A Gente diz

Começa convocação para troca do RG pelo novo registro de identidade

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Agência Brasil

A convocação dos selecionados para trocar a antiga cédula de identidade (RG) pelo novo cartão de Registro de Identidade Civil (RIC) começa nesta segunda-feira, 17. Os moradores de Brasília, do Rio de Janeiro e de Salvador serão os primeiros a receber as cartas informando sobre a troca.

A escolha foi aleatória. Segundo o Ministério da Justiça, as cidades de Hidrolândia (GO), Ilha de Itamaracá (PE), Nísia Floresta (RN) e Rio Sono (TO) também fazem parte do projeto piloto, e o início da convocação será ainda no primeiro semestre.

Os cartões dos selecionados já estão prontos, pois foram feitos com base nos cadastros repassados pelos estados ao Ministério da Justiça. O RIC é um cartão magnético, com impressão digital e chip eletrônico, que inclui informações como nome, sexo, data de nascimento, foto, filiação, naturalidade e assinatura, entre outros dados. O Ministério da Justiça estima que a substituição da carteira de identidade será feita gradualmente, ao longo de dez anos.

Salvador – De acordo com a assessoria de comunicação do Departamento de Polícia Técnica, responsável pelo Instituto Pedro Melo, que emite documentos de identidade em Salvador, o RIC ainda não estaria sendo emitido pelos estados e ainda não há uma previsão de quando a emissão deve começar na Bahia.

Por enquanto, o documento é expedido pela Casa da Moeda e os brasileiros contemplados com os primeiros cartões do RIC receberão, por meio de carta, informações sobre data, horário e local onde o documento deverá ser retirado.

Polícia reconstitui assassinato de empresário de Livramento na BA-148

rec3 A reconstituição foi feita com base no depoimento da única testemunha do caso, a esposa da vítima, Meire Ângela Luz Souza, no mesmo local em que Josemar foi agredido e alvejado por um atirador ainda não identificado. 

Um pouco mais de dois meses depois do homicídio envolvendo o empresário de Livramento de Nossa Senhora-BA, Josemar Lélis de Souza, conhecido por “Balbirí da farmácia Climax”, a polícia fez na manhã da última sexta-feira (14), por volta das 10 horas, a reconstituição do assassinato.

O crime, que aconteceu no cair da noite do dia 13 de novembro de 2010, na altura do Km 04 da BA-148 que liga os municípios de Rio de Contas-BA e Jussiape-BA, foi repercutido por toda a imprensa baiana. Durante a reconstituição, a perícia simulou toda a situação supostamente ocorrida naquela ocasião.

A esposa do empresário, que diz não ter visto ‘cor’ e ‘placa’ do veículo que o atirador estava ocupando, participou da reconstituição da morte de seu marido, a qual foi convidada a ficar na mesma posição em que ficou na hora do crime, debruçada no acostamento do asfalto, na lateral direita do carro.

 De acordo com a mesma, ela permaneceu naquela posição sem se mexer, ao perceber o silêncio se levantou, e viu que seu marido havia sido alvejado, quando resolveu desesperadamente pedir ajuda, e segundo ela, os motoristas que passavam pelo local não paravam.

Um agente da polícia simulou a posição em que o corpo do empresário foi encontrado no veículo 

Um ator representou o empresário assassinado, e outro o atirador. Na primeira demonstração, o último simulou um disparo de arma de fogo da parte frontal do veículo na direção da vítima, em seguida foi em sua direção, deu uma coronhada e um tiro na altura do pescoço, logo após efetuou outro disparo, desta vez, da parte traseira do carro na direção da vítima, e por fim, simulou o último disparo em direção ao para-choque traseiro.

O redator do site L12 falou com a delegada titular da Delegacia de Rio de Contas, Bela Najara Neves de Oliveira e Silva, onde citou que se fez necessária a reconstituição, em razão da existência de trechos das declarações da única testemunha que não ficaram completamente esclarecidos, dessa forma solicitou a simulação, a fim de analizar melhor a versão apresentada pela esposa da vítima.

O L12 também ouviu o advogado da mulher do empresário, Dr. Custódio Lacerda Brito, o qual fez a seguinte declaração “A minha cliente está sendo cuidadosamente investigada, e isso é natural, pelo fato dela está junto com o marido no momento do crime, mesmo porque, o seu esposo se encontrava em fase terminal de uma doença, diante disso, ela passou a ser suspeita, mas ela não tem nada haver com a morte dele”, relatou o advogado.

Dilma passa em 1º desafio de presidente e mostra que vai fugir das câmeras para atuar nos bastidores

 

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Nem bem completou duas semanas no cargo e a nova presidente do Brasil, Dilma Rousseff, já deu sinais suficientes de que, diferentemente do antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, ela vai fugir dos holofotes durante seu mandato para atuar  nos bastidores do poder. Foi assim em sua atuação contra as enchentes no Rio de Janeiro e vem sendo assim na administração das crises internas envolvendo aliados do governo.

