A Gente diz

Comunidade brumadense questiona roubo do painel de comando da estação de captação e os potentes motores que alimentava o sistema de abastecimento de água em Brumado

Desde a última sexta-feira (30), o roubo das bombas, motores e do painel de comando da estação de captação da Embasa de Brumado, causaram a paralisação do abastecimento de água e o questionamento da comunidade a respeito desse feito.
O cidadão Clidemar Amorim Risério, conhecedor da área de segurança, ex-policial rodoviário e ex-delegado de polícia, vem a público questionar e buscar respostas plausíveis para o fato.
Clidemar contesta o roubo na barragem de Cristalândia e diz que todos os indícios são de sabotagem ao bem público. Segundo o mesmo, a Polícia Civil já está investigando o caso, e mesmo sendo um órgão competente, espera intervenção da Polícia Federal e do Ministério Público para que todos os fatos sejam apurados com maior rapidez e os culpados severamente punidos.
Cobra ainda que o Governo da Bahia faça um levantamento, porque ninguém compraria os itens roubados por serem equipamentos potentes e não possuírem nota fiscal, e informe a sociedade o que realmente aconteceu na noite do crime e crie um melhor sistema de segurança para o setor.
Indignado com o assalto da Estação, Amorim lança ainda alguns questionamentos a serem analisados pela comunidade e segundo ele, espera por essas respostas: “Por que o vigilante não fez (ou fez) contato com sua base na Embasa no momento que percebeu a invasão? Se o vigilante percebeu a chegada de um veículo de carga, antes de ser abordado, estranho no local, então porque ele não se escondeu, apagou as luzes e chamou reforço?
Clidemar Risério diz estar apenas exercendo o seu papel de cidadão questionando os fatos e buscando respostas para um roubo que prejudicou toda a população, que não pode ficar impune e deve ser apurado imediatamente.

Informações do site acheibrumado – Janine Andrade

Propaganda Eleitoral na TV

Deu no Correio Braziliense: “Daqui a 15 dias, começa a última e decisiva etapa das eleições. No caso das presidenciais, as mais longas que fizemos em nossa historia. É nelas que o sistema político pensa obsessivamente há mais de dois anos (desde, pelo menos, o início de 2008), por obra e graça de Lula.
As demais eleições estão sendo das mais atrasadas de que temos memória. Na maior parte dos estados, o nível de definição dos eleitores a respeito do voto para governador é muito baixo. Para o Senado, baixíssimo. Nas proporcionais, então, nem é bom falar: mais de 95% dos eleitores têm, no máximo, apenas uma vaga noção do que farão.
Com sua mania de aguardar a “hora certa”, nossa legislação eleitoral é a principal responsável pelo que vai acontecer de 17 de agosto a 3 de outubro. Nesses últimos 45 dias, todos que ainda não sabem em quem votar para os 6 cargos em disputa (presidente, governador, dois senadores, deputado federal e estadual) terão que correr à procura de informações. Quantos conseguirão obtê-las em espaço de tempo tão curto? Quantos terão condições de conhecer adequadamente os candidatos relevantes?
É verdade que as campanhas já começaram faz quase um mês, em 6 de julho. Comícios, passeatas, carros de som, foram liberados e vêm sendo usados pelos candidatos país afora. Mas seu impacto é diminuto.
Quem o quiser avaliar basta que considere o que mudou nas pesquisas do final de junho até agora: praticamente nada. Seja nas eleições presidenciais, seja nas outras, os últimos 30 dias foram de estabilidade quase completa. Ninguém subiu, ninguém caiu, o que permite ver quão inócua é essa etapa intermediária, que vai do fim da “pré-campanha” ao início da televisão.
Se pensarmos nas restrições a que essas mídias foram submetidas, não é difícil entender por quê. No afã de responder aos anseios generalizados por moralização que vieram depois do mensalão, nossas elites fizeram mudanças perfunctórias na legislação para reduzir gastos de campanha, achando que conteriam a arrecadação irregular ao colocar obstáculos às despesas. Com isso, sumiram os artistas e animadores, e os comícios foram esvaziados. Acabaram as camisetas, que tanta gente usava. Os outdoors diminuíram de tamanho e viraram pequenas placas padronizadas. Faixas e cartazes desapareceram. Até a pintura de muros foi severamente disciplinada.
Muitas dessas limitações foram positivas, pois reduziram o assédio exorbitante dos candidatos e contribuíram para a limpeza das cidades. Mas acabaram por aumentar o que era já grande: a influência da televisão, que se tornou ainda mais preponderante.
Ou seja: é cada vez maior a proporção de eleitores que chega aos 45 dias finais com sua “cola eleitoral” quase vazia. Dos 6 nomes, sabe um, dois e olhe lá.
Para agravar as dificuldades, nossa legislação coloca mais uma barreira à sua frente. Nesses últimos dias, ou o eleitor se senta diante da televisão por intermináveis 50 minutos na hora do almoço e do jantar ou torce para ter a sorte de ver uma inserção enquanto assiste a seus programas prediletos. As campanhas chegam (finalmente) à sua casa, mas dessa maneira: 100 minutos/dia de “programas eleitorais” contra 30 de comerciais.
Esses são divididos em 5 “partes” de 6 minutos (uma para cada cargo), e são distribuídos em 4 blocos de audiência (manhã, tarde, horário nobre e noite). Fazendo as contas: Dilma e Serra terão cerca de um comercial ao dia em horário nobre por emissora (ela todo dia, ele nem sempre), Marina um por semana e os menores, provavelmente, nenhum. Nas eleições estaduais, coisas parecidas, em função do tamanho das coligações.
É isso que verá a maioria das pessoas, que não gosta do “horário eleitoral” (ou “guia”, como é chamado em algumas regiões). Estudos mostram que, quando a eleição termina, mais da metade dos eleitores não viu sequer um inteiro. Esses, os que só assistem aos comerciais, são tratados a pão e água pela legislação.
E ainda querem que o eleitor “vote consciente”. (Marcos Coimbra)”

