A Gente diz

Entrevista: Maurício Telles, novo secretário de segurança, fala sobre desafios que tem pela frente

 20110128AM

O secretário recebeu o diretor de redação, Sergio Costa, e o editor-executivo Oscar Valporto, em seu gabinete. A seguir, trechos da entrevista concedida na sexta-feira

 

 


Foto: Arisson Marinho

“Não temos tempo a perder”, diz Telles

Redação CORREIO

Índice de homicídios na Bahia e, principalmente, em Salvador e sua Região Metropolitana, é muito alto; a capital baiana tem áreas controladas pelo narcotráfico; a maior facção do crime organizado de São Paulo tem ramificações no estado e é a principal fornecedora de drogas para os traficantes locais, inclusive de outras facções.

Autor deste diagnóstico assustador, o novo secretário da Segurança Pública,Maurício Teles Barbosa, mostra que não tem medo de reconhecer o desafio que tem pela frente nem de assumir que vai precisar de ajuda de outras áreas e de outras esferas de Poder para reduzir os índices de criminalidade da Bahia. “Temos que usar as experiências que deram resultados em outros lugares e fazer as adaptações necessárias à realidade do nosso estado”, afirma Teles, 34 anos, delegado da Polícia Federal.

Para enfrentar essa criminalidade com ligações paulistas, ele aposta no modelo carioca das ocupações policiais de áreas de conflito com o tempero baiano garantido pelos seus quatro anos à frente da Superintendência de Inteligência da SSP-BA. O secretário recebeu o diretor de redação, Sergio Costa, e o editor-executivo Oscar Valporto, em seu gabinete. A seguir, trechos da entrevista concedida na sexta-feira.

O secretário recebeu o diretor de redação e o editor-executivo em seu gabinete

O governador Jaques Wagner tem assumido a responsabilidade pela política de segurança no Estado. Ele o nomeou secretário de Segurança para o segundo mandato, os próximos quatro anos, a reta final para a Copa do Mundo. Isso não aumenta o peso de sua responsabilidade como executor desta política?
Pelo contrário. Facilita. Dá respaldo. Ajuda a integrar todas as áreas para que a política de segurança tenha mais recursos, contribuições de todas as áreas e seja bem- sucedida. O Pacto pela Vida (de redução de homicídios) é isso. Um programa de governo que integra o trabalho da Segurança com outras secretarias e a participação da sociedade.

O crime na Bahia é mesmo organizado?
Nós temos quadrilhas organizadas que atuam hoje no tráfico em Salvador e no interior do estado que compram suas drogas com traficantes de São Paulo. As rotas de entrada das drogas no país passam principalmente por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. São Paulo é o entreposto. Uma facção paulista controla a distribuição de drogas para o Nordeste.

O PCC?
Não vou fazer propaganda de facção criminosa nenhuma porque reforça a identidade dessas facções principalmente no interior do sistema prisional. A imprensa do Rio já entendeu essa dinâmica e não cita mais os nomes das facções. Isso incentiva a sua prática e lhes dá visibilidade.

Que facções que mereçam esse nome existem na Bahia?
Temos três grandes facções em Salvador e na Bahia. Nossa preocupação maior é com a facção paulista que tem um braço aqui e atua fortemente no fornecimento de drogas para as outras duas facções. Em alguns locais, ela vende de forma direta. Em outros, abastece. É uma lógica empresarial que nós temos que desestruturar no seu fluxo econômico. Além das prisões e apreensões, precisamos fazer o sequestro e bloqueio de bens e contas bancárias. Cada quadrilha dessas fatura por dia, numa atividade mínima, R$ 100 mil. Se não cortarmos o fluxo financeiro, o trabalho não terá a eficácia desejada.

Essa facção paulista enxergou na Bahia oportunidade de expandir os negócios como faria uma grande empresa. É isso?
Depois de 2006, quando essa facção levou pânico a São Paulo com uma onda de ataques, ela preferiu adotar uma forma de ação muito mais oculta. A lógica foi a de conseguir atuar na distribuição. Assim, eles chegam a atuar em outros países. O narcotráfico cresceu muito nos últimos cinco anos e se expandiu nacionalmente.