Para o  cientista político e professor da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), José Paulo Martins Júnior, Dilma fez tudo o que um chefe de Estado deveria fazer ao se deparar com seu primeiro grande desafio à frente do país: diante da maior tragédia climática dos últimos 50 anos no Rio de Janeiro, ela telefonou para o governador fluminense, Sérgio Cabral, desembolsou recursos para socorrer os desabrigados e mandou ministros correr para o Estado antes que ela mesma atolasse suas botas na lama que escorreu pelos morros levando casas, carros e a vida de mais de 500 pessoas.

Depois de vistoriar a região serrana do Rio, ela falou com a imprensa. Sem a mesma desenvoltura de Lula – sempre à vontade em frente a câmeras de TV -, ela foi objetiva ao enfileirar os números da tragédia e as medidas emergenciais tomadas pelo governo.

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Dilma em reunião sobre tragédia no Rio  Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O cientista político gostou do que viu.

– Ela se posicionou no momento certo, mostrando solidariedade. De maneira discreta sim, mas o mais importante nesse momento é que os governantes tomem medidas efetivas.

Ele diz que a “politização acaba sendo inevitável” nesses casos “porque todos vivem sob o poder público”.

– E há uma série de desmandos de sucessivos governos no Rio.

Crise interna

Dilma também vem fugindo dos flashs durante a condução de outra crise, essa no coração do governo: a redistribuição de cargos de segundo escalão para os partidos aliados. Os problemas são maiores com o PMDB, que já ameaça votar contra os projetos apresentados por Dilma se eles não forem bem tratados.

 

Sem falar com a imprensa, ela chamou os descontentes em seu gabinete e enquadrou o vice, o ex-presidente do PMDB, Michel Temer, que já tenta conter os colegas de partido. Aos ministros que escorregaram em declarações, ela já passou pito e deixou claro: presidente manda, ministro obedece.- Ela é uma mulher de formação acadêmica. É experiente e tem uma carreira técnica. Isso faz diferença na hora de gerenciar um negócio. Ela tem uma visão de gestão.

O professor diz acreditar que essa postura menos carismática pode “custar pontos de popularidade, mas para o governo vai ser melhor”.

– Ela tem uma postura mais discreta que a de Lula, que, bem ou mal, é uma pessoa tarimbada em falar e se expor ao público. Ela esta só começando. O desafio agora é saber se ela consegue sustentar no Congresso a coalizão que venceu a campanha eleitoral.

IFBA: resultado do vestibular 2011 para modalidade Subseqüente já está disponível

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O Instituto Federal de Educação e Tecnologia (IFBA) divulgou neste sábado (15) o resultado do vestibular 2011 para a modalidade Subsequente da instituição.

Em Vitória da Conquista foram disponibilizadas vagas nessa modalidade para os cursos de Edificações, Eletromecânica, Eletrônica, Informática, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho. De acordo com a nota divulgada pelo IFBA os aprovados devem se matricular entre 31 de janeiro a 02 de fevereiro.

Clique e confira resultado subsequente do IFBA 2011

Filosofia -DA SÉRIE: AMENIDADES PARA O QUE A GENTE DIZ – (A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA DOS FALANTES)

 

 

phpThumb_generated_thumbnailjpgCAULOV70Nono ensaio da obra “21”

 

Indistintamente, todos os seres podem contribuir para a evolução do conhecimento humano! Obviamente, todos nós contribuímos para a evolução da humanidade.

Conforme prometido, este último ensaio a ser publicado em alguns blogs daqui de Vitória da Conquista, é dedicado ao ilustre jornalista Jeremias Macário, meu ilustre convidado para uma troca de idéias na Ágora, fato este, ainda aguardando seu esperado acontecimento. Conforme disse no final do ensaio anterior! Estou avisando aos distintos leitores dos blogs, que estou pondo minha viola no saco, vou tirar férias, tchau. Vou-me embora pra Pasárgada/Lá sou amigo do rei/Lá tenho a mulher que eu quero/Na cama que escolherei. Este aviso é válido para todos os blogs. Deixo registrado aqui, o meu reconhecimento e a minha mais profunda gratidão, aos meus inúmeros leitores, e aos companheiros de blogs: Paulo Nunes, Ricardo de Benedictis, Paulo Pires, Ricardinho de Benedictis, Davi Lima Araújo, Gildásio Amorim Fernandes,  e aos comentaristas de meus insossos escritos: Joseph, JDean, Julito, Eng. W. Anunciação, Emma Süriel, RGS, Luciano Ferraz, Alberto Marlon, Fatinha Mussato, Simone Santos Silva, Sol, Yi Dimitt, Luciene, Macom Rekus, buKmacher,  Simone Santos Silva, Sol, Yi Dimitt, Luciene, buKmacher, Roni Bayles, Elva Ahmed, ZaKlady buKmachskie, Lindaci e o Décio.

