A Gente diz

Prefeitura de Anagé e UESB firmam parceria, e produtores e agricultores receberam capacitações técnicas.

Depois de promover capacitações técnicas para produtores e agricultores dos municípios de Belo Campo, Tremendal e Presidente Jânio Quadros, o Programa de Apoio à Caprinovinocultura (Procriar) amplia sua atuação por meio da assinatura de um convênio de cooperação técnica com o município de Anagé. A ação aconteceu nesta sexta, 22, no campus de Vitória da Conquista.

Desenvolvido desde 1997, o Procriar oferece assistência técnica especializada no intuito de qualificar e desenvolver a produção de caprinos e ovinos, sobretudo, no Sudoeste baiano. “O propósito é a gente disponibilizar as informações que a Universidade detém para promover o desenvolvimento rural sustentável nesses municípios. A caprinovinocultura é uma atividade tradicional nesses locais, e a Universidade pode ser bastante útil para o desenvolvimento da zona rural”, explica o professor Jurandir Cruz, idealizador e coordenador do Programa.

Com maioria da população vivendo na área rural, o número de produtores e agricultores do município de Anagé é significativo e a atuação do Procriar impactará o desenvolvimento social da cidade. “Esse convênio, com certeza, irá dar um suporte para a população rural, para a comunidade agrícola. A Secretaria de Agricultura vem investindo no atendimento a esse público e esse convênio irá abrir as portas para a comunidade da zona rural do município”, avalia Elen Zite Pereira, prefeita de Anagé.

Após a assinatura do convênio, o Procriar se junta ao projeto “Umbu Gigante”, também promovido pela Uesb e parceiro da Prefeitura de Anagé. As duas iniciativas atuam no fortalecimento da economia do município por meio da qualificação da produção local.

Para o professor Luiz Otávio de Magalhães, reitor da Uesb, a assinatura do convênio é mais um passo no trabalho da Instituição de chegar efetivamente na comunidade e, principalmente, impactar positivamente a vida das pessoas. “Temos o desenvolvimento muito forte de ações de extensão, ou seja, ações que estejam preocupadas em garantir que as nossas produções de pesquisa e de tecnologia cheguem diretamente aos produtores e trabalhadores da região Sudoeste da Bahia”, finaliza.

Prefeitura de Conquista comunica feriado dia 04 de março.

Prefeitura de Vitória da Conquista decretou ponto facultativo para os servidores municipais no dia 4 de março, segunda-feira. As justificativas apresentadas pela prefeitura municipal consideram que, a medida é consonante ao feriado nacional.

As informações foram publicadas no Decreto nº 19.219, de 21 de fevereiro de 2019.

Além disso, também fica alterado o horário de funcionamento das repartições públicas municipais em dois momentos. No dia 1º de março (sexta-feira), o horário de expediente será das 8 às 13 horas; e no dia 6 de março, o funcionamento das atividades será das 13 às 18 horas.

Os serviços públicos essenciais não devem ser suspensos.

Acusado de matar advogado a mando da ex de vítima é preso

Acusado de matar advogado a mando da ex de vítima é preso
Acusado
Foto: Divulgação / Polícia Civil

Um acusado de participar da morte do advogado Júlio Zacarias Ferraz, de 43 anos, foi preso nesta sexta-feira (23) em Feira de Santana. Cleidson Marques Vasconcelos, o “Vermelho”, foi detido em cumprimento de prisão preventiva dentro da Operação “Viúva Negra”, que envolveu policiais civis, militares e Polícia Federal. Segundo o Acorda Cidade, outro acusado ainda está foragido.

 

Vítima

Advogado ficou mais de 20 dias desaparecido/Foto: Reprodução / Facebook

 

Vermelho é apontado como um dos executores do advogado, crime ocorrido no dia 16 de janeiro, na zona rural de Santo Amaro, no Recôncavo. Já foram presas no dia 14 de fevereiro, com envolvimento no crime, a advogada Gláucia Mara Ottan Machado Ferraz, ex-esposa do advogado e mandante do crime (ver aqui). A empregada Maria Luiza Borges do Carmo também foi detida no mesmo dia.

