A Gente diz

DIRETO DA PRAÇA

paulo-piresDIRETO DA PRAÇA: “Por  termos dentro de nós
 uma alma imortal,
parcela da divindade,
devemos ser sagrados para nós mesmos.”

                                                           Émile Durkheim

 

 Segue as reflexões e posicionamento do professor mestre Paulo Pires.

 

                                                                                                                                  

IMPLICÂNCIA COM O PSDB?

            Algumas pessoas estão acusando este colunista [?] de ser tendencioso e viver disseminando idéias contrárias ao projeto peessedebista de governo. Não sou contra o PSDB. Sou contra o que este Partido deixou de fazer. Principalmente quando assumiu o governo do Brasil no período de janeiro/95 a dezembro/2002. Sim, infelizmente, aquela infausta gestão, num período relativamente longo [8 anos] me levou a assumir posição contrária ao projeto administrativo realizado pelos tucanos. Francamente, não estou arrependido em estar do lado oposto. O que acabo de afirmar não pode ser encarado como tendenciosidade, mas sim como uma manifesta declaração que não estou ao lado do senhor Serra ou do senhor Fernando Henrique. Isso é legítimo  republicano. Vergonhoso seria a desfaçatez.

TINHA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO

            Após oito anos de governo improdutivo, doutor Fernando Henrique deixou a presidência sob baixíssima aprovação e reconhecimento popular.  O pouco que fizera [ele mesmo declarou isto em depoimento à TV CÂMARA] o levou a dedicar-se à sua ONG juntamente com o ex-presidente do México Ernesto Zedillo e o da Colômbia César Gavíria.  Fernando Henrique é um brasileiro excepcional, um homem de grandes dotes morais, possuidor de uma capacidade incrível de seduzir pessoas. Infelizmente não fez um bom governo. O Plano Real tão propalado pelo PSDB foi idealizado e implantando no governo Itamar Franco. Não se pode deixar de mencionar que os arquitetos e engenheiros econômicos que o elaboraram pertenciam ao PSDB. Mas o Plano [MP 542/94, de 30/06/94] efetivamente ocorreu por inspiração e no governo Itamar Franco. Este não disfarça ironias dirigidas ao pessoal do PSDB quando este associa o Plano exclusivamente ao senhor Fernando Henrique. Mas, e a pedra? Bem a pedra é uma metáfora que sempre se interpõe entre o caminho e o caminhante. Como geralmente ocorre na vida, e foi poeticamente descrito pelo inesquecível Drummond, há sempre uma pedra no meio do caminho. Neste caso a pedra é um ex-líder sindical chamado Lula da Silva.

DA POLÍTICA À CAMPANHA PRESIDENDIAL DE 2010

            Na campanha de 2010 dois candidatos estão disputando a presidência do Brasil no segundo turno. O mais votado no primeiro foi a candidata do PT, senhora Dilma Roussef (em quem este colunista  agora vai votar). Em segundo lugar ficou o ex-governador de São Paulo doutor José Serra. Os analistas políticos mais isentos (temos no Brasil alguns que não o são), afirmam peremptoriamente que são dois bons candidatos. O senhor José Serra tem um biografia invejável. O homem já experimentou todos os cargos públicos possíveis (acho que menos o de vereador). Os demais cargos de nossa República foram devidamente vivenciados pelo experiente político. Pelo lado do PT temos a senhora Dilma Roussef, que por incrível que pareça nunca exerceu cargo legislativo. Portanto, nunca foi eleita para nada [em votação direta], mas demonstrou não ser inapetente para buscar votos [ninguém pode esconder que Lula lhe ensinou direitinho]. Enfim, são dois candidatos que tem tudo para fazer excelentes governos. O Serra teria mais dificuldade em governar, considerando que o Congresso constituído a partir de janeiro de 2011, é de maioria Lulista. Pior ainda se levarmos em conta o que disse dele [de Serra] o deputado Arnaldo Faria de Sá, PTB-SP: “Serra é um homem cheio de senões!”.  Isso dificultaria bastante suas relações com as Casas Legislativas.  Em minha avaliação os dois são bons candidatos. Este colunista, que agora vai votar em Dilma Roussef, não pode omitir que as chances para a escolhida de Lula são muito maiores que as do ex-governador de São Paulo. Com ou sem o apoio de Marina Silva. Esta ainda vai avaliar se fica com Dilma ou com Serra. Fará uma consulta às bases para tanto. Se não estou errado, ela vai para o lado de Dilma (mesmo contra as bases, se for o caso). É possível dizer que até aos olhos de um observador menos agudo, fica claro que apesar das divergências  Marina/PT, o pessoal a quem ela combateu durante toda sua vida,   hoje está ao lado de Serra. Como ficar agora ao lado de quem tanto combateu? É por causa disso que considero remota a hipótese de Marina e sua Base aprovarem um apoio a doutor Serra. A lógica nos leva a essa óbvia constatação.  Mas, como a lógica morreu em 1951… Quem é que sabe?

