A Gente diz

IFBA: resultado do vestibular 2011 para modalidade Subseqüente já está disponível

ifbaconquista

O Instituto Federal de Educação e Tecnologia (IFBA) divulgou neste sábado (15) o resultado do vestibular 2011 para a modalidade Subsequente da instituição.

Em Vitória da Conquista foram disponibilizadas vagas nessa modalidade para os cursos de Edificações, Eletromecânica, Eletrônica, Informática, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho. De acordo com a nota divulgada pelo IFBA os aprovados devem se matricular entre 31 de janeiro a 02 de fevereiro.

Clique e confira resultado subsequente do IFBA 2011

Filosofia -DA SÉRIE: AMENIDADES PARA O QUE A GENTE DIZ – (A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA DOS FALANTES)

 

 

phpThumb_generated_thumbnailjpgCAULOV70Nono ensaio da obra “21”

 

Indistintamente, todos os seres podem contribuir para a evolução do conhecimento humano! Obviamente, todos nós contribuímos para a evolução da humanidade.

Conforme prometido, este último ensaio a ser publicado em alguns blogs daqui de Vitória da Conquista, é dedicado ao ilustre jornalista Jeremias Macário, meu ilustre convidado para uma troca de idéias na Ágora, fato este, ainda aguardando seu esperado acontecimento. Conforme disse no final do ensaio anterior! Estou avisando aos distintos leitores dos blogs, que estou pondo minha viola no saco, vou tirar férias, tchau. Vou-me embora pra Pasárgada/Lá sou amigo do rei/Lá tenho a mulher que eu quero/Na cama que escolherei. Este aviso é válido para todos os blogs. Deixo registrado aqui, o meu reconhecimento e a minha mais profunda gratidão, aos meus inúmeros leitores, e aos companheiros de blogs: Paulo Nunes, Ricardo de Benedictis, Paulo Pires, Ricardinho de Benedictis, Davi Lima Araújo, Gildásio Amorim Fernandes,  e aos comentaristas de meus insossos escritos: Joseph, JDean, Julito, Eng. W. Anunciação, Emma Süriel, RGS, Luciano Ferraz, Alberto Marlon, Fatinha Mussato, Simone Santos Silva, Sol, Yi Dimitt, Luciene, Macom Rekus, buKmacher,  Simone Santos Silva, Sol, Yi Dimitt, Luciene, buKmacher, Roni Bayles, Elva Ahmed, ZaKlady buKmachskie, Lindaci e o Décio.

Edimilson Santos Silva Movér

 

VAMOS AO ENSAIO:

Aqui não trato do inconsciente coletivo de Carl Gustav Jung (1875-1961), nem de nada com referência as ideias de Freud com respeito ao “Ser”. Trato somente do “anaconsciente” coletivo restrito, que, segundo minha proposição, nada mais é do que o pensamento humano direcionado para soluções de questões específicas. Criei este neologismo para diferençá-lo do inconsciente coletivo de Jung. Chamo-o de “anaconsciente” coletivo restrito porque somente um restrito número de pessoas especiais tomam coletivamente conhecimento dele, de forma inconsciente. Tal qual o inconsciente coletivo de Jung, ninguém o percebe. O “anaconsciente” coletivo restrito, também ninguém o percebe, mas todos fazem parte e tomam conhecimento dele inconscientemente. O “anaconsciente” coletivo restrito é uma função comum e está ao alcance de toda a humanidade. Embora seja coletivo, o seu conhecimento é “restrito” à mentes específicas afetas às áreas especificas do conhecimento humano. A base desse argumento é que toda pergunta traz, implicitamente, em si, sua própria resposta, ou seja, toda questão é formulada em torno do “engendramento” da solução desta mesma questão.

