A Gente diz

Oi esclarece falha na telefonia fixa nesta quinta

Na manhã de hoje (20) novamente os serviços de telefonia fixa da Oi funcionaram parcialmente em Conquista. Segundo a Assessoria de Imprensa da Companhia, a falha ocorreu por conta de um circuito em uma central telefônica da empresa. O incidente afetou temporariamente o serviço de telefonia fixa para os clientes Oi de Vitória da Conquista.

Ainda segundo a Oi, prontamente, a empresa enviou equipes técnicas ao local para sanar os problemas. Os serviços já foram normalizados nesta mesma manhã. A empresa comunica que os casos pontuais devem ser informados pelo 103 31.

A Oi ainda reforça a falha ocorrida hoje não tem relação com as questões decorrentes do incêndio do último dia 21 de dezembro.

Pais de 3 filhos descobrem que são irmãos- BA

 

 


Foto: Reprodução / SBT

Alexander e Michele têm três filhos juntos

Unidos há 13 anos, o casal Alexander e Michele, moradores do município de Barro Preto, no sul da Bahia, tinham uma suspeita que os atormentava: se eram ou não filhos do mesmo pai. No município de pouco mais de 6 mil habitantes, as histórias de ambos convergiam. Ambos desconheciam a identidade do pai, mas havia um suspeito em comum. O ex-radialista Nilson Rocha. Para acabar com o mistério, Alexander e Michele, pais de três filhos, resolveram recorrer ao Programa do Ratinho, do SBT. Foi ao vivo, em rede nacional, que nesta terça-feira (18) os lomantenses descobriram ser irmãos, filho do mesmo pai, através de um exame de DNA. A atração registrou um recorde de audiência para o programa, comandado pelo polêmico Carlos Massa, o Ratinho. Segundo índices do Ibope na Grande SP, a atração registrou média de 7,4 pontos e pico de 13, contra 11 da Record e 33 da Globo.

Nova presidente do Inep defende duas aplicações do Enem ao ano

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Agora Malvina Tuttman passa a ser não apenas apoiadora do projeto, mas a principal responsável por ele.

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Redação CORREIO

Malvina Tuttman, reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), sempre foi uma defensora do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Agora passa a ser não apenas apoiadora do projeto, mas a principal responsável por ele.

Malvina Tuttman assumiu nesta semana a presidência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), cargo até então ocupado por Joaquim Soares Neto. Ele ficou um ano à frente do órgão e sofreu duras críticas no ano passado depois dos erros na aplicação da prova. Não foi o primeiro a sair do Inep por causa do Enem: em 2009, Reynaldo Fernandes deixou a presidência do instituto após o roubo da prova. O exame teve que ser cancelado e reaplicado dois meses depois.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, Malvina ressaltou que o Enem não é a única política do Inep e que as outras ações merecem igual atenção. No ano passado, a divulgação de algumas pesquisas e  indicadores educacionais ficaram atrasadas em meio aos problemas da prova. Ela defende que o Enem seja aplicado mais de uma vez por ano e aposta no caráter democrático do acesso ao ensino superior. “As mudanças requerem coragem para enfrentar os desafios e todas vêm com um ônus e um bônus”, afirmou.

Quando assumiu a presidência do Inep, Joaquim Soares Neto disse que sua prioridade era o Enem. Essa também é sua maior preocupação?
O Enem faz parte de um conjunto de importantes realizações do Inep, sem dúvida alguma. Mas temos outras ações fundamentais que não podem ser colocadas em segundo plano. O Enem é mais uma ação entre todas que contribuem para a formulação dos indicadores que serão o aporte para as políticas públicas educacionais. É preciso perceber o Inep como um todo e não como ações isoladas, mesmo que  elas sejam importantíssimas. O Enem assumiu vários significados e precisa ter um cuidado especial, mas não é a única ação do Inep.