Geddel Justifica – A favor de Dilma

“Na verdade, permaneço onde estava. Sou um homem de partido e Temer é meu amigo fraterno de mais de 20 anos. Havia uma mágoa, mas conversamos e tudo está resolvido.”

Geddel Vieira Lima (PMDB), que atribuiu a derrota na disputa pelo governo baianGeddel_Sorrindo_Max_Haacko ao presidente Lula, ao justificar apoio a Dilma Rousseff (PT) no segundo turno da eleição presidencial.

Verdades, mentiras, institutos de pesquisa e as Eleições na Bahia!

mailJoilson Bergher*

 

Pela Sexta vez seguida, desde o fim do regime militar, o país foi às urnas no início de outubro no primeiro turno das eleições no Brasil, sendo de fundamental importância identificar possíveis lições.

 No caso da Bahia ficou muito clara a estratégia “lulista” de Jaques Wagner, aproximou-se do eleitorado de Lula, numa aposta certa no entorno da sua alta popularidade e aprovação. Estava muito claro que o governador Jacques Wagner seria uma sucessão muito mais fácil, tal como um Tarso Genro ou mesmo, apesar de ser muito paulistano, um Suplicy, ou mesmo um Eduardo Campos. No entanto, oficializada sua candidatura, Lula e o Partido dos Trabalhadores apostaram alto em Jacques Wagner, reconhecendo em seu governo um grande capital eleitoral, beirando sempre o alto patamar vertiginoso de 40%, na média ao longo de todo o seu governo. É certo que o governo da Bahia teve dias de incertezas, no bojo da aliança com o PMDB, havia sim a premente desconfiança deste com o Partidos dos Trabalhadores e vice-versa. Ficou a impressão: à medida que o governo do Partido dos Trabalhadores avançava, o incômodo do PMDB tornava-se evidente. Ex-ministro da Integração Nacional, o deputado federal Geddel Vieira Lima decidiu fazer uma aposta arriscada quando, em 2009, optou pelo rompimento da aliança do seu partido com o PT, aliança que teve grande parcela de responsabilidade na histórica e surpreendente vitória de Jaques Wagner, sobre Paulo Souto, derrotando a máquina carlista. Com uma base de 114 prefeitos e mais de mil vereadores, o PMDB baiano constituía uma estrutura sólida, garantindo a ele uma grande penetração em todas as regiões do Estado, o que era reforçado pela sua atuação no Ministério, com um elenco significativo de obras em mais de 100 municípios. Acredito que o Grupo do PMDB, incluindo aí o Vice Governador Edmundo Pereira Santos, sabia dessa aposta arriscada: concorrer contra a máquina governista e tendo ainda que enfrentar o que restou da estrutura carlista, o Ministro decidiu apostar na sua capacidade de trabalho agressivo e foi à luta, formalizando a candidatura. E, qual era a estratégia? Crescer no espaço entre o governador e Paulo Souto, acreditava ele, apresentando-se como uma alternativa nova, contrapondo-se ao que já tinha sido e ao que está sendo, qualificando-se para ir ao segundo turno contra qualquer um dos dois. Naquele momento da pré-campanha fevereiro/maio, recebia entre 5 e 10% das intenções de voto, na média das pesquisas eleitorais. Ele e sua equipe acreditavam, então, que sua performance devia ser debitada ao fato de ser menos conhecido do que os outros dois principais adversários, Souto e Wagner, e que isto iria mudar à medida que o eleitorado fosse tomando conhecimento de suas propostas. Eis o fato: Nada disto foi capaz de fazer o candidato subir nas pesquisas eleitorais e ele continuava, a dez dias da eleição, estacionado nos mesmos patamares do início da campanha eleitoral, de acordo com os levantamentos de todos os institutos de pesquisa. Fato que foi usado até por Dilma Rousseff para anunciar publicamente que só tinha, agora, um candidato a governador da Bahia, Jaques Wagner, jogando para o alto o compromisso anterior, de ficar de braços dados com o ex-ministro. Sabe aquela história do Chapeuzinho Vermelho, pois é, no estilo petista de se fazer política, os históricos do PMDB foram na história do duplo palanque. “Como o presidente e sua candidata estariam em dois palanques se Wagner é o próprio PT de Lula?”. Estava em Curso a onda Lula, melhor, de novo, a onda vermelha tomava conta do Brasil. Esta postura do maior cabo eleitoral do Brasil foi reforçada pelas duas pesquisas divulgadas nestes últimos dias sobre a sucessão baiana, do Ibope e do Datafolha. As duas consultas mostraram um quadro estabilizado no Estado, com viés de alta para Wagner e de queda para seus adversários. Agora é o segundo turno. Bem, agora é uma nova história. Certamente a oposição irá ficar onde sempre esteve. E o PMDB? Irritados com as declarações de desprezo da presidenciável petista Dilma Roussef sobre o candidato do PMDB a governador na Bahia, dirigentes peemedebistas farão corpo mole no apoio à candidata do PT à Presidência em seus municípios, isso é um fato ou não? Veja o caso de Brumado, por exemplo, Edmundo Pereira Santos como se sabe é dessa cidade e mais, sua companheira Deputada Marizete Pereira também e não logrou êxito na renovação do mandato ao parlamento estadual, e, agora? Algumas perguntas: O que fará o agora ex-vice-governador? Será ele candidato a prefeito de Brumado ou novamente a Deputada Marizete Pereira se lançará candidata ao executivo brumadense?