Numa carta dirigida a um amigo, expus o seguinte ponto de vista: Nossas vidas sempre serão influenciadas por outros “Seres”, sendo a vida no planeta um só organismo, o desenvolvimento ou a ação da mente de um único “Ser” afeta de forma insofismável, incognoscível e incompreensível toda a humanidade. Quer um exemplo bem singelo? Sempre utilizaste os grampeadores de papel, sem nunca te preocupares com a mente que idealizou este simples instrumento que tanto nos é útil, viu? Uma ideia de outra mente modificou teus atos por toda tua existência, e tu nunca paraste para analisar o raciocínio desta outra mente que tanto te afetou! Este é um exemplo bem simples, mas o existir de toda a humanidade sempre será afetado pela mente de outros seres humanos. A ação de várias mentes resulta em mais potência mental, é o que os americanos chamam de “Master Mind”. De forma subliminar, a humanidade possui uma única mente, e isto, eu sei, é de difícil compreensão. Vou te dar um exemplo melhor. Imagine a mente humana como uma pequena estação de rádio que emite micro-ondas “especiais” que, diferentemente das microondas normais, tenham o poder de cobrir todo o globo. Antes do advento do celular, isto seria muito difícil de compreender ou imaginar, mas é isso que nossas mentes são, pequenas emissoras de rádio que cobrem todo o planeta. Tu já notaste com que frequência os inventos são “imaginados” por pessoas distintas e em épocas bem próximas e em locais distintos? A maioria das invenções são disputadas por várias pessoas! Veja o exemplo de Newton e Liebniz, que, em países distantes, inventaram o cálculo integral e diferencial simultaneamente. Ou o caso dos irmãos Wright e Santos Dumont, que, tendo a ideia de, ao mais pesado que o ar aplicar o ângulos de ataque nas asas, foi unicamente estes ângulos que fizeram seus inventos funcionarem e darem certo, e nada mais. E não se pode saber qual dos inventores teve a ideia original, de aplicar tais ângulos! Entendeu? Alguém teve a idéia! Mas quem a pôs em prática foi quem, num momento dado e no momento propício, estava com as ferramentas adequadas para pôr tal ideia em prática.  Nos abismos do “anaconsciente” coletivo restrito dos Seres sencientes, existe uma infindável procissão de respostas numa marcha impressionante, prontas para saltar em cima de nossas perquirições. A mente ou as mentes geradoras das questões, comumente, desconhecem suas soluções. A única dificuldade para obterem-se as respostas corretas é justamente a forma utilizada na elaboração das questões que deverão ser sempre consistentes, já contendo, assim, cada qual, sua solução (conjuntamente engendrada ou elaborada). No Universo da evolução do conhecimento humano, todas as dúvidas pertinentes às soluções de questões serão sempre compostas de perguntas e respostas, questões e soluções, ambas elaboradas simultaneamente, pois só é possível elaborar uma questão consistente se esta questão por si mesma contiver uma solução consistente.

Tudo obedece à primeira lei da evolução do Cosmos. Tudo no Cosmos, incluindo, aí, o nosso existir, obedece sistematicamente ao princípio da não exclusão dos opostos. Não se faz nenhuma pergunta sem que se elabore conjuntamente sua resposta; da mesma forma, é impossível pensar numa solução ou resposta sem que seja feita ou proposta com antecedência uma questão ou uma pergunta, ou seja, sem que esta solução ou resposta contenha a priori todas as qualificações da questão ou da pergunta. Isto quer dizer que as duas entidades são não excludentes, isto é, nenhuma das duas pode existir isoladamente. Mesmo ao pressupormos um questionamento aleatório, criamos também aleatoriamente e automaticamente sua solução. A real dificuldade é encontrarmos o caminho para chegar a esta solução (partindo desta perquirição até o âmago da solução), já contida nesta mesma perquirição. Geralmente o “anaconsciente” coletivo restrito propaga as inquirições aos múltiplos setores de recepção ou “mentes”, (no momento em questão e apreço), todas afetas às atividades concernentes a estes mesmos assuntos, que, por sua vez, são pertinentes a estas perquirições! Daí, ser comum a descoberta de várias respostas simultâneas às questões formuladas por mentes de “Seres” distintos, estando normalmente afastados entre si, no entanto, todos, com suas mentes ligadas aos mesmos assuntos. Assim, físicos, químicos, astrônomos, matemáticos, geólogos, mecânicos etc, principalmente inventores, cada qual em sua área, elaboram perguntas específicas e, no Universo de cada mente, as respostas percorrem todo o planeta, obviamente na linguagem universal do pensamento, que resulta ou nos leva ao entendimento fenomênico da questão, independentemente da língua em que ela foi formulada. E esta linguagem obviamente não é a linguagem das palavras, tratando-se sempre da linguagem do entendimento do fenômeno. Tratando sempre do “phainómenon”, utilizado por Platão no Crátilo e que nos remete à sublimidade do pensamento expresso em palavras, em ideias, ambas coisas abstratas, mas referentes a coisas concretas, fenomênicas “acontecentes”. Mas nunca referentes ao “nooúmena” de Kant, que, por si próprio, é um objeto incognoscível e não sensível, portanto, oposto ao objeto fenomênico.  Ora, se as respostas já estão prontas e se as mentes se interconectam, conforme a semiótica de Sanders Peirce, a Física quântica e a psicologia, ciências preconizam que mentes distintas podem chegar a resultados semelhantes em lugares distantes e em tempos distintos, só há uma condição ou parâmetro a ser observado: para perguntas consistentes, respostas consistentes; para perguntas inconsistentes, respostas inconsistentes… É por isso que se afirma que cada questionamento traz em si a metade de sua solução. (Havendo, no entanto, algo a ser considerado! Para as perquirições de ordem abstratas, como as dúvidas filosóficas, não haverá respostas correspondentes, pois todas as ilações filosóficas serão sempre perguntas ou proposições inconsistentes! Podemos mesmo considerá-las abstrações mentais irreais, nunca coisas sensíveis, ou demonstráveis como as abstrações matemáticas).