Além de São Paulo e Bahia, onde mais essa facção atua?
Principalmente através dos presídios de estados que fazem fronteira com outros países: Paraná, Mato Grosso do Sul. No Nordeste, em Recife e em Sergipe.

Como é feita esta distribuição de drogas para cá?
Nós já temos o diagnóstico das rotas de entrada, identificamos os maiores traficantes, suas ligações com São Paulo e onde eles atuam. As coisas começam a se tornar mais claras para a gente. A questão é como e quando agir. Também precisamos atuar no policiamento ostensivo para reprimir o tráfico no varejo. Esta será uma outra linha de atuação nestes quatro anos. Reduzir as disputas pelos pontos de venda de drogas que elevam os homicídios nestas regiões.

O senhor anunciou a adoção de um modelo que foi aplicado no Rio, o das ocupações de áreas dominadas pelo tráfico. O remédio é o mesmo. Dá para fazer um paralelo da doença?
O que ocorre no Rio é um fenômeno praticamente mundial. Acontece principalmente nos países subdesenvolvidos. O domínio da violência pelo tráfico de drogas passa pela territorialidade. O México vive isso. O programa de combate ao crime da Colômbia e o que acontece no Rio partem de uma lógica de mercado. Nós temos que tirar o território deste traficante porque é nele que ele ganha dinheiro, finca suas bases e dá uma cara à sua facção. O Rio partiu de uma lógica que a Bahia também tem que adotar.

A situação não está igual. Não há áreas aqui em que nós não conseguimos entrar. Nós conseguimos. Mas quando entramos, isso ocorre de forma traumática. É isso que a gente quer evitar. Quando o traficante reage a uma ação da polícia baiana, ele produz um problema para toda aquela comunidade e pessoas inocentes são atingidas. A situação geográfica das duas cidades são parecidas. Temos que usar as experiências que deram resultados em outros lugares e fazer as adaptações necessárias à realidade do nosso estado. Não dá para perder tempo e ficar inventando, experimentando. A ronda nos bairros será para as áreas menos críticas e as Bases Comunitárias de Segurança onde houver domínio do tráfico.

Antes do sucesso da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) no Rio, a imagem da polícia carioca estava muito desgastada. Aqui, ainda há um respeito maior pela figura do policial. Isso pode facilitar a implantação das Bases Comunitárias?
A ação da polícia aqui é mais eficaz no sentido de identificar e neutralizar as lideranças que têm aparecido. Os últimos foram transferidos para Catanduvas ou foram mortos em confronto com a polícia. Isso é um diferencial. O grande traficante na Bahia, quando aparece, sofre ações muito enérgicas e acabam isolados. Essa é uma resposta que o tráfico sente muito.

Qual o perfil do criminoso na Bahia? Quem e quantos são esses traficantes?
As quadrilhas de narcotráfico atuam principalmente na venda de crack e o traficante que vende esta droga é muito violento. Com as prisões do primeiro e segundo escalão do tráfico, a disputa por espaço dentro das facções e por espaço territorial tem aumentado bastante. Nossos índices de homicídios vão diminuir quando atingirmos os traficantes do terceiro e quarto escalão. O bandido que está nas ruas, que vende drogas no varejo. É difícil quantificar, porque além das quadrilhas organizadas, existe a figura do traficante independente, que tem seus próprios contatos em São Paulo e atua em alguns bairros.

E o pequeno traficante, aquele que vende crack nas ruas?
Nosso problema principal hoje é o crack. Uma droga que permeou praticamente todos os municípios no Brasil e tem um mercado consumidor (de) baixo (poder aquisitivo). Com dois, três reais se compra uma pedra de crack. Isso também tem a ver com o poderio bélico das quadrilhas. Quanto menor o valor da droga, menor o poder dele de se estruturar e armar suas bases. É uma droga que macula nossa sociedade e desagraga seus valores.

Crack não seria muito mais um problema de saúde pública do que de polícia?
É de saúde pública e é uma questão social. Quando se fala na liberação do uso das drogas, nós temos que encarar não apenas a prática da busca do prazer por quem utiliza as drogas. Mas sim todo o efeito social que isso gera. Nós temos que encarar o uso de substâncias entorpecentes como uma questão de saúde pública, mas também saber se nós teremos condições de suportar e dar apoio a esses usuários. Porque o combate ao uso do crack passa pela recuperação desses usuários, que não encontram no poder público e nos meios privados, apoio para sair do vício e acabam caindo na marginalidade.