E em Vitória da Conquista? O que resta de oposição não resiste à máquina do Partido dos Trabalhadores. Nessa cidade esse partido conseguiu eleger de forma direta quatro parlamentares. E a oposição?  Nem de longe foi ouvida, não tem projetos, não tem nomes! A impressão existente é que Vitória da Conquista não confia nisso que se coloca como oposição, é como se fosse um texto panfletário de estudante juvenil. Em                          Jequié é a mesma história. Está aí o fim melancólico do que se conhece como Borges. A meu ver falta  sabedoria política (?) nesses senhores que se arvoram históricos no campo da política, na prática tem se revelado exatamente o contrário, aliás, o povo é que tem tido uma sabedoria fantástica. No futuro próximo, quem analisar as eleições na Bahia, poderá ter um bom material para estudar e tentar explicar porque uma série de candidatos que, aparentemente fez tudo certo, seguindo todo o receituário do marketing eleitoral, não conseguiu sequer mudar de patamar nas pesquisas eleitorais. Há que se ter prudência. Pesquisa não é urna e só esta dá os números reais de cada candidato. Enfim, a versão atualizada da “Espada de Dâmocles”, O certo é que todos os políticos acabam enxergando essa espada sobre suas cabeças às vezes muito tarde. Alguns dizem – Política é um caminho sem volta, pois em algum ponto se chegará ao precipício. Como era mesmo a fábula da Suméria que passou pela Babilônia, Egito, Hebreus, e chegou a Esopo? O Rei-deus Marduk era invejado pelos plebeus que criou. Um dos súditos expressou seu desejo de ser Rei pelo menos por um dia e isto chegou aos ouvidos do grande Senhor que chamou o atrevido. Mandou paramentá-lo, colocou-lhe a coroa sobre a cabeça e mandou sentar no trono e dar audiência aos súditos por um dia. O plebeu suou frio e tentou resolver bem os casos surgidos, até final do dia. Quando Marduk voltou, respondeu à pergunta do Rei (Que achou da experiência?): Difícil! Majestade! O melhor mesmo é a sensação de poder que ninguém pode contrariar, mesmo errado. Porém, prefiro voltar a meu casebre… Marduk mandou então que ele olhasse ao alto. Viu ali, bem acima de sua cabeça, uma aguda e pesada espada de aço presa por um fio de seda mais fino que teia de aranha, diretamente apontada para sua nuca. Aí o Rei-deus explicou – Para um Rei o primeiro erro grave será o último, ou seja, a espada de Dâmocles é uma alusão freqüentemente usada para remeter a este conto, representando a insegurança daqueles com grande poder (devido à possibilidade deste poder lhes ser tomado de repente) ou, mais genericamente, a qualquer sentimento de danação iminente.