Edimilson Santos Silva Movér

 

VAMOS AO ENSAIO:

Aqui não trato do inconsciente coletivo de Carl Gustav Jung (1875-1961), nem de nada com referência as ideias de Freud com respeito ao “Ser”. Trato somente do “anaconsciente” coletivo restrito, que, segundo minha proposição, nada mais é do que o pensamento humano direcionado para soluções de questões específicas. Criei este neologismo para diferençá-lo do inconsciente coletivo de Jung. Chamo-o de “anaconsciente” coletivo restrito porque somente um restrito número de pessoas especiais tomam coletivamente conhecimento dele, de forma inconsciente. Tal qual o inconsciente coletivo de Jung, ninguém o percebe. O “anaconsciente” coletivo restrito, também ninguém o percebe, mas todos fazem parte e tomam conhecimento dele inconscientemente. O “anaconsciente” coletivo restrito é uma função comum e está ao alcance de toda a humanidade. Embora seja coletivo, o seu conhecimento é “restrito” à mentes específicas afetas às áreas especificas do conhecimento humano. A base desse argumento é que toda pergunta traz, implicitamente, em si, sua própria resposta, ou seja, toda questão é formulada em torno do “engendramento” da solução desta mesma questão.

Numa carta dirigida a um amigo, expus o seguinte ponto de vista: Nossas vidas sempre serão influenciadas por outros “Seres”, sendo a vida no planeta um só organismo, o desenvolvimento ou a ação da mente de um único “Ser” afeta de forma insofismável, incognoscível e incompreensível toda a humanidade. Quer um exemplo bem singelo? Sempre utilizaste os grampeadores de papel, sem nunca te preocupares com a mente que idealizou este simples instrumento que tanto nos é útil, viu? Uma ideia de outra mente modificou teus atos por toda tua existência, e tu nunca paraste para analisar o raciocínio desta outra mente que tanto te afetou! Este é um exemplo bem simples, mas o existir de toda a humanidade sempre será afetado pela mente de outros seres humanos. A ação de várias mentes resulta em mais potência mental, é o que os americanos chamam de “Master Mind”. De forma subliminar, a humanidade possui uma única mente, e isto, eu sei, é de difícil compreensão. Vou te dar um exemplo melhor. Imagine a mente humana como uma pequena estação de rádio que emite micro-ondas “especiais” que, diferentemente das microondas normais, tenham o poder de cobrir todo o globo. Antes do advento do celular, isto seria muito difícil de compreender ou imaginar, mas é isso que nossas mentes são, pequenas emissoras de rádio que cobrem todo o planeta. Tu já notaste com que frequência os inventos são “imaginados” por pessoas distintas e em épocas bem próximas e em locais distintos? A maioria das invenções são disputadas por várias pessoas! Veja o exemplo de Newton e Liebniz, que, em países distantes, inventaram o cálculo integral e diferencial simultaneamente. Ou o caso dos irmãos Wright e Santos Dumont, que, tendo a ideia de, ao mais pesado que o ar aplicar o ângulos de ataque nas asas, foi unicamente estes ângulos que fizeram seus inventos funcionarem e darem certo, e nada mais. E não se pode saber qual dos inventores teve a ideia original, de aplicar tais ângulos! Entendeu? Alguém teve a idéia! Mas quem a pôs em prática foi quem, num momento dado e no momento propício, estava com as ferramentas adequadas para pôr tal ideia em prática.  Nos abismos do “anaconsciente” coletivo restrito dos Seres sencientes, existe uma infindável procissão de respostas numa marcha impressionante, prontas para saltar em cima de nossas perquirições. A mente ou as mentes geradoras das questões, comumente, desconhecem suas soluções. A única dificuldade para obterem-se as respostas corretas é justamente a forma utilizada na elaboração das questões que deverão ser sempre consistentes, já contendo, assim, cada qual, sua solução (conjuntamente engendrada ou elaborada). No Universo da evolução do conhecimento humano, todas as dúvidas pertinentes às soluções de questões serão sempre compostas de perguntas e respostas, questões e soluções, ambas elaboradas simultaneamente, pois só é possível elaborar uma questão consistente se esta questão por si mesma contiver uma solução consistente.