Atividades do Judiciário baiano voltam ao normal nesta segunda

Após paralisação de 24 horas na última sexta-feira, os servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia voltam às atividades nesta segunda-feira. Em assembleia realizada no Ginásio de Esportes do Sindicato dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, a categoria decidiu pleitear na Justiça alterações do Plano de Cargos e Salários (PCS), entre outras melhorias. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sinpojud) aguarda a decisão do Agravo Regimental. Já na terça-feira (3), em nova assembleia, a categoria discute a Medida Cautelar impetrada em Brasília sobre o corte de ponto dos dias de greve, que durou quase dois meses neste ano – a paralisação se encerrou em 15 de julho. (Correio)
Forum João mangabeira

Censo 2010: recenseadores do IBGE começam a visitar domicílios Questionário incluiu perguntas sobre renda familiar, religião e quantos computadores na casa estão conectados à internet

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começou neste domingo (01) o Censo 2010. Em Salvador, 14,5 mil recenseadores começam a visitar os domicílios, divididos em 3,5 mil setores, para coletar informações sobre a infraestrutura da residência e o perfil da população. O questionário incluiu perguntas sobre a renda familiar, religião e quantos computadores na casa estão conectados à internet.
Os dados são usados principalmente para planejar políticas públicas. Para evitar golpes, é preciso estar atento ao uniforme dos recenseadores. Todos estarão trajando colete azul-marinho; boné da mesma cor, com aba amarela e o símbolo do Censo 2010 na parte da frente; crachá e um computador de mão, usado para armazenar as informações.
A assistente administrativa Dalva Ferreira, 54 anos, será uma das responsáveis por visitar 123 estabelecimentos em Cajazeiras X e Fazenda Grande I e II. “Vamos chegar com um jeitinho camarada para a população colaborar”, brincou. Apesar da simpatia premeditada, todos são obrigados, por lei, a participar do censo.
fonte CORREIO

