A Gente diz

Wagner afirma que movimento quis colocar democracia ‘de quatro diante das armas’

O governador Jaques Wagner voltou a relacionar atos de vandalismo e violência ocorridos nas últimas duas semanas a policiais militares grevistas e lembrou que as ações estavam vinculadas a um plano organizado em nível nacional. “Está lá o mapa, claramente, com o roteiro terminando em Brasília”, declarou. A estratégia de combate ao grupo também foi parte da pauta durante entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (13) na Governadoria. “Nossa postura não poderia ser diferente diante de formas inaceitáveis de tentar conseguir o que se deseja. A outra alternativa seria chancelar. Aí, ano que vem, como é que é? É assembleia e tiro na rua. Aí, o céu seria o limite”, avaliou. De acordo com Wagner, o movimento grevista não poderia fazer a democracia “ficar de quatro diante das armas”. Ao comentar o fim da greve, ele disse estar parcialmente satisfeito. “Não dá para ficar feliz, porque a população sofreu”, completou. O petista disse que, antes de deflagrar a paralisação, o grupo que orquestrou a paralisação não buscou o diálogo com o governo. “Eles protocolaram a pauta de reivindicações na Governadoria no dia 30. No dia 31, começou a greve”, afirmou. O governador não quis rotular a greve como “política” e se negou estabelecer uma conexão com qualquer partido político.

por Rodrigo Aguiar – Foto: Tiago Melo/Bahia Notícias

Entrevista – com especialista em segurança pública Rodrigo Pimentel – que analisa os problemas que levaram à greve da PM, aponta soluções e ainda fala de algumas ações equivocadas do comando, que poderia ter evitado a paralisação (greve) na Bahia.

Osvaldo Lyra EDITOR DE POLÍTICA/

O especialista em segurança pública Rodrigo Pimentel é ex-capitão do Bope no Rio de Janeiro e um dos autores do livro “Elite da Tropa”, que deu origem ao filme “Tropa de Elite”. Nesta entrevista à Tribuna, ele analisa os problemas que levaram à greve da PM na Bahia, aponta soluções e diz que, diferente do Rio, onde o comando geral da PM exigiu o cumprimento do Código Penal Militar (que protege a hierarquia e a disciplina, obrigando a suspensão da greve por lá), na Bahia, a SSP optou por partir para o diálogo. Estratégia essa que se mostrou equivocada, sendo usada como parâmetro para evitar a paralisação carioca

Tribuna da Bahia – Como avalia essa onda de greves da Polícia Militar na Bahia e a ameaça no Rio de Janeiro?
Rodrigo Pimentel – Essa onda não é novidade no Brasil. Vamos lembrar que em 1996 e 1997 tivemos episódios em Fortaleza, ainda em 1997 tivemos episódio em Minas, em 1999 tivemos no Tocantins, em 2001 em Salvador, em São Luís-MA no ano passado. A radicalização do processo de disputa salarial dos militares não é uma novidade nos últimos anos. Isso já vem ocorrendo com a Constituição de 1988, que garantiu aos trabalhadores brasileiros uma série de direitos, excluindo boa parte dos policiais militares, que não tem uma jornada de trabalho regulada, eles não tiveram direito a greve, a ajuda de custo para transporte. Os PMs não tiveram essas vantagens que os outros trabalhadores tiveram. Aí você tem um detalhe interessante: o Artigo 142 da Constituição proíbe os policiais a terem sindicato, então não existe uma válvula de escape na valorização salarial, então tem toda uma analogia com relação à greve do setor privado. O que ocorre, então? As associações policiais, que não podem deliberar greve, porque a greve é proibida para eles, acabam fazendo assembleias ilegais e deliberando sobre esses assuntos. Uma grande associação como essa da Bahia, que tem dois mil filiados, não tem representatividade. Diferente dos sindicatos, ela anula a interlocução, não tem como conversar porque não existe um interlocutor legítimo. A ausência do sindicato cria uma figura assustadora, um líder que tenha a ideia mais ousada, mais radical, por exemplo, invadir uma Assembleia Legislativa. A ausência do sindicato cria o líder do momento, o líder do nervosismo, o líder do dia da paralisação, aquele que sobe no caminhão e fala mais alto do que os outros. Essa pessoa provavelmente não seria eleita para liderar um sindicato, porque o líder sindicalista, historicamente no Brasil, é uma pessoa de boa interlocução, de boa conversa.

