12 de julho de 2020

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Prefeitura de Conquista não tem sido transparente no caso que envolve o Projeto Casulo.

CASO CASULO | Assentados ilegais em Conquista assumem compra de lotes em projeto de reforma agrária com a participação da Associação

VITÓRIA DA CONQUISTA – Depois de ouvir relatos de moradores, de ocupantes irregulares e diretores da Associação do Projeto Casulo para tratar das recentes denúncias de irregularidades com relação à regularização das terras da localidade, a Comissão de Fiscalização dos Atos do Executivo vai tentar interrogar, nessa quinta-feira, 12, Geanne Oliveira, secretária de Governo da gestão Herzem Gusmão (MDB).

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Geanne Oliveira, ao lado do prefeito Herzem Gsmão (MDB): blindagem.
Imagem; redes sociais/arquivo

Ela é apontada por denunciantes assentados no projeto como mentora de um esquema de suposta intermediação e venda ilegal de lotes, inclusive com a transferência – por meio de transação irregular, de áreas para parentes de primeiro, segundo e terceiro graus, incluindo (ainda de acordo com os denunciantes) sua irmã, o cunhado e cinco sobrinhos.

A reportagem procurou a Secretaria de Comunicação (Secom) para aber detalhes da convocação da secretária de governo, mas desde o início da série de reportagens sobre o assunto, não tem recebido respostas. 

 Num vídeo da reunião da comissão da Câmara que ouviu compradores e diretoria da Associação, na última quinta-feira, 5, ao qual o Sudoeste Digital teve acesso (VEJA ABAIXO), assentados ilegais assumem que comercialização de lotes no projeto, inclusive com a participação da entidade, que teria intermediado a venda de um dos lotes para Sílvio, cunhado com a irmão da secretária de Governo. (Entre os minutos 6 e 8m20s do vídeo). A diretoria não apresentou a ata das reuniões.

A assentada pelo presidente da Associação, que assume ter vendido parte do lote, revelou ao Sudoeste Digital, em 13 de fevereiro deste ano, com funciona o esquema ilegal. (VÍDEO ABAIXO)



O Projeto Casulo, numa área total de 371 hectares, é fruto de convênio celebrado entre o Município e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com a finalidade de promover o assentamento de famílias carentes que nela deveriam exercer atividades agrícolas. 

“Nos próximos dias também estaremos conversando com o diretor do Incra e com a própria secretária com o intuito de esclarecer”, informou presidente da comissão, vereador Rodrigo Moreira (PP), acrescentando que a comissão não está fazendo juízo de valor. A relatoria é do vereador Valdemir Dias (PT).

 “Não estamos apontando o dedo para ninguém, nós só queremos proteger o patrimônio público, ali é um local que prioritariamente deve ser dado a pessoas de baixa renda e pelo que a gente tem visto há pessoas dentro do padrão, e também muitas que não estão. Ninguém pode dar um patrimônio pra gente que tem dinheiro”, continuou.

“Foi-nos apresentada uma denúncia com vários tipos de irregularidades no Projeto Casulo, a partir daí, acionamos a Câmara e estamos convocando e convidando todos os envolvidos. Nesta última reunião, os denunciantes nos trouxeram elementos que comprovam o que eles vinham falando, agora o próximo passo é a convocação da secretária de Governo, Geanne Oliveira, bem como da comissão criada para prestar esclarecimentos de como foi feito todo aquele processo”, concluiu o vereador Rodrigo Moreira.

Fonte – Celino Souza- bl. Tvsudoeste