 

Júlio Ferraz foi dado como desaparecido no dia 15 de janeiro em Feira de Santana. Ele foi dado como morto mais de 20 depois em Santo Amaro, no Recôncavo (ver aqui).

Bolsonaro consultou presidentes do Congresso e do STF sobre ação na Venezuela

 

Foto: Isac Nobrega/Reuters

O presidente Jair Bolsonaro dividiu com chefes dos outros dois Poderes a deliberação sobre o envio de ajuda humanitária à Venezuela, registra a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo. Em reunião disse que queria apresentar o quadro no país vizinho aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, da Câmara, Rodrigo Maia, e do STF, Dias Toffoli, ao lado de um grupo seleto de ministros. Ainda segundo a coluna, durante a conversa, pediu que cada um se posicionasse. Não houve consenso. Maia e militares do Planalto foram contra. Os demais endossaram a iniciativa. De acordo com a publicação, a reunião antecedeu o anúncio da decisão do governo de enviar mantimentos e remédios aos venezuelanos em meio à ofensiva da oposição – com apoio dos americanos – para derrubar o ditador Nicolás Maduro. Os generais Santos Cruz (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (GSI) teriam ponderado que o Brasil poderia emitir sinais equivocados ao se envolver na crise na Venezuela num momento em que a disputa política lá chega perto do auge. Eles ainda alertaram que o país poderia estar sendo usado como isca para fomentar conflito e dar margem a uma intervenção militar dos EUA. Bolsonaro, então, teria garantido aos presentes que não autorizaria o ingresso de tropas americanas na Venezuela por meio do território brasileiro. Opinaram pela ajuda humanitária os ministros da Defesa e das Relações Exteriores, além de Toffoli e Alcolumbre (DEM-AP).

Previdência Social:  como funciona,  quais as regras  e o que é a reforma

 

Em época de debates sobre a previdência, ainda há pouca informação sobre o tema condensada em um único lugar. Muitas pessoas tendem a olhar a ideia com certa estranheza e até fazem-se irredutíveis, adotando premissas como “nenhum direito a menos” ou “não abro mão de um direito fundamental”. No entanto, é preciso analisar o problema de forma ampla, entender o que é a previdência atualmente, o porquê de uma reforma, e as opções que estão além do sistema.

Como funciona a previdência social no Brasil

A Constituição estabelece no Art. 201 que:

A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos da lei, a:

I – cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada;

II – proteção à maternidade, especialmente à gestante;

III – proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário;

IV – salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda;

Assim, a previdência social é um seguro público, coletivo e compulsório. Deste modo, todos os trabalhadores economicamente ativos são obrigados a aderir ao sistema de maneira forçada, sob pena de crime de suprimir ou reduzir a contribuição social previdenciária, tipificado no Código Penal no Art. 337-A, com pena de dois a cinco anos, além de multa e do pagamento da quantia principal devida.

A Previdência Social está inserida dentro do Sistema de Seguridade Social brasileiro, também responsável por programas de assistência social (como o Bolsa Família) e voltados à saúde pública (como o SUS). O custo do sistema de seguridade social brasileiro é composto por receitas provenientes da (I) União, (II) de Contribuições Sociais e de (III)outras fontes.

As contribuições sociais são bancadas por empregados (por meio de contribuição sobre a sua renda, variando entre 7,65% a 20% do salário-de-contribuição, de acordo com o tipo de segurado) e empregadores (através de uma série de tributos, como CSLL, COFINS, e uma contribuição previdenciária de ao menos 20% sobre o valor total da folha de pagamento).

Constituem outras fontes de financiamento 40% (quarenta por cento) do resultado dos leilões dos bens apreendidos pelo Departamento da Receita Federal, 50% do arrecadado com bens expropriados por crimes ligados ao tráfico de drogas e trabalho escravo, a renda líquida das loterias, excetuando-se o destinado a programas de crédito educacional como o FIES, além de fontes previstas em leis específicas.

Apesar do Orçamento da Seguridade Social poder ser gasto quase que integralmente no custeio da Previdência, esta seria uma medida que diminuiria os valores gastos em áreas como assistência social e saúde pública. De fato, como discutiremos ao longo do texto, a necessidade ou não de uma Reforma da Previdência passa pela discussão de quanto estamos dispostos a cortar de outras áreas a fim de manter o funcionamento do nosso sistema previdenciário.