Além do problema com o tráfico, a Bahia sofre uma escalada de ações espetaculares de quadrilhas de ladrões de banco que explodem agências, sequestram pessoas, tocam o terror na pequenas cidades. Com 417 municípios, a percepção é que há lugares desprotegidos e com a policia acuada. Qual será sua política para interior?
A entrada da droga aumentou os índices de violência em cidades como Feira, Vitória da Conquista e Itabuna, e em locais turísticos como Porto Seguro. A ligação entre o tráfico e roubo a banco é visceral. A maioria dos crimes no interior tem a participação de gente de outros estados, principalmente de SP. Fala-se muito no Rio, mas nossa preocupação principal é com os criminosos de SP. O tráfico de drogas paulista fornece armas e a matéria prima para que esses bandidos possam ir ao interior praticar o crime e voltar para suas cidades.

Em função da fragilidade de defesa destes municípios…
Sim. A questão é lógica: nós temos 417 municípios. Somos uns dos maiores estados do Brasil. Nosso efetivo policial tem sido reposto, mas ainda não consegue atender a todos os municípios. A questão do desenvolvimento econômico do país se reflete também na vulnerabilidade de nossas agências. Tem certos lugares que uma agencia bancária centraliza o dinheiro de cinco, seis cidades e tem em caixa mais de um milhão de reais. 

O enfrentamento ao roubo a banco passa pelo preparo na investigação. Temos 120 novos policiais que foram formados agora pela Polícia Militar que vão servir em missões especiais. Um trabalho de inteligência voltado para a troca de informações com a Polícia Federal,  Rodoviária e de outros estados é fundamental. É preciso saber quais são os principais assaltantes de banco, suas quadrilhas e áreas de atuação. Quem atua na Região Oeste vem de Goiás. No Norte, vem de Tocantins e Pernambuco. Eles não andam mais do que 400, 500 km pra praticar seu roubo.

Segurança Pública em discursão em Conquista:”Presídio Nilton Gonçalves vai contar com comitê gestor”

A implantação de um comitê gestor no Presídio Nilton Gonçalves foi o objetivo de um encontro realizado na tarde dessa sexta-feira (28), no Salão do Júri do Fórum João Mangabeira. A iniciativa pretende dinamizar as discussões regionais em relação às unidades prisionais e ao sistema carcerário de Vitória da Conquista. Além de autoridades em geral, participaram da reunião membros do GMF (Grupo de Monitoramento e Fiscalização de Presídios), representantes do TJBA, da Polícia Militar, da sociedade civil, do conselho penal e da segurança pública.

Foto: Zé Silva 

A experiência do comitê gestor já existe em Jequié. Ele visa à otimização das relações das autoridades com as unidades prisionais, de forma que facilite as discussões e soluções das dificuldades enfrentadas. “Estamos instituindo o comitê gestor para que a gente traga discussões, para que a gente traga os problemas, e aqui sejam apontadas soluções. Então a comunidade e as autoridades de Vitória da Conquista têm que tomar conhecimento e nos ajudar nessa situação atual”, diz o Diretor do Presídio Nilton Gonçalves, Alexsandro de Oliveira e Silva.

O Presídio Regional Nilton Gonçalves é a única casa de custódia de Vitória da Conquista e subsidia delegacias de outras cidades da região. Os principais problemas enfrentados pelo presídio atualmente são a estrutura física e a superlotação. “É uma unidade antiga, uma unidade fragilizada, que se encontra em um ambiente residencial. (…)Ela foi desenvolvida a princípio para 90 presos, e hoje está com 310”, relata o Diretor.