Tribuna – Uma saída, então, seria tentar organizar, estruturar as polícias?
Pimentel – Você pode fazer uma rápida análise de quem são os líderes desses movimentos Brasil afora: Cabo Júlio, Dacciolo, Prisco, todos com o mesmo perfil. Não existe válvula de escape. Existe o pleito, que é sempre legítimo, sempre legal. Deixe eu te contar uma coisa. Os pilares da polícia hoje no mundo afora, na Europa, América do Norte, os pilares são transparência, controle e salário. Não se faz uma boa polícia se ela não tiver focada nesses pilares. Você pode até aumentar o controle, mas se não tiver um bom salário, a coisa não vai funcionar. Você pode até aumentar o salário, mas se você não tiver o controle, a coisa também não vai funcionar. Então, uma boa polícia hoje precisa de um bom salário, de um bom controle e de muita transparência.

Tribuna – O modelo de segurança que a gente tem hoje no país está falido?
Pimentel – Eu entendo o modelo atual como esgotado. Eu torço para que esse movimento não ocorra de novo no Brasil, mas vamos ser francos, está acontecendo. Aconteceu em 2001, aconteceu no ano passado com os bombeiros do Rio de Janeiro, aconteceu neste ano na Bahia, aconteceu em São Luís do Maranhão no ano passado. É evidente que toda a dureza do regulamento das polícias, do Código Penal Militar, toda a dureza do Código, toda a proibição do Artigo 142 não estão mais funcionando. No momento da busca pela melhoria salarial, o policial não vai querer nem saber, ele vai partir para a radicalização. O Exército brasileiro ao longo dos últimos 15 anos esteve presente em todos os movimentos, menos no dos bombeiros do Rio de Janeiro. O Exército brasileiro tem sido usado nos últimos anos prioritariamente nas missões de preservação da ordem pública nos momentos de greve das polícias militares e das civis. É evidente que esse modelo que não permite negociação, que não permite a greve, é um modelo que está falido. O que aconteceu no Rio de Janeiro? O comandante geral da polícia se sensibilizou, conversou com os policiais, o Bope, o batalhão de choque, a exemplo da polícia daí da Bahia, não entrou em greve, os policiais das UPPs, que são policiais muito novos, também não aderiram. Aqui no Rio, os policiais não se mobilizaram tanto em função do medo do regulamento.

Tribuna – Qual o sistema ideal que a gente deve ter para a segurança pública no país?
Pimentel – É preciso discutir a política salarial. Aqui no Rio de Janeiro, você tem soldado ganhando mil reais, mas aí você tem coronéis que ultrapassam o teto e ganham mais de R$ 20 mil. Aqui no Rio, tem inspetor da Polícia Civil recém-concursado ganhando R$ 2 mil, depois você tem a grande maioria dos delegados da Polícia Civil que atingiu o teto também, ganhando R$ 18 mil. Então, se um dia o nosso secretário (estadual) da Fazenda for falar, ele vai dizer ‘gente, olha só, o salário médio do policial do Rio de janeiro é um dos maiores do Brasil’ e ele estará falando a verdade. É preciso rever a política salarial, ver a questão do escalonamento, das gratificações, escalonar o salário de uma forma mais justa. Esse é um dos pleitos da polícia do Rio de Janeiro. Os governos estaduais, não só o da Bahia, tem um grande problema. Se você der R$ 100 para cada policial, você não resolve o problema e ainda gera um problemão na folha (de pagamento) do Estado. Não existe no Brasil uma política salarial (para os policiais), não existe a legalização, a formalização do movimento de greve, a greve é proibida. Aí se a gente perguntar o que fazer, então, para negociar uma melhoria salarial, ninguém saberia responder isso. Não só eu, mas acho que a maioria dos brasileiros, somos a favor do pleito pela melhoria salarial, mas radicalmente contra a realização de greve por parte dos policiais.

Tribuna – A integração entre as polícias Civil e Militar é uma necessidade, como muitos estados defendem?
Pimentel – Olha só, imagina o tamanho do problema que o Jaques Wagner teria na mão hoje se a Polícia Civil estivesse envolvida nessa greve da Bahia. Imagina o tamanho do problema que o Jaques Wagner teria. Com a unificação das polícias, você teria uma polícia certamente civil, não seria militar. O governador não teria esse regulamento de controle que ele tem hoje com a Polícia Militar se a polícia fosse civil. Vou te dar um exemplo aqui no Rio de Janeiro. A paralisação no Rio de Janeiro foi da Polícia Civil, da Polícia Militar e dos bombeiros. Aqui a paralisação só não vingou em função das ferramentas existentes, que é o regulamento e o Código Penal Militar. Cada comandante de batalhão recebeu hoje (sexta) pela manhã 90 % das viaturas que retornaram aos batalhões e os policiais disseram: ‘olha, não vamos voltar para as ruas’. O comandante do batalhão conversou com os policiais e disse: ‘olha, quem não voltar vai ser preso em flagrante e vai ser demitido sumariamente em 20 dias. Quem topa?’. Ninguém. Todo mundo voltou a trabalhar.

