A Gente diz

A Justiça fazendo Justiça

03-08-2010-12-07-021
Promotor de Justiça de Piripiranga, Gildásio R. Amorim, solicitou através do Ministério Público, um habeas corpus em favor de Vanaldo Batista dos Reis que fora convocado para testemunhar, e por questão demência ou esquecimento, não conseguiu lembrar dos fatos narrados à justiça em ocasião anterior, o fato culminou em uma decisão arbitrária e que vai de encontro ao estado de direito, praticado por um juiz da comarca da cidade acima citada. Segue nota.

No último dia 27 de Julho, em sessão de julgamento na Comarca de Paripiranga, um fato inusitado aconteceu. Durante o seu depoimento, , desempenhado para testemunhar em juízo, ficou nervoso diante da platéia. Por esse motivo, não conseguiu lembrar-se integralmente de todo o conteúdo do seu anterior depoimento dito ao Delegado de Polícia ainda no ano de 2005.
Por sua vez, o advogado de defesa, pediu ao juiz presidente do julgamento, Marcelo Luiz Santos Freitas, que fizesse a comparação do depoimento prestado pela testemunha não só na Delegacia de Polícia em 2005 e também em Juízo em 2006, quando da instrução processual. Vanaldo, não conseguiu assimilar as perguntas do juiz, chegando ao ponto de ficar desesperado, não falando com o nexo necessário.
Devido a esse fato, o juiz Marcelo Luiz Santos Freitas, simplesmente decretou a prisão da testemunha durante a sua tentativa de prestar depoimento, submetendo-o a um profundo constrangimento sem precedentes na História dos julgamentos do Tribunal de Júri de Paripiranga. O juiz requisitou a força policial como se a testemunha fosse um criminoso e determinou que ficasse preso na Delegacia de Polícia juntamente com 20 bandidos.
Devido a essa atitude do Juiz, o Promotor de Justiça de Piripiranga, Gildásio Rizério de Amorim, solicitou através do Ministério Público um habeas corpus em favor da testemunha, Vanaldo Batista dos Reis.
Segundo o promotor brumadense a prisão do Paciente é ilegal, absurda e, principalmente, arbitrária. O cidadão totalmente despreparado, sendo a sua primeira e última vez que se encontrava no plenário de um Salão de Júri prestando depoimento, ficou bastante nervoso, não conseguindo assimilar a pressão vinda não só do advogado de defesa, Renivaldo Pimentel Lima e também do juiz, Marcelo Luiz Santos Freitas levando-o ao desespero.
Com isso, o promotor acha-se demonstrada a ausência de justa causa para que Vanaldo fosse preso e ainda permaneça na Cadeia Pública, e, que, ilegalmente, ainda permanece recolhido sob ordem e determinação do Juiz Substituto de Paripiranga, ora Autoridade Coatora “Profundamente lamentável a prisão decretada pelo magistrado de Paripiranga. A repercussão da prisão foi imensa em todo o município de Paripiranga” Afirma o promotor. Janine Andrade

Fonte acheibrumado.com.br

Senador César Borges critica a insegurança que ocorrre em todo o interior do estado da Bahia

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César Borges lamentou a inversão de valores promovida pela insegurança
Durante o comício no município de Conceição do Almeida, realizado na noite do último domingo, o senador César Borges lamentou a situação de medo constante em que vive o povo baiano. “Com tamanha violência, o maior direito conquistado na democracia, que é o de ir e vir, corre sérios riscos na Bahia. O problema não se restringe à capital, tanto que no interior a violência cresceu 18%”, apontou. Os dados do último balanço da Secretaria de Segurança Pública (SSP) foram apresentados às milhares de pessoas que compareceram no evento, que contou com a presença do candidato ao Governo do Estado pela coligação A Bahia Tem Pressa, o deputado federal e ex-ministro Geddel Vieira Lima. Adailton Sobral, o Ito de Bega, prefeito de Conceição do Almeida, também criticou a situação da segurança pública. De acordo com o prefeito, a cidade conta com apenas duas viaturas e, devido à falta de verba, a segurança é sustentada por recursos do próprio município.