Foto: Zé Silva 

Um dos responsáveis pela grande população carcerária do Nilton Gonçalves foi o fechamento da carceragem do Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep), em outubro do ano passado, devido a uma reivindicação da Defensoria Pública da cidade e do Conselho da Comunidade para Assuntos Penais, que alertava para as condições precárias em que os presos vivam no Distrito. Assim, os presos que eram acolhidos no Disep foram encaminhados ao Presídio Regional. “A interdição da carceragem do Disep em Vitória da Conquista se tornou uma página definitivamente virada na história das cadeias em nossa cidade”, cita o juiz Reno Viana Soares, titular da Vara do Juri. “O comitê gestor surge justamente como uma instância agora para gerir de alguma maneira essa superlotação do presídio Nilton Gonçalves, de sorte que é realmente uma iniciativa de maior importância nesse sentido”, completa.

As obras da construção do novo presídio da cidade, que seria uma solução para acabar com a superlotação do Nilton Gonçalves, foram iniciadas em julho de 2009, com previsão de término em 18 meses. Porém, em dezembro do mesmo ano, as obras foram paralisadas, e o impasse permanece até hoje. “Nós sabemos que a grande demanda de Vitória da Conquista é a construção da sua unidade prisional. Isso já é pauta para a próxima reunião, onde será tratada a questão e levada a conhecimento do governo

Foto: Zé Silva 

estadual, através da Secretaria de Justiça, para que essa unidade possa ser construída e a obra possa voltar aos seus trabalhos”, garante o juiz Corregedor do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e membro do Grupo de Monitoramento e Fiscalização de Presídios (GMF), Cláudio Daltro. As obras, porém, não têm previsão para serem retomadas.

“Então esse novo presídio vai ajudar e muito, pois vai ser um presídio pensado, projetado, ao contrário do que temos hoje”, afirma o Diretor Alexsandro de Oliveira e Silva. Ainda sobre a construção na nova unidade carcerária, o juiz Reno Viana Gonçalves garante que será uma das prioridades nos encontros: “ Este é um dos temas que com certeza irão ocupar as pautas do comitê gestor nessa reunião e nas próximas, na medida em que é uma necessidade da nossa cidade realmente.”

Situação atual do Presídio Regional Nilton Gonçalves

Sendo a única casa de custódia de Vitória da Conquista, e ainda atendendo a outras cidades da região, o Presídio Regional Nilton Gonçalves enfrenta uma grave situação de superlotação carcerária. A falta de funcionários também é outro agravante, pois o efetivo responsável por fazer a segurança de todos os detentos é de apenas 16 agentes. Além disso, a localização do Nilton Gonçalves está em uma área residencial. O muro do pátio onde os detentos tomam o banho de sol fica voltado para uma das ruas do bairro. Isso facilita o arremesso de objetos para dentro da instituição, como armas, celulares e drogas.

Paralisação das obras da nova unidade prisional

Em dezembro de 2009, a empreiteira responsável pela construção do novo presídio de Vitória da Conquista, a Nordeste Engenharia, suspendeu as atividades alegando falta de pagamento. As obras foram iniciadas em julho do mesmo ano e tinham previsão de durar 18 meses.

O terreno destinado à nova unidade carcerária fica no Povoado de Saquinho, às margens da rodovia BR 415. No local, só foram realizados os desmatamento, terraplanagem, fundações e escavações. Segundo a Superintendência de Construções Administrativas da Bahia (Sucab), isso corresponde a 15% do trabalho previsto.

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Deputados são a favor de campanha com dinheiro público

 

A maioria dos deputados da nova legislatura se diz favorável ao financiamento público de campanha, total ou parcial, segundo levantamento do G1. Dos 513 deputados que farão parte da nova legislatura, que começa no dia 1º de fevereiro, 414 participaram do levantamento. À pergunta “É favorável ao financiamento exclusivamente público para campanhas?”, 249 disseram “sim”; 74 afirmaram ser favoráveis a um sistema misto (parte com verba pública e parte com recursos privados); 61 disseram ser contra o uso de recursos públicos; e 30 não souberam responder. A reportagem conseguiu contato com 446 dos 513 futuros deputados. Desses 446, 414 responderam ao questionário e 32 não quiseram responder. As 323 respostas a favor do financiamento público (249 pelo exclusivamente público e 74 por um sistema misto) representam 62,9% dos 513 parlamentares que compõem a Câmara e 78% dos 414 que participaram do levantamento.