Tribuna – Então o problema seria pior com a Polícia Civil…
Pimentel – Verdade. Se você fizer a Polícia Civil, pode ter certeza, você não terá essa ferramenta. Essa ferramenta é uma ferramenta que só o Exército, a Marinha, a Aeronáutica, os bombeiros e a Polícia Militar dispõem, que é o Código Penal Militar. Na prisão dos líderes grevistas aqui no Rio de Janeiro, uma das condições foi que eles ofenderam o comandante geral. Ofender o Comando Geral é crime militar. O comandante geral da Polícia Militar de um estado não pode ser injuriado, difamado por um subordinado. O Código Penal Militar protege a hierarquia e a disciplina. Como é que um policial pode chamar o comandante geral de covarde, de omisso? Não pode. Na Bahia, o comandante geral da Polícia Militar não utilizou essas ferramentas. Ele não usou porque não quis. Talvez ele não quisesse botar lenha na fogueira, não quisesse jogar querosene no fogo. Talvez ele tenha não se intimidado, talvez ele tenha usado a opção de não radicalizar a opressão ao movimento grevista. Como foi feito aqui no Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro também. Houve um grande consenso da sociedade carioca de que a greve era legítima, apesar daquela cena chocante do bombeiro furando o pneu e tocando fogo na viatura quando o colega estava indo dar um socorro, e ele retirou o colega da viatura impedindo que ele fosse lá salvar alguém. Olha que crime bárbaro. E ele foi anistiado por uma lei aprovada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O consenso da sociedade do Rio entendeu que esse bombeiro ganhava mal e tinha que ser anistiado. Eu acho que os comandantes da Polícia Militar no Brasil, no início dessas ondas grevistas, porque eles sabem que o pleito é legítimo, tentam esquecer o regulamento e negociar com bom senso. Mas está provado que isso não bate.

Tribuna – Foi um erro que aconteceu aqui na Bahia? A condução da greve na Bahia foi errada na sua avaliação?
Pimentel – Olha, eu não posso avaliar as variáveis que o comandante geral da Polícia Militar da Bahia tinha na mão. Mas eu sei o seguinte: a condução da greve na Bahia determinou a condução da greve no Rio de Janeiro. O comandante geral da Polícia Militar do Rio já tinha visto a situação daí e disse: ‘Ôpa, não vou fazer igual, não. Vou fazer diferente’. E fez diferente. Ontem (quinta) à noite, 11 líderes já tinham prisão preventiva decretada. Hoje (sexta) pela manhã um batalhão inteiro foi preso. Então, quando a tropa percebeu essa disposição do comandante geral da Polícia Militar de usar as ferramentas que ele tinha à disposição dele, a tropa se amedrontou. Aqui no Rio de Janeiro, existem duas forças de reserva, que é o Batalhão de Choque e o Batalhão de Operações Especiais, que somam mil homens. Essas forças de reserva ganham mais do que os policiais convencionais, eles ganham em torno de mil reais a mais, então se eles ganham mais eles são mais comprometidos, eles não querem perder a gratificação deles. Logicamente, tem também o fator auto-estima, eles são mais valorizados. Essa força de reserva foi utilizada logo pela manhã para debelar a greve. Enfim, eu não posso condenar a tentativa do comandante da Polícia Militar da Bahia de tentar conversar, de tentar partir para o diálogo, mas, com certeza, aqui no Rio de Janeiro o que foi feito foi em função do aprendizado da Bahia.

Tribuna – Como o senhor avalia os atos de vandalismo que aconteceram aqui na Bahia?
Pimentel – A cada manifestação de um policial por salário, eu sou imediatamente simpático. Eu sou simpático porque tenho certeza, tenho consciência de que a única possibilidade de você ter uma boa polícia é com um bom salário. Eu sei disso. Mas quando vi aqueles policiais militares fechando ruas, queimando ônibus escolar, quando vi aqueles policiais apontando a pistola para cima, de imediato, eu, não na condição de cidadão, na condição de ex-policial, passei a condenar o movimento, passei a ter antipatia pelo movimento, passei a achar o movimento inoportuno, criminoso. Sei que centenas de policiais da Bahia que participavam do movimento não concordavam com aqueles atos de vandalismo. No entanto, aqueles atos determinaram a pressão que o movimento estabelecia sobre o Governo da Bahia. Então, apesar de o Prisco dizer que condenava também, na verdade ele estimulava. Lamentável quando você percebe que o movimento parte para o banditismo.

