Corrupção está mais ‘rasteira e evidente’, avalia especialista
A corrupção vem crescendo no Brasil, nas últimas duas décadas, porque o Congresso, na prática, aboliu as cassações de mandato como forma de punição. É o que diz Modesto Carvalhosa, que na próxima quinta-feira completa 80 anos.
Em meio a uma dezena de obras que publicou, sobretudo em direito societário e comercial, Carvalhosa coordenou as 493 páginas de “O Livro Negro da Corrupção” (1995), centrado nas revelações que levaram à queda, em 1992, do então presidente Fernando Collor de Mello.
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| Carvalhosa, coordenador do ‘Livro Negro da Corrupção’ |
Modesto Carvalhosa foi professor de direito comercial na USP, presidente do Condephaat (1984-1987), quando foi tombada a Serra do Mar, consultor da Bovespa e presidente do Tribunal de Ética da OAB-SP. Também presidiu a Associação de Docentes da USP, liderando em 1978 uma greve contra o regime militar.
Sua publicação de maior fôlego foram os quatro volumes dos “Comentários à Lei das Sociedades Anônimas”, publicados em 1977 e atualizados em sucessivas edições até o ano passado.
O professor e advogado é homenageado em documentário de 45 minutos produzido por sua filha Sofia.
O filme passará em duas sessões na próxima quarta-feira, no MIS (Museu da Imagem e do Som), às 21h e às 22h. Os ingressos são gratuitos, mas para a primeira sessão eles já estão esgotados.
Folha – Excetuados os textos de direito, sua obra mais conhecida é “O Livro Negro da Corrupção”, de 1995. Desde sua publicação, a corrupção aumentou ou diminuiu no Brasil?
Modesto Carvalhosa – A situação piorou. Na época prevalecia uma ética na sociedade que levava os corruptos, ao menos no Congresso Nacional, à cassação. Hoje em dia a corrupção é mais rasteira e evidente. O instituto da cassação foi abolido, na prática. O último político atingido foi o José Dirceu, em 2005. A sanção política desapareceu, e com isso há agora muito mais campo para corruptores e corruptos.
E a Lei da Ficha Limpa?
É é uma grande medida, mas não impede que o político eleito vá sujar sua ficha dentro do Congresso, o que ocorre se ele for cooptado pelos lobbies corruptores. A única inibição da corrupção é a sanção social, representada pela falta de decoro e pela cassação.
O chamado “presidencialismo de coligação” teria algo a ver com a impunidade?
Claro, já que o Brasil é um país presidencialista, mas que adota um governo que teoricamente tem um pouco a ver com o Parlamentarismo europeu no pós-Guerra. No Brasil a coalizão de partidos não dá sustentação ao governo, ela divide o poder com ele. Cada partido troca o seu apoio por cargos. Isso gera crises frequentes. E os partidos, por lotearem o poder, acabam por se unir para evitar a punição de ministros, deputados e senadores.
Há alguns anos a percepção era de que a corrupção estava circunscrita ao Executivo e ao Legislativo. O Conselho Nacional de Justiça mostra que uma minoria do Judiciário também está contaminada. A seu ver o CNJ já está solidificado, ou ainda podem cortar as asas dele?
A dialética dessa questão é interessantíssima. A partir de dezembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal enfrentou um desgaste, uma desmoralização na opinião pública, por ter impedido que o CNJ fiscalizasse desembargadores. Mas a opinião pública elegeu o CNJ como um órgão de atuação positiva e moralizadora, como a grande instituição brasileira capaz de atuar contra as improbidades.
O sr. é um crítico histórico da lentidão do Judiciário. Até que ponto a quantidade de recursos emperra os processos, muito mais que o anacronismo dos tribunais?
A reforma do Poder Judiciário deveria seguir recomendações de outro tribunal superior, o STJ (Superior Tribunal de Justiça), que tem a visão mais arejada e moderna do problema. O papel do STJ é extraordinário. Ele sugere um sistema em que os casos podem terminar em conciliação ou arbitragem. Seria necessária uma emenda à Constituição, que, sem afetar o direito pleno à defesa e à cidadania, desse força judicial a essa alternativa. Seria o caminho para as questões que não são de interesse coletivo. Um acidente de trabalho é questão de interesse coletivo. Mas não é o caso de uma disputa societária, entre sócios e acionistas. É um litígio próprio à arbitragem, sempre e apenas em primeira instância. Há 80 milhões de processos em curso no Brasil. Seriam necessários 800 mil juízes e 100 mil desembargadores para lidar com essa massa, o que é materialmente impossível.
E a súmula vinculante [decisões do STF que devem ser seguidas em instância inferior], de que se falou tanto há alguns anos?
Isso é algo muito, muito importante. Pena que não esteja se expandindo.
Vejamos o direito societário, sobre o qual o sr. lecionou e publicou. As empresas com controle acionário pulverizado e com administração profissional deram -ou não- mais dinamismo aos mecanismos de decisão?
Cada caso é um caso, dependendo dos administradores. Nos anos 90 falou-se em “governança corporativa” como se fosse uma religião, ao lado do cristianismo e da fé islâmica. Mas os administradores das companhias de controle pulverizado muitas vezes se apropriam de recursos imensos, por meio de bonificações que eles têm o poder de conceder a si mesmos. Há na Europa e Estados Unidos casos em que administradores recebem honorários de US$ 10 milhões, US$ 50 milhões. Companhias com controladores mantêm a rédea sobre os administradores. No mercado americano, montadoras há três anos falidas distribuíam milhões em bônus aos administradores.