Por fim, além do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), para os trabalhadores do setor privado; a União também é responsável por administrar o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), destinado aos funcionários públicos federais, e gerenciar as contribuições para o sistema de pensões das Forças Armadas.

A previdência social é um esquema de pirâmide?

O Brasil adota um sistema previdenciário de repartição simples, isto é, os atuais contribuintes pagam o prêmio dos que já estão aposentados, na expectativa que no futuro haja outros contribuintes para pagarem por seu prêmio. Em resumo, quem entra no sistema paga o investimento de quem é mais antigo e está no topo dele.

Curiosamente, montar um sistema parecido, mas privado, seria crime em nosso país. Um arranjo em que quem está entrando agora só receberá se mais pessoas entrarem e o empurrarem para o topo da “pirâmide” é crime de acordo com a Lei Contra a Economia Popular (Lei nº 1.521/51), assim disposto:

Art. 2º. São crimes desta natureza: 

IX – obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos (“bola de neve”, “cadeias”, “pichardismo” e quaisquer outros equivalentes);

O porquê de uma reforma?

Formulada na primeira metade do século XX pelo demógrafo americano Frank Notestein para renater, com um método lógico, a teoria Malthusiana, a teoria da transição demográfica.  afirma que o crescimento populacional ocorre em ciclos e de acordo com os estudiosos da teoria, cada ciclo consiste de quatro fases:

  • 1ª fase (pré-transição)há um certo equilíbrio entre as taxas de natalidade e mortalidade, porém ambas com números muito altos. Essa fase geralmente é notada em países com baixo desenvolvimento econômico e social.
  • 2º fase (aceleração)aqui ocorre o crescimento acentuado da população, por um aumento na expectativa de vida e redução da taxa de mortalidade, dados por questões sociais como melhor acesso à saúde, saneamento básico, acesso à água potável etc.
  • 3º fase (desaceleração)redução da natalidade, por uma intensa urbanização, planejamento familiar, inclusão da mulher no mercado de trabalho, estima-se que o Brasil viveu essa fase a partir da década de 70.
  • 4º fase (estabilização): a taxa de natalidade e mortalidade se equilibram em números muito baixos.

Desde o início da década de 70, o Brasil passou a viver sua fase de desaceleração, e agora se encontra no início da sua fase estabilização com uma taxa de natalidade menor que o necessário para manter o crescimento populacional, isto é, acima de dois filhos por mulher.

Em um país com um sistema previdenciário de repartição simples, a estabilização populacional pode ser um grande problema. O número de aposentados subirá enquanto o de contribuintes diminuirá, gerando déficits e a necessidade para que cada vez mais dinheiro seja gasto apenas com o pagamento de aposentadorias.

Em uma tentativa de contornar o problema, o Governo Federal continuamente vem apresentando proposta de Reforma da Previdência. Fernando Henrique Cardoso, Lula, e Dilma Rousseff realizaram em seus governos alterações no sistema previdenciário brasileiro dificultando as regras para aposentadoria. De fato, alguns meses antes do seu impeachment, Dilma sinalizou à sua base que proporia uma profunda reforma na previdência brasileira.

Desta vez não foi diferente e ainda em 2017, o governo anunciou mais uma tentativa de reformar a previdência. Em seu discurso, o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles demonstrou preocupação com a transição demográfica, afirmando: “No atual ritmo, em 2060, vamos ter apenas 131 milhões de brasileiros em idade ativa (hoje são 141 milhões). No mesmo período, os idosos crescerão 263%”.

Permanecendo nesse ritmo, num futuro não tão distante haverá uma severa crise econômica, fazendo a população economicamente ativa pagar uma carga tributária maior que atual, mas apenas para sustentar a população de aposentados, sem nenhum tipo de assistência social, saúde, segurança, ou qualquer outra coisa!

