A Gente diz

Especialista alerta para o mau uso do ar-condicionado

Raíza Tourinho l A TARDE

Luciano da Matta/Agência A TARDE

Nas residências, a limpeza dos filtros deve ser realizada mensalmente

Nas residências, a limpeza dos filtros deve ser realizada mensalmente

O calor intenso sentido neste começo de verão tem feito o aparelho de ar-condicionado voltar à ativa. Entretanto, antes de utilizá-lo,  o consumidor deve ficar atento a alguns cuidados. Sem uma manutenção adequada, o uso do ar-condicionado pode provocar diversas doenças respiratórias, alerta o médico pneumologista Antônio Carlos Lemos.

“Deve-se limpar o aparelho com frequência para evitar a acumulação de sujeira e a consequente transmissão de ácaros, bactérias e vírus”, salienta o especialista.

Segundo o médico, o mau uso do aparelho doméstico pode agravar o estado de saúde de quem já possui problemas respiratórios, como asma, rinite e sinusite. Em casos de instalação de ares-condicionados centrais, como é comum em empresas e locais de grande circulação de pessoas, Lemos alerta que o risco é ainda maior. “Este tipo de aparelho pode propagar  a bactéria Legionella, que causa pneumonia grave”, informa.

Para salientar o risco a que a população corre, ele relembra o caso do ministro Sérgio Motta, que faleceu em 1998 vítima de uma infecção pulmonar causada pela bactéria.

Prevenção – Para evitar danos à saúde, o ideal é limpar o filtro do aparelho de ar-condicionado todo mês, explica a proprietária da JTS Refrigeração, empresa especializada em ares-condicionados, Consuelo Rocha. “Deve-se puxar o filtro e fazer a higienização com água e detergente neutro”, ensina.

São vários os benefícios do simples ato de limpar o filtro do ar-condicionado. “Além de prevenir doenças, aumenta a vida útil do aparelho e diminui o gasto com energia elétrica”, conta Consuelo.

Porém, o cuidado não está apenas no alcance doméstico e a população deve recorrer a profissionais especializados na manutenção. Ela explica também que uma outra higienização, mais profunda, deve ser realizada no mínimo uma vez ao ano por uma empresa especializada.

Monitoramento – Já quem  não utiliza o ar-condicionado com frequência, segundo ela, necessita realizar  periodicamente alguns ajustes, como a regulagem do aparelho e a aplicação de um anticorrosivo no compressor do ar-condicionado. “Se ficar muito tempo sem uso,  o salitre pode corroer o compressor e o ar-condicionado não funcionar. Principalmente em uma cidade com muito salitre, como Salvador”, afirma.

Em empresas,  a manutenção deve ser realizada mensalmente por especialistas, de acordo com Lemos. “Os funcionários devem exigir  que a empresa possua um contrato de manutenção periódica dos aparelhos de ar-condicionado”, informa o pneumologista Antônio Lemos. Ele afirma ainda que a fiscalização dos contratos deve ser exercida pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) da instituição.

Agente Diz – ACADEMIA DO PAPO: Nossos Castelos


paulo-pires
Paulo Pires é professor universitário

Quem olha para essa cidade de Vitória da Conquista, há de constatar que não temos construções suntuosas como em outras cidades do mesmo porte. Mas aqui, acreditem, ainda por influência da nobreza que tivemos até novembro de 1889 e da qual nunca nos afastamos (convivemos com Rei do futebol, Príncipe não sei de quê, Rainha do carnaval, Rei Momo e outras entidades aristocráticas e monárquicas) temos, ou melhor, tivemos nossos Castelos. Conquista tinha Castelos? Tinha sim senhor. Convenhamos que não fossem esplendorosos como aqueles do sul da França, da Baviera ou da Escócia, mas tínhamos. Digamos que eram “castelos meio pebas”. Mesmo assim foram importantíssimas na formação de nossa boemia.

Quem da velha guarda dessa cidade nunca foi ao Castelo de Kalú? Quem? E o Castelo de Fiazinha? E o de Jandira? Até Branca, que era mais modesta, tinha o seu. O desta última era o mais simples e funcionou nas Mamoneiras até meados dos anos 80, quando foi construído o Ceasa. Era o mais Simples, sem nenhum adorno (os quartos não tinham portas e eram “fechados” por uma cortina de chita grossa suspensa por um barbante também grossão). Não possuía nenhum toque aristocrático. A clientela de Branca era rápida no gatilho. Em pleno centro da Cidade o sujeito bebia umas duas e de repente via-se envolto com uma das garotas da Casa (ou melhor, do Castelo). Trocava o óleo em poucos minutos víamos um sujeito lépido e fagueiro. Era o maior barato. Até hoje ninguém sabe explicar porque todos que saíam de lá traziam um palito na boca. Aquele palito na boca, naquele horário matutino, era sinal de que o cabôco havia “trocado o óleo” há poucos minutos.

Freqüentávamos esses Castelos desde cedo. Mas como tudo na vida não é como a gente quer, ocorreu um pequeno problema: Em meados dos anos 60, foi instituído na cidade um Juizado Especial e de repente nos vimos arrodeados de um monte de Inspetores de Menores. Eram uns chatos que surgiram para cortar nossa alegria. Uma vez estávamos em no Castelo de Janda [Jandira] e chegou um deles. Esnobe, falava alto e demonstrava a todo instante que estava ali para colocar as coisas nos seus devidos lugares. Ficamos super aborrecidos com aquele sujeito. Ele se “achava”. Mas, na astúcia, “demos um a zero” nele e tudo acabou bem.