Não consegui uma explicação para este fato, talvez a resposta esteja na profunda discordância das proposições dos filósofos. A comprovação dessa assertiva é a história da própria filosofia, que é eivada de contradições, não havendo em toda a história da filosofia, dois filósofos inteiramente concordes. Talvez a única exceção seja a apologia dos filósofos nossos contemporâneos Jean-Paul Sartre (1905-1980), Martin Heidegger (1889-1976) e Merleau-Ponty (1908-1961) com suas apologias à filosofia fenomenológica e existencialista do alemão Edmund Husserl (1859-1938) sendo esta apologia parcial ao todo da filosofia husserliana. No desenvolvimento da humanidade, em especial na descoberta de fatos “ditos” científicos, incluindo aqui a matemática, embora seja uma ciência abstrata suas proposições são sempre consistentes, nas pesquisas quânticas de qualquer magnitude, é comum a coincidência das proposições relacionais entre a mente e a pesquisa quântica, a que Carl G. Jung (psicologia) e A. Einstein (física) estudaram conjuntamente e denominaram de “sincronicidade”. A ciência por excelência (a dos signos e da lógica), denominada Semiótica, de Charles Sanders Pearce, a reconhece como a “conectividade” entre as mentes, que, ao interagirem entre si, unem os dois mundos (micro e macro), fazendo com que as mentes interajam diretamente com a matéria, – já foi exaustivamente comprovada a interferência da mente humana nos experimentos quânticos – unindo de maneira inquestionável as mentes à matéria e, obviamente, ao Universo. É o reconhecimento definitivo da unicidade do Cosmos e principalmente o reconhecimento da teoria sistêmica de Karl Ludwig von Bertalanffy (1901-1972), que dá suporte ao  holismo univérsico, e isto, principalmente, com referência ao  nosso existir dentro do Cosmos.

Todo o Cosmos é integralmente holístico. Em 1932 ocorreu uma descoberta no campo da astrofísica que explica de forma absoluta e insofismável o porquê da unicidade e do holismo do Cosmos. Edwin Powell Hubble (1889-1953), descobrindo que as galáxias estavam se afastando umas das outras, demonstrou que o Universo todo estava em expansão. Considerando que esta expansão num momento dado teve um início e que, neste início, todo o Universo esteve concentrado num ponto infinitesimal menor que um núcleo de um átomo, disto, pode-se deduzir que o Universo nesta condição era um Universo uno, não havia plural, estando o Universo num estado de singularidade, origem da unicidade e do holismo do Bertalanffy no nosso Universo atual.  Donde podemos deduzir que tudo no mundo é uno, inclusive o “anaconsciente” coletivo restrito moveriano e o inconsciente coletivo jungiano. Justifico e adoto uma neologia para o termo “inconsciente” coletivo, criando o termo “anaconsciente” coletivo, como um necessário diferenciador do termo criado e usado por Jung. Eles são iguais, mas são necessariamente distintos em suas essências. O inconsciente coletivo de Jung é atributo de todos e remonta (em ato), do presente ao passado; é memória. O anaconsciente coletivo restrito de Movér é atributo de poucos e remonta (em ato) do presente ao futuro; é dinâmica, é realização, cria o futuro, é desenvolvimento, é a evolução do conhecimento humano… E tem origem no mais remoto passado do homem. Um homem no passado inventou a agulha para junção ou costura dos pedaços do seu vestuário de couro, no entanto ele inventou a agulha sem o furo, inventou antes um estilete para furar a peça do vestuário, a linha era enfiada ou passada pelo furo com o auxilio dos dedos, depois alguém teve o vislumbre o “insight” de fazer o furo na outra extremidade do estilete, que então se tornou realmente uma agulha, e provavelmente quem teve a idéia de fazer o furo, necessariamente não foi o Ser que primeiramente fez este furo na agulha. Alguém teve a ideia, mas quem fez o furo foi quem captou, através do anaconsciente coletivo restrito, a ideia de fazer o furo. As invenções são mais frutos da necessidade que dinamiza a criatividade humana. Quando algo se torna necessário, um grande número de seres pensa naquela necessidade; quando alguém mentalmente resolve o problema, nem sempre este alguém é um inventor, pois a ideia já fora distribuída por todo o planeta, via anaconsciente coletivo restrito, e uma ou várias pessoas a captam transformando-a no invento necessário… Quem registra o invento é tido como o inventor, mas a ideia original nem sempre é do dono da patente. Admitindo-se a proposição do anaconsciente coletivo restrito, a humanidade de forma global é a responsável pela evolução do seu conhecimento, e não somente alguns Seres específicos! Assim somos todos partícipes e responsáveis pelo desenvolvimento da nossa episteme.

