CONFIRA OS GOVERNADORES ELEITOS NO 2º TURNO
Em oito estados brasileiros e no Distrito Federal aconteceu o 2º turno para o governo. Em Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB) foi reeleito e derrotou Ronaldo Lessa (PDT) por 52,73% contra 47,27% dos votos.
No Amapá, Camilo Capiberibe (PSB) obteve 53,77% dos votos válidos e foi eleito. Seu adversário Lucas (PTB) obteve 46,23% dos votos.
No Distrito Federal, o baiano Agnelo Queiroz (PT) venceu Weslian Roriz (DEM) por 66,10% contra 33,90% dos votos.
Em Goiás, Marconi Perillo teve 52,99% contra 47,01% da candidata Iris Rezende (PMDB).
No Pará, Simão Jatene (PSDB) foi eleito com 55,78% dos votos contra 44,22% da candidata Ana Júlia (PT).
Na Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB) ficou com 53,70% dos votos. Seu concorrente, Zé Maranhão (PMDB) ficou com 46,30%.
No Piauí, Wilson Martins (PSB) ganhou com 58,92% dos votos contra 41,08% de Silvio Mendes (PSDB).
Confúcio Moura (PMDB) venceu a disputa para o governo de Rondônia com 58,68% dos votos contra 41,32% do candidato João Cahulla (PPS).
Em Roraima o resultado foi bastante apertado, pois o candidato Anchieta (PSDB) obteve 50,41% dos votos válidos contra 49,59% do adversário Neudo Campos (PP).
Discurso de Dilma é pontuado por metas de governo
Em seu primeiro discurso após ser eleita presidente do país, Dilma Rousseff listou as prioridades de seu governo e traçou metas a serem cumpridas nos quatro anos de mandato. Na noite de domingo, Dilma assumiu como seus compromissos básicos honrar as mulheres, valorizar a democracia e erradicar a miséria. Veja abaixo os principais pontos do discurso:
Democracia e princípios
“Registro um compromisso com meu país: valorizar a democracia em toda a sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais básicos, da alimentação, do emprego, da renda, da moradia digna e da paz social”.
Erradicação da miséria e mais empregos
“Reforço meu compromisso fundamental que mantive e reiterei ao longo da campanha: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e para todas as brasileiras. Ressalto entretanto, que essa ambiciosa meta não será realizada apenas pela vontade do governo. Ela é importante. Mas, esta meta é um chamado à nação”. Leia mais no G1 e a íntegra do discurso aqui.
Manchetes do dia, dos principais jornais do Brasil
– A Tarde: Dilma láreio: A 1ª Presidente
– Tribuna: O que esperar da era Dilma?
– Globo: Lula elege Dilma e aliados já articulam sua volta em 2014
– Folha: Dilma é eleita
– Estadão: A vitória de Lula
– JB: A mulher chega ao poder: 56% garantem vitória de Dilma
– Correio Braziliense: Dilma do Brasil
– Valor: Dilma é eleita e define medidas
– Estado de Minas: Mineira será a primeira presidente
– Zero Hora: A presidente do Brasil
SERRA: ‘A LUTA CONTINUA E VIVA O BRASIL

Em São Paulo, José Serra (PSDB) fez seu primeiro pronunciamento após a derrota no segundo turno das eleições 2010. Acompanhado da esposa, do vice ìndio da Costa (DEM), do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, e de outros correligionários, Serra saudou os brasileiros e afirmou que recebeu com “respeito e humildade a voz do povo nas urnas”. O tucano, visivelmente abatido e emocionado, cumprimentou Dilma Rousseff e desejou que ela faça uma boa gestão para o Brasil. Citando o Hino Nacional, ele afirmou que essa despedida não será com um adeus: “Nós vamos dar a nossa contribuição ao país como partido, como indivíduos, como parlamentares, como governadores. Por isso, a minha mensagem de despedida não é um adeus, mas é um até logo! A Luta continua e viva o Brasil”, afirmou Serra.
(Rafael Albuquerque)
Presidente eleita diz que padrinho político não poderá ficar longe e promete fortalecer mercado interno em seu governo
Em seu 1º pronunciamento, Dilma
promete bater à porta de Lula
Em seu primeiro pronunciamento oficial, a presidenta eleita da República, Dilma Rousseff (PT), prometeu “bater muito” à porta do antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, em seu futuro governo. Sem a presença do padrinho político no palanque montado para o pronunciamento, em Brasília, Dilma afirmou que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e agradeceu “a honra e o privilégio de sua convivência”.