Tribuna – Exemplos como os vividos aqui na Bahia podem se repetir no país?
Pimentel – Olha, eu usei até um termo carioca na GloboNews hoje (sexta) quando eu disse que esse movimento queimou o filme de todos os próximos movimentos dos policiais militares Brasil afora. A sociedade vai lembrar que os policiais militares quando realizaram um pleito, que em princípio tem simpatia da população, queimaram um ônibus escolar, mataram mendigos nas ruas e apresentaram suas armas na frente da televisão. Tem um fato que marcou o Brasil. Na época do ex-presidente Itamar Franco, a Polícia Federal fez uma paralisação em Brasília. A Polícia Federal ganhou naquele momento mais de 120% de aumento. A PF tinha péssimos salários, tinha uma disparidade salarial imensa, existiam agentes federais que ganhavam uma diferença salarial de 100% em relação a outro colega. Tinha agente que trabalhava na mesma delegacia e ganhava o dobro do outro colega. Então, aquela greve da Polícia Federal dobrou o salário dos policiais e naquele momento uma nova Polícia Federal nasceu. Uma Polícia Federal prestigiada, uma instituição que tem uma grande credibilidade no Brasil.

Tribuna – Quem na Bahia, além de Prisco, estaria por trás dessas movimentações? O senhor acha que teria interesse político por trás disso?
Pimentel – Eu acredito que não. É evidente que deputados Brasil afora se aproveitam desses momentos, se aproximam dessas associações e vários desses policiais se candidatam a cargos eletivos nas eleições para vereador, para deputado. O Júlio foi candidato em Minas e se elegeu. Mas uma articulação envolvendo partidos políticos para estimular essas ações, eu, sinceramente, não acredito. Acho que são ações isoladas. Aqui no Rio, uma deputada tentou entrar num quartel e foi expulsa pelo comandante. E os deputados de seu partido não concordaram com a atitude dela. Dizem que é uma atitude de sindicalista, mas não concordam. Eu acho que o que animou os policiais foi a questão da PEC 300. Eles pedem         R$ 3,5 mil, um valor que não foi estudado, que não foi regionalizado. É um absurdo o policial ter um piso nacional. O Brasil não tem equilíbrio entre as capitais. Salvador é muito mais caro, por exemplo, do que Porto Velho, Rio de Janeiro é mais caro do que Salvador. O piso nacional é uma coisa que não tem razoabilidade.

Tribuna – E qual seria a medida mais correta a ser adotada nesse momento? De repensar o modelo de segurança pública do nosso país?
Pimentel – Cada estado precisa ter sua própria solução. Têm estados mais fortes do que outros. Tem estado que pode buscar a valorização da Polícia Militar. A verdade é a seguinte, eu posso desconstitucionalizar hoje a polícia. Eu não preciso obrigar hoje um estado a ter Polícia Militar. O ente federativo Bahia pode pensar a questão da segurança pública de forma local. Eu acho que cada estado deveria criar sua solução. Eu sou sempre questionado se sou a favor da unificação das polícias. Vou dar um exemplo. Os Estados Unidos têm hoje polícias organizadas, integradas, que trocam informações. Só agentes federais nos EUA são mais de 40. Então, unificação não é a solução. Pode ser a solução da Bahia, pode ser a solução do Rio, mas pode não ser a solução no Amapá, no Rio Grande do Sul. Não existe um modelo que seja tão perfeito e tão bom que possa ser introduzido nos 27 estados da federação. Cada estado deveria buscar seu modelo, mas esse modelo hoje está amarrado pela Constituição. Lá diz que cada estado tem que ter uma polícia militar. Diz também que cada estado tem que ter delegado de polícia.

Tribuna – A gente está às vésperas do Carnaval e o Rio Janeiro e Salvador têm uma expressão muito grande neste momento. A população deve ter algum tipo de medo ou receio de ir à festa?
Pimentel – Eu creio que não. Mais uma vez eu antipatizo com este movimento neste momento tão importante que é o Carnaval. Eu acho que houve uma atitude muito covarde dos dois movimentos. Aqui no Rio, hoje o policiamento está funcionando tranquilamente. Na Bahia, a gente tem a informação de que o Exército vai permanecer até o Carnaval. Então, eu acho que não existe risco para a população que vai curtir o Carnaval. Mas, lembrando que a Bahia antes mesmo da greve já passava por um momento ruim na segurança pública.
Colaborou: Romulo Faro

Ex – presidente Lula é internado em São Paulo

Ex-presidente voltou ao Hospital Sírio-Libanês neste sábado (11).
Lula foi diagnosticado com câncer na laringe em outubro.