Candidatos não têm propostas para a Bahia

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Não há diretrizes específicas para a Bahia nos programas registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos três candidatos que lideram, conforme as últimas pesquisas, a disputa pela Presidência da República, Dilma Rousseff do PT, José Serra do PSDB e Marina Silva, do PV. Eles tratam de suas propostas no atacado, expondo as principais linhas dos programas sem particularizar o varejo dos estados e dos municípios. A estratégia dos três é bem clara: tratar os temas regionais apenas nas visitas que realizam nos estados.
Alguns sofreram na pele problemas enfrentados na Bahia como foi o caso do tucano Serra. O jatinho que o transportava de Pernambuco para o sul do Estado não pôde pousar no Aeroporto de Ilhéus numa noite chuvosa por falta de equipamentos adequados no terminal. O avião precisou recorrer à pista privada do Aeroporto da Ilha de Comandatuba, a 74 quilômetros da terra de Gabriela. O tucano reclamou das péssimas condições do aeroporto e deu a entender que se eleito vai resolver a situação do tráfego aéreo na região, importante para o turismo e os negócios.
Violência – Serra gosta de tratar muito do tema da violência quando passa na Bahia, pois sabe que esse é um dos principais problemas do Estado. No seu programa encaminhado ao TSE – na verdade os dois discursos pronunciados quando anunciou a candidatura em São Paulo e quando ela foi confirmada na convenção realizada em Salvador – tem batido na tecla de que, como presidente, pretende criar o Ministério da Segurança Pública para ajudar os estados a combater a violência.
Dilma também não cita a Bahia diretamente na última versão do programa encaminhada ao TSE pelo PT. Contudo, estabelece diretrizes que afetam o Estado como a “intensificação dos assentamentos e apoio técnico aos assentados”, o aprimoramento da reforma agrária e fortalecimento da agricultura familiar e da agroindústria familiar”.
A Bahia é o estado que tem o maior número de agricultores familiares, 165 mil (87% dos estabelecimentos rurais no Estado são familiares), conforme indicou o ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário que acompanhou o presidente Lula na recente visita a Feira de Santana. Qualquer melhoria federal nesses programas significaria reflexos positivos na Bahia.
Nos discursos e entrevista em solo baiano, Dilma enfatiza o que pretende fazer aqui: a ampliação dos programas sociais, os projetos de irrigação e a conclusão das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em especial a Ferrovia Oeste-Leste, e o Porto Sul, itens importantes para a economia da Bahia.
Verdes – A candidata verde, Marina Silva segue a mesma linha. Registrou um programa de governo genérico, com as principais diretrizes e a filosofia da implantação do chamado “desenvolvimento sustentável” que prevê a exploração das riquezas naturais sem que isso implique em devastação do meio ambiente. De concreto se pode saber que Marina eleita presidente a possibilidade de instalar uma usina nuclear na Bahia, como o governo estadual vem negociando, está completamente afastada. Ela fez questão de deixar bem claro isso nas entrevistas que deu na Bahia.
Um item que consta no programa e que afeta diretamente a Bahia é o tratamento diferenciado que Marina pretende dar à questão indígena. O PV garante resolver os processos de demarcação e homologação das terras indígenas “e as possibilidades de desenvolvimento com autonomia dos povos indígenas”.
Se levado ao pé da letra, essa diretriz poderia resolver as inúmeras questões fundiárias existentes principalmente no sul do Estado onde grupos de pataxós hã-hã-hãe lutam há décadas para retomar terras ocupadas por fazendeiros. Dizem que as terras pertencem a eles.
São Paulo e Amazônia – Se não toca diretamente na Bahia, em vários momentos dos seus dois discursos usados como programas no TSE, Serra se refere a São Paulo. O faz para mostrar o que realizou como governador, com a mensagem de que repetirá a dose das boas iniciativas no País se chegar no Palácio do Planalto. É o caso do programa dos dois professores por turmas, um deles para dar reforço escolar aos alunos. Na área da saúde se refere ao AMEs – Ambulatórios Médicos de Especialidades, prometendo implantar 150 em todos os estados.
A candidata Marina Silva, no item “Infraestrutura para a economia sustentável” do seu programa, refere-se às grandes hidrelétricas da Bacia Amazônica, que abrange vários estados da região Norte. Cita também a Amazônia quando fala do agronegócio sustentável. O programa de Dilma Rousseff, registrado no Tribunal Superior Eleitoral e encaminhado pelo Partido dos Trabalhadores, não particulariza a Bahia e nenhum outro Estado.
Biaggio Talento l Agência A TARDE