O ministro Fernando Haddad diz, desde o ano passado, que o Enem deveria ser aplicado duas vezes ao ano. Já existe uma decisão sobre isso para 2011?
Não existe decisão, mas estudos. Eu mesma sempre defendi a multiplicidade de possibilidades que temos que dar aos jovens. O Enem tem que ser um instrumento democrático de acesso à universidade. Quanto mais possibilidades de aplicar for possível, melhor.

Mas os estudos indicam que é possível fazer duas edições em 2011?
Não há nenhuma definição. Eu estou assumindo o Inep exatamente hoje [ontem, quarta-feira], mas estamos estudando todas as possibilidades. O Enem começou sendo utilizado como instrumento de acesso por poucas universidades e, em um segundo momento, outras aderiram ao projeto. É preciso sempre acompanhar esse desenvolvimento, mas com pés muito firmes. Devemos ter em mente o que desejamos alcançar – e certamente se deseja mais momento de aplicação – mas temos que verificar as possibilidades para que isso seja feito com muita seriedade.

Em função dos problemas ocorridos nas edições passadas, o projeto de substituir os vestibulares tradicionais pelo Enem foi alvo de muitas críticas. Na sua opinião, o Enem está consolidado? É um caminho sem volta?
Eu considero que sim, porque ele quebra paradigmas de acesso à universidade. O Enem é um ganho importante para todos aqueles que desejam ingressar numa instituição de ensino superior, ele democratiza de fato esse acesso. Não é um único instrumento de democratização, mas ele quebra uma corrente que percebia o ingresso de outra forma. Junto com outros instrumentos e apoiado por uma política de acesso e permanência, certamente ele é um avanço importante para o país. Agora, precisa ser acompanhado, é preciso ver quais foram os avanços e também as fragilidades para cada vez aperfeiçoar mais. As mudanças requerem coragem para enfrentar os desafios e todas vêm com um ônus e um bônus. Os ônus acontecem, mas serão tratados com a devida seriedade. E as fragilidades, se existirem, serão corrigidas. As informações são da Agência Brasil.

(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

J’ACCUSE !!!

(Eu acuso !)

 

 

 

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)

Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (…) (Émile Zola)

 

 

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que… estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

 

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

 

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de  convivência supostamente democrática.

 

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando…

 

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

 

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente…

 

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

 

Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

 

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

 

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

 

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

 

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

 

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

 

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

 

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

 

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

 

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

 

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e  do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

 

EU ACUSO os  “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito;

 

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

 

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição;

 

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

 

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

 

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

 

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

 

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”

 

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

 Escrito pelo ex-professor do Instituto Metodista Izabela Hendrix, ao qual o autor solicita divulgação livre e sem moderação.

 

 

Postado no blog de Igor Pantuzza Wildmann /Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

Sisu ultrapassa a marca de 1 milhão de inscritos

 

 

Até as 18h de hoje (18), o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) registrou cerca de 1 milhão de inscritos. O número representa quase um terço do total de candidatos que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010: 3,3 milhões de estudantes.

O bacharelado em ciência e tecnologia do curso de medicina da Universidade Federal do ABC (UFABC) foi o mais procurado pelos estudantes até as 15h de hoje, com 9.384 inscrições para 1,5 mil vagas disponíveis. O segundo curso com maior número de inscritos foi o de medicina da Universidade Federal do Ceará (UFCE), com 8.706 candidatos disputando 300 vagas. O mesmo curso nas universidade federais do Rio de Janeiro (UFRJ) e de Pelotas (UFPel) aparecem em terceiro e quarto lugares na lista dos mais procurados.

 

Criada pelo MEC no ano passado, o Sisu unifica a oferta de vagas em instituições públicas de ensino superior. Nesta edição, são 83.125 vagas em 83 escolas. As inscrições começaram ontem e foram prorrogadas até quinta-feira (20). Os estudantes relataram problemas de acesso à página de inscrição do Sisu na internet, que estava sobrecarregada em função do grande número de acessos. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), hoje não foram registrados problemas no sistema.