Como o sr. avalia o desempenho das estatais brasileiras, que têm um grande controlador, a União?
Depois das privatizações, as estatais que permaneceram sob controle do Estado são administradas de modo mais técnico, conveniente, mais profissionalizado, mas com deficiências próprias à ingerência política e pressão dos fundos de pensão, que atuam como repúblicas independentes, dentro do Brasil.
Qual seu tombamento preferido: o Caetano de Campos, em 1975, quando o sr. chefiou um grupo de pressão, ou a Serra do Mar, quando o sr. presidia o Condephaat, durante o governo de Franco Montoro (1983-1986)?
No caso do Caetano de Campos eu era jovem, e, além da questão urbanística, havia a contestação de uma decisão autoritária do regime militar. Além disso eu estudei no Caetano de Campos, onde tenho fortes raízes sentimentais. Naquela época, o governo pretendia fazer uma grande estação de metrô na praça da República, às custas da demolição daquele colégio. Nas semanas em que durou o caso a Folha dava chamadas de primeira página. Eles ao fim recuaram.
Entre 1977 e 1979 o sr. também presidiu a associação dos professores da USP, que promoveu uma greve. Havia também contestação ao regime?
Claro que sim. Foi um momento que aconteceu quando tomávamos consciência da necessidade urgente de mais democracia. Nossa greve ocorreu na mesma época que a dos metalúrgicos de São Bernardo.
Chegou a ser convidado para entrar em algum partido político?
O governador Montoro me fez alguns convites, mas eu preferi nunca me filiar a nenhum partido.
Sua geração viveu a adolescência no pós-Guerra, quando as pessoas acreditavam que o mundo seria melhor, diferente.
O mundo mudou desde então, e para melhor. A democracia se impôs em certas áreas e ela funcionou como uma forma de aperfeiçoamento civilizatório. Houve um grande avanço nos direitos da sociedade civil. Com relação ao Brasil, estávamos em mãos de uma oligarquia que acreditava em valores éticos, mas não tinha uma visão social. Ocorreu uma abertura, mas a classe política ficou com um perfil mais vulgar. A sociedade civil, no entanto, cresceu e está bem mais poderosa.
Qual o papel das ONGs nesse processo?
Todos os movimentos sofrem, depois de determinado tempo, os efeitos da burocratização, da degeneração, de perda de seus objetivos iniciais. As ONGs perderam muito de seu impulso generoso ao se institucionalizarem. Em lugar de um ideal, elas hoje querem se aproximar dos governos. A institucionalização degrada as ideias.
Como pianista amador, quantas horas por semana o sr. tem se exercitado?
Muito pouco, talvez umas quatro horas. Tenho estudado peças menos difíceis de Mozart, Bach, Satie e o Liszt que seja mais fácil.
JOÃO BATISTA NATALI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Dilma diz que Bahia não ficará sem ministério. Será César Borges o novo ministro?
Ex-senador César Borges concedendo entrevista a imprensa de Jequié. (Foto Agência AM)
Contou no domingo (11.03.) um petista de quatro costados ao blog Política Livre que, ao comunicar ao governador Jaques Wagner que demitiria o ministro Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário), a presidente Dilma Rousseff insinuou que a Bahia não ficaria sem representação em seu ministério. Além de Florence, já caíram Mário Negromonte (Cidades) e José Sérgio Gabrielli (Petrobras) e está na iminência da queda Luíza Bairros (Promoção da Igualdade). Como as tratativas existentes até agora para uma nova indicação à Esplanada envolvem apenas o ex-senador César Borges, comandadas nacionalmente por seu partido, o PR, é natural que surjam expectativas quanto a ser ele o merecedor de uma indicação por parte da presidente. O problema é que Borges é adversário de Wagner. Não é inimigo, apenas adversário. A menos que Dilma considere que uma eventual indicação do ex-senador signifique que ele possa se aproximar, na Bahia, do governador. Ou mesmo que condicione a indicação de Borges ao seu ministério a essa aproximação. É aguardar para ver.
Fonte Blog do Jornalisa Ari Moura
Seca assola interior e 75 cidades decretam estado de emergência
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Agricultor Osvaldo de Jesus utiliza água de cisterna para banho,
beber, cozinhar e lavar roupa Nas zonas rurais de Andaraí, Juazeiro e Castro Alves (a 417 km, 500 km e 190 km da capital, respectivamente), a população passa sede, o gado morre pelos pastos e a agricultura familiar amarga perda de até 100%. A seca que castigou a Bahia ano passado, sobretudo na região do semiárido, entrou em 2012 assolando comunidades das regiões norte, nordeste, centro-oeste e sudeste. Até a última sexta-feira, 75 municípios tiveram a situação de emergência reconhecida e decretada pela Defesa Civil estadual (Cordec). No final de 2011, esse número chegou a 123, o que não significa uma melhora do quadro, pois muitas destas cidades tiveram apenas expirado o prazo médio de 90 dias do decreto, e aguardam avaliação para a prorrogação. Na região do semiárido, a mais atingida, o período seco tende a se estender até maio. “É esperada para os próximos meses uma expressiva redução nos volumes das chuvas na região. Ainda assim, não se descarta a possibilidade de ocorrer eventos isolados de chuvas mais intensas, nos meses de março e abril, o que não será suficiente para suprir o déficit registrado nos últimos anos”, avalia o coordenador de monitoramento do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Eduardo Topázio. Evidência preocupante é a barragem de Mirorós, que atende a quatro cidades da microrregião de Irecê (mais de 200 mil habitantes). Segundo informações da Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa), o volume de água está abaixo de 10% da capacidade desde outubro passado, chegando a um nível de alerta.