Estudantes que perderam prazo ainda podem se matricular na rede estadual

femininas-estudante-olhar_~PAA459000007 Estudantes que perderam prazo ainda podem se matricular na rede estadualOs alunos que perderam o prazo de matrícula na rede estadual devem se dirigir, a partir de segunda-feira (31), à unidade onde têm interesse de estudar para verificar a possibilidade de vaga. Caso não haja, devem comparecer a outra escola. Com o término do calendário de matrícula, o processo passa a ser feito exclusivamente no local onde o aluno pretende estudar. É preciso apresentar original do Histórico Escolar ou atestado de escolaridade, original e cópia da Certidão de Registro Civil ou Carteira de Identidade para conferência, original e cópia do comprovante de residência, carteira do SalvadorCard para escolas do município de Salvador e duas fotos 3×4 recentes. Para a Educação Profissional são exigidos também original e cópia do CPF.

Dilma quer ‘Mi Casa, Mi Vida’ na Argentina

 

Foto: MEC / Portal do Professor

Presidente fornecerá o know-how do programa Minha Casa, Minha Vida para os hermanos

O sub-smi_casa_mi_vidaecretário do Itamaraty para a América do Sul, Antônio Simões, revelou o interesse da presidente Dilma Rousseff em presentear os vizinhos argentinos com o modelo do programa habitacional Minha Casa Minha Vida para que possa ser instalado no país. De acordo com a reportagem do portal Último Segundo, a ideia é simplesmente mostrar como fazer. “Será disponibilizado para a Argentina o formato que usamos para viabilizar a construção de um milhão de casas. Não haverá financiamento da Caixa ao País vizinho, mas a troca de informações”, afirmou Simões.

Novas contratações gera ambiente de otimismo na equipe do Serrano

2010nov16-serranoSerrano corre atrás do prejuízo e contrata três jogadores

O time do Serrano treinou na manhã de hoje no Estádio Lomanto Júnior, que ainda apresenta um gramado castigado pelo jogo de quarta-feira. Antes do coletivo, o técnico Elias Borges reuniu o elenco para uma conversa, cobrando mais empenho de todos.

Clayton está regularizado e já pode atuar pelo Serrano. Foto: Zé Silva

Uma boa notícia para a torcida é a disponibilidade de quatro dos seis jogadores que não puderam atuar no último jogo contra o Bahia de Feira. Joelan, Pena, Jackson e Clayton já poderão ser escalados. Geovani e Gustavo ainda são dúvidas para domingo.

“Futebol não se faz com improviso, e a partir dos últimos 30 minutos do jogo com o Atlético eu passei a ter problemas com contusões e expulsões. Na quarta-feira eu tive que escalar um time com uma base totalmente diferente da que eu vinha trabalhando, e isso dificultou muito. Futebol é entrosamento”, revela o treinador Elias Borges.

Para o técnico, o time poderia ter tido um empenho maior diante do Bahia de Feira. “Poderiam ter vendido a derrota mais caro, com outra postura, com uma marcação mais forte e aproveitar o fato de estar jogando dentro de casa”, explica Elias.

REFORÇOS

Após sofrer nove gols em três jogos, a diretoria do Serrano agilizou a contratação de três jogadores para o setor defensivo. Um deles é o zagueiro Ivson, que já treina com o grupo. O clube espera a chegada de Júnior Sertânia, lateral direito, e de outro zagueiro de nome ainda não divulgado.

O zagueiro Ivson já treina junto ao elenco. Foto: Zé Silva

“Nossa zaga está um pouco vulnerável, sofreu muitos gols em três partidas. A situação ficou pior pela ausência dos volantes titulares. Por isso nós providenciamos essas contratações o mais rápido possível. Eles vêm pra brigar por posição, se jogarem o que nós assistimos no vídeo podem até ser titulares”, esclarece o técnico.