Ontem (17) à noite, após manutenção dos equipamentos do sistema, os alunos que acessaram o Sisu se depararam com páginas de inscrição de outros candidatos. Mas o MEC negou que tivesse ocorrido “vazamento de dados” e diz que as informações não puderam ser alteradas por outros estudantes nesse período.

Tribuna da Bahia

Centel: Novo secretário garante ao Sinjorba divulgar ocorrências em tempo real

Entidade conseguiu liberação das informações Centel 

Após se reunir na manhã de hoje com a equipe de comunicação da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), o secretário Maurício Teles Barbosa acatou o pedido do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba) para que o site da SSP divulgue as ocorrências policiais em tempo real, “com acréscimos de informações como idade e endereço completo do local onde ocorreu o fato”, informa nota divulgada pela entidade. Segundo o comunicado, também deverão constar registros de incêndios, acidentes de veículos e tentativas de homicídio, que não constavam nos boletins. “Foi destacado um funcionário por plantão, que atenderá pelo telefone 3115-9378, para esclarecer dúvidas surgidas após a leitura das ocorrências”, diz a nota.

O Sinjorba argumentou que as informações divulgadas por meio da Central de Telecomunicações da Polícia (Centel) são a base para o trabalho de profissionais da comunicação que lidam com a área de segurança em jornais, rádios e televisões, “além de constituir em maciço volume do que é veiculado diariamente em blogs e sites do Estado”. A categoria agradece. (José Lopes)

POLÍTICA:Wagner quer evitar que crise gere prejuízo para Salvador

 

 

 

 

Lúcio Távora/Agência A TARDE

Prefeito João Henrique garante pedir nesta quarta no  TRE-BA a sua desfiliação do PMDB

Prefeito João Henrique garante pedir nesta quarta no TRE-BA a sua desfiliação do PMDB

O governador Jaques Wagner (PT) afirmou nesta terça-feira, 18, que não tem interesse  em aprofundar a crise política do prefeito João Henrique (PMDB) e ressaltou que está disposto a buscar a pacificação e evitar um possível impeachment do gestor da capital baiana.

Na entrevista coletiva para anunciar seu novo secretariado, Wagner admitiu sua preocupação com um impeachment do prefeito e confirmou que havia conversado sobre o assunto com o vereador Henrique Carballal (PT), líder da oposição na Câmara de Vereadores, durante a Lavagem do Bonfim, como revelado por A TARDE.

“Perguntei a Carballal se era fato, se estava se trabalhando essa questão (o impeachment). E o que ouvi de resposta é que esse era um cenário, mas que (ele) considerava remoto. Eu vou sempre me preocupar, porque eu defendo a estabilidade institucional da democracia, não tenho o menor interesse em aprofundar nem contribuir para nenhuma crise institucional na capital que eu governo. Ao contrário, o que eu puder fazer para pacificar, porque no fundo quem sofre é o povo de Salvador e a cidade”, afirmou Wagner.

O governador deixou clara sua preocupação com a preparação da cidade para a Copa do Mundo de 2014. “Só temos três anos e meio para preparar tudo isso e portanto não dá pra brincar. O que eu puder contribuir vou contribuir para que a gente tenha uma normalidade institucional e não acho que ajude Salvador qualquer susto nesse aspecto”, ressaltou.

Questionado se o PT poderia abrigar o prefeito João Henrique, agora que ele sairá do seu partido, o PMDB, Wagner disse que a decisão caberia aos diretórios municipal e estadual da legenda. “Mas eu não acho que a vontade dele será se mudar para o PT”, afirmou.

Desfiliação –  O prefeito João Henrique Carneiro (PMDB) só deverá ingressar, nesta quarta, à tarde, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com a ação de “justa causa declaratória” pedindo sua desfiliação do PMDB. João, que nesta terça estava em São Paulo, alegará “grave discriminação pessoal” e “ofensa à honra” para tentar evitar que o PMDB o expulse dos seus quadros partidários.