Quando conseguíamos chegar mais cedo aos ambientes (digo, Castelos) caíamos na folia. Em Jandira havia uma baixinha, meio gaza, que era show de bola (super requisitada). Por incrível que pareça, um dia desses encontrei-me com ela na Avenida Crescêncio Silveira e, pasmem, ela me reconheceu embora tenha se passado tanto tempo. Acho que foi pela voz (hoje estou meio careca e mais curvado), mas a voz continua a mesma (fanhosa e baixa). Ela me identificou e sorrimos daquele tempo.

O Magassapo era uma boa opção, mas havia um problema com as moças de lá: Eram muito rodadas. Nos Castelos as meninas eram mais personalizadas e por incrível que pareça cobravam um mixê mais baixo. Havia no Magassapo umas mulherzonas maravilhosas vindas principalmente de Minas (mas cobravam muito por um programa). Só mesmo quem tinha bala na agulha é que “güentava”. Não vou dizer o nome do pessoal que “ficava” com elas (até no Magassapo havia ética antigamente). Só posso dizer que era “gente da alta” de nossa cidade. A nós, pobretões, restava buscar os Castelos, pois lá havia coisas “mais em conta”.

Nunca esqueço uma moreninha maravilhosa com quem estive no Castelo de Jandira. Nunca a esqueci. Já dizia um filósofo: “Quem ama não esquece”. Isso mesmo. A morena balançou meu coração. Engraçado é que tem muita gente que se apaixona por mulheres de brega e tiram-nas daquele lugar (Odair José cantou: Eu vou tirar você desse lugar). Juro que se tivesse condições, teria colocado aquela morena “por conta”. Alugaria casa num bairro modesto e a teria toda noite de luar, em pleno sertão da ressaca ao som do Rádio Clube, programa Atendendo aos Ouvintes. Infelizmente as condições financeiras não me possibilitaram e o nosso amor foi prás cucuia. Aquela garota nunca mais eu vi. Gostaria de encontrá-la para um brinde ao passado.
O tempo passou na janela (disse Chico) e hoje tudo mudou. Não precisamos ir a Castelos. A liberação sexual está no ar, no mar, no chão. Todo mundo se arranja e não há dificuldades para “ficar”. Semana passada passando em um de nossos logradouros assisti uma cena cheia de ternura. Um morador de rua trocava beijinhos, abraços e carinhos sem ter fim (coisa de Vinícius) com uma moradora de rua. Naquele momento confirmavam o que disse um velho amigo: “Prá todo chinelo velho há um pé sujo”. Oh! Que saudades dos velhos Castelos. Oh! Que saudades que tenho da adolescência vivida [e querida] que os anos não trazem mais. Estava certíssimo o poeta Casemiro de Abreu. Viva 2011 e felicidades para todos…

História das feiras-livres de Conquista


Luís Fernades é jornalista e historiador
Início da construção da Ceasa na área da antiga “Mamoneiras”
Ceasa foi inaugurada em 1986?
?A Ceasa (Central de Abastecimento de Alimentos) de Vitória da Conquista foi construída numa área antes denominada “Mamoneiras” (próximo à “Baixa da Égua” – uma ladeira que dava acesso à Praça Hercílio Lima, bairro São Vicente).
Ceasa em construção, com os pavilhões já cobertos
A Ceasa foi construída na gestão Pedral Sampaio/Hélio Ribeiro (1983/1989) e foi inaugurada no grande comício de “Waldir Pires” para Governador do Estado nas eleições de 1986. Todos os cinco pavilhões ficaram lotados para ver a cúpula do PMDB baiano, que acabou saindo vencedora naquele pleito. Além dos pavilhões foi construído ainda um prédio administrativo e asfaltada toda a área que circunda a central.
Ceasa construída e em pleno funcionamento

blogueiro conquistense faz análise do atual contexto político de Vitória da Conquista

Políticos de Conquista já ensaiam articulações para 2012


RAMON-1Ramon Gusmão é jornalista e historiador

Troca de farpas entre Herzem e Guilherme estão ficando evidentes, destaca o articulista.

Por Ramon Gusmão

As eleições municipais se aproximam, e na cobiçada Vitória da Conquista, a capital do Sudoeste Baiano, grupos políticos já estão ensaiando as articulações para o próximo pleito. Nas próximas eleições,  teremos grandes novidades, a maior delas é a possibilidade real de ocorrer a existência de um 2º turno.  O clima antagônico entre o candidato a Deputado mais votado nas últimas eleições de outubro, Herzem Gusmão Pereira e os membros do Partido dos Trabalhadores está esquentando. A troca de farpas estão ficando cada vez mais constantes e evidentes. Se Herzem conta com a força do rádio, o PT tem ao seu lado o governo municipal, estadual e federal.  No campo da oposição conquistense não podemos esquecer também do PSDB, partido liderado na cidade pelo professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia Claudionor Dutra, que também é presidente da COOPMAC. Em Conquista Jose Serra ganhou da presidenta eleita Dilma Roussef,  no primeiro e no segundo turno.