Tudo obedece à primeira lei da evolução do Cosmos. Tudo no Cosmos, incluindo, aí, o nosso existir, obedece sistematicamente ao princípio da não exclusão dos opostos. Não se faz nenhuma pergunta sem que se elabore conjuntamente sua resposta; da mesma forma, é impossível pensar numa solução ou resposta sem que seja feita ou proposta com antecedência uma questão ou uma pergunta, ou seja, sem que esta solução ou resposta contenha a priori todas as qualificações da questão ou da pergunta. Isto quer dizer que as duas entidades são não excludentes, isto é, nenhuma das duas pode existir isoladamente. Mesmo ao pressupormos um questionamento aleatório, criamos também aleatoriamente e automaticamente sua solução. A real dificuldade é encontrarmos o caminho para chegar a esta solução (partindo desta perquirição até o âmago da solução), já contida nesta mesma perquirição. Geralmente o “anaconsciente” coletivo restrito propaga as inquirições aos múltiplos setores de recepção ou “mentes”, (no momento em questão e apreço), todas afetas às atividades concernentes a estes mesmos assuntos, que, por sua vez, são pertinentes a estas perquirições! Daí, ser comum a descoberta de várias respostas simultâneas às questões formuladas por mentes de “Seres” distintos, estando normalmente afastados entre si, no entanto, todos, com suas mentes ligadas aos mesmos assuntos. Assim, físicos, químicos, astrônomos, matemáticos, geólogos, mecânicos etc, principalmente inventores, cada qual em sua área, elaboram perguntas específicas e, no Universo de cada mente, as respostas percorrem todo o planeta, obviamente na linguagem universal do pensamento, que resulta ou nos leva ao entendimento fenomênico da questão, independentemente da língua em que ela foi formulada. E esta linguagem obviamente não é a linguagem das palavras, tratando-se sempre da linguagem do entendimento do fenômeno. Tratando sempre do “phainómenon”, utilizado por Platão no Crátilo e que nos remete à sublimidade do pensamento expresso em palavras, em ideias, ambas coisas abstratas, mas referentes a coisas concretas, fenomênicas “acontecentes”. Mas nunca referentes ao “nooúmena” de Kant, que, por si próprio, é um objeto incognoscível e não sensível, portanto, oposto ao objeto fenomênico.  Ora, se as respostas já estão prontas e se as mentes se interconectam, conforme a semiótica de Sanders Peirce, a Física quântica e a psicologia, ciências preconizam que mentes distintas podem chegar a resultados semelhantes em lugares distantes e em tempos distintos, só há uma condição ou parâmetro a ser observado: para perguntas consistentes, respostas consistentes; para perguntas inconsistentes, respostas inconsistentes… É por isso que se afirma que cada questionamento traz em si a metade de sua solução. (Havendo, no entanto, algo a ser considerado! Para as perquirições de ordem abstratas, como as dúvidas filosóficas, não haverá respostas correspondentes, pois todas as ilações filosóficas serão sempre perguntas ou proposições inconsistentes! Podemos mesmo considerá-las abstrações mentais irreais, nunca coisas sensíveis, ou demonstráveis como as abstrações matemáticas).

Não consegui uma explicação para este fato, talvez a resposta esteja na profunda discordância das proposições dos filósofos. A comprovação dessa assertiva é a história da própria filosofia, que é eivada de contradições, não havendo em toda a história da filosofia, dois filósofos inteiramente concordes. Talvez a única exceção seja a apologia dos filósofos nossos contemporâneos Jean-Paul Sartre (1905-1980), Martin Heidegger (1889-1976) e Merleau-Ponty (1908-1961) com suas apologias à filosofia fenomenológica e existencialista do alemão Edmund Husserl (1859-1938) sendo esta apologia parcial ao todo da filosofia husserliana. No desenvolvimento da humanidade, em especial na descoberta de fatos “ditos” científicos, incluindo aqui a matemática, embora seja uma ciência abstrata suas proposições são sempre consistentes, nas pesquisas quânticas de qualquer magnitude, é comum a coincidência das proposições relacionais entre a mente e a pesquisa quântica, a que Carl G. Jung (psicologia) e A. Einstein (física) estudaram conjuntamente e denominaram de “sincronicidade”. A ciência por excelência (a dos signos e da lógica), denominada Semiótica, de Charles Sanders Pearce, a reconhece como a “conectividade” entre as mentes, que, ao interagirem entre si, unem os dois mundos (micro e macro), fazendo com que as mentes interajam diretamente com a matéria, – já foi exaustivamente comprovada a interferência da mente humana nos experimentos quânticos – unindo de maneira inquestionável as mentes à matéria e, obviamente, ao Universo. É o reconhecimento definitivo da unicidade do Cosmos e principalmente o reconhecimento da teoria sistêmica de Karl Ludwig von Bertalanffy (1901-1972), que dá suporte ao  holismo univérsico, e isto, principalmente, com referência ao  nosso existir dentro do Cosmos.

Todo o Cosmos é integralmente holístico. Em 1932 ocorreu uma descoberta no campo da astrofísica que explica de forma absoluta e insofismável o porquê da unicidade e do holismo do Cosmos. Edwin Powell Hubble (1889-1953), descobrindo que as galáxias estavam se afastando umas das outras, demonstrou que o Universo todo estava em expansão. Considerando que esta expansão num momento dado teve um início e que, neste início, todo o Universo esteve concentrado num ponto infinitesimal menor que um núcleo de um átomo, disto, pode-se deduzir que o Universo nesta condição era um Universo uno, não havia plural, estando o Universo num estado de singularidade, origem da unicidade e do holismo do Bertalanffy no nosso Universo atual.  Donde podemos deduzir que tudo no mundo é uno, inclusive o “anaconsciente” coletivo restrito moveriano e o inconsciente coletivo jungiano. Justifico e adoto uma neologia para o termo “inconsciente” coletivo, criando o termo “anaconsciente” coletivo, como um necessário diferenciador do termo criado e usado por Jung. Eles são iguais, mas são necessariamente distintos em suas essências. O inconsciente coletivo de Jung é atributo de todos e remonta (em ato), do presente ao passado; é memória. O anaconsciente coletivo restrito de Movér é atributo de poucos e remonta (em ato) do presente ao futuro; é dinâmica, é realização, cria o futuro, é desenvolvimento, é a evolução do conhecimento humano… E tem origem no mais remoto passado do homem. Um homem no passado inventou a agulha para junção ou costura dos pedaços do seu vestuário de couro, no entanto ele inventou a agulha sem o furo, inventou antes um estilete para furar a peça do vestuário, a linha era enfiada ou passada pelo furo com o auxilio dos dedos, depois alguém teve o vislumbre o “insight” de fazer o furo na outra extremidade do estilete, que então se tornou realmente uma agulha, e provavelmente quem teve a idéia de fazer o furo, necessariamente não foi o Ser que primeiramente fez este furo na agulha. Alguém teve a ideia, mas quem fez o furo foi quem captou, através do anaconsciente coletivo restrito, a ideia de fazer o furo. As invenções são mais frutos da necessidade que dinamiza a criatividade humana. Quando algo se torna necessário, um grande número de seres pensa naquela necessidade; quando alguém mentalmente resolve o problema, nem sempre este alguém é um inventor, pois a ideia já fora distribuída por todo o planeta, via anaconsciente coletivo restrito, e uma ou várias pessoas a captam transformando-a no invento necessário… Quem registra o invento é tido como o inventor, mas a ideia original nem sempre é do dono da patente. Admitindo-se a proposição do anaconsciente coletivo restrito, a humanidade de forma global é a responsável pela evolução do seu conhecimento, e não somente alguns Seres específicos! Assim somos todos partícipes e responsáveis pelo desenvolvimento da nossa episteme.

