A Gente diz

Vereadora acusada de vender bebês se entrega


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A vereadora Maria Elizabete de Abreu Rosa, de 46 anos, flagrada por uma reportagem de TV ao aliciar mães de recém-nascidos para vender as crianças através de adoções ilegais, em Encruzilhada, no oeste do Estado, se entregou depois de passar meses foragida. A prisão preventiva da vereadora havia sido solicitada pelo Ministério Público Estadual (MP-BA). O caso aconteceu no distrito de Vila do Café. Maria Elizabete foi indiciada por aliciar gestantes. Logo depois que as denúncias surgiram, a vereadora fugiu da cidade e passou meses escondida. Ela oferecia recompensas às gestantes para convencê-las a entregar os filhos depois do parto. Pelo menos três casos foram confirmados. Informações do Correio.


Na pressão por cargos, PMDB agora ameaça rejeitar mínimo de R$ 540

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Estadão

Atitude é clara retaliação ao governo por perda de cargos estratégicos no segundo escalão.

Três dias depois do início do governo, o PMDB do vice-presidente Michel Temer tenta encurralar a presidente Dilma Rousseff. Insatisfeito com os avanços do PT sobre os cargos do segundo escalão com orçamentos bilionários, antes controlados pelo partido, o PMDB anunciou que iniciará a retaliação pela votação do novo salário mínimo. O governo quer mantê-lo em R$ 540; o PMDB quer mais.

Essa reação era a que Dilma mais temia. Antes mesmo de tomar posse, ela vinha sendo aconselhada pelo ministro da Casa Civil, Antonio Palocci (PT), a tomar cuidado com o PMDB, especialista em usar o peso de sua bancada para pressionar por cargos importantes no governo.

Um eventual aumento do salário mínimo provocará um estrago nas contas do governo. No último dia como presidente, Luiz Inácio Lula da Silva editou medida provisória fixando o mínimo em R$ 540. De acordo com o Ministério do Planejamento, cada real representa um aumento de R$ 286,4 milhões no Orçamento. Mas a elevação do valor não significa só o impacto nas contas públicas. Se o PMDB comandar uma operação de reajuste, estará ameaçando logo no início do governo a política de austeridade fiscal pregada por Dilma.

Alvo. Porta-voz da revolta dos peemedebistas, o líder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN) – até agora uma espécie de alvo dos petistas na maioria das rasteiras levadas pelo PMDB no preenchimento dos cargos – anunciou nesta terça-feira, 3, depois de uma reunião com Temer e com os senadores José Sarney (AP), presidente do Senado, e Valdir Raupp (RO), presidente interino do PMDB, que o partido quer saber por que o governo chegou ao valor de R$ 540. Disse que poderá ser maior e levou o pleito ao ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio. “O Congresso existe para melhorar as propostas, não só para carimbá-las.”

O PMDB programou uma reunião ontem à noite com ministros e as lideranças do partido, em Brasília, na casa da governadora Roseana Sarney(MA).

Antevendo a crise, Dilma já havia convocado Temer e Sarney a ajudá-la. Ao mesmo tempo, Palocci telefonava a peemedebistas para dizer que o PMDB terá postos no segundo escalão equivalentes aos que perdeu na Saúde e nos Correios.

Ainda na noite de segunda-feira, Temer aproveitou a primeira reunião da coordenação política do governo para pedir a Dilma que adiasse a escolha dos cargos do segundo escalão para depois da eleição das Mesas da Câmara e do Senado, em 1.º de fevereiro, como revelou o Estado. A intenção era evitar que a crise contaminasse as votações. Dilma acatou as ponderações. No dia seguinte, no entanto, o PMDB apresentou a primeira cobrança à presidente, por um mínimo maior.

Recados. A reação no Planalto, de acordo com assessores de Dilma, foi de estupefação. Depois de uma conversa com Palocci, Dilma foi aconselhada a manter o diálogo e esperar pela posse do novo Congresso, com renovação de cerca de 50% das cadeiras. A presidente, no entanto, mandou recados ao PMDB por intermédio do ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Se vier algo diferente disso (R$ 540), vamos simplesmente vetar”, disse. “Um aumento acima disso pode provocar expectativas negativas, até mesmo de inflação”, acrescentou. Mantega afirmou ainda que um valor maior deterioraria as contas públicas.

Brasil registra novo recorde de vendas de veículos, diz Fenabrave

Foram emplacados 3,51 milhões de carros, ônibus e caminhões. Calculado à parte, setor de motos sobe 12%, com 1,8 milhão de unidades.