Tal fato deixou os tucanos de Conquista animados com a esperança de conseguir bons resultados nas próximas eleições municipais. Por sua vez, o lado petista possui três fortes candidatos para enfrentar nas urnas o radialista que apresenta há mais de trinta anos o Programa Resenha Geral, o primeiro deles é o atual prefeito Guilherme Menezes, o segundo é o deputado estadual eleito José Raimundo Fontes ( que realizou uma excelente administração em Vitória da Conquista) e o terceiro é o Deputado Federal eleito Waldenor Pereira Filho. Já foram cogitados os nomes dos vereadores Alexandre Pereira (PT) e Ademir Abreu (PT). Boatos que circulam na cidade, afirmam que o nome do atual prefeito está desgastado para concorrer as próximas eleições, entretanto pesquisa divulgada pela Hoje Comunicação aponta uma aprovação de mais da metade da população em relação a atual gestão municipal. Não é de hoje que dentro e fora do meio petista conquistense existem insinuações de que o Partido dos Trabalhadores local está dividido em dois grandes grupos, o primeiro liderado por Guilherme Menezes e o segundo por Waldenor e Zé Raimundo. Supostamente essa divisão atrapalharia a construção de um novo sucessor do partido. Por outro lado, muitos petistas continuam afirmando que a diferença de pensamento existem, sempre existiram e sempre vão existir, na medida que a diversidade de pensamento é inerente a democracia partidária. Os petistas não mais contarão com Lula presidente, e sim com Dilma Presidente. Lula se tornou um mito político vivo, de maneira semelhante a Getúlio Vargas na primeira metade do século passado. E neste cenário é importante lembrar que sem a comprometedora agenda presidencial, fica mais fácil que o ex-presidente compareça em municípios de médio porte (como Vitória da Conquista) em períodos eleitorais. Partidos políticos que foram satélites do grupo petista nas últimas eleições podem se rebelar e lançar candidatura própria, como o PV, o PC do B e o PSB. Destes o que se encontra mais fragilizado é o PV, que vem perdendo força política desde 2010 e que está prestes a enfrentar uma crise interna, principalmente depois da desfiliação do Vice-Prefeito Ricardo Marques que aconteceu recentemente. O PC do B local fortaleceu com a eleição de Jean Fabrício para a Assembléia Legislativa. Além disso as ações associadas ao partido em sindicatos urbanos e rurais, associações, instituições religiosas, ONGS fizeram com que a sigla partidária ficasse mais conhecida em todo o município. O radialista Gildásio Amorim Fernandes que apresenta o Programa Agente Diz, afirmou nesta segunda-feira que o PC do B pode apresentar os nomes de Elias Dourado e o de Miguel Felício para concorrer a prefeitura de Conquista. Amorim citou também a possibilidade de Nilo Coelho também ser candidato a prefeito de Conquista. O PSB de Conquista caso lance candidatura própria possui dois nomes que já estão praticamente construídos, Dr Joas Meira e Dr Elve Cardoso. De acordo com membros desta agremiação partidária, a tendência é que  Dr. Elve seja o nome de consenso do partido. Não se pode esquecer que nas próximas eleições o PSB estará mais forte em Conquista, já que deu contribuições significativas para a eleição de Lídice da Mata para o Senado. As peças deste tabuleiro de xadrez estão sendo postas e repostas. A configuração para 2012 ainda é abstrata, e deverá ganhar forma com o decorrer deste ano que se inicia.

Ramon Gusmão é editor do blog Sudoeste na Rede

Governador promete mais investimentos para agricultura familiar

mail.google.com

 

Agricultura familiar, fim da Zona Tampão da Febre Aftosa na Bahia, Programa Minha Casa, Minha Vida, compromissos para o segundo mandato e a posse da presidenta Dilma Rousseff são os destaques do primeiro programa de rádio de 2011 do governador Jaques Wagner, desta terça-feira (4).  

 

O governador reafirma o apoio à agricultura familiar e mais investimentos, assumindo o desafio de transformar o setor “em uma agricultura pujante na Bahia, que possa garantir riqueza ao estado e melhoria de vida para nossa gente. Em 2006 tínhamos apenas seis mil agricultores no ‘Garantia Safra’. Em 2010, fomos para 65 mil (11 vezes mais) e, em 2011, esperamos chegar a perto de 100 mil”.

 

Wagner diz ainda ter a certeza de que a presença do baiano Afonso Florence (ex-secretário do Desenvolvimento Urbano) no Ministério do Desenvolvimento Agrário poderá potencializar a parceria com o governo federal, “já que a Bahia é o estado com maior número de famílias vivendo da agricultura familiar”.

 

Febre aftosa – Jaques Wagner fala também do fim da Zona Tampão da Febre Aftosa na Bahia, destacando o esforço do Governo do Estado para atingir essa meta, levando 10 mil criadores, com mais de 255 mil cabeças de gado, a integrar a comercialização e o trânsito desses animais em todo o território nacional.

 

Outro tema em destaque é o ‘Minha Casa, Minha Vida’ no estado, sucesso reconhecido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sua última viagem ofical à Bahia. “Vamos carregar esse troféu. A Bahia foi o último estado onde o Lula pisou para assinatura de contratos de novas habitações”. Wagner informa que a Bahia já contratou 65 mil unidades, ultrapassando a meta inicial que era de 32 mil.

                       

Sobre a emoção de ter participado da viagem de Lula de volta à Brasília, para a assinatura do contrato de financiamento da Arena da Fonte Nova, o governador reforça que foi importante para ele, o que “é uma prova do apreço do presidente pela nossa terra”.

 

Segundo mandato – A satisfação do segundo mandato e de ter participado da posse da presidenta da República Dilma Rousseff é também destaque do ‘Conversa com o Governador’. “Vou dar tudo de mim. Dedicar muito para que a gente possa fazer mais quatro anos de melhoria na vida do povo baiano”.

Ele diz que ficou emocionado com a despedida do presidente Lula em Brasília, e que todo mundo ficou “agradecido ao trabalho que esse gigante da política fez durante oito anos pelo Brasil e com a certeza de que a presidenta Dilma também fará um trabalho excepcional”.