Confira as cidades que estão em estado de emergência - REGIÃO DE IRECÊ (11) - OESTE AMÉRICA DOURADA BARRA DO MENDES CENTRAL IRECÊ IBIPEBA IBITITÁ JUSSARA MULUNGU DO MORRO PRESIDENTE DUTRA SÃO GABRIEL UIBAÍ - REGIÃO DO VELHO CHICO (07) - CENTRO-OESTE BARRA BROTAS DE MACAÚBAS IBOTIRAMA IGAPORÃ MORPARÁ MUQUÉM DO SÃO FRANCISCO OLIVEIRA DOS BREJINHOS - REGIÃO DA CHAPADA DIAMANTINA (03) - CENTRO-OESTE ANDARAÍ MARCIONÍLIO SOUZA NOVA REDENÇÃO - REGIÃO DO SISAL (05) - NORDESTE ARACÍ CANSANÇÃO ICHÚ ITIÚBA MONTE SANTO - REGIÃO DO SERTÃO DO SÃO FRANCISCO (05) - NORDESTE CAMPO ALEGRE DE LOURDES CANUDOS CASA NOVA CURAÇÁ REMANSO - 2011 - REGIÃO BACIA DO PARAMIRIM (03) - CENTRO OESTE BOQUIRA BOTUPORÃ - 2011 IBIPITANGA - REGIÃO DO SETOR PRODUTIVO (08) - CENTRO-SUL BRUMADO CACULÉ CAETITÉ LIVRAMENTO DE NOSSA SENHORA PALMAS DE MONTE ALTO PINDAÍ SEBASTIÃO LARANJEIRAS TANHAÇU - REGIÃO PIEMOTNE DO PARAGUAÇU (03) - SUDESTE IAÇÚ MACAJUBA MUNDO NOVO - REGIÃO BACIA DO JACUÍPE (07) - CENTRO BAIXA GRANDE GAVIÃO IPIRÁ MAIRI NOVA FÁTIMA PINTADAS QUIXABEIRA - REGIÃO SEMIÁRIDO NORDESTE II (04) - NORDESTE ADUSTINA FÁTIMA PEDRO ALEXANDRE SÍTIO DO QUINTO - REGIÃO DO AGRESTE DE ALAGOINHAS/LITORAL NORTE (01) - NORTE ENTRE RIOS - REGIÃO DE PORTÃO DO SERTÃO (03) - LESTE ANTÔNIO CARDOSO FEIRA DE SANTANA SANTO ESTEVÃO - REGIÃO DE VITÓRIA DA CONQUISTA (06) - SUDOESTE ARACATÚ BELO CAMPO BOM JESUS DA SERRA CAETANOS - 2011 MIRANTE PLANALTO - REGIÃO DO MÉDIO RIO DAS CONTAS (01) - SUDESTE MANOEL VITORINO - REGIÃO DE ITAPARICA (01) - NORTE ABARÉ - REGIÃO PIEMONTGE NORTE DO ITAPICURU (04) - NORTE JAGUARARI FILADÉLFIA PONTO NOVO SENHOR DO BONFIM - REGIÃO VALE DO JIQUIRIÇÁ (03) - SUDESTE IRAJUBA MARACÁS PLANALTINO FONTE: DEFESA CIVIL DO ESTADO |
| Autor(a): Jornal A Tarde por Fátima Pessoa |
| Categoria: Regional |
Ministério Público prepara ações contra militares por crimes da ditadura
O Ministério Público Federal está intensificando esforços para a instalação de processos que levem à responsabilização de pessoas envolvidas com os chamados crimes permanentes – sequestro e ocultação de cadáver – praticados por agentes do Estado nos anos da ditadura militar. Em São Paulo, procuradores federais estão prestes a ajuizar as primeiras ações nesses casos, mais conhecidos como “desaparecimentos”. Eles defendem a ideia de que os possíveis autores de crimes permanentes não foram abrangidos pela Lei da Anistia, que cobre um período limitado de tempo, entre 1961 e 1979. Militares da ativa e da reserva contestam a iniciativa e enxergam uma tentativa de desestabilizar a democracia. Na sexta-feira à tarde, no edifício da Procuradoria da República, na Rua Frei Caneca, região central da capital paulista, foram ouvidos novos testemunhos no caso Edgard de Aquino Duarte, um dos nomes que integram a lista de 156 casos de desaparecimento forçado ocorridos na ditadura. Foi a segunda audiência realizada no ano para tratar desse caso. Leia mais no Estadão.
Roldão Arruda, Estadão
Iniciativa de procuradores surge em momento de embate entre Dilma e militares
Custeada por você, a folha do Senado serve de abrigo a advogado de bancos e de empreiteiras
O universo, como se sabe, tem mistérios que o ser humano jamais vai entender. Um deles é essa mania dos jornalistas de querer entender os mistérios do Poder Legislativo brasileiro.
