A Gente diz

Poder, tradição e corporativismo aumentam clãs políticos na Bahia


Poder não é genético, mas hereditário em boa parte da política brasileira. A Bahia, por exemplo, é pródiga na formação de clãs políticos familiares, que se mantêm no poder há anos, como os das famílias Magalhães e Carneiro – respectivamente de Antonio Carlos Magalhães (morto em 2007) e do senador João Durval Carneiro (PDT).

O que não falta, também, é político querendo eleger seus filhos para manter seu poderio. Todos, porém, dizem que entram na vida pública para o bem da coletividade. Nessa ala se enquadram os casos recentes dos filhos dos deputados federais João Leão (PP) e Mario Negromonte (PP) – Carlos Felipe Leão (PP), o Cacá Leão, e Mário Negromonte Junior (PP) – que, pela primeira vez, são prováveis candidatos a deputado estadual. Eles são bons exemplos de que, para muitos que têm parentes políticos – com base eleitoral estruturada e o caminho das pedras pronto para patrocínio de campanha – fica fácil entrar na vida pública. (A Tarde)

Falta de estrutura prejudica graduação no interior da Bahia


Mais de 30 estudantes do 1º e 2º semestres do recém-implantado curso de medicina da Universidade Estadual do Sudoeste (Uesb) em Jequié vão ter que enfrentar, este mês, viagem de mais de 200 quilômetros para acompanhar aulas práticas no campus da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Itabuna, sul do Estado. A aulas na universidade vizinha são necessáriasporqueocampusda Uesb carece de obras estruturais, a exemplo das salas de aulas práticas.

O local já está definido, em terreno doado à Uesb, nasproximidades do campus de Jequié, mas as obras – que deveriam ser iniciadas em novembro do ano passado – somente começaram em janeiro e se arrastam em ritmo lento. “Nós, alunos, não acreditamos que omódulo esteja pronto até dezembro deste ano”, afirma Lara Régia. (A Tarde)

Instalação de canteiro de obras da Arena Fonte Nova começa segunda-feira

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A partir desta segunda-feira (3), toda a área da Arena Fonte Nova começa a ser cercado por tapume, iniciando a intervenção física e instalação do canteiro de obras para construção do equipamento. A expectativa é de que o consórcio OAS/Odebrecht, responsável pela obra, conclua o serviço de montagem dos tapumes no sábado, dia 8.

“Com essa ação, o Governo do Estado cumpre mais uma etapa do cronograma estipulado pela FIFA e dá início ao preparo do terreno para receber o novo equipamento”, observa o secretário do Trabalho e Esporte, Nilton Vasconcelos.

A vistoria cautelar, uma etapa preparatória da obra e que foi iniciada em 1º de março por equipes de assistentes sociais e engenheiros contratados pelo consórcio, já vistoriou aproximadamente 1.300 dos 2.000 imóveis localizados a um raio de 250 metros do estádio e que serão vistoriados. Esta ação, cuja previsão de conclusão é na primeira semana de junho, tem por objetivo elaborar um relatório que permitirá um andamento seguro de toda a obra relacionada à Arena Fonte Nova.

Com a instalação do canteiro de obras, o Parque Aquático será desativado no dia 7 de maio. As aulas de natação, inclusive para as pessoas portadoras de necessidades especiais, que integram o Programa Escolinhas de Esporte da Sudesb passam a acontecer nas piscinas da Universidade Católica do Salvador – UCSal, localizada em Pituaçu, e também no Centro Social Urbano, CSU, do Nordeste de Amaralina.

Já na quarta-feira (05), a Sudesb abre inscrição para 792 vagas que serão oferecidas na UCSal. As inscrições acontecerão na própria Universidade (na entrada próxima ao portão Leste 1 do Estádio de Pituaçu), das 8h30 às 12h; 14h às 17h. A partir do dia 17/5, serão abertas mais 500 vagas também para a natação no Centro Social Urbano (CSU), do Nordeste de Amaralina, totalizando 1.292 nesta modalidade.

(Jailson Trindade)

Conflito com policiais nos Estados Unidos originou Dia do Trabalho

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – As comemorações do 1º de Maio, Dia do Trabalho, têm como origem uma tragédia ocorrida em setembro de 1886 na cidade norte-americana de Chicago, onde ocorreram manifestações de empregados reivindicando melhorias das condições de trabalho. Um dos principais pontos da pauta era a redução da jornada de 13 para oito horas diárias. As manifestações resultaram em uma greve geral de trabalhadores nos

Estados Unidos  O Dia do Trabalho nos EUA é comemorado no primeiro domingo de setembro.

Foram dias de manifestações, até que um conflito entre policiais e trabalhadores resultou na mote de 12 manifestantes e sete policiais e deixou dezenas de presos e feridos. Foi decretado Estado de Sítio. Os conflitos ficaram conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Sedes de sindicatos foram incendiadas e os líderes do movimento foram levados a julgamento. “Cinco deles foram condenados à morte na forca, dois à prisão perpétua e um a 15 anos de prisão”, relata o deputado federal Vicente Paulo da Silva (PT-SP) em trecho do parecer da proposta de emenda à Constituição que prevê a redução da jornada de trabalho no Brasil para 40 horas semanais.

Foi durante a segunda Internacional Socialista, realizada na cidade de Paris (França) em 1889, que o 1º de Maio foi instituído como Dia do Trabalho, em referência à tragédia de Chicago e às reivindicações das pessoas por melhores condições de trabalho.

No dia 1º de maio de 1891, uma manifestação no norte de França foi dispersada pela polícia, resultando na morte de dez manifestantes. A nova tragédia acabou reforçando ainda mais a identidade da data com a classe trabalhadora.

Quase duas décadas depois, em abril de 1919, o Senado francês acatou a reivindicação dos trabalhadores sobre a redução da jornada de trabalho, oficializando a data como feriado. No ano seguinte foi a vez de a Rússia fazer o mesmo e proclamar o dia 1º de maio como feriado nacional. Outros países seguiram pelo mesmo caminho e, em 1925, durante o governo de Artur Bernardes, foi a vez de o Brasil instituir o feriado do Dia do Trabalho.

À época, a data era dedicada a protestos, passeatas, piquetes e críticas. Mas, durante a Era Vargas foi aos poucos sendo transformada em celebração, com festas populares e desfiles, em consequência da propaganda trabalhista característica do governo de Getúlio Vargas.

Em 1º de maio de 1941, outro importante passo foi dado no sentido de melhorar as relações de trabalho: a criação da Justiça do Trabalho. E, em 1943, Getúlio Vargas escolheu a data para instituir a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Outras vantagens – como o décimo terceiro salário, multa de 40% por rompimento de contrato de trabalho, licença-maternidade, e férias remuneradas – foram conquistadas durante a promulgação da Constituição de 1988. Atualmente, a luta dos trabalhadores brasileiros está focada na manutenção dessas conquistas e na redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 40% dos países já adotaram como padrão máximo de jornada as 40 horas semanais.