Vendas de veículos no Brasil batem novo recorde em 2010

Após um ano de seguidos anúncios de recorde em quase todos os meses, o fechamento de 2010 com nível histórico de vendas de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) já era esperado. A marca foi confirmada nesta quarta-feira (5) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), ao divulgar o balanço de emplacamentos do ano. Segundo a entidade, o setor expandiu 11,91% na comparação com 2009. Ao todo, saíram das concessionárias 3.515.120 unidades.

Este é o quarto recorde consecutivo de vendas registrado pela indústria automobilística nacional. O último havia sido o de 2009, com 3,14 milhões de unidades emplacadas. Entre as montadoras, a Fiat manteve a liderança, mas o carro mais vendido continua sendo o Volkswagen Gol.

“Foi um ano muito forte por causa da economia estável, que trouxe grande fluxo de recursos alocados pelo sistema financeiro para o financiamento de veículos”, afirma o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze. De acordo com a entidade, todos os segmentos registraram alta. O de automóveis e comerciais leves, por exemplo, somou 3.329.170 unidades vendidas entre janeiro e dezembro do ano passado (2.651.752 unidades de automóveis e 677.418 de comerciais leves, o que inclui picapes e SUVs). O volume foi 10,63% superior ao registrado em 2009. Outro recordista foi o segmento de caminhões, com 157.633 unidades emplacadas e crescimento de 44,43%.

Também em importante alta, de 25,32%, o segmento de ônibus somou 28.307 unidades de janeiro a dezembro de 2010, maior nível da história.

Motocicletas
O ano foi positivo também para as motocicletas, cujos dados são compilados à parte. Apesar de não atingir um novo recorde, o setor de duas rodas mostrou recuperação da crise de crédito que prejudicou as vendas em 2009. Boa parte dessa retomada é atribuída à ajuda do governo de R$ 3 bilhões em crédito. O montante foi injetado no mercado por meio de novas linhas de financiamento pela Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil para a aquisição de máquinas de até 150 cilindradas (as mais baratas). Assim, os bancos privados se viram obrigados a facilitar a liberação de crédito para o consumidor brasileiro com baixa renda.

No balanço de 2010, as vendas de 1.803.864 unidades mostram o novo fôlego do setor. O crescimento chega a 12,1% em relação a 2009. Os números da Fenabrave apontam que o setor ainda não conseguiu retomar o alto patamar registrado em 2008, de mais de 1,92 milhão de motocicletas comercializadas.

Ranking das montadoras
O ano de 2010 fechou com a manutenção da Fiat na liderança do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves. A fabricante itailana somou 760.474 unidades comercializadas e garantiu 22,84% de participação. A Volkswagen ganhou a segunda maior fatia do mercado, 20,95%, com 697.342 unidades vendidas. Um pouco atrás, a General Motors registrou 657.622 unidades emplacadas, com 19,75% de participação no mercado. A Ford se manteve no quarto lugar com 336.309 unidades vendidas e 10,10% do mercado, seguida da Renault (4,82%), Honda (3,80%), Hyundai (3,18%), Toyota (2,99%), Peugeot (2,71%) e Citroën (2,52%).

Ao comparar com o ranking de 2009, a Renault superou a Honda na briga pelo quinto lugar, a Hyundai, que estava em nono, passou a Peugeot e a Toyota para ficar com o sétimo posto.

Gol continua na liderança
Não foi desta vez que a Fiat conseguiu ter o carro popular mais vendido no país. Nem Palio, vice-líder em 2009, e nem o Uno — que contou em 2010 com o lançamento da nova geração — conseguiram bater a liderança de mais de 20 anos do modelo de entrada da Volkswagen. Ao todo 293.783 unidades de Gol foram emplacadas em todo o ano de 2010 contra 229.323 do Uno, considerando o Mille e o Novo Uno.

Em terceiro lugar ficou GM Celta, com 155.180, seguido do VW Fox/CrossFox, com 143.782 e do GM Corsa sedã, que inclui o Classic, com 141.443.

Entre as motos, a Honda ocupa as quatro primeiras posições. A CG125 lidera com 413.054 unidades vendidas no ano. A CG150 teve 409.863. Em terceiro, ficou a Biz, com 189.238, seguida pela NXR 150, com 183.998 emplacadas. Em quinto aparece a Yamaha YBR125,  com 122.282 unidades vendidas.

Desempenho em dezembro
Dezembro pôde ser considerado “a cereja do bolo” para o setor. Com as vendas aquecidas por promoções e 13º no bolso do consumidor, o mês fechou com 381.498 veículos emplacados. O volume é 16,13% superior a novembro, que vendeu 328.509 unidades, e 30,2% acima do registrado em dezembro de 2009 — que havia fechado em 293.019 unidades.