O economista do Insper Marcos Lisboa estima que em 2060, se nada for feito, 1 em cada R$ 4 produzidos no Brasil será gasto apenas com aposentadorias e pensões. Para ele, a gravidade desta conta se esconde nos detalhes. Com toda a renda sendo consumida em aposentadorias e pensões, não sobraria dinheiro para fazer investimentos e aumentarmos nossa produtividade, nos tornando mais pobres. Além disso, problemas como greves por atrasos de salários – como realizada no Rio Grande do Norte – e incapacidade de fazer frente ao crime organizado por falta de orçamento se tornariam cada vez mais frequentes.

Ainda assim, vale salientar, que a reforma proposta pela equipe do governo não resolve o problema, nem torna a previdência superavitária. Neste momento, ela apenas dá um alívio nas contas públicas de alguns anos, tempo que os economistas acreditam ser suficiente para criação das condições políticas para uma ampla reforma.

E como é a proposta de reforma do governo?

atual texto da Reforma da Previdência mantém o tempo mínimo de contribuição de 15 anos (180 meses) para os futuros aposentados pelo INSS, mas a eleva para 25 no caso dos funcionários públicos. A medida pode corrigir uma distorção no atual sistema. Dado que trabalhadores da iniciativa privada sofrem com o desemprego e a informalidada, tendo por diversas vezes suas contribuições não recolhidas ao INSS, algo inexistente no caso do funcionalismo público.

Além disso, a idade mínima será de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com exceções para professores (60 anos para ambos os sexos), policiais (55 para ambos os sexos), e o segurado especial (55 para mulheres e 60 para homens).

A transição prevê idade mínima de 53/55 anos para o INSS e 55/60 para servidores em 2018. As idades sobem um ano a cada dois anos (54/56 anos em 2020 no INSS, por exemplo), alcançando o previsto legalmente em 2028 para os funcionários públicos homens e apenas em 2038 para os homens do setor privado.

Antes com alterações profundas, a aposentadoria rural e o Benefício de Prestação Continuada (que, em tese, pagaria um salário mínimo a idosos e pessoas com deficiência pobres, mas foi desvirtuado de acordo com técnicos do governo) foram excluídos do texto da reforma.

A nova legislação também proíbe o acúmulo de pensões somada a aposentadoria acima de dois salários mínimos e prevê que as contribuições sociais deixem de ficar submetidos à Desvinculação de Receitas da União (DRU).

O que significa não fazer uma Reforma na Previdência?

Na última década, os gastos da Previdência Social cresceram fortemente ano após ano.

Segundo os dados do Anuário Estatístico da Previdência Social, o crescimento anual médio desse gasto de 2005 a 2015 foi de 5,3%, mais do que o dobro do crescimento do PIB no período, de 2,5%, como mostra o Gráfico 1, abaixo. Esse crescimento fez com que o peso da Previdência sobre o orçamento chegasse a mais de 40%, limitando a possibilidade de redução de impostos ou investimentos em áreas mais prioritárias, como educação e saúde.

Fonte: AEPS 2005 e 2015; IBGE

Isso decorre de um rápido envelhecimento populacional, que leva a um aumento contínuo da parcela de aposentados, pressionando os gastos previdenciários. Enquanto o Gráfico 2, abaixo, expõe a razão de aposentados sobre população por faixa de idade, o Gráfico 3 mostra como a população mais idosa tende a crescer cada vez mais rápido, de 8% da população total em 2015 para cerca de 20% em 2060.

Fonte: PNAD 2015

Fonte: Projeções demográficas do IBGE de 2013

Analisando cada despesa da Previdência Social, percebe-se que, de 2005 a 2015, os benefícios que mais cresceram foram os ligados à idade avançada, principalmente os considerados assistências. Entre os que cresceram acima da média do gasto total, como mostra o Gráfico 4, foram: a aposentadoria por idade, aposentadoria rural e os benefícios assistenciais do LOAS.

Fonte: AEPS 2005-2015

Ao analisar o peso de cada um dos benefícios no gasto total da previdência, percebe-se que grande parte dos benefícios cujos gastos têm maior peso são justamente os que mais vêm crescendo, sendo estes: Aposentadoria Urbana por Idade, Aposentadoria Rural por Idade e LOAS/RMV Urbano, cada um representando pouco mais de 10% do custo total da Previdência Social.