Taberna da História de Vitória da Conquista: O Frigorífico do Japonês foi inaugurado em 1974

“Frigorífico do Japonês” situado na Praça da Bandeira

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Luís Fernandes é jornalista e historiador

A história do “Frigorífico do Japonês” começa com a chegada de “Seu” Honda em Conquista no ano de 1974. Jorge Honda nasceu no dia 19 de abril de 1935, em Marília (SP). Seus pais vieram do Japão na década de 20. Montou sua primeira peixaria em Londrina (PR), a “Peixaria Honda”, antes de vir para Itabuna (BA). Depois de algum tempo na região sul da Bahia, encheu um caminhão de peixe e começou a sondar no Sudoeste Baiano uma localidade para montar seu próprio frigorífico, até aportar em Vitória da Conquista, uma cidade em franco crescimento. Abriu aqui, em 1974, o “Frigorífico do Japonês” na Praça da Bandeira.

Jorge Honda (na extrema direita), seu irmão (ao seu lado) e seu filho Ricardo Honda (no centro) conduziram o “Frigorífico do Japonês” por mais de 30 anos nesta cidade

Casado com D. Yayeko e pai de três filhos (Ricardo, Helena e Ângela), Jorge Honda morava na Urbis I, na praça que hoje leva o seu nome. Seu frigorífico era uma empresa familiar, que chegou a abrir uma filial na rua Jorge Stolz, próximo ao Ceasa (Central de Abastecimento de Alimentos). Depois fechou a da Praça da Bandeira e ficou só com a antiga filial. Quando “Seu” Jorge Honda faleceu em 3 de março de 1996 o Frigorífico ficou com seu irmão até fechar definitivamente uns três anos depois (por volta de 1999 a 2000).

Poder de Wagner se assemelha ao de ACM, avalia cientista

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Mesmo considerando que eles “rezam cartilhas distintas”, e que há diferenças no estilo e nos métodos, o cientista político e professor-doutor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Paulo Fábio Dantas, considera equivalente o poder de influência atual dogovernador Jaques Wagner ao que tinha, na Bahia da década de 90, o ex-senador Antonio Carlos Magalhães. “É uma prova de que o método autocrático e a finalidade hegemônica pode produzir poder tanto quanto o estilo negociador e conciliador”, analisou. Como exemplo, ele cita o fato de não haver notícias de partidos e grupos que se aglutinam, no mesmo nível, em torno de outro nome. Na avaliação do cientista político, além do resultado das eleições, vencidas em primeiro turno com 63,8% dos votos válidos, Wagner é hoje o único estrategista político do Estado capaz de aglutinar forças ao mesmo tempo como chefe do Executivo estadual e como líder político. “É surpreendente o grau de concentração de poder (de Wagner ) se se considerar o estilo político dele, de negociação como método e conciliação como fim. O estilo de ACM era vertical e autocrático. Diferentes caminhos políticos estão levando à mesma realidade de poder concentrado”, comparou. (A Tarde)

Sai primeira lista de pré-selecionados para bolsa do ProUni

Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta sexta-feira, 28, a lista dos pré-selecionados em primeira chamada para receber uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Mais de 1 milhão de candidatos se inscreveram para disputar uma das 123 mil bolsas oferecidas para o primeiro semestre de 2010.

Os aprovados devem comparecer às instituições de ensino para onde foram selecionados até 4 de fevereiro para matrícula e comprovação das informações prestadas durante as inscrições. A lista dos documentos que devem ser apresentados está disponível no site do programa.

Do total de bolsas oferecidas, 80,5 mil são integrais e 42,6 mil parciais, que cobrem 50% da mensalidade. As integrais são destinadas aos alunos com renda familiar mensal per capita de até 1,5 salário mínimo. As parciais são para os candidatos cuja renda familiar mensal per capita não passa de três salários mínimos.

Para participar do ProUni, é preciso ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou estabelecimento privado com bolsa integral. É necessário ainda ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, atingindo o mínimo de 400 pontos na média das cinco provas e não ter tirado zero na redação.

No dia 11 de fevereiro, será divulgada a lista dos pré-selecionados em segunda chamada, com prazo de comprovação de documentos até 17 de fevereiro. Caso ainda haja bolsas disponíveis, o MEC abrirá um novo período de inscrições entre os dias 21 e 24 de fevereiro. Quem já tiver conseguido uma bolsa na primeira etapa não poderá participar da segunda seleção.