Os repórteres Chico de Gois e Roberto Maltchik, por exemplo, fizeram uma incursão na folha salarial do Senado. Depararam-se com mistérios insondáveis. Por exemplo: o senador João Vicente Claudino (PTB-PI) emprega uma banca advocatícia.
Com verbas da Viúva, Claudino paga contracheques a Dante Ferreira Quintans e Denize Nascimento Costa Quintans. Atuam no escritório do irmão de Dante, Braz Quintans, que é marido de Denize. Defendem bancos e construtoras.
O senador Claudino diz que, quando foram contratados –Dante em 2007, Denize em 2010— os ‘assessores’ assinaram documentos nos quais diziam não ter vínculos com escritório de advocacia. Agora, diz que vai averiguar a situação.
A contratação de advogados que operam no mercado enquanto recebem salários do Senado disseminou-se no Legislativo, constataram os repórteres. A anomalia repete-se no gabinete da senadora Maria do Carmos Alves (DEM-SE).
Ali, escalou a folha do Senado Admar Gonzaga Neto. O doutor é sócio de um escritório sediado em Brasília. Alega-se que “ele adequa as atividades de seu escritório às atribuições do cargo que exerce no gabinete.” Foi liberado do ponto.
Filho e suplente do ministro Edison Lobão (Minas e Energia), o senador Lobão Filho (PMDB-MA) alberga em seu gabinete outro advogado: Antônio Leonardo Gomes Neto. Trabalha no Sistema Difusora de Comunicação, da família Lobão.
A equipe de Lobinho inclui também o empresário José Alberto Bezerra de Magalhães, conselheiro da Companhia Energética do Piauí. Procurado, o senador não se pronunciou.
No escritório político do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), empregou-se Isamar Pessoa Ramalho. Vem a ser pastor evangélico. Carrega na biografia uma condenação.
Acusado pelo Ministério Público de desviar R$ 430 mil da Assembléia de Deus, Isamar foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Roraima. Alega que o dinheiro foi usado para reformar a casa pastoral. Mozarildo não comentou.
O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) contratou no Senado o advogado Carlos Fleury de Souza, sócio de escritório que já prestou serviços ao governador goiano Marconi Perillo (PSDB).
Benedito de Lira (PP-AL) emprega o doutor Alberto Maya de Omena Calheiros, que também mantém atuação privada. As assessorias do tucano Cyro e do pepê Benedito sustentam que a lei não proíbe a dupla militância. Aqui, outros mistérios.
A sociedade brasileira se sente indignada com a impunidade, a corrupção generalizada e, sobretudo a insegurança gerada pela violência do dia-a-dia, que a atormenta o cidadão.
BANDIDAGEM E FALCATRUAS
Nunca houve tanta bandidagem, tanta rapinagem, tanto latrocínio e quejandos, quanto nos tempos atuais. Parece que há um complô dos malandros que se voltam contra a sociedade arrostando as autoridades com escárnio e indiferença, movidos ou incentivados pela impunidade.
Sentem-se à vontade para praticar todo o tipo de crime e parece não haver investigação e punição aos malfeitores desde os famélicos, que roubam para se alimentar, aos crimes de colarinho branco. A impunidade tem campeado deixando os pilantras certos de que não serão punidos. Há uma corrupção generalizada, em todos os setores, que deixam perplexos os crédulos na justiça, na honestidade, nos valores do bem.
Analisemos a frase do eminente jurista baiano Rui Barbosa, que está atual: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.
A vida de pessoas de bem, nas mãos dos endiabrados criminosos drogados, dos profissionais da marginalidade, dos bandidos violentos e cruéis não têm nenhum valor: praticam o latrocínio. Agridem, ameaçam e por qualquer reação ou entendimento matam e ainda escarnecem das vítimas quando são capturados.
O Banco do Brasil S/A foi assaltado nesta sexta-feira (09) por três bandidos que roubaram malotes com dinheiro, numa ação espetacular digna de um filme policial.
O ex-deputado federal Geddel Vieira Lima e vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal postou em seu Twitter a seguinte afirmação: “A cidade se transformou em território de bandidos e nenhuma esfera do poder toma iniciativa, a fim de contornar a situação”. “Brumado não faz nada?” e cobrou mais ações do Governo Estadual, para combater a criminalidade que vem aterrorizando o interior baiano. (Site: Achei Brumado)
Esse roubo chamou a atenção por ser o Banco do Brasil uma entidade de grande visibilidade e pelo valor roubado. Contudo há de se afirmar que vários bancos de diversas cidades têm sido alvo dos bandidos na modalidade de detonação dos caixas eletrônicos. Inúmeros outros crimes são praticados e os meliantes, organizados em quadrilhas, cada uma com a sua especialização, têm-se mostrado altamente equipadas e armadas sobrepujando a repressão que fica sem ação, diante de tanta disposição e método de fuga dos facínoras.
Não há de se transferir nem de acusar pela negligência, pois as vítimas são tomadas de assalto e surpreendidas por organizações de criminosos que estudam, a priori, o modus operandi com atuação bem concatenada para o êxito das suas ações. Há, contudo de se investigar, acionando todos os meios necessários à repressão com a participação das polícias, do Ministério Público, dos órgãos de inteligências com o objetivo de colocar os bandidos na cadeia e puni-los.