De acordo com a Fenabrave, dezembro foi recorde para automóveis, comerciais leves e caminhões. O segmento de automóveis e comerciais leves fechou o mês com 361.197 carros emplacados, alta de 16% sobre novembro e de 29,97% sobre dezembro do ano anterior. O segmento de caminhões, por sua vez, somou 17.478 unidades — crescimento de 19,85% em relação a novembro e de 37,58% na comparação com dezembro de 2009. Em relação às vendas de ônibus, os emplacamentos somaram em dezembro 2.823 unidades. A expansão é de 12,2% sobre novembro e de 17,63% sobre dezembro do ano anterior.

Apesar de se tratar de um número muito forte, o presidente da Fenabrave argumenta que ele está “distorcido”. Segundo Reze, o que levou as vendas a esse patamar foi uma manobra estratégica por parte das montadoras para tentar aumentar a participação de mercado no fechamento do ano por prática chamada rapel. “As montadoras têm introduzido nas concessionárias essa prática que consiste na antecipação do emplacamento do veículo mesmo sem tem sido vendido. Assim a loja terá que vender depois o veículo como usado”, denuncia o empresário.

Reze afirma que todas as montadoras adotam essa prática para atingir suas metas e, por isso, a fatia de mercado que cada uma possui não destoa tanto”. Com base nessa realidade, ele afirma que os números de janeiro estarão bem abaixo dos de dezembro. “Em dezembro não teve motivo nenhum na economia para uma antecipação de vendas. Esse volume só pode ser justificado pelo efeito rapel. Em 2011 não haverá essa explosão.”

No setor de duas rodas, as vendas de motocicletas no mês atingiram o patamar de 197.405 emplacamentos, volume 24,54% acima do observado em novembro. Na comparação com o crítico dezembro de 2009, quando foram emplacadas 157.968 unidades, a alta registrada é de 24,97%.

Na disputa entre montadoras, a Fiat liderou com participação de 21,98% e vendas de 79.407 automóveis e comerciais leves. A Volkswagen ficou em segundo lugar, com 20,38% de participação e 73.613 unidades emplacadas. Terceira em vendas, a GM registrou emplacamentos de 71.046 carros no mês, o que garantiu 19,67% de participação de mercado. A Ford, em quarto lugar, ficou com 10% de participação no mercado brasileiro, seguida da Renault (5,05%), Honda (4,36%), Toyota (3,17%), Hyundai (3,01%), Citroën (2,76%) e Peugeot (2,42%).

Crescimento moderado para 2011
As projeções da Fenabrave para este ano, feitas em parceria com a consultoria MB Associados, é de crescimento de 4,2% das vendas de automóveis e comerciais leves para 3.468.995 unidades emplacadas. Para caminhões, a previsão é de 15,2% de alta, com volume de 181.593 unidades. Já para ônibus, a expectativa é de crescimento de 10,3% com 31.234 unidades comercializadas. O setor de motocicletas deverá fechar 2011 com 6,1% de expansão, com o total 1.913.900 unidades, volume que, segundo a Fenabrave, ainda não superaria o patamar de 2008.

De acordo com o presidente da entidade, o crescimento moderado é positivo por ser sustentável, no caso de automóveis e comerciais leves. Em relação a caminhões, a projeção é da manutenção do aquecimento visto em 2010, com novo recorde. “O segmento passou da recuperação para um efetivo crescimento. Podemos observar isso pelo aquecimento da produção industrial, agrícola e mineral, que dependem do transporte rodoviário”.

Segundo Reze, o segmento de motos continuará a recuperação lenta, mas ele acredita que os bancos vão mudar um pouco a postura na hora de aprovar o crédito para pessoas de baixa renda. “Os bancos ainda não investem no comprador de moto, mas o que tem ajudado bastante são os consórcios.”

De forma geral, a expectativa da entidade é de um ano positivo para todos os setores da economia, apesar do desafio do governo de controlar a inflação, o que reflete nas taxas de juros e na valorização cambial. “É um cenário positivo para o lado real da economia, mas o governo Dilma só precisará tomar cuidado com o controle da inflação e com a deficiência da infra-estrutura brasileira, o que inclui portos, aeroportos e rodovias”, avalia a sócia da MB Tereza Fernandez.

Antônio Lopes condena o Torneio Início

 

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Fonte: Tribuna da Bahia
Foto Vídeoplay

“É um retrocesso no futebol. Pura perda de tempo, prejuízo no trabalho de preparação dos times para o Campeonato Baiano”. Desta forma, fazendo cara feia, o técnico do Vitória, Antônio Lopes, respondeu à pergunta do radialista Tony Carneiro, da Rádio Sociedade da Bahia, na coletiva de ontem à tarde na Toca do Leão.