“Baterei muito à sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta”, disse a petista. “Conviver durante todos esses anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu país”, completou a presidenta eleita, que prometeu consolidar e avançar os projetos do atual governo.
manter a responsabilidade fiscal e os esforços para melhoria da qualidade do gasto público e da simplificação tributária. Disse recusar ajustes sobre programas, serviços sociais e investimentos. Afirmou ainda que o povo brasileiro não aceita mais a inflação como “solução irresponsável para eventuais desequilíbrios”.
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Prometeu ainda ampliar os limites do programa Supersimples para valorizar e criar modernos mecanismos de financiamentos econômicos. Ressaltou também que vê na exploração e no modelo de partilha dos recursos do pré-sala a chance de promover melhorias para as “atuais e futuras gerações”.
Dilma disse esperar que a inédita eleição de uma mulher para Presidência se torne um evento corriqueiro e parafraseou o slogan de Barack Obama em sua campanha para presidente nos EUA para afirmar que “sim, a mulher pode”.
Após uma campanha tensa, com críticas aos meios de comunicação e líderes religiosos que pediram votos contra a petista, Dilma prometeu, em seu primeiro discurso como presidente, defender a liberdade de imprensa e de culto no País.
Dilma prometeu também trabalhar para erradicar a miséria do País e pediu a ajuda de empresários, trabalhadores, igrejas e universidades para conseguir implementar essa meta, que classificou de “ambiciosa”.
Ela disse também que, a partir de agora, irá estender a mão para os partidos adversários e prometeu valorizar os órgãos de controle e fiscalização do serviço público. “Não haverá compromissos com o erro”.
Brasil tem 3 mil condenados por má administração
Chega a 3.029 as ações por improbidade de servidores, empresários e políticos
Relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que chega a 3.029 as ações civis no País que resultaram em condenações de servidores públicos, empresários e políticos por improbidade administrativa. Os dados referem-se aos Tribunais de Justiça (TJs) dos 26 Estados e Distrito Federal e dos cinco Tribunais Regionais Federais (TRFs).
Esses processos impuseram aos acusados sanções que vão da perda do cargo e suspensão dos direitos políticos com obrigação de ressarcimento de danos ao Tesouro – municipais, estaduais e da União – no montante de R$ 221,68 milhões. As ações propiciaram o resgate ao erário de R$ 27,28 milhões, por meio da decretação de perda de bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio dos réus – que foram condenados ao pagamento de multas que somam R$ 198,49 milhões.
As informações, atualizadas até 6 de outubro, constam do Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativa – banco de dados do CNJ – e serão repassadas à Controladoria Geral da União (CGU) e ao Ministério da Justiça (MJ).
Criado em 2007, o cadastro do CNJ reúne informações do Judiciário sobre pessoas físicas e jurídicas definitivamente condenadas por violação à Lei 8.429/92 (Lei da Improbidade). O banco de dados trata exclusivamente de condenações por improbidade – a lei tem natureza civil, ou seja, não prevê sanções penais, como prisão, mas suspensão de direitos políticos, perda de cargo público, restituição ao erário e multa.
Baianos vão às urnas e clima é tranquilo em todo estado
Eric Luis Carvalho, com informações da Agecom
Neste domingo (31), 9,5 milhões de eleitores baianos devem ir às urnas para escolher o novo presidente da República, que vai administrar o País pelos próximos quatro anos. José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) disputam os votos do povo brasileiro. O estado é o quarto maior colégio eleitoral do país.
O governador da Bahia, Jaques Wagner, também exerceu a sua cidadania. O governador pediu que independente da escolha, os baianos comparecem às urnas e afirmou que após as eleições, espera que o governo federal mantenha a parceria com a Bahia. “Assim poderemos dar continuidade ao crescimento econômico do Estado. Vamos continuar com a atração de investimentos, atração de indústrias”. Mas, Wagner também ressaltou a confiança em uma vitória folgada de Dilma no estado, “Esperamos que ela tenha pelo menos 70% dos votos.”