 

Joilson Bergher, professor de História na Bahia, Especialista em Metodologia do Conhecimento Superior, Pesquisador independente do negro no Brasil, estudante de Filosofia / Uesb.

Instituição conquistense promove Simpósio para discutir os sistemas de Inclusão digital e responsabilidade social e software livre

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III simSis

 

O colegiado do curso de Sistemas de Informação da FTC Conquista promove, entre os dias 14 e 16 de outubro, o III simSIS – Simpósio de Sistemas de Informação. A organização espera reunir cerca de 300 pessoas, para que temas práticos e atuais referentes à computação na região sejam discutidos intensamente.

 

“O simSIS  é um dos principais eventos de computação de Vitória da Conquista, com a capacidade de integrar os alunos das instituições de ensino de Computação e Informática da cidade”, explica o coordenador do curso, professor Gidevaldo Novaes. O simpósio será realizado na FTC Conquista, e as inscrições podem ser feitas pelo site www.simsis.net.

 

Profissionais e empresários do setor também devem participar o simpósio, que procura discutir temas tanto de relevância para o saber científico, quanto para o mercado local. “É uma oportunidade na qual os estudantes, os profissionais de informática e as profissões afins têm de interagir e de trocar conhecimentos e experiências”, completa o professor.

 

Inclusão Digital e Software Livre – Durante o simSIS também serão realizados o III Fórum de Inclusão Digital e Responsabilidade Social e I Encontro de Software Livre. O fórum vai incentivar a discussão de processos inclusivos para o cotidiano da instituição de ensino superior e apresentar as iniciativas realizadas nos últimos dois anos na FTC Conquista e outras instituições.

 

Já o I Encontro de Software Livre, pretende discutir casos de sucesso e as diversas possibilidades profissionais com a utilização do open source. O objetivo é discutir o tema de forma abrangente, trazendo pessoas de conhecimento relevante na área e experiência na execução de projetos dentro desta filosofia.

Fonte ASCOM FTC

ORDEM É PARA SER CUMPRIDA

 

 

 ANIVERSÁRIO BRUMADO E ALAB 153[1]

O comerciante precisou viajar para tratamento de saúde na capital do Estado e, diante da incerteza de quanto tempo ia ficar fora, chamou o funcionário mais velho, não de idade, mas de tempo de serviço, pessoa da sua confiança que fazia as vezes de gerente, e determinou: ─ Não quero que vendam fiado a ninguém enquanto estiver ausente.  Reforçou a ordem dizendo: Meu pai, se se levantar da cova e solicitar comprar fiado, é para ser negado, acrescentando ainda que, quem desobedecesse seria mandado embora.

 

Um empresário muito conceituado e conhecido, fora comprar algum objeto e solicitou que fosse feita uma nota para posterior pagamento. Ante a negativa, ficou decepcionado pela atitude despropositada, intransigente e descortês do funcionário e foi comprar em outro local.

 

O comerciante, ao regressar, encontrou-se com o freguês que lhe disse: ─ O seu “gerente” deve ser conservado e prestigiado, pois cumpre rigorosamente à risca suas determinações.

 

Foi-lhe explicado que a autorização não era uma lei, mas apenas uma força de expressão, tendo em vista que os funcionários vendiam fiado sem o seu consentimento. Mas no seu caso, foi um absurdo inacreditável por ser muito conhecido e um referencial de bom conceito e honestidade.

 

Todo final de mês tinha o hábito de repassar as notas para as devidas cobranças: um dia deparou-se com uma, feita no período de sua ausência. Chamou o funcionário a quem dera a ordem e solicitou explicação do fato. O funcionário dissera-lhe que tratava-se de uma pessoa amiga e ficou com vergonha de lhe negar o crédito. ─ Então o senhor agiu com duplo critério. ─ Ao seu amigo, a quem não o conheço, fora dado crédito, descumprindo a minha determinação. Ao meu amigo comerciante, pessoa de conceito ilibado fora-lhe negado, como o senhor esclarece sua atitude?