Apresentação estimula crianças a pensarem no futuro

Projeto Curitiba 2030 leva às escolas da cidade uma personagem que conta como a cidade pode evoluir em 20 anos

 

clique para ampliar clique para ampliarSofia faz apresentação em escola do Sítio Cercado: conversa sobre a Curitiba do futuro (Foto: Rogério Theodorovy)

Alunos do ensino fundamental de Curitiba estão tendo contato com uma habitante do futuro. A personagem Sofia, criada para falar sobre o projeto Curitiba 2030, está fazendo apresentações nas escolas da capital, onde explica conceitos como sustentabilidade, mobilidade e ensino à distância. Sofia vive em 2030 e conta como é a vida na cidade do futuro.

O Curitiba 2030 é um projeto de desenvolvimento de longo prazo criado por iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Ele é composto por um plano elaborado por mais de 200 especialistas e que traça mais de 60 ações para melhorar a qualidade de vida na cidade nos próximos 20 anos. “Nosso objetivo é falar com o público que vai ser protagonista em 2030. Queremos que eles acreditem que as mudanças para tornar a cidade melhor começam hoje e levem essa noção para dentro de casa”, explica Fabiana Skrobot, coordenadora de projetos da Fiep.

Até agora, foram feitas apresentações em cinco escolas da capital – em 2011, devem ser oito por mês. No encontro com a personagem Sofia, as crianças são instigadas a imaginar uma Curitiba onde todos têm acesso a saúde e moradia de qualidade, espaços para a prática de esportes, e onde existe até um campeonato de pesca em seus rios. “As crianças ficam surpresas porque ainda não conseguem imaginar uma cidade com menos carros e rios despoluídos”, conta a atriz Lubieska Berg, que interpreta a Sofia.

A última apresentação deste ano foi na Escola Municipal Augusta Ribas, no bairro Sítio Cercado. Na opinião da diretora da escola, Silvana Saskoski, a apresentação ajudou a reforçar alguns conceitos que já são trabalhados em sala de aula, como respeito ao meio ambiente. “A conscientização de que depende de cada um criar uma vida melhor é muito importante para que a gente veja melhorias na prática”, ressalta.

Ações – O plano Curitiba 2030 propõe ações em sete áreas principais: governança, cidade do conhecimento, cidade em rede, transporte e mobilidade, meio ambiente e biodiversidade, saúde e bem-estar, e coexistência em uma cidade global. Essas linhas de atuação estão em um documento apresentado em março deste ano, durante a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010 (CICI 2010). Agora, o projeto está na fase de debates detalhados sobre cada tema.

O primeiro debate foi na área de meio ambiente e teve foco na destinação de resíduos na cidade. No dia 30 de novembro, haverá um encontro sobre a Universidade da Cidade, ideia que foi inspirada no conceito de “universidade aberta” e que faz parte do tema cidade do conhecimento.

Além de Curitiba, outros municípios do Estado estão articulando seus planos de desenvolvimento usando a metodologia trazida pela Fiep. O projeto Londrina 2030, por exemplo, já tem um comitê técnico que está organizando grupos para debater sete temas principais: educação, capital técnico e tecnológico, saúde e bem-estar, cultura, lazer e turismo, transporte e mobilidade, governança e segurança. Também demonstraram interesse pelo projeto as cidades de Cascavel e São José dos Pinhais

Conheça o mascote do Serrano

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O Serrano Sport Club divulgou hoje em seu site oficial o desenho vencedor do Concurso Índio Mongoió Mascote do Serrano. Criado por Thiago Sá Santos, o mascote, como determinava as regras do concurso, é um índio de características de super-herói e sua vestimenta possui as cores do clube.

Segundo a diretoria do Serrano, a ideia de criar um mascote com referências à figura do índio foi uma forma de homenagear os primeiros habitantes de Conquista – os índios Mongoiós. Estes índios eram fortes, valentes e lutaram até o fim contra os portugueses na época da colonização da cidade. Assim, para o time, este mascote representará muito bem o espírito do Serrano Sport Club.

O Concurso Índio Mongoió Mascote do Serrano foi realizado entre os dias 03 e 15 de janeiro. Dezenas de desenhos foram entregues pelos torcedores na sede, e a diretoria do rubro-verde foi quem escolheu o grande vencedor , que foi anunciado no dia 17 de janeiro. Thiago Sá Santos ganhou um prêmio de 300 reais, em dinheiro, mais uma camisa oficial do Serrano e um par de ingressos para assistir a um dos jogos do clube no Campeonato Baiano 2011.