 

O treinador disse que o futebol hoje é dinâmico, o tempo muito curto, no ano passado o rubro-negro baiano chegou a disputar 90 jogos, e que o Torneio Início pode ser até lúdico, romântico, mas vai na contramão do futebol.

“Não aprovo, é pura perda de tempo. Tira dos times dois dias importantes no trabalho de pré-temporada, o sábado e o domingo, e não traz nenhum aproveitamento prático”, completou o treinador do Vitória, que deve deixar a cargo do seu auxiliar técnico, Ricardo Silva, a formação de um time misto, entre juniores e reservas, a escalação do time rubro-negro para disputar o Torneio Início.

Sem contar com Ernani, e obviamente com Alison e Léo Fortunato, que chegam hoje a Salvador, 19 jogadores, entre profissionais e juniores, se apresentaram ontem na Toca do Leão: Viáfara, Bagio, Neto, Adaílton, Alan Henrique, Adriano, Bida, Elkeson, Edson, Elton, Esdras, Gabriel Paulista, Léo, Marcelei, Nino Paraíba, Rafael Granja, Reniê e Leílson. Hoje, o clube espera pelo meia Neto Coruja e o volante Uellinton.

Mínimo diferente de R$ 540 será vetado, diz Mantega

Agência Estado  – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez nesta terça-feira, 4, a mais enfática defesa do salário mínimo de R$ 540, definido pelo governo por Medida Provisória que ainda será examinada pelo Congresso Nacional. “Se vier algo diferente disso, vamos simplesmente vetar”, disse Mantega, em entrevista coletiva. Ele argumentou que o valor definido está em um patamar que preserva o equilíbrio das contas públicas e a coerência da política fiscal. “Um aumento acima disso pode provocar expectativas negativas, até mesmo de inflação”, afirmou o ministro, explicando que um valor maior elevaria os gastos com a Previdência e deterioraria as contas públicas. “É temerário, neste momento, um mínimo acima de R$ 540”, disse. Mantega lembrou que os R$ 540 são resultado da política de valorização do piso salarial do País implementada nos últimos anos – que prevê a correção pela inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Segundo ele, essa política permitiu uma grande valorização do mínimo nos últimos anos e tem dado certo. “Se não cumprir agora essa política, vira brincadeira”, afirmou. Corte de gastos – O ministro da Fazenda anunciou hoje que haverá “uma redução razoável de gastos” em 2011. “O fato é que devemos desembocar numa redução razoável de gastos. Mas não tem parâmetro”, disse, ao comentar que os números que têm saído na imprensa não estão corretos. “Tudo o que a gente conseguir reduzir, nós faremos”, afirmou. Mantega explicou que essa redução do gasto público faz parte “de um movimento cíclico da economia”. “Saímos da fase de recuperação da economia, onde o Estado teve de gastar mais. Agora, estamos em outra fase, em que o Brasil está consolidado e a economia pode caminhar com seus próprios pés e não precisa tanto do estímulo fiscal”, disse Mantega. “Vamos reduzir o estimulo fiscal. Portanto, a demanda pública vai diminuir, abrindo espaço para que a demanda privada cresça”, afirmou. “Agora, o Estado pode sair, reduzir o peso e vamos ter um resultado fiscal maior”, disse Mantega. Apesar do menor peso da demanda estatal na economia, Mantega afirmou que o crescimento brasileiro vai continuar e que o PIB deve ter expansão em torno de 5% em 2011. “É uma reacomodação da política monetária e fiscal”, disse o ministro, ao comentar a mudança do jogo de forças que deve manter a economia aquecida neste ano.

Especialista alerta para o mau uso do ar-condicionado

Raíza Tourinho l A TARDE

Luciano da Matta/Agência A TARDE

Nas residências, a limpeza dos filtros deve ser realizada mensalmente

Nas residências, a limpeza dos filtros deve ser realizada mensalmente

O calor intenso sentido neste começo de verão tem feito o aparelho de ar-condicionado voltar à ativa. Entretanto, antes de utilizá-lo,  o consumidor deve ficar atento a alguns cuidados. Sem uma manutenção adequada, o uso do ar-condicionado pode provocar diversas doenças respiratórias, alerta o médico pneumologista Antônio Carlos Lemos.

“Deve-se limpar o aparelho com frequência para evitar a acumulação de sujeira e a consequente transmissão de ácaros, bactérias e vírus”, salienta o especialista.