O governador votou às 9h30, no Colégio Municipal Lídia Coelho Pinto, 171ª zona, na seção 321, em Arembepe, Camaçari, Região Metropolitana de Salvador. O governador esteve acompanhado dos senadores eleitos Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT), além do coordenador da sua campanha e prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT). Por volta de 15 horas, Wagner embarca para Brasília, onde acompanha a apuração dos votos ao lado de Dilma e da cúpula petista.
Urnas trocadas
Até às 11h30 da manhã, 70 urnas foram substituídas em todo o estado. Sete delas em Salvador. Segundo o TRE, cinco pessoas foram presas, mas o órgão não confirmou o motivo das prisões. O clima é de muita tranqüilidade em todo estado. Em todo o país, segundo o último boletim do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até o momento foi registrada a substituição de 686 das mais de 400 mil urnas eletrônicas nas sessões eleitorais em todo o país. O número representa 0,171% do total.
Segurança
24 mil policiais e bombeiros militares estão atuando na Operação Segundo Turno das Eleições 2010 em todo o estado. Em decorrência do feriado prolongado, foi reforçado o policiamento nas rodovias estaduais, na rodoviária, no sistema Ferry-Boat e nos locais de lazer.
CONSELHO DE COMUNICAÇÃO TERÁ FIM CONSULTIVO
O Congresso Nacional se prepara para, em breve, reativar o Conselho de Comunicação Social, com fim consultivo, e não deliberativo. Previsto na Constituição desde 1988, o conselho só funcionou entre os anos de 2002 e 2006 e prevê o auxílio ao Congresso em questões relativas à comunicação, tais quais a liberdade de expressão, outorga e renovação de concessões, além de assuntos que envolvam a programação das emissoras de televisão e até a propaganda de cigarros e bebidas. Segundo matéria da Folha de S. Paulo, em julho, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), anunciou a medida a dezenas de entidades através de cartas, nas quais 21 nomes já apareciam como indicações para compor o órgão. O texto destaca que, ao contrário de conselhos como o instalado no Ceará, este do Congresso não terá como função monitorar e fiscalizar os meios de comunicação.
Artigo: O perfume
A AIDS é a sigla em inglês da Síndrome de Deficiência Imunológica Adquirida. É causada pelo vírus HIV, detectado na década de 1980. O vírus ataca as células do corpo o qual fica vulnerável a várias doenças oportunistas que se aproveitam do sistema imunológico agravado pela doença para fragilizar, ainda mais, o paciente.
Assim que surgiu a notícia do diagnóstico da AIDS e dos fatores de sua contaminação, disseminação e gravidade do problema, houve pânico geral. A doença foi encarada como uma sentença de morte aos aventureiros dos prazeres da sexualidade e dos infectados, por tratar-se de uma enfermidade sem cura, apesar dos controles adotados.
O sexo era praticado livremente, por muitos, em ambientes propícios. Esse grupo considerado como fator de risco, como método de prevenção, passou a utilizar o preservativo.
Certo boêmio fazia da bebida o seu passatempo. Frequentava lugares de sua predileção se sentia à vontade apesar das críticas e recriminações, para a alegria de um bate-papo diversificado.
Ao casar-se aboliu as investidas lúbricas, por medo de contrair AIDS e retransmiti-la à parceira, tornando-se monogâmico. Fazia amor sem a camisinha em comum acordo com a esposa que depositou confiança no companheiro, entendendo que o marido iria se comportar dignamente como um exemplo de fidelidade, tendo a certeza de não se infectar por leviandade do seu homem.
Em decorrência de uma alergia que era portador, o sujeito não usava perfume. Em razão disso a mulher também deixou de usá-lo. Certa feita, por uma discussão banal, eivada de caprichos, o casal deixou de se falar e a se evitar (crise matrimonial). Passava um pelo outro em silêncio angustiante. Ambos esperavam pela iniciativa do parceiro para fazer as pazes.
O marido recorreu a um ardil infalível, certo de que o ciúme da mulher a acometeria de raiva. Comprou um vidro de perfume e todos os dias, antes de sair, pela manhã e à noite, se perfumava, ou melhor, tomava um banho de perfume. A esposa o olhava de soslaio enfurecida, até que, em determinado momento, com receio de que o marido estivesse se relacionando com outra pessoa, não se agüentando mais de ciúme, explodiu alucinada perguntando: ─ Para quem você está usando esse perfume que nunca usou, alegando alergia? Em resposta ouviu o desabafo do marido: ─ Para você, meu bem! Para quem mais seria?