Do G1 SP

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi internado na tarde deste sábado (11) no Hospital Sírio-Libanês, na Bela Vista, região central de São Paulo. Lula foi diagnosticado com câncer na laringe em outubro do ano passado. O ex-presidente tem passado por sessões de radioterapia como parte do tratamento.

Segundo o médico Roberto Kalil Filho, que está cuidando do ex-presidente, exames realizados no decorrer da tarde mostraram sinais de desidratação e pigarro na garganta. Ele deve permanecer internado para tomar soro durante o final de semana.

Sem tumor
Kalil também disse que embora a tomografia realizada neste sábado não tenha sido feita com esse objetivo específico, o exame mostrou que não há mais tumor na região da laringe. Mas o médico lembrou que isso não significa que o ex-presidente esteja livre da doença. Só após cinco anos é possível afirmar se o paciente está curado ou não.

Boletim médico divulgado pelo hospital informa que Lula apresenta perda de apetite e fadiga. Após avaliação, foi constatada apenas presença de inflamação de mucosa da laringe e esôfago, decorrentes da radioterapia.

A equipe médica optou por internação hospitalar para observação e intensificação das medidas de suporte nutricional, fisioterápicas e fonoaudiológicas. O estado de saúde do ex-presidente é bom e não há alteração no plano de tratamento radioterápico.

Veja a íntegra do boletim

“O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva foi avaliado hoje, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com queixa de perda de apetite e fadiga.

Após avaliação, foi constatada apenas presença de inflamação de mucosa da laringe e esôfago, decorrentes da radioterapia.

A equipe médica optou por internação hospitalar para observação e intensificação das medidas de suporte nutricional, fisioterápicas e fonoaudiológicas.

O estado de saúde do ex-presidente é bom e não há alteração no plano de tratamento radioterápico.

A equipe médica que assiste o Sr. Lula é coordenada pelos Profs. Drs. Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz e João Luís Fernandes da Silva.”

Polícia Militar encerra greve na Bahia

Grevistas aceitaram acordo que o governo tinha proposto

O coronel Castro comemorou o fim da greve e ressaltou que manterá abertas as negociações com a categoria. Segundo ele, pontos da pauta de reivindicações estão sendo estudados pelo governo, como a criação do auxílio-acidente. Quanto ao pagamento das gratificações fracionadas até 2015, o comandante ponderou: “Sei que não é o ideal, mas é o real e concreto”. Segundo Castro, as faltas ao trabalho de sexta e de ontem serão descontadas como faltas normais, e não serão interpretadas como crime de adesão à greve, previsto no Código Militar.

Castro afirmou que se reunirá com o comandante da operação do Exército, general Gonçalves Dias, para discutir o fim do uso das Forças Armadas no policiamento. Mas, segundo Castro, mesmo com o fim do motim, provavelmente o Exército e a Guarda Nacional devem participar do policiamento no carnaval. “Poderemos precisar”, disse.

Reajuste de 6,5% retroativo a janeiro deste ano.
Gratificação Policial IV (GAP IV) terá pagamento parcelado a partir de novembro (70% do total ) e 30% em abril de 2013.
Gratificação Policial V (GAP V) a ser parcelada a partir de março de 2013 até 2015.
Não haverá revogação dos mandados de prisão dos policiais e bombeiros suspeitos de ações violentas durante o motim. A Justiça determinou que 12 líderes do movimento deveriam ser presos. Até ontem, tinham sido presos o líder dos grevistas Marco Prisco, Antônio Paulo Angeline e a sargento Jeane Batista, que não estava na lista, mas foi presa ao ser flagrada tentando articular a invasão de um batalhão. Ontem, a Polícia Federal estava em Ilhéus tentando prender outro líder, Augusto Júnior

Rafael Rodrigues
[email protected]

Durou 12 dias o motim da PM baiana. Já sem fôlego, acabou ontem, às 20h30, após assembleia da categoria no Sindicato dos Bancários, nos Aflitos. A decisão foi tomada pela cúpula do movimento horas antes, na casa do deputado estadual Capitão Tadeu (PSB).

Whitney Houston morre aos 48 anos

 

Uma das grandes vozes das últimas décadas do século passado, a cantora Whitney Houston morreu neste sábado (11), aos 48 anos, por motivos ainda não esclarecidos. Ela foi encontrada na banheira de um hotel por um membro de sua equipe, em Los Angeles, onde se preparava para um show em homenagem a Clive Davis, empresário que a descobriu. A morte dela acontece a um dia para o Grammy deste ano. Ela vendeu 200 milhões de álbuns em sua carreira e chegou 30 vezes ao topo das paradas da Billboard, além de ter ganho seis Grammys e 22 American Music Awards. Whitney chegou a se internar diversas vezes em clínicas de reabilitação por problemas com álcool e substâncias químicas.