Brasil pode ter 355 mil pessoas com HIV sem diagnóstico

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G1
A projeção é que ao menos 11 mil brasileiros vão morrer por causa da Aids em 2010. Estima-se que no país 355 mil pessoas tenham HIV, mas não tenham a doença diagnosticada. Desde o final da década de 1990, quando houve uma redução drástica nas mortes por causa da introdução de novos medicamentos, os casos de morte vêm subindo lentamente. Para o médico infectologista Esper Kallás, pesquisador da Faculdade de Medicina da USP, menos pessoas poderiam morrer se fizessem mais cedo o exame para detectar HIV, o vírus causador da Aids. “De cada cem pessoas que fazem o diagnóstico, 16 morrem no primeiro ano”, afirma. O problema, segundo o médico, é que a descoberta da infecção é feita muito tarde, quando doenças graves já se instalaram por causa da baixa imunidade causada pela Aids. Segundo o clínico-geral Teodoro Suffert, muitas pessoas acabam descobrindo que têm a doença por causa de uma infecção oportunista. “Pode ser tuberculose, emagrecimento, diarreia crônica. A forma de apresentação é variável”, conta o médico. Os testes de HIV são gratuitos. Segundo o Ministério da Saúde, em 2008 foram feitos 6,4 milhões desses exames no país. Em 2009, o número subiu para 7,4 milhões.

CANDIDATOS MAIS RICOS DO PAÍS DISPUTAM A SUPLÊNCIA

brasil_001Entre os 30 candidatos às eleições de outubro mais ricos do País, todos com patrimônio pessoal acima dos R$ 49 milhões, sete entram na disputa tentando se eleger suplentes de senadores. Eles são empresários e reúnem fortunas que somadas chegam a R$ 2,04 bilhões. Levantamento feito pelo jornal Estadão na base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que esses homens, que na política almejam virar apenas reservas de senadores, têm bens vultosos concentrados em ações de empresas, terrenos, obras de arte e carros de luxo. Três desses candidatos a suplentes se destacam mais por ocuparem a terceira, a quarta e a quinta posições do ranking da riqueza. O processo de escolha de candidatos à suplência dos senadores sempre foi nebuloso. Parentes dos titulares ou estreantes na política com muito dinheiro para ajudar a financiar campanhas são os critérios mais usados. O empresário João Claudino Fernandes, com R$ 623,5 milhões, é o terceiro candidato mais rico do País e está filiado ao minúsculo PRTB – que não tem representação no Congresso. Vai tentar se eleger 1.º suplente na chapa liderada por Ciro Nogueira (PP-PI), hoje deputado. Em comparação ao titular, que registrou patrimônio de R$ 1,97 milhão no TSE, João Claudino é 315 vezes mais rico. Fundador e ex-presidente da Videolar, Lirio Parisotto (PMDB-AM) declarou patrimônio de R$ 616,05 milhões. Contentou-se em ser 2.º suplente na chapa do ex-governador do Amazonas Eduardo Braga (PMDB-AM), com R$ 16,48 milhões de patrimônio. Numa eventual vacância, a primeira a assumir a cadeira no Senado será Sandra Braga (PMDB-AM), mulher do titular. Além de ações no mercado financeiro, Parissotto declarou R$ 450 mil em “diversas obras de arte”, R$ 51,4 mil numa moto Harley Davidson e R$ 1,4 milhão em “numerário em mãos”. O quinto político mais rico é ex-banqueiro, ex-deputado federal e ex-secretário de Saúde do Rio: Ronaldo Cezar Coelho (PSDB-RJ) tem R$ 564,53 milhões. Apesar da experiência política – disputou seis eleições e ganhou quatro – e de ser próximo do presidenciável tucano José Serra, Coelho optou por papel coadjuvante este ano. Será 1.º suplente do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), candidato ao Senado. Pedro Chaves (PSC-MS), com R$ 69,31 milhões; Osório Adriano (DEM-DF), com R$ 64,43 milhões; Raimundo Lira (PMDB-PB), com R$ 54,34 milhões; e Sander Salomão (PMDB-RR), com R$ 49,33 milhões, são outros candidatos a suplentes de senador.foto de gildasio remedicionada