 

  Atarantado, não teve como se explicar, sofrendo repreensão pela desobediência do estabelecido sendo uma decepção devido ao comportamento dúbio, mostrando uma personalidade frágil diante das responsabilidades assumidas.  A incumbência não fora executada, merecia ser demitido, porém lhe fora dado uma chance e oportunidade de rever a atitude incoerente.

 

 

Antonio Novais Torres

[email protected]

Brumado em 24/7/2010.

Luiz Caetano critica Bassuma por tentar “apressar” apoio a Serra

O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT), que foi o coordenador político da campanha de Wagner, disse nesta quarta-feira que o deputado Luiz Bassuma (PV) “deixou cair a máscara porque prega uma coisa e faz outra”. “Quando ele estava no PT vivia reclamando que decisões eram tomadas sem que o coletivo fosse ouvido. Agora, sem ouvir ninguém se ofereceu para apoiar Serra com os parcos 3% que Marina lhe deu na Bahia, porque ele nunca tinha passado de 1% nas pesquisas”, declarou Caetano, acrescentando que a decisão de Bassuma “levou diversos setores do PV a desautorizar o deputado, afirmando não ter ele autoridade para falar em nome do PV. O partido ainda vai se reunir para decidir o caminho a tomar”, concluiu.

Câmara do TCE decide notificar secretário de Saúde do Estado

 

 

Secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla

A 2ª Câmara de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado (TCE) decidiu, ontem, notificar o secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, para que explique, no prazo de 30 dias, as irregularidades constatadas pela auditoria da Casa acerca do contrato e execução dos serviços prestados pelo Instituto de Olhos Fábio Vieira dentro do programa do Saúde em Movimento. O programa Saúde em Movimento também teria sido usado pelo candidato a deputado estadual, Salvador Brito (PT), no município de Santa Maria da Vitória, durante a campanha eleitoral, caracterizando a ação como uso da máquina para captação ilícita de sufrágio. Salvador não foi eleito. Entre as irregularidades apontadas pelos auditores do TCE estão a superestima do valor do contratado em relação aos serviços previstos, totalidade dos pagamentos realizados de R$ 34.978.354 sem apresentação de notas fiscais e alteração “substancial” do objeto e do público alvo, em desacordo como instrumento convocatório. No caso do uso damáquina pelo então candidato a deputado estadual, Salvador Brito, chamou a atenção da equipe de auditoria a propaganda feita por ele com carro de som pela cidade dizendo-se o responsável por ter levado até o município o programa Saúde em Movimento. (A Tarde)

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma – Leonardo Boff

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Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avaliza para fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

(*) Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

DIRETO DA PRAÇA – CAMPANHA SUJA

 

                                                                                                               

 

            A quantidade de e-mails que tenho recebido sobre a candidata Dilma Roussef é quase incontável. São dezenas de correios, a maioria com o objetivo exclusivo de esculachar a candidata do senhor Lula.  Só eventualmente recebo alguns defendendo a pobre mulher. Mas a maioria tem como finalidade desmoralizá-la de modo pessoal, religioso-social e politicamente.

            Claro que identificamos o perfil desses internautas. São aquelas figuras de sempre. Agora com o advento da internet essas [aquelas] pessoas mudaram o modus operandi. Mas a tática é  disseminar de forma impiedosa ataques e desgraças sobre a adversária. Atacam-na de todas as formas. Até sexualmente falam da mulher. É lastimável que uma campanha seja levada para tantos campos, em detrimento dos que seriam exclusivos ao interesse público.

            Diante dessa enxurrada de e-mails terroristas (esse filme é velho) e considerando que haverá um segundo turno, e, mais ainda, que há por parte de nossa direita raivosa um processo de achincalhamento moral até o dia 31 de outubro, acordei hoje decidido a votar em Dilma Roussef.  Ia votar em branco [coisa que sempre recriminei], mas diante de tanta sacanagem contra essa mulher, resolvi entrar na contenda para aumentar a goleada que ela vai dar.

            Agora sou defensor intransigente dela. Detesto vagabundagem, sem vergonhice.

