por Cláudia Cardozo

O conselheiro André Godinho, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), suspendeu a desativação da comarca de Maragogipe, no recôncavo baiano. A causa foi patrocinada pelo escritório Ismerim Advogados Associados. O município ingressou com um procedimento de controle administrativo contra a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) em desativar a comarca. Na petição, a procuradoria afirma que, nos últimos cinco anos, o TJ-BA desativou mais de 100 comarcas em um estado com a dimensão territorial da Bahia.
A petição ainda sustenta que o TJ utilizou como critério para desativação a baixa movimentação processual e os custos para manutenção da unidade judicial, mas alerta que a Corte deixou de observar “peculiaridades de cada município afetado”. Destaca que a Lei de Organização do Judiciário (LOJ) prevê a necessidade de Lei para extinção de comarcas, observando a extensão territorial, o número de habitantes e de eleitores, a receita tributária, o movimento forense e os benefícios de ordem funcional da unidade judiciária. O pedido afirma que a manutenção da comarca de Maragogipe “não acarretará impacto orçamentário nas contas do TJ-BA, pois, além de existir uma estrutura mínima em funcionamento, a Prefeitura compromete-se a disponibilizar imóvel e servidores, bem como garantir a segurança”. Diz que a suposta baixa movimentação processual nos últimos anos no local é por conta da comarca não ter juiz titular desde abril de 2017, “o que justifica a desmotivação da população em buscar tutela jurisdicional para resolver seus conflitos”.
Além dos argumentos apresentados, aponta que a comarca agregadora de Cachoeira não detém o mesmo potencial da cidade de Maragogipe, “tendo em vista critérios lógicos como extensão territorial, número de habitantes, colégio eleitoral e receita tributária”. Assim, defende que o TJ não observou critérios mínimos para desativação, uma vez que a comarca de Muritiba será mantida, estando a 6,9 KM de Cachoeira, com dados estatísticos piores do que a comarca de Maragogipe. A procuradoria aponta que a Resolução 13/2019, do TJ-BA, é inconstitucional, por não observar “preceitos do devido processo legal e da duração razoável do processo” e que há risco na desativação que deve ocorrer até o fim do mês de setembro. Além da liminar da suspensão da desativação, o município requereu que o TJ seja impedido de “promover qualquer espécie de ato que tenha por escopo promover a desinstalação das comarcas”, não observando a Resolução 219 do CNJ.
Em sua defesa preliminar, o TJ informou que o tema se refere a sua autonomia administrativa, organizacional e financeira, nos termos dos artigos 96 e 99 da Constituição Federal. Destacou que já houve decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) mantendo a desativação das comarcas. Ainda lembrou que há uma ação na Justiça Federal contra a desativação das comarcas que ainda aguarda decisão. Ainda disse que o autor da ação confunde “a extinção e a desativação de comarcas, uma vez que a desativação das atividades jurisdicionais em determinadas comarcas não implica a sua extinção, sendo possível ao Tribunal, envasado em novos estudos, se for o caso, modificar o seu posicionamento, sem a necessidade de autorização legislativa para tal fim”. Por fim, afirmou que realizou estudos prévios para decidir pela desativação. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) se manifestou como parte interessada no julgamento e pediu que a ação fosse julgada procedente.
Na liminar, o conselheiro afirmou que não há como falar em “coisa julgada” pelas decisões do STF e do próprio CNJ sobre o caso, “porquanto o ato impugnado sequer existia no julgamento dos precedentes citados”. André Godinho afirma que “não faz sentido o TJ-BA justificar a desativação da Comarca por um ato de sua responsabilidade, pois, caso tivesse provido o cargo de juiz titular, o número da distribuição poderia ter subido em vez de diminuído”. Destacou que o TJ deixou de observar pontos importantes como a construção do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, investimento de R$ 2,7 bilhões, fato que deve aumentar consideravelmente a distribuição de processos na comarca. Para o conselheiro, a suspensão da desativação é necessária para evitar danos com a remessa dos processos de Maragogipe para Cachoeira.
Godinho ainda lembra a decisão liminar do CNJ que suspendeu o provimento das novas vagas de desembargadores no TJ por afronta a Política Nacional de Atenção Prioritária ao Primeiro Grau de Jurisdição. “Vê-se que, mesmo sem atender às demandas do primeiro grau, a Corte pretende desativar comarcas e, simultaneamente, criar novos cargos para o segundo grau, em aparente descompasso com a política judiciária de priorização do primeiro grau definida por este Conselho”, declarou. Segundo o conselheiro, há elementos suficientes para determinar a suspensão da desativação da comarca de Maragogipe. A liminar ainda poderá ser referendada na próxima sessão plenária do CNJ.