E assim, caminha e se desenvolve a humanidade…

 

O ser humano não terminou sua evolução. É um ser incompleto e em desenvolvimento e que tem a possibilidade de formar um centro interno de energia… Tal coisa ocorrerá de acordo com o tipo de vida que leve. Conforme os atos realizados sejam coerentes, irá se estruturando um sistema de forças centrípetas a que chamamos “espírito”. Conforme os atos sejam contraditórios e incoerentes, o sistema será centrífugo e, portanto, não terá nascido o espírito ou terá uma conformação elementar sem desenvolvimento. 

Por Silo, no livro “O Olhar Interior”

 

Vitória da Conquista, 15 de março de 2008.

Ensaio revisado e atualizado em novembro de 2010

Edimilson Santos Silva Movér

Gaspari: ‘Cabral e Dilma culparam os outros e o povo’

Ricardo Moraes/Reuters

 

Nos desastres em que os fenômenos naturais misturam-se à inatural omissão humana, muita gente se salvará quando for adotada uma providência simples.

 

Consiste em incluir nos avisos funerários e nos rodapés das lápides os nomes dos gestores públicos (municipais, estaduais e federais) que governaram a catátrofe.

 

Nas pegadas do flagelo do Rio, a expressão mais ouvida foi a de que se estava diante de um morticínio tonificado por “omissões históricas”.

 

Exagerando-se na tática do retrovisor, pode-se chegar a Pedro Alvares Cabral. Na coluna que leva às páginas deste domingo (16), inclusive as da Folha, o repórter Elio Gaspari sugere um atalho à rota das caravelas:

 

“Sérgio Cabral e Dilma Rousseff poderiam atender ao pedido que Carlos Lyra e Vinicius de Moraes encaminharam a Xangô: ‘Pôr pra trabalhar gente que nunca trabalhou’.”

 

Abaixo, três pedaços –um grande e dois menores— extraídas da torta servida por Gaspari:

 

 

 

“No ano passado, quando as chuvas provocaram a morte de 148 pessoas em Angra dos Reis e na Ilha Grande, o governador Sérgio Cabral estava em sua casa de Mangaratiba, a pouco mais de uma hora da cena das tragédias, e levou mais de um dia para dar o ar de sua graça. Veio com uma lição:
‘Eu não faço demagogia. Houve um tempo em que governador aparecia ao lado de traficante, como se ele fosse o John Wayne. Aqui, estavam dois secretários da área. Quem deve vir são as autoridades públicas que podem de fato dar solução e comando ao problema’.
Como dizia John Wayne, ‘o amanhã é a coisa mais importante da vida’. A conta de 2010 fechou com 316 mortos, passou-se um ano, e as chuvas voltaram. Desta vez, Sérgio Cabral não estava em Mangaratiba, mas no exterior.
Quando desembarcou no Rio, já haviam sido contados mais de 300 corpos por conta de temporais que começaram dois dias antes. (Os mortos passaram de 500.)
Ao chegar, Cabral contrariou sua lição de 2010 e visitou as áreas afetadas. Foi acompanhado pela doutora Dilma Rousseff, que ensinou: ‘A moradia em área de risco no Brasil é a regra, não é a exceção’.
Falta explicar por qual critério Dilma e Cabral definem ‘áreas de risco’. O centro de Friburgo? A cidade de Areal? Bairros urbanizados onde viviam pessoas que pagam IPTU?