E assim, caminha e se desenvolve a humanidade…

 

O ser humano não terminou sua evolução. É um ser incompleto e em desenvolvimento e que tem a possibilidade de formar um centro interno de energia… Tal coisa ocorrerá de acordo com o tipo de vida que leve. Conforme os atos realizados sejam coerentes, irá se estruturando um sistema de forças centrípetas a que chamamos “espírito”. Conforme os atos sejam contraditórios e incoerentes, o sistema será centrífugo e, portanto, não terá nascido o espírito ou terá uma conformação elementar sem desenvolvimento. 

Por Silo, no livro “O Olhar Interior”

 

Vitória da Conquista, 15 de março de 2008.

Ensaio revisado e atualizado em novembro de 2010

Edimilson Santos Silva Movér

Gaspari: ‘Cabral e Dilma culparam os outros e o povo’

Ricardo Moraes/Reuters

 

Nos desastres em que os fenômenos naturais misturam-se à inatural omissão humana, muita gente se salvará quando for adotada uma providência simples.

 

Consiste em incluir nos avisos funerários e nos rodapés das lápides os nomes dos gestores públicos (municipais, estaduais e federais) que governaram a catátrofe.

 

Nas pegadas do flagelo do Rio, a expressão mais ouvida foi a de que se estava diante de um morticínio tonificado por “omissões históricas”.

 

Exagerando-se na tática do retrovisor, pode-se chegar a Pedro Alvares Cabral. Na coluna que leva às páginas deste domingo (16), inclusive as da Folha, o repórter Elio Gaspari sugere um atalho à rota das caravelas:

 

“Sérgio Cabral e Dilma Rousseff poderiam atender ao pedido que Carlos Lyra e Vinicius de Moraes encaminharam a Xangô: ‘Pôr pra trabalhar gente que nunca trabalhou’.”

 

Abaixo, três pedaços –um grande e dois menores— extraídas da torta servida por Gaspari:

 

 

 

“No ano passado, quando as chuvas provocaram a morte de 148 pessoas em Angra dos Reis e na Ilha Grande, o governador Sérgio Cabral estava em sua casa de Mangaratiba, a pouco mais de uma hora da cena das tragédias, e levou mais de um dia para dar o ar de sua graça. Veio com uma lição:
‘Eu não faço demagogia. Houve um tempo em que governador aparecia ao lado de traficante, como se ele fosse o John Wayne. Aqui, estavam dois secretários da área. Quem deve vir são as autoridades públicas que podem de fato dar solução e comando ao problema’.
Como dizia John Wayne, ‘o amanhã é a coisa mais importante da vida’. A conta de 2010 fechou com 316 mortos, passou-se um ano, e as chuvas voltaram. Desta vez, Sérgio Cabral não estava em Mangaratiba, mas no exterior.
Quando desembarcou no Rio, já haviam sido contados mais de 300 corpos por conta de temporais que começaram dois dias antes. (Os mortos passaram de 500.)
Ao chegar, Cabral contrariou sua lição de 2010 e visitou as áreas afetadas. Foi acompanhado pela doutora Dilma Rousseff, que ensinou: ‘A moradia em área de risco no Brasil é a regra, não é a exceção’.
Falta explicar por qual critério Dilma e Cabral definem ‘áreas de risco’. O centro de Friburgo? A cidade de Areal? Bairros urbanizados onde viviam pessoas que pagam IPTU?

 

Em 2010, a explicação demofóbica para a morte de mais de 30 pessoas no morro do Bumba, em Niterói, sustentou que a patuleia estava em cima do que fora um lixão. Estava, com a permissão da prefeitura, e ninguém foi responsabilizado.
A essa explicação, somou-se a do catastrofismo ambiental. Para quem gosta de falar em calamidades climáticas, vale lembrar que, na Austrália, onde choveu mais do que no Rio, os mortos foram 25 e há dezenas de desaparecidos.
Como no ano passado, os governantes anunciaram esmolas para já e planos para amanhã. Daqui até janeiro do ano que vem, Sérgio Cabral e Dilma Rousseff poderiam atender ao pedido que Carlos Lyra e Vinicius de Moraes encaminharam a Xangô: ‘Pôr pra trabalhar gente que nunca trabalhou’.