Segundo o médico, o mau uso do aparelho doméstico pode agravar o estado de saúde de quem já possui problemas respiratórios, como asma, rinite e sinusite. Em casos de instalação de ares-condicionados centrais, como é comum em empresas e locais de grande circulação de pessoas, Lemos alerta que o risco é ainda maior. “Este tipo de aparelho pode propagar  a bactéria Legionella, que causa pneumonia grave”, informa.

Para salientar o risco a que a população corre, ele relembra o caso do ministro Sérgio Motta, que faleceu em 1998 vítima de uma infecção pulmonar causada pela bactéria.

Prevenção – Para evitar danos à saúde, o ideal é limpar o filtro do aparelho de ar-condicionado todo mês, explica a proprietária da JTS Refrigeração, empresa especializada em ares-condicionados, Consuelo Rocha. “Deve-se puxar o filtro e fazer a higienização com água e detergente neutro”, ensina.

São vários os benefícios do simples ato de limpar o filtro do ar-condicionado. “Além de prevenir doenças, aumenta a vida útil do aparelho e diminui o gasto com energia elétrica”, conta Consuelo.

Porém, o cuidado não está apenas no alcance doméstico e a população deve recorrer a profissionais especializados na manutenção. Ela explica também que uma outra higienização, mais profunda, deve ser realizada no mínimo uma vez ao ano por uma empresa especializada.

Monitoramento – Já quem  não utiliza o ar-condicionado com frequência, segundo ela, necessita realizar  periodicamente alguns ajustes, como a regulagem do aparelho e a aplicação de um anticorrosivo no compressor do ar-condicionado. “Se ficar muito tempo sem uso,  o salitre pode corroer o compressor e o ar-condicionado não funcionar. Principalmente em uma cidade com muito salitre, como Salvador”, afirma.

Em empresas,  a manutenção deve ser realizada mensalmente por especialistas, de acordo com Lemos. “Os funcionários devem exigir  que a empresa possua um contrato de manutenção periódica dos aparelhos de ar-condicionado”, informa o pneumologista Antônio Lemos. Ele afirma ainda que a fiscalização dos contratos deve ser exercida pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) da instituição.

Agente Diz – ACADEMIA DO PAPO: Nossos Castelos


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Paulo Pires é professor universitário

Quem olha para essa cidade de Vitória da Conquista, há de constatar que não temos construções suntuosas como em outras cidades do mesmo porte. Mas aqui, acreditem, ainda por influência da nobreza que tivemos até novembro de 1889 e da qual nunca nos afastamos (convivemos com Rei do futebol, Príncipe não sei de quê, Rainha do carnaval, Rei Momo e outras entidades aristocráticas e monárquicas) temos, ou melhor, tivemos nossos Castelos. Conquista tinha Castelos? Tinha sim senhor. Convenhamos que não fossem esplendorosos como aqueles do sul da França, da Baviera ou da Escócia, mas tínhamos. Digamos que eram “castelos meio pebas”. Mesmo assim foram importantíssimas na formação de nossa boemia.

Quem da velha guarda dessa cidade nunca foi ao Castelo de Kalú? Quem? E o Castelo de Fiazinha? E o de Jandira? Até Branca, que era mais modesta, tinha o seu. O desta última era o mais simples e funcionou nas Mamoneiras até meados dos anos 80, quando foi construído o Ceasa. Era o mais Simples, sem nenhum adorno (os quartos não tinham portas e eram “fechados” por uma cortina de chita grossa suspensa por um barbante também grossão). Não possuía nenhum toque aristocrático. A clientela de Branca era rápida no gatilho. Em pleno centro da Cidade o sujeito bebia umas duas e de repente via-se envolto com uma das garotas da Casa (ou melhor, do Castelo). Trocava o óleo em poucos minutos víamos um sujeito lépido e fagueiro. Era o maior barato. Até hoje ninguém sabe explicar porque todos que saíam de lá traziam um palito na boca. Aquele palito na boca, naquele horário matutino, era sinal de que o cabôco havia “trocado o óleo” há poucos minutos.

Freqüentávamos esses Castelos desde cedo. Mas como tudo na vida não é como a gente quer, ocorreu um pequeno problema: Em meados dos anos 60, foi instituído na cidade um Juizado Especial e de repente nos vimos arrodeados de um monte de Inspetores de Menores. Eram uns chatos que surgiram para cortar nossa alegria. Uma vez estávamos em no Castelo de Janda [Jandira] e chegou um deles. Esnobe, falava alto e demonstrava a todo instante que estava ali para colocar as coisas nos seus devidos lugares. Ficamos super aborrecidos com aquele sujeito. Ele se “achava”. Mas, na astúcia, “demos um a zero” nele e tudo acabou bem.