 

Em 2010, a explicação demofóbica para a morte de mais de 30 pessoas no morro do Bumba, em Niterói, sustentou que a patuleia estava em cima do que fora um lixão. Estava, com a permissão da prefeitura, e ninguém foi responsabilizado.
A essa explicação, somou-se a do catastrofismo ambiental. Para quem gosta de falar em calamidades climáticas, vale lembrar que, na Austrália, onde choveu mais do que no Rio, os mortos foram 25 e há dezenas de desaparecidos.
Como no ano passado, os governantes anunciaram esmolas para já e planos para amanhã. Daqui até janeiro do ano que vem, Sérgio Cabral e Dilma Rousseff poderiam atender ao pedido que Carlos Lyra e Vinicius de Moraes encaminharam a Xangô: ‘Pôr pra trabalhar gente que nunca trabalhou’.

 

– Área de risco: Na quarta-feira, reunido com sua equipe em Brasília, o secretário nacional de Defesa Civil, doutor Humberto Viana, informou que uma das prioridades de seu mandarinato será a construção da sede própria para a repartição. Àquela hora havia mais de dez mil pessoas desabrigadas no Rio. Na linha da doutora Dilma, pode-se dizer que Secretaria de Defesa Civil é uma área de risco na administração federal.

– Dia D: Um consolo para o governador Sérgio Cabral, com seu pendor pelas analogias militares. No dia do desembarque aliado na Normandia (6 de junho de 1944), o marechal Rommel, comandante das fortificações alemãs na costa da França, estava na Alemanha. Viajara para comemorar os 50 anos de sua

Bahia estreia contra o Serrano fora de casa

 Nos treinos, Souza mostrou bom rendimento. Neste domingo, é o primeiro teste de verdade Nos treinos, Souza mostrou bom rendimento. Neste domingo, é o primeiro teste de verdade Não é apenas o torcedor tricolor que aguarda ansioso a estreia do Esquadrão de Aço diante do Serrano, neste domingo, às 16 horas, no Lomantão, pelo Baianão 2011. Aos 28 anos, o atacante Souza irá debutar no estadual. A competição é tida por ele como a grande oportunidade de dar fim a um incômodo jejum de gols. Isto porque, desde o dia 16 de maio de 2010 (na derrota por 2 a 1 para o Grêmio), o jogador, que ainda atuava com as cores do Corinthians, não balança as redes adversárias. Uma fase, por sinal, que Souza prefere esquecer. Contratado pelo Timão, em 2009, ele defendeu o clube paulista por duas temporadas. O saldo ficou muito aquém do esperado. Em 72 jogos, fez apenas 13 gols. Em 2010, marcou 4. Pouco, para um atacante de referência. No entanto, defendendo o manto azul, vermelho e branco, Souza espera ter melhor sorte. Contudo, faz questão de alertar que não promete gols. “Estou muito ansioso para começar a jogar pelo Bahia. Os gols saem naturalmente. Não me preocupo. Espero sim, começar a caminhada rumo a mais um título estadual”, disse, o atacante que já neste quesito, brilha. São nada menos que seis troféus: Carioca (2003,2007 e 2008), Gaúcho (2005), Goiano (2006) e Paulista (2009). Sobre o adversário deste domingo, o caçula Serrano, Souza não nega: desconhece o rival. Porém, prega respeito. ”Infelizmente não os conheço, mas sei que contra o Bahia virão com tudo. É ficar alerta e fazer nossa parte”, afirma. Cautela – De volta à elite estadual, o Serrano fará contra o Bahia seu primeiro teste de fogo no torneio. Nada que assuste o experiente técnico Elias Borges. Durante a semana, o treinador deu o recado aos seus comandados. Além de pregar cautela, repetiu por diversas vezes jogadas que podem surpreender o adversário deste domingo, no Estádio Lomantão. A torcida local, que vai sendo reconquistada aos poucos, é outro trunfo para o carismático treinador. Serrano x Bahia Serrano – André; Bianchini, Williams, Jackson e Giovane; Renilton, Joerlan, Bill e Cleyton; Pena e Rubens. Técnico: Elias Borges. Bahia – Tiago; Lucas, Nen, Titi e Ávne; Jataí, Boquita, Hélder e Bruno Paulo; Jael e Souza. Técnico: Rogério Lourenço André. Local: Estádio Municipal Lomanto Júnior (Lomantão), às 16 horas. Árbitro: Diego Pombo Lopes. Assistentes: Adson Márcio Lopes Leal e Elicarlos Franco de Oliveira.

Pesquisa e cooperação reduzem gasto com material escolar até 38%

Donaldson Gomes l A TARDE

Fernando Amorim/Agência A TARDE

Rejane Paranhos,publicitária: “O comporta- mento de todos, antes, era pagar a taxa à escola”

Rejane Paranhos,publicitária: “O comporta- mento de todos, antes, era pagar a taxa à escola”

Quando o assunto é a compra de material escolar, deve-se acrescentar um importante ingrediente à bem-sucedida receita “pesquise e pague à vista”. Negociação nas compras coletivas pode render descontos médios de 15% em algumas papelarias de Salvador. Mas há casos em que pais foram às compras, após uma boa pesquisa de preço –  com o dinheiro para pagamento à vista e disposição para negociação coletiva – e  voltaram para casa  com uma economia acumulada de 38%, em relação à taxa de material cobrada pela escola.