Fonte: AEPS 2005 e 2015

É possível fazer uma previsão dos gastos com aposentadoria de acordo com as projeções demográficas a partir de uma decomposição contábil. Em 2015, elas custaram 5,3% do PIB no ano de 2015. Tal despesa pode ser decomposta em três fatores, explicitados abaixo: a proporção de aposentados dentre os idosos (taxa de atendimento); a proporção de idosos dentre a população geral (taxa de dependência-idosos); e a proporção entre o valor médio das aposentadorias e o PIB per capita.

Aposentadorias/PIB = (Aposentados/Idosos) x (Idosos/População) x (Aposentadoria Média/PIB per Capita)

Trata-se de uma igualdade contábil – ou seja, ela é sempre verdadeira. Como os dois primeiros fatores são demográficos e dependem apenas de previsões facilmente acessíveis do IBGE, fica fácil saber que o terceiro fator (a média as aposentadorias em relação ao PIB per Capita) fechou em 46% em 2015. O crescimento do PIB também pode ser estimado por projeções como as do FMI, as mais recentes até agora, e, felizmente, há estimativas até 2021. A partir de então, o crescimento do PIB pode ser simulado com três cenários: um de crescimento de 1,5% ao ano (pessimista), outro de crescimento de 2% ao ano (médio), e outro de crescimento de 2,5% ao ano (otimista). Outra hipótese implícita é de crescimento do valor médio das aposentadorias de 1,5% ao ano, uma estimativa otimista.

O gráfico 6, abaixo, faz a representação gráfica das projeções de gasto com aposentadorias. Segundo os resultados, no melhor cenário, teremos em 2037, 20 anos depois, um gasto com aposentadorias de 8,3% do PIB, três pontos percentuais a mais do que em 2017, em um cenário de congelamento dos gastos federais. No pior dos casos, as aposentadorias custarão 9,6% do PIB, um aumento de mais de 4 pontos percentuais do PIB.

Fonte: AEPS 2015; IBGE; Projeções Demográficas IBGE (2013); PNAD 2015

Com isso, percebe-se que uma reforma da previdência se torna absolutamente urgente, tendo em vista as projeções de crescentes gastos para o futuro. E, como se viu pela composição dos gastos previdenciários, essa reforma deve se concentrar principalmente sobre as aposentadorias por idade, as aposentadorias rurais e o LOAS/RMV, que concentram a maior parte do crescimento do peso da Previdência Social sobre as contas públicas.


Italo Cunha, Ivanildo Santos Terceiro, Lucas Bellinello, Nicholas Leviski, e Raphael Ryutaro Sakamoto são membros do Students For Liberty Brasil (SFLB).

Este artigo não necessariamente representa a opinião do SFLB. O SFLB tem o compromisso de ampliar as discussões sobre a liberdade, representando uma miríade de opiniões. Se você é um estudante interessado em apresentar sua perspectiva neste blog, basta submeter o seu artigo neste formulário: https://studentsforliberty.org/blog/Enviar

fonte   Italo Cunha, Ivanildo Santos Terceiro, Lucas Bellinello, Nicholas Leviski, e Raphael Ryutaro Sakamoto | 29 de janeiro, 2018

Com a Reforma da Previdência em tramitação no congresso nacional, possivelmente professores e policiais terão direitos adquiridos prejudicados.

 

 

Professores e policiais continuarão tendo regras especiais de aposentadoria em função da atividade caso a reforma da Previdência seja aprovada (PEC 6/19). O governo, no entanto, propôs acabar com a diferença entre homens e mulheres na idade de aposentadoria. Pela reforma, os professores passarão a ter idade mínima de 60 anos para ambos os sexos, e o tempo de contribuição, que hoje é de 25 anos para a mulher e de 30 anos para o homem, será de 30 anos para todos. O professor tem de comprovar efetivo exercício na educação infantil ou nos ensinos médio e fundamental. A deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), no entanto, criticou esse dispositivo da proposta. “É um absurdo propor que uma professora alfabetizadora se aposente aos 60 anos. Na maioria das vezes, ela começa a trabalhar aos 20, 21 anos. Terá de ficar 40, 41 anos em sala de aula”, argumentou. Como regras de transição, os professores poderão optar pelos pontos, que é a soma de idade e tempo de contribuição, começando com 81 para mulheres e 91 para homens em 2019 e subindo um ponto a cada ano; ou pela idade mínima combinada com tempo de contribuição. Neste caso, a idade começa com 51 anos para as mulheres e 56 para os homens em 2020, aumentando seis meses a cada ano até chegar a 60. Os professores da rede pública que entraram antes de 2003 terão de se aposentar aos 60 anos se quiserem benefício igual ao último salário.