Na segunda, o PMDB anunciou a suspensão, em medida cautelar, da filiação do prefeito, e instaurou processo ético , abrindo caminho para a sua expulsão. O presidente estadual da legenda, Lúcio Vieira Lima, admitiu, inclusive, requerer o mandato de João Henrique na Justiça Eleitoral, caso o Conselho de Ética do partido decida pela sua desfiliação.

Aguirre Peixoto e Patrícia França l A TARDE

Artigo: JOÃO OU FRANCISCO

 

 

 

ANIVERSÁRIO BRUMADO E ALAB 153[1]

 

Todos o conheciam por João, mas o seu nome de registro era Francisco e por esse nome era conhecido. Só mesmo a família, especialmente, os pais, sabia o verdadeiro nome. Ele se perguntava o porquê da mudança se os nomes eram congêneres; por que o registraram como João e o chamavam de Francisco? Nem mesmo ele compreendia as razões dessa mudança. Todavia, atendia por Francisco e assim se intitulava.

Quando assinava algum documento estranhavam a assinatura e ele brincando dizia: assim os cobradores não me encontram.

 

Bem sucedido em seu comércio, prevendo o futuro dos filhos, comprou um apartamento na capital para colocar os filhos quando em idade de cursar uma faculdade, porquanto na cidade onde residiam, os meninos faziam o curso preparatório com a qualidade desejada.

 

Era hábito dos pais reunirem os familiares, todo o mês, para uma confraternização e rolava um almoço supimpa e bebidas várias, numa verdadeira festa onde se divertiam e consolidavam ainda mais as amizades deles e entre os membros advindos de casamentos recentes e namorados que participavam do evento.

 

Num desses eventos, um sobrinho que morava em Salvador, prestes a se casar, solicitou do tio, cedesse o apartamento até a ida dos meninos estudarem, oportunidade que cuidava do imóvel, já que o apartamento ficava fechado.

 

O tio, solidário, deu ao sobrinho o apartamento para residir, com a condição de entregá-lo quando necessitasse, e se comprometeu além de pagar o condomínio, a conta de luz e do telefone. O proponente se entusiasmou com a benevolência do tio, um presente de casamento inesperado e de grande valia para um começo de vida do casal.

 

Ocorre que, quando precisou do imóvel, avisou ao sobrinho da sua intenção. Para surpresa recebeu uma comunicação da Justiça do Trabalho em nome do casal pedindo uma indenização pelo tempo que tomou conta do apartamento.

Indignado pelo sucedido, apelou para o irmão, pai do rapaz, sua interseção para solução do problema. Não havendo entendimentos, terminou por brigar com o irmão, alegando falta de autoridade deste em relação ao filho.

 

Finalmente a justiça deu ganho de causa ao casal, o que indignou ainda mais a “João”, que ficou inimigo do pai e do filho.

 Por conta disso, deixou de participar das festas em que os indigitados estavam presentes, por considerá-los púnicos.

 

Conclusão: Os interesses pessoais terminam por separar as pessoas que não desconfiam dos seres humanos, por acreditar na sua honestidade.

Um erro de avaliação, porquanto o indivíduo nem sempre é fiel ao que assume e age conforme o seu caráter. Essas pessoas, contudo não merecem créditos.

Nada como um dia após o outro para se conhecer a maldade da personalidade que nos engana como a uma rosa sem espinhos, pagando o justo pelo desonesto.

 Foi o que aconteceu.

 

Antonio Novais Torres

[email protected]

Brumado em 3/1/2011

Comunicado -Familiares comunicam e convida para MISSA DE SÉTIMO DIA ILZA GUSMÃO DE MOURA, QUE ESTARÁ SENDO REZADA NO DIA 20/01, QUINTA-FEIRA, AS 19 HORAS, NA IGREJA NOSSA SENHORA DE GUADALUPE, QUE FICA LOCALIZADA NO CONQUISTA VI (CONHECIDO POPULARMENTE COMO PÉ INCHADO). Segue artigo de autoria de seu sobrinho, Helio da Silva Gusmão Filho, em breve relato histórico de ILZA

 

 foto

 

 

 

Vitória da Conquista, 18 de janeiro de 2011.