Quando conseguíamos chegar mais cedo aos ambientes (digo, Castelos) caíamos na folia. Em Jandira havia uma baixinha, meio gaza, que era show de bola (super requisitada). Por incrível que pareça, um dia desses encontrei-me com ela na Avenida Crescêncio Silveira e, pasmem, ela me reconheceu embora tenha se passado tanto tempo. Acho que foi pela voz (hoje estou meio careca e mais curvado), mas a voz continua a mesma (fanhosa e baixa). Ela me identificou e sorrimos daquele tempo.

O Magassapo era uma boa opção, mas havia um problema com as moças de lá: Eram muito rodadas. Nos Castelos as meninas eram mais personalizadas e por incrível que pareça cobravam um mixê mais baixo. Havia no Magassapo umas mulherzonas maravilhosas vindas principalmente de Minas (mas cobravam muito por um programa). Só mesmo quem tinha bala na agulha é que “güentava”. Não vou dizer o nome do pessoal que “ficava” com elas (até no Magassapo havia ética antigamente). Só posso dizer que era “gente da alta” de nossa cidade. A nós, pobretões, restava buscar os Castelos, pois lá havia coisas “mais em conta”.

Nunca esqueço uma moreninha maravilhosa com quem estive no Castelo de Jandira. Nunca a esqueci. Já dizia um filósofo: “Quem ama não esquece”. Isso mesmo. A morena balançou meu coração. Engraçado é que tem muita gente que se apaixona por mulheres de brega e tiram-nas daquele lugar (Odair José cantou: Eu vou tirar você desse lugar). Juro que se tivesse condições, teria colocado aquela morena “por conta”. Alugaria casa num bairro modesto e a teria toda noite de luar, em pleno sertão da ressaca ao som do Rádio Clube, programa Atendendo aos Ouvintes. Infelizmente as condições financeiras não me possibilitaram e o nosso amor foi prás cucuia. Aquela garota nunca mais eu vi. Gostaria de encontrá-la para um brinde ao passado.
O tempo passou na janela (disse Chico) e hoje tudo mudou. Não precisamos ir a Castelos. A liberação sexual está no ar, no mar, no chão. Todo mundo se arranja e não há dificuldades para “ficar”. Semana passada passando em um de nossos logradouros assisti uma cena cheia de ternura. Um morador de rua trocava beijinhos, abraços e carinhos sem ter fim (coisa de Vinícius) com uma moradora de rua. Naquele momento confirmavam o que disse um velho amigo: “Prá todo chinelo velho há um pé sujo”. Oh! Que saudades dos velhos Castelos. Oh! Que saudades que tenho da adolescência vivida [e querida] que os anos não trazem mais. Estava certíssimo o poeta Casemiro de Abreu. Viva 2011 e felicidades para todos…

História das feiras-livres de Conquista


Luís Fernades é jornalista e historiador
Início da construção da Ceasa na área da antiga “Mamoneiras”
Ceasa foi inaugurada em 1986?
?A Ceasa (Central de Abastecimento de Alimentos) de Vitória da Conquista foi construída numa área antes denominada “Mamoneiras” (próximo à “Baixa da Égua” – uma ladeira que dava acesso à Praça Hercílio Lima, bairro São Vicente).
Ceasa em construção, com os pavilhões já cobertos
A Ceasa foi construída na gestão Pedral Sampaio/Hélio Ribeiro (1983/1989) e foi inaugurada no grande comício de “Waldir Pires” para Governador do Estado nas eleições de 1986. Todos os cinco pavilhões ficaram lotados para ver a cúpula do PMDB baiano, que acabou saindo vencedora naquele pleito. Além dos pavilhões foi construído ainda um prédio administrativo e asfaltada toda a área que circunda a central.
Ceasa construída e em pleno funcionamento

blogueiro conquistense faz análise do atual contexto político de Vitória da Conquista

Políticos de Conquista já ensaiam articulações para 2012


RAMON-1Ramon Gusmão é jornalista e historiador

Troca de farpas entre Herzem e Guilherme estão ficando evidentes, destaca o articulista.

Por Ramon Gusmão

As eleições municipais se aproximam, e na cobiçada Vitória da Conquista, a capital do Sudoeste Baiano, grupos políticos já estão ensaiando as articulações para o próximo pleito. Nas próximas eleições,  teremos grandes novidades, a maior delas é a possibilidade real de ocorrer a existência de um 2º turno.  O clima antagônico entre o candidato a Deputado mais votado nas últimas eleições de outubro, Herzem Gusmão Pereira e os membros do Partido dos Trabalhadores está esquentando. A troca de farpas estão ficando cada vez mais constantes e evidentes. Se Herzem conta com a força do rádio, o PT tem ao seu lado o governo municipal, estadual e federal.  No campo da oposição conquistense não podemos esquecer também do PSDB, partido liderado na cidade pelo professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia Claudionor Dutra, que também é presidente da COOPMAC. Em Conquista Jose Serra ganhou da presidenta eleita Dilma Roussef,  no primeiro e no segundo turno.