BA e RJ têm índice irrisório de punição por improbidade

Apesar de contar com grande contingente de funcionários públicos, o Rio de Janeiro e a Bahia ocupam, respectivamente, a 21ª e a 24ª posições no ranking nacional de penalidades impostas a políticos e servidores por conta de desvio ou mau uso de dinheiro público, informa reportagem de Flávio Ferreira, publicada na Folha deste domingo. Os dois Estados têm só 17 condenações definitivas por improbidade administrativa em vigor atualmente, número que corresponde a apenas 0,37% do total de 4.584 punições desse tipo no país. O líder do ranking é São Paulo, com 1.725 penalidades –37% do total. Depois, aparecem Rio Grande do Sul (558), Rondônia (454), Minas Gerais (450) e Paraná (400). O TJ (Tribunal de Justiça) do Rio alegou que o grande número de recursos previstos em lei e a complexidade das ações atrasa o desfecho das causas. Já o TJ da Bahia afirmou apenas que as punições não têm relação com dados populacionais. (Folha)

A realidade política do município de Anagé, no atual contexto – 11 de fevereiro de 2012.


Silenciosa e cautelosa, como quem já sofreu demais, a população de Anagé,  evita falar da realidade política do Município. E conzinha a fogo brando, os políticos – tanto da oposição, como os da situação. E nessa espera que o tempo passe, e as coisas se resolvam por si mesma, que de forma cautelosa ela vai se achegando e refletindo a sua realidade econômica, social, cultural etc. de sua terra., em uma análise criteriosa e de observação; como se faz as águias e os carcarás do sertão, para pousar ou abater sua presa.
E ao despertar das suas potencialidades: econômica, turísticas, e mineralógicas, que não  são discutidas e fomentadas por nenhum dos grupos que detém o puder, aflora o sentimento  de abandono, distância  e descompromisso das autoridades, com seus anseios e expectativas.  Dai  a desesperança de alcançar melhores dias para si e seus familiares,  que emergem do fundo poço da alma de cada um, o lamento. Mas, mesmo assim, como bem diz o  escritor Euclies da Cunha;  o sertanejo é acima de tudo um forte, e com  essa resistência que lhe é peculiar, segue a  sua caminhada, amparado em sua fé e na esperança de que as coisas possam acontecer diferente.
O Puder Legislativo que pelo seu fundamento e missão, como órgão fiscalizador e fomentador de articulações e proposições do interesse do Município,  deveria trata as questões que envolve os interesses da população, com mais inserção. Não o faz. E isso, de fato são práticas que ocorre não só, no município de Anagé,  mas em tantos outros,  em que impera a politicagem e a luta do puder pelo puder,  em que tem como atores; homens e mulheres escolhidos pelo povo para representar seus interesses e fazer valer as decisões que possam facilitar a vida das pessoas e de suas comunidades.
Em detrimento, as paixões ideológicas e políticas. De cada cidade, e em especial  a que esta em pauta,  que relaciona se ao município de Anagé. Percebe-se, em parte,  que a maioria da edilidade que compõe a casa, expressa uma pressão raivosa e descabida, a ponto de dificultar inclusive o andamento de procedimento burocráticos, de aval do legislativo a favor de demandas do Executivo, que possa desenvolver suas ações com eficácia, probidade e transparência.
O grupo situacionista presente na câmara por ser minoria, são votos vencidos, em muitas questões. O que se percebe, nesse cenário é que,  o  jogo das vaidades e da luta do puder pelo puder, quase sempre  aflora no comportamento de parte dos políticos na cidade e que as causas sociais e desenvolvimentistas  são relavados a segundo plano.
O Executivo que durante quase todo a caminhada do mandato do atual gestor, não conseguiu imprimir a sua marca de forma mais eficaz, por conta de demandas hipotecadas junto a justiça por seus desafetos,  que mesmo após a derrota, criou inúmeras dificuldades para atrapalhar o andamento da Gestão, através de recursos judiciais que não deram em nada. Sem contar, as turbulências e dificuldades que ate hoje enfrenta para tocar a gestão sem o apoio do Parlamento.
O governo Municipal, acertou em construir uma equipe,  de Secretários, coordenadores, chefe divisão e assistentes, dotados   de capacidade técnica e profissional,  pontuando como uma das referencias da  região, e com atuação na condução da gestão pública com eficácia,  zêlo, e probidade.

A falta de publicidade dos atos e fatos do Município, principalmente da atual gestão do Executivo vem penalizando e obscurecendo feitos, que se a população tivesse tendo o conhecimento, os ânimos e desânimos da população não estaria tão acentuado.
Para tanto, essa pressão contida nos anseios de cada um,  que poderá se vencida a partir do momento em que novos alinhamentos de condutas e postura políticas sejam implementada e vivenciadas pelas pessoas, que fazem a história do lugar.   E que, os esclarecimentos sejam feitos de forma mais clara e honesta,  pelas autoridades e políticos do Município, certamente as coisas possam mudar.