Ibope e Rede Bahia vão divulgar nova pesquisa no próximo final de semana

A Rede Bahia divulgará no próximo fim de semana a primeira das cinco pesquisas encomendadas ao Ibope sobre a sucessão estadual. A coleta de dados começou no último sábado, 31, e será encerrada na sexta, dia 6. Serão entrevistados 1.008 eleitores em todo o estado. A divulgação será feita pela TV Bahia e afiliadas da rede e, também, nos telejornais da Rede Globo. A pesquisa apura as intenções de votos para os governos federal e estadual e também para o Senado, mede satisfação do eleitor em relação aos governos de Lula e Jaques Wagner e também apura qual a utilidade da internet na vida do entrevistado. O que chama atenção na pesquisa é que os nomes de Luiz Bassuma e Jaques Wagner aparecem apenas pela forma teoricamente mais conhecida, “Bassuma” e “Wagner”. Geddel, por exemplo, aparece na cartela de candidatos como Geddel Vieira Lima e o ex-governador democrata como Paulo Souto. (Pimenta na Muqueca)

Comunidade brumadense questiona roubo do painel de comando da estação de captação e os potentes motores que alimentava o sistema de abastecimento de água em Brumado

Desde a última sexta-feira (30), o roubo das bombas, motores e do painel de comando da estação de captação da Embasa de Brumado, causaram a paralisação do abastecimento de água e o questionamento da comunidade a respeito desse feito.
O cidadão Clidemar Amorim Risério, conhecedor da área de segurança, ex-policial rodoviário e ex-delegado de polícia, vem a público questionar e buscar respostas plausíveis para o fato.
Clidemar contesta o roubo na barragem de Cristalândia e diz que todos os indícios são de sabotagem ao bem público. Segundo o mesmo, a Polícia Civil já está investigando o caso, e mesmo sendo um órgão competente, espera intervenção da Polícia Federal e do Ministério Público para que todos os fatos sejam apurados com maior rapidez e os culpados severamente punidos.
Cobra ainda que o Governo da Bahia faça um levantamento, porque ninguém compraria os itens roubados por serem equipamentos potentes e não possuírem nota fiscal, e informe a sociedade o que realmente aconteceu na noite do crime e crie um melhor sistema de segurança para o setor.
Indignado com o assalto da Estação, Amorim lança ainda alguns questionamentos a serem analisados pela comunidade e segundo ele, espera por essas respostas: “Por que o vigilante não fez (ou fez) contato com sua base na Embasa no momento que percebeu a invasão? Se o vigilante percebeu a chegada de um veículo de carga, antes de ser abordado, estranho no local, então porque ele não se escondeu, apagou as luzes e chamou reforço?
Clidemar Risério diz estar apenas exercendo o seu papel de cidadão questionando os fatos e buscando respostas para um roubo que prejudicou toda a população, que não pode ficar impune e deve ser apurado imediatamente.