Diante desse romance psicológico que viveram se entenderam e fizeram as pazes. A sopa caiu no mel e a felicidade voltou a reinar no lar abundante de amor e prazeres físicos que constituem um dos objetivos da vida.
É imprescindível que não se adote o curso ditado pela ira, mas aquele sugerido pelo bom senso, interpretado por um colóquio mútuo de esclarecimento dos fatos.
É conversando que se entende!
Antonio Novais Torres
Presidenciáveis mostram confiança em votação
A Tarde On Line e agências
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Os adversários na corrida presidencial, a governista Dilma Rousseff e o tucano José Serra, votaram logo pela manhã neste domingo (30) de segundo turno eleitoral.

Dilma, que vota na Escola Estadual Santos Dumont, no Bairro Assunção, na zona sul de Porto Alegre, chegou ao local acompanhada do governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT).
A chegada da presidenciável causou um certo tumulto na escola entre os jornalistas que aguardavam para ouvir uma declaração de Dilma. A candidata, no entanto, deixou o local sorridente, mas sem falar com a imprensa.
A expectativa é que Dilma siga para Brasília ainda hoje, onde deve acompanhar a apuração dos votos.
José Serra – O candidato do PSDB compareceu à urna por volta das 11h30 (horário de Brasília) acompanhado da família. Serra chegou ao Colégio Santa Cruz, no bairro de Alto de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, ao lado da esposa, Mônica, da filha, Verônica, e de dois netos.
“Hoje quem fala é o povo, que vai decidir o futuro do País nos próximos quatro anos. Essa é a beleza da democracia, e talvez a beleza da alternância de poder, que seria muito bom para o País”, disse o candidato que chegou sorridente e confiante, fazendo o “v” da vitória com as mãos.
Também acompanharam o presidenciável o candidato eleito ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, a mulher dele, Lu Alckmin, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o governador do estado, Alberto Goldman, e o senador eleito, Aloysio Nunes.
ELEIÇÃO: DILMA JÁ VOTOU EM PORTO ALEGREFoto: Globonews/Reprodução
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, votou às 9h11 deste domingo (31) no colégio Santos Dumont, em Porto Alegre. Acompanhada pelo governador eleito Tarso Genro (PT), Dilma votou rapidamente, fez sinal da vitória com os dedos e ganhou um beijo do mesário, que mostrava a carteira de identidade que a candidata usou para votar. Em seguida, foi a vez de Tarso Genro votar. Na saída do colégio, Dilma foi cercada por eleitores e jornalistas. A petista foi para a casa da filha, que fica a cerca de 500 metros do local em que votou. A candidata não falou com a imprensa após votar. Informações do G1.
SERRA VOTA EM SP E DIZ QUE BATALHA FOI DESIGUAL
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, votou na capital paulista por volta das 11h30 deste domingo (31), ao lado da mulher Mônica, da filha Verônica, do governador eleito Geraldo Alckmin, do atual governador Alberto Goldman e do senador eleito Aloysio Nunes (todos do PSDB), além do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). O tucano ficou cerca de 30 segundos na urna e depois posou para fotos. Após votar, Serra fez um breve pronunciamento e disse que a campanha o tornou mais otimista em relação ao Brasil, mas também afirmou que a batalha foi desigual. O candidato do PSDB afirmou que mantém a confiança na vitória graças às pessoas que encontrou nas viagens feitas durante a campanha. “Nosso País de amanhã é o das crianças de hoje. É para esse Brasil do futuro que trabalhamos e apresentamos nossas propostas”, comentou, sem dizer onde acompanharia a apuração dos votos. Informações do G 1 e Terra.
TRE teme que mais eleitores faltem às urnas no domingo
Aguirre Peixoto, do A TARDE
A Justiça Eleitoral e os partidos políticos estão preocupados com um possível aumento da abstenção do eleitorado neste segundo turno. Ambos preveem uma queda no comparecimento às urnas por causa do feriadão, que para uma parte da população já teve início na quinta-feira, dia do servidor público – no qual não há expediente nos órgãos públicos – e, para a maioria, vai até a terça-feira, Dia de Finados.
