizando na Avenida Brumado – extremo oposto do ponto inicial.

Durante a assinatura, o prefeito Guilherme Menezes falou da importância de a Administração Municipal conseguir recursos para investir na infraestrutura viária do município. “O Governo Municipal se organizou desde o primeiro momento para ter bons projetos e buscar recursos a partir das possibilidades abertas pelo Governo Federal. Isso fez com que Vitória da Conquista passasse a receber volumosos recursos e iniciativas importantes”, assegurou. Ainda de acordo com o prefeito, “a construção da Avenida Perimetral vai facilitar a vida da população”.

José Ronaldo Cunha, superintendente regional da Caixa Econômica Federal

O superintendente regional da Caixa Econômica Federal, José Ronaldo Maia, destacou a parceria bem sucedida entre a Prefeitura e o banco. “A Prefeitura de Conquista é uma antiga parceira da Caixa. E essa parceria tem dado certo nos mais diversos segmentos e continuará dando porque nós acreditamos no trabalho desenvolvido pela Administração Municipal e ela confia no trabalho da Caixa”, afirmou.

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