Informações do site acheibrumado – Janine Andrade

Propaganda Eleitoral na TV

Deu no Correio Braziliense: “Daqui a 15 dias, começa a última e decisiva etapa das eleições. No caso das presidenciais, as mais longas que fizemos em nossa historia. É nelas que o sistema político pensa obsessivamente há mais de dois anos (desde, pelo menos, o início de 2008), por obra e graça de Lula.
As demais eleições estão sendo das mais atrasadas de que temos memória. Na maior parte dos estados, o nível de definição dos eleitores a respeito do voto para governador é muito baixo. Para o Senado, baixíssimo. Nas proporcionais, então, nem é bom falar: mais de 95% dos eleitores têm, no máximo, apenas uma vaga noção do que farão.
Com sua mania de aguardar a “hora certa”, nossa legislação eleitoral é a principal responsável pelo que vai acontecer de 17 de agosto a 3 de outubro. Nesses últimos 45 dias, todos que ainda não sabem em quem votar para os 6 cargos em disputa (presidente, governador, dois senadores, deputado federal e estadual) terão que correr à procura de informações. Quantos conseguirão obtê-las em espaço de tempo tão curto? Quantos terão condições de conhecer adequadamente os candidatos relevantes?
É verdade que as campanhas já começaram faz quase um mês, em 6 de julho. Comícios, passeatas, carros de som, foram liberados e vêm sendo usados pelos candidatos país afora. Mas seu impacto é diminuto.
Quem o quiser avaliar basta que considere o que mudou nas pesquisas do final de junho até agora: praticamente nada. Seja nas eleições presidenciais, seja nas outras, os últimos 30 dias foram de estabilidade quase completa. Ninguém subiu, ninguém caiu, o que permite ver quão inócua é essa etapa intermediária, que vai do fim da “pré-campanha” ao início da televisão.
Se pensarmos nas restrições a que essas mídias foram submetidas, não é difícil entender por quê. No afã de responder aos anseios generalizados por moralização que vieram depois do mensalão, nossas elites fizeram mudanças perfunctórias na legislação para reduzir gastos de campanha, achando que conteriam a arrecadação irregular ao colocar obstáculos às despesas. Com isso, sumiram os artistas e animadores, e os comícios foram esvaziados. Acabaram as camisetas, que tanta gente usava. Os outdoors diminuíram de tamanho e viraram pequenas placas padronizadas. Faixas e cartazes desapareceram. Até a pintura de muros foi severamente disciplinada.
Muitas dessas limitações foram positivas, pois reduziram o assédio exorbitante dos candidatos e contribuíram para a limpeza das cidades. Mas acabaram por aumentar o que era já grande: a influência da televisão, que se tornou ainda mais preponderante.
Ou seja: é cada vez maior a proporção de eleitores que chega aos 45 dias finais com sua “cola eleitoral” quase vazia. Dos 6 nomes, sabe um, dois e olhe lá.
Para agravar as dificuldades, nossa legislação coloca mais uma barreira à sua frente. Nesses últimos dias, ou o eleitor se senta diante da televisão por intermináveis 50 minutos na hora do almoço e do jantar ou torce para ter a sorte de ver uma inserção enquanto assiste a seus programas prediletos. As campanhas chegam (finalmente) à sua casa, mas dessa maneira: 100 minutos/dia de “programas eleitorais” contra 30 de comerciais.
Esses são divididos em 5 “partes” de 6 minutos (uma para cada cargo), e são distribuídos em 4 blocos de audiência (manhã, tarde, horário nobre e noite). Fazendo as contas: Dilma e Serra terão cerca de um comercial ao dia em horário nobre por emissora (ela todo dia, ele nem sempre), Marina um por semana e os menores, provavelmente, nenhum. Nas eleições estaduais, coisas parecidas, em função do tamanho das coligações.
É isso que verá a maioria das pessoas, que não gosta do “horário eleitoral” (ou “guia”, como é chamado em algumas regiões). Estudos mostram que, quando a eleição termina, mais da metade dos eleitores não viu sequer um inteiro. Esses, os que só assistem aos comerciais, são tratados a pão e água pela legislação.
E ainda querem que o eleitor “vote consciente”. (Marcos Coimbra)”