 

Antes de encerrar o programa, Wagner reafirma a sua confiança no bom relacionamento entre o governo baiano e governo federal. Aproveita para desejar, mais uma vez, “um 2011 de paz, de sucesso, de muito trabalho e de prosperidade para os baianos”.

Marcela não liga para diferença de idade com Temer: ‘É como se o Michel tivesse 30 anos’ Marcela Araújo, 27 anos, mulher de Michel Temer, roubou a cena na posse de Dilma Rousseff.

MARCELAMarcela Araújo, 27 anos, mulher de Michel Temer, roubou a cena na posse de Dilma Rousseff. Bonita e 43 anos mais nova que o vice-presidente, ela virou assunto no Twitter. A coluna Direto da Fonte, do “Estadão”, ela falou sobre sua relação com o marido, seu jeito de vestir e sobre o filho, Michelzinho.

Sobre a diferença de idade, ela disse não ligar. “No nosso caso não tem idade. É como se o Michel tivesse 30 anos. É engraçado falar, mas é verdade. Ele tem o passado dele, mas a nossa vida é normal como a de qualquer casal que se ama muito. E depois de quase sete anos casados, planejamos a vinda do Michelzinho, o que só nos uniu ainda mais.”

Para estar presente na posse, Marcela deixou – “com dor no coração” – o filho com a mãe e a babá. “Quando eu cheguei ele estava muito bravo porque não o levei. Só depois de muito esforço fez as pazes comigo.”

Elegante, a ex-Miss falou sobre seu jeito de se vestir. “Sou eu mesma que me visto, com a ajuda da minhã mãe. Não tenho personal stylist, nada de grife, nada de joia.” As informações são do Ego.

Na internet
A mulher do vice-presidente virou assunto nas redes socais. No dia da posse de Dilma, Marcela foi um dos temas mais comentados no twitter. Geisy Arruda em seu twitter pessoal fez uma brincadeira com Marcela Temer: “Gente, encontraram uma irmã minha perdida por aí”, publicou em sua página no Twitter. Na internet, diversos blogs e sites divulgaram montagens comparando as duas jovens.

2012: Nilo Coelho pensa em disputar Prefeitura de Conquista contra PT


Deu na coluna Raio Laser, da Tribuna: “Ex-candidato a vice na chapa de Paulo Souto, Nilo Coelho (PSDB) passou a ser estimulado por amigos a disputar a sucessão municipal de Vitória da Conquista em 2012. Além de ter residência no município, o ex-governador poderia representar um diferencial quebrando a hegemonia do PT na região, que controla a cidade há quase 12 anos, dizem nilistas.”

Infraero: 26,3% dos voos atrasados

Segundo o balanço divulgado nesta segunda às 11h pela Infraero, dos 1.017 voos previstos, 267 estavam atrasados, 26,3% do total. Outros 35 voos já haviam sido cancelados, o que corresponde a 3,4% do total. Entre os aeroportos com maior movimento, o Tancredo Neves, em Belo Horizonte, é o que registra maior número de atrasos nesta manhã. Metade das 56 partidas domésticas atrasaram, e quatro voos haviam sido cancelados (7,1%). No aeroporto de Brasília, o índice de atrasos era de 33,3%, em Guarulhos, 32,9% e, em Congonhas, de 29,6%. Nos dois aeroportos do Rio de Janeiro, os atrasos não chegavam a 30%. (Claudio Humberto)

Pimentel assume Desenvolvimento criticando carga tributária e juros


O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel tomou posse nesta segunda-feira criticando a carga tributária “elevada” e pedindo da redução dos juros para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros. Em discurso de posse, Pimentel afirmou que o primeiro desafio que o Brasil terá de enfrentar em 2011 será o combate à chamada guerra cambial, que prejudica as exportações brasileiras. “Há uma evidente guerra cambial mundialmente aberta, com reflexos na nossa balança comercial e efeitos perversos nas nossas indústrias”, afirmou o ministro. Leia mais no G1.

Lobão pede que Meio Ambiente ‘acelere’ licença para Belo Monte


Maria Angélica Oliveira/ G1


Ministro Edison Lobão ao lado do vice-presidente Michel Temerlobao2x300

Ao reassumir o cargo nesta segunda-feira, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte devem começar em abril. A obra, que ainda não tem licença de instalação, já foi tema de uma conversa entre Lobão e a ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira, antes mesmo de ele voltar ao ministério. Em entrevista após a cerimônia de transmissão de cargo, Lobão disse que pediu à ministra para que a pasta “acelere” o processo de concessão da licença, necessária para o início da construção. Leia mais no G1.

Maria Angélica Oliveira/ G1

Leia íntegra do discurso de posse de Dilma Rousseff no Congresso

DE BRASÍLIA

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Pela decisão soberana do povo, hoje será a primeira vez que a faixa presidencial cingirá o ombro de uma mulher.

Dilma promete ampliar Prouni e ‘consolidar’ SUS
Dilma promete luta obstinada para erradicar pobreza extrema
Em discurso, Dilma destaca fato de ser primeira mulher presidente
Dilma defende liberdade de imprensa e diz não sentir ‘ressentimento ou rancor’
Veja fotos da posse de Dilma

Ueslei Marcelino/Reuters
Dilma toma posse como presidente no Congresso
Dilma toma posse como presidente no Congresso

Sinto uma imensa honra por essa escolha do povo brasileiro e sei do significado histórico desta decisão.

Sei, também, como é aparente a suavidade da seda verde-amarela da faixa presidencial, pois ela traz consigo uma enorme responsabilidade perante a nação.