Sesab alerta municípios sobre epidemia de Dengue e pede realização de ações de combate

Sesab alerta municípios sobre epidemia de Dengue e pede realização de ações de combate

Foto: Divulgação

A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) emitiu um alerta para os municípios baianos para combater o mosquito aedes aegypti, que transmite a dengue. De acordo com a Sesab, o número de casos da doença cresceu em 301,4% já neste ano de 2019, se comparado ao mesmo período de 2018. Até o dia 16 de fevereiro desse ano foram notificados 3.725 casos em 123 municípios. O município de Feira de Santana lidera com 1.520 registros e quatro óbitos. Outros dois óbitos foram confirmados, sendo um em Salvador e outro em Candeias.

 

A Sesab pediu aos municípios que promovam mutirões de limpeza, com atividades de vistoria e remoções de focos do vetor nas residências, juntamente com caminhadas de conscientização e distribuição de materiais informativos. O governo da Bahia já distribuiu 7,4 mil kits para serem utilizados pelos agentes de controle de endemias dos 417 municípios. Com investimento superior a R$ 2,6 milhões, cada kit é composto de 26 itens, como pesca larva, pipetas de vidro, tubos de ensaio, álcool, esponja, lanterna de led recarregável, bacia plástica, dentre outros materiais. “Os agentes de controle de endemias têm um papel fundamental na eliminação de focos do Aedes aegypti, pois na visita aos imóveis, eles eliminam criadouros, orientam moradores e realizam mobilizações”, afirma o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas.

 

A distribuição desses kits se configura como um apoio essencial aos municípios, considerando que a maioria tem dificuldades para aquisição de bens e equipamentos, bem como escassez de recursos. “Os materiais e equipamentos adquiridos pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) são todos padronizados pelo Ministério da Saúde”, destaca o secretário.

 

SINTOMAS

O primeiro sintoma da Dengue é a febre alta, entre 39° e 40°C. Tem início repentino e geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira no corpo. Também pode haver perda de peso, náuseas e vômitos. A população deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima. A equipe de saúde pode realizar um teste rápido para detectar a doença.

A edição do projeto prefeitura Móvel que seria realizado nesta sexta-feira, foi prorrogado para acontecer em 15 de março, no mesmo local.

10ª edição do projeto Prefeitura Móvel, que seria realizada nesta sexta-feira (22), no Centro Educacional Professor Paulo Freire (Caic), está temporariamente suspensa, sendo transferida para o dia 15 de março. Durante esta semana, o Governo Municipal terá atenção totalmente voltada à reparação dos danos causados pela chuva. Uma força-tarefa já foi montada com os setores estratégicos, que estão atuando nos locais mais críticos da cidade.

A medida é decorrente da assinatura do Decreto nº 19.207/19, declarando estado de emergência em Vitória da Conquista, por conta do alto índice de precipitação registrado nesse domingo (17). Além disso, também estão suspensas as obras de reforma do telhado do Gabinete Civil, na sede da Prefeitura no centro da cidade

Primeiro simulado de rompimento de barragem no município de Jacobina, região norte da Bahia mobiliza 400 pessoas 

 

por Francis Juliano

Foto: Divulgação / Sudec

O primeiro simulado de rompimento de barragem de rejeito do Nordeste brasileiro ocorre na manhã desta sexta-feira (22) em Jacobina, no Piemonte da Diamantina. Por volta das 9h05, a sirene da Yamana vai tocar e cerca de 400 pessoas que moram mais perto da barragem da empresa devem se deslocar das casas até um ponto onde não haveria risco. Neste local, elas serão acolhidas, recebendo água, lanche e apoio de agentes de defesa civil e da empresa.