MAIS DE 1 MILHÃO DE ELEITORES VOTARÃO COM IDENTIFICAÇÃO DE DIGITAIS ESTE ANO

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As urnas com leitor biométrico, que permitem a identificação de eleitores por meio da impressão digital, serão usadas em 60 municípios de 23 estados brasileiros nas eleições de 2010, atendendo mais de 1 milhão de pessoas.
O mecanismo, adotado pela primeira vez nas eleições de 2008, exclui a possibilidade de uma pessoa votar no lugar de outra. Os únicos estados que não terão votação biométrica este ano são Mato Grosso, Roraima e o Amazonas, além do Distrito Federal.
A urna biométrica não alterará de forma significativa o rito de votação: o eleitor ainda precisará se apresentar ao mesário com o título de eleitor e o documento oficial de identificação com foto. Entretanto, o novo sistema permite que o próprio eleitor libere a urna para votação ao inserir suas digitais, o que deve dar mais agilidade na hora de votar. Até então, o mesário ficava encarregado da liberação.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há a possibilidade de ocorrerem falhas na identificação com o sistema biométrico. Isso porque as impressões digitais podem ser danificadas com uso de produtos químicos ou por problemas de descamação nas mãos.
Caso o sistema falhe ou haja dúvidas sobre a identidade do eleitor no dia da votação, o mesário terá um caderno de votação com os dados e foto do eleitor para checar as informações. Se o eleitor não for reconhecido nem pelo caderno de votação nem pelo sistema biométrico, não poderá votar e precisará justificar a ausência à Justiça Eleitoral.

Fonte: Agência Brasil

TWITTER CHEGA À MENSAGEM NÚMERO 20 BILHÕES

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O site de microblogging Twitter alcançou neste fim de semana a marca de 20 bilhões de mensagens.
O tweet foi gerado na tarde do sábado por um designer gráfico em uma agência de publicidade de Tóquio.
Sem saber, o usuário GGGGGGo_Lets_Go, um ávido torcedor de baseball, postou no serviço de microblogging uma mensagem comum sobre o seu dia-a-dia.
Momentos depois, começou a ser inundado com mensagens de parabéns provenientes de todo o mundo.
Mais tarde, GGGGGGo_Lets_Go postou uma mensagem sobre o episódio:
“Parece que postei o tweet número 20 bilhões. Estou recebendo mensagens de pessoas em todo o mundo”, disse.
“É assustador. Qual é a probabilidade disto acontecer? Talvez eu vá morrer.”
O serviço de microbloging, no qual os usuários têm de mandar o seu recado limitando-se a 140 caracteres por mensagem, tem conhecido níveis de popularidade fantásticos.
O Twitter levou quatro anos para chegar ao tweet número 10 bilhões, em março, e apenas cinco meses para dobrar o volume de tráfego.
“Será que é mais incrível que ganhar na loteria? Eu pensei que fosse uma piada”, blogou GGGGGGo_Lets_Go.
Segundo informações do Twitter, os japaneses enviam 8 milhões de mensagens por dia, cerca de 12% do total do serviço. São os segundos em tráfego, atrás apenas dos americanos, que respondem por uma fatia de 25%.
O serviço também é um sucesso no Brasil – um levantamento da consultoria francesa Semiocast indica que o país é o quarto da lista, atrás da Indonésia.
Os brasileiros geram 11% dos tweets mundiais. O português é a terceira língua mais popular no serviço.