Para assumi-la, tenho comigo a força e o exemplo da mulher brasileira. Abro meu coração para receber, neste momento, uma centelha de sua imensa energia.

E sei que meu mandato deve incluir a tradução mais generosa desta ousadia do voto popular que, após levar à presidência um homem do povo, decide convocar uma mulher para dirigir os destinos do país.

Venho para abrir portas para que muitas outras mulheres, também possam, no futuro, ser presidenta; e para que –no dia de hoje– todas as brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher.

Não venho para enaltecer a minha biografia; mas para glorificar a vida de cada mulher brasileira. Meu compromisso supremo é honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos!

Venho, antes de tudo, para dar continuidade ao maior processo de afirmação que este país já viveu.

Venho para consolidar a obra transformadora do presidente Luis Inácio Lula da Silva, com quem tive a mais vigorosa experiência política da minha vida e o privilégio de servir ao país, ao seu lado, nestes últimos anos.

De um presidente que mudou a forma de governar e levou o povo brasileiro a confiar ainda mais em si mesmo e no futuro do seu País.

A maior homenagem que posso prestar a ele é ampliar e avançar as conquistas do seu governo. Reconhecer, acreditar e investir na força do povo foi a maior lição que o presidente Lula deixou para todos nós.

Sob sua liderança, o povo brasileiro fez a travessia para uma outra margem da história.

Minha missão agora é de consolidar esta passagem e avançar no caminho de uma nação geradora das mais amplas oportunidades.

Quero, neste momento, prestar minha homenagem a outro grande brasileiro, incansável lutador, companheiro que esteve ao lado do Presidente Lula nestes oito anos: nosso querido vice José Alencar. Que exemplo de coragem e de amor à vida nos dá este homem! E que parceria fizeram o presidente Lula e o vice-presidente José Alencar, pelo Brasil e pelo nosso povo!

Eu e Michel Temer nos sentimos responsáveis por seguir no caminho iniciado por eles.

Um governo se alicerça no acúmulo de conquistas realizadas ao longo da história. Ele sempre será, ao seu tempo, mudança e continuidade. Por isso, ao saudar os extraordinários avanços recentes, é justo lembrar que muitos, a seu tempo e a seu modo, deram grandes contribuições às conquistas do Brasil de hoje.

Vivemos um dos melhores períodos da vida nacional: milhões de empregos estão sendo criados; nossa taxa de crescimento mais que dobrou e encerramos um longo período de dependência do FMI, ao mesmo tempo em que superamos nossa dívida externa.

Reduzimos, sobretudo, a nossa histórica dívida social, resgatando milhões de brasileiros da tragédia da miséria e ajudando outros milhões a alcançarem a classe média.

Mas, em um país com a complexidade do nosso, é preciso sempre querer mais, descobrir mais, inovar nos caminhos e buscar novas soluções.

Só assim poderemos garantir, aos que melhoraram de vida, que eles podem alcançar mais; e provar, aos que ainda lutam para sair da miséria, que eles podem, com a ajuda do governo e de toda sociedade, mudar de patamar.

Que podemos ser, de fato, uma das nações mais desenvolvidas e menos desiguais do mundo – um país de classe média sólida e empreendedora.

Uma democracia vibrante e moderna, plena de compromisso social, liberdade política e criatividade institucional.

Queridos brasileiros e queridas brasileiras,

Para enfrentar estes grandes desafios é preciso manter os fundamentos que nos garantiram chegar até aqui.

Mas, igualmente, agregar novas ferramentas e novos valores.

Na política é tarefa indeclinável e urgente uma reforma política com mudanças na legislação para fazer avançar nossa jovem democracia, fortalecer o sentido programático dos partidos e aperfeiçoar as instituições, restaurando valores e dando mais transparência ao conjunto da atividade pública.

Para dar longevidade ao atual ciclo de crescimento é preciso garantir a estabilidade de preços e seguir eliminando as travas que ainda inibem o dinamismo de nossa economia, facilitando a produção e estimulando a capacidade empreendedora de nosso povo, da grande empresa até os pequenos negócios locais, do agronegócio à agricultura familiar.

É, portanto, inadiável a implementação de um conjunto de medidas que modernize o sistema tributário, orientado pelo princípio da simplificação e da racionalidade. O uso intensivo da tecnologia da informação deve estar a serviço de um sistema de progressiva eficiência e elevado respeito ao contribuinte.

Valorizar nosso parque industrial e ampliar sua força exportadora será meta permanente. A competitividade de nossa agricultura e da pecuária, que faz do Brasil grande exportador de produtos de qualidade para todos os continentes, merecerá toda nossa atenção. Nos setores mais produtivos a internacionalização de nossas empresas já é uma realidade.

O apoio aos grandes exportadores não é incompatível com o incentivo à agricultura familiar e ao microempreendedor. As pequenas empresas são responsáveis pela maior parcela dos empregos permanentes em nosso país. Merecerão políticas tributárias e de crédito perenes.

Valorizar o desenvolvimento regional é outro imperativo de um país continental, sustentando a vibrante economia do nordeste, preservando e respeitando a biodiversidade da Amazônia no norte, dando condições à extraordinária produção agrícola do centro-oeste, a força industrial do sudeste e a pujança e o espírito de pioneirismo do sul.

É preciso, antes de tudo, criar condições reais e efetivas capazes de aproveitar e potencializar, ainda mais e melhor, a imensa energia criativa e produtiva do povo brasileiro.

No plano social, a inclusão só será plenamente alcançada com a universalização e a qualificação dos serviços essenciais. Este é um passo, decisivo e irrevogável, para consolidar e ampliar as grandes conquistas obtidas pela nossa população.