As cenas protagonizadas em Amargosa/BA por uma quadrilha, simultaneamente, contra o Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal denotaram a baderna como a dos cangaceiros no seu tempo. O cangaço está de volta ao interior da Bahia?
A sociedade ficará mais tranquila se houver uma reação policial que lhe dê o suporte necessário para viver em paz, sem medo, sem os constrangimentos das ações dos delinquentes. Há de se cobrar ações governamentais que envolvam todos os órgãos repressores para essa finalidade. Não apenas cobrar, mas exigir o cumprimento do dever constitucional de proporcionar o direito de ir e vir com segurança, pois a segurança é um requisito do indivíduo, constante dos direitos Sociais da Carta Magna.
Há clamor da sociedade para que as autoridades ajam urgentemente com rigor para conter a audácia diabólica dos fora da lei que têm incomodado os cidadãos de bem com atitudes criminosas e, se assim não o fizerem, o povo vai ficar refém de elementos inescrupulosos, que intuem que o crime compensa, porquanto não estão sentindo uma reação para frustrar as suas manifestações agressivas.
A confiança em suas instituições eleva a autoestima do povo e preenche as expectativas do viver em paz e tranquilidade sem ser incomodado e/ou prejudicado pelas atrocidades da vagabundagem mefistofélica e dos corruptos que lesam a Nação e o patrimônio público.
Art. 144 da Constituição: A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio através dos órgãos: Polícia Federal; polícia rodoviária federal; polícia ferroviária federal; policiais civis; policiais militares e corpo de bombeiros militares.
A sabedoria popular nos ensina que enquanto houver vida, a esperança é a última que morre. Confiemos nas autoridades e que ela dê a resposta esperada pela sociedade.
Antonio Novais Torres
Brumado em 09 de março de 2012.
Brumado: Grupo distrai funcionários e rouba malotes de banco
Quatro homens conseguiram furtar três malotes de dinheiro do Banco do Brasil de Brumado, no sudoeste da Bahia, nesta sexta-feira (9). Sem armas, eles distraíram os funcionários do banco e fugiram sem chamar a atenção de clientes. Segundo a Delegacia da cidade, dois assaltantes entraram primeiro na agência e pediram informações ao segurança. Enquanto isso, outro assaltante distraiu um funcionário no momento em que ele abastecia os caixas eletrônicos. Já o quarto, pegou três malotes e escondeu em uma mochila. O gerente da agência prestou depoimento na tarde de hoje na delegacia da cidade. A quantia levada pelo grupo ainda não foi informada pelo banco. Imagens do circuito de segurança podem ajudar a polícia a identificar os assaltantes. Até a noite de ontem, nenhum suspeito havia sido preso. (Correio)
DA SÉRIE: ENSAIOS QUE NOS LEVAM A PENSAR – UMA FURTIVA OLHADELA NO FUTURO QUE O HOMEM, DITO INTELIGENTE; ESTÁ CRIANDO NESTES ÚLTIMOS TEMPOS PARA SEUS DESCENDENTES…
Décimo sexto ensaio da obra 21
UMA DIVERTIDA PREVISÃO FUTURISTA, NADA MAIS QUE ISTO…
Este ensaio não é, e nem poderia ser uma real predição de eventos futuros, sendo tão somente um ensaio de um ensaio futurista, no entanto, devido à insensatez da atual humanidade as predições aqui delineadas são passíveis de acontecer. Ora! Partindo do pressuposto de que esta seja a quarta humanidade, então, esta não seria a primeira vez que uma humanidade desapareceria do planeta… O que denomino de CAOS é uma sequência de nefastos eventos climáticos resultantes da emissão de moléculas de CO2 lançadas para a atmosfera oriundas da queima dos combustíveis fósseis, e da queimada das grandes e pequenas florestas em todo o planeta. Que, em última instância é a “causa maior” do que chamam de efeito estufa. Não há como saber se o CAOS terá uma duração de 1, 5, 10, 20 ou 50 anos. A lógica nos indica que o início deste período turbulento se dará quando estivermos próximos do fim da queima das últimas reservas dos combustíveis fósseis. Portanto daqui a 30 ou 50 anos. Parte do que aqui está escrito não representa nem meus princípios nem minhas crenças, assim, este ensaio nada mais é que a resultante de uma projeção da análise da atual realidade climática planetária, transformada em uma predição, ou numa ficção, ou mesmo numa utopia…
O GOVERNO MUNDIAL.