Tal fato deixou os tucanos de Conquista animados com a esperança de conseguir bons resultados nas próximas eleições municipais. Por sua vez, o lado petista possui três fortes candidatos para enfrentar nas urnas o radialista que apresenta há mais de trinta anos o Programa Resenha Geral, o primeiro deles é o atual prefeito Guilherme Menezes, o segundo é o deputado estadual eleito José Raimundo Fontes ( que realizou uma excelente administração em Vitória da Conquista) e o terceiro é o Deputado Federal eleito Waldenor Pereira Filho. Já foram cogitados os nomes dos vereadores Alexandre Pereira (PT) e Ademir Abreu (PT). Boatos que circulam na cidade, afirmam que o nome do atual prefeito está desgastado para concorrer as próximas eleições, entretanto pesquisa divulgada pela Hoje Comunicação aponta uma aprovação de mais da metade da população em relação a atual gestão municipal. Não é de hoje que dentro e fora do meio petista conquistense existem insinuações de que o Partido dos Trabalhadores local está dividido em dois grandes grupos, o primeiro liderado por Guilherme Menezes e o segundo por Waldenor e Zé Raimundo. Supostamente essa divisão atrapalharia a construção de um novo sucessor do partido. Por outro lado, muitos petistas continuam afirmando que a diferença de pensamento existem, sempre existiram e sempre vão existir, na medida que a diversidade de pensamento é inerente a democracia partidária. Os petistas não mais contarão com Lula presidente, e sim com Dilma Presidente. Lula se tornou um mito político vivo, de maneira semelhante a Getúlio Vargas na primeira metade do século passado. E neste cenário é importante lembrar que sem a comprometedora agenda presidencial, fica mais fácil que o ex-presidente compareça em municípios de médio porte (como Vitória da Conquista) em períodos eleitorais. Partidos políticos que foram satélites do grupo petista nas últimas eleições podem se rebelar e lançar candidatura própria, como o PV, o PC do B e o PSB. Destes o que se encontra mais fragilizado é o PV, que vem perdendo força política desde 2010 e que está prestes a enfrentar uma crise interna, principalmente depois da desfiliação do Vice-Prefeito Ricardo Marques que aconteceu recentemente. O PC do B local fortaleceu com a eleição de Jean Fabrício para a Assembléia Legislativa. Além disso as ações associadas ao partido em sindicatos urbanos e rurais, associações, instituições religiosas, ONGS fizeram com que a sigla partidária ficasse mais conhecida em todo o município. O radialista Gildásio Amorim Fernandes que apresenta o Programa Agente Diz, afirmou nesta segunda-feira que o PC do B pode apresentar os nomes de Elias Dourado e o de Miguel Felício para concorrer a prefeitura de Conquista. Amorim citou também a possibilidade de Nilo Coelho também ser candidato a prefeito de Conquista. O PSB de Conquista caso lance candidatura própria possui dois nomes que já estão praticamente construídos, Dr Joas Meira e Dr Elve Cardoso. De acordo com membros desta agremiação partidária, a tendência é que  Dr. Elve seja o nome de consenso do partido. Não se pode esquecer que nas próximas eleições o PSB estará mais forte em Conquista, já que deu contribuições significativas para a eleição de Lídice da Mata para o Senado. As peças deste tabuleiro de xadrez estão sendo postas e repostas. A configuração para 2012 ainda é abstrata, e deverá ganhar forma com o decorrer deste ano que se inicia.

Ramon Gusmão é editor do blog Sudoeste na Rede

Governador promete mais investimentos para agricultura familiar

mail.google.com

 

Agricultura familiar, fim da Zona Tampão da Febre Aftosa na Bahia, Programa Minha Casa, Minha Vida, compromissos para o segundo mandato e a posse da presidenta Dilma Rousseff são os destaques do primeiro programa de rádio de 2011 do governador Jaques Wagner, desta terça-feira (4).  

 

O governador reafirma o apoio à agricultura familiar e mais investimentos, assumindo o desafio de transformar o setor “em uma agricultura pujante na Bahia, que possa garantir riqueza ao estado e melhoria de vida para nossa gente. Em 2006 tínhamos apenas seis mil agricultores no ‘Garantia Safra’. Em 2010, fomos para 65 mil (11 vezes mais) e, em 2011, esperamos chegar a perto de 100 mil”.