 

– Área de risco: Na quarta-feira, reunido com sua equipe em Brasília, o secretário nacional de Defesa Civil, doutor Humberto Viana, informou que uma das prioridades de seu mandarinato será a construção da sede própria para a repartição. Àquela hora havia mais de dez mil pessoas desabrigadas no Rio. Na linha da doutora Dilma, pode-se dizer que Secretaria de Defesa Civil é uma área de risco na administração federal.

– Dia D: Um consolo para o governador Sérgio Cabral, com seu pendor pelas analogias militares. No dia do desembarque aliado na Normandia (6 de junho de 1944), o marechal Rommel, comandante das fortificações alemãs na costa da França, estava na Alemanha. Viajara para comemorar os 50 anos de sua

Bahia estreia contra o Serrano fora de casa

 Nos treinos, Souza mostrou bom rendimento. Neste domingo, é o primeiro teste de verdade Nos treinos, Souza mostrou bom rendimento. Neste domingo, é o primeiro teste de verdade Não é apenas o torcedor tricolor que aguarda ansioso a estreia do Esquadrão de Aço diante do Serrano, neste domingo, às 16 horas, no Lomantão, pelo Baianão 2011. Aos 28 anos, o atacante Souza irá debutar no estadual. A competição é tida por ele como a grande oportunidade de dar fim a um incômodo jejum de gols. Isto porque, desde o dia 16 de maio de 2010 (na derrota por 2 a 1 para o Grêmio), o jogador, que ainda atuava com as cores do Corinthians, não balança as redes adversárias. Uma fase, por sinal, que Souza prefere esquecer. Contratado pelo Timão, em 2009, ele defendeu o clube paulista por duas temporadas. O saldo ficou muito aquém do esperado. Em 72 jogos, fez apenas 13 gols. Em 2010, marcou 4. Pouco, para um atacante de referência. No entanto, defendendo o manto azul, vermelho e branco, Souza espera ter melhor sorte. Contudo, faz questão de alertar que não promete gols. “Estou muito ansioso para começar a jogar pelo Bahia. Os gols saem naturalmente. Não me preocupo. Espero sim, começar a caminhada rumo a mais um título estadual”, disse, o atacante que já neste quesito, brilha. São nada menos que seis troféus: Carioca (2003,2007 e 2008), Gaúcho (2005), Goiano (2006) e Paulista (2009). Sobre o adversário deste domingo, o caçula Serrano, Souza não nega: desconhece o rival. Porém, prega respeito. ”Infelizmente não os conheço, mas sei que contra o Bahia virão com tudo. É ficar alerta e fazer nossa parte”, afirma. Cautela – De volta à elite estadual, o Serrano fará contra o Bahia seu primeiro teste de fogo no torneio. Nada que assuste o experiente técnico Elias Borges. Durante a semana, o treinador deu o recado aos seus comandados. Além de pregar cautela, repetiu por diversas vezes jogadas que podem surpreender o adversário deste domingo, no Estádio Lomantão. A torcida local, que vai sendo reconquistada aos poucos, é outro trunfo para o carismático treinador. Serrano x Bahia Serrano – André; Bianchini, Williams, Jackson e Giovane; Renilton, Joerlan, Bill e Cleyton; Pena e Rubens. Técnico: Elias Borges. Bahia – Tiago; Lucas, Nen, Titi e Ávne; Jataí, Boquita, Hélder e Bruno Paulo; Jael e Souza. Técnico: Rogério Lourenço André. Local: Estádio Municipal Lomanto Júnior (Lomantão), às 16 horas. Árbitro: Diego Pombo Lopes. Assistentes: Adson Márcio Lopes Leal e Elicarlos Franco de Oliveira.

Pesquisa e cooperação reduzem gasto com material escolar até 38%

Donaldson Gomes l A TARDE

Fernando Amorim/Agência A TARDE

Rejane Paranhos,publicitária: “O comporta- mento de todos, antes, era pagar a taxa à escola”

Rejane Paranhos,publicitária: “O comporta- mento de todos, antes, era pagar a taxa à escola”

Quando o assunto é a compra de material escolar, deve-se acrescentar um importante ingrediente à bem-sucedida receita “pesquise e pague à vista”. Negociação nas compras coletivas pode render descontos médios de 15% em algumas papelarias de Salvador. Mas há casos em que pais foram às compras, após uma boa pesquisa de preço –  com o dinheiro para pagamento à vista e disposição para negociação coletiva – e  voltaram para casa  com uma economia acumulada de 38%, em relação à taxa de material cobrada pela escola.