Durante o CAOS sucumbirão todos os povos, nenhuma nação ficará de pé como nação organizada. Do que restar de todas as nações será instituído um Governo Mundial, com regras duríssimas, para conseguir controlar o caos social daí advindo. Eis algumas destas regras… Todos os povos terão uma única LÍNGUA, o planeta terá uma única MOEDA, serão extintas todas as BOLSAS DE VALORES, o CAPITALISMO será extinto para sempre da face do planeta, o crescimento das empresas será limitado e controlado pelo estado, ou não haverá estabilidade na economia, não haverá recalcitrantes, a população será submetida e otimizada à metralha, grandes computadores controlarão o planeta e sua economia, que será um misto de todas as experiências econômicas que a civilização que passou já inventou. Na terra, nos céus e nos mares, a liberdade será cerceada, aos homens foi dada toda a liberdade e não souberam usá-la. O CAOS assim o exigirá, após o CAOS a lembrança do CAOS estará para sempre presente na memória da humanidade, por isso todos se submeterão às novas regras. Todos erraram e sabem que erraram, portanto o novo governo não será imposto nem pela influência do clube BILDERBERG, nem pelos ILUMINATTIS, nem pela COMISSÃO TRILATERAL, nem tão pouco pelo CLUBE DE ROMA, (há uma grande probabilidade de que nenhum dos participantes destas sociedades de “pressupostos mandões” esteja vivo após o CAOS, e isto é uma simples constatação estatística). O Governo Mundial será imposto pela derrocada de todas as nações do planeta, o Governo Mundial será uma tentativa de salvar o que restou das nações e dos povos esfacelados pela fúria da natureza. Nem os mais pessimistas dos futuristas pessimistas seriam capazes de retratar os acontecimentos futuros. Não haverá tecnologia capaz de frear a natureza em pleno descontrole, dez anos de fúria do clima planetário reduzirá a nada, dez milhões de anos de paciente construção da natureza e do que a civilização construiu nestes últimos dez mil anos de desenvolvimento, das obras da civilização só restarão escombros e nada mais. Todos os sistemas de transportes serão irremediavelmente danificados em suas estruturas básicas, principalmente devido ao não uso por décadas, assim veremos as estradas em todo o mundo serem destruídas. Os aeroportos ficarem paralisados e a grande maioria deles se tornarem imprestáveis ou serem destruídos pela fúria da natureza. As aeronaves de todos os portes, dentro e fora dos hangares virarão um monte de lixo, todos os portos ao redor do mundo serão seriamente danificados, 100 por cento dos navios estarão nos fundos dos mares ou em cima dos cais. Restarão no planeta muito menos de cem milhões de seres, e todos em condições lastimáveis. Nenhuma nação sairá incólume, todas as máquinas governamentais paralisarão por falta absoluta de pessoal qualificado e de meios, (material humano e dinheiro), para funcionar, não subsistindo como organismos administrativos. Assim todos os governos deixarão de existir, todos os povos serão atingidos. Os sobreviventes não entenderão porque sobreviveram. Passarão décadas até que se organize um Governo Provisório. Numa assembléia geral do pouco que restar dos governos de todo o planeta será instituído unanimemente, como melhor solução, um Governo Mundial. A net será quase que totalmente destruída, e várias décadas após o CAOS será reconstituída, dois séculos serão necessários para se reorganizar a humanidade nos moldes atuais. Não haverá espaço para a religião, que por sinal será proibida para todo o sempre. Toda esta destruição foi fruto da insensatez, da ganância, do orgulho, e da falta de senso de uma humanidade falsamente religiosa. Os denominados pelos Céticos de néscios, loucos e idiotas, como: ambientalistas, futurólogos, cientistas, e homens de boa vontade; todos estes advertiram e gritaram! Só os Céticos não moveram uma palha! No sentido de mostrar às suas empresas poluidoras, o erro em que estavam incorrendo! A queima descontrolada dos combustíveis fósseis nos aniquilará, mas ninguém deixará seu veículo na garagem, inconseqüentemente ninguém deixou de consumir! Nos dias de hoje já possuímos mais de um bilhão de veículos. Da maior indústria do planeta restarão como testemunho da insanidade humana, 7 ou 8 bilhões de carcaças de veículos automotores paralisados por absoluta falta de combustível, se ainda restasse um litro de combustível, a insensatez humana ainda tentaria rodar com alguma destas velhas carcaças!!!… Daí advém a necessidade de um controle tão brutal do que restar da humanidade! Por não possuírem a índole de obedecer, nada mais restará fazer, a não ser submetê-los ao controle ou abandoná-los á própria sorte. A nova humanidade será uma sociedade de seres obedientes, a seleção será brutal e necessária, aos poucos se criará uma sociedade factível de conviver de forma pacífica com o novo meio ambiente, a duras penas restabelecido. Estabelecer-se-á uma dura maneira de estabilizar o crescimento demográfico, inimigo maior da perpetuação da espécie. A espécie humana aí então poderá ser chamada de espécie do “Homo Sapiens Sapiens” pois aprendeu a ferro e a fogo a saborear a sabedoria. Nunca entendi porque denominaram a espécie mais selvagem do planeta de “Homo Sapiens Sapiens”.