É, portanto, tarefa indispensável uma ação renovada, efetiva e integrada dos governos federal, estaduais e municipais, em particular nas áreas da saúde, da educação e da segurança, vontade expressa das famílias brasileiras.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

A luta mais obstinada do meu governo será pela erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos.

Uma expressiva mobilidade social ocorreu nos dois mandatos do Presidente Lula. Mas, ainda existe pobreza a envergonhar nosso país e a impedir nossa afirmação plena como povo desenvolvido.

Não vou descansar enquanto houver brasileiros sem alimentos na mesa, enquanto houver famílias no desalento das ruas, enquanto houver crianças pobres abandonadas à própria sorte. O congraçamento das famílias se dá no alimento, na paz e na alegria. E este é o sonho que vou perseguir!

Esta não é tarefa isolada de um governo, mas um compromisso a ser abraçado por toda sociedade. Para isso peço com humildade o apoio das instituições públicas e privadas, de todos os partidos, das entidades empresariais e dos trabalhadores, das universidades, da juventude, de toda a imprensa e de das pessoas de bem.

A superação da miséria exige prioridade na sustentação de um longo ciclo de crescimento. É com crescimento que serão gerados os empregos necessários para as atuais e as novas gerações.

É com crescimento, associado a fortes programas sociais, que venceremos a desigualdade de renda e do desenvolvimento regional.

Isso significa – reitero – manter a estabilidade econômica como valor absoluto. Já faz parte de nossa cultura recente a convicção de que a inflação desorganiza a economia e degrada a renda do trabalhador. Não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que esta praga volte a corroer nosso tecido econômico e a castigar as famílias mais pobres.

Continuaremos fortalecendo nossas reservas para garantir o equilíbrio das contas externas. Atuaremos decididamente nos fóruns multilaterais na defesa de políticas econômicas saudáveis e equilibradas, protegendo o país da concorrência desleal e do fluxo indiscriminado de capitais especulativos.

Não faremos a menor concessão ao protecionismo dos países ricos que sufoca qualquer possibilidade de superação da pobreza de tantas nações pela via do esforço de produção.

Faremos um trabalho permanente e continuado para melhorar a qualidade do gasto público.

O Brasil optou, ao longo de sua história, por construir um estado provedor de serviços básicos e de previdência social pública.

Isso significa custos elevados para toda a sociedade, mas significa também a garantia do alento da aposentadoria para todos e serviços de saúde e educação universais. Portanto, a melhoria dos serviços é também um imperativo de qualificação dos gastos governamentais.

Outro fator importante da qualidade da despesa é o aumento dos níveis de investimento em relação aos gastos de custeio. O investimento público é essencial como indutor do investimento privado e como instrumento de desenvolvimento regional.

Através do Programa de Aceleração do Crescimento e do Minha Casa Minha Vida, manteremos o investimento sob estrito e cuidadoso acompanhamento da Presidência da República e dos ministérios.

O PAC continuará sendo um instrumento de coesão da ação governamental e coordenação voluntária dos investimentos estruturais dos estados e municípios. Será também vetor de incentivo ao investimento privado, valorizando todas as iniciativas de constituição de fundos privados de longo prazo.

Por sua vez, os investimentos previstos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas serão concebidos de maneira a dar ganhos permanentes de qualidade de vida, em todas as regiões envolvidas.

Este princípio vai reger também nossa política de transporte aéreo. É preciso, sem dúvida, melhorar e ampliar nossos aeroportos para a Copa e as Olimpíadas. Mas é mais que necessário melhorá-los já, para arcar com o crescente uso deste meio de transporte por parcelas cada vez mais amplas da população brasileira.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Junto com a erradicação da miséria, será prioridade do meu governo a luta pela qualidade da educação, da saúde e da segurança.

Nas últimas duas décadas, o Brasil universalizou o ensino fundamental. Porém é preciso melhorar sua qualidade e aumentar as vagas no ensino infantil e no ensino médio.

Para isso, vamos ajudar decididamente os municípios a ampliar a oferta de creches e de pré escolas.

No ensino médio, além do aumento do investimento publico vamos estender a vitoriosa experiência do PROUNI para o ensino médio profissionalizante, acelerando a oferta de milhares de vagas para que nossos jovens recebam uma formação educacional e profissional de qualidade.

Mas só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens.

Somente com avanço na qualidade de ensino poderemos formar jovens preparados, de fato, para nos conduzir à sociedade da tecnologia e do conhecimento.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Consolidar o Sistema Único de Saúde será outra grande prioridade do meu governo.

Para isso, vou acompanhar pessoalmente o desenvolvimento desse setor tão essencial para o povo brasileiro.

Quero ser a presidenta que consolidou o SUS, tornando-o um dos maiores e melhores sistemas de saúde pública do mundo.

O SUS deve ter como meta a solução real do problema que atinge a pessoa que o procura, com uso de todos os instrumentos de diagnóstico e tratamento disponíveis, tornando os medicamentos acessíveis a todos, além de fortalecer as políticas de prevenção e promoção da saúde.

Vou usar a força do governo federal para acompanhar a qualidade do serviço prestado e o respeito ao usuário.

Vamos estabelecer parcerias com o setor privado na área da saúde, assegurando a reciprocidade quando da utilização dos serviços do SUS.

A formação e a presença de profissionais de saúde adequadamente distribuídos em todas as regiões do país será outra meta essencial ao bom funcionamento do sistema.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

A ação integrada de todos os níveis de governo e a participação da sociedade é o caminho para a redução da violência que constrange a sociedade e as famílias brasileiras.