 

À UMA MULHER QUE SOUBE VIVER

 

No dia 12 de janeiro p.p.,  no hospital São Vicente, em Vitória da Conquista, veio a óbito tia ILZA GUSMÃO DE MOURA.

Sendo a única mulher entre os quatro filhos dos meus avôs: Geonias e Alzira Gusmão, tia ILZA se tornou uma grande matriarca, destacando-se também no zelo, carinho e educação dos seus três irmãos: Diva, Vevé e Helio (meu pai), além de cuidar dos seus quatros filhos: Antoninho, Humberto, Eduardo e Leonardo, frutos do seu casamento com Cícero Moura, desfeito desde o final dos anos 80, e há alguns atrás acrescentou mais um rebento á família: o jovem IAN, adoção feita de comum acordo entre ela e o seu companheiro William. Tia ILZA foi uma mulher do seu tempo, viveu conforme a vida a fez levar, sólida e demarcada pelo seu carisma e alegria. Vitória da Conquista foi o seu Shangrilá, pois aqui ela aperreou e não a abandonou, nem na morte.

Tia ILZA foi uma das mulheres mais festeira que em Conquista viveu, dentro do seu tempo, o qual durou mais de 70 anos. Além de freqüentar diversas festas pela cidade, ela adorava dar festas em sua casa. As suas festas eram marcadas por três princípios básicos: primeiro pela alegria dela em festejar tudo o que deveria ser festejado, segundo pela alegria dela poder encontrar todos os seus entes queridos, amigos e quem nas suas festas aparecesse e terceiro por ser ela uma mulher que adorava ser feliz e o dançar (o que ela fazia muito bem, inclusive ganhando concursos notórios…) para ela era a forma mais concreta de demonstrar o seu alto astral e o seu prazer de estar bem com a vida e com as pessoas. Quem próximo a ela não se lembra das grandes festas, quase todo o ano, realizadas em sua casa na Rua São Pedro e de como ela acolhia com desenvoltura e alegria a todos e todas que ali apareciam, principalmente as realizadas no período junino?

Tia ILZA ainda foi uma mulher de grande comunicação. Ela trabalhou como sonoplasta, locutora e algumas vezes cantora no Rádio em Conquista, notadamente na Rádio Clube. Tia ILZA ensinou a muitos e a muitas. Ela desde meados dos anos 50, até o final dos anos 80, foi professora de diversas disciplinas, em grandes escolas de Vitória da Conquista, particulares e públicas, sendo sempre ovacionada como uma grande mestra, antenada em produzir um ensino enfocado com a realidade de seus educandos.

Tia ILZA em 2003 se viu acometida do Mal de Parkinson, doença essa que de certo modo sempre a deixava debilitada,mas que em nada diminuiu o seu astral de comunicação, de mãe, de mulher de seu tempo. Alguns de nós até zombávamos do seu Mal de Parkinson, pois a tremedeira, ocasionada pela doença, principalmente em suas mãos, fazia com que alguns de nós afirmássemos à ela que a tremedeira era ocasionada pela grande emoção do seu viver, o qual causou muito tremor em muitas pessoas, seja pela alegria em tê-la conhecido, como, também, conforme o espírito humano, pela inveja em vê-la, mesmo com a doença, sempre disposta a levar a vida em frente, dinamizada pelo grande fervor em mostrar ao próximo que já que Deus nos concebeu o viver, teríamos, mesmo com algumas dificuldades, que vive-la bem, não importando nossas condições sociais, mas viver em paz e com todos e com  todas.

Assim era minha TIA ILZA GUSMÂO DE MOURA.

Ela não mais estar fisicamente entre nós, agora dançando, e fazendo dançar “melhor ainda os anjos”, lá no paraíso  e de lá, com certeza, estará emanando para todos nós: seu irmão Diva (o único que ainda aqui está, beirando os 90 anos), seus filhos, ex-marido, companheiro, sobrinhos, sobrinhas, cunhadas, parentes próximos e distantes, amigos e amigas,uma Luz que será o bálsamo para nós que aqui ficamos.   , 

Que essa comum-união que com certeza, pelo exemplo de tia ILZA, que entre nós deva pairar, faça com que, principalmente na sua cidade Vitória da Conquista, a vida seja vivida sem violência e sem tragédias.