Fonte: G1

Homicídios crescem 18,4% nas cidades do interior do Estado

Exumação de corpo de adolescente morto numa chacina em Conquista em março
Os assassinatos de produtores rurais cometidos nas duas últimas semanas, nos municípios de Barreiras e Vitória da Conquista (a 857 km e 509 km da capital, respectivamente), ilustram o avanço da violência no interior do Estado – que fica mais evidente conforme as estatísticas da própria Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Os dados disponibilizados no site da pasta mostram que foram registrados 1.207 homicídios dolosos (quando há intenção de matar) no interior da Bahia, entre janeiro e maio deste ano. No mesmo período de 2009, a SSP contabilizou 1.019 casos nas cidades do interior (um aumento de 18,4%). Os números não incluem municípios que integram a Região Metropolitana de Salvador.
As deficiências no policiamento são apontadas como as principais causas do crescimento da criminalidade. “Tem cidade de 50 mil habitantes que só conta com um policial militar”, disparou Marco Prisco, presidente da Associação dos Praças da Polícia Militar.
Segundo Prisco, o efetivo total da PM na Bahia é de 32 mil integrantes. “O ideal é termos 50 mil. O governo cria novas companhias independentes, só que com o mesmo efetivo, dando uma falsa sensação de reforço na segurança”, reclamou.
Para Marcos Maurício, presidente do Sindicato dos Policiais Civis, faltam estrutura e qualificação aos policiais do interior: “O aumento da criminalidade é reflexo também da falta de organização. Em 130 municípios, temos agentes de prefeituras fazendo o trabalho de policiais, inclusive usando armas e coletes”, denunciou Maurício.
Diretor do Departamento de Polícia do Interior, o delegado Bernardino Brito Filho afirmou que providências estão sendo tomadas pelo governo. “Estamos agindo dentro de um planejamento. Na última semana, nomeamos 120 investigadores e 40 escrivães para as unidades do interior. Temos observado que a maior concentração dos homicídios está nos grandes centros do interior, justamente onde há maior presença do tráfico”, observou.
O delegado reconheceu que há déficit no efetivo, mas disse que já há “um planejamento de reposição de agentes pedido pelo governador”. De acordo com o presidente do Sindpoc, a Bahia conta com 3.760 policiais civis. “Só que 1.200 já estão prestes a se aposentar. Hoje, há um déficit de 3 mil policiais”, alertou
Samuel Lima l A TARDE
Lúcio Távora/Agência A TARDE

Nova resolução prorroga auxílio-doença

O trabalhador pode solicitar a prorrogação do benefício de auxílio-doença na agência do INSS
Maria do Amparo, por meio de comentário no blog do Cidadão Repórter de A TARDE, contou que deixou de trabalhar por ter câncer de mama e que, por isso, buscou amparo do auxílio-doença concedido pelo Instituto Nacional do Serviço Social (INSS).
O benefício, segundo ela, foi garantido até dezembro de 2009, quando houve a marcação de uma nova perícia no órgão previdenciário. Desde então, afirma Maria, está sem “receber um centavo do INSS”. “Só com medicação, tenho um gasto mensal de R$ 960”, reclama ela.
Contudo, a publicação da Resolução de nº 97 no último 20 de julho, no Diário Oficial da União, trouxe mudanças para situações como a de Maria. A medida permite que o trabalhador peça a prorrogação do auxílio-doença enquanto aguarda a realização de nova perícia médica.
Segundo Marcelo Caetano, chefe do Serviço de Administração de Informação ao Segurado do INSS, se 15 dias antes de acabar a cobertura o beneficiário solicitar a prorrogação do auxílio, o INSS não pode mais cancelar o benefício dos trabalhadores que ainda não se recuperaram.
Ele diz que o cancelamento do auxílio sempre foi agendado com base na data da perícia médica, que é o procedimento que avalia se o assegurado tem condições de voltar a trabalhar. Quando, por falta de vaga ou médicos, a perícia precisava ser remarcada, o trabalhador ficava com o benefício suspenso.
“É preciso deixar claro que a resolução é válida para os requerimentos solicitados a partir de 19 de julho (data em que a resolução foi editada). Quem fez o requerimento após essa data volta a receber o benefício automaticamente”, explica o chefe do Serviço de Informação ao Segurado.
Se o pagamento do benefício não ocorrer automaticamente, o trabalhador deve ir a uma agência do INSS. A solicitação de prorrogação do auxílio também pode ser feita no INSS, de preferência na agência onde o trabalhador é atendido. É necessário levar documentos pessoais.
Justiça – Conforme Caetano, a Resolução de nº 97 é fruto de uma ação civil pública, cujo julgamento considerou que o atraso é um descumprimento do prazo estabelecido em lei e que, por isso, o benefício deve ser estendido até que se faça a perícia e se defina a situação do trabalhador.
O auxílio-doença é concedido aos assegurados pelo INSS que, por doença ou acidente, não podem desempenhar as atividades profissionais por mais de 15 dias.
Euzeni Daltro l A TARDE
Fernando Amorim/Agência A TARDE