Meu governo fará um trabalho permanente para garantir a presença do Estado em todas as regiões mais sensíveis à ação da criminalidade e das drogas, em forte parceria com Estados e Municípios.

O estado do Rio de Janeiro mostrou o quanto é importante, na solução dos conflitos, a ação coordenada das forças de segurança dos três níveis de governo, incluindo – quando necessário – a participação decisiva das Forças Armadas.

O êxito desta experiência deve nos estimular a unir as forças de segurança no combate, sem tréguas, ao crime organizado, que sofistica a cada dia seu poder de fogo e suas técnicas de aliciamento de jovens.

Buscaremos também uma maior capacitação federal na área de inteligência e no controle das fronteiras, com uso de modernas tecnologias e treinamento profissional permanente.

Reitero meu compromisso de agir no combate as drogas, em especial ao avanço do crack, que desintegra nossa juventude e infelicita as famílias.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

O pré-sal é nosso passaporte para o futuro, mas só o será plenamente se produzir uma síntese equilibrada de avanço tecnológico, avanço social e cuidado ambiental.

A sua própria descoberta é resultado do avanço tecnológico brasileiro e de uma moderna política de investimentos em pesquisa e inovação. Seu desenvolvimento será fator de valorização da empresa nacional e seus investimentos serão geradores de milhares de novos empregos.

O grande agente desta política é a Petrobrás, símbolo histórico da soberania brasileira na produção energética.

O meu governo terá a responsabilidade de transformar a enorme riqueza obtida no Pré Sal em poupança de longo prazo, capaz de fornecer às atuais e às futuras gerações a melhor parcela dessa riqueza, transformada, ao longo do tempo, em investimentos efetivos na qualidade dos serviços públicos, na redução da pobreza e na valorização do meio ambiente. Recusaremos o gasto apressado, que reserva às futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.

Meus queridos brasileiros e brasileiras,

Muita coisa melhorou em nosso país, mas estamos vivendo apenas o início de uma nova era. O despertar de um novo Brasil.

Recorro a um poeta da minha terra: “o que tem de ser, tem muita força”.

Pela primeira vez o Brasil se vê diante da oportunidade real de se tornar, de ser, uma nação desenvolvida. Uma nação com a marca inerente da cultura e do estilo brasileiros –o amor, a generosidade, a criatividade e a tolerância.

Uma nação em que a preservação das reservas naturais e das suas imensas florestas, associada à rica biodiversidade e a matriz energética mais limpa do mundo, permitem um projeto inédito de país desenvolvido com forte componente ambiental.

O mundo vive num ritmo cada vez mais acelerado de revolução tecnológica. Ela se processa tanto na decifração de códigos desvendadores da vida quanto na explosão da comunicação e da informática.

Temos avançado na pesquisa e na tecnologia, mas precisamos avançar muito mais. Meu governo apoiará fortemente o desenvolvimento científico e tecnológico para o domínio do conhecimento e a inovação como instrumento da produtividade.

Mas o caminho para uma nação desenvolvida não está somente no campo econômico. Ele pressupõe o avanço social e a valorização da diversidade cultural. A cultura é a alma de um povo, essência de sua identidade.

Vamos investir em cultura, ampliando a produção e o consumo em todas as regiões de nossos bens culturais e expandindo a exportação da nossa música, cinema e literatura, signos vivos de nossa presença no mundo.

Em suma: temos que combater a miséria, que é a forma mais trágica de atraso, e, ao mesmo tempo, avançar investindo fortemente nas áreas mais sofisticadas da invenção tecnológica, da criação intelectual e da produção artística e cultural.

Justiça social, moralidade, conhecimento, invenção e criatividade, devem ser, mais que nunca, conceitos vivos no dia-a-dia da nação.

Queridos brasileiros e queridas brasileiras,

Considero uma missão sagrada do Brasil a de mostrar ao mundo que é possível um país crescer aceleradamente, sem destruir o meio-ambiente.

Somos e seremos os campeões mundiais de energia limpa, um país que sempre saberá crescer de forma saudável e equilibrada.

O etanol e as fontes de energia hídricas terão grande incentivo, assim como as fontes alternativas: a biomassa, a eólica e a solar. O Brasil continuará também priorizando a preservação das reservas naturais e das florestas.

Nossa política ambiental favorecerá nossa ação nos fóruns multilaterais. Mas o Brasil não condicionará sua ação ambiental ao sucesso e ao cumprimento, por terceiros, de acordos internacionais.

Defender o equilíbrio ambiental do planeta é um dos nossos compromissos nacionais mais universais.

Meus queridos brasileiros e brasileiras,

Nossa política externa estará baseada nos valores clássicos da tradição diplomática brasileira: promoção da paz, respeito ao princípio de não-intervenção, defesa dos Direitos Humanos e fortalecimento do multilateralismo.

O meu governo continuará engajado na luta contra a fome e a miséria no mundo.

Seguiremos aprofundando o relacionamento com nossos vizinhos sul-americanos; com nossos irmãos da América Latina e do Caribe; com nossos irmãos africanos e com os povos do Oriente Médio e dos países asiáticos. Preservaremos e aprofundaremos o relacionamento com os Estados Unidos e com a União Européia.

Vamos dar grande atenção aos países emergentes.

O Brasil reitera, com veemência e firmeza, a decisão de associar seu desenvolvimento econômico, social e político ao de nosso continente.