            Esse negócio de trazer Cristo para uma campanha eleitoral é coisa de gente descarada. Não suporto gente descarada. Inventaram pela Internet que a mulher não acredita em Deus, que ela é o anti-Cristo, que disse não perder a eleição mesmo que Cristo quisesse. Que faz macumba, rituais negros  e que vai acabar com as religiões. Tudo mentira!  Desespero de gente sem caráter.

            É aceitável trazer Jesus Cristo para o centro de uma campanha eleitoral? Pois a nossa Direita Raivosa faz isso. Ela não tem escrúpulos. A Polícia Federal está trabalhando para identificar essa Central de Boatos para meter todo mundo no xilindró. Eu vou sorrir. São gente vagabunda que repete os velhos políticos, as mesmas práticas oligárquicas do Brasil Velho. Eles querem aquele Brasil antigo: Fumo de paia na boca, carro de boi roncando e o atraso comendo nossas artérias sociais, nossa vida econômica, nossa tecnologia, nossa vida moderna. Isso é o que essas pessoas querem. O Brasil do atraso. Aquele atraso que nos fez entrar no século XXI prometendo dar um prato de comida para o Povo, que vivia esfomeado e a um passo de uma comoção social. 

            São esses caras insensíveis aos problemas dos mais humildes que querem espalhar que a senhora Dilma Roussef é o anti-Cristo. Existe algo mais anticristão do que negar ou privar um irmão de um prato de comida? Existe? Pois é isso que recriminam no atual governo. É contra a prática de atender aos mais necessitados que nossa velha burguesia se revolta. Pior é fazer de conta que o povo estava esfomeado e não era culpa de ninguém, a não ser do próprio povo.

            Nossa velha burguesia está indignada. Não encontra mais um miserável desses para trabalhar de sol a sol, a preço de banana. Isso é um absurdo, berra. Ela quer mão de obra barata e sem vínculo empregatício. Isso faz lhe sobrar dinheiro. O réveillon em Paris aguarda. Cadê os miseráveis que trabalhavam para mim de graça?   Sumiram. O irresponsável do Governo agora está dando comida a essa corja. O governo, por sua vez, sabe que se tirar o prato da boca dessa gente, isso vira uma guerra civil. São 500 anos de miséria contra o Povo. A culpa é de Dilma? ABAIXO A CAMPANHA SUJA. Vamos ganhar mostrando o que fez. Se não fez, cale-se e perca com dignidade.

PAULO PIRES  – É PROFESSOR MESTRE – UESB/FAINOR – VITÓRIA DA CONQUISTA-BAHIA

O circo montado.

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Vivemos em tempos difíceis. Vejo cada vez mais tentarem substituir o auto-senso, o direito inalienável de manifestação de nosso querer político que, bem ou mal, é o que nos define como seres humanos, como cidadãos políticos, como homens e mulheres que decidem seu próprio destino. Retirar de nós nossa condição de escolha é vilipendiar nosso bem mais sagrado: nossa dignidade.

 

Digo isso diante da constatação de que “forças ocultas” querem impedir o candidato mais bem votado do país de exercer seu direito constitucional de assumir o mandato que lhe foi outorgado pelo povo. Tiririca é, hoje, o mais legítimo dos representantes da população brasileira na Câmara Federal.

 

Não faço piada. Defendo, com toda a minha convicção, o direito do Deputado Federal Francisco Everardo Oliveira Silva de assumir e exercer o seu mandato, como representante legitimamente eleito pelo povo.

 

A campanha midiática nascida das sombras para impedir a posse do Deputado Tiririca a mim me parece uma tendência iníqua, com viés purista, direcionado ao autoritarismo, absolutamente contraditório aos princípios republicanos e democráticos. Sempre que se quer substituir o senso da população por ideais do que seria o certo ou justo, ao critério de um ou de uma minoria, estamos a descrever uma ditadura, resultando numa exclusão do povo dos círculos mais internos do poder.

 

Queiramos ou não, a sua eleição é o resultado de nossa conjuntura, de nossa condição política, social, intelectual e é resultado legítimo da nossa forma de democracia representativa. É o que nós estamos merecendo. Gostemos ou não, ele é nosso legítimo representante. Cabe a nós, neste momento, trazer um novo debate a respeito da representação política e não escandalizá-la com a sua negação.