Que tia ILZA sempre rogue por nós, no seu descanso eterno. Amém!

Livre expressar de um sobrinho que tanto a amava e que aqui deixa um pequeno testemunho de quem foi e sempre será Tia ILZA.

Com certeza, todos e todas que com ela conviveram, reforçarão tudo o que aqui expresso.

Fique com Deus tia ILZA GUSMÃO DE MOURA.

Fraternalmente,

Helio da Silva Gusmão Filho – Sobrinho.

Mina de urânio pode transformar Caetité em cidade fantasma

mina

Por André Amaral

Da Radioagência NP

Nos primeiros dias do governo Dilma, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou que pretende aprovar ainda neste ano o projeto para a construção de quatro novas usinas nucleares. Atualmente, o país possui duas usinas, ambas localizadas em Angra dos Reis (RJ).
Essa retomada do programa nuclear vai aumentar a demanda por urânio. No município de Caetité (BA) está localizada a única mina em operação no Brasil. No final de 2010 a Plataforma Dhesca denunciou que a população do município convive com níveis de radiação 100 vezes maiores que a média mundial. A INB (Indústrias Nucleares Brasileiras) negou a contaminação, baseada num estudo encomendado da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
Em entrevista à Radioagência NP, a integrante da Plataforma Dhesca, Cecília Mello, revela as violações de direitos identificadas durante a visita que fez a Caetité. Ela relata o caso de Poços de Caldas, em Minas Gerais, que passou de pólo turístico a cidade fantasma depois da exploração do urânio. Por fim, demonstra preocupação com a futura mina, em Santa Quitéria (CE), que já apresenta irregularidades no licenciamento ambiental.
Leia abaixo a entrevista concedida à Rádio Agência NP.
Radioagência NP: Cecília, o que você constatou na visita a Caetité?
Cecília Mello: O quadro é de temor, angústia, incerteza por parte da população. O relato dos moradores é que está havendo uma incidência de câncer desproporcional. Conversamos com um médico de um hospital da região que se mostrou preocupado com a quantidade de diagnósticos que ele tem feito de neoplasias, de cânceres em pessoas entre 30 e 40 anos.
RNP: Como você analisa o estudo de um pesquisador da Fiocruz que nega qualquer relação entre a exploração de urânio e os casos de câncer?
CM: Como você vai tirar qualquer conclusão, se tem uma base de dados com 1/3 dos óbitos, no mínimo, que você não sabe qual é a causa. O quadro de desinformação é grave. O fato de as pessoas saírem do município para buscar tratamento em Vitória da Conquista, em Salvador ou em São Paulo faz com que a gente não consiga rastrear o que está acontecendo com a saúde da população. Se você tem algum problema e vai para São Paulo, você diz que é morador local para ter atendimento. É preciso ser feito um estudo epidemiológico consistente para acompanhar os riscos que a população está submetida.
RNP: Que medidas devem ser adotadas para amenizar os impactos sofridos pelos moradores que vivem no entorno da mina?
CM: Essa população tem que ser indenizada porque eles sofrem os impactos não só na saúde. A gente viu casas completamente rachadas. Caetité faz parte do semiárido, mas como todos sabem, o semiárido brasileiro é um dos mais chuvosos do mundo. Eles têm técnicas de construir cisternas e guardar essa água. Ali se produzia arroz, que é uma cultura que demanda muita água. Hoje, a produção está muito reduzida, estigmatizada, ninguém quer comprar mandioca, gado, leite e queijo da região.
RNP: Atualmente, que tratamento é dado ao lixo nuclear no Brasil?
CM: Essas minas duram de dez a 20 anos. Em Caetité a previsão é de 16 anos. Ou seja, depois que a exploração termina a população fica com o passivo. E Poços de Caldas [MG] tem um agravante porque depois do esgotamento do urânio a região se tornou uma espécie de “bota-fora” do nuclear brasileiro. O lixo radioativo é um problema não resolvido pela indústria nuclear. Não existem depósitos permanentes no Brasil, todos são temporários, mas acabam se mantendo ad infinitum.
RNP: Que impactos a extração de urânio provocou em Poços de Caldas?
CM: O caso de Poços de Caldas, que era uma região turística conhecidíssima, muito valorizada no Sudeste, um lugar onde os noivos iam passar a lua-de-mel hoje em dia está totalmente abandonada. Eu tive a oportunidade de passar por lá e parece uma cidade fantasma. Hoje o que se vê é um legado, um impacto sobre a saúde da população grave a ponto de duas vereadoras da região denunciarem a incidência de câncer desproporcional em relação ao resto do estado de Minas Gerais.
RNP: Caetité pode ter o mesmo destino?
CM: Teme-se que Caetité se torne uma nova Poços de Caldas. Por isso a nossa atenção especial a esse caso. Não é possível que o Brasil, que tem uma legislação ambiental supostamente avançada, continue investindo ou estimulando atividades que expõem o meio ambiente e a saúde da população a riscos que já deveriam ter sido superados.
RNP: As construções das novas usinas nucleares anunciada pelo governo federal podem agravar o problema?
CM: Com a retomada do programa nuclear brasileiro se configurou a intensificação das atividades de mineração, não só lá em Caetité, mas em Santa Quitéria (CE), que promete ser a próxima mina de urânio. Estamos muito preocupados e atentos ao licenciamento dessa mina de urânio, que foi feito pelo órgão estadual de maio ambiente, o que é ilegal porque todas as atividades que têm a ver com o ciclo nuclear devem passar obrigatoriamente pela esfera federal, pelo Ibama.
(Radioagência NP