Podemos transformar nossa região em componente essencial do mundo multipolar que se anuncia, dando consistência cada vez maior ao Mercosul e à Unasul. Vamos contribuir para a estabilidade financeira internacional, com uma intervenção qualificada nos fóruns multilaterais.

Nossa tradição de defesa da paz não nos permite qualquer indiferença frente à existência de enormes arsenais atômicos, à proliferação nuclear, ao terrorismo e ao crime organizado transnacional.

Nossa ação política externa continuará propugnando pela reforma dos organismos de governança mundial, em especial as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Disse, no início deste discurso, que eu governarei para todos os brasileiros e brasileiras. E vou fazê-lo.

Mas é importante lembrar que o destino de um país não se resume à ação de seu governo. Ele é o resultado do trabalho e da ação transformadora de todos os brasileiros e brasileiras. O Brasil do futuro será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ele hoje. Do tamanho da participação de todos e de cada um:

Dos movimentos sociais,

dos que labutam no campo,

dos profissionais liberais,

dos trabalhadores e dos pequenos empreendedores,

dos intelectuais,

dos servidores públicos,

dos empresários,

das mulheres,

dos negros, dos índios e dos jovens,

de todos aqueles que lutam para superar distintas formas de discriminação.

Quero estar ao lado dos que trabalham pelo bem do Brasil na solidão amazônica, na seca nordestina, na imensidão do cerrado, na vastidão dos pampas.

Quero estar ao lado dos que vivem nos aglomerados metropolitanos, na vastidão das florestas; no interior ou no litoral, nas capitais e nas fronteiras do Brasil.

Quero convocar todos a participar do esforço de transformação do nosso país.

Respeitada a autonomia dos poderes e o princípio federativo, quero contar com o Legislativo e o Judiciário, e com a parceria de governadores e prefeitos para continuarmos desenvolvendo nosso País, aperfeiçoando nossas instituições e fortalecendo nossa democracia.

Reafirmo meu compromisso inegociável com a garantia plena das liberdades individuais; da liberdade de culto e de religião; da liberdade de imprensa e de opinião.

Reafirmo que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio e a censura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intansigente dos direitos humanos, no nosso País e como bandeira sagrada de todos os povos.

O ser humano não é só realização prática, mas sonho; não é só cautela racional, mas coragem, invenção e ousadia. E esses são elementos fundamentais para a afirmação coletiva da nossa nação.

Eu e meu vice Michel Temer fomos eleitos por uma ampla coligação partidária. Estamos construindo com eles um governo onde capacidade profissional, liderança e a disposição de servir ao país serão os critérios fundamentais.

Mais uma vez estendo minha mão aos partidos de oposição e as parcelas da sociedade que não estiveram conosco na recente jornada eleitoral. Não haverá de minha parte discriminação, privilégios ou compadrio.

A partir deste momento sou a presidenta de todos os brasileiros, sob a égide dos valores republicanos.

Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente, e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para aturem com firmeza e autonomia.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Chegamos ao final desse longo discurso. Dediquei toda a minha vida a causa do Brasil. Entreguei minha juventude ao sonho de um país justo e democrático. Suportei as adversidades mais extremas infligidas a todos que ousamos enfrentar o arbítrio. Não tenho qualquer arrependimento, tampouco ressentimento ou rancor.

Muitos da minha geração, que tombaram pelo caminho, não podem compartilhar a alegria deste momento. Divido com eles esta conquista, e rendo-lhes minha homenagem.

Esta dura caminhada me fez valorizar e amar muito mais a vida e me deu sobretudo coragem para enfrentar desafios ainda maiores. Recorro mais uma vez ao poeta da minha terra:

“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”

É com esta coragem que vou governar o Brasil.

Mas mulher não é só coragem. É carinho também.

Carinho que dedico a minha filha e ao meu neto. Carinho com que abraço a minha mãe que me acompanha e me abençoa.

É com este mesmo carinho que quero cuidar do meu povo, e a ele – só a ele – dedicar os próximos anos da minha vida.

Que Deus abençoe o Brasil!

Que Deus abençoe a todos nós!

Primeiro dia da presidente Dilma é de encontro com líderes mundiais


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G1

Ela vai receber chefes de Estado e Governo estrangeiros. Primeiro compromisso é reunião com príncipe das Astúrias.

A presidente Dilma Rousseff chegou por volta de 9h40 neste domingo (2) ao Palácio do Planalto para o primeiro dia de trabalho desde que tomou posse. O primeiro compromisso dela é uma reunião com o príncipe das Astúrias, Felipe de Bourbon. Ele representou a Espanha durante a cerimônia de posse de Dilma.

Foto oficial de Dilma com seu ministério

Dilma reservou o dia para reuniões com autoridades estrangeiras. Depois de se encontrar com o príncipe, a presidente se reúne com José Mujica, o presidente do Uruguai, e com o primeiro-ministro da Coréia do Sul, Kim Hwang-Sik.

Logo depois, a presidente se reúne com o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, e com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina. Dilma encontra-se ainda com José Ramón Machado Ventura, primeiro vice-presidente de Cuba, e com Taro Aso, ex-primeiro-ministro do Japão.

Por volta de 13h, o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, deve apresentar um relato das conversas de Dilma com os colegas estrangeiros. Missões diplomáticas de vários países vieram prestigiar a posse da presidente brasileira neste sábado (1º). A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, representou os Estados Unidos e chegou a conversar com Dilma por mais de um minuto durante os cumprimentos, no Palácio do Planalto.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, também compareceu às cerimônias de posse. Ele tinha uma agenda com Dilma prevista para às 9h deste domingo, mas teve de cancelar por causa das enchentes em seu país, segundo o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.