Proponente da audiência, o vereador Valdemir Dias (PT) ressaltou a sua felicidade em receber seus irmãos maçons na Casa. “Esse é o terceiro ano em que eu, um maçom vereador, com muita honra mais uma vez os recebo aqui na Casa do Povo. Quão bom é esse trabalho que a maçonaria tem feito em nossa cidade. Nada mais justo do que comemorar todo esse trabalho de aperfeiçoamento interno de cada um, bem como as ações concretas que a maçonaria tem feito ao longo dos anos em nossa cidade”, disse o parlamentar.
A maçonaria contribui para a sociedade – O Venerável Mestre da Loja Maçônica Razão e Força, Arlen Lima da Silva, ressaltou que a maçonaria conta com membros de todos os segmentos da sociedade conquistense e, dessa forma, consegue abraçar causas importantes da cidade. Arlen afirmou que o seu homenageado, José Alberto de Oliveira, é uma referência para a maçonaria e desejou que haja mais homens iniciados na maçonaria para ajudar no progresso de Vitória da Conquista.
A maçonaria deve construir uma sociedade melhor – O Venerável Mestre da Loja Maçônica Fraternidade Conquistense, Edilson Pereira Souza, conclamou a todos os maçons para honrar o papel de contribuir para que a cidade seja melhor e colocou a maçonaria à disposição da Câmara para que possa ser construída uma sociedade bem melhor.
Vitória da Conquista é o oriente que mais cresce na Bahia – O delegado litúrgico do rito brasileiro, Joselito Ferreira Soares, ressaltou que nos últimos 15 anos, a maçonaria conquistense teve um crescimento e foi o oriente que mais evoluiu no estado da Bahia, saltando de cinco para catorze lojas maçônicas, e com a prática de quase todos os ritos. “Vitória da Conquista está se transformando no maior oriente maçônico do estado da Bahia, graças ao esforço de muitos irmãos”, finalizou.
Representante do grão-mestre Luciano Sepúlveda, o assessor especial, Adelmário Lima, saudou a toda a comunidade maçônica de Vitória da Conquista e agradeceu, em nome de Luciano, pela oportunidade.
Os maçons prestam serviços para o crescimento de Conquista – O delegado da 7ª região, Tony Gleyson de Oliveira Silva, agradeceu pela homenagem ao Dia do Maçom e disse que representa a maçonaria como um todo. Ele afirmou se sentir honrado de receber essas felicitações já que serviços valorosos que engrandecem a cidade são prestados pela maçonaria.
A sociedade deve ser o templo maior dos maçons – O 2º grande vigilante, Harrisson Ridale Neves, disse que se sente honrado por ter um irmão maçom à frente da cerimônia, o vereador Valdemir Dias, e afirmou que os membros da maçonaria precisam ser construtores de templos físicos, sendo a sociedade conquistense o templo maior. “Cresçamos como homens, como cidadãos e como maçons”, finalizou.
Devemos cuidar do amanhã – O Grão-Mestre Arlindo Alves Pereira Neto agradeceu ao vereador Valdemir por promover essa audiência. Ressaltou que o Dia do Maçom, comemorado em 20 de agosto, acontece por conta de uma reunião em uma loja, no Rio de Janeiro, onde foi decidido como seria feita a independência do Brasil e ressaltou que não há como negar a influência da maçonaria na independência. Arlindo salientou que as pessoas devem se atentar para cuidar dos recursos naturais, em especial, da Amazônia, onde todos os brasileiros são responsáveis e questionou: “Qual futuro deixaremos a nossos filhos e netos?”.
Homenagem a quem busca melhorar o mundo – Membro do Clube das Abelhinhas Colmeia Lírios de Mel, Ana Catarina Nascimento, ressaltou a sua felicidade em homenagear homens que têm como objetivo melhorar o mundo. “Me sinto muito feliz de estar homenageando os maçons que são pessoas que querem melhorar o mundo”, disse ela.
A maçonaria aproxima o homem de Deus – Esposa de um maçom, Maria José Aguiar, tratada pelos membros da maçonaria como “cunhada”, por ser esposa de um “irmão”, destacou que a maçonaria aproxima seus membros de Deus. “A maçonaria prepara o homem para encontrar a si próprio para que ele seja realmente preparado, aproximando-o de Deus, o nosso Grande Arquiteto do Universo”, disse ela. “É necessário que o homem passe a conhecer a si próprio, para entender melhor o que está acontecendo no mundo, para que possa dizer que está na caminhada e dizer que é um bom maçom”, finalizou.






