Por comodidade ou falta de tempo, tem gente que acaba optando por simplesmente pagar a taxa de material escolar proposta pela instituição de ensino. O que não significa necessariamente pagar mais caro, ressalte-se. Em alguns casos, a escola repassa à taxa cobrada os descontos que os fornecedores concedem. Mas, se os pais não se derem ao trabalho de fazer comparações, antes de decidir, ficam à mercê da sorte. Com  possibilidade, também, de pagar mais caro.

A pesquisa de preços foi o primeiro passo dado pelo grupo de pais do qual participa a publicitária Rejane Paranhos, 32 anos. “Achamos ‘salgada’ a taxa de matrícula proposta pela escola”, disse, lembrando do que a ajudou a decidir pela pesquisa. A escola oferecia os materiais por uma taxa de R$ 500 até o dia 10 de dezembro. Depois disso, o valor passaria a R$ 570. Rejane aproveitou um período de licença e fez cotação do preço dos produtos em diversas papelarias. “Descobrimos duas com preços mais em conta”, diz. Compraram em quantidade e à vista. O resultado foi  38% de economia, em relação à taxa proposta pela instituição de ensino.

O grupo de pais tomou gosto pela cooperação. “Já decidimos que, quando chegar a hora de escolher um local para a alfabetização de nossos filhos, vamos escolher juntos”, conta Rejane, mãe de uma menina de 4 anos, que este ano vai ingressar no nível cinco. “O comportamento de todos, antes, era pagar a taxa à escola, pela comodidade da situação”, diz.

Segundo o diretor comercial da Ômega Papelaria, Carlos Onofre Correa, não é necessário grande esforço para conquistar bons descontos. Em compras acima de R$ 200, a empresa já oferece descontos de 10%, podendo chegar aos 20% se o valor passar dos R$ 10 mil. “Mas ainda é difícil ver pais comprando em grupos”, diz Correa.

Como comprar o material escolar

Planejamento – Antes de ir às compras, é importante fazer um planejamento, em que esteja definido um limite máximo de gastos

Pesquisa – A lista e a taxa propostas pela escola devem funcionar como ponto de partida para a comparação de preços

Pagamento – As compras à vista podem garantir descontos de até 10% em diversos estabelecimentos

Itens proibidos – As escolas não podem exigir dos pais que comprem  materiais que serão de uso coletivo, como produtos de limpeza e cartuchos de impressoras

Planilha – Os pais têm o direito de receber uma planilha de atividades, para acompanhar se os materiais propostos serão utilizados

ACADEMIA DO PAPO

                                                                       

                                                                                                                                                                                                      Paulo Pires

Movimentos sociais pedem permanência de Cézar Lisboa a frente da Serin

O professor licenciado da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Cézar Lisboa, parece que está com prestígio com os movimentos sociais ligados ao PT (centrais sindicais, entidades de defesa da Agricultura Familiar e da luta pela reforma urbana, além de instituições juvenis). Isso porque esses grupos solicitaram, junto ao governador reeleito do estado, Jaques Wagner (PT), a permanência de Lisboa a frente da Secretaria de Relações Institucionais (Serin) através de uma carta aberta que será divulgada durante a Festa ao Senhor do Bonfim.

De acordo com fontes ligadas à Serin, o partido deverá ser cauteloso ao realizar a troca, pois a saída de Lisboa poderia causar ruídos e estremecer o diálogo entre os segmentos e o governo. Segundo as informações, durante a festa, os manifestantes procurarão adesões ao documento.

Durante os seus comentários diários no programa Resenha Geral, o apresentador Herzem Gusmão tem destacado a postura séria e elegante de Lisboa, que combina com o perfil do governador Jaques Wagner.

Falta de planejamento fez chuva no Brasil matar mais que na Austrália, diz especialista da ONU

BBC

Subsecretária para Redução de Desastres aponta para falta de planos de emergência eficazes para lidar com enchentes no Brasil.

Da BBC

A falta de “comunicação” e de um plano de emergência fez com que as fortes chuvas na Região Serrana do Rio resultassem em uma tragédia maior do que a ocorrida no estado de Queensland, na Austrália, também submersa recentemente pelas águas. A opinião é de Margareta Wahlström, subsecretária-geral da ONU para a Redução de Riscos de Desastres.

“Por causa da ocorrência de ciclones, a Austrália já tinha começado a se preparar para o imprevisível. As autoridades sabem como evacuar as áreas, e a população escuta as orientações pelo rádio”, explicou à BBC Brasil.

No país da Oceania, inundações em três quartos do estado de Queensland haviam provocado pelo menos 13 mortes até a última quarta-feira. Na serra fluminense, o saldo de mortos já passa de 500.