A RETOMADA DO CAMINHAR DO HOMEM E A RECUPERAÇÃO DA NATUREZA
Os meios pelos quais a estabilidade do crescimento será conseguida serão cruéis. Aos poucos, com o desenvolvimento da uma nova genética, humanizar-se-ão os métodos para se conseguir uma duradoura estabilidade demográfica. Após a grande “DERROCADA” tratada no ensaio XV. Decorridos dois séculos do início do Governo Mundial, já estarão extintas todas as línguas antigas, todo conhecimento adquiridos pelos antigos povos serão guardados nos bancos de dados para possíveis futuras consultas. Suas bibliotecas serão transcritas para a nova língua planetária os velhos escritos serão destruídos, nada do conhecimento antigo será perdido, mas será proibida de forma radical a criação de novas línguas, uma nova ciência genética cuidará de desenvolver seres com a capacidade de ler a mente humana, assim ficará como coisa do passado, os sete pecados capitais como a gula, a avareza, a inveja, a ira, a soberba, a luxúria e a preguiça, os filhos destes pecados, como a mentira, o engano, a usura e o egoísmo e os maus pensamentos, desaparecerão, pois, como todos lêem as mentes de todos, não haverá como enganar ninguém. Os homens sensatos da antiga civilização gritaram por décadas que a humanidade não poderia crescer indefinidamente e desordenadamente, mas a praga das “religiões” que os governos utilizavam como freio dos instintos bestiais dos homens impedia que se controlasse tal crescimento. Nesta nova sociedade, quando alguns grupos tentarem criar “religiões” estes grupos serão simplesmente condenados a deixar o planeta. Ninguém se arriscará a uma nova burrice. Como todos lêem os pensamentos de todos, será extremamente difícil, senão impossível criar novamente tal estultícia. A humanidade poderá e deverá crer no Deus Cósmico, impessoal, invisível, inalcançável, incognoscível e eterno criador da vida no Cosmos. Portanto, que não interfere com a vida dos seres que ele mesmo criou como parte do universo. Universo este, em que ele não interfere também… Não é tão difícil entender isto! Este regime aparentemente impiedoso durará pelo tempo necessário, até a completa recuperação da natureza. Serão necessários imensos esforços para que a nova sociedade recupere seu parque tecnológico, para poder com total segurança se desfazer da herança maldita de 50 mil artefatos nucleares. Durante trezentos anos a nova humanidade utilizará principalmente da energia renovável da biomassa, das fontes de energias hídricas e eólicas, pois, o pouco que restar dos antigos campos dos combustíveis fósseis serão lacrados para sempre. Cinco séculos após o CAOS o Governo Mundial instituirá, depois da completa recuperação da fauna e da flora terrestre e marinha, um projeto para ser seguido com todo o rigor, e se chamará plano BILHÃO, dentro de mais um século a humanidade terá permissão para atingir o patamar de um bilhão de seres, com o conhecimento científico recuperado e ampliado, a tecnologia do uso do hidrogênio estará plenamente dominada, sendo abandonado paulatinamente o uso da energia das hidrelétricas, da energia eólica, da energia geotérmica e principalmente da energia oriunda da biomassa.
AS TAXAS INFAMES
Neste ínterim o Governo Mundial se verá forçado a impor regras e taxas insanas, que atanazarão a vida de todos com as formas mais esdrúxulas de impostos que pudermos imaginar! Haverá a taxa da existência, e assim, pagaremos por existir. Cobrar-nos-ão uma taxa para podermos sorrir, outra para pudermos chorar por nossos amargores, só respiraremos se pagarmos uma taxa diária de ar, assim usaremos obrigatoriamente detectores de oxigenação do nosso sangue, assim poderão avaliar a quantidade de oxigênio que respiramos e inapelavelmente nos cobrarão por isso. Se amanhecermos com nossa conta bancária zerada, aí então ficaremos sem respirar até que a conta seja suprida. (Não sei como ficaremos sem respirar, possivelmente teremos “reservas técnicas” para suprir estas emergências). Ao abrirmos nossas janelas chips implantados em nosso organismo começarão a contar as horas e a quantidade de lux que recebermos direta ou indiretamente do sol durante o dia, ao fim do mês será descontado em nossos créditos bancários o custo das horas de luz em que fomos iluminados pelo astro Rei. Não sei se nosso peso corporal será considerado somente como o peso do nosso organismo, ou se levarão em conta também o peso de uma infinidade de chips que implantarão em nós desde a maternidade. Ao anoitecer os mesmos chips que contam a luz do dia contarão as horas em que desfrutamos da escuridão da noite, e até isto nos será cobrado. Nossos olhos terão instalados do seu interior chips que registram o tempo em que estivermos vendo as paisagens que nos cercam, e cada paisagem terá seu custo, um muro alguns centavos, uma serrania uns reais, uma cachoeira deslumbrante, muitos reais, uma floresta de ipês floridos é bom não olhar por muito tempo! E assim por diante. Raramente levantaremos nossos olhos à noite para olhar as estrelas, os chips que registram o tempo que olhamos as paisagens registrarão o tempo que olhamos as noites estreladas, e assim pagaremos por isso, e mais nossas contas diminuem. Ao olharmos para a lua cheia por algumas horas fará com que os nossos créditos cheguem a 0 (zero). Um olhar para a Lua Nova terá um custo menor, os quartos crescentes e minguantes custarão quase nada, assim ficaremos menos tentados a gastar nossos créditos olhando a Lua cheia! Satélites nos monitorarão por 24 horas, ao sairmos de nossas casas estaremos pagando a vil taxa de locomoção, pois andar consome mais oxigênio, para podermos reclamar teremos que pagar alguns créditos, esta será a taxa por ocupar e dar trabalho aos órgãos governamentais. Ao morrermos teremos que pagar a mais alta de todas as taxas, que é a taxa por parar de pagar taxas.