Por comodidade ou falta de tempo, tem gente que acaba optando por simplesmente pagar a taxa de material escolar proposta pela instituição de ensino. O que não significa necessariamente pagar mais caro, ressalte-se. Em alguns casos, a escola repassa à taxa cobrada os descontos que os fornecedores concedem. Mas, se os pais não se derem ao trabalho de fazer comparações, antes de decidir, ficam à mercê da sorte. Com  possibilidade, também, de pagar mais caro.

A pesquisa de preços foi o primeiro passo dado pelo grupo de pais do qual participa a publicitária Rejane Paranhos, 32 anos. “Achamos ‘salgada’ a taxa de matrícula proposta pela escola”, disse, lembrando do que a ajudou a decidir pela pesquisa. A escola oferecia os materiais por uma taxa de R$ 500 até o dia 10 de dezembro. Depois disso, o valor passaria a R$ 570. Rejane aproveitou um período de licença e fez cotação do preço dos produtos em diversas papelarias. “Descobrimos duas com preços mais em conta”, diz. Compraram em quantidade e à vista. O resultado foi  38% de economia, em relação à taxa proposta pela instituição de ensino.

O grupo de pais tomou gosto pela cooperação. “Já decidimos que, quando chegar a hora de escolher um local para a alfabetização de nossos filhos, vamos escolher juntos”, conta Rejane, mãe de uma menina de 4 anos, que este ano vai ingressar no nível cinco. “O comportamento de todos, antes, era pagar a taxa à escola, pela comodidade da situação”, diz.

Segundo o diretor comercial da Ômega Papelaria, Carlos Onofre Correa, não é necessário grande esforço para conquistar bons descontos. Em compras acima de R$ 200, a empresa já oferece descontos de 10%, podendo chegar aos 20% se o valor passar dos R$ 10 mil. “Mas ainda é difícil ver pais comprando em grupos”, diz Correa.

Como comprar o material escolar

Planejamento – Antes de ir às compras, é importante fazer um planejamento, em que esteja definido um limite máximo de gastos

Pesquisa – A lista e a taxa propostas pela escola devem funcionar como ponto de partida para a comparação de preços

Pagamento – As compras à vista podem garantir descontos de até 10% em diversos estabelecimentos

Itens proibidos – As escolas não podem exigir dos pais que comprem  materiais que serão de uso coletivo, como produtos de limpeza e cartuchos de impressoras

Planilha – Os pais têm o direito de receber uma planilha de atividades, para acompanhar se os materiais propostos serão utilizados

ACADEMIA DO PAPO

                                                                       

                                                                                                                                                                                                      Paulo Pires

Movimentos sociais pedem permanência de Cézar Lisboa a frente da Serin

O professor licenciado da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Cézar Lisboa, parece que está com prestígio com os movimentos sociais ligados ao PT (centrais sindicais, entidades de defesa da Agricultura Familiar e da luta pela reforma urbana, além de instituições juvenis). Isso porque esses grupos solicitaram, junto ao governador reeleito do estado, Jaques Wagner (PT), a permanência de Lisboa a frente da Secretaria de Relações Institucionais (Serin) através de uma carta aberta que será divulgada durante a Festa ao Senhor do Bonfim.

De acordo com fontes ligadas à Serin, o partido deverá ser cauteloso ao realizar a troca, pois a saída de Lisboa poderia causar ruídos e estremecer o diálogo entre os segmentos e o governo. Segundo as informações, durante a festa, os manifestantes procurarão adesões ao documento.

Durante os seus comentários diários no programa Resenha Geral, o apresentador Herzem Gusmão tem destacado a postura séria e elegante de Lisboa, que combina com o perfil do governador Jaques Wagner.

Falta de planejamento fez chuva no Brasil matar mais que na Austrália, diz especialista da ONU

BBC

Subsecretária para Redução de Desastres aponta para falta de planos de emergência eficazes para lidar com enchentes no Brasil.

Da BBC

A falta de “comunicação” e de um plano de emergência fez com que as fortes chuvas na Região Serrana do Rio resultassem em uma tragédia maior do que a ocorrida no estado de Queensland, na Austrália, também submersa recentemente pelas águas. A opinião é de Margareta Wahlström, subsecretária-geral da ONU para a Redução de Riscos de Desastres.

“Por causa da ocorrência de ciclones, a Austrália já tinha começado a se preparar para o imprevisível. As autoridades sabem como evacuar as áreas, e a população escuta as orientações pelo rádio”, explicou à BBC Brasil.

No país da Oceania, inundações em três quartos do estado de Queensland haviam provocado pelo menos 13 mortes até a última quarta-feira. Na serra fluminense, o saldo de mortos já passa de 500.

Para Wahlström, o Brasil poderia ter evitado mortes se tivesse planos de emergência eficazes. Ela cita como exemplo iniciativas de outros países em desenvolvimento, como a Indonésia, que, “apesar de ser uma nação pobre, tem planos de evacuação diante de ameaças de terremoto e de erupção de vulcão, por exemplo”.

“São iniciativas que salvam vidas”, diz ela.

Monitorar as áreas de risco e montar um sistema de alerta – com a designação de um líder para orientar a população e a criação de abrigos pré-definidos para receber moradores – são medidas consideradas básicas por Wahlström para evitar mortes como as ocorridas em Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo.