Para Wahlström, o Brasil poderia ter evitado mortes se tivesse planos de emergência eficazes. Ela cita como exemplo iniciativas de outros países em desenvolvimento, como a Indonésia, que, “apesar de ser uma nação pobre, tem planos de evacuação diante de ameaças de terremoto e de erupção de vulcão, por exemplo”.

“São iniciativas que salvam vidas”, diz ela.

Monitorar as áreas de risco e montar um sistema de alerta – com a designação de um líder para orientar a população e a criação de abrigos pré-definidos para receber moradores – são medidas consideradas básicas por Wahlström para evitar mortes como as ocorridas em Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo.

“As pessoas precisam saber para onde ir e como ir, qual seria o caminho mais seguro. Uma solução comum são centros comunitários preparados para receber a população”, afirmou à BBC Brasil.

Wahlström tem mais de 25 anos de experiência em gestão de catástrofes e coordenou, pelas Nações Unidas, a assistência às comunidades atingidas pelo tsunami de 2004 na Ásia. Em 2010, viu de perto no Rio de Janeiro as consequências da chuva no início do ano. No mês passado, esteve em Queensland, no local que está sendo assolado pelas enchentes.

“No Brasil, ainda há muito a ser feito em termos de planejamento urbano. Os governos têm que trabalhar com a população e realmente proibir construções em áreas de risco. Muitas regulamentações existem, o problema é que nem sempre são cumpridas”, disse a subsubsecretária-geral da ONU para a Redução de Riscos de Desastres.

Segundo Wahlström, os desastres naturais nos últimos dez anos provocaram prejuízos de quase US$ 1 trilhão na economia global. São perdas que poderiam ser em grande parte evitadas. Um estudo citado pela representante da ONU aponta que, para cada US$ 1 investido em prevenção, é possível economizar pelo menos US$ 7 em resgates e reconstrução.

“Não é necessário sofrer assim. Há uma escolha (a ser feita), e a escolha é planejar. O número de desastres vai continuar crescendo, e todo investimento em planejamento é um bom investimento”, opinou.

Região Serrana do Rio amanhece com chuva pelo 3º dia consecutivo

mapa1Previsão é de chuva forte na noite desta sexta e no próximo domingo.
Há possibilidade de chover até 40 mm em Teresópolis e Petrópolis.

Do Bom Dia Rio

Teresópolis Tempo amanheceu encoberto em Teresópolis nesta sexta-feira (14) (Foto: Thamine Leta / G1)

A Região Serrana do Rio amanheceu com chuva pelo terceiro dia consecutivo. Até o início desta manhã, já passava de 500 o número de mortos na região. A previsão é que ainda haja chuva forte nesta sexta-feira (14) e no próximo domingo (16). Há ainda a possibilidade de que chova até 40 mm em Petrópolis e Teresópolis.

Em Teresópolis, já são 1.200 desabrigados e 1.300 desalojados. Mas há locais em que o socorro ainda não chegou. Durante a madrugada, um carregamento de caixões chegou à cidade para enterrar os mais de 220 mortos do município. Muitas famílias têm encontrado dificuldade de sepultar seus parentes porque os cemitérios foram invadidos pela lama. Um Instituto Médico Legal improvisado foi montado ao lado do IML da cidade para reforçar o atendimento às famílias das vítimas.

Maior tragédia do país

Esta já é considerada a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.

No ano passado, de janeiro a abril, o estado do Rio de Janeiro teve 283 mortes, sendo 53 em Angra dos Reis e Ilha Grande, na virada do ano, 166 em Niterói, onde se localizava o Morro do Bumba, e 64 no Rio e outras cidades atingidas por temporais em abril. Em SP, durante o primeiro trimestte de 2010, quando a chuva destruiu São Luiz do Paraitinga e prejudicou outras 107 cidades, houve 78 mortes. Os números da Região Serrana do RJ superam ainda os de 2008 em Santa Catarina, com 135 mortes. Relembre outras tragédias.

A tragédia causada pela chuva já deixou 414 famílias desabrigadas em Nova Friburgo. Segundo o coordenador da Defesa Civil do município, coronel Roberto Robadey, os moradores foram levados para seis abrigos da prefeitura. Já a prefeitura de Teresópolis designou dois abrigos: o Ginásio Pedrão, no Centro de Teresópolis, com capacidade para 800 pessoas, e um galpão no Bairro Meudon, onde podem ser alojadas 400 pessoas.

A infraestrutura da região foi atingida com severidade. Houve falta de luz, telefone e transporte nas três cidades. Bairros inteiros ficaram isolados e só na noite de quarta-feira (12) equipes de resgate começaram a dar conta da catástrofe em algumas das áreas mais atingidas. Em um desses esforços, foi resgatado com vida, sem arranhões, um bebê de seis meses de idade em Friburgo.