No primeiro turno, a abstenção em todo o Brasil chegou a 18,1%. Na Bahia, foi de 21,5% (confira dados no gráfico ao lado). Nas eleições anteriores, a ausência cresceu em torno de 2,5 pontos percentuais entre o primeiro e o segundo turno.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Mário Alberto Hirs, ressalta que o índice de abstenção no Estado no primeiro turno manteve-se estável, mas admite um aumento da ausência nesta segunda etapa.
“A eleição está no meio do feriado. Isto é o problema. Conheço muitas pessoas que vão viajar, creio que isso aumentará um pouco a abstenção”, ponderou.
O governo federal já havia transferido, no final do ano passado, o feriado do servidor público para a segunda-feira, dia 1º. Entretanto, cabe aos Estados e municípios determinarem o dia em que seus funcionários gozarão esta folga.
O governo baiano, por exemplo, estabeleceu, em decreto de janeiro deste ano, que o dia do servidor público seria comemorado na última sexta-feira, 29, e que também não haverá expediente nesta segunda-feira.
Em outros Estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, a transferência do feriado gerou até mesmo disputas políticas entre o PT e o PSDB, cada um tentando achar uma solução mais benéfica ao seu candidato.
Mesmo assim, a grande incógnita é quem será o candidato beneficiado com um possível aumento da abstenção. As teses são inúmeras.
Há quem diga que o eleitor de José Serra (PSDB) tende mais a viajar, já que possui uma maior renda, e por isso o tucano perderia votos. Outros dados, porém, apontam que historicamente, nas disputas em segundo turno, a abstenção cresceu mais no Nordeste, principal reduto eleitoral de Dilma Roussef (PT), o que a prejudicaria.
Apelos – Para garantir seus votos, os candidatos fizeram inúmeros apelos aos eleitores para que não faltem ao pleito. O presidente do PSDB baiano, Antônio Imbassahy, ressalta que Serra repetiu bastante este pedido nos seus programas do horário eleitoral gratuito. “Pedimos aos nossos prefeitos, militantes, aliados, que compareçam e estimulem também o comparecimento às urnas”, afirmou.
Imbassahy também admite a possibilidade de um aumento da abstenção porque no segundo turno não há mais disputa para o cargo de deputado. “Os candidatos a deputado estão mais próximos dos eleitores pelo interior e acabam dando um estímulo maior ao comparecimento”, analisou o tucano.
O presidente estadual do PT, Jonas Paulo, lembra que seu partido se juntou ao PSDB para solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral a disponibilização de veículos que pudessem fazer o transporte de eleitores nos municípios, o que, na sua avaliação, deve ajudar a segurar o crescimento da abstenção.
Reduto petista – Jonas também ressalta que a forte polarização do pleito entre os dois candidatos tende a empolgar mais o eleitor. “Isso faz o cidadão ver a importância do voto para o destino do país”, afirmou o dirigente petista.
Ele acredita que o fluxo maior de pessoas em viagem neste feriado deve ocorrer no Sudeste, o que afetaria o candidato tucano. “As pessoas lá têm maior poder aquisitivo e viajam mais”, afirmou. Os dados da Justiça Eleitoral, entretanto, mostram que a abstenção costuma ser maior no Nordeste, reduto petista.
O cientista político Paulo Fábio Dantas ressalta que é normal uma abstenção maior no segundo turno, principalmente nos Estados onde a disputa é só presidencial. É o caso da Bahia, onde Jaques Wagner (PT) foi reeleito em primeiro turno.
“A eleição para deputado traz uma maior mobilização dos candidatos, amigos, familiares… Tudo isso diminui para o segundo turno, o empenho não é o mesmo e a eleição presidencial é mais distante”, analisou.
Paulo Fábio pondera que não é possível determinar se a abstenção vai chegar a favorecer um dos candidatos. “Depende muito, depende de quais Estados terão maior abstenção, e de muitos outros fatores. Só esperando o resultado para saber”, afirmou o pesquisador.
“Outro elemento que pode desmobilizar o eleitor é o resultado das últimas pesquisas, que estão dando vantagem a Dilma”, avaliou o também cientista político Joviniano Neto.
Ele ressalta, entretanto, que esse fato pode ser prejudicial a ambos: o eleitor de Dilma, achando que já ganhou, descarta a importância de seu voto, e o eleitor de Serra, acreditando que perderá a eleição, prefere nem se dar ao trabalho de votar.
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Mapa da votação na Bahia no primeiro turno das Eleições 2010
Mapa da votação na Bahia no primeiro turno das Eleições 2010