Comendaor: GildásioAmorim Fernandes

Artigo: AVIÃO OU CAMBURÃO?

                                                                                                 Paulo Pires

Nosso amigo  Isaac Nunes Filho enviou  um e-mail  no qual o nobre poeta reproduz uma frase que atribuem ao arquiteto Oscar Niemeyer.
A parte final do pensamento do arquiteto se resume ao seguinte:
“Se soubesse que Brasília ia dar no que deu, eu não teria projetado a cidade num formato de avião, mas sim de um camburão”.
Se realmente o renomado arquiteto fez essa afirmação, nós, o povo brasileiro, só temos que deplorar esses erros que ocorrem  em nossa vida política.
É lamentável que a atividade política esteja tão desacreditada. Antes, porém, devemos  cuidar para não atribuir a certas pessoas, frases ou pensamentos que a rigor não foram elas que proferiram.
Não faz muito tempo, correu pela internet um poema que atribuíram ao poeta Jorge Luis Borges (argentino). Tempos depois esse  mesmo poema continuou sendo espalhado como se fosse de autoria de Gabriel Garcia Marques (colombiano).
A internet tem dessas coisas. Um sujeito entra na rede, e inescrupulosamente empurra uma matéria  dizendo que  o autor foi fulano, beltrano, sicrano. Muitas pessoas engolem o sapo com a maior ingenuidade.
No caso da frase que dizem ter sido proferida por Oscar Niemeyer, precisamos de confirmação. Entretanto, não podemos deixar de  reconhecer que esse pensamento hoje faz parte da mentalidade de um número considerável da sociedade brasileira.
Nossa política está em baixa. Não sabemos ao certo se é porque agora estamos descobrindo “os podres de alguns políticos” ou porque a atividade pública, partidária, realmente anda em baixa.
Um fato é certo: A comunicação e a informação no mundo contemporâneo expõem os indivíduos de todas as áreas às mais incríveis descobertas.  Hoje tá todo mundo “grampeado”.
Nossa vida está nas centrais de informações como se vivêssemos (na realidade vivemos) numa espécie de big brother infernal.
Nossos telefones, nossos cartões de crédito, cadastros bancários, declarações econômico-fiscais, etc. etc. nos colocam desnudados perante todas as estruturas públicas e privados.
Todavia, mesmo reconhecendo uma  certa “pobreza moral” amplamente exibido por algumas  pessoas de nossa vida pública, não devemos jamais perder a fé de que só por intermédio da Política é possível atingir um nível de maturidade social, e só a política é capaz de  conduzir as civilizações  para uma existência humana, democrática.
A Política é o melhor alicerce sobre o qual deve se assentar uma sociedade civilizada. Sem política não há salvação. Quanto aos maus políticos, cabe a sociedade também tomar vergonha na cara  para não elegê-los nunca mais.
É só lembrar a diferença que há entre um avião e um camburão.

Meia volta, Vou ver !

A greve da Polícia Militar da Bahia, em seu inicio começou de forma acanhada e sem muita importância, e na proporção dos acontecimentos ela foi se agigantando e criando no seio social, um clima de histeria, temeridade e caos, a ponto de muitas cidades da Bahia e, inclusive a Capital,  inviabilizar  e paralisar, o transporte coletivo, o funcionamento de escolas públicas e da iniciativa privada, o comercio,  os bancos, indústria, etc, e inúmeros outros serviços de interesse coletivo, por conta desse evento. A população fragilizada diante aos  acontecimentos se sentia horrorizada e paralisada, diante da sensação de insegurança, que a todo instantes tomava conhecimento, seja através das redes sociais, das mídias de forma geral, (arrastões, assaltos, homicídios, roubos, etc) e, atê de boatos produzidos carregados de invencionice e falta de verdade.

As intermináveis negociações,  a radicalização dos grevista rebelados, a prudência do Governo em tomar uma atitude precipitada, as articulações politicas arquitetadas; oposição, situação, enfim, nem ação e nem reação,  dias após dias, em que  dezenas de soldados amotinados permaneciam na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, entrincheirados pelas forças do Exercito. Os grevistas com seus pleitos e exigências e o povo, nas expectativas de um desfecho dos acontecimentos.  Para que suas vidas voltassem  a normalidade.