 

Por que somente após sua eleição se alguergaram de impedir-lhe a posse? A alegação mais recorrente é que a presença do humorista “denigre a imagem do Congresso Nacional”. Outra, é a de que seria ele analfabeto, o que o impediria de pleitear cargo eletivo.

 

Ambas têm a mesma natureza, mas delas, a mais ignomínia é a segunda.

 

 

Vale destacar que sua candidatura foi aceita – e no momento próprio ninguém perquiriu de sua condição de alfabetizado. Luiz Ismaelino Valente, procurador de Justiça no Pará, professor de Direito Eleitoral da ESM/PA e da FESMP/PA, bem ressalta que “nem a Constituição nem as leis definem o analfabeto. Não se queira confundi-lo com o semi-alfabetizado ou o de pouca instrução. A lei exige que o candidato saiba ler e escrever, mas não que tenha o “domínio pleno” da língua portuguesa nem este ou aquele grau de instrução. Analfabetismo não é sinônimo de ignorância. Há muito apedeuta com diploma de nível superior. Se é para fazer testes, que se faça um que afira a honestidade do candidato. É melhor um analfabeto honesto do que um letrado corrupto.” (in VALENTE, Luiz Ismaelino. Os analfabetos e a prostituta. Jus Navigandi, Teresina, a. 4, n. 45, set. 2000)

 

Ora, moralistas há aos montes. Denigrem muito mais a figura institucional do Congresso os mensalões, as cuecas recheadas de dólares e os apagões morais, sob os auspícios de quem nada viu, nada ouviu, nada fez, nada sabe.

 

E todos eles, ou a maioria deles, ainda está lá, foi eleita, reeleita, sem que contra eles, as forças ocultas se insurgissem.

 

 

Concluo dizendo: Com Tiririca, pior do que está não fica.

 

 

Fábio Torres – advogado especialista  em direito político e  municipal.

Sócio de J. Pires e Associados em Salvador/BA.

Serra quer dialogo com Geddel e Lula tenta reparar erro de Dilma

 
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O Mundo político é mesmo amargo, mais tem perfume adocicado, vejam só, o terceiro lugar na sucessão estadual da Bahia, ex-ministro Geddel Vieira Lima contabilizou  pouco mais de um milhão de votos, um patrimônio que passou a ser cobiçado por José Serra, que para ele ligou na madrugada de domingo para segunda, e, no fim da tarde de ontem, foi chamado a Brasília. O presidente Lula quer conversar com ele. Deveria ser a candidata Dilma a quem caberia o convite, mas ela meteu os pés pelas mãos…

O político baiano é do PMDB e integra o grupo que forma com Michel Temer. O PMDB, vale lembrar, está coligado com o PT, embora para a legenda não signifique muita coisa porque o partido é tradicionalmente dividido. Geddel lembra da forma como foi traído e diz que não pretende retaliar.O importante neste momento é que a sua atitude seja coerente as expectativas do seu eleitorado.

Que tende mais a acompanha o tucano.

TJ prorroga inscrições para juízes leigos e conciliadores

 Foram prorrogadas para a próxima quinta-feira, 7, as inscrições para o concurso do Tribunal de Justiça da Bahia para a contratação de 311 conciliadores e 115 juízes leigos que vão atuar na capital e no interior da Bahia. O prazo final estava previsto para esta segunda-feira, 4, mas a comissão organizadora do concurso resolveu prorrogar por conta da paralisação dos bancários. As inscrições podem ser realizadas exclusivamente pelo site da Consultec (clique aqui e acesse), empresa responsável pela realização do processo seletivo. Para concorrer à vaga de conciliador, o candidato deve ser bacharel em Direito, Administração, Psicologia e Serviço Social ou acadêmico que esteja regularmente matriculado a partir do 4º ano ou do 7º semestre letivo nos cursos de Direito, Administração, Psicologia e Serviço Social. Já para a vaga de juiz leigo pode concorrer quem for bacharel em Direito que comprove pelo menos 2 (dois) anos de experiência como advogado. A remuneração para conciliadores leigos pode chegar ao valor de R$ 1.538,38 e para juízes leigos pode chegar a R$ 2.709,61. A jornada de trabalho para as duas funções é de 30 horas semanais. A prova objetiva será aplicada no dia 24 de outubro de 2010, das 8 às 12 horas, para os candidatos a juiz leigo, e das 14 às 18 horas para a função de conciliador.