“As pessoas precisam saber para onde ir e como ir, qual seria o caminho mais seguro. Uma solução comum são centros comunitários preparados para receber a população”, afirmou à BBC Brasil.

Wahlström tem mais de 25 anos de experiência em gestão de catástrofes e coordenou, pelas Nações Unidas, a assistência às comunidades atingidas pelo tsunami de 2004 na Ásia. Em 2010, viu de perto no Rio de Janeiro as consequências da chuva no início do ano. No mês passado, esteve em Queensland, no local que está sendo assolado pelas enchentes.

“No Brasil, ainda há muito a ser feito em termos de planejamento urbano. Os governos têm que trabalhar com a população e realmente proibir construções em áreas de risco. Muitas regulamentações existem, o problema é que nem sempre são cumpridas”, disse a subsubsecretária-geral da ONU para a Redução de Riscos de Desastres.

Segundo Wahlström, os desastres naturais nos últimos dez anos provocaram prejuízos de quase US$ 1 trilhão na economia global. São perdas que poderiam ser em grande parte evitadas. Um estudo citado pela representante da ONU aponta que, para cada US$ 1 investido em prevenção, é possível economizar pelo menos US$ 7 em resgates e reconstrução.

“Não é necessário sofrer assim. Há uma escolha (a ser feita), e a escolha é planejar. O número de desastres vai continuar crescendo, e todo investimento em planejamento é um bom investimento”, opinou.

Região Serrana do Rio amanhece com chuva pelo 3º dia consecutivo

mapa1Previsão é de chuva forte na noite desta sexta e no próximo domingo.
Há possibilidade de chover até 40 mm em Teresópolis e Petrópolis.

Do Bom Dia Rio

Teresópolis Tempo amanheceu encoberto em Teresópolis nesta sexta-feira (14) (Foto: Thamine Leta / G1)

A Região Serrana do Rio amanheceu com chuva pelo terceiro dia consecutivo. Até o início desta manhã, já passava de 500 o número de mortos na região. A previsão é que ainda haja chuva forte nesta sexta-feira (14) e no próximo domingo (16). Há ainda a possibilidade de que chova até 40 mm em Petrópolis e Teresópolis.

Em Teresópolis, já são 1.200 desabrigados e 1.300 desalojados. Mas há locais em que o socorro ainda não chegou. Durante a madrugada, um carregamento de caixões chegou à cidade para enterrar os mais de 220 mortos do município. Muitas famílias têm encontrado dificuldade de sepultar seus parentes porque os cemitérios foram invadidos pela lama. Um Instituto Médico Legal improvisado foi montado ao lado do IML da cidade para reforçar o atendimento às famílias das vítimas.

Maior tragédia do país

Esta já é considerada a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.

No ano passado, de janeiro a abril, o estado do Rio de Janeiro teve 283 mortes, sendo 53 em Angra dos Reis e Ilha Grande, na virada do ano, 166 em Niterói, onde se localizava o Morro do Bumba, e 64 no Rio e outras cidades atingidas por temporais em abril. Em SP, durante o primeiro trimestte de 2010, quando a chuva destruiu São Luiz do Paraitinga e prejudicou outras 107 cidades, houve 78 mortes. Os números da Região Serrana do RJ superam ainda os de 2008 em Santa Catarina, com 135 mortes. Relembre outras tragédias.

A tragédia causada pela chuva já deixou 414 famílias desabrigadas em Nova Friburgo. Segundo o coordenador da Defesa Civil do município, coronel Roberto Robadey, os moradores foram levados para seis abrigos da prefeitura. Já a prefeitura de Teresópolis designou dois abrigos: o Ginásio Pedrão, no Centro de Teresópolis, com capacidade para 800 pessoas, e um galpão no Bairro Meudon, onde podem ser alojadas 400 pessoas.

A infraestrutura da região foi atingida com severidade. Houve falta de luz, telefone e transporte nas três cidades. Bairros inteiros ficaram isolados e só na noite de quarta-feira (12) equipes de resgate começaram a dar conta da catástrofe em algumas das áreas mais atingidas. Em um desses esforços, foi resgatado com vida, sem arranhões, um bebê de seis meses de idade em Friburgo.

Oitocentos homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros tentam localizar desaparecidos em Teresópolis. O secretário do Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, classificou a chuva como a “maior catástrofe da história de Teresópolis“. “Não foi possível escolher o que ia cair. Casa de rico, casa de pobre. Tudo foi destruído”, disse a empregada doméstica de 27 anos, Fernanda Carvalho.

De acordo com especialistas, a explicação para a repetição de tragédias no RJ é a falta de controle e planejamento no crescimento das cidades.  O relevo das cidades serranas funciona como uma barreira que impede a passagem das nuvens. Concentradas, elas provocam muita chuva numa única área.  A parte alta das montanhas é um terreno muito inclinado e a vegetação cresce sobre uma camada fina de terra. A água da chuva vai penetrando no solo, que fica encharcado e se descola da pedra. O volume de terra desce como uma grande avalanche, devastando o que encontra pela frente.