O deputado federal Emiliano José publicou no dia 06, um texto sobre a Polícia Militar da Bahia, nos principais sites da Bahia. Artigo que diz: “O governo da Bahia precisa […] desarmar a bomba que é a Polícia Militar da Bahia. Uma tese acadêmica do professor George Okohama mostrou o espírito autoritário da Polícia, ao analisar a greve da PM em 1981. […] E a violência, pode-se dizer, vem sendo o método de trabalho da PM baiana, entranhada na corporação pela ideologia do carlismo. […] ACM incutiu na PM a ideologia da violência. Agora, este espírito maligno se volta contra o povo da Bahia.”
O eminente deputado Emiliano, aproveitando o ensejo dos acontecimentos, portanto, para justificar, as intermináveis negociações, sem sucesso, tentou reverter o quadro a favor de seu grupo político,  dizendo que era herança de governos anteriores.

Mesmo que a Instituição esteja amparada pelo ordenamento jurídico do Estado Democrático de Direito, a paralisação dos policias vai deixa marcas profundas na sociedade e que, só o tempo dirá quais os caminhos e as competências que os gestores devem tomar para resolver eventos dessa natureza.

`A  luz da Constituição Federal – ordena em seu “CAPÍTULO III – DA SEGURANÇA PÚBLICA

 

Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

 

V – polícias militares e corpos de bombeiros militares.

 

§ 5º – às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.”

 

E diante desses princípios e das argumentações de Ministros do Supremo Tribunal Federal, de que militares não podem fazer greve por conta de ser uma atividade essencial à sociedade,  e que se espera, de que os mesmos voltem a suas atividades. E traga de vez, a paz e a tranquilidade do povo baiano.

Desse modo, toda a sociedade espera que o contingentes  da polícia militar da Bahia e Corpo de Bombeiro PM, com as conquista asseguradas pelo governo, dê meia volta, e avance no sentido de dá a sociedade a segurança que ela merece, afinal – é a população que paga os seus salários.

Comendador: Gildásio Amorim Fernandes

Comando da Segurança Pública de Vitória da Conquista poderá ser feita a partir de amanhã pelas forças especiais do Exercito


O Prefeito de Vitória da Conquista Guilherme Menezes  comunicou na tarde de hoje, sexta-feitra, ocasião em que se  reunia com os servidores públicos do Município, de que 100 homens do Exercito Brasileiro estarão vindo de Feira de Santana para auxiliar na segurança do município, e  a chegada está prevista para a meia noite de hoje, Sexta-feira 10.
As Forças Armadas brasileiras – como força principal deve assumir o comando geral da segurança Pública  na cidade, e  conforme é de praxe em acontecimentos dessa natureza.

A policia do Exercito que  são revestidos de poder  de polícia e autoridade para realizar operações  para  garantia da lei e da ordem dará uma Sensação de segurança à População. Isso repercutirá tambem em toda a região.
Os comandos locais havia comunicado a sociedade conquistense de que os policias militar que havia cruzado os braços, por conta da greve da categoria , estaria nas ruas ainda hoje  a partir das 13horas,  e ja se notava presença dos mesmo pela cidade no final da tarde de hoje.

A situação de Vitória da Conquista,no que se refere a Segurança Pública nos dias de ontem e hoje , foi considerado tranquila,  o suporte da segurança feitas pelas Policia Rodoviária Federal e Civil do Estado e Agentes Federais,esta sendo considerada positiva pela popualção., exceto em algumas localidades da cidade,  que surgi algumas alterações, nada que a altere a rotina da população.
A vinda das Forças  Armadas  a conquista, no a pagar das luzes de uma greve, se justifica por conta de uma grande pressão da sociedade, inclusive,  repúdio aos políticos que representam a cidade em  não ter conseguido reforços policial nos momentos mais  críticos em que a cidade passou por conta da Greve da Policia Militar. Mas, como  diz o ditado popular, .antes tarde do que nunca. A população agradece.

 

Falaremos mais sobre esse assuntos mais adiante continue acessando o agentediz

Festa do Senhor Bonfim, em Érico Cardoso –Ba – povoado de Angico – concentra milhares de pessoas para prestigiarem o Padroeiro da localidade

O evento contou com a participação de convidados, moradores de localidades e de municípios vizinhos. Além de outras personalidades e políticos de outras regiões.  Em destaques, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia. Deputado Marcelo Nilo, do ex-prefeito de Macaúbas; Sebastião Nunes, do ex-deputado Federal Robério Nunes, entre outras autoridades e personalidades.
A programação durou três dias de festas: cavalgada, festa de largo e procissão.
Este ano quem esteve a frente  na liderança da comissão da festa, foi a senhora Flavia Nunes, esposa de Robério Nunes. (o evento aconteceu em janeiro de 2012)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos: José Carlos D’Almeida

Vitória da Conquista