Atividades do Judiciário baiano voltam ao normal nesta segunda

Após paralisação de 24 horas na última sexta-feira, os servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia voltam às atividades nesta segunda-feira. Em assembleia realizada no Ginásio de Esportes do Sindicato dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, a categoria decidiu pleitear na Justiça alterações do Plano de Cargos e Salários (PCS), entre outras melhorias. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sinpojud) aguarda a decisão do Agravo Regimental. Já na terça-feira (3), em nova assembleia, a categoria discute a Medida Cautelar impetrada em Brasília sobre o corte de ponto dos dias de greve, que durou quase dois meses neste ano – a paralisação se encerrou em 15 de julho. (Correio)
Forum João mangabeira

Censo 2010: recenseadores do IBGE começam a visitar domicílios Questionário incluiu perguntas sobre renda familiar, religião e quantos computadores na casa estão conectados à internet

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começou neste domingo (01) o Censo 2010. Em Salvador, 14,5 mil recenseadores começam a visitar os domicílios, divididos em 3,5 mil setores, para coletar informações sobre a infraestrutura da residência e o perfil da população. O questionário incluiu perguntas sobre a renda familiar, religião e quantos computadores na casa estão conectados à internet.
Os dados são usados principalmente para planejar políticas públicas. Para evitar golpes, é preciso estar atento ao uniforme dos recenseadores. Todos estarão trajando colete azul-marinho; boné da mesma cor, com aba amarela e o símbolo do Censo 2010 na parte da frente; crachá e um computador de mão, usado para armazenar as informações.
A assistente administrativa Dalva Ferreira, 54 anos, será uma das responsáveis por visitar 123 estabelecimentos em Cajazeiras X e Fazenda Grande I e II. “Vamos chegar com um jeitinho camarada para a população colaborar”, brincou. Apesar da simpatia premeditada, todos são obrigados, por lei, a participar do censo.
fonte CORREIO

Brasil pode ter 355 mil pessoas com HIV sem diagnóstico

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G1
A projeção é que ao menos 11 mil brasileiros vão morrer por causa da Aids em 2010. Estima-se que no país 355 mil pessoas tenham HIV, mas não tenham a doença diagnosticada. Desde o final da década de 1990, quando houve uma redução drástica nas mortes por causa da introdução de novos medicamentos, os casos de morte vêm subindo lentamente. Para o médico infectologista Esper Kallás, pesquisador da Faculdade de Medicina da USP, menos pessoas poderiam morrer se fizessem mais cedo o exame para detectar HIV, o vírus causador da Aids. “De cada cem pessoas que fazem o diagnóstico, 16 morrem no primeiro ano”, afirma. O problema, segundo o médico, é que a descoberta da infecção é feita muito tarde, quando doenças graves já se instalaram por causa da baixa imunidade causada pela Aids. Segundo o clínico-geral Teodoro Suffert, muitas pessoas acabam descobrindo que têm a doença por causa de uma infecção oportunista. “Pode ser tuberculose, emagrecimento, diarreia crônica. A forma de apresentação é variável”, conta o médico. Os testes de HIV são gratuitos. Segundo o Ministério da Saúde, em 2008 foram feitos 6,4 milhões desses exames no país. Em 2009, o número subiu para 7,4 milhões.