Muitos julgarão extremamente pessimistas e exageradas estas predições, no entanto, é possível que estas predições não representem nem um décimo do que está por vir!!!… Portanto não restarão nem dez milhões de sobreviventes e tão cedo não terão meios de implantar um governo mundial e nem tão pouco as taxas aqui preditas, estes dez milhões restantes serão de campesinos com alta capacidade de adaptação e de sobrevivência por longos períodos em meio-ambientes inóspitos, com baixíssima cultura científica, pois, dos citadinos tecnológicos sobrarão muitos poucos, a maioria sucumbirão à fome e às intempéries e a rudeza do meio ambiente. Passadas várias décadas, quando a nova humanidade começar a se multiplicar como ratos, pois, é o que mais sabem fazer. Os homens sensatos talvez nem criem o Governo Mundial, simplesmente todos os governos reinstalados implantarão as medidas aqui previstas.
No lugar da palavra imposto utilizei a palavra taxa, por ser mais palatável, pois todos pagam taxas aos bancos e poucos reclamam. Isto se deve a uma razão semiológica ou semântica!!!… Poucos reclamam das taxas.
Para um planeta habitado por “Seres” egoístas, estultos, sem visão, e inconseqüentes, onde prevalece a insensatez em todos os seus atos. Qualquer previsão futurista é permissível, e provável que aconteça…
Nunca entendi! Nunca entendi! Para que juntar tantas riquezas, particulares e nacionais, se todos contribuem para a construção de um futuro onde reinará o CAOS do CAOS, não entendo! Não entendo… Parece-me que toda a humanidade passou pela famosa caverna de Platão. Um dos temas mais fascinantes e fáceis para se escrever um ensaio é o futuro, pois, o tema não exige do autor muito compromisso com a realidade, futuro é futuro, portanto desconhecido, talvez devido a isso, este grande número de erros nas obras de que escreve sobre o futuro. Na década de 30 o escritor e filósofo inglês, Aldous Huxley nos brindou com a obra: Admirável Mundo Novo, um sucesso na época, pouco ou quase nada acertou. Já Geoffrey Hoyle no seu livro “2010 – Vivendo o Futuro”, um livro de futurismo tecnológico “muito acertou”. Por outro lado George Orwell no seu romance “1984” foi um desastre “nada acertou”. Na “A Terceira Onda” de Alvin Tofller, ele propunha que no futuro o principal capital seria o conhecimento (que seria a terceira onda), que “de certa forma” poderia ser utilizado e partilhado por todos! De “certa forma” ela estava certo. Teve também um futurista de Nome Hermann Khan, muito respeitado na área de estratégia, foi dele a proposta dos grandes lagos, nunca mais se ouviu falar dele. Diferentemente destes Senhores, minhas previsões futuristas estão estribadas na burrice humana, não escapa ninguém! Todos nós somos responsáveis pelo futuro da humanidade deste insubstituível planeta azul…
Vitória da Conquista, 25 de dezembro de 2008
Edimilson Santos Silva – Movér
MÍDIA ARROGANTE – Análise de Contextos políticos contemporâneos por Paulo Pires

A simpática, mas tendenciosa jornalista Cristiana Lobo da Globo News, comentou ontem em tom desairoso que considerava a substituição do senhor Afonso Florence (PT-BA) agora ex-Ministro do Desenvolvimento Agrário pelo senhor Pepe Vargas (PT-RS) (ambos da corrente Democracia Socialista do PT) como algo que deveria ser avaliado com mais cautela.
Considera a jornalista que a substituição foi inesperada e que a Mídia em nenhum momento teve sinais de que aquela substituição seria feita.
Ora, ora. Quer dizer que para a senhora Dilma Roussef fazer uma substituição em seu Ministério tem que consultar ou avisar à Mìdia?
Alberto Dinis, uma dos maiores Jornalistas brasileiros de todos os tempos, titular do Observatório da Imprensa (TV Brasil) fez um programa onde colocou com muita propriedade essa questão da arrogância da Mídia.
Dinis, como é do seu feitio, afirmou com propriedade e citando casos concretos, que muitas vezes a Mídia se arvora em atuar como se fosse juiz ou a consciência da sociedade. Os casos expostos pelo experiente Jornalista deram uma prova cabal de como os meios de comunicação foram precipitados, exarcebaram e se excederam na sagrada função de informar com ponderação.
Seria o caso de perguntar à senhora Cristiana Lobo: Quem foi eleita para governar o Brasil? Cristiana Lobo ou Dilma Roussef?
Ao que consta, o Político tem como primeiro dever cumprir a Lei (ou as Leis). Em segundo manter uma relação de compromisso com a Sociedade (inclusive com aqueles que nao votaram nele) e em terceiro lugar fazer uma administração transparente, onde todos os seus procedimentos gestoriais possam ser examinados pelos órgãos fiscalizadores e pela população de modo que ninguém tenha dúvida sobre a lisura dos seus procedimentos.
Cabe a Mídia, em quarto lugar, informar com isenção e neutralidade sobre o que ocorreu com exatidão e deixar o julgamento para a Sociedade. O resto é tendenciosidade e nada mais.
Negócios e Oportunidades desta sexta.
Daniela, Nelival Pereira de Sá, Kleber Avelino, Gildásio Amorim Fernandes e Daniel
O programa Negócios e Oportunidades desta sexta-feira contou com a presença de Nelival Pereira Sá e Gildásio Amorim, que falaram sobre as necessidades do comércio conquistense.

Gildásio aproveitou o espaço para dar um cartão azul a força e o empreendedorismo da população da cidade.

Já Nelival, lembrou e deu um cartão vermelho para a falta de cuidado do poder público para com as praças de Vitória da Conquista.