Lei da Fila: MP aciona Hiperbompreço de Conquista

Descumprindo a Lei Municipal nº 1.660/2009, o Bompreço Bahia Supermercados Ltda. em Vitória da Conquista tem obrigado os consumidores a se submeterem a filas por períodos de quase uma hora e meia, e, por isso, após apuração em procedimento administrativo onde as irregularidades foram constatadas, o promotor de Justiça Beneval Santos Mutim, daquele município que dista 509 km de Salvador, ingressou com uma ação civil pública com pedido liminar que foi deferida pelo juiz Leo André Cerveira. Com a decisão judicial, o estabelecimento comercial deverá cumprir a lei que regulamenta o tempo máximo de espera na fila, que é de 20 minutos em dias normais e 30 minutos em véspera de feriados, sábados e domingos. Na ação, o promotor de Justiça Beneval Mutim pediu que o Bompreço instalasse equipamentos adequados para expedir senha com número, nome do estabelecimento ou logotipo, CNPJ, data e horário, a ser fornecido ao cliente no momento de ingresso na fila de pagamento, sem prejuízo de novo impresso ao término do efetivo atendimento constando as mesmas informações, além do preço. Também que seja colocado à disposição dos consumidores um empacotador por cada caixa registradora em funcionamento, e que o cumprimento da sentença do juiz seja fiscalizado pelo Procon municipal. Explica Beneval Mutim que essa fiscalização vem sendo feita e ele aguarda o envio de relatórios pelo Procon para ver se existem violações ao que determina a lei. Em caso positivo, ele poderá promover a execução específica com obrigação de fazer e até mesmo pedir a prisão do responsável pela desobediência. Segundo as reclamações dos consumidores, já se registrou uma fila cujo tempo de espera chegou a uma hora e 23 minutos nos caixas preferenciais, que são destinados a gestantes, idosos e pessoas com necessidades especiais. Para o promotor de Justiça, os prejuízos gerados pela permanência nas filas causam reflexos sociais, físicos, financeiros e emocionais.

(Ascom/MP)