Saúde inclui violência doméstica e sexual na lista de agravos de notificação obrigatória

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 A partir de hoje (26), os profissionais de saúde estão obrigados a notificar as secretarias municipais ou estaduais de Saúde sobre qualquer caso de violência doméstica ou sexual que atenderem ou identificarem. A obrigatoriedade consta da Portaria nº 104 do Ministério da Saúde, publicada hoje (26), no Diário Oficial da União – texto legal com o qual o ministério amplia a relação de doenças e agravos de notificação obrigatória. Atualizada pela última vez em setembro de 2010, a Lista de Notificação Compulsória (LNC) é composta por doenças, agravos e eventos selecionados de acordo com critérios de magnitude, potencial de disseminação, transcendência, vulnerabilidade, disponibilidade de medidas de controle e compromissos internacionais com programas de erradicação, entre outros fatores. Com a inclusão dos casos de violência doméstica, sexual e outras formas de violência, a relação passa a contar com 45 itens. Embora não trate especificamente da violência contra as mulheres, o texto automaticamente remete a casos de estupro e agressão física, dos quais elas são as maiores vítimas. A Lei 10.778, de 2003, no entanto, já estabelecia a obrigatoriedade de notificação de casos de violência contra mulheres atendidas em serviços de saúde públicos ou privados. Responsável pelas delegacias da Mulher de todo o estado de São Paulo, a delegada Márcia Salgado acredita que a notificação obrigatória dos casos de violência, principalmente sexual, vai possibilitar o acesso das autoridades responsáveis por ações de combate à violência contra a mulher a números mais realistas do problema. De acordo com ela, os casos de agressão contra a mulher não tinham que ser obrigatoriamente notificados à autoridade policial. “A lei determina que cabe à vítima ou ao seu representante legal tomar a iniciativa de comunicar a polícia. No momento em que isso passa a ser de notificação compulsória e a equipe médica tem que informar a autoridade de Saúde, fica mais fácil termos um número mais próximo da realidade”, disse a delegada à Agência Brasil, destacando a importância de que a privacidade das vítimas de violência, principalmente sexual, seja preservada. Já o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, Marcos Gutemberg Fialho da Costa, destaca que as notificações de doenças e agravos sempre incluem o nome do paciente e que a responsabilidade pela preservação da privacidade das vítimas de violência será das secretarias de Saúde e dos responsáveis pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Ginecologista, Fialho confirma que, até hoje, os médicos e profissionais de saúde só denunciavam os casos de violência com a concordância dos pacientes, a não ser em casos envolvendo crianças e adolescentes, quando, na maioria das vezes, o Conselho Tutelar era acionado. Para o médico, a inclusão da agressão à integridade física na lista de notificações obrigatórias é um avanço, mas o texto terá que ficar muito claro, já que o tema violência contra a mulher ainda suscita muita polêmica, e cada profissional terá que usar de bom senso, analisando caso a caso, para não cometer injustiças e também não se sujeitar a sofrer processos administrativo e disciplinar. Segundo o Ministério da Saúde, a atualização da lista ocorre por causa de mudanças no perfil epidemiológico e do surgimento de novas doenças e também da descoberta de novas técnicas para monitoramento das já existentes, cujo registro adequado permite um melhor controle epidemiológico. Na última atualização haviam sido acrescentados à lista os acidentes com animais peçonhentos, atendimento antirrábico, intoxicações por substâncias químicas e síndrome do corrimento uretral masculino. A Portaria nº 104 também torna obrigatória a notificação, em 24 horas, de todos os casos graves de dengue e das mortes por causa da doença às secretarias municipais e estaduais de Saúde. Também devem ser comunicados todos os casos de dengue tipo 4. As secretarias, por sua vez, devem notificar as ocorrências ao Ministério da Saúde. Edição: Nádia Franco//A matéria foi alterada para correção de informações Christina Machado e Alex Rodrigues Repórteres da Agência Brasil Brasília