 

Para o superintendente da Defesa Civil do Estado [Sudec], Paulo Luz, a experiência será providencial para moradores e técnicos. “Vai ser um aprendizado muito grande, não só para quem vive em área próxima à barragem, mas também para nossos órgãos. Vai ser uma escola”, disse Luz ao BN. A escolha da área para o simulado foi feita com base na Lei de Barragens [12334/2010] zona de auto salvamento, que é a região que fica até 10 km abaixo do reservatório ou até meia hora de onda de rejeitos alcançar determinado local. Por volta das 11h, será feita a avaliação do simulado.

 

Além de agentes de defesa civil estadual e municipal, participam da experiência as polícias rodoviárias federal e estadual, Civil e Militar, e órgãos como Inema, Ibama, Vigilância Sanitária, Samu, gestores de barragens, entre outros órgãos.

Ubaíra: Nível de água em barragem cai e moradores pedem socorro a autoridades


 

Foto: Reprodução / Blog do Marcos Frahm

Moradores de Ubaíra, no Vale do Jiquiriçá, pedem providência a autoridades devido ao baixo nível de água na barragem que abastece o município. A falta de chuvas levou ao colapso a principal fonte de abastecimento local, informou o Blog do Marcos Frahm. Nesta quinta-feira (21), residentes próximos à barragem disseram que não há mais como tirar água da represa, situada na localidade de Mucuri, distante cinco quilômetros da sede do município.

 

Ainda segundo o Blog, a Embasa também já não consegue captar água e já há racionamento. ”Estamos enfrentando uma situação que jamais esperávamos enfrentar. Tem sido difícil conviver com a falta de água em Ubaíra e esperamos que as nossas autoridades tenham piedade de nós e tomem alguma providência. A gente vai economizar a água que não temos?”, lamentou um morador ao Blog.

Municípios foram orientados a criar o Fundo Municipal de Manutenção de Obras

 

Para enfrentar a burocracia na gestão de contratos de repasse às prefeituras baianas, a União dos Municípios da Bahia (UPB), em parceria com a Caixa Econômica Federal, orientou gestores durante capacitação, realizada na manhã desta quinta-feira (20/2), no auditório da UPB, em Salvador. O evento teve como objetivo alinhar com os técnicos municipais o processo de repasse dos recursos, oriundos de emendas parlamentares e ministérios para a execução de obras diversas.

O presidente da UPB, Eures Ribeiro, destacou a importância da aproximação com o banco e apresentou no evento a experiência do município de Bom Jesus da Lapa, do qual é prefeito. Ribeiro afirmou que, para acelerar o acesso a repasses, a prefeitura pode dispor de um recurso reembolsável que serve de contrapartida na pactuação com o agente financeiro para o recebimento de emendas, a exemplo do Fundo Municipal de Manutenção de Obras. “É uma metodologia para fazer avançar os trabalhos de medição da obra e liberação do contrato junto à Caixa. O município faz o aporte no convênio para que o trâmite caminhe”, orientou.

O superintendente Regional da Caixa no Oeste, Francisco Ricardo, explicou que a intenção é “tornar mais célere os contratos e permitir ao município atender à demanda da população local”. O executivo convidou os gestores e técnicos municipais a tirar dúvidas sobre o andamento das obras durante o atendimento especializado que o banco oferece no evento. De acordo com o gerente Regional da Caixa em Salvador, José Anselmo Lopes, a capacitação e orientação técnica certificam “a parceria de longa data da Caixa com a UPB”. Segundo ele, quando o banco e os municípios fazem essa aproximação “há um entendimento melhor do processo”.

Hospital Isaú Mato suspende pronto atendimento temporariamente, como medida preventiva em razão da suspeita de meningite de um paciente

O Hospital Municipal Esaú Matos informa que o Pronto Atendimento (P.A) Pediátrico da unidade já está funcionando normalmente desde as primeiras horas desta quinta-feira (21). A suspensão na admissão de novos pacientes havia ocorrido, desde as 11h de terça (19), como medida preventiva em razão da suspeita de meningite em uma paciente internada no P.A.

A paciente que, durante o período de internamento no Esaú, recebeu cuidados intensivos da equipe da unidade, foi transferido para UTI nesta quarta-feira (20) para outra unidade hospitalar. O primeiro resultado do exame descartou a suspeita de meningite