 

Wagner diz ainda ter a certeza de que a presença do baiano Afonso Florence (ex-secretário do Desenvolvimento Urbano) no Ministério do Desenvolvimento Agrário poderá potencializar a parceria com o governo federal, “já que a Bahia é o estado com maior número de famílias vivendo da agricultura familiar”.

 

Febre aftosa – Jaques Wagner fala também do fim da Zona Tampão da Febre Aftosa na Bahia, destacando o esforço do Governo do Estado para atingir essa meta, levando 10 mil criadores, com mais de 255 mil cabeças de gado, a integrar a comercialização e o trânsito desses animais em todo o território nacional.

 

Outro tema em destaque é o ‘Minha Casa, Minha Vida’ no estado, sucesso reconhecido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sua última viagem ofical à Bahia. “Vamos carregar esse troféu. A Bahia foi o último estado onde o Lula pisou para assinatura de contratos de novas habitações”. Wagner informa que a Bahia já contratou 65 mil unidades, ultrapassando a meta inicial que era de 32 mil.

                       

Sobre a emoção de ter participado da viagem de Lula de volta à Brasília, para a assinatura do contrato de financiamento da Arena da Fonte Nova, o governador reforça que foi importante para ele, o que “é uma prova do apreço do presidente pela nossa terra”.

 

Segundo mandato – A satisfação do segundo mandato e de ter participado da posse da presidenta da República Dilma Rousseff é também destaque do ‘Conversa com o Governador’. “Vou dar tudo de mim. Dedicar muito para que a gente possa fazer mais quatro anos de melhoria na vida do povo baiano”.

Ele diz que ficou emocionado com a despedida do presidente Lula em Brasília, e que todo mundo ficou “agradecido ao trabalho que esse gigante da política fez durante oito anos pelo Brasil e com a certeza de que a presidenta Dilma também fará um trabalho excepcional”.

 

Antes de encerrar o programa, Wagner reafirma a sua confiança no bom relacionamento entre o governo baiano e governo federal. Aproveita para desejar, mais uma vez, “um 2011 de paz, de sucesso, de muito trabalho e de prosperidade para os baianos”.

Marcela não liga para diferença de idade com Temer: ‘É como se o Michel tivesse 30 anos’ Marcela Araújo, 27 anos, mulher de Michel Temer, roubou a cena na posse de Dilma Rousseff.

MARCELAMarcela Araújo, 27 anos, mulher de Michel Temer, roubou a cena na posse de Dilma Rousseff. Bonita e 43 anos mais nova que o vice-presidente, ela virou assunto no Twitter. A coluna Direto da Fonte, do “Estadão”, ela falou sobre sua relação com o marido, seu jeito de vestir e sobre o filho, Michelzinho.

Sobre a diferença de idade, ela disse não ligar. “No nosso caso não tem idade. É como se o Michel tivesse 30 anos. É engraçado falar, mas é verdade. Ele tem o passado dele, mas a nossa vida é normal como a de qualquer casal que se ama muito. E depois de quase sete anos casados, planejamos a vinda do Michelzinho, o que só nos uniu ainda mais.”

Para estar presente na posse, Marcela deixou – “com dor no coração” – o filho com a mãe e a babá. “Quando eu cheguei ele estava muito bravo porque não o levei. Só depois de muito esforço fez as pazes comigo.”

Elegante, a ex-Miss falou sobre seu jeito de se vestir. “Sou eu mesma que me visto, com a ajuda da minhã mãe. Não tenho personal stylist, nada de grife, nada de joia.” As informações são do Ego.

Na internet
A mulher do vice-presidente virou assunto nas redes socais. No dia da posse de Dilma, Marcela foi um dos temas mais comentados no twitter. Geisy Arruda em seu twitter pessoal fez uma brincadeira com Marcela Temer: “Gente, encontraram uma irmã minha perdida por aí”, publicou em sua página no Twitter. Na internet, diversos blogs e sites divulgaram montagens comparando as duas jovens.

2012: Nilo Coelho pensa em disputar Prefeitura de Conquista contra PT


Deu na coluna Raio Laser, da Tribuna: “Ex-candidato a vice na chapa de Paulo Souto, Nilo Coelho (PSDB) passou a ser estimulado por amigos a disputar a sucessão municipal de Vitória da Conquista em 2012. Além de ter residência no município, o ex-governador poderia representar um diferencial quebrando a hegemonia do PT na região, que controla a cidade há quase 12 anos, dizem nilistas.”