Oitocentos homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros tentam localizar desaparecidos em Teresópolis. O secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, classificou a chuva como a “maior catástrofe da história de Teresópolis“. “Não foi possível escolher o que ia cair. Casa de rico, casa de pobre. Tudo foi destruído”, disse a empregada doméstica de 27 anos, Fernanda Carvalho.

De acordo com especialistas, a explicação para a repetição de tragédias no RJ é a falta de controle e planejamento no crescimento das cidades.  O relevo das cidades serranas funciona como uma barreira que impede a passagem das nuvens. Concentradas, elas provocam muita chuva numa única área.  A parte alta das montanhas é um terreno muito inclinado e a vegetação cresce sobre uma camada fina de terra. A água da chuva vai penetrando no solo, que fica encharcado e se descola da pedra. O volume de terra desce como uma grande avalanche, devastando o que encontra pela frente.

Divulgação de notas do Enem está prevista para hoje

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Serão oferecidas 83.125 vagas para o ano letivo de 2011, em 83 instituições públicas de educação superior

Redação CORREIO

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que as notas do Enem devem ser divulgadas nesta sexta-feira (14). O resultado permite ao aluno se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em universidades públicas. O processo seletivo vai do dia 16 a 18 pelo site. Serão oferecidas 83.125 vagas para o ano letivo de 2011, em 83 instituições públicas de educação superior.

As oportunidades estão em 39 universidades federais, 36 institutos federais de educação, ciência e tecnologia, dois Cefets (centros federais de educação tecnológica), cinco universidades estaduais e na Escola Nacional de Ciências Estatísticas.Em relação à edição do primeiro semestre de 2010, houve um aumento de 77% na oferta de vagas.

Ao se inscrever, o estudante pode escolher dois cursos e selecionar um deles como primeira opção. Durante o período de inscrições, pode mudar as opções, com base na nota de corte (nota mínima) divulgada ao fim de cada dia. Cada mudança invalida a opção anterior.

PREçO DO ETANOL DEVE CONTINUAR EM ALTA



Se em Salvador já não vale a pena reabastecer o veículo com etanol, em relação ao seu preço comparado ao da gasolina, o contínuo aumento de seu valor nas usinas produtoras deve afastar ainda mais o condutor de veículos flex do combustível alternativo. O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda Soares, explica que o produto proveniente da cana-de-açúcar está a atingir o seu pico nos próximos dias. “Os produtores enfrentaram muitos problemas com chuvas e seca nesta safra e isto acabou impactando na oferta de etanol”, afirmou. De acordo com ele, se existisse estoques reguladores, essa grande volatilidade de preços na safra e na entressafra seria minimizada.

Estados e municípios podem comprar bicicletas escolares por preços reduzidos

Governo Federal vai financiar projetos que incentivem uso da bicicleta nos deslocamentos de pequena distância

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Para facilitar a vida dos estudantes que residem em áreas rurais e até mesmo urbanas que são intransitáveis para veículos automotores, estados e municípios podem aderir ao registro de preços promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O registro permite a compra de bicicletas escolares de aros 20 e 26, por meio do programa Caminho da Escola. Em 2009 o FNDE ofereceu mobiliário escolar pelo mesmo sistema de adesão ao registro de preços.

Segundo o Ministério da Educação, protótipos da bicicleta escolar já foram testados nas cinco regiões do País e receberam avaliações positivas por parte dos alunos e de seus pais. “A bicicleta vai servir para aqueles que moram em localidades aonde os veículos rodoviários não chegam, tanto nas áreas rurais quanto nas urbanas”, afirma o coordenador geral de transporte escolar do FNDE, José Maria Rodrigues de Souza. O coordenador lembra que, além de ter impacto zero sobre o meio ambiente, a bicicleta vai ajudar os estudantes a ter uma atividade física saudável. Segundo ele, a bicicleta escolar tem especificações que lhe garantem resistência maior que a das bicicletas comuns, como o quadro reforçado.

Para participar do programa, os governos dos estados e prefeituras devem seguir as instruções da Resolução nº 40/2010 do FNDE. O prazo para entrega da mercadoria é de, no máximo, 90 dias a partir da assinatura do contrato.

Programa Caminhos da Escola – O programa Caminho da Escola foi criado em 2007 com o objetivo de renovar a frota de veículos escolares, garantir segurança e qualidade ao transporte dos estudantes e contribuir para a redução da evasão escolar.  O intuito é ampliar, por meio do transporte diário, o acesso e a permanência na escola dos estudantes matriculados na educação básica da zona rural das redes estaduais e municipais. O programa também visa à padronização dos veículos de transporte escolar, à redução dos preços dos veículos e ao aumento da transparência nessas aquisições.