CANDIDATOS MAIS RICOS DO PAÍS DISPUTAM A SUPLÊNCIA

brasil_001Entre os 30 candidatos às eleições de outubro mais ricos do País, todos com patrimônio pessoal acima dos R$ 49 milhões, sete entram na disputa tentando se eleger suplentes de senadores. Eles são empresários e reúnem fortunas que somadas chegam a R$ 2,04 bilhões. Levantamento feito pelo jornal Estadão na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que esses homens, que na política almejam virar apenas reservas de senadores, têm bens vultosos concentrados em ações de empresas, terrenos, obras de arte e carros de luxo. Três desses candidatos a suplentes se destacam mais por ocuparem a terceira, a quarta e a quinta posições do ranking da riqueza. O processo de escolha de candidatos à suplência dos senadores sempre foi nebuloso. Parentes dos titulares ou estreantes na política com muito dinheiro para ajudar a financiar campanhas são os critérios mais usados. O empresário João Claudino Fernandes, com R$ 623,5 milhões, é o terceiro candidato mais rico do País e está filiado ao minúsculo PRTB – que não tem representação no Congresso. Vai tentar se eleger 1.º suplente na chapa liderada por Ciro Nogueira (PP-PI), hoje deputado. Em comparação ao titular, que registrou patrimônio de R$ 1,97 milhão no TSE, João Claudino é 315 vezes mais rico. Fundador e ex-presidente da Videolar, Lirio Parisotto (PMDB-AM) declarou patrimônio de R$ 616,05 milhões. Contentou-se em ser 2.º suplente na chapa do ex-governador do Amazonas Eduardo Braga (PMDB-AM), com R$ 16,48 milhões de patrimônio. Numa eventual vacância, a primeira a assumir a cadeira no Senado será Sandra Braga (PMDB-AM), mulher do titular. Além de ações no mercado financeiro, Parissotto declarou R$ 450 mil em “diversas obras de arte”, R$ 51,4 mil numa moto Harley Davidson e R$ 1,4 milhão em “numerário em mãos”. O quinto político mais rico é ex-banqueiro, ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde do Rio: Ronaldo Cezar Coelho (PSDB-RJ) tem R$ 564,53 milhões. Apesar da experiência política – disputou seis eleições e ganhou quatro – e de ser próximo do presidenciável tucano José Serra, Coelho optou por papel coadjuvante este ano. Será 1.º suplente do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), candidato ao Senado. Pedro Chaves (PSC-MS), com R$ 69,31 milhões; Osório Adriano (DEM-DF), com R$ 64,43 milhões; Raimundo Lira (PMDB-PB), com R$ 54,34 milhões; e Sander Salomão (PMDB-RR), com R$ 49,33 milhões, são outros candidatos a suplentes de senador.foto de gildasio remedicionada

MAIS DE 1 MILHÃO DE ELEITORES VOTARÃO COM IDENTIFICAÇÃO DE DIGITAIS ESTE ANO

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As urnas com leitor biométrico, que permitem a identificação de eleitores por meio da impressão digital, serão usadas em 60 municípios de 23 estados brasileiros nas eleições de 2010, atendendo mais de 1 milhão de pessoas.
O mecanismo, adotado pela primeira vez nas eleições de 2008, exclui a possibilidade de uma pessoa votar no lugar de outra. Os únicos estados que não terão votação biométrica este ano são Mato Grosso, Roraima e o Amazonas, além do Distrito Federal.
A urna biométrica não alterará de forma significativa o rito de votação: o eleitor ainda precisará se apresentar ao mesário com o título de eleitor e o documento oficial de identificação com foto. Entretanto, o novo sistema permite que o próprio eleitor libere a urna para votação ao inserir suas digitais, o que deve dar mais agilidade na hora de votar. Até então, o mesário ficava encarregado da liberação.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há a possibilidade de ocorrerem falhas na identificação com o sistema biométrico. Isso porque as impressões digitais podem ser danificadas com uso de produtos químicos ou por problemas de descamação nas mãos.
Caso o sistema falhe ou haja dúvidas sobre a identidade do eleitor no dia da votação, o mesário terá um caderno de votação com os dados e foto do eleitor para checar as informações. Se o eleitor não for reconhecido nem pelo caderno de votação nem pelo sistema biométrico, não poderá votar e precisará justificar a ausência à Justiça Eleitoral